O positivismo, criado por Auguste Comte, valoriza a ciência e as leis universais que governam o mundo como forma válida de conhecimento de forma objetiva. Para o autor, a experiência positiva leva à formação da moral humana, da harmonia e da moral universal. A partir disso, observa-se que a filosofia positiva analisa objetos concretos, empíricos e observáveis, os quais são utilizados para serem criadas leis naturais invariáveis.
Entretanto, o ideal positivista pode perpetuar em contradições e preconceitos observados na realidade social, isso porque a física social leva em conta a caracterização dos indivíduos como iguais, sem considerar as subjetividades de cada grupo social, assim como as mulheres, tanto cis, quanto trans, priorizando a ordem social acima de conflitos individuais.
A violência de gênero dialoga constantemente com o positivismo, uma vez que ao adotar uma visão geral e padronizada da sociedade, as opressões são invisibilizadas.
A dor sofrida pela vitima é tratada como um desvio da ordem social e não como parte de uma questão estrutural maior que rege a sociedade, focando mais no procedimento formal e na igualdade formal do que na igualdade real e no apoio à vitima de violência.
A luta feminista fere as hierarquias impostas desde séculos passados e, consequentemente, fere a ordem social imposta pelo positivismo, sendo desvalorizada por essa física social ao quebrar padrões e estruturas. Ao invisibilizar essa luta e impor papéis sociais à homens e mulheres ao invés de considerar o gênero como uma construção social, como diz Simone de Beauvoir, a violência de gênero apresenta dificuldades e desafios para ser amenizada, principalmente quando se fala de mulheres trans.
Anna Vitória Marquete, 1º ano Direito noturno.



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