Sob a ótica da contemporaneidade, a transformação é cotidiana e nos vemos cada dia mais reféns do meio digital. Nos últimos anos, com a popularização dos vídeos curtos e verticais, o entretenimento passa de ser lazer para tornar-se também parte do ritmo acelerado desta tecnologia e, ainda mais, uma forma de consumo.
Vídeos de 30 segundos que perpetuam mais que uma forma de entretenimento, mas que circulam valores, comportamentos e tendências, estas que criam na sociedade um sentimento de pertencimento ao cenário mundial. Sob a perspectiva do sociólogo Emile Durkheim, resistir a essas mudanças nada mais causaria do que a resistência daqueles que pertencem. Os seres estão interligados, inconscientemente e coercitivamente, a esse consumo, e um futuro em que lazer não envolva produção parece cada vez mais distante.