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domingo, 6 de abril de 2014

Ponto de Reflexão

"Ponto de mutação" é uma adaptação cinematográfica da obra literária homônima do físico Fritjof Capra, que se passa na ilha de Saint Michel, na França, e mostra um diálogo entre um senador, ex-candidato à presidência dos Estados Unidos derrotado nas eleições, um poeta, que se considera fracassado, e uma cientista, afastada de seus trabalhos por questões éticas e morais. O encontro dos três na fortaleza situada na ilha resulta em um debate que envolve filosofia e as demais ciências.
Partindo do método desenvolvido por René Descartes, as personagens chegam ao que seria uma das principais discussões do filme: as consequências da especialização excessiva do conhecimento para as relações sociais, ambientais e políticas, onde a tentativa de se conhecer profundamente a parte para entender o todo provocou a dificuldade de solucionar um problema de ordem global na atualidade, afinal tende-se a amenizar os casos particulares ao invés de encarar e formular soluções universais, além de ter extinguido quase totalmente a ideia de coletividade.
A crítica expressa no filme, apesar de ser muito atual, raramente é levada em consideração nos âmbitos acadêmicos e de produção científica. Talvez, se discutíssemos mais o método empregado, o porquê de não se ter uma visão ampla e suficiente de mundo no lugar da perspectiva de uma fatia desse, regada de conhecimentos, muitas vezes, pouco práticos e inutilizados, formaríamos políticos, juristas, médicos, físicos, químicos, engenheiros e profissionais de diversas ordens e áreas, mais humanizados e capacitados para enfrentar e modificar efetivamente a realidade, com consciência da importância e do impacto de seus trabalhos na sociedade em geral e mais preocupados com o bem comum, do que em beneficiar e cuidar somente de uma parcela da população. 

Distintos caminhos para a solução

A grande peculiaridade dos relacionamentos interpessoais é a diversidade de opiniões e pontos de vista a considerar. Mas isso só pode ser aproveitado de forma plena se houver disposição para debate entre os envolvidos e se eles tiverem mente aberta. Assim como é mostrado no filme “Ponto de Mutação” (Mindwalk, no original) temos muito o que aprender com pessoas de estilos de vida e pensamentos diferentes. Apesar de em certos momentos no filme haver a crítica em relação a métodos de filósofos como Bacon e Descartes, o questionamento sobre esses métodos possibilitou criar novas linhas de raciocínio, talvez mais eficazes. Discutindo ideias adversas pode-se desenvolver conceitos mais precisos acerca de temas abstratos como a justiça, a ética e a bondade, mas também contribui para entender e resolver problemas concretos de política e vida pessoal. Até mesmo os grandes gênios da humanidade recorreram à ajuda de terceiros para consagrar seus pensamentos, formular suas leis. Porém não devemos nos apegar apenas aos mais cultos, à elite intelectual mas, às vezes, o mais humilde dos homens possui a resposta para o nosso problema. Por isso é importante que saibamos aprender com todos os métodos e opiniões que nos são apresentados.

Um Novo Instrumento para uma nova era

Francis Bacon (1562-1626) nasceu e viveu em um momento especial na Inglaterra: não só o país, como todo o continente europeu, passava uma transformação expressiva da Idade Média para a Moderna e do catolicismo para o protestantismo. Com isso, inspirado nas mudanças políticas e religiosas que ocorriam, Bacon sentiu a necessidade de adaptar, também, a ciência para os novos valores que vinham se consolidando. Assim, no ano de 1620, escreve sua obra-prima, Novum Organum (em tradução livre, Novo Instrumento), em uma clara contraposição à obra aristotélica, Organon.
Novum Organum surge como uma alternativa para toda uma era e logo se consolida como o trabalho inaugural da ciência moderna, uma vez que o autor objetivava o poder e o domínio humano sobre a natureza. Para tal, Bacon afirmava que o conhecimento era o instrumento essencial, mas que era necessário desvinculá-lo dos métodos teológicos e das filosofias metafísicas que, por se apresentarem na forma dedutiva, ou seja, partirem de verdades universais pré-estabelecidas pelos "ídolos", desvirtuavam o progresso tanto da ciência como da humanidade. Dessa forma, indica um método novo, o qual tem como bases o empirismo e a indução e que propõe que se parta de fatos particulares para que seja possível atingir uma conclusão geral. Consequentemente, Bacon constrói os pilares da ciência experimental ao colocar a necessidade de se provar teorias a partir de seus resultados, fazendo da experimentação a base da sua teoria, sem se despir inteiramente da razão, e, assim, abre as portas para o avanço técnico típico da sua época.

Sofia Lopes Andrade - Noturno

A Teoria Baconiana na Atualidade

Os trabalhos desenvolvidos por Francis Bacon e René Descartes representam divisores de águas na história das ciências e foram precursores da ideia de conhecimento científico como é concebido atualmente, desvinculado dos ideais religiosos, místicos e fantasiosos.
Em seu "Discurso sobre o Método", Descartes defende o aprendizado e o desenvolvimento do saber pautados no racionalismo. Já Bacon, ao escrever o "Novum Organum", critica o conhecimento obtido somente pelo uso da razão, afinal, para ele, o exercício da mente deveria ser regulado por mecanismos da experiência e a racionalidade só seria confiável se passível de comprovações empíricas ou retiradas da realidade. Além disso, o método baconiano inova ao introduzir uma finalidade útil às ciências, até então de caráter meramente contemplativo, que serviriam como principal instrumento de manipulação e de domínio do homem sobre a natureza.
Esse último aspecto da teoria de Bacon impulsionou o progresso tecnológico dos séculos seguintes, influenciando as mais diversas gerações e, ainda hoje, considerado um conceito atual. Porém, passada a empolgação das descobertas científicas e das revoluções industriais, é impossível olhar para os impactos sócio-ambientais causados por elas e não se perguntar se tudo isso realmente valeu a pena... Apesar de ter propiciado uma melhora significativa na qualidade de vida dos seres humanos, o avanço desenfreado e infinito no campo das ciências e a eterna luta contra a natureza causaram danos imensuráveis ao meio ambiente e, no mundo contemporâneo, servem muito mais aos fins bélicos e econômicos do que ao bem estar social.
Portanto, é necessário que haja, não uma ruptura, mas uma adequação de pensamentos e conceitos filosóficos, como os de Bacon, à realidade do século XXI, pois insistir no que um dia já foi certo e funcionou, mas que traz benefícios particulares e danos desmedidos nos dias atuais, pode significar o fim de recursos naturais e da própria humanidade. 

Bacon e seus ídolos

                Francis Bacon foi um importante filósofo empirista, que nasceu em 22 de abril de 1561 em Londres e morreu em sua cidade natal no dia 9 de abril de 1626. Sua obra mais conhecida foi "Novum Organum".
                Bacon, assim como descartes (porém de maneira mais direta) criticava o fazer científico por meio do mero pensamento, como defendia Aristóteles. Para Bacon para uma teoria consagra-se como verdadeira ela deveria ser guiada por meio da observação e experimentação (conhecimento empírico) uma vez que o mero raciocínio silogístico. dessa forma seu trabalho contribuiu em muito para o avanço tecnológico, uma vez que se baseava  na compilação das experiências dando muito mais força e credibilidade à tese já que assim formulava-se uma teoria baseada em fatos e não em mero raciocínio lógico(que muitas vezes pode estar errado)
                Consequentemente Bacon cria os ídolos, que representam falsa noções e são responsáveis pelos erros cometidos pela ciência, sendo estes divididos resumidamente em quatro grupos, primeiramente temos o ídolo da tribo que revela a facilidade com que generalizamos os fatos com base nos casos favoráveis e negando os desfavoráveis. Em seguida temos o ídolo da caverna que seria uma metáfora de como cada homem interpreta e distorce os fatos para que estes se encaixem aos seus pensamentos e crenças particulares (e não o contrário). Mais adiante temos os ídolos do foro que seriam as ideias fixadas graças as definições. Finalmente temos os ídolos do teatro seriam as ideias tanto científicas, como filosóficas e políticas que são criadas por artifícios ilusórios, uma vez que são criados nos princípios da autoridade e nas normas ausentes de demonstração.
Pode-se afirmar que a vida está em constante progresso, com o tempo e o avanço da sociedade novas necessidades surgem, tal como novos problemas a serem enfrentados, busca-se mais liberdade e igualdade, a capacidade de viver com qualidade,vários objetivos que a séculos atrás não pareciam atingíveis. Um nova realidade surge com esse avanço, um novo pensar resulta disso tudo, mas o que ainda nos leva a crer que, por anos de existência da humanidade, o homem é um ser tão superior? Somente por ter a capacidade de criar, aprender e superar os limites que a natureza nos impôs?
Para Bacon o homem deveria submeter as coisas e a natureza, todavia, não podemos pensar simplesmente que o homem talvez deveria aprender a conviver com o meio? Para ele "saber é poder", mas qual o poder que adquirimos se ainda dependemos da natureza?. Portanto, que poder é esse que alcançamos, se a maioria de nossos avanços científicos são cada vez mais capazes de levar a autodestruição da raça? O meio ambiente é destruído, assim como vidas em países de menor poder econômico ou até mesmo em guerras. A busca pelo poder e pelo crescimento de um certo ponto de vista torna o homem egocêntrico e toda a prepotência humana é capaz de destruir sendo pouco capaz de renovar.
O filme Ponto de mutação, traz pensamentos contra a aplicação da filosofia de busca da ciência aplicada por Descartes e Bacon. Será que os métodos de pesquisa impostos por eles são tão funcionais ainda? Como Francis demonstra, para a pesquisa é necessário eliminar os ídolos e um deles é o Idola Theatri, será que por nos basearmos demais nos pensamentos filosóficos antigos deixamos de descobrir novos conhecimentos verdadeiros? Portanto este filme, ao expor um novo pensamento que faz a pesquisa se dar não pela análise das partes da coisa mas sim sobre o sistema de relações ao qual ela está imposta, é capaz de criar várias dúvidas e de que é necessário analisar a época que vivenciamos, com toda sua tecnologia e todos seus problemas, para talvez conseguir alguma solução.

Camilla Pires 1º ano- Direito Noturno.

Um ciclo que se rompe com uma mudança de percepção.

O filme "Mindwalk" traz o diálogo entre um poeta e um ex-candidato à presidência dos EUA. Os amigos criam discussões acerca de questões como a motivação das ações humanas e desenvolvimento social e econômico da sociedade. Durante esse diálogo surge uma cientista e apresenta uma nova percepção de mundo e novos argumentos, incrementando ainda mais a discussão.
A história que se passa em Saint Michel, França, apresenta uma crítica ao pensamento cartesiano, ao ponto que esse pensamento é o primeiro a mecanizar a natureza, e sistematizar as ações do ser humano. A evolução do pensamento nesse aspecto, chega aos dias atuais dividindo o todo em pequenos fragmentos, e impossibilitando assim, uma resolução definitiva dos problemas da sociedade contemporânea. O homem está sempre buscando o progresso para solucionar problemas criado pelo próprio progresso.
Esse ciclo vicioso apenas pode ser rompido com uma mudança de percepção do mundo pelas pessoas. A consciência de que toda e qualquer ação encontra-se interligada, permite ao homem criar ações preventivas no lugar de apenas remediar os problemas da sociedade. Dessa forma o progresso econômico perde sua importância primária, e o homem pode levar uma vida mais equilibrada.
Portanto, podemos concluir que o objetivo principal do filme é transmitir a ideia de que para que possamos resolver algum problema, em qualquer aspecto, é necessário entender sua ligação com o mundo, com a sociedade. Tudo encontra-se interligado, e a compreensão desse fato permite um redirecionamento da forma de pensar humana. É necessário o avanço do pensamento juntamente com o avanço da sociedade.


Tiago Paes Barbosa Borges, 1º ano - Direito Diurno

Evolução? Até que ponto?

  Com toda a certeza Bacon contribuiu imensuravelmente para a evolução da ciência. Seu método revolucionário de pensar, sua proposta de cura da mente através da regulação desta por mecanismos de experiência , assim como a busca de por um conhecimento verdadeiro e o fim da influência dos "ídolos da mente humana" nas nossas idéias, foram a base para a formulação da ciência moderna.
  No entanto,Bacon vai muito mais além. Para ele não basta, apenas, a busca por um conhecimento verdadeiro, este deve ser útil, ou seja, agir em prol do homem. Bacon almeja a dominação humana, o homem capaz de modificar, explorar, utilizar tudo que a natureza e o universo tem a oferecer, a fim de alcançar a constante evolução da condição humana.
  Mas até que ponto essa obsessão por crescimento é positiva? A ciência, na sua incessante busca pela hegemonia humana, tem se tornado cada vez mais desumana.O mundo, as pessoas, a Terra, passaram a ser vistos como máquinas, todos os processos ficaram mecanizados. O conhecimento fragmentado.A ciência pura, que pesquisa por prazer, por fascínio, não existe mais, agora, o que temos é uma ciência perversa, em favor do grande capital, sem cara nem coração, apenas com um logotipo.
  O poderio científico, se tornou uma arma de destruição em massa, o meio ambiente, a natureza, animais, plantas, vidas humanas e muito mais,  quando não são findadas, muitas vezes, são afetadas negativamente, são prejudicadas, desfalcadas, poluídas por tais tecnologias.
  Um exemplo claro e recente disto é a bomba atômica. Qual o real benefício que esta arma, que pode afetar gerações e milhares de pessoas, pode trazer para melhorar a condição de vida humana? Ao meu ver, tal invenção, apesar de brilhante e demonstrar o quão longe chegamos, na realidade, mostra o regresso da humanidade.
  Por isso eu pergunto: Evolução? Até que ponto?


Ana Clara Rocha Oliveira 1º ano Direito Diurno
 

Poder Científico

                O filme contrapõe a liberdade (que eventualmente acaba despontando em uma individualidade exacerbada) da atualidade com a unidade de antigamente (esta por sua vez não permitia com o  homem tivesse plena liberdade de expressão e pensamento)
                Também faz uma crítica ao método de pensamento cartesiano (quando aplicado a política, mas talvez seja em qualquer situação quando pessoas estão envolvidas) uma vez que tenta mecanizar as relações entre os indivíduos e o todo. como se fosse algo desmontável para que possam ser analisadas separadamente e se possa entender mais facilmente  depois apenas juntando as partes surgirá uma resposta. Porém é muito  mais complexo que isso, uma vez que para compreender a situação, o todo deve ser analisado e não apenas as partes. Chegando a afirmar que para os tempos contemporâneos, com essa grande mudança causada pela tecnologia, seria necessário um novo método de pensamento científico.
                              na mesmo medida o filme critica os avanços tecnológicos do modo que são feitos uma vez que para eles acontecerem,  tornam-se extremamente caros sendo acessíveis à apenas uma pequena parte da população, e que tem-se mais enfatizada uma visão de intervenção e não de prevenção, como no caso de pesquisas que visam a criação de órgãos sintéticos (que são caros e inacessíveis para a maioria)ao invés de campanhas de mudanças de hábitos alimentares que muito bem poderia resolver vários casos em que os órgãos sintéticos se fazem necessários. Provando assim o nosso pensamento

                outro aspecto interessante discutido no texto é o de como a ciência é utilizada. uma vez que suas descobertas podem interferir (e de fato interferem de uma maneira profunda) em nossa vida cotidiana, e por a ciência trazer tantos benefícios, criou-se um pensamento de que a ciência é incontestável e solucionará todos os problemas. Portanto devido a essa crença cega nos cientistas, algumas pesquisas acabam passando por cima de muitos valores éticos e morais. Um problema também apontado no filme é o dos credores das pesquisas, uma vez que muitas pesquisas são financiadas por militares e assim são eles que definem o que é mais interessante de ser pesquisado.      

Empirismo Baconiano e seu legado.

O reconhecido Francis Bacon constribuiu demasiadamente para a nossa sociedade, principalmente na área ciêntífica ao longo de seus 65 anos. Bacon, em suma, defendia o empirismo na ciência (isto é, a "experimentação", o real, o chegar em resultados através do vivido) e fez críticas ásperas ao pensamento filosófico, que o caracterizava como "cultivo da ciência".
O sociólogo alegava que a filosofia era de pouca valia para a ciência (e ao meu ver, ao "progresso" de uma sociedade).Isso pode ser observado atualmente: as nações desenvolvidas também são muito tecnológicas e investiram muito em pesquisas empíricas e por causa desse pensamento deixado por Bacon, a ciência pode dar vários passos para frente, encontrando-se no estado em que está hoje.
Porém, ao meu ver, o cultivo da ciência não é necessariamente de "pouco valor". Países desenvolvidos também tem um poderio filosófico amplo. Acho dispensável separar o empirismo da "filosofia", pois eles muitas vezes ajudam um ao outro e trabalham juntos.

Antecipação e Interpretação


Todo o trabalho de Francis Bacon em sua obra “Novum Organum” baseia-se sobre o princípio da busca do conhecimento novo por meio da exploração e da experimentação (que ele chama de “interpretação da natureza”). Tal conhecimento deve ser contemplativo, ou seja, empírico, e leva o nome de “antecipação da mente”.
Por meio dos dois princípios fundamentais de sua teoria, Bacon constrói seu método inovador, que pode ser interpretado como uma regulação da mente por meio da experiência, baseado em dois fundamentos: o cultivo da ciência e a descoberta cientifica.
Assim, ele aprofunda-se no estudo das “antecipações da mente”, que seriam a base para o senso comum, pois baseiam-se na cotidianidade, nos eventos consuetudinários. Tal senso comum leva à percepção de uma grande diferença entre a idealização do homem, e a vontade divina, que Bacon não despreza, pelo contrário. Por tal motivo, ele diz que a verdadeira ciência atua como uma representação das reais intenções de Deus.
Por fim, faz um estudo daquilo que ele chama de “Ídolos”, que seriam falsas interpretações do mundo por parte dos homens. Existem quatro tipos de Ídolos: os da tribo, os da caverna, os do foro e os do teatro, sendo que cada um atua em um diferente aspecto da vida do homem, causando distorções e fazendo com que o homem desvie da interpretação correta, ou seja, da compreensão da vontade divina.

Maria Luiza Rocha Silva - 1° Ano Direito diurno - Turma XXXI


A nota quebrada que atrapalha a melodia

        O filme “Ponto de Mutação” traz várias discussões de cunho filosófico, científico e biológico que questionam o pensamento atual e o modo como este influencia o mundo. Tudo isso é compreendido através do diálogo de três personagens: um político ex-candidato para a presidência dos EUA, uma física desiludida com seu trabalho e um poeta que deixou os EUA pela França.
        Dentre as discussões, destaca-se a crítica contundente ao pensamento de Descartes. Na visão do filósofo e na metáfora presente no filme, é preciso que se entenda as partes, para compreender o todo. A exemplo do relógio: desmontando-se suas peças e entendendo-as uma a uma, entende-se o sistema inteiro quando todas as peças funcionam em conjunto. O erro está em aplicar esse método para a natureza e para a sociedade, como se estas fossem regidas por leis objetivas, como se funcionassem de modo mecânico, como máquinas.
        Desse modo, chega-se a conclusão de que tudo acontece não independentemente, ou apenas em conjunto, mas sim nas interrelações. Como é dito no filme, uma nota musical não possui sentido se tocada isoladamente, é preciso de uma interação de diferentes freqüências com outras notas para que haja uma melodia.
        Nessa perspectiva, talvez seja esse o problema da sociedade moderna: quando há algo a ser consertado, pensamos de modo compartimentado, indo direto ao problema, ou seja, busca-se consertar apenas a nota quebrada do piano. Entretanto, pode ser que o erro esteja na melodia, só que o ser humano não possui ouvidos treinados o suficiente para analisá-la a fundo, está acostumado ao processo mecânico de consertar apenas a nota quebrada.

Ana Julia Pozzi Arruda - 1° ano direito diurno

Bacon e a autenticidade da experiência

O pensador inglês Francis Bacon ficou conhecido, principalmente, por sua obra “Novum Organum” em que o autor confronta as ideias científicas de Aristóteles publicadas na obra “Organon”, assim como a metafísica e a filosofia grega em geral, além de colocar em pauta a proposta um novo método científico.

Então, nessa obra, Bacon propõe um método indutivo para substituir o método dedutivo tradicional, embasado nos silogismos. Nesse novo método, o conhecimento e as verdades seriam obtidos por meio da experimentação e de testes, logo, a experiência passa a substituir os silogismos no caminho para a ciência verídica.

Além disso, ele diz que o papel da ciência deve ser o de buscar as causas dos fenômenos para assim melhor explica-los. E, também, a ideia de progresso para Bacon vai além do progresso científico, ele afirma que um melhor entendimento do homem sobre a natureza propiciaria um bem-estar aos cidadãos. Ademais, esse domínio sobre os fundamentos da natureza fariam do homem um “mestre do mundo”, o que leva a uma de suas máximas “saber é poder”.

Portanto, Francis Bacon com seu método indutivo, pautado na experimentação, foi imprescindível para que a ciência caminhasse para a Modernidade, abandonando antigos paradigmas que em sua visão estagnavam o conhecimento científico e a indagação da verdade genuína, apenas perpetuando velhos erros e girando em círculos. Assim, Bacon pode ser considerado um dos precursores da Ciência Moderna e, consequentemente, dos avanços tecnológicos e científicos que derivaram do uso de seu método.

Luiza Fernandes Peracine - 1º ano Direito Noturno
Bacon e o bem estar do homem               

        Francis Bacon foi um importante filósofo e político inglês. Em sua obra, propõe dois métodos para a ciência: o conhecimento contemplativo e a descoberta científica. O primeiro associa-se mais aos filósofos gregos, os quais tratavam a ciência como mero exercício da mente, não realizavam experimentos concretos a partir de suas análises. Já o segundo corresponde à busca do conhecimento por meio da exploração e da experimentação, ou seja, ao empirismo. E é essa a vertente que Bacon defende como o melhor para a sociedade intelectual.

        Bacon também faz uma crítica aos “ídolos”, os quais seriam responsáveis por transmitir uma falsa percepção do mundo. Assim, devemos dar-lhes menos atenção para podermos analisar o conhecimento científico em si mesmo, sem interferências externas. Segundo Bacon, apenas conciliando o empirismo com um certo afastamento dos ídolos é que seria possível ao homem atingir um certo nível de bem estar intelectual.

Ana Julia Pozzi Arruda - 1° ano direito diurno

Pensamento Cartesiano x Pensamento Integrativo

Fritjof Capras, com o filme “mindwalk”, trás uma reflexão acerca das bases da nossa existência, da integração do pensamento, das ações humanas no contexto do desenvolvimento e a procura de uma vida equilibrada e de um progresso sustentável.
A história tem início na ilha paradisíaca de Saint Michel, na França, na qual participarão três personagens principais: um ex candidato a presidência dos EUA e um poeta, seu amigo, os quais presos em suas próprias concepções de mundo procuram uma saída para o seu sucesso, tal qual a uma ilha solitária, representada pelo cenário da gravação, e uma cientista afastada a qual busca se transformar no isolamento, na fuga da sua vida profissional, o perdão pelos resultados de suas ações e criações – muitas vezes usadas pelo exército estadunidense.
Durante suas discussões abordam a evolução do pensamento humano, passam por Descartes e chegam aos padrões atuais, os quais são liderados por pensamentos mecanicistas que dividem o todo em inúmeros pedacinhos a serem olhados de forma individual. Esta maneira fragmentada de olhar os nossos problemas, acaba por sacrificar a nossa própria humanidade, pois, não se consegue ver os inúmeros problemas sociais interligados entre ações, aparentemente, independentes. Nossa vida é regida por sistemas interventivos e não preventivos, o qual deveria ser realmente adotado por evitar alguns graves problemas constantes no modelo intervencionista.
Ao longo do filme fica claro que tudo se interconecta. O que não conseguimos ver ou entender, não pode ser abominado sob condenação de nossa cegueira ou falta de abertura para o novo. Todos fazemos parte de um todo, o qual não deve ser olhado, unicamente, com os olhos cartesianos, com o medo de sair de uma zona de conforto.

A proposta principal de Fritjof Capras, portanto, é antes de fragmentar os problemas a serem estudados ou resolvidos, entendermos primeiramente a sua conectividade com outros problemas e pessoas. É necessário buscar uma interatividade, a qual nos levará a um caminho possível para a nossa própria evolução, conseguindo mesclar o pensamento cartesiano, que vê tudo demasiadamente fragmentado, e o pensamento integrativo que busca um equilíbrio entre as nossas ações. Assim talvez, será possível um mundo mais equilibrado, nas relações sociais, e mais sustentável.

Ana Luiza Cruz A. 1º Direito Diurno.

Reflexão

  Consequência. Tudo que é feito, tem consequências. Nossa vida, assim como a de qualquer outro ser, é regida pelos seus atos. E o que são atos se não um conjunto de ações que levará determinada coisa a acontecer? E as consequências de nossas atitudes não possuem impacto apenas em nossas vidas, cada passo, decisão e ação influencia, volutária ou involuntáriamente, tudo e todos que estão ao nossa redor.
  Esse efeito dominó, causado pela reflexão de nossas atitudes sobre o mundo, é explicado pelas interações. Tudo está ligado, conectado. Não existe algo sem nexo. Tudo que há, é, na realidade,composto por uma variedade de ligações, o universo é uma teia inseparável de relações. A solidão está contida, apenas, no mundo das idéias. Não existe problemas isolados, todos estão correlacionados, independentemente de seu caráter, seja ele econômico, social, ecológico, o que for. 
  Por isso que se faz sem sentido a análise de apenas uma parte separada do todo, do contexto em que está inserida, assim como do contexto em que teve sua origem . A busca por soluções deve ser realizadas baseadas em uma perspectiva do geral,pois todas as considerações que forem feitas sobre alguma problemática, na realidade, irá ter uma reflexão sobre tudo.
  A essência do universo, assim como o que garante a nossa existência são as relações mútuas de interdependência e conexões presentes entre cada ser e objeto que habita a Terra. A natureza, os animais, as plantas, o ar, a terra, a água, e todos os outros elementos constituintes deste planeta, formam um grande sistema, um organismo vivo, que necessita de cuidado e tratamento, uma vez que a disfunção de qualquer órgão deste ser, comprometerá todo o resto.

Ana Clara Rocha Oliveira 1º ano Diurno

O pensamento empírico e o avanço da ciência.

Francis Bacon é considerado um dos fundadores da ciência moderna. Assim como Descartes fez inúmeras críticas aos Gregos pelo modo com que estes faziam ciência. Na visão De Bacon, os gregos tinham “uma sabedoria farta em palavras, mas estéril de obras”, e não conseguindo colocar em prática os tantos estudos feitos, careciam do cerne da ciência: a aplicação no mundo real, e a consequente melhoria para a vida humana.
 Para melhorar esse sistema científico vigente, na visão de Bacon ineficiente, ele propôs dois métodos básicos:

  •      O Cultivo das ciências ou antecipação da mente: o qual consiste deixar o intelecto “solto” para pesquisar e imaginar o que desejar, levando, muitas vezes, em consideração eventos familiares. Essa subjetividade do método pode fazer com que as emoções contaminem o objeto estudado.
  •     A descoberta científica ou interpretação da natureza: a qual consiste no pensamento empírico, na realização de experimentos para comprovar qualquer tipo de pensamento.

O pensamento empírico, diferente da metafísica e da teologia, seria um tipo importante de poder que o homem alcançaria quando este conseguisse deixar de lado suas emoções e sentidos, conseguisse proporcionar a sociedade acesso às suas pesquisas e nunca deter ou repousar o seu intelecto, pois, segundo Bacon, “sempre haverá a existência de algo mais além”. O avanço da ciência que hoje podemos presenciar, só foi possível, em parte, pelas proposições e inovações propostas por esse importante político e filósofo inglês.

Ana Luiza Cruz A. -  1º Ano Direito Diurno.
A humanidade e seus efeitos
O filme ponto de mutação inspirado no livro de Fritjof Capra traz consigo uma gama de ideologias que remetem o século XX e suas mazelas socias no que tange à miséria, fome, falta de água, poluição, violência e etc. São fatos apresentados no roteiro do filme por meio de três protagonistas: a cientista especialista em física, o senador e ex candidato à presidência e o professor de literatura e poeta. Ambos apresentam-se incomodados quanto às suas próprias existências, uma vez que, a primeira carrega a culpa por ter suas pesquisas científicas utilizadas para fins militares, o segundo sente-se desmotivado com a política e o terceiro apresenta-se na crise da meia-idade.
O decorrer do filme passa-se em um castelo medieval na França em que ocorre, inicialmente, um  diálogo entre as personagens à respeito do modelo cartesiano em que analisa as partes para se compreender o todo, o que sustenta a crítica feita pela cientista sobre a maneira como os políticos veem o mundo, devendo este ser  analisado como um sistema que abrange o todo para que esta relação seja compreendida. Esta via de análise permite à cientista atentar para os problemas inerentes à sustentabilidade que traz consequências drásticas à humanidade, o que remete as mazelas da sociedade contemporânea.
O filme ao apresentar os problemas que afligem o século XX, coloca enfoque a necessidade de se mudar a visão de mundo e a importância em se discutir tais problemas que corroboram para a destruição gradativa da vida na terra.
Adriane Oliveira, 1ºano Direito noturno

Bacon, o precursor do conhecimento Tecnológico-científico moderno

" A Ciência deve ser útil para o dia-a-dia, pois se assim não for cairá nas vãs Filosofias". Assim dizia Bacon ao propor seu método de pensamento, que era inovador para o seu contexto social. Se olharmos como uma perspectiva cientifica veremos que ainda hoje é atual sua forma de pensar.
Na época de Francis Bacon, o conhecimento até então adquirido pelo mundo, adivinha de Filosofias e pensamentos que se diziam científicos, mas que, porém eram extremamente contaminados por valores. Acontece que a maioria das filosofias da época não possuía nenhuma utilidade prática, então por que perder tanto tempo com elas? Elas eram carregadas de ídolos que limitavam o desenvolvimento do conhecimento moderno.
Hoje ainda muitos vivem neste conhecimento meramente filosófico. Quantos são aqueles que dizem que o conhecimento é somente aquilo que se encontra na Bíblia, ou então naquilo que meu pastor ou meus pais, ou a tradição ensinam. Estes são extremamente contaminados por filosofias que muitas vezes de nada tem utilidade. E o pior é que ainda são motivo para o preconceito de muitas pessoas. São muitas na nossa realidade que possuem um pensamento como esse.
Bacon então decide mostrar que "todo o conhecimento, deve advir da razão e da experimentação", ou seja, todo conhecimento deve ser empírico; e como conhecimento empírico deve se sujeitar à dúvida, e a experiência. Tudo aquilo que não pode ser comprovado pela experiência, e que não está sujeito  a testes, ou melhor, experiências, não é válido.
Deve-se considerar também que o conhecimento empírico proposto por Bacon, não é o mais correto, mas é sim um passo importante. O filósofo diz que devemos deixar de lado os ídolos, abandonar os pré-conceitos, não guiar o conhecimento científico de acordo com o que queremos, mas sim com o que ele realmente é. Foi essa filosofia que permitiu o grande desenvolvimento da tecnologia científica.
Devemos muito a Bacon. Basta olharmos para a nossa sociedade. De todas as grandes potências, não há uma sequer que não tenha crescido devido ao desenvolvimento e investimento no conhecimento tecnológico-científico.

Otávio Augusto Mantovani Silva
1º Direito Diurno - Turma XXXI

Francis Bacon e seu pensamento (ainda) atual

     A compreensão de mundo nem sempre foi baseada no pensamento empírico. A teologia e a metafísica, por exemplo, influenciaram durante muitos séculos a maior parte da população global. Atualmente, essas análises ainda permeiam as explicações, porém a Ciência, através do positivismo, se sobressai e rege as relações interpessoais.
     Francis Bacon, filósofo e político que viveu entre os séculos XVI e XVII, é conhecido como o pai da Ciência. Para ele, essa só pode ser entendida se for estudada de maneira empírica e não é apenas um "mero exercício da mente", ou seja, a mente não pode concluir  e finalizar ideias apenas por si mesma, deve haver rigor científico e exatidão.
     Ao afirmar em seu livro Novum Organum "Ciência e poder do homem coincidem, uma vez que, sendo a causa ignorada, frustra-se o efeito. Pois a natureza não se vence, se não quando se lhe obedece. E o que à contemplação apresenta-se como causa é regra na prática", Francis resume sua teoria. Isto é, é por meio do conhecimento que se pode conquistar a natureza e compreendê-la. 
     Uma outra relação apontada por Bacon é a de Ciência e invisível. Os sentidos são apresentados muitas vezes como verdadeiros para se obter a verdade, porém isso acaba por não acontecer. Por isso deve-se afastá-los e buscar o que é imperceptível a eles, essa é a única forma de fazer com que a Ciência evoluir. 
     Assim, o filófoso tentou, por meio de seus estudos, afirmar que se algo não pode ser comprovado e posto em prática, não pode influenciar e ajudar o mundo. E essa consideração feita há cerca de 400 anos continua verdadeira e atual.

Lygia Carniel D'Olivo - 1º Direito Diurno

A busca do saber

A busca constante de muitos filósofos pelo saber faz com que novos métodos para alcançar o conhecimento verdadeiro sejam apresentados ao longo dos anos. Nesse perfil, há Francis Bacon que defendia o empirismo trazendo a ideia do restabelecimento do imperium hominis(império do homem) sobre as coisas ou a natureza. Ele propôs um método novo de pesquisa do saber que tinha como objetivo alcançar uma nova maneira de estudar os fenômenos naturais, em que a descoberta de fatos verdadeiros dependiam da observação e experimentação propondo a cura da mente, também criticava a dialética por não ser capaz de buscar a verdade .
No livro Novum Organum, Bacon preocupou-se em analisar as falsas noções, os ídolos, que levam ao erro o homem que faz a ciência. São eles: ídolos da tribo, que trata da facilidade de omitirmos os fatos desfavoráveis em prol dos favoráveis;  ídolos da caverna, que diz que as particularidades de cada indivíduo, como crenças, são capazes de manter o homem preso a preconceitos e limitam o conhecimento; ídolos do foro, que trata as palavras como indutoras ao erro por possuir a capacidade de distorção; e ídolos do teatro, que são os falsos conceitos formados por fortes ideologias.
Portanto, como cita Bacon (1620, p.02) "Nosso método, contudo, é tão fácil de ser apresentado quanto difícil de se aplicar", pois o fato de eliminar todos os ídolos faz com que esse método se torne uma difícil tarefa para o ser humano, que é provido de vários preconceitos, crenças e ideologias que são capazes de limitar o pensamentos e determinar fronteiras para o conhecimento.

Camilla Pires 1º ano-Direito Noturno

Ponto de Mutação: a troca da visão cartesiana para a sistêmica

        Ponto de Mutação: a troca da visão cartesiana para a sistêmica

       O filme “ Ponto de Mutação”, baseado na obra de mesmo nome de Fritjof Capra traz reflexões, através dos diálogos dos personagens, sobre o pensamento humano. O  filme tem como ponto principal o diálogo de três personagens, que pertencem a núcleos sociais diferentes: um político (Jack Edwards), um poeta (Thomas Harriman) e uma física cientista (Sonia Hoffman), que se encontram em um castelo medieval na ilha de Mont Saint Michel, na França.
           O ponto inicial da discussão é um relógio antigo que está em uma das salas do castelo. Se utiliza metaforicamente o relógio, que pode ser reduzido e estudado a partir de suas pequenas peças, para se tecer uma crítica acerca da da visão cartesiana fragmentada de se entender o mundo como micro ambientes isolados sem nenhuma correlação entre eles. Não se deixa, entretanto, de enaltecer a grande contribuição da metodologia cartesiana para o avanço tecnológico e do próprio pensamento humano.

        Propõe-se uma nova nova visão de mundo. Não aquela fragmentada e individualista , onde não há conexão entre as relações sociais e as relações naturais, mas uma visão de mundo onde tudo esteja interconectado. Assim, o paradgma mecanicista daria espaço a uma visão sistêmica da realidade mundial e humana. Tal paradigma  observaria as mais diversas relações homem-sociedade e homem-natureza de maneira sistêmica, como resultado de interrelações que se retroalimentam e interagem constantemente. Assim, o “ponto de mutação” é tido como a mudança da visão cartesiana fragmentada para a visão sistêmica que, segundo o pensamento Fritjof Capra, é o melhor para se entender o mundo atual.

João Pedro El Faro Lucchesi, 1º ano Direito Matutino

Bacon : o filósofo da experiência.

Bacon : o filósofo da experiência.

Francis Bacon foi um importante político e filósofo inglês do fim  do século XXVI e início do XXVII. Como filósofo, Bacon se preocupou em propor uma  nova metologia científica e se utilizar do empirismo como base de sua filosofia.
  A ciência, segundo a visão de Bacon, tinha uma função uitlitária, isto é, era sua finalidade abastecer os homens com meios práticos para o alcance de seu bem estar. Tal percepção do saber científico se mostrou como uma tentativa de reforma científica ao propor um nova metodologia diferente daquela proposta por filósofos como Aristóteles na Antiguidade. A filosofia antiga é muito criticada por Francis Bacon  uma vez que apresentava nenhum resultado prático para a vida humana além de não influenciar na busca pelo seu bem estar e se mostrar apenas como um “mero exercício da mente”.

Bacon se utilizava do empirismo como fonte de conhecimento em sua filosofia. Segundo o filósofo, a ciência não deveria ser vista como um mero labor da mente, mas que o conhecimento advém, em sua maior parte, da experiência e da observação. Por fim, Bacon demonstra preocupação com o que ele propões chamar de ídolos (da tribo, da caverna, do foro e do teatro) que são falsas percepções do mundo que  são responsáveis pelos erros cometidos pelas ciência.

João Pedro El Faro Lucchesi, 1º ano Direito matutino 





“Planeta Terra entra em estado de alerta 
Líderes internacionais divulgam abertamente sua dominação sobre o globo”

Acho que ainda vou viver para ler uma manchete dessas nos jornais. Imagino o caos que seria. Mas, enfim. Li que “saber é poder”. Que saber? Que poder? Analisando a História, é sempre possível identificar um grupo dominante e um grupo dominado. Um que detém o poder e outro que não. Um que massacra facilmente e um que é massacrado do mesmo modo. Sempre me vem à cabeça fatos como a luta entre colonizadores portugueses e espanhóis, com seus canhões, e indígenas, com seus arcos e flechas; dominação de potências imperialistas contra povos africanos;bombas atômicas dizimando populações inteiras. Os avanços científicos são, sim, essenciais para o desenvolvimento do planeta, mas o problema é o que se faz com ele. Não dá para negar que os avanços na medicina conquistaram muita coisa, só que, enquanto há novas descobertas sobre doenças X e Y, há milhares de pessoas morrendo por causa de doenças simples, que seriam evitadas por meio de medicação e vacinação já existentes. E muitas das descobertas realizadas são utilizadas como forma de dominação, de espalhar a hegemonia dos países detentores dos avanços. Uma coisa curiosa foi os Estados Unidos não ter confrontado a Rússia na questão da Crimeia, pois eles sabem que ela é a única que consegue enfrentá-los militarmente, devido a posse de armas nucleares. Até quando o saber será utilizado como forma de poder? Acho que sempre.

Yanka Leal - 1° ano - Direito noturno

                                 A Ciência sem limites

                  O Novum Organum, de Francis Bacon mostra que a ciência não pode continuar se apegando a conceitos ou ideias que nem foram testadas e comprovadas exemplo disso é no prefácio do livro na qual ele diz: “Todos aqueles que ousaram proclamar a natureza como assunto exaurido para o conhecimento, por convicção, por vezo professoral ou por ostentação, infligiu grande dano tanto à filosofia quanto às ciências”.

                E é verídico o que Bacon fala, pois em alguns momentos da história da humanidade vimos certas visões de mundo prevalecer sobre fatos provados cientificamente. Para acabar com isso Bacon propõe uma Ciência que deveria ser útil na luta contra a natureza  e que deveria ser dividida em dois novos métodos, um destinado ao cultivo das ciências e outro destinado à descoberta científica.

                Com isso Bacon diz que ciência e poder do homem coincidem e trazendo essa conclusão para os nossos dias vemos que tem todo sentido, pois basta vermos que os países que detém grande poder econômico são os mesmo que também detém grande poder científico como o caso dos Estados Unidos, União Europeia e a Rússia
.
               Além disso, a natureza supera e muito o poder do intelecto  e para vencê-la temos que obedecer e não desafia-la  e isso também é utilizado até hoje pois vemos construções magníficas que foram construídas obedecendo as condições impostas da natureza naqueles  locais.

               Mas para tudo isso ocorrer na visão de Bacon  tem que se aceitar a ideia de que não há limites para a ciência, desse modo para sempre ter e manter o princípio da inovação para haja novos avanços e para que não voltemos a aquele estado inicial de que assunto Natureza não seja considerado exaurido novamente.


               De fato vemos que isso não acontecera tão cedo pois tivemos tantos avanços em tão pouco tempo em várias áreas e tantos estudos em outras áreas já apresentando resultados expressivo que já podemos nos perguntar: será que a Ciência tem limites???.

César Augusto Chidozie Onyiliagha 

1° Ano 
Direito Diurno
Turma XXXI

Combatendo a idolatria


           Imerso em um mundo cujo princípio de constatação valia-se da mera contemplação, Francis Bacon, em 1620, propõe um modelo pautado na interpretação a partir de provas. A asserção de que o conhecimento deve advir da experiência, ou seja, daquilo que foi vivido, e que era até então não utilizado, ao adquirir este teor empírico, alega que a filosofia tradicional não serviu ao bem estar do homem, uma vez que não colaborou com a utilidade prática ao universo científico.

           Logo, o labor da mente por si só, constituído apenas pelo pensar e pela suposição, não adquire proporções científicas. Partindo da crítica à retórica, tão idealizada pelos antigos, defende que o maior obstáculo no avanço da Ciência encontra-se na falácia dos sentidos, tornando-se necessária a busca pela observação daquilo que é imperceptível aos olhos.
           São estabelecidos dois métodos para se chegar à Ciência. O primeiro é o seu cultivo, método próprio da filosofia tradicional. Já o segundo é composto pela descoberta científica, embasada pelo empirismo.
           No entanto, quando se realizam constatações, é necessário precaver-se da chamada “idolatria”, composta de falsas percepções do mundo dadas através de distorções provocadas pela mente humana devido à interferência das paixões. Desta forma, busca-se compreendê-lo por meio de uma ciência útil na luta contra a natureza humana imersa no campo passional.

Caroline Verusca de Paula - 1º Direito Diurno

Auschwitz-Birkenau, 23 de novembro de 1942

Minha querida,
Não sei se vou conseguir chegar à tempo.
O dia havia amanhecido bonito. O sol parecia me beijar. Igual como você me beijava pelas manhãs. Senti uma ternura e uma saudade tão grandes. A brisa que me batia à face era fresca, tão fresca que me fez lembrar daquela manhã que caminhamos juntos pela praia, enquanto brincávamos de planejar o futuro. Tão inocentes. Fui para o quartel. Tinha ido o caminho inteiro me perguntando se o que fazia era certo. Não sei o que me deu, mas comecei a me perguntar sobre tudo o que era obrigado a fazer. O general ordenou que meu pelotão saísse numa missão de captura. Essa palavra era uma das que mais me intrigava. “Captura”. Quantas vidas capturei? Quantos sonhos? Quantos planos? Eu sabia que não devia questionar. Não queria pensar que estava desrespeitando meu Führer. Saímos em missão. Tudo deu certo. Capturamos. Vidas, sonhos, planos. O que mais eu havia capturado? Lembro-me do olhar de súplicas de uma menininha. Fez-me lembrar da nossa pequena. Meu sonho era servir meu país. Reerguê-lo. Ser alemão era um orgulho para mim. Imaginar que ajudava meu Führer me enchia de satisfação. Não via a hora de ser chamado para uma missão. Uma missão em prol da Nação. Vir para cá mudou algo em mim. Parece que vejo com outros olhos. Olhos. Toda vez que me deito centenas de olhares me perseguem. Perseguem-me igual eu os persegui. Vidas, sonhos, planos. Quantos deles viraram pó por minha causa? Certa vez perguntei a meu companheiro se ele sabia o por quê de fazermos tudo isso. Ele me disse que eu deveria me envergonhar disso. Deveria me envergonhar por questionar ao Führer. Mas eu não conseguia parar de fazer isso. Quando eu estava em casa, meu sonho era isso. Por que tudo mudou? Não me identifico com nada do que eu faço. Nenhuma ação minha parece enobrecer o caráter de minha Alemanha. Minha Alemanha não é assim. Minha Alemanha não captura vidas, sonhos e planos. Minha Alemanha não os transforma em pó. Meus olhos mudaram, meu amor. Se eu ao menos pudesse fazer algo em relação a isso. Se eu ao menos pudesse mudar um pouco as coisas. Mas, a única coisa que eu quero é que você não os estranhe, quando eu voltar para casa. Eles continuam lhe amando.

Yanka Leal - 1º ano - Direito noturno

Transformação

    Hoje em dia muito se questiona sobre os avanços tecnológicos que a nossa sociedade tem alcançado. Se por um lado a medicina tem salvado muitas vidas com os avanços nos diagnósticos e tratamentos de doenças por outro, criaram armas capazes de destruir milhares de pessoas em questão de segundos. Paradoxos como esses têm deixados questões no ar como a seguinte: Será que no balanço final a ciência trouxe mais benefícios ou malefícios?
    A ciência, influenciada pelo método cartesiano, passou a ver o mundo como uma máquina. Como consequência, perderam-se os valores morais e estamos passando por uma crise social, econômica e ambiental. Com o avanço da fronteira agrícola, a Floresta Amazônica tem sido destruída para plantação de soja em latifúndios destinados à exportação ou então para a criação de pastos. Uma pequena parcela da população consegue altos lucros com a exportação e deixa de lado os problemas ocasionados pelo desmatamento, um deles, o efeito estufa. E ainda, a concentração de terras acirram as desigualdades sociais. Grande parte da população não possui acesso a terra e acaba por ficar sem as mínimas condições de sobrevivência nas periferias dos grandes centros urbanos. Outro problema das cidades é a poluição do ar e dos rios. As grandes fábricas e o grande número de automóveis são responsáveis pela emissão de CO2(agravante também do efeito estufa) e o excesso de embalagens descartáveis sem um destino correto contribui para a destruição do ecossistema. E ainda, sobre a medicina, esta está bem avançada em seus diagnósticos, no entanto valoriza-se apenas a intervenção e não investe em um caminho menos doloroso, mas que necessita de um trabalho maior, a prevenção. 
   Nesse sentido, percebe-se como é necessária uma rápida transformação da sociedade. Sonia, personagem do filme “Ponto de Mutação”, propõe uma nova visão de mundo: A Teoria dos Sistemas Vivos. É necessário olhar para o sistema como seres que estão conectados e interdependentes. Deve-se ter a consciência de que suas ações interferem o sistema como um todo. E ainda, devemos deixar o individualismo e o materialismo tão presente em nossa sociedade mecanicista e ter um pensamento ecologicamente correto pensando nas gerações futuras.

O político, o poeta e a física

       A percepção de mundo está em crise. Pelo menos tal fato afirmado no "O Ponto de Mutação". O filme retrata três personagens interessados em debater sobre diversos assuntos, indo da política à física quântica, da biologia à sociologia.
       O mundo, na atualidade, é visto como um sonho cartesiano, o qual é tido como uma máquina, em que cada parte é analisada para poder ser entendido o todo. O filme faz uma crítica ferrenha a esse modo de análise. O mundo deve ser estudado de maneira completa, pois todas as áreas da vida humana são interdependentes; a frase "Enquanto continuar a ver as coisas nessa velha ótica patriarcal, cartesiana, newtoniana, deixará de ver como realmente o mundo é" aparece em uns dos diálogos e explicita isso.
        A vida é apresentada como um padrão de probabilidade de interconexões, em que tudo pode ser calculado e previsto. E a essência da matéria está exatamente nessas conexões, que fazem com que o mundo passe por um processo vivo, de crescimento e desenvolvimento. O exemplo da interdependência é a árvore, um sistema vivo. A árvore não é apenas composta pelo seu exterior, como caule e folhas, mas também por seiva, insetos, bactérias, sombra, sobrevivência, etc. 
       O político, o poeta e a física acabam por tentar quebrar paradigmas através da percepção. Em suma, o filme de Bernt Capra - baseado na obra de Fritjof Capra - tenta criar reflexão; o ponto de mutação seria a passagem do antigo para a vida atual, a extensa renovação de pensamentos e ideias obsoletas.

Lygia Carniel D'Olivo - 1º Direito Diurno

Métodos experimentais

A histórica valorização da sabedoria e primor científico traduz a constante busca por bem-estar e comodidade humana. Neste contexto, inseriu-se Francis Bacon (1561-1626) na tentativa de otimizar a produção racional da filosofia e ciência. Distinguindo cultivo de descoberta científica, pretere o primeiro por tratar-se meramente de silogismos e conhecimento contemplativo, ao passo que exalta a descoberta, defendendo o método ilimitado experimental como guia na busca por conhecimento novo.
Aproximando-se, sobre certa perspectiva, do pensamento cartesiano, Bacon considera que a filosofia tradicional não serve à demanda científica humana, muito distante das teorias metafísicas em voga. Ao tecer críticas à exaltação da retórica e afirmar que a dialética “mais serviu para firmar os erros que descerrar a verdade”, Bacon valoriza a vitória sobre a natureza – alicerçada unicamente pelo método – e repudia a mera preocupação em emitir opiniões “prováveis e elegantes” acerca da realidade. 
A atualidade de Bacon é pautada, principalmente, na compreensão do senso comum enquanto fruto da antecipação da mente, ou seja, simples reprodução de ideais disseminados e tomados como verdade, sem serem devidamente verificados pela experimentação ou vivência. No presente contexto, que progressivamente zela pela massificação cultural, os ídolos identificados pelo filósofo como falsas percepções de mundo fazem-se presentes, exercendo influência na formação do indivíduo e, indiretamente, nas relações em sociedade.
Faz-se mister adaptar as percepções sistemáticas do filósofo à contemporaneidade, de modo a vencer a falácia dos sentidos e manter a mente íntegra para o desenvolvimento de novas teorias experimentalmente comprováveis. Somente assim seria possível apartar-nos do senso comum e desvendar aquilo que ainda foge ao completo entendimento humano.

Questionamentos e reflexões

         O filme “Ponto de Mutação”, baseado na obra de Fritjof Capra, é sobre um político chamado Jack Edwards (Sam Waterston) que acaba de perder uma eleição para presidente. Após a derrota ele decidiu visitar o seu amigo Thomas Harriman (John Heard), poeta.
        Quando eles decidem parar em um castelo em Saint Michel, eles conhecem Sonia Hoffman (Liv Ullmann), cientista insatisfeita com o uso que fizeram de suas pesquisas.
         Depois que os três se conhecem, começam a refletir sobre questões existenciais. Uma das primeiras discussões se dá entre Sonia e Jack. Sonia diz que o pensamento dos políticos é um pensamento cartesiano, no qual se acredita que para se ter a verdade sobre alguma coisa é preciso dividi-la em partes conseguindo ideias claras. Mas para ela é necessário unificar o todo. É essencial você ter conhecimento do todo para resolver os problemas de fato.

          Há reflexões, no filme, sobre o pensamento do homem juntamente com suas ações e consequência dessas em sociedade. Também há muitos questionamentos relacionados à exploração da natureza pelos seres humanos. Além de abordar temas que envolvem os avanços tecnológicos.

Camila da Silva Teixeira, 1º Ano. Direito Matutino.

Bacon e a restauração

      Francis Bacon,defensor do empirismo, tenta realizar o projeto de restaurar o saber e a ciência. Para o andamento desse projeto se teria de começar do modo como se encontrava a ciência, examinar o novo método que substituirá o antigo, relatar a maneira que os fatos serão investigados, investigar as leis e ir aos fatos novamente, ocasionando, assim, as ações que se mostram possíveis.
       Em Novum Organum, Bacon critica a dialética afirmando que ela não muda as coisas. Nessa obra ele tenta alterar a relação do homem acompanhado da ciência com a natureza. Compreende-se também que ele procura acabar com os ídolos (erros). Estes ídolos são ídolo da tribo, ídolo da caverna, ídolo do foro, ídolo do teatro.
        Ele sugere a existência de dois métodos: antecipação da mente (cultivo da ciência) e interpretação da natureza (descoberta cientifica).

       No que se refere à ciência, procurando errar o mínimo possível, ele retirava as análises já feitas para obter novas e fazer uso dessas na natureza.

Camila da Silva Teixeira, 1º Ano. Direito Matutino.

Bacon - natureza, experiência e inovação

Francis Bacon propôs um novo método para a ciência , o qual seria capaz de regular a mente por mecanismos da experiência. Para o autor, a ciência estava sempre sujeita a erros enquanto se fundasse apenas nos limites da mente-os sentidos são falhos, por isso não são capazes de levar-nos a conhecer a verdade e a construir o pensamento científico.

Bacon buscou aquilo que é imperceptivel para os sentidos através do empirismo. Há uma crítica à filosofia tradicional, que segundo o autor, não é capaz de trazer bem-estar aos homens. Seu desejo era construir um pensamento científico que fosse capaz de explorar a natureza, para ser capaz de compreende-la, interpreta-la e vence-la. Todavia, Bacon atribui aos sentidos um papel válido para conhecer algumas verdades que ele chama de "noções das espécies inferiores".

A ideia de alcançar um conhecimento científico válido partindo de métodos e verdades cientificas já estabelecidas é rechaçada por Bacon , quando diz que tudo o que se produziu aaté então estava impregando pelas noções prévias e falsas dos homens. A ciência deveria ocupar-se de conhecer a verdade, mas para isso é necessário que os homens se libertem dos "ídolos da caverna" , enquanto a formação individual dos homens, sua educação e preceitos morais, assim como livrar-se dos "ídolos do foro", relativos ao relacionamento entre os homens, mediado pelo uso da linguagem, da palavra como forma de bloquear o intelecto.Gabriela Passos Ramos Alves - direito diurno -turma xxxi.

Filosofia Baconiana

Francis Bacon foi um filósofo, político e ensaísta inglês, considerado por muitos o fundador da ciência moderna por propor a experiência como único meio de se atingir a verdade.
Partindo dessa premissa, Bacon critica a filosofia grega pela sua ausência no campo prático, sendo somente aplicada no campo teórico; mas não descarta totalmente a teoria filosófica, apenas julga que esta deve se guiar pela experiência.
Bacon separa o intelecto humano e suas abstrações em quatro ídolos: os ídolos da tribo se relacionam com a incompetência dos sentidos e a interferência das paixões no pensar filosófico. Os ídolos da caverna vinculam-se as relações interpessoais e relações entre o homem e seu ambiente, hábitos ligados a cultura. Os ídolos do foro referem-se a influência do indivíduo na sociedade. Por fim, os ídolos do teatro se relacionam com o misticismo e a superstição, toda a forma de conhecimento sem embasamento científico.
Assim como separa o intelecto, Bacon também separa as falsas filosofias em três: sofística, que se utiliza dos ídolos do teatro para alcançar a verdade; empírica, que faz uso dos sentidos para fundamentar suas teorias; e supersticiosa, que une os fundamentos da tradição, teologia e filosofia para chegar a verdade.
Para o filósofo, além da experiência, é preciso alcançar a justa medida filosófica, ou seja, aceitar o que é correto na filosofia clássica sem desconsiderar o que é correto na moderna.
A principal obra do autor é o "Novum Organum", livro publicado em 1620 que contém sua teoria de que o saber é algo a posteriori.
 
Yeda Crescente Mela,
1ºdireito diurno

Meu Novo Mundo

     
Cadê minha mamãe? Me esgoelava, gritava, me revirava, mas ela não vinha. Será que ela foi embora? Por que me abandonar? Foi quando de repente ouvi a porta do quarto abrindo. Sabia que ia ser ela. A porta se entreabria cada vez mais e minha expectativa só aumentava. De súbito pensei que fosse parar finalmente de chorar. A penumbra se esgotou e pude ver quem estava a vir. Era a Dona Lurdes. Quando mamãe cansava de mim e me abandonava era essa senhora que cuidava de mim. Voltei a gritar.

Ela me pegou no colo, me acariciou e me acolheu. Mamãe já vem, ela foi trabalhar. Só isso que sabia repetir.Mas o que era trabalhar? Nunca havia experimentado tal sensação. Conhecia o que era comer, brincar, trocar frauda, fazer xixi, mas trabalhar eu nunca havia conhecido sua ação, seu cheiro, e até seu gosto. E Lurdes repetia isso quase todos os dias.

Mais tarde me colocaram no meu acento à mesa. Ao fundo ouvia Lurdes discutindo com alguém sobre minha papinha. Ele não vai gostar nada dessa daqui. Claro que vai, é um sabor novo.  Mas ele não gosta de coisas novas. "Dá" logo pra ele. Vou tentar.
Ela chegou com uma colher na mão repleta de uma substância diferente. Deveria ser a "papinha de outro sabor". Não queria abrir a boca, ela já havia falado que eu não iria gostar. Ela insistia. Usou até a frase mágica. "olha o aviãzinho". Sempre quando ela falasse isso aprendi que deveria abrir a boca. Mas dessa vez NÃO.

Ela voltou a insistir depois de um tempo. Eu não aguentava mais ficar lá sentado, mas não queria provar a asquerosa papinha. Ela insistia, insistia, insistia........................................

Não tive como não EXPERIMENTAR. 



Túlio Boso Fernandes dos Santos
Direito Matutino
Turma XXXI


Um Marco na Ciência

            No início de sua obra “Novo Organum”, Francis Bacon analisa que seu método “é tão fácil de ser apresentado quanto difícil de se aplicar”, pois para ele o homem não é como uma “tabula rasa”, ou seja, ele já está impregnado de superstições e pré-conceitos, tornando difícil o entendimento do método.
            Bacon fazia uma dura crítica à ciência como um simples exercício da mente (contemplação), pois ele é insuficiente para alcançar o conhecimento. Com seu novo método ele propunha curar a mente dos homens, o que significa guiar o pensamento para transformar a condição humana através da experimentação. Para sanar essa insuficiência da mente humana, Bacon propôs a eliminação dos ídolos (falsas percepções e representações do mundo). Para ele existiam diferentes tipos de ídolos, que vão desde a formação do indivíduo até a crença em superstições.
            Ele identifica a necessidade de se observar tudo àquilo que é imperceptível aos sentidos e esse é o grande obstáculo da ciência moderna. Mas apenas dessa maneira a ciência se tornará útil para controlar a natureza e até antecipar o acaso. Dessa forma, ele lhe confere um caráter infinito.
            Assim como Descartes posteriormente, Bacon não desvaloriza a noção divina. Para ele o exercício da mente para buscar o conhecimento ajuda a interpretar a criação divina, além de aproximar o homem das intenções de Deus.

            Por ser o responsável por considerar a ciência um elemento benéfico para o homem e por ter se ocupado especialmente com o método científico e o empirismo, Bacon é conhecido como o “fundador da ciência moderna”, além de ter sido decisivo na separação da Idade Média e da Idade Moderna no contexto científico.

"O intelecto humano se agita sempre, não se pode deter ou repousar, sempre procura ir adiante." (Francis Bacon)

Mudança de visão

            Ponto de Mutação é um filme baseado na obra de Capra que mostra um diálogo entre três pessoas em um castelo medieval francês: uma física, um poeta e um político. A temática central é a crítica ao modelo cartesiano feita pela física Sonia, o qual desenvolve um pensamento fragmentado e especializado em diversas áreas do conhecimento (medicina, política, economia, biologia), ou seja, por possuir um método científico reducionista não é capaz de resolver todos os problemas que afligem o mundo o qual deve ser tratado como um todo indivisível através de um processo sistêmico.
            Tal discussão começa quando as três personagens se encontram diante de um antigo relógio, instrumento que era usado por Descartes para fazer uma comparação com o mundo: ele poderia ser separado em “peças” para ser estudado e assim o todo seria entendido. Essa metáfora é transferida para a realidade, e Sonia consegue convencer Tom (poeta) e Jack (político) de que para resolver os problemas mundiais eles não devem ser isolados uns dos outros para que suas conexões sejam entendidas.
            Depois de toda a explicação, resta uma dúvida a Jack: como concretizar essas ideias de que os problemas estão em conjunto e devem ser resolvidos como um todo? E a resposta de Sonia é imediata: basta mudar a forma de ver o mundo.

            E esse processo precisa ser implementado no ensino escolar, para que através da educação o método cartesiano seja substituído por uma visão holística e global.

A objetividade baconiana

Francis Bacon, importante filósofo do século XVI, foi grande defensor do epirismo como a forma correta de obter conhecimento. Negando quaisquer superstições metafísicas não comprovadas, Bacon acreditava que apenas aquilo que pode ser provado cientificamente é digno de credibilidade. Para proclamar determinadas afirmações, entretanto, o filósofo fez uso do método indutivo, o qual gerneraliza determinadas particularidades e ao qual Karl Popper, muitos anos depois, iria se opor ferrenhamente.
Ademais, o filósofo afirmava que de nada vale o estudo de algo que não pode ser posto em prática para, assim, ajudar a humanidade a evoluir. Dessa forma, Bacon não tocou em questões metafísicas como a origem da vida e do universo, preferindo focar nos campos da ciência e da razão.

Laísa Charleaux - 1º ano Direito Noturno

Peças de um todo

O filme O Ponto de Mutação, baseado no livro homônimo de Fritjof Capra, faz uso de teorias provenientes de diversas áreas do conhecimento para discutir questões vinculadas às relações dos seres humanos com a natureza e uns cons os outros. A personagem Sonia, uma física, explica ao poeta Tom e ao político Jack o quão problemática é a visão mecanicista do mundo que a maioria das pessoas parece ter. Segundo ela esse tipo de concepção começou com Descartes, que propôs a fragmentação do conhecimento para melhor compreendê-lo, e concretizou-se com Newton, que criou leis para explicar e analisar todas as coisas como peças separadas. Sonia, entretanto, considera esse método ultrapassado e sugere uma mudança na visão que a humanidade tem do planeta Terra, enfatizando a necessidade de entender todos os organismos vivos como parte de um único sistema ao invés de coisas separadas. Essa é a proposta do filme como um todo, a incitação à noção de que tudo é interdependente no universo e que, portanto, só iremos evoluir de fato quando deixarmos de ser individualistas e pensarmos também no bem de todos os demais organismos vivos que existem e que ainda irão existir em nosso planeta.

Laísa Charleaux - 1º ano Direito Noturno

Alea jacta est


Bacon é considerado o pai do empirismo moderno, entenda-se por empirismo o conhecimento alcançado pela observação e, sendo assim, para ele a verdadeira ciência é a centrada nas causas.O filósofo formulou um método para análise e pesquisa da ciência moderna. E não obstante, critica seus antecessores e os considera estéreis pelo fato de que, segundo ele,  suas teorias não se ocupam em resolver os problemas práticos da vida. 
Ele encara, assim,  a ciência, como algo que objetiva oferecer mecanismos que melhorem a vida dos homens e os façam ter mais poder sobre a natureza, porque quanto mais conhecimento possuirmos, maiores detentores de poder seremos.Atualmente, é marcante o uso da metodologia de Bacon seguindo – se perfeitamente bem os seus aforismos no pensar cientifico. Bem como a sua ideia sobre a funcionalidade e o objetivo das descobertas.
No entanto, por um lado vemos a ciência usada para o bem: vidas são salvas com uma medicina cada vez mais avançada- foi graças a observação que foi descoberta a penicilina, por exemplo- tecnologias são criadas para tornar a vivência humana mais fácil e pratica, inventaram o carro, o avião, o computador, dentre outros objetos.
Já por outro lado vemos que a má utilização dessa mesma tecnologia criada cientificamente pode nos causar problemas como a poluição, o lixo, o desmatamento; bem como a medicina que cria técnicas cada vez mais avançadas, porém não seriam de verdadeira necessidade se nossa cultura fizesse valer preferivelmente a prevenção a remediação. Isso sem ao menos ter citado, as diversas armas de destruição em massa que foram e continuam sendo criadas graças ao desenvolvimento científico.
É preciso que sejamos sensatos, a ciência nos valeu e continua valendo e muito com as suas descobertas e métodos, contudo a forma de se pensar as coisas deve mudada. Se a ciência nos proporciona conhecimento, que saibamos direcionar e utilizar seus fins para o bem, já que para esse saber basta apenas nossa escolha, utilizando de uma metáfora: a sorte está lançada.

Louise F. de Oliveira Dias
1º ano - Direito Noturno

Sociedade Mecânica

O filme se inicia com o encontro dos personagens no castelo Mont Saint Michel, na França, no qual uma física inconformada, um político idealista e um poeta intermediador passam a discutir as relações existentes entre o homem, a sociedade e a natureza.
 A obra inaugura a discussão entre os personagens através de uma discussão acerca de Descartes. René Descartes, considerado o pai da filosofia moderna, cria um método para se obter o conhecimento verdadeiro, através do uso exclusivo do labor da mente. Esse método, que é discutido na obra, se baseia no principio de propor a duvida a tudo que deseja saber, efetuar fragmentação nos objetos de estudo e analisa-los ordenadamente do mais simples para o mais complexo. Quando ele é aplicado gera uma visão mecanicista do mundo, que deprime o caráter humano no âmbito das relações humanas, já que o homem passa a ser analisado sob uma perspectiva de um ser exato, desprovido de erros e desvios, além de omitir as relações existentes entre objetos e o sistema da natureza. Um dos grandes argumentos usados pela cientista para se opor ao sistema cartesiano é a afirmação de que os problemas do mundo atual não podem ser estudados e resolvidos sem preservar as ligações entre esses problemas, devendo entender as conexões existentes entre eles primeiro.
Além disso, ocorre uma discussão acerca da política, colocando em duvida as reais intenções do Estado sobre a vida dos cidadãos. Os governos de todo o mundo, na maioria das vezes, utilizam a maquina estatal apenas como uma forma de legitimar a relações econômicas das classes sociais superiores. O Estado possui uma visão mecanicista da sociedade, agindo independentemente do resultado para a população, privilegiando a intervenção à prevenção, ou seja, prevalecendo os interesses dos extratos superiores da sociedade através de um grande hiato existente entre os mais privilegiados e os menos.
 Segundo a cientista, partindo de uma visão biológica, observa-se a interdependência existente entre toda a escala biológica, onde cada ser depende diretamente e indiretamente do outro. Essa visão se opõe a visão cartesiana, já que não vai analisar cada fenômeno da natureza de maneira ímpar, mas sim de uma maneira que interligue todos os fenômenos formando uma teia de acontecimentos ligados entre si.  
Essa visão sistêmica dos fatos vai ser apresentada aos personagens pela cientista no âmbito social, politico e científico. Observando a sociedade atual, podemos notar a expressiva individualidade existente, decorrente do sistema capitalista. Para que a estruturação de uma sociedade seja mais integrada é necessário uma análise que a estude de maneira sistêmica, observando os processos e não as estruturas para manter um modo mais harmônico de convívio social.
Durante a discussão, a cientista aborda questões relacionadas ao campo da física, retratando a infinidade das partículas, e a controvérsia da matéria. Essa abordagem tem por interesse apresentar, de maneira metafórica, a necessidade de se abordar os fatos a partir de um contexto já existente, de maneira que sempre estejam interligados aos fenômenos relacionados.  A visão de que toda a matéria depende de uma simples partícula repousa na ideia de dependência existente entre fatos, na visão sistemática do mundo.
Além disso, percebemos a dualidade existente entre os pronunciamentos da cientista e a sua realidade em relação a seu relacionamento com sua filha. Embora ela pregue uma visão mais ampla dos problemas a fim de resolvê-los ocorre uma ação contraria em relação a sua filha, que é tratada de maneira pouca compreensiva.
Ao mesmo tempo, ocorre o desencanto da cientista pela ciência teve origem nos fins dados a suas descobertas, que invés de serem usadas para o bem do ser humano, foi usado em benefícios militares de uma nação, indo contra seus próprios princípios, levando-a a crer num futuro sombrio para a humanidade.

A obra, por si, tem o interesse de nos levar à reflexão sobre tudo que pode ser visto de maneira mecanicista, induzindo ao questionamento sobre o que é melhor para a humanidade, o que possa levar a um desenvolvimento social e ecológico ou a uma destruição mútua.
Gustavo Alarcon Rodrigues  1º Ano Direito Matutino