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domingo, 26 de abril de 2026

O TikTok como Fato Social

 Sob a ótica da contemporaneidade, a transformação é cotidiana e nos vemos cada dia mais reféns do meio digital. Nos últimos anos, com a popularização dos vídeos curtos e verticais, o entretenimento passa de ser lazer para tornar-se também parte do ritmo acelerado desta tecnologia e, ainda mais, uma forma de consumo. 

Vídeos de 30 segundos que perpetuam mais que uma forma de entretenimento, mas que circulam valores, comportamentos e tendências, estas que criam na sociedade um sentimento de pertencimento ao cenário mundial. Sob a perspectiva do sociólogo Emile Durkheim, resistir a essas mudanças nada mais causaria do que a resistência daqueles que pertencem. Os seres estão interligados, inconscientemente e coercitivamente, a esse consumo, e um futuro em que lazer não envolva produção parece cada vez mais distante.

Logo, poderia-se apontar que plataformas como TikToks seriam fatos sociais? Quando surge o real interesse ou quando estamos vidrados em uma realidade desconexa e irreal apenas para pertencemos? Poderia-se dizer que a explosão da pandemia, a necessidade de não sentir-se isolado e o sentimento de não pertencer a mais nada, nem mesmo ao trabalho, trouxe consigo tal forma de integração social como causa eficiente? Ou seria, para Durkheim, toda a contemporaneidade apenas uma anomia? Assim, até que ponto somos agentes desse processo e até que ponto somos apenas parte do processo?


Stephany Oliveira 

Direito - Noturno