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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Pensamento Baconiano

           Em seus textos, Francis Bacon fundamenta seu pensamento no qual o conhecimento válido para o homem é aquele proveniente da experiência, ou seja, o conhecimento empírico. Ao criticar a filosofia clássica por considerá-la ineficiente no âmbito real, uma vez que, mesmo os pensamentos mais aclamados da antiguidade não encontraram real serventia para a humanidade, Bacon se afasta de todo o pensamento científico-filosófico anterior a si mesmo, com exceção talvez de René Descartes, cuja visão de dúvida e privilegiamento da experimentação se aproxima do discurso baconiano.

           O autor cria uma nova visão acerca do que é ciência, no caso, distanciando-se das concepções dialéticas e puramente filosóficas, focando-se naquilo que pode ser devidamente definido, desviando-se de toda e qualquer “fantasia” da mente humana. Ele defende que o ser humano precisa se livrar de seus ídolos, ídolos que o dirigem a uma situação de crença ilusória, prejudicial aos preceitos científicos.

           Francis Bacon visava ajudar a progredir o pensamento científico, associando-o à ideia de inovação que hoje possuímos por ciência. Ao afastar os homens de suas falsas noções e ídolos, espera que acostumem-se com o trato direto das coisas, visto por ele como o trato útil e correto.

Victor Luiz Pereira de Andrade - Direito matutino - 1° ano

Sobre o método experimental de Bacon


     Francis Bacon , influente político no parlamento Inglês, em um momento histórico de fortalecimento do absolutismo do reinado de Elizabeth I e de consolidação de atividades comercais em alta, é considerado como o fundador da ciência moderna. Em sua obra  Novum Organum revisa a posição do homem e da ciência em relação a natureza.

     Logo no inicio de sua obra, o autor indica que é fundamental para o entendimento e o sucesso da análise e compreensão da natureza nos livrarmos de nossos erros, como o subjetivismo e de linguagem. Onde através da alteração e o entendimento da natureza, o homem, pode obter resultados benéficos.

     Bacon faz defesa de que "o saber é poder" e reforça a idéia de que devemos compreender o fenômeno estudado para obter o melhor resultado. Tem como principais temas em sua obra a razão, a filosofia, a ciência e a teologia medida que coloca o homem em posição de desbravador e interprete do universo em que habita.

      Além disso, crítica o modelo clássico de filosofia que se apega a questões de pouca útilidade física e defende a nova forma de fazer ciência como norte para alterar e melhorar as condições de vida humana. Nesse novo modo de pensar a natureza surge como algo que deve ser entendido e explorado para servir ao homem.

A física do dia a dia

     O filme  O ponto de mutação inicialmente faz uma crítica clara ao modelo de vida  que vem sendo disseminado no mundo nos dias de hoje. Nesse modelo, o consumo, narcisismo e a percepção surgem como forma de satisfação momentânea, demonstrada pelo dualismo dos personagens principais, que apesar de serem norte americanos, possuem modo de vida distintos.
  
     A discussão entre os personagens, nos leva ao entendimento de parte da teoria contida na obra de Descartes, chamada O Discurso do método, onde no filme, a natureza é comparada com partes de uma máquina que pode ser desmontada e entendida, ou como revela o longa, uma visão mecanicista. Essa visão rompeu com os tradicionais dogmas e formas de pensar até então vigentes, causando modificações no modo de fazer ciência que se mantem até os dias de hoje.

     O debate também faz crítica ao modo de percepção atual da esfera política, que visa solucionar as causas dos problemas e não suas consequências. Esses problemas também estão relacionados a supremacia do poder econômico sobre o político, que por sua vez está relacionado as massas e ao senso comum.

Em suma, o filme nos faz refletir sobre a adoção de novos princípios como forma de mudar o mundo e nos expõe o quão complexo é a transição dessa nova forma de interpretação, tanto na política quanto na física.

Pense e sinta

O silêncio mostra-se muito bom quando precisamos desenvolver um raciocínio longo. E era assim que o senhor de pequenos óculos estava, imerso em pensamentos próprios enquanto observava uma caneta. Observava, usando apenas sua visão e sua dedução para entendê-la. Andando em torno da mesa onde se encontrava, suspirava a curtos passos. Caneta. Será?. Um objeto que lança tinta quando pressionado contra alguma superfície...
Experimentou tocá-la. Madeira maciça, com um bom acabamento, liso e sem nodosidades. Alguns detalhes em alto relevo, atribuindo um ar refinado à peça. Tudo parecia indicar que se tratava de uma caneta, quando um leve deslize da parte inferior do objeto revelou sua ponta metálica para escrita. Brilhante, recém-polida, refletindo a luz da tarde em sua superfície. Assentiu solitariamente, concordando com a magnificência do presente. E com ela resolveu deixar sua marca na carta que enviaria ao amigo que o presenteou.
No entanto, uma pequena surpresa o espantou. No momento em que começaria a escrever, percebeu o engano cometido. Não se tratava de uma caneta, mas sim de uma lapiseira mecânica, colocada dentro de um invólucro tão comum na época para o primeiro objeto.
_____Presente de grego...
Disse isso não se referindo à lapiseira em si, mas ao pensamento que teve sobre ela. Apenas contemplá-la, como os gregos faziam em seu processo de conhecimento, levou-o ao raciocínio errado e somente a descoberta foi feita no momento em que a experiência se concretizou. O espírito empiricista demonstrou sua graça nessa brincadeira na qual os ídolos tão comumente iludem os sentidos e a arte do pensar. Emoções, sentimentos, a formação, as relações comerciais e pessoais e até mesmo a filosofia brincaram, ludibriando a busca pelo saber.
_____Então era isso que queria me mostrar, Bacon?
E foi com essa fala e um sorriso no rosto que o senhor saia de casa, sentindo o vento em seu encalço e agraciado com o vespertino enluarado para encontrar seu amigo.



Leonardo Eiji Kawamoto - 1ºAno - Direito Matutino

DIVAGAÇÕES (CONTRA) CIENTÍFICAS


Mente? Corpo? Alma?
Ser máquina? Ser ferramenta? Ser NADA!
NADA? Vazio? Matéria? Energia?
Mente+Corpo+Alma = ?

Partes de individuo,
Mas um individuo é partes?
Cientificamente se destrói o todo
Cientificamente se faz partes
E se perde, também, cientificamente
Porque todas as partes juntas
Em seus mínimos detalhes, normalmente
Não formam a essência do todo
As partes das partes!

Mente? Corpo? Alma?
Ser máquina? Ser ferramenta? Ser NADA!
NADA? Vazio? Matéria? Energia?
Mente+Corpo+Alma =?

Do sol ao individuo
Da gota d’água ao grão de areia
Tudo influência e sofre influência
Da energia, da conexão
Ligação
Formação
Construção
Reconstrução
O todo, do todo!

Louise Fernanda de Oliveira Dias
1º ano Direito Noturno

Utilidade do conhecimento

     Bacon segue o pensamento cartesiano, voltado para o conhecimento verdadeiro, e dedica-se a interpretação do mundo através das experiências. Vai além de Descartes, acredita que o saber por si só não é suficiente, é preciso que se torne útil tal conhecimento. O que mostra que a filosofia proposta por Francis Bacon, um nobre, agradava a burguesia que via em sua teorias o primeiro passo para avanços que lhe beneficiasse.
     Criticou também os antigos filósofos que através da dialética não estudaram a realidade em si, pois apenas o uso da mente não poderia desvendar toda a natureza. Por fazer dessa a base, não se pode evoluir, pois o homem quando acredita em algo, tem como ideia que essa é a única verdade, quando o certo seria ser imparcial para podermos obter o verdadeiro conhecimento.
      Para a aplicação de seu método, deveríamos abandonar certos ídolos, estes que em partes tem o mesmo significado que se dá ultimamente, pessoas que "cegam" outras e trazem falsas percepções do mundo. O ídolos da tribo são as distorções feitas pelos sentimentos do indivíduo (paixão, ódio, predileção, etc), os ídolos da caverna que fazem alusão ao "Mito da Caverna" de Platão são os que estabelecem uma relação entre o homem com o planeta (religião, educação, costumes, etc), ídolos do foro são aqueles que influenciam através de associações (comércio, política, amizades, etc), e por último os ídolos do teatro que se ligam por meio de superstições (astrologia, magia, sistemas filosóficos, etc).Assim como Kelsen acredita na neutralidade no Direito, Bacon acredita nessa no âmbito do conhecimento, o que é impossível nos dois campos, pois como humanos possuidores de sensações e preceitos morais não conseguimos abandoná-los por completo.
      Porém mesmo abandonando todos os ídolos não se pode ser completamente neutro, assim como Kelsen acredita na neutralidade no Direito, Bacon acredita nessa no âmbito do conhecimento, o que é impossível nos dois campos, pois como humanos possuidores de sensações e preceitos morais não conseguimos abandoná-los por completo.

     Bacon quis a inovação, o conhecimento proveniente dos sentidos, das experiências e pode concretizá-lo fazendo útil. 
    
        Gabriella Akemi Kimura-  1º ano direito noturno

O Relógio da Vida e do Universo e suas engrenagens

 As pessoas hoje em dia tem enfrentado grandes problemas em sua vida pessoal. Talvez o maior deles seja a depressão, causada por conta do vazio existencial, gerado pelo mundo em que vivemos onde tudo é rápido mas nem tudo satisfaz o homem.  O Filme "Ponto de Mutação", dirigido por Berntfudou , que é um excelente longa-metragem de cunho cientifico, trás essa abordagem mostrando três personagens que também se encontram em um vazio existencial. Por lado um político cansado de seguir discursos que não são seus, por outro um poeta sem convicção de vida, e por fim uma cientista desacredita da ciência por ver seu objeto de pesquisa, a Física, sendo usada para destruir o mundo.
Durante o enredo, é tecido uma crítica à visão cartesiana de ver o mundo. O grande e maior responsável pela dificuldade do homem é dividir o conhecimento em partes pequenas; não conseguir vê-las por completo, pois é preferível ver apenas "uma engrenagem do relógio, do que todo o sistema junto". Ou seja, o método cartesiano tão posto em prática e tão usado na ciência, é visto como um grave erro.
Percebe-se que olhando com a lógica o olhar cartesiano possui mesmo falhas, e pode ser um grande responsável pelo "mal do século XXI". Quando somos "treinados" para apenas ver uma pequena parte de um conhecimento, acabamos nos acostumando e passamos a encarar o mundo dessa maneira, vendo-o com apenas uma visão, seja ela científica e racional, teológica e sentimental. Acabamos aos poucos nos esquecendo que uma visão, depende da outra; que vivemos em um mundo em que o ponto de vista "disso depende daquilo".
Podemos correlacionar essa ideia expressa no filme com os problemas sócio-ambientais. O homem adaptou-se tanto à visão cartesiana, que esquece que a natureza e os outros a sua volta, se relacionam continuamente com ele, como em um sistema , em um relógio, sendo ele uma simples engrenagem que não pode prejudicar as outras. Ou seja, se passássemos a ver a sociedade e a natureza como parte de um sistema único da qual seriamos importantes peças, dificilmente enfrentaríamos problemas ambientais como hoje.
Por fim conclui-se que não devemos descartar a visão de Descartes, nem mesmo considerá-la a mais correta, e sim passar a entender o mundo como dito no Filme "Ponto de Mutação", como um Sistema Único

Otávio Augusto Mantovani Silva
            1º ano Direito Diurno - Turma XXXI UNESP

Nenhum Homem é uma ilha

         Embora com uma fotografia básica e raras mudanças de cenário, o filme "Ponto de Mutação" (em inglês, "Mindwalk") impressiona pelo universo de temáticas utilizadas em menos de duas horas de filme. É composto por três personagens principais: Jack Edwards, um senador estadunidense e ex candidato da eleição à presidência, Sonia Hoffman, uma cientista e física afastada, e Thomas Harriman, um poeta e amigo de Jack, que decide se afastar da metrópole conturbada que é Nova York para viver no litoral francês. Ao longo do filme, o contexto leva esses personagens a se aproximarem, visto que todos estão passando por desilusões, além de conversarem sobre assuntos que continuam contemporâneos: meio ambiente, novas maneiras de se fazer política e de observar o mundo, pensamentos sobre a sociedade e a individualidade constante.
         Logo no início do filme, o poeta Thomas diz à Jack: "nenhum homem é uma ilha; todos fazemos parte de um continente". E ao longo da trama insiste-se na concepção de que o homem se encontra cada vez mais na esfera individual, esquecendo da enorme teia de interrelações e da necessariedade das conexões em sociedade para sobreviver. Por muitas vezes, Sonia critica o pensamento Cartesiano (o qual indica que o conhecimento só seria encontrado se fosse fragmentado), rebatendo que esse seria o motivo de nações se importarem com nada além delas mesmas, e que devemos olhar para o todo para enxergar os segredos e potencialidades do nosso universo.
         Cada um dos três personagens tenta buscar uma forma (mesmo idealizada) de transformar o mundo, utilizando para isso o instrumento da sua área (poesia, política e ciência). Jack tenta fazer com que Sonia aceite o emprego em Washington para fazer parte da equipe que irá comandar sua próxima campanha de eleição, enquanto Thomas declama um poema de Pablo Neruda que se encaixa perfeitamente no contexto por possuir um tema ligado à relações e como todas as sociedades, sendo humanas ou não, necessitam dessas conexões para permanecer no planeta. A trama demonstra por fim que o pensamento não pode permanecer isolado como o castelo medieval de Mont Saint Michel, mas sim relacionado à outros pontos de vida e perspectiva sobre a realidade humana.

Vitória Schincariol Andrade - 1° ano Direito Noturno 

Novos métodos

    "Ponto de Mutação"  um ponto de renovação, mas seria essa uma aberração ou um avanço? É este o tema do diálogo que se estabelece por todo o filme, dirigido por Bernt Capra. Sonia uma cientista da área física, Thomas um poeta, e Jack um político, diante de tão distintas profissões e âmbitos de pensamento vemos um reflexão sobre o que se tornou a sociedade e todo seu funcionamento.
    Depois de instaurado o método proposto por Descartes inciamos um período de sistematização, tudo é analisado separadamente, como se funcionasse perfeitamente sozinho. Essa avaliação ao método cartesiano nos mostra o quão ultrapassada está tal visão, mas sem ignorar seu valor. Sem o questionamento, sem a crítica ao conhecimento sobrenatural, sem o uso da razão como caminho da verdade, nada teríamos alcançado, pois foi esse pensamento que nos fez evoluir e iniciar a ciência moderna.
     Uma das consequências do pensamento de Descartes é que o conhecimento deixou de ser voltado para o bem do homem como pretendia, Sonia retrata no filme sua insatisfação após usarem seus estudos com raios que poderiam aprimorar o conhecimento de células cancerígenas, serem usados em Guerra das Estrelas. O saber se tornou poder, conforme disse Bacon, e nos deixou ainda mais arrogantes, acredita-se que a ciência pode trazer respostas para tudo e que não precisamos nos preocupar com problemas ambientais, sociais que logo haverá uma solução advinda dos cientistas.
      De uma forma utópica, Sonia acredita que será possível mudar o mundo apenas com um pensamento mais crítico do planeta, porém o que se constata em todo o mundo é que hoje nós pensamos no que ela retrata durante o filme. Todos sabem do que se trata o aquecimento global, sabem o que causa o efeito estufa, mas nada fazemos para mudar a situação pois muito além do pensamento cartesiano, vem antes o pensamento capitalista e individualista que não quer mudar o mundo a sua volta por inércia.
       
      Gabriella Akemi Kimura-  1º ano direito noturno
A investigação da natureza
Francis Bacon considerado o pai da ciência moderna trouxe um legado essencial à história da humanidade: a busca da ciência cada vez mais atrelada ao mundo empírico. Afirmava que tudo o que existia era ciência, o que o fez apto na procura pelos segredos da natureza por meio da interpretação e esclarecimento do mundo através de seu novo método na regulação da mente por mecanismos da experiência, isto é, a busca por um intelecto íntegro e puro, desprovido de sentidos que induzem ao erro.
Firmava sua teoria através de inúmeras críticas à Aristóteles e a Escolástica, por estes apresentarem uma filosofia esterilizada e desnecessária à humanidade, já que a teoria aristotélica utilizava-se do raciocínio silogistico como forma de descobrir os fatos e para Bacon o racicínio indutivo era guiado pela investigação da natureza, o que o fez acreditar que seu novo método superaria noções errôneas e reformaria o conhecimento por completo.
Seu novo método na exploração do conhecimento o fez descrever a noção de Ídolos como mera percepeção falsa advinda do homem que diz fazer ciência. Para isso classificou-os em quatro tipos: Ídolos do foro, Ídolos da tribo, Ídolos da caverna e Ídolos do teatro. O primeiro refere-se às teorias vazias tendendo a distorções, o segundo ao preconceito em receber impressões por meio dos sentidos tendendo a generalizações, o terceiro fazendo alusão à caverna de Platão é vinculado ao conhecimento preconceituoso do homem quanto à percepção do mundo sem deixar de lado sua crença como verdade única e indiscutível e o último refere-se às teorias e fábulas falsas tendendo ao equívoco. São investigações que influenciaram a humanidade, tanto no conhecimento da verdade efetiva das coisas como na formulação de variadas filofofias posteriores a Bacon.
Adriane Oliveira, Direito Noturno, 1º ano

Ponto de Mutação- bases da existência humana.

 O filme "Ponto de Mutação" levanta uma discussão sobre a relação entre pensamentos e ações particulares sendo considerados parte de um todo e o efeito que estes surtem no mundo. A discussão ocorre entre três pessoas de diferentes áreas: uma física moderna, um político e um poeta; o que nos permite perceber o que cada visão tem em comum, como cada visão diverge, e como cada uma delas reflete no mundo.
 A relação de diferentes faces, diferentes pontos de vista, faz uma união do conhecimento humano dentro dos três pontos de vista (físico, político, e literário), mostrando os efeitos do desenvolvimento da história e da ciência. O papel desses três personagens é divulgar a ideia de que tudo está interligado; há intertextualidade nos diálogos, e cada personagem enriquece a visão dos outros.
Para a cientista Sonia Hoffmann o pensamento de Renê Descartes embora muito útil para a sociedade em que ele viveu, por se afastar do pensamento estritamente religioso medieval para explicar a natureza, muito atrapalha a sociedade atual. Descartes criou o pensamento mecanicista, tido como cartesiano, pelo seu nome em latim, cartesius. O pensamento cartesiano explicava a natureza como uma maquina que poderia ser desmontada para ser compreendida. Isaac Newton ainda teria contribuído no pensamento cartesiano quando formulou as três leis do movimento na física, que influenciou as artes, a política e toda a sociedade. Enxergar apenas as partes e não o todo, esse foi o erro que Descartes cometeu, segundo Sonia, e que fez as nações interessadas apenas em suas próprias partes.
Todo o discurso do filme é uma realidade ainda hoje. As pessoas estão acostumadas com a modernidade, com o conforto e mergulhadas nos seus sentimentos nacionalistas. Recebem tudo pronto em suas mentes e mal podem pensar que todas as coisas criadas pelo homem podem e devem ser moldadas. Até a natureza parece agir baseada na lógica. Precisa-se pensar com maior relatividade a mediação do conhecimento diante de todas as descobertas que são impostas e modificam nosso modo de agir na sociedade, parte de uma nação, parte de um continente, interligado a um sistema maior, toda a humanidade.


José Augusto Melo de Carvalho, Direito Noturno, 1° ano.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Auto-atualização

A busca pelo conhecimento é inerente ao homem, sem que se perceba, de maneira praticamente "instintiva" este busca explicações sobre a origem, o conteúdo e a finalidade de todos os objetos; graças a essas indagações a humanidade passou em alguns milênios, tempo irrelevante na Terra, da descoberta do fogo a Revolução Industrial.
Porém, segundo Francis Bacon em "Novum Organum" todo esse conhecimento não pode depender apenas do labor da mente, que deve ao máximo ser evitado, devendo o empirismo ser a base daquele. Propõe com isso dois métodos para a ciência: o cultivo das ciências baseado na antecipação da mente, um conhecimento contemplativo; e a descoberta científica baseada na interpretação da natureza, na experimentação. Sendo o primeiro para o autor pouco provável de fundar novas descobertas. Logo Bacon sugere a "cura da mente" onde esta será regulada pelos mecanismos da experiência.
Bacon critica a abstração dos filósofos e a falta de iniciativa dos gregos nos momentos de transportar do mundo das idéias para o mundo concreto seus conhecimentos. Contesta também os ídolos da mente humana como falsas percepções, que surgem das relações pessoais e mundanas e superstições. 
Quando se analisa a natureza é necessário que ultrapasse a percepção visível, buscando pelo invisível aos sentidos, que possibilitaria novas descobertas e o avanço científico. Portanto o pensamento baconiano se mostra atual preconizando que a mente humana, cujo raciocínio é sempre agitado, deve sempre buscar a atualização do que já é existente.


Barbara Oliveira - Direito diurno - 1° Ano.

O essencial é invisível aos olhos

Em sua obra “Novo Organum” Francis Bacon privilegia o empirismo como a melhor forma de obtenção de um conhecimento digno de credibilidade, que se daria através de provas e experimentos, desse modo, ele reprende a ciência como puro e simples ofício mental.

Além disso, Bacon condena a filosofia grega (ou tradicional), cujo objetivo é a contemplação da natureza sem que haja melhorias às condições humanas, segundo ele “sua sabedoria é farta em palavras, mas estéril em obras” pois não serve ao bem-estar do homem.

Assim, ele cria um método que realizaria a ‘cura’ da mente dos indivíduos que se propusessem a usá-lo, ele também seria capaz de ‘salvar’ os homens de seus ídolos, que distorcem a compreensão do mundo por influência das paixões, crenças, culturas e relações pessoais.

Bacon afirma, ainda, que a inovação está no âmago da ciência moderna, e que sua fronteira seria o infinito. Também reconhece a importância de se buscar a observação do que é invisível aos olhos, como o estudo da célula que, embora aparentemente inútil, revolucionou o universo científico.
 
Letícia de Oliveira e Souza, Direito Matutino.

Francis Bacon - Ideias boas para um tempo, mas que precisam ser repensadas em outro

 A proposição de uma ciência crítica baseada no empirismo foi proposta por Francis Bacon e René Descartes, sendo o segundo o mais conhecido, mas não o primeiro a discorrer do assunto. O advento do empirismo para o método científico foi um gigantesco avanço, pois muito do que se produzia girava em torno de obras filosóficas antigas e crenças que apenas pairavam na contemplação do mundo ao invés de buscar conhecer seus segredos e engendrá-los de forma a melhorar a vida do ser humano.
Deve-se levar em conta que Bacon disse que não se pode dominar a natureza, senão obedecendo-a e ele tem razão. Existem leis já formuladas pela ciência e outras que estão ainda para serem formuladas a respeito da perda de energia na forma de calor, o que configura o preço que a natureza cobra para realizar seus processos, desde o mais simples até o mais complicado.O pensamento de Bacon em relação a “escravizar” a natureza para fazer todas as vontades do homem foi e ainda é muito utilizado, mas não se leva em conta que a natureza levou milhões de anos para formar o planeta da maneira que era quando Bacon escreveu suas teorias e que é hoje por conta dessa destruição selvagem praticada para alimentar uma sociedade cada vez mais consumista e desigual. A fonte dos pensamentos de Bacon pretende ser uma quase livre de pretensões e falseios da mente, mas Bacon, sendo um aristocrata, manteve muitos desses preconceitos em suas ideias, que podem ser percebidos na forma como ele classifica o pensamento até então vigente como totalmente desprovido de qualquer significância quando comparado ao dele e a ideia de “escravizar” a natureza ao invés de tentar conviver harmoniosamente.
Bacon foi responsável, mesmo que indiretamente, pela corrida do homem em submeter a natureza à suas vontades e fantasias, corrida essa que hoje coloca em perigo a própria existência do ser humano caso não pare. Isso porque ele simplesmente se preocupou em dizer que a ciência não deveria parar de transformar a vida do homem, mas não em como essas transformações poderiam ser tanto benéficas quanto maléficas e cuidar para que somente aquelas que trouxessem uma melhoria sem prejudicar o planeta é importante. Na época dele não havia essa preocupação, pois pensava-se que todos os recursos do planeta eram infinitos, mas hoje que já se sabe o contrário, pouco é feito para se deter esse progresso às custas do planeta, porque a ciência também já se transformou em mercadoria e instrumento de dominação, deturpando a visão de uma ciência que efetivamente ajude a humanidade a progredir como um todo.
Cabe aqui um exemplo: de que adianta chegar aos 90 anos devido aos progressos da medicina, se nenhum progresso foi feito para assegurar às pessoas dessa idade um bem-estar independente de medicamentos, ou seja, lazer, infraestrutura que auxilie essas pessoas e mesmo um respeito maior pela idade que todos tendem a alcançar? Se não se pode usufruir dos benefícios da ciência sem se dispor de grandes recursos financeiros, seu progresso foi em vão porque somente atende uma pequena parcela da sociedade. Se Bacon pudesse ver o estrago causado pela simples ideia de submeter a natureza e não de harmonizar com ela e realizar um progresso lento que fosse, mas não prejudicial, certamente repensaria a forma de pensamento científico que propôs.
Não que ele estivesse errado, para sua época é um pensamento extremamente importante, pois rompia com setores mais ligados a tradições que se configuram inúteis para o ser humano, mas sim o fato de que seu pensamento já não mais se enquadra por inteiro no mundo do século XXI. Uma outra contribuição de Bacon, esta mais sólida e que não está limitada pelas barreiras do tempo, é das formas chamadas “idolatrias” de se falsear o pensamento humano, pois a mente está sempre sujeita a falsas interpretações em funções dos sentidos. Essa forma de pensar de sempre procurar abster-se daquilo que pode atrapalhar o pensamento e produzir falsos resultados é até hoje uma das mais importantes fontes do pensamento jurídico, especialmente acerca das reivindicações dos direitos sociais.

Mindwalk/Ponto de mutação e a forma das tribos indígenas de enxergar a natureza humana

 O filme Mindwalk/ Ponto de Mutação introduz uma área do pensamento científico bastante difundida nos dias atuais, mas que ainda perde força em razão da economia capitalista financeira: o pensamento em Sistemas. Essa forma de pensar já existe com grande força na Ecologia no estudo de Biomas, Ecossistemas e os impactos antrópicos nos mesmos, porém o filme traz uma outra possibilidade de aplicação, aplicando-a em todos os quesitos da vida humana para evoluir “com o planeta” ao invés de “no planeta”.
Economicamente falando, seria necessária uma reestruturação gigantesca de infra-estrutura e da economia vigente, contrariando a lógica do capital em movimento. A lógica desse pensamento seria parar a fragmentação do conhecimento iniciada por René Descartes no século XVII e começar a analisar os fenômenos de maneira conjunta para assim conseguir uma forma de resolvê-los sem causar mais problemas ou danos para a sociedade e a natureza. A fragmentação do conhecimento foi útil para realizar um progresso científico após seu advento, mas o fato de o ser humano enxergar tudo como uma máquina que pode ser consertada em pequenas partes faz com que ele esqueça que o próprio progresso científico realiza mudanças na estrutura dessas máquinas, mas que o sistema de produção de conhecimento e economia continua o mesmo por quase 400 anos.
A dominação do capital sobre o conhecimento científico é muito intensa, pois é o que continua bancando esse progresso e é justamente isso que é posto em pauta no filme. Será que o ser humano já não alcançou progresso suficiente, pelo menos a ponto de reestruturar suas sociedades para viver em harmonia com o planeta? Segundo a própria teoria de Darwin, organismos não adaptados ao ambiente em que vivem não conseguem gerar descendentes e perdem suas linhagens e o ser humano adaptou essa teoria para o chamado “Darwinismo social”, teoria na qual grupos humanos indígenas seriam culturalmente inferiores e deveriam ser “civilizados”. Paremos um minuto para pensar: Se na essência da própria teoria de Darwin, esses povos continuam até hoje se sustentando, é porquê estão muito bem adaptados a um modo de vida harmônico com a natureza e, mesmo não possuindo um progresso científico comparado com a das civilizações ocidentais, é capaz de algo que essas sociedades não são: visualizar o homem como parte do mundo natural, não como dono deste e uma sensação de união espiritual que transcende qualquer relação familiar, visto que nessas tribos todos tem sua função a cumprir e ninguém as desrespeita.
Outro ponto importante no pensamento de sistemas é o pensamento acerca dos sistemas penais. Deve-se pesquisar para verificar quantos são os indivíduos pertencentes a tribos indígenas que foram submetidos a penas por desrespeitar a ordem social de sua tribo. Pouquíssimos, porquê a justiça se faz presente no espírito e na educação de tais tribos, de modo que não haja um indivíduo adulto que desconheça sua importância ou a do próximo e que atente contra as liberdades estabelecidas pelo grupo. Como podem civilizações chamadas “primitivas” entenderem mais de justiça que as ocidentais com seus extensos códigos cheios de leis pensadas por inúmeros juristas? Como pode ser que condenemos a prisão pessoas que antes foram vítimas de uma realidade social injusta e cruel que praticantes do crime propriamente dito? Por que não há cadeias entre as tribos indígenas? A resposta é simples: O Direito é e sempre foi usado como maneira de proibir as classes populares de reivindicar condições de vida que lhes foram roubadas por aristocratas desprovidos de amor ao próximo, baseando-se em uma justiça “divina” e que hoje se traduz em “justiça” financeira.
Os povos que chamamos de primitivos vivem com o planeta como se fossem um só organismo e seria tolo qualquer um que pensasse que a sociedade poderia se reverter a esse estado. Pode-se no entanto aprender com eles a maneira de agir e pensar, parar um pouco nosso progresso e fazer uso do que já foi feito para aproximar o que o capital distanciou, a marcha da humanidade não precisa ser acelerada como é, porquê se for, em pouco tempo realmente precisaremos possuir tecnologia para colonizar outros planetas, pois o nosso não mais será habitável...

Ponto de Mutação. Esquece-se de duvidar.

(Este texto se inicia com o mesmo parágrafo exposto no texto Francis Bacon e o Processo de Metodologia do Conhecimento, de minha autoria, que é a última publicação feita por mim neste blog.)

O homem desenvolve, ao longo de sua história, metodologias de conhecimento, ainda que, durante muito tempo esta terminologia fosse ignorada. Ou seja, o método empregado pelos primeiros homens para as pequenas descobertas, empreendido nas atividades diárias e sem embasamento teórico evidente, é equivalente ao método aplicado pelos indivíduos do século XXI, conhecido como Século do Conhecimento, ou a sociedade global do conhecimento. Claro está que a metodologia empregada pelos cientistas das mais diversas áreas, no presente século, é provida de maior teorização e é explicita. Assim, o homem contemporâneo exercita seu conhecimento através de um método proclamado. É inadmissível uma forma de conhecimento que não esteja sob determinada perspectiva, que não seja específica.
Entretanto, a obra “Mindwalk, Ponto de Mutação”, demonstra que a análise de perspectivas específicas pode causar a falha na compreensão dos movimentos existentes na sociedade humana e no conhecimento físico. A discussão entre três personagens que simbolizam áreas de pesquisa acerca da vida humana, uma física, um político e um poeta, propõe que não se pode admitir apenas uma perspectiva sobre determinado assunto e manter-se alheio as outras relações que compõe determinado movimento. A preocupação que o político e o poeta expõem ao longo do filme é a de quem se sente desprovido de métodos que possam efetivamente realizar modificações e que deem conhecimentos justos e compreensões necessárias, respectivamente.

O autor da obra propõe, através da contínua negação da pura aplicação dos propostos de Descartes que, a aplicação da pormenorização dos problemas e as críticas específicas sobre determinado assunto não constituem um pensamento completo e inovador. É irônico que o próprio Descartes diz em sua obra para que duvidemos, e parece que confiamos tão fielmente que devemos aplicar o método dele que descartamos a necessidade de duvidar.

Francis Bacon e o Processo da Metodologia do Conhecimento

O homem desenvolve, ao longo de sua história, metodologias de conhecimento, ainda que, durante muito tempo, esta terminologia fosse ignorada. Ou seja, o método empregado pelos primeiros homens para as pequenas descobertas, empreendido nas atividades diárias e sem embasamento teórico evidente, é equivalente ao método aplicado pelos indivíduos do século XXI, conhecido como Século do Conhecimento, ou a sociedade global do conhecimento. Claro está que a metodologia empregada pelos cientistas das mais diversas áreas, no presente século, é provida de maior teorização e é explicita. Assim, o homem contemporâneo exercita seu conhecimento através de um método proclamado. É inadmissível uma forma de conhecimento que não esteja sob determinada perspectiva, que não seja específica.
O desenvolvimento do conhecimento e suas formas de apreensão pressupõe uma estruturação gradual, através da qual as gerações foram empregando novas perspectivas históricas, sociais, políticas e de construção do próprio conhecimento. Um dos maiores teóricos do método de conhecimento que articula nossa pesquisa de conhecimento no século XXI é Francis Bacon. A proposta metodológica de Bacon diz respeito ao modo de se conhecer e sua aplicabilidade. Para ele, ao ser aplicável existe a descoberta cientifica. Entretanto, ao não ser aplicada, existe apenas o cultivo da ciência, que possui a contemplação como movimento principal.
Desta maneira, Bacon propõe que o conhecimento é desenvolvido através da observação dos fatos, e defende que não é possível se conhecer mais acerca de determinado assunto se não for aplicado um método distinto dos já empregados, possibilitando uma perspectiva e um aparato teórico distinto para a pesquisa de algo ainda não bem conhecido. Ao afirmar que o conhecimento avança do simples para o complexo, propõe um método novo e aponta as falhas do conhecimento empregado até então. Aponta ídolos que não permitem o avanço do conhecimento humano e tenta demonstrar os caminhos pelos quais podemos evita-los.
O método proposto por Bacon, portanto, não parece tão distinto do método empregado hodiernamente. A cultura ocidental de conhecimento, talvez principalmente acadêmico, foi amplamente influenciada pelo autor, e ainda é, mas é indispensável que tenhamos em mente que o processo de desenvolvimento desta verdadeira ciência da pesquisa do conhecimento é, também, composto de processos posteriores ao autor.

Só se pode vencer a natureza obedecendo-lhe.
  

Artur Marchioni- Aluno do XXXI turma de Direito Unesp, 1º ano, período diurno.

terça-feira, 1 de abril de 2014


Amarguras de boteco 

São em situações como essa que eu começo a me perguntar por quê raios fui escolher ser professor. Sexta-feira. Última aula do dia. Ah, como tenho azar, nada como ter a bendita última aula da sexta-feira. Não sei se meus alunos olham para mim ou para o relógio que, pesadamente, custa a mostrar uma hora diferente. Acho que nenhum professor merece ter essa aula. É como passar uma hora inteira falando com cabeças vazias e apressadas, que só estão ali para não ganhar “falta” na chamada. Acho que vou pedir uma dose da “branquinha”. Faz tanto tempo que não nos encontramos. Meus vinte e cinco anos lecionando me fizeram ter uma certeza: a permissividade e a passividade desses jovens só crescem. Não sei. Acho que a capitalização do ensino também. Aposto que se eu fizer um comentário do tipo “cai na prova/vestibular” todas aquelas cabeças voadoras voltam para o mesmo mundo que eu e tentam prestar atenção em alguma coisa. Uma hora inteira de aula e nenhuma pergunta. Nenhuma. Como conseguem acreditar tanto no que eu falo? Ninguém pergunta a utilidade, a origem ou até mesmo o por quê de estarem aprendendo aquilo. É impossível que nenhuma alma daquela sala não tenha nenhuma indagação ou observação a fazer. É impossível também que uma pessoa como eu, barriguda, barbuda, desleixada e um tanto calva, transmita tanta confiança a ponto de ninguém duvidar do que eu falo. Não sei se eu posso chamar isso de desinteresse. Pode ser preguiça. Ou desinteresse mesmo. Acho que é isso, talvez. Só queria saber onde foi parar o senso de meus alunos. A curiosidade. A desconfiança. A prevenção. Mas acho que eu só queria mesmo. No momento, a única coisa que eu quero é a minha dose da “branquinha”. Faz tanto tempo que não nos encontramos.

Yanka Leal - 1º ano- Direito noturno

método de negação para transformação

             A filosofia anterior ao século XVII limitava-se ao plano teórico, sendo muito pouco prática e concreta.
              Rompendo com esta situação, Descartes criou uma obra chamada "O discurso do método" procurando mudar a forma de conhecimento, para consequentemente transformar o mundo.
              Em seu método considerava a dúvida como um princípio fundamental e a clareza como critério para a verdade, sendo a razão, além daquilo que nos diferencia dos animais, a chave para a busca dessa verdade.
              Propôs, também, a separação entre racional e sobrenatural revolucionando os estudos epistemológicos, livrando-nos das amarras dos pensamentos obtidos pelos hábitos e pelos sentidos.
              Tal conduta proporcionou a evolução do conhecimento humano e a transformação do mundo, assim como ele quis, pois, ao negar a verdade imposta e absoluta, gerou um novo caminho onde questionamentos e pesquisas pautadas na racionalidade ganharam cada vez mais espaço, permitindo a expansão da mente humana que, por conseguinte, acabou criando invenções e descobertas que perduram até hoje em nossa sociedade.

Ingrid Juliane dos Santos Ferreira - 1º ano direito noturno

Inflexibilidade contra isonomia

                    Em uma sociedade positivista com grande desigualdade social e concentração de renda o direito acaba servindo como um meio mantenedor de garantias e vontades da classe hegemônica, graças ao maior pode coercitivo desse.
                    Consequentemente classes oprimidas acabam criando seus próprios meios de organização social e suas próprias leis para garantir um melhor convívio entre si, já que o sistema jurídico não os favorece, criando assim um direito alternativo para suprir suas necessidades.                                                                     Ademais, usam de movimentos sociais para obtenção de mais espaço e justiça na sociedade como um todo.                                                                                                                                                                  Observando este contexto, depreende-se que um sistema rígido pautado em disposições normativas inflexíveis não são benéficas para todos os cidadãos. Portanto, é preciso adequar o direito às novas realidades que surgem, para que o princípio da isonomia faça algum sentido.

Ingrid Juliane dos Santos Ferreira - 1º ano direito noturno

segunda-feira, 31 de março de 2014

Nem tudo é porque deve ser

O triunfo do Método Cartesiano está na duvida, fato que vai de encontro ao pensamento da filosofia baseada na tradição clássica, quebrando assim o ciclo vicioso do pensamento de sua época: As coisas assim são, porque devem ser. Ao afirmar que o homem é um ser racional, Descartes acredita que isso o torna capaz de interpretar e dominar a natureza, e que ao fazê-lo estará reverenciando a Deus, já que fomos feitos a Sua imagem e semelhança, assim buscar a razão é uma forma de contemplá-lo, desvendando os Seus enigmas. Porém, por ser criatura, o homem necessita do intermédio do Método para alcançar seus objetivos, pois nossa capacidade de raciocinar encontra limites no ser que também é passional e, por diversas vezes, incapacita-se de descobrir o caminho da razão. Logo, antes de tudo, o método traz autocontrole. Seu principio fundamental está na duvida, tendo a clareza como critério da verdade.Mas o caminho não é a ruptura radical com o pensamento cientifico da época, mas a criação de uma ‘moral provisória’, a qual exige regras e cautela. Ele acreditava ainda que a finalidade da ciência era a dominação da natureza, pois nesse processo, o homem alcança a razão.  Seu principio embasa a Ciência Moderna através do questionamento da realidade e da quebra com o pensamento clássico.


Jade Soares Lara, primeiro ano diurno

segunda-feira, 24 de março de 2014

Razão como inspiração

   A ciência pautada em dogmas permite infinitas interpretações sobre o mesmo assunto, portanto a Filosofia, no contexto em que René Descartes vivia, nada mais era do que um punhado de opiniões distintas e igualmente aceitas. A busca pela Verdade era uma bagunça, utilizando das mais variadas ferramentas para se alcançar alguma conclusão; então Descartes propõe um novo método, o que dizia ser a ferramenta mais efetiva para a ciência: o Método Cartesiano.
  A defesa da separação entre religião e dogmas da ciência trouxe ao mundo uma nova perspectiva: o uso da razão pura. O abandono das verdades pré-estabelecidas permitiu um avanço gigantesco em todos os campos do conhecimento, através do que o filósofo acreditava ser o embrião de uma nova ideia: a dúvida. E este abandono da religião, que nesta época praticamente monopolizava o conhecimento, não significa que Descartes seja um defensor do ateísmo, ou negue o catolicismo. Muito pelo contrário: acreditava que a busca da Verdade através da Razão pudesse deixar o Homem mais próximo de Deus. O ceticismo cartesiano permitiu a partir daí uma grande evolução no pensamento humano, desmistificando assuntos nunca debatidos ou postos em questão, refazendo toda a base do conhecimento que já havia sido produzido.
  Em outras palavras, o Método Cartesiano canalizou as ideias, trazendo autonomia à ciência. A dúvida, o questionamento e a razão vinda de dentro do homem, sem utilizar antigos preceitos, eram agora a luz na mente dos pensadores da época. Toda aquela bagunça agora poderia ser organizada de forma racional, onde só seriam guardadas ideias refletidas, e aquelas ideias velhas e irracionais aos poucos seriam derrubadas ou reformadas. Descartes então obteve sucesso em sua busca: finalmente a canalização do pensamento trouxe alguma aplicabilidade à Filosofia.

Bruno Henrique Marques
1º ano - Direito Noturno

Visando à finalidade útil

          Partindo da premissa de que a filosofia situada anteriormente ao século XVII não resguardava o princípio de intervenção na vida prática, apenas limitando-se ao plano teórico sem uma finalidade útil, René Descartes redigiu a obra "O Discurso do Método" com a intenção de configurar uma forma de conhecimento capaz de transformar o mundo.
          O método cartesiano proposto designa-se como instrumento questionador das ideias anteriores, cujas amarras restringentes e limitadoras foram, portanto, libertadas, tornando passível a estruturalização do pensamento moderno.
          Declarando-se contrário a toda forma de conhecimento revelado - tais como a astrologia e alquimia -, embasado na proposição de que o conhecimento do mundo explica-se na própria intuição do homem, Descartes evidencia que o guia humano supremo é a razão, pautando-se no aforismo "Eu penso, logo existo", justificado em si mesmo, uma vez que tudo o que existe, pensa; bem como tudo o que pensa, existe.
          Desta forma, descarta a carga passional embutida no pensamento, propondo a sobreposição racional em detrimento do fardo emotivo, o qual obstrui o caminho à  verdade efetiva a partir de uma visão idealizada não fundamentada no plano empírico.
          Não nega, contudo, a existência divina, chegando a estabelecer uma relação de dependência do homem a deus, definindo-o como perfeição absoluta. Deve-se, entretanto, considerar que, em sua época, não havia mecanismos científicos nem condições político-sociais necessárias - visto que vigorava o direito canônico preterindo-se o civil - para prescindir ou contestar um princípio tão fortemente arraigado na mentalidade ordinária como a esfera religiosa.

Caroline Verusca de Paula - 1º Direito Diurno
    Método Cartesiano
    
    Descartes foi um grande pensador do século dezessete que criou um novo método de análise científica em sua obra Discurso do Método ao questionar as ideias filosóficas da época, como a análise do verdadeiro a partir dos sentidos, visto que, para ele, tudo aquilo em que se podia imaginar a menor dúvida devia ser concebido como falso.
    Enquanto estabelecia seu pensamento, criou uma moral provisória, mantendo sua religião e analisando as ações dos homens mais sensatos, pois revelavam mais do que diziam. Nessa moral, criou máximas que trataram de valorizar as opiniões mais moderadas, prováveis e decididas; vencer antes a si mesmo do que a fortuna e o Cogito Ergo Sum (Penso Logo Existo).

    Outro ponto crítico de sua obra está na tentativa de provar a existência de Deus sob a linha de pensamento que buscava conhecer a origem do pensar mais perfeito que a si, visto que, para ele, a ideia de conhecer é mais perfeita do que duvidar; concluindo que não poderia ter vindo de si mesmo (pois do contrário ele receberia mais ideias perfeitas), mas que viera de um ser que estabelecesse uma relação de dependência (ou seja, Deus).

Gustavo Geniselli da Silva  
Direito Diurno

O Método e o Conhecimento

A obra O Discurso sobre o Método foi escrita por René Descartes, filósofo Francês que viveu no início do Renascimento, e que abre no Ocidente o Racionalismo Moderno, em que a razão é a chave na busca pela verdade.
René Descartes propõe a separação do sobrenatural, religioso e emocional, e a exaltação da razão, ciência e filosofia, na busca da verdade. Verdade essa que não necessita ser absoluta, devído a dúvida ser o caminho do conhecimento.
E nesse cenário que se abre a discussão sobre o método, pois o método nega a verdade imposta e os dogmas, fragmenta os fatos e pensamentos, e por fim, estuda e interpreta tudo à luz da razão, tornando-se assim o método o conhecimento, a evolução humana.

A Dúvida por princípio e a Razão por base; o Conhecimento por fim

Conhecido por suas contribuições no âmbito matemático e considerado o pai da filosofia moderna, René Descartes é responsável por revolucionar os estudos epistemológicos através do desenvolvimento do Ceticismo Metodológico, exposto em suas duas obras mais consagradas: “O Discurso sobre o Método” e “Meditações Metafísicas”, sendo essa última também traduzida como “Meditações sobre a Filosofia Primeira”.
O método cartesiano consiste em rejeitar todo conhecimento que puder supor a menor dúvida, com o objetivo de criar uma base sólida para as novas teorias e ideias a respeito de determinados fenômenos, que devem ser analisados em ordem crescente de complexidade, a fim de facilitar seus estudos. Por fim, todas as afirmações feitas a respeito desses devem ser revisadas e questionadas para que se tenha certeza de que o verdadeiro conhecimento foi alcançado.
Descartes também aponta a razão como elemento essencial para a comprovação da existência humana e para a diferenciação do Homem dos demais animais; critica o método clássico de ensino e sua falta de aplicabilidade e inova ao conciliar razão e religião. 
Seu extenso legado foi e ainda é responsável pelo desenvolvimento e sistematização das ciências, separadas de qualquer tipo de mistificação. Entretanto, o método de ensino claramente desprezado por Descartes é, atualmente, o mais utilizado e a sociedade contemporânea parece ter perdido a racionalidade tão exacerbada em suas obras. Afinal, a condição de existência nos dias atuais baseia-se na posse, alterando a máxima do filósofo, que se inserido nesse século e nessa realidade talvez concluísse o mesmo, para o "tenho, logo existo". 

Menos Platão e Mais razão!


“Portanto, meu propósito não é ensinar  aqui o método que cada qual deve seguir para bem conduzir sua razão, mas somente mostrar de que modo meu esforcei por conduzir a minha ” - 
Descartes

       René Descartes, filósofo francês, considerados por muitos o “pai da Filosofia Moderna” além de propor a separação entre a Ciência e o sobrenatural, o que seria um modo de entender o mundo sem o misticismo que era muito forte na Idade Moderna e que atrapalhava o progresso científico até então elaborou o que seria um método único na busca do conhecimento prático.

       Descartes inquietava-se pelo fato de não ver na Filosofia Clássica uma finalidade algo que pudesse transformar o mundo em algo melhor. Ele queria uma filosofia que pensasse em como resolver os problemas e ajudar o homem naquela época.
Para isso, ele passa anos estudando outras áreas das ciências, viajando para outros países procurando entender e ver possíveis aplicações práticas.

       Mesmo assim ele continua a encontrar em outras áreas da ciência princípios da filosofia clássica o que na sua visão era um alicerce muito fraco para sustentar qualquer coisa. E também em outros campos sem ser necessariamente científicos ele encontrava o mesmo problema: Não havia funcionalidade prática.

       E a religião como ficaria nesta proposta de Descartes?  Descartes nos diz que se o homem foi criado a imagem de Deus que é a razão perfeita  ele deveria desvendar as forças que regem a natureza através da Ciência possibilitando ao homem poder enfrentar o mundo. Ou seja a prática da Ciência seria levar a fé ao extremo

       Com tudo isso pode se afirmar que o pensamento de Descartes permanece muito vivo até hoje, pois tudo o que tentamos sempre cada vez mais é obter resultados que sirvam de alguma maneira para ajudar a humanidade. E deve se lembrar que ele não vê incongruência entre a religião e a ciência  ou seja desenvolve uma visão em que a religião e a ciência podem andar juntas sem atritos constantes mas juntas para construir algo melhor para o homem.

César Augusto Chidozie Onyiliagha 

Direito Matutino

Turma XXXI  

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Valorização da Razão


                   Muito conhecido devido sua importância na matemática, por meio do plano cartesiano , René Descarte é primeiramente muito importante na questão do método para obtenção do conhecimento. Nascido na Idade Média,  período caracterizado pelo controle intelectual da Igreja, em que dogmas e mitos eram considerados bases para à verdade,  seus pensamentos causaram extrema polêmica, devido à consideração da razão como única forma de se alcançar a verdade absoluta.
                   Dúvidas, contestações, testes, comprovações científicas , são termos extremamente relacionados a René Descartes , em seu livro 'Discurso do Método' a condução do pensamento humano , deve ser obtido como a matemática, ausente de dúvidas. A sistematização para alcançar o  conhecimento tornou possível o método utilizado por muitos cientistas e pensadores que surgiram posteriormente ao seu tempo, priorizar a razão, desvalorizando a subjetividade, foi controverso em sua época , em que a filosofia, criadora de mais questões do que respostas, era considerada por muitos a melhor forma de obtenção do conhecimento.
                   A alquimia e magia, eram reprimidas pelo pensador, justamente devido ao seu caráter de ausência de leis cientificas, e verdades pré-estabelecidas, para suas afirmações finais. Esse ato apesar de parecer simples para nossos olhos modernos da era digital , não era compartilhado por muitos desprovidos de conhecimento e pensamento ceticista. Tornando Descartes , um pensador 'sui generis'.
                   Apesar de seu caráter racional, desvinculado com o misticismo, Descartes não só acreditava em Deus, como considerava o mesmo, o ser perfeito, provido da verdade absoluta, o homem deveria usar a comprovação cientifica e o pensamento crítico como ferramentes para a aproximação do saber divino.
                   Pode-se concluir, portanto, a importância de René foi sua apresentação ao pensamento moderno,  liberal , racional da Idade Moderna, gerando uma sequências de fatos, resultando no pensamento e sociedade atual.

Razão e dúvida

O conhecimento é a razão aliada à dúvida em busca de uma certeza que lançará o homem a respostas seguras sobre as ciências. É um caminho para a sabedoria e para a consciência permeado, claro, por dúvidas e não por parcialidades. Descartes, em "O discurso do método" delega a si mesmo a tarefa de adquirir um conhecimento verdadeiro e útil à vida. Para tal, alterou a relação entre Ciência e Filosofia, Ciência e Metafísica. O conhecimento, então, não consiste em informações imediatas que possam desfazer a realidade, e sim em como a consciência do indivíduo pode afastá-lo do caminho ordinário e fazê-lo construir o seu próprio, tornando-o um ser pensante capaz de estabelecer o saber por meio da dúvida, a qual se estende, também, aos nossos sentidos e às ideias recebidas na infância. Trata-se, portanto, de filtrar conhecimentos metódica e sistematicamente. Ademais, a busca do conhecimento, além de servir ao intuito do questionamento da realidade deve servir para o questionamento de si próprio, a fim de se formar indivíduos autônomos. Dessa forma, esse saber, obtido "dialeticamente", e a razão dão sentido à vida, passando o homem, então, a existir ("eu penso, logo existo") e não mais a viver banalmente. Descartes propõe n'O Discurso do Método muito mais do que desvendar a falsidade (possivelmente) imposta pela cultura e pelo cotidiano: ele propõe que a dúvida é a condição primeira para deixarmos de ser sujeitos passivos, abordando a essência de como se caminhar rumo ao conhecimento, embora "O Discurso do Método" não se resuma a um manual: '(...) o meu desígnio não é ensinar aqui o método que cada qual deve seguir para bem conduzir sua razão, mas apenas mostrar de que maneira me esforcei para conduzir a minha".

Eric Imbimbo - 1º ano - Direito noturno

                              O método desconfortável


        Decepção; crítica; rompimento; dúvida. Além de brilhante, Descartes ,definitivamente, não foi um adepto do comodismo, já que , ao se ver insatisfeito com o método ortodoxo de ensino e com a filosofia clássica, cria, guiado pela razão e pela dúvida, uma nova metodologia para buscar conhecimento. Além disso, propõe que haja desconfiança do que houvesse sido previamente transmitido através de exemplos e hábitos, a fim de clarear a razão.
        Desconfiar de tudo, inclusive dos próprios sentidos,  foi a desconfortável máxima q o pensador francês tomou pra si, pois acreditava que para se chegar a uma verdade, é necessário o esgotamento total de dúvidas a respeito do assunto. Sendo assim, estabelece-se a razão como caminho para a verdade.
        Com esse cético método de busca ao conhecimento, Descartes coloca o homem como protagonista no processo de solução de enigmas tanto divinos quanto terrenos, uma vez que,  apesar de desconfiado, foi um homem de fé, que tentava através da razão, e da matemática, se aproximar da resposta dos mistérios que envolvem a existência de Deus.
        O antropocentrismo sugerido pelo brilhante filósofo, deu ao homem papel de senhor do mundo, em detrimento de escravo do mesmo. Esse fato abriu horizontes para o desenvolvimento de diversas ciências e iniciou rupturas com a religião, que até então "dava as cartas do jogo" ( e assim continua em alguns lugares do mundo).
        A modernidade, o desenvolvimento de ciências e tecnologias de ponta notadas hoje, devem-se grande parte, ao amigo do ponto de interrogação René Descartes, pois, graças a ele que parte da humanidade livrou-se das amarras de pré-conhecimentos enganosos ofuscantes da razão que impedem o desenvolvimento do intelecto. 


                                                 Victor Borges Dijigow       1º ano, direito noturno.

                                       

Dúvida e verdade

Em sua obra “O discurso do método”,  René Descartes expõe sua forma de considerar o pensamento e as ciências. Segundo o francês, todos os homens são igualmente racionais, mas conduzem seu pensamento de formas diferentes, o que leva à diversidade de opiniões.
Após ter tido um bom período de formação, viagens e reflexões, Descartes acredita ter encontrado um modo eficiente de analisar, compreender e julgar conhecimentos. Através dele, as informações seriam “filtradas”, restando apenas as úteis e indubitavelmente verdadeiras. 
que torna esse método tão relevante nos dias de hoje é o fato de ele ser uma das bases do pensamento científico e de sua organização em áreas de conhecimento específicas. A Ciência inclui diversos procedimentos na construção de suas sentenças, entre eles a pesquisa e o experimento. Descartes utilizava a dúvida como elemento principal da construção de seu sistema, tudo era questionado até ser aprovado como verdade; o filósofo não se mostrava satisfeito com conhecimentos que não fossem sólidos. O instrumento utilizado para isso, portanto, seria a razão emancipada do homem, capaz de discernir entre o verdadeiro e o falso.

Leonardo Nicoletti - 1º Ano - Direito Diurno

O Método Infiel de um homem fiel

            O Estado Absolutista crescia e ainda mais a burguesia, o poder da Igreja Católica, como detentora do monopólio cultural, censurava as artes e as ciências, porém o antropocentrismo fixava raízes. Nesse contexto René Descartes escreveu suas obras. Em seu Discurso do Método explica o que o levou a criar o racionalismo, método de enxergar o mundo duvidando de ideias pré concebidas utilizando a razão.
            Ao estudar varias ciências, filosofia e letras, o autor reparou que muito do conhecimento adquirido lhe tinha sido imposto como verdadeiro e justificado apenas pelo exemplo ou hábito. Como mecanicista, estudioso da matemática, da física e da própria epistemologia, viaja o mundo convencido de que o correto é não aceitar nenhuma verdade que não possa ser provada de forma racional.
            Portanto a razão consiste até mesmo em vencer as convicções sociais. Logo, para não se perder, estabeleceu algumas máximas como: obedecer às leis e costumes de seu país, evitar radicalismos, seguindo opiniões sensatas, procurar vencer a si mesmo do que tentar mudar a ordem do mundo, ser firme nas decisões e se manter na religião na qual fora instruído.
            Negando os sentidos por poderem enganar, decidiu pensar ser tudo falso para depois aceitar os conhecimentos não duvidosos. Medita pensando na natureza dos sonhos e percebe que para pensar precisa existir. Fascinado por ser real busca a razão da criação do universo e conclui que se ele existe foi criado por alguém. Convencido da existência de Deus prossegue seus estudos influenciando até os cálculos de Newton. Sempre verificando, analisando, sintetizando e enumerando.
Cidadão da Idade Moderna, época de revoluções, Descartes influenciou tão fortemente o pensamento Ocidental que, apesar de não negar Deus, fez até o Diabo duvidar de suas próprias convicções. Ok, dizem que o diabo causa a dúvida e que a fé é de Deus, mas o fato é que os questionadores de seu tempo iluminaram o mundo novo. O conhecimento inquestionável virou dúvida e até os dias atuais, para que exista algo precisa-se de provas. 


A razão cartesiana


            Na busca de achar um instrumento que o levasse à razão pura, o pensador René Descartes desenvolve, em pleno século XVII, um método para a ciência. Partindo da premissa única de que tudo era falso de forma que encontrasse algo ao qual não pudesse negar sua veracidade, Descartes conclui que, embora não possa garantir a existência de nada que o cerca, pode garantir sua própria existência por ser apto a pensar e duvidar de tudo – chegando, então, à máxima “Penso, logo existo”.
            Ainda visando tais premissas incontestáveis, o pensador conclui, através de seu método, que Deus existe, mostrando uma ruptura dos paradigmas nos quais a ciência e a religião eram necessariamente opostos ao utilizar-se de um método científico que não negasse a existência de Deus ou se opusesse à religião, mostrando que fazer ciência não é nada além de investigar a intenção divina e tornar o homem pleno por seguir aquilo a que foi designado.
            Seu método, que consistia na negação, fragmentação e investigação de tudo aquilo que lhe era proposto, tem como fim a razão humana, por vezes obstruída por suas paixões – suas convicções, sentimentos e impulsos. Desta forma, Descartes tenta eliminar ao máximo a dualidade humana que o afasta da razão pura e absoluta, tendo êxito na medida em que sua obra foi responsável por inúmeras descobertas e invenções posteriores.
            Por mais banais e controversos que alguns de seus pensamentos possam ser vistos pelo homem contemporâneo, como a impossibilidade de separar a razão da emoção, ao passo que ambos são intrínsecos ao homem, é válido ressalvar que a sistematização proposta por Descartes foi um marco na história pelo simples fato de romper com diversos dos pensamentos vigentes em sua época, abrindo portas não só no campo da filosofia, mas também à diversas outras ciências.

Júlia Costa Lourenço - Direito Diurno, Turma XXXI

René Descartes e a Ciência Moderna


René Descartes e a Ciência Moderna

           Para René Descartes, a ciência tem como objetivo a transformação do mundo e o bem do homem. Tendo isso em mente, o filósofo desconsiderou o pensamento clássico cuja validade e utilidade considerava duvidosas e dedicou-se à formulação de um método científico capaz de alcançar a verdade por meio da razão e da clareza de raciocínio, livre da influência do hábito, do senso comum, da superstição e da religião. Sua obra, ao lado da de Francis Bacon, é considerada o advento da ciência moderna, guiada pela razão e pela dúvida, de modo que o auto-questionamento faça com que o conhecimento científico busque sempre a realidade efetiva das coisas. E, ainda que enfatize o uso da razão livre de ideias religiosas pré-concebidas, Descartes admite a existência de Deus e o considera o referencial último do conhecimento devido a sua perfeição.

Leila Rosa de Oliveira - Direito Noturno

UMA NOVA METODOLOGIA PARA UMA NOVA CIÊNCIA

          Nos dicionários a palavra ciência (do latim scientia) é definida como "Conjunto organizado de conhecimentos relativos a certas categorias de fatos ou fenômenos", mas na realidade, a ciência é demasiada complexa para ser definida por palavras. Encontramos em nosso cotidiano coisas como carros, celulares, medicamentos e internet, mas raramente nos damos o trabalho de questionar como algo assim pode ser feito e o que foi necessário para fazê-lo.
          A partir do século XV ocorreram diversas mudanças na Europa, no que diz respeito à ciência. O humanismo renascentista fez do homem o centro do universo e possibilitou o avanço científico; adotando uma nova metodologia, a humanidade foi capaz de desenvolver-se consideravelmente. Houve grande progresso na física, matemática, astronomia, química e medicina; René Descartes destaca-se entre os fundadores da ciência moderna por ser um dos colaboradores na formulação da metodologia científica da época.
            Descartes é conhecido por suas colaborações principalmente na matemática e na filosofia. Seu pensamento foca-se no uso da racionalidade para buscar o conhecimento pleno e livre de qualquer incerteza. Junto de outros estudiosos como Francis Bacon, Galileu Galilei e Johannes Kepler, Descartes tornou possível todo o avanço da ciência até os dias atuais, onde ela continua evoluindo.

  Pedro Neves da Cruz Júnior - Direito/Noturno - 1º semestre

"Dubito, ergo cogitoergo sum"

René Descartes

    No princípio havia a dúvida, matriz geradora do conhecimento, a indagação era o chamado de Descartes. Nascido no feudalismo e criado no tradicionalismo, o francês teve acesso à educação formal desde muito cedo. Mais tarde, consideraria esse conhecimento em parte retrógrado e sem aplicabilidade, como explicita o autor, em "O Discurso do Método".    Na obra, questiona-se a veracidade de ciências consideradas dogmáticas da época, como a astrologia, a alquimia, a magia e alguns aspectos da teologia. Descartes desqualificava essas logias e estudos como instrumentos da mudança social; como solução desse conflito ele apresenta um método unificado de sistematização do pensamento.
    Processo que se afastou das formas reveladas, sobrenaturais de pensamento e incutiu à ciência um caráter mais objetivo, colocando o homem como o centro do conhecimento - antropocentrismo. Essa guinada na produção da ciência marca o início do pensamento moderno, do racionalismo. A contribuição de René para a ciência moderna é evidente em seu positivismo, sua sistematização inerentes, abrindo caminho, no âmbito jurídico, para a laicização do Estado.
    É irrefutável a contribuição de Descartes em variadas áreas do conhecimento, e como essa, perpetua-se até hoje. Entretanto, a teoria descartiana do método foi crivada, analisada e verificada, como o próprio autor sugeriu. E, por isso, foi amplificada, melhorada e alterada em partes pelos cientistas que o sucederam, constatando a falibilidade de todo projeto humano e sustentado a dúvida, como única maneira de solidificação do conhecimento

Kalinka Favorin Rodrigues 1ºano - Direito Noturno.

Pensar Cientificista

  "Penso, logo existo" desmistificou verdades inatas e eliminou idéias pré concebidas. O racionalismo cartesiano é o método para se obter a verdade pura dotada de um alto grau de objetividade. O que faz do homem distinguir a realidade de um sonho? Essa dúvida foi esclarecida por Descartes e seria, portanto, justamente o ato de pensar com clareza.
  René Descartes teve suma importância para o Racionalismo, corrente que crê que a razão estabelece-se como meio para obter um conhecimento rigoroso. Dessa maneira Descartes elaborou sua tese, e a partir dela justificou sua máxima alicerçada sob o fato de que o "pensar" é natural do ser humano e, desse modo, concretizou que a razão é capaz de produzir conhecimentos autênticos produzindo verdades inquestionáveis. Sendo assim, uma ilusão em forma de ideia obscura em algum sonho jamais poderia ser tida como realidade concreta.
  Descartes propunha um método que se baseava em leis embasadas na análise de premissas. Visava-se não mais se valer de opiniões particulares mas de ideias que tratem de uma visão geral e objetiva verificando critérios selecionados, probabilidades e os resultados efetivos. A lei mais importante é o princípio da dúvida. À luz desse método recusa-se tudo aquilo que possa suscitar incertezas. A dúvida é hiperbólica e universal e se afirma como meio a evitar o erro.
  O modo de pensar para o autor foi inovador à sua época visto que sistematizava o conhecimento e eliminava a subjetividade filosófica. Foi uma nova edição da ciência que até então baseava-se na Igreja e, para o direito, no Direito Canônico. Sua teoria, contudo, não eliminava a existência de Deus que concretizava-se como criatura perfeita e, portanto, fruto da verdade. É possível traçar um paralelo entre a teoria cartesiana e a de Platão neste ponto visto que, para ambos, o método para obtenção a verdade é o pensamento sendo o mundo concreto das coisas sensíveis enganador. Deus portanto não pertencente a este meio físico é a fonte primária de toda a verdade sob a concepção cartesiana.
  Descartes tem sua atualidade visto que fundamentou o critério de ciência aplicado até hoje. A verdade passou a ser cientifica propondo métodos sistêmicos que formaram o conhecimento racional.

Maria Júlia Freitas - 1
° ano - Direito Diurno 
  

Teorias descartáveis

Reflete, repete, discursa
Todo conhecimento parte da indagação
Qual o propósito da filosofia
Sem o emprego pragmático da razão?

O desafio, ao filósofo, logo se propõe:
Usa do bom senso para desvencilhar-se do senso comum
Usa de teus erros para aprender o caminho da verdade
Usa do método, ruma à autenticidade

Sem trégua,
A filosofia acompanha o sono
Busca sentido na realidade e na quimera
A razão, quase perfeita, certamente de Deus viera

“Penso, logo existo!”
A veracidade da máxima sobressalta os céticos
Concebeu Descartes o adágio
Com contornos genuínos, sólidos, poéticos

Na teoria arcaica encontro mera apreciação
Não me atribuas, pois, a arrogância
Mas de que adianta tal erudição,
Se seu destino, vejas só, é a ignorância?
         Discurso do método nos dias atuais                

        O homem sempre teve a necessidade de explicar as coisas em seu redor, começou por meio da religião e com o tempo esse dever se dividiu também com a filosofia. E tempos depois, Descartes dividiu mais ainda esses conhecimentos e segregou mais a religião.
Descartes inicialmente procurou satisfazer suas necessidades de conhecimento com o que já era conhecido, procurou absorver tudo que podia de seus mestre mas isso não foi o suficiente, ele ainda se sentia na ignorância e sem confiança no que aprendia, tudo poderia ser refutado na sua visão.
Em uma das suas obras mais celebres ele explica seu método para tentar chegar a verdade, ele parte do nada, de que nada se sabe, nem mesmo de sua própria existência, a qual prova a existência pois pensa,  sendo essa a primeira das verdades.
Hoje em dia vivemos dilemas diferentes do que existiam no sec. XVI, porem um feito de Descartes seria muito pertinente nos dias de hoje. A separação das ciências, e por ter deixado a religião de fora de seus pensamentos sem minimizar seu poder. Este seria hoje o que poderia resolver hoje muito dos problemas éticos, enfrentados principalmente, pela medicina.

Nicole Rodrigues
1º Ano - Direito Noturno 

Descarte o extremismo de Descartes

René Descartes (1596-1650) fora um filósofo de notável contribuição para o pensamento e organização científicos. Seu método cético da aplicação da dúvida constante serviu para denunciar pseudo-ciências e concatenar conhecimentos científicos antes esparsos e desordenados. Agora, esses conhecimentos poderiam complementar uns aos outros e construir estudos mais elaborados. É inegável a importância de seu trabalho numa época em que ainda se acreditava em alquimia e magia e até mesmo hoje.
Duvidar. Questionar. Indagar. Seu método pressupõe tais ações. Mas, de modo metalinguístico, nós devemos nos perguntar: será a própria teoria do autor verdadeira e livre de falhas e falácias? Se tomarmos, por exemplo, a aplicação de seu método, em sua época, a Teoria da Evolução de Darwin seria refutada pelas brechas deixadas pela falta de prova daquele tempo, o que hoje não ocorre. Assim como certas teorias desacreditadas ou em estudo hoje, podem ser tomadas como concretas amanhã, quando a ciência estiver mais avançada e encontrar mais evidências que as comprovem. O relativismo temporal deve ser considerado na aplicação do ceticismo cartesiano.

É irrevogável que Descartes trouxe uma era de maturidade no pensamente científico. Sua teoria deve ser recomendada como um exercício de formação pessoal para um espírito crítico com autonomia de pensamento. Contudo, esse ceticismo não deve ser demasiado intenso; seu livro, o “Discurso sobre o método”, não deve ser seguido a risca em todos os âmbitos, visando evitar extremismos que refutem toda e qualquer teoria sem embasamento no tempo atual, mas que podem ser verdadeiras.