Total de visualizações de página (desde out/2009)

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Lá vai o pedreiro Waldemar.


 Em um universo onde não existem pessoas iguais, a subjetividade e a individualidade dominam. Tendo em vista que o mundo não possui indivíduos idênticos, com as mesmas experiências, vivências e pensamentos, origina-se a sociologia compreensiva. Esta se contrapõe ao positivismo, que tenta colocar todos sob uma mesma ótica, buscando, em vez disso, entender cada indivíduo em sua peculiaridade.


Nesse contexto, surge o personagem Waldemar, de uma marchinha de carnaval cantada pelo grupo Black-Out. Pedreiro de profissão, ele é apresentado pelos versos: 'Você conhece o pedreiro Waldemar? Não conhece, mas eu vou lhe apresentar. De madrugada toma o trem da Circular; faz tanta casa e não tem casa pra morar'. Assim, Waldemar afunda-se em sua própria existência, mecanizada por uma sociedade que visa somente o capital. Logo, ele, como indivíduo único e singular, tende a viver como um componente de um todo que o ignora.

A sociedade puramente positivista, explicitada na música, não tenta compreender a posição em que ele vive, tanto que a letra continua: 'Leva marmita embrulhada no jornal; se tem almoço, nem sempre tem jantar. O Waldemar, que é mestre no ofício, constrói um edifício em que depois não pode entrar'. Assim, Waldemar sofre em uma sociedade que não o inclui e não tenta entender sua existência e seu sofrimento. Ele permanece vivendo na miséria, pois, conforme Weber explicita em sua teoria, não é o 'tipo ideal' valorizado por esse sistema. Assim como ele, muitos outros brasileiros vivem relegados à miséria social e econômica, vítimas de um positivismo e de uma falta de compreensão sobre sua própria existência.

Por: Lucy Dumont Garcia Couto dos Santos 1° diurno

Nenhum comentário:

Postar um comentário