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domingo, 6 de abril de 2014

Ponto de Mutação: a troca da visão cartesiana para a sistêmica

        Ponto de Mutação: a troca da visão cartesiana para a sistêmica

       O filme “ Ponto de Mutação”, baseado na obra de mesmo nome de Fritjof Capra traz reflexões, através dos diálogos dos personagens, sobre o pensamento humano. O  filme tem como ponto principal o diálogo de três personagens, que pertencem a núcleos sociais diferentes: um político (Jack Edwards), um poeta (Thomas Harriman) e uma física cientista (Sonia Hoffman), que se encontram em um castelo medieval na ilha de Mont Saint Michel, na França.
           O ponto inicial da discussão é um relógio antigo que está em uma das salas do castelo. Se utiliza metaforicamente o relógio, que pode ser reduzido e estudado a partir de suas pequenas peças, para se tecer uma crítica acerca da da visão cartesiana fragmentada de se entender o mundo como micro ambientes isolados sem nenhuma correlação entre eles. Não se deixa, entretanto, de enaltecer a grande contribuição da metodologia cartesiana para o avanço tecnológico e do próprio pensamento humano.

        Propõe-se uma nova nova visão de mundo. Não aquela fragmentada e individualista , onde não há conexão entre as relações sociais e as relações naturais, mas uma visão de mundo onde tudo esteja interconectado. Assim, o paradgma mecanicista daria espaço a uma visão sistêmica da realidade mundial e humana. Tal paradigma  observaria as mais diversas relações homem-sociedade e homem-natureza de maneira sistêmica, como resultado de interrelações que se retroalimentam e interagem constantemente. Assim, o “ponto de mutação” é tido como a mudança da visão cartesiana fragmentada para a visão sistêmica que, segundo o pensamento Fritjof Capra, é o melhor para se entender o mundo atual.

João Pedro El Faro Lucchesi, 1º ano Direito Matutino

Bacon : o filósofo da experiência.

Bacon : o filósofo da experiência.

Francis Bacon foi um importante político e filósofo inglês do fim  do século XXVI e início do XXVII. Como filósofo, Bacon se preocupou em propor uma  nova metologia científica e se utilizar do empirismo como base de sua filosofia.
  A ciência, segundo a visão de Bacon, tinha uma função uitlitária, isto é, era sua finalidade abastecer os homens com meios práticos para o alcance de seu bem estar. Tal percepção do saber científico se mostrou como uma tentativa de reforma científica ao propor um nova metodologia diferente daquela proposta por filósofos como Aristóteles na Antiguidade. A filosofia antiga é muito criticada por Francis Bacon  uma vez que apresentava nenhum resultado prático para a vida humana além de não influenciar na busca pelo seu bem estar e se mostrar apenas como um “mero exercício da mente”.

Bacon se utilizava do empirismo como fonte de conhecimento em sua filosofia. Segundo o filósofo, a ciência não deveria ser vista como um mero labor da mente, mas que o conhecimento advém, em sua maior parte, da experiência e da observação. Por fim, Bacon demonstra preocupação com o que ele propões chamar de ídolos (da tribo, da caverna, do foro e do teatro) que são falsas percepções do mundo que  são responsáveis pelos erros cometidos pelas ciência.

João Pedro El Faro Lucchesi, 1º ano Direito matutino 





“Planeta Terra entra em estado de alerta 
Líderes internacionais divulgam abertamente sua dominação sobre o globo”

Acho que ainda vou viver para ler uma manchete dessas nos jornais. Imagino o caos que seria. Mas, enfim. Li que “saber é poder”. Que saber? Que poder? Analisando a História, é sempre possível identificar um grupo dominante e um grupo dominado. Um que detém o poder e outro que não. Um que massacra facilmente e um que é massacrado do mesmo modo. Sempre me vem à cabeça fatos como a luta entre colonizadores portugueses e espanhóis, com seus canhões, e indígenas, com seus arcos e flechas; dominação de potências imperialistas contra povos africanos;bombas atômicas dizimando populações inteiras. Os avanços científicos são, sim, essenciais para o desenvolvimento do planeta, mas o problema é o que se faz com ele. Não dá para negar que os avanços na medicina conquistaram muita coisa, só que, enquanto há novas descobertas sobre doenças X e Y, há milhares de pessoas morrendo por causa de doenças simples, que seriam evitadas por meio de medicação e vacinação já existentes. E muitas das descobertas realizadas são utilizadas como forma de dominação, de espalhar a hegemonia dos países detentores dos avanços. Uma coisa curiosa foi os Estados Unidos não ter confrontado a Rússia na questão da Crimeia, pois eles sabem que ela é a única que consegue enfrentá-los militarmente, devido a posse de armas nucleares. Até quando o saber será utilizado como forma de poder? Acho que sempre.

Yanka Leal - 1° ano - Direito noturno

                                 A Ciência sem limites

                  O Novum Organum, de Francis Bacon mostra que a ciência não pode continuar se apegando a conceitos ou ideias que nem foram testadas e comprovadas exemplo disso é no prefácio do livro na qual ele diz: “Todos aqueles que ousaram proclamar a natureza como assunto exaurido para o conhecimento, por convicção, por vezo professoral ou por ostentação, infligiu grande dano tanto à filosofia quanto às ciências”.

                E é verídico o que Bacon fala, pois em alguns momentos da história da humanidade vimos certas visões de mundo prevalecer sobre fatos provados cientificamente. Para acabar com isso Bacon propõe uma Ciência que deveria ser útil na luta contra a natureza  e que deveria ser dividida em dois novos métodos, um destinado ao cultivo das ciências e outro destinado à descoberta científica.

                Com isso Bacon diz que ciência e poder do homem coincidem e trazendo essa conclusão para os nossos dias vemos que tem todo sentido, pois basta vermos que os países que detém grande poder econômico são os mesmo que também detém grande poder científico como o caso dos Estados Unidos, União Europeia e a Rússia
.
               Além disso, a natureza supera e muito o poder do intelecto  e para vencê-la temos que obedecer e não desafia-la  e isso também é utilizado até hoje pois vemos construções magníficas que foram construídas obedecendo as condições impostas da natureza naqueles  locais.

               Mas para tudo isso ocorrer na visão de Bacon  tem que se aceitar a ideia de que não há limites para a ciência, desse modo para sempre ter e manter o princípio da inovação para haja novos avanços e para que não voltemos a aquele estado inicial de que assunto Natureza não seja considerado exaurido novamente.


               De fato vemos que isso não acontecera tão cedo pois tivemos tantos avanços em tão pouco tempo em várias áreas e tantos estudos em outras áreas já apresentando resultados expressivo que já podemos nos perguntar: será que a Ciência tem limites???.

César Augusto Chidozie Onyiliagha 

1° Ano 
Direito Diurno
Turma XXXI

Combatendo a idolatria


           Imerso em um mundo cujo princípio de constatação valia-se da mera contemplação, Francis Bacon, em 1620, propõe um modelo pautado na interpretação a partir de provas. A asserção de que o conhecimento deve advir da experiência, ou seja, daquilo que foi vivido, e que era até então não utilizado, ao adquirir este teor empírico, alega que a filosofia tradicional não serviu ao bem estar do homem, uma vez que não colaborou com a utilidade prática ao universo científico.

           Logo, o labor da mente por si só, constituído apenas pelo pensar e pela suposição, não adquire proporções científicas. Partindo da crítica à retórica, tão idealizada pelos antigos, defende que o maior obstáculo no avanço da Ciência encontra-se na falácia dos sentidos, tornando-se necessária a busca pela observação daquilo que é imperceptível aos olhos.
           São estabelecidos dois métodos para se chegar à Ciência. O primeiro é o seu cultivo, método próprio da filosofia tradicional. Já o segundo é composto pela descoberta científica, embasada pelo empirismo.
           No entanto, quando se realizam constatações, é necessário precaver-se da chamada “idolatria”, composta de falsas percepções do mundo dadas através de distorções provocadas pela mente humana devido à interferência das paixões. Desta forma, busca-se compreendê-lo por meio de uma ciência útil na luta contra a natureza humana imersa no campo passional.

Caroline Verusca de Paula - 1º Direito Diurno

Auschwitz-Birkenau, 23 de novembro de 1942

Minha querida,
Não sei se vou conseguir chegar à tempo.
O dia havia amanhecido bonito. O sol parecia me beijar. Igual como você me beijava pelas manhãs. Senti uma ternura e uma saudade tão grandes. A brisa que me batia à face era fresca, tão fresca que me fez lembrar daquela manhã que caminhamos juntos pela praia, enquanto brincávamos de planejar o futuro. Tão inocentes. Fui para o quartel. Tinha ido o caminho inteiro me perguntando se o que fazia era certo. Não sei o que me deu, mas comecei a me perguntar sobre tudo o que era obrigado a fazer. O general ordenou que meu pelotão saísse numa missão de captura. Essa palavra era uma das que mais me intrigava. “Captura”. Quantas vidas capturei? Quantos sonhos? Quantos planos? Eu sabia que não devia questionar. Não queria pensar que estava desrespeitando meu Führer. Saímos em missão. Tudo deu certo. Capturamos. Vidas, sonhos, planos. O que mais eu havia capturado? Lembro-me do olhar de súplicas de uma menininha. Fez-me lembrar da nossa pequena. Meu sonho era servir meu país. Reerguê-lo. Ser alemão era um orgulho para mim. Imaginar que ajudava meu Führer me enchia de satisfação. Não via a hora de ser chamado para uma missão. Uma missão em prol da Nação. Vir para cá mudou algo em mim. Parece que vejo com outros olhos. Olhos. Toda vez que me deito centenas de olhares me perseguem. Perseguem-me igual eu os persegui. Vidas, sonhos, planos. Quantos deles viraram pó por minha causa? Certa vez perguntei a meu companheiro se ele sabia o por quê de fazermos tudo isso. Ele me disse que eu deveria me envergonhar disso. Deveria me envergonhar por questionar ao Führer. Mas eu não conseguia parar de fazer isso. Quando eu estava em casa, meu sonho era isso. Por que tudo mudou? Não me identifico com nada do que eu faço. Nenhuma ação minha parece enobrecer o caráter de minha Alemanha. Minha Alemanha não é assim. Minha Alemanha não captura vidas, sonhos e planos. Minha Alemanha não os transforma em pó. Meus olhos mudaram, meu amor. Se eu ao menos pudesse fazer algo em relação a isso. Se eu ao menos pudesse mudar um pouco as coisas. Mas, a única coisa que eu quero é que você não os estranhe, quando eu voltar para casa. Eles continuam lhe amando.

Yanka Leal - 1º ano - Direito noturno

Transformação

    Hoje em dia muito se questiona sobre os avanços tecnológicos que a nossa sociedade tem alcançado. Se por um lado a medicina tem salvado muitas vidas com os avanços nos diagnósticos e tratamentos de doenças por outro, criaram armas capazes de destruir milhares de pessoas em questão de segundos. Paradoxos como esses têm deixados questões no ar como a seguinte: Será que no balanço final a ciência trouxe mais benefícios ou malefícios?
    A ciência, influenciada pelo método cartesiano, passou a ver o mundo como uma máquina. Como consequência, perderam-se os valores morais e estamos passando por uma crise social, econômica e ambiental. Com o avanço da fronteira agrícola, a Floresta Amazônica tem sido destruída para plantação de soja em latifúndios destinados à exportação ou então para a criação de pastos. Uma pequena parcela da população consegue altos lucros com a exportação e deixa de lado os problemas ocasionados pelo desmatamento, um deles, o efeito estufa. E ainda, a concentração de terras acirram as desigualdades sociais. Grande parte da população não possui acesso a terra e acaba por ficar sem as mínimas condições de sobrevivência nas periferias dos grandes centros urbanos. Outro problema das cidades é a poluição do ar e dos rios. As grandes fábricas e o grande número de automóveis são responsáveis pela emissão de CO2(agravante também do efeito estufa) e o excesso de embalagens descartáveis sem um destino correto contribui para a destruição do ecossistema. E ainda, sobre a medicina, esta está bem avançada em seus diagnósticos, no entanto valoriza-se apenas a intervenção e não investe em um caminho menos doloroso, mas que necessita de um trabalho maior, a prevenção. 
   Nesse sentido, percebe-se como é necessária uma rápida transformação da sociedade. Sonia, personagem do filme “Ponto de Mutação”, propõe uma nova visão de mundo: A Teoria dos Sistemas Vivos. É necessário olhar para o sistema como seres que estão conectados e interdependentes. Deve-se ter a consciência de que suas ações interferem o sistema como um todo. E ainda, devemos deixar o individualismo e o materialismo tão presente em nossa sociedade mecanicista e ter um pensamento ecologicamente correto pensando nas gerações futuras.

O político, o poeta e a física

       A percepção de mundo está em crise. Pelo menos tal fato afirmado no "O Ponto de Mutação". O filme retrata três personagens interessados em debater sobre diversos assuntos, indo da política à física quântica, da biologia à sociologia.
       O mundo, na atualidade, é visto como um sonho cartesiano, o qual é tido como uma máquina, em que cada parte é analisada para poder ser entendido o todo. O filme faz uma crítica ferrenha a esse modo de análise. O mundo deve ser estudado de maneira completa, pois todas as áreas da vida humana são interdependentes; a frase "Enquanto continuar a ver as coisas nessa velha ótica patriarcal, cartesiana, newtoniana, deixará de ver como realmente o mundo é" aparece em uns dos diálogos e explicita isso.
        A vida é apresentada como um padrão de probabilidade de interconexões, em que tudo pode ser calculado e previsto. E a essência da matéria está exatamente nessas conexões, que fazem com que o mundo passe por um processo vivo, de crescimento e desenvolvimento. O exemplo da interdependência é a árvore, um sistema vivo. A árvore não é apenas composta pelo seu exterior, como caule e folhas, mas também por seiva, insetos, bactérias, sombra, sobrevivência, etc. 
       O político, o poeta e a física acabam por tentar quebrar paradigmas através da percepção. Em suma, o filme de Bernt Capra - baseado na obra de Fritjof Capra - tenta criar reflexão; o ponto de mutação seria a passagem do antigo para a vida atual, a extensa renovação de pensamentos e ideias obsoletas.

Lygia Carniel D'Olivo - 1º Direito Diurno

Métodos experimentais

A histórica valorização da sabedoria e primor científico traduz a constante busca por bem-estar e comodidade humana. Neste contexto, inseriu-se Francis Bacon (1561-1626) na tentativa de otimizar a produção racional da filosofia e ciência. Distinguindo cultivo de descoberta científica, pretere o primeiro por tratar-se meramente de silogismos e conhecimento contemplativo, ao passo que exalta a descoberta, defendendo o método ilimitado experimental como guia na busca por conhecimento novo.
Aproximando-se, sobre certa perspectiva, do pensamento cartesiano, Bacon considera que a filosofia tradicional não serve à demanda científica humana, muito distante das teorias metafísicas em voga. Ao tecer críticas à exaltação da retórica e afirmar que a dialética “mais serviu para firmar os erros que descerrar a verdade”, Bacon valoriza a vitória sobre a natureza – alicerçada unicamente pelo método – e repudia a mera preocupação em emitir opiniões “prováveis e elegantes” acerca da realidade. 
A atualidade de Bacon é pautada, principalmente, na compreensão do senso comum enquanto fruto da antecipação da mente, ou seja, simples reprodução de ideais disseminados e tomados como verdade, sem serem devidamente verificados pela experimentação ou vivência. No presente contexto, que progressivamente zela pela massificação cultural, os ídolos identificados pelo filósofo como falsas percepções de mundo fazem-se presentes, exercendo influência na formação do indivíduo e, indiretamente, nas relações em sociedade.
Faz-se mister adaptar as percepções sistemáticas do filósofo à contemporaneidade, de modo a vencer a falácia dos sentidos e manter a mente íntegra para o desenvolvimento de novas teorias experimentalmente comprováveis. Somente assim seria possível apartar-nos do senso comum e desvendar aquilo que ainda foge ao completo entendimento humano.

Questionamentos e reflexões

         O filme “Ponto de Mutação”, baseado na obra de Fritjof Capra, é sobre um político chamado Jack Edwards (Sam Waterston) que acaba de perder uma eleição para presidente. Após a derrota ele decidiu visitar o seu amigo Thomas Harriman (John Heard), poeta.
        Quando eles decidem parar em um castelo em Saint Michel, eles conhecem Sonia Hoffman (Liv Ullmann), cientista insatisfeita com o uso que fizeram de suas pesquisas.
         Depois que os três se conhecem, começam a refletir sobre questões existenciais. Uma das primeiras discussões se dá entre Sonia e Jack. Sonia diz que o pensamento dos políticos é um pensamento cartesiano, no qual se acredita que para se ter a verdade sobre alguma coisa é preciso dividi-la em partes conseguindo ideias claras. Mas para ela é necessário unificar o todo. É essencial você ter conhecimento do todo para resolver os problemas de fato.

          Há reflexões, no filme, sobre o pensamento do homem juntamente com suas ações e consequência dessas em sociedade. Também há muitos questionamentos relacionados à exploração da natureza pelos seres humanos. Além de abordar temas que envolvem os avanços tecnológicos.

Camila da Silva Teixeira, 1º Ano. Direito Matutino.

Bacon e a restauração

      Francis Bacon,defensor do empirismo, tenta realizar o projeto de restaurar o saber e a ciência. Para o andamento desse projeto se teria de começar do modo como se encontrava a ciência, examinar o novo método que substituirá o antigo, relatar a maneira que os fatos serão investigados, investigar as leis e ir aos fatos novamente, ocasionando, assim, as ações que se mostram possíveis.
       Em Novum Organum, Bacon critica a dialética afirmando que ela não muda as coisas. Nessa obra ele tenta alterar a relação do homem acompanhado da ciência com a natureza. Compreende-se também que ele procura acabar com os ídolos (erros). Estes ídolos são ídolo da tribo, ídolo da caverna, ídolo do foro, ídolo do teatro.
        Ele sugere a existência de dois métodos: antecipação da mente (cultivo da ciência) e interpretação da natureza (descoberta cientifica).

       No que se refere à ciência, procurando errar o mínimo possível, ele retirava as análises já feitas para obter novas e fazer uso dessas na natureza.

Camila da Silva Teixeira, 1º Ano. Direito Matutino.

Bacon - natureza, experiência e inovação

Francis Bacon propôs um novo método para a ciência , o qual seria capaz de regular a mente por mecanismos da experiência. Para o autor, a ciência estava sempre sujeita a erros enquanto se fundasse apenas nos limites da mente-os sentidos são falhos, por isso não são capazes de levar-nos a conhecer a verdade e a construir o pensamento científico.

Bacon buscou aquilo que é imperceptivel para os sentidos através do empirismo. Há uma crítica à filosofia tradicional, que segundo o autor, não é capaz de trazer bem-estar aos homens. Seu desejo era construir um pensamento científico que fosse capaz de explorar a natureza, para ser capaz de compreende-la, interpreta-la e vence-la. Todavia, Bacon atribui aos sentidos um papel válido para conhecer algumas verdades que ele chama de "noções das espécies inferiores".

A ideia de alcançar um conhecimento científico válido partindo de métodos e verdades cientificas já estabelecidas é rechaçada por Bacon , quando diz que tudo o que se produziu aaté então estava impregando pelas noções prévias e falsas dos homens. A ciência deveria ocupar-se de conhecer a verdade, mas para isso é necessário que os homens se libertem dos "ídolos da caverna" , enquanto a formação individual dos homens, sua educação e preceitos morais, assim como livrar-se dos "ídolos do foro", relativos ao relacionamento entre os homens, mediado pelo uso da linguagem, da palavra como forma de bloquear o intelecto.Gabriela Passos Ramos Alves - direito diurno -turma xxxi.

Filosofia Baconiana

Francis Bacon foi um filósofo, político e ensaísta inglês, considerado por muitos o fundador da ciência moderna por propor a experiência como único meio de se atingir a verdade.
Partindo dessa premissa, Bacon critica a filosofia grega pela sua ausência no campo prático, sendo somente aplicada no campo teórico; mas não descarta totalmente a teoria filosófica, apenas julga que esta deve se guiar pela experiência.
Bacon separa o intelecto humano e suas abstrações em quatro ídolos: os ídolos da tribo se relacionam com a incompetência dos sentidos e a interferência das paixões no pensar filosófico. Os ídolos da caverna vinculam-se as relações interpessoais e relações entre o homem e seu ambiente, hábitos ligados a cultura. Os ídolos do foro referem-se a influência do indivíduo na sociedade. Por fim, os ídolos do teatro se relacionam com o misticismo e a superstição, toda a forma de conhecimento sem embasamento científico.
Assim como separa o intelecto, Bacon também separa as falsas filosofias em três: sofística, que se utiliza dos ídolos do teatro para alcançar a verdade; empírica, que faz uso dos sentidos para fundamentar suas teorias; e supersticiosa, que une os fundamentos da tradição, teologia e filosofia para chegar a verdade.
Para o filósofo, além da experiência, é preciso alcançar a justa medida filosófica, ou seja, aceitar o que é correto na filosofia clássica sem desconsiderar o que é correto na moderna.
A principal obra do autor é o "Novum Organum", livro publicado em 1620 que contém sua teoria de que o saber é algo a posteriori.
 
Yeda Crescente Mela,
1ºdireito diurno

Meu Novo Mundo

     
Cadê minha mamãe? Me esgoelava, gritava, me revirava, mas ela não vinha. Será que ela foi embora? Por que me abandonar? Foi quando de repente ouvi a porta do quarto abrindo. Sabia que ia ser ela. A porta se entreabria cada vez mais e minha expectativa só aumentava. De súbito pensei que fosse parar finalmente de chorar. A penumbra se esgotou e pude ver quem estava a vir. Era a Dona Lurdes. Quando mamãe cansava de mim e me abandonava era essa senhora que cuidava de mim. Voltei a gritar.

Ela me pegou no colo, me acariciou e me acolheu. Mamãe já vem, ela foi trabalhar. Só isso que sabia repetir.Mas o que era trabalhar? Nunca havia experimentado tal sensação. Conhecia o que era comer, brincar, trocar frauda, fazer xixi, mas trabalhar eu nunca havia conhecido sua ação, seu cheiro, e até seu gosto. E Lurdes repetia isso quase todos os dias.

Mais tarde me colocaram no meu acento à mesa. Ao fundo ouvia Lurdes discutindo com alguém sobre minha papinha. Ele não vai gostar nada dessa daqui. Claro que vai, é um sabor novo.  Mas ele não gosta de coisas novas. "Dá" logo pra ele. Vou tentar.
Ela chegou com uma colher na mão repleta de uma substância diferente. Deveria ser a "papinha de outro sabor". Não queria abrir a boca, ela já havia falado que eu não iria gostar. Ela insistia. Usou até a frase mágica. "olha o aviãzinho". Sempre quando ela falasse isso aprendi que deveria abrir a boca. Mas dessa vez NÃO.

Ela voltou a insistir depois de um tempo. Eu não aguentava mais ficar lá sentado, mas não queria provar a asquerosa papinha. Ela insistia, insistia, insistia........................................

Não tive como não EXPERIMENTAR. 



Túlio Boso Fernandes dos Santos
Direito Matutino
Turma XXXI


Um Marco na Ciência

            No início de sua obra “Novo Organum”, Francis Bacon analisa que seu método “é tão fácil de ser apresentado quanto difícil de se aplicar”, pois para ele o homem não é como uma “tabula rasa”, ou seja, ele já está impregnado de superstições e pré-conceitos, tornando difícil o entendimento do método.
            Bacon fazia uma dura crítica à ciência como um simples exercício da mente (contemplação), pois ele é insuficiente para alcançar o conhecimento. Com seu novo método ele propunha curar a mente dos homens, o que significa guiar o pensamento para transformar a condição humana através da experimentação. Para sanar essa insuficiência da mente humana, Bacon propôs a eliminação dos ídolos (falsas percepções e representações do mundo). Para ele existiam diferentes tipos de ídolos, que vão desde a formação do indivíduo até a crença em superstições.
            Ele identifica a necessidade de se observar tudo àquilo que é imperceptível aos sentidos e esse é o grande obstáculo da ciência moderna. Mas apenas dessa maneira a ciência se tornará útil para controlar a natureza e até antecipar o acaso. Dessa forma, ele lhe confere um caráter infinito.
            Assim como Descartes posteriormente, Bacon não desvaloriza a noção divina. Para ele o exercício da mente para buscar o conhecimento ajuda a interpretar a criação divina, além de aproximar o homem das intenções de Deus.

            Por ser o responsável por considerar a ciência um elemento benéfico para o homem e por ter se ocupado especialmente com o método científico e o empirismo, Bacon é conhecido como o “fundador da ciência moderna”, além de ter sido decisivo na separação da Idade Média e da Idade Moderna no contexto científico.

"O intelecto humano se agita sempre, não se pode deter ou repousar, sempre procura ir adiante." (Francis Bacon)

Mudança de visão

            Ponto de Mutação é um filme baseado na obra de Capra que mostra um diálogo entre três pessoas em um castelo medieval francês: uma física, um poeta e um político. A temática central é a crítica ao modelo cartesiano feita pela física Sonia, o qual desenvolve um pensamento fragmentado e especializado em diversas áreas do conhecimento (medicina, política, economia, biologia), ou seja, por possuir um método científico reducionista não é capaz de resolver todos os problemas que afligem o mundo o qual deve ser tratado como um todo indivisível através de um processo sistêmico.
            Tal discussão começa quando as três personagens se encontram diante de um antigo relógio, instrumento que era usado por Descartes para fazer uma comparação com o mundo: ele poderia ser separado em “peças” para ser estudado e assim o todo seria entendido. Essa metáfora é transferida para a realidade, e Sonia consegue convencer Tom (poeta) e Jack (político) de que para resolver os problemas mundiais eles não devem ser isolados uns dos outros para que suas conexões sejam entendidas.
            Depois de toda a explicação, resta uma dúvida a Jack: como concretizar essas ideias de que os problemas estão em conjunto e devem ser resolvidos como um todo? E a resposta de Sonia é imediata: basta mudar a forma de ver o mundo.

            E esse processo precisa ser implementado no ensino escolar, para que através da educação o método cartesiano seja substituído por uma visão holística e global.

A objetividade baconiana

Francis Bacon, importante filósofo do século XVI, foi grande defensor do epirismo como a forma correta de obter conhecimento. Negando quaisquer superstições metafísicas não comprovadas, Bacon acreditava que apenas aquilo que pode ser provado cientificamente é digno de credibilidade. Para proclamar determinadas afirmações, entretanto, o filósofo fez uso do método indutivo, o qual gerneraliza determinadas particularidades e ao qual Karl Popper, muitos anos depois, iria se opor ferrenhamente.
Ademais, o filósofo afirmava que de nada vale o estudo de algo que não pode ser posto em prática para, assim, ajudar a humanidade a evoluir. Dessa forma, Bacon não tocou em questões metafísicas como a origem da vida e do universo, preferindo focar nos campos da ciência e da razão.

Laísa Charleaux - 1º ano Direito Noturno

Peças de um todo

O filme O Ponto de Mutação, baseado no livro homônimo de Fritjof Capra, faz uso de teorias provenientes de diversas áreas do conhecimento para discutir questões vinculadas às relações dos seres humanos com a natureza e uns cons os outros. A personagem Sonia, uma física, explica ao poeta Tom e ao político Jack o quão problemática é a visão mecanicista do mundo que a maioria das pessoas parece ter. Segundo ela esse tipo de concepção começou com Descartes, que propôs a fragmentação do conhecimento para melhor compreendê-lo, e concretizou-se com Newton, que criou leis para explicar e analisar todas as coisas como peças separadas. Sonia, entretanto, considera esse método ultrapassado e sugere uma mudança na visão que a humanidade tem do planeta Terra, enfatizando a necessidade de entender todos os organismos vivos como parte de um único sistema ao invés de coisas separadas. Essa é a proposta do filme como um todo, a incitação à noção de que tudo é interdependente no universo e que, portanto, só iremos evoluir de fato quando deixarmos de ser individualistas e pensarmos também no bem de todos os demais organismos vivos que existem e que ainda irão existir em nosso planeta.

Laísa Charleaux - 1º ano Direito Noturno

Alea jacta est


Bacon é considerado o pai do empirismo moderno, entenda-se por empirismo o conhecimento alcançado pela observação e, sendo assim, para ele a verdadeira ciência é a centrada nas causas.O filósofo formulou um método para análise e pesquisa da ciência moderna. E não obstante, critica seus antecessores e os considera estéreis pelo fato de que, segundo ele,  suas teorias não se ocupam em resolver os problemas práticos da vida. 
Ele encara, assim,  a ciência, como algo que objetiva oferecer mecanismos que melhorem a vida dos homens e os façam ter mais poder sobre a natureza, porque quanto mais conhecimento possuirmos, maiores detentores de poder seremos.Atualmente, é marcante o uso da metodologia de Bacon seguindo – se perfeitamente bem os seus aforismos no pensar cientifico. Bem como a sua ideia sobre a funcionalidade e o objetivo das descobertas.
No entanto, por um lado vemos a ciência usada para o bem: vidas são salvas com uma medicina cada vez mais avançada- foi graças a observação que foi descoberta a penicilina, por exemplo- tecnologias são criadas para tornar a vivência humana mais fácil e pratica, inventaram o carro, o avião, o computador, dentre outros objetos.
Já por outro lado vemos que a má utilização dessa mesma tecnologia criada cientificamente pode nos causar problemas como a poluição, o lixo, o desmatamento; bem como a medicina que cria técnicas cada vez mais avançadas, porém não seriam de verdadeira necessidade se nossa cultura fizesse valer preferivelmente a prevenção a remediação. Isso sem ao menos ter citado, as diversas armas de destruição em massa que foram e continuam sendo criadas graças ao desenvolvimento científico.
É preciso que sejamos sensatos, a ciência nos valeu e continua valendo e muito com as suas descobertas e métodos, contudo a forma de se pensar as coisas deve mudada. Se a ciência nos proporciona conhecimento, que saibamos direcionar e utilizar seus fins para o bem, já que para esse saber basta apenas nossa escolha, utilizando de uma metáfora: a sorte está lançada.

Louise F. de Oliveira Dias
1º ano - Direito Noturno

Sociedade Mecânica

O filme se inicia com o encontro dos personagens no castelo Mont Saint Michel, na França, no qual uma física inconformada, um político idealista e um poeta intermediador passam a discutir as relações existentes entre o homem, a sociedade e a natureza.
 A obra inaugura a discussão entre os personagens através de uma discussão acerca de Descartes. René Descartes, considerado o pai da filosofia moderna, cria um método para se obter o conhecimento verdadeiro, através do uso exclusivo do labor da mente. Esse método, que é discutido na obra, se baseia no principio de propor a duvida a tudo que deseja saber, efetuar fragmentação nos objetos de estudo e analisa-los ordenadamente do mais simples para o mais complexo. Quando ele é aplicado gera uma visão mecanicista do mundo, que deprime o caráter humano no âmbito das relações humanas, já que o homem passa a ser analisado sob uma perspectiva de um ser exato, desprovido de erros e desvios, além de omitir as relações existentes entre objetos e o sistema da natureza. Um dos grandes argumentos usados pela cientista para se opor ao sistema cartesiano é a afirmação de que os problemas do mundo atual não podem ser estudados e resolvidos sem preservar as ligações entre esses problemas, devendo entender as conexões existentes entre eles primeiro.
Além disso, ocorre uma discussão acerca da política, colocando em duvida as reais intenções do Estado sobre a vida dos cidadãos. Os governos de todo o mundo, na maioria das vezes, utilizam a maquina estatal apenas como uma forma de legitimar a relações econômicas das classes sociais superiores. O Estado possui uma visão mecanicista da sociedade, agindo independentemente do resultado para a população, privilegiando a intervenção à prevenção, ou seja, prevalecendo os interesses dos extratos superiores da sociedade através de um grande hiato existente entre os mais privilegiados e os menos.
 Segundo a cientista, partindo de uma visão biológica, observa-se a interdependência existente entre toda a escala biológica, onde cada ser depende diretamente e indiretamente do outro. Essa visão se opõe a visão cartesiana, já que não vai analisar cada fenômeno da natureza de maneira ímpar, mas sim de uma maneira que interligue todos os fenômenos formando uma teia de acontecimentos ligados entre si.  
Essa visão sistêmica dos fatos vai ser apresentada aos personagens pela cientista no âmbito social, politico e científico. Observando a sociedade atual, podemos notar a expressiva individualidade existente, decorrente do sistema capitalista. Para que a estruturação de uma sociedade seja mais integrada é necessário uma análise que a estude de maneira sistêmica, observando os processos e não as estruturas para manter um modo mais harmônico de convívio social.
Durante a discussão, a cientista aborda questões relacionadas ao campo da física, retratando a infinidade das partículas, e a controvérsia da matéria. Essa abordagem tem por interesse apresentar, de maneira metafórica, a necessidade de se abordar os fatos a partir de um contexto já existente, de maneira que sempre estejam interligados aos fenômenos relacionados.  A visão de que toda a matéria depende de uma simples partícula repousa na ideia de dependência existente entre fatos, na visão sistemática do mundo.
Além disso, percebemos a dualidade existente entre os pronunciamentos da cientista e a sua realidade em relação a seu relacionamento com sua filha. Embora ela pregue uma visão mais ampla dos problemas a fim de resolvê-los ocorre uma ação contraria em relação a sua filha, que é tratada de maneira pouca compreensiva.
Ao mesmo tempo, ocorre o desencanto da cientista pela ciência teve origem nos fins dados a suas descobertas, que invés de serem usadas para o bem do ser humano, foi usado em benefícios militares de uma nação, indo contra seus próprios princípios, levando-a a crer num futuro sombrio para a humanidade.

A obra, por si, tem o interesse de nos levar à reflexão sobre tudo que pode ser visto de maneira mecanicista, induzindo ao questionamento sobre o que é melhor para a humanidade, o que possa levar a um desenvolvimento social e ecológico ou a uma destruição mútua.
Gustavo Alarcon Rodrigues  1º Ano Direito Matutino

sábado, 5 de abril de 2014

"Ciência à flor da pele".

O filósofo inglês Francis Bacon, em seus estudos, passa a buscar uma forma mais confiável para obter o conhecimento, que segundo ele não era intrínseco ao ser humano. A solução obtida por Bacon é a elaboração de um método científico, baseado na interpretação dos fenômenos da natureza através dos sentidos, o Empirismo.
Inicialmente Bacon critica a ação científica apenas como um labor da mente, ou seja, a ciência não pode ser fundamentada apenas nas previsões da mente, mas sim fundamentar-se no conhecimento concreto obtido através da observação dos fenômenos. Um exemplo disso é a diferença existente entre as ciências modernas e a filosofia clássica, no qual a segunda, por se embasar apenas nas previsões, produziu um conhecimento unicamente contemplativo, enquanto as ciências modernas se embasam na observação e sistematização de fenômenos, produzindo um conhecimento útil ao ser humano. Ou seja, como o intelecto humano é passível de erros e sofre turgidez por parte das paixões, e por isso, não se devem seguir cegamente seus princípios.
O método descrito por Bacon descreve uma possível cura para as discrepâncias geradas pela mente humana, já que a experiência passa a ser vista como um método regulatório para a ação do intelecto. Ou seja, para se obter com realidade o conhecimento é necessário a intervenção da experimentação na razão humana. Além disso, Bacon afirma que as antecipações feitas pela mente são a base para o senso comum, ou seja, dá origem a um conhecimento com nenhuma base afirmada, corroborando o caráter falho das previsões da mente humana.
Segundo Bacon, existem dois métodos para se chegar ao conhecimento, o cultivo das ciências e a descoberta cientifica. O primeiro consiste em um método de uso exclusivo do intelecto, sem necessidade da verificação feita pela experiência, enquanto o segundo explora os fenômenos através da observação empírica.
Bacon afirma a existência de ídolos, maneiras distorcidas das representar os fenômenos do mundo, que possuem diferentes formas de atuação. Os ídolos são: Ídolo da tribo, da caverna, do foro e do teatro. Esses ídolos têm grande influencia no comportamento humano, conferindo interferência nos sentidos, formação moral do indivíduo, relações sociais, e equivocações.

Bacon busca através desse método renovar os métodos científicos, formando uma nova ciência capaz de abandonar a contemplação residente nos períodos clássicos, e buscar uma ciência útil na luta contra a natureza. E através dessa ciência, utiliza-la como uma maneira de prevenir o acaso, de maneira a utilizar a experiência para controlar o intelecto humano. No entanto, para que essa ciência tenha esses valores efetivados a favor do ser humano é necessário que a ciência sempre tenha seu foco no infinito, nunca se limitando a limites humanos.
Gustavo Alarcon Rodrigues- 1º Ano Direito Matutino

Teoria dos sistemas vivos

O filme Ponto de Mutação é instigante e contribui para uma visão multifacetada do mundo. O enredo é básico e consiste na articulação de um diálogo entre três pessoas que advém de contextos diversos: um político - ex-candidato à presidência dos Estados Unidos - um poeta e uma física. A discussão travada entre eles circunda aspectos diversos da vivência e do conhecimento humano, como a filosofia, a política, a ciência e a ecologia.
No filme, há a proposta de que os problemas não podem ser tratados sob uma perspectiva individualista e fragmentada, uma vez que todos engendram partes de uma grande crise da perspectiva humana. O mundo, em diversas áreas, continua a ser pautado em uma visão cartesiana, responsável por colocar os seres humanos como meras máquinas independentes, o que é extremamente retrógrado, tendo em vista uma atualidade dinâmica e plural.
Além da crítica à visão de mundo cartesiana, há também a contraposição à ideia baconiana, visto que a defesa de que “Saber é poder” é danosa, sobretudo às gerações futuras. Isso porque, em tal visão, não há a preocupação com as consequências dos atos humanos, o único fim a se pretende é a dominação da natureza e sua utilização para proveito do homem.
Há, então, a proposta de uma nova visão de mundo, pautada na interdependência e no estabelecimento de relações entre os seres e a natureza como um todo. Tal visão holística, dita dos sistemas vivos, coloca em xeque o mundo cartesiano e pragmático e propõe um mundo dinâmico e plural.
Para a efetivação da teoria dos sistemas vivos e interdependentes é necessária uma mudança da percepção humana, um ponto de mutação, um novo paradigma, como diria Thomas Kuhn. Assim, as conexões deveriam ser compreendidas para posterior resolução de problemas.

A visão holística e a ruptura com o modelo tradicional de ciência, propostos pelo filme Ponto de Mutação, tornariam possível um crescimento sustentável, pautado na interdependência entre os seres e a natureza, e que seria responsável pela efetivação do desenvolvimento humano e científico. 

Nicole Bueno Almeida
1º ano, Direito Noturno

Do pensamento baconiano

Francis Bacon foi um importante filósofo e político inglês da segunda metade do século XVI e primeira metade do século XVII. Como filósofo, Bacon propôs uma ruptura com o método científico dedutivo, - a dita antecipação da mente - a utilização do Empirismo como forma de obtenção das verdades efetivas e a ciência como instrumento de transformação social.
Em sua teoria, Bacon afirmava que o conhecimento humano estava impregnado de ídolos, os quais seriam responsáveis pelo falseamento científico e que, por isso, deveriam ser eliminados para a obtenção do verdadeiro saber. Como forma de combate aos ídolos do conhecimento humano, Bacon propôs a observação e a experimentação, reguladas pelo raciocínio lógico, as quais seriam a instrumentalização do conhecer. A ciência passaria a ser, então, útil à sociedade.
Para Bacon, a utilização da experiência é a possibilidade de utilizar a natureza e seus instrumentos para proveito do homem. O conhecimento seria, então, forma básica para a manipulação de uma dada situação, o que resume-se na famosa frase baconiana: “Saber é poder”. Tal ideologia foi utilizada pela burguesia da época como forma de transformação de sua realidade, tendo em vista a sua ascensão a partir da articulação do conhecimento com a economia.

É inegável a grande influência baconiana, tanto em sua época, quanto nos dias atuais, visto que seu método de experimentação é, atualmente, utilizado como forma de verificação cientifica para o verdadeiro saber. A própria ciência jurídica carrega a perspectiva de Bacon, já que preza pela existência de provas. Assim, a ruptura com a ciência dedutiva, proposta por Bacon, e a utilização da experiência são essenciais para a compreensão da ciência moderna.

Nicole Bueno Almeida
1º ano, Direito Noturno

A transformação do Saber em Poder

       De todos os conceitos estabelecidos por Francis Bacon, certamente o que foi mais inovador e interessante para a época foi o de que a Ciência não deve ser algo inscrito somente no plano das ideias, mas algo que traduza a dimensão dos fatos. Dessa maneira, ela se torna um instrumento de transformação da condição humana e não apenas uma proposta especulativa. Para ele, esse seria o maior desafio da Ciência. 
             Bacon considerava que o conhecimento só conseguiria progredir se tivesse uma base sólida, sendo preciso para esse fim confrontar qualquer ciência que não tenha o homem como elemento principal. Por isso sua crítica às ciências sobrenaturais, ao senso comum e à filosofia dos gregos ("sabedoria farta de palavras, mas estéril de obras"), acreditando que a verdadeira Ciência só seria arquitetada por meio do conhecimento empírico. O empirismo é explicado pela experimentação sem limites, e não pela antecipação da mente como a antiga filosofia previa. Mas essa construção seria dinâmica e permanente, sempre existindo inovação para buscar o bem-estar do ser humano e a dominação da natureza.
             A burguesia, cujo surgimento foi contemporâneo à Bacon, muito auxiliou na propagação e entendimento de suas ideias. Formada por artesãos e pequenos comerciantes, a classe acreditou no conhecimento e na ciência como ferramenta para mudar sua condição social. Assim, apodera-se da experiência, expondo a crença de que o trabalho é positivo, e articulando o conhecimento com a economia muda a realidade onde estava inserida. Isso transforma o mundo e tem reflexos até os dias de hoje, visto que as atuais potências mundiais são as mesmas que possuem o maior conhecimento científico. Por outro lado, mecanismos de experiência regulam a mente da humanidade, dando a falsa impressão de que já possuímos todas as percepções do mundo. Ao dinamizar o conhecimento, inovamos nossa visão de mundo e buscamos respostas cada vez mais.

Vitória Schincariol Andrade
1º ano - Direito Noturno

Bacon e a aplicabilidade do conhecimento

  Francis Bacon foi um dos mais conhecidos defensores do empirismo. Para ele, a experiência seria peça chave para a verdadeira compreensão de mundo. Assim sendo, ela deveria nortear o pensamento e o uso da razão, fazendo-se determinante para vencer a natureza.
  Daí a crítica baconiana ao pensamento da filosofia clássica: para ele, os filósofos gregos apresentavam teorias utópicas, inatingíveis. De nada valia propor uma solução para a problemática social se aquela não pudesse ser efetivada. Desse modo, tal filosofia não servia para o bem estar do homem, uma vez que não trazia a possibilidade de mudança.
  Surge então a proposta de um novo método para se estudar os fenômenos naturais, advindo da observação aliada ao uso da razão, opondo-se assim ao racionalismo aristotélico. A experiência torna-se o princípio do método, sendo base para que o conhecimento seja construído.
  Na atualidade, em contrapartida, vê-se que nem sempre a experimentação precede a formulação de hipóteses. Prova disso é a Matemática, que, em suas formas mais avançadas, carece de fenômenos práticos, observáveis. A Física Moderna também foge do tal método, uma vez que não há comprovações empíricas, experimentais, de sua válidez. Conclui-se que Bacon não apresentou um método absoluto, isento de falhas, mas um método revolucionário, que possibilitou uma nova ótica para os cientistas que o sucederam.

Victor Bernardo C. Dantas - 1º ano Direito Diurno

Mudança Cíclica


Descartes teoriza que o homem é constituído por duas substâncias: a de natureza pensante e a de natureza material. O filósofo acredita que o corpo age como uma máquina, funcionando de acordo com as leis universais. Com essa ideia inicia-se um debate entre os três personagens principais do filme "O Ponto de Mutação", devido a justificativa da física (Sonia Hoffmann) de não votar, já que os políticos possuem uma visão, segundo ela, mecanicista e antiquada da natureza e do homem, assim como Descartes. Aquela personagem se justifica ao político (Jack Edwards) e ao poeta (Thomas Harriman), e então os três iniciam uma caminhada na qual discutirão correntes filosóficas, a essência da natureza pela física quântica, e ideologias pessoais.

A física entrou em um período sabático, após ter sua descoberta utilizada na confecção de armas de guerra; se mostra frustrada com o relacionamento entre os homens e a natureza, que necessitam de "uma nova visão de mundo e uma ciência mais abrangente" para apoiar a todos; com isso  passa a maior parte do seu tempo divagando sobre as mazelas mundanas; sem no entanto ser capaz de resolver o menor de seus problemas, como os pessoais.

O poeta, se encontra numa crise de meia-idade, questiona sua vivência e o fracasso de seus poemas, vê as ações humanas como o jogar de uma rede, como Pablo Neruda. E contesta as diferentes visões de mundo que nada fazem para realmente alterar o mundo. Enquanto o político,amigo de longa data do poeta, encontra-se ligeiramente depressivo devido ao fracasso de sua campanha politica e o aparente desinteresse das pessoas na política, e busca saber nas ideias dos colegas como adaptar a política a atualidade. No final os três se mostram em um caminho de mudança de ideologia, abrindo a mente a novos preceitos.

Barbara Oliveira, Direito diurno - 1° Ano

Método Cartesiano e Baconiano - Um relógio que deveria ter parado de funcionar

No filme "Ponto de Mutação", um importante questionamento acerca da validade dos métodos cartesianos e baconianos é trazido à tona. Estes, que representaram grandes passos para a evolução científica e que atualmente configuram-se como os métodos mais prestigiados pela sociedade para a obtenção de conhecimento, são vistos por uma das personagens do filme como ultrapassados para a atualidade, assim como é obsoleto um relógio de pêndulo hoje quando se tem os digitais. 
A consideração feita por esta personagem em minha concepção é válida e muito real, posto que ambos os métodos nos levam a um pensamento científico e racional, todavia, trouxeram consigo, a partir da especialização do conhecimento, a perda da visão do todo, e consequentemente, a não percepção dos efeitos que determinadas medidas gerarão na sociedade. Quando se inventa por exemplo, automóveis que se utilizam de combustíveis fosseis para a sua combustão interna, não se consideram os impactos ambientais gerados por estes. Desta forma, a falta da visão do todo somada ao capitalismo selvagem que visa lucros cada vez mais exorbitantes gera impactos ambientais e sociais enormes, fazendo com que por exemplo, enquanto uns andam de jato particular, milhares morram de fome diariamente. 
A questão do progresso científico, ao meu ver, configura-se como um paradoxo. De um lado a tecnologia evolui de maneira absurda, mas ao mesmo tempo esta tecnologia não é utilizada a favor das mazelas sociais. Ao contrário, é usada como forma de destruição em guerras, como forma de controle e de medo. Talvez o relógio de pêndulo devesse ter parado no tempo, e Descartes e Bacon devessem ter ficado em seu tempo. Porque, às vezes, muito método e muita objetividade podem gerar uma ciência maligna. 

Daniela Negri 1o ano Direito- turno Matutino. 

Mutação da mente

Andando pelas ruas sob o sol matutino, os burburinhos da feira inundavam com vivacidade os ouvidos de quem por lá passava. Um ambiente de intensa agitação e diferenças, mas ainda assim harmônico, de experiências enriquecedoras e diversidade grandiosa de crenças, costumes, hábitos e culturas. Um local tão diverso, mas que ainda costuma ser visto uniformemente, como uma máquina de engrenagens, em que cada parte, insensível e imutável, deve permanecer tal como está.
Mas permanecer imutável. É possível essa afirmação dentro de um sistema tão dinâmico como o nosso? Globalização, comércio internacional, informações a todo momento de países próximos ou distantes, tecnologias das mais diversas áreas do conhecimento, tudo contribui para o ser humano não constituir uma sociedade estática, imobilizada no espaço e no tempo. E é justamente sobre esse princípio que se mostra obsoleta os princípios cartesianos. Como analisar os problemas, fragmentando-os, quando, na atualidade, geram-se cada vez mais teias de interdependência entre nós, entre os Estados, entre as sociedades? Os empecilhos constituem-se cada vez mais de questões não somente relacionadas ao interior, mas também ao exterior, às relações construídas com o mundo.
Muitas vezes recorre-se à solução direta do problema, como um analgésico, para aliviar a dor de maneira eficaz. No entanto, de que adianta curar especificamente algo, quando se sabe que voltará a ocorrer? Mesmo existindo um remédio, a causa do problema não será tratado, gerando um ciclo vicioso de recaída e prejuízos por esforços inúteis. Buscamos sempre novos tratamentos com efeitos mais rápidos e duradouros, mas essa busca, na maioria das vezes, também resulta em desequilíbrio quando posto na balança, pendendo para o lado dos prejuízos novamente.
Mais fácil que tentar criar novas tecnologias para aumentar o conforto humano, por qual motivo não alterar comportamentos que facilitem o seu alcance? Tirar esse pó que recai sobre nossos ombros dos antepassados obsoletos e modificar algumas práticas, amigas da inércia e do conformismo, para superar essa crise de percepção e avançar de modo a deixar um legado digno e um meio ambiente para as futuras gerações.


Leonardo Eiji Kawamoto - 1º Direito/Matutino

O mundo como um todo X o todo do mundo


  O filme "Ponto de Mutação" tem sua trama em torno de um diálogo principal. Uma cientista frustrada por descobrir que seu trabalho estava a ser usado na manutenção da guerra, um político frustrado por se ver incapacitado e silenciado em meio a seus acessores e a mídia, sem a devida liberdade de expressão e um poeta, em meio a sua crise de meia idade dissertam acerca da conjuntura na qual os seres humanos estão inseridos e da forma de entendimento dessa.
  Cria-se então um interessante debate: é válido o desmembramento dos objetos de estudo (tais como a organização social e o meio ambiente) para que se tenha um entendimento específico das partes que o compõe e uma posterior noção do todo? Não seria melhor tentar entender todas as relações, isto é, iniciar a busca pelo conhecimento diretamente pelo objeto de estudo?
  Ao meu ver, o filme contrapõe as noções de mundo como um todo e do todo do mundo. A partir do pensamento cartesiano, configura-se a tentativa de tentar entender o todo do mundo, ou seja, de explicar todas as partes que o formam para que - posteriormente - se entenda o mecanismo completo. Essa busca, no entanto, parece inútil, uma vez que há uma infinidade de partes a serem compreendidas.
  Dessa forma, tentar entender todos os diferentes componentes específicos do objeto em questão seria uma forma de suprir o ego humano, que não aceitaria admitir a existência de aspectos incompreensíveis dentro de algo compreensível a ele. Assim, a noção de mundo como um todo, ou seja,  entender a totalidade e as relações com as mais diversas áreas do conhecimento para que se tenha compreensão do objeto amplo a ser estudado, é deixada de lado. Em consequência disso, a ciência torna-se ineficaz devido a sua forma, que não prioriza o essencial, mas sim o completo (gastando tempo com o estudo do desnecessário).

Victor Bernardo C. Dantas - 1º ano - Direito Diurno

Uma busca pelo saber

Conta-se que há muito, muito tempo atrás, em um pequeno reino, vivia um rei que acreditava que a maior riqueza do mundo era o conhecimento. Queria este rei conhecer tudo aquilo que estava à sua volta: Como surgiram as estrelas, o sol, a lua, os animais, o homem, como era possível uma planta saber quando é primavera para florir,  como era possível o sol nascer e se pôr diariamente, enfim... eram tantos os questionamentos deste rei, e era tão grande a sua insatisfação com as explicações que seus conselheiros lhe davam que, um certo dia, o rei convocou uma reunião em seu palácio. Pediu para que chamassem os homens mais sábios de seu reino, pois um deles elegeria para ser o seu mestre.
Pois bem, o grande dia chegou. Muitos intelectuais se aproximaram do rei e expuseram seus conhecimentos, seus estudos e observações. Eram todos  muito inteligentes, mas nenhum agradou ao rei. Quando o rei perguntava como haviam aprendido tudo aquilo, todos, sem exceção, respondiam que haviam lido os livros mais completos e estudados com os melhores tutores, e que, por isso, seriam os mais aptos a atender às suas necessidades. O rei, todavia, se entristecia. Queria alguém que realmente o trouxesse algo novo e que fosse o autor deste conhecimento. Mas parecia que todos os intelectuais eram meramente reprodutores da sabedoria, decorando informações e aceitando avidamente tudo aquilo que lhes era dito que era correto.
Quando já perdia as esperanças, um candidato adentrou o palácio. Era sério e quieto. O rei lhe deu a palavra e ele começou:
- O verdadeiro conhecimento está não no labor da mente, não naquilo que nos dizem como o correto, não nas deduções aparentemente tão racionais mas ao mesmo tempo tão persuasivas de nossa mente. O verdadeiro conhecimento está no plano sensível, na experiência como forma de obtenção do saber, no alcance do conhecimento através dos axiomas. Vocês, que se julgam tão inteligentes, não mais fazem que decorar e reproduzir ideias das quais nem vocês mesmo mesmos sabem a veracidade da origem. O que proponho é uma revolução na maneira de pensar, através da comprovação das teses por meio de experiências. Só assim poderemos conhecer, só assim faremos Ciência. 
O rei se encantou com a proposta deste homem tão ousado em sua colocação mas ao mesmo tempo tão sincero e sábio. Nomeou-o seu conselheiro particular. E uma das obras deste conselheiro, recentemente, foi achada nas ruínas do castelo real, cujo reino até hoje é chamado de "O reino da sabedoria". O nome da obra? "Novum Organum". O autor? Francis bacon. 

Daniela Negri 1o ano Direito- turno matutino. 

O paradigma cartesiano


  O filme "Ponto de Mutação" retrata três pessoas com vidas e ideias diferentes, uma cientista (Sonia Hoffman), um político (Jack Edwards) e um poeta (Thomas Harriman), e por possuírem pensamentos tão distintos uma discussão sobre política, ciência e filosofia acaba tendo início, quando a mulher é convidada por Thomas a dar sua opinião sobre a invenção do relógio e as consequências que vieram com ele.

   Sofia faz uma crítica ao pensamento cartesiano e sua visão mecanicista, de que a natureza funciona como um relógio e quando desmontada e reduzida em um monte de peças simples, fica fácil analisá-la e entender o todo, tratando o mundo como uma mera máquina, enquanto Jack não entende o que há de errado com Descartes, pois seus pensamentos ainda estão em voga e segundo ele funcionam, mas para ela os tempos mudaram e as pessoas e a natureza não podem mais ser vistas como máquinas.

   Hoffman defende que devemos ver o mundo de uma nova maneira, não pensar na ciência apenas como um instrumento de transformações que deve ser usada para potencializar tudo que for possível e arrecadar cada vez mais poder, explorando a natureza de forma indiscriminada, mas como algo que melhore as condições de vida das pessoas e preserve os bens naturais.  

 Portanto, para ela o paradigma cartesiano (mecanicista), é ultrapassado e deve ser vencido por novos paradigmas que tratem a natureza e os homens não mais como peças soltas, mas interconectadas e para mudar o pensamento das pessoas é necessário mudar a educação que lhes é passada. 

Karen Yumi Saito
1°ano- Direito Noturno 

A experimentação científica e a interpretação do mundo.

Em sua obra “Novum Organum” Francis Bacon propõe a interpretação do mundo por meio da experiência. Desenvolver o conhecimento e descobrir a natureza por meio da experimentação científica também se encaixam na proposta de Bacon.

O filósofo teceu críticas com relação à ciência como mero exercício da mente, pois acreditava que o conhecimento era fruta das investigações, da exploração da natureza como forma de compreendê-la, interpretá-la e vencê-la. Bacon também exprime que esse estado negativo da mente ocorre devido ao fato da mente estar ocupada pelos usos do convívio cotidiano, pelas doutrinas viciosas e pela mais vã idolatria. Assim compreende que deve ocorrer a “cura da mente” através da sua regulação por mecanismos da experiência. Sua obra aborda também a questão dos ídolos como falsas percepções do mundo. Essas falsas noções obstruem o intelecto humano e assim dificultam o acesso da verdade.

Outro ponto relacionado a ciência refere-se a busca de uma ciência útil na luta contra a natureza. Para Bacon, fazer ciência é pensar na dinâmica de inovação permanente, além disso, não se deve esperar que as coisas aconteçam. É preciso utilizar a ciência como método para antecipar o acaso.


Júnior Henrique de Campos - 1º Direito noturno.

Instrumento de transformações

  Francis Bacon, um filósofo inglês que pretendia instaurar, o que ele denominava, Instauratio Magna (Grande Revolução), novos métodos científicos que teriam por objetivo a interpretação dos fenômenos naturais pela experiência, revolucionou o modo de pensar do século XVI, ocupando-se especialmente da metodologia científica e do empirismo.
  
  Por adição, Bacon defendia a busca do conhecimento através da experimentação e interpretação da natureza física e social, indo à campo, não apenas imaginando, uma crítica à filosofia anterior, na qual havia muito discurso e pouca ação. 
  
  Pensando em tal crítica, a realidade atual já nos vêm à mente, quantos são os brasileiros que reclamam todos os dias da situação na qual o país se encontra e dos políticos, porém não tomam nenhuma atitude para melhorar a realidade? Se todos esses descontentes tivessem saído de suas casas quando houveram as manifestações de junho, votassem de forma consciente e não em artistas, ou naquele que faz mais campanhas, quais seriam as condições agora?
  
  Sendo assim, Bacon criticava o uso da ciência como mero exercício da mente, tal ferramenta deve ser usada para melhorar as condições humanas e posteriormente políticas, saindo do campo das ideias e reproduzindo a realidade,  fazendo da ciência  um instrumento de transformações que proporcionem melhorias.

Karen Yumi Saito
1° ano - Direito Noturno 
      
    
    
            SABER NEM SEMPRE É PODER.


  Considerado por muitos o 'Pai da Ciência Moderna', Francis Bacon enfatizava o uso da ciência como benéfica para o homem e assim, dar -lhe poder sobre a natureza, o qual seria alcançado através de seu método baseado em hipóteses e de uma reforma completa do conhecimento,sendo este um meio vigoroso e seguro para obtê-lo. No entanto, essa mentalidade científica somente seria adquirida após o expurgo de uma série de preconceitos por Bacon chamados de ídolos – falseamento da realidade. Concomitantemente, propõe uma ruptura com a metafísica e faz uma crítica aos gregos antigos e à sua filosofia – Bacon dizia que a filosofia tradicional não serviria ao bem estar do homem – descrita na passagem de sua obra 'Novum Organum' : ''Os gregos (…) possuem o que é próprio das crianças : estão sempre prontos para tagarelar,mas são incapazes de gerar,pois, a sua sabedoria é farta em palavras,mas estéril em obras.'' Este pensamento baconiano em em meio ao século XVII referente à critica aos antigos atravessou os séculos e está presente na sociedade brasileira atual, principalmente nos discursos daqueles que se consideram de esquerda – revolucionários – que gritam e erguem cartazes por mudança da forma política vigente no país mas que entretanto, ficam presos somente em idealizações - '' no mundo da metafísica'' – apenas tagarelando e vendo o país ainda estagnado nos mesmos problemas de antes.
     Esse tipo de comportamento faz da máxima de Bacon ‘Saber é Poder’ parecer inútil quando usado de maneira errada por esses jovens que acreditam saber ou possuir todo o conhecimento necessário sobre o fenômeno política e consequentemente o poder de decisão sobre qualquer assunto.
 Seu método essencialmente empirista posteriormente influencia as ideias de grandes filósofos e cientistas como Locke,Hobbes,Newton entre outros,permanecendo atual em meio a tantos clamores daqueles que se auto intitulam ''revolucionários'' num Brasil onde se dá mais valor às palavras em prol de uma reforma política e social e cada vez menos aos atos que de fato mudariam a situação em vigência em nosso país.

Maiara Lima 1° ano Direito noturno.

Mindwalk - Vida é Auto-Organização

           O filme analisado trata de realizar a junção de praticamente todas as ciências em uma única, a ciência da vida, da existência do universo. Por meio de diálogos entre os personagens, são apresentadas as refutações de ambos os pensamentos cartesianos e baconianos, nos quais tudo depende da matéria, tudo depende do empirismo, deixando-se de lado a análise pura filosófica.

           A personagem Sonia trabalha com a ideia de que a existência não pode ser simplesmente catalogada por não se tratar de algo meramente concreto, mas sim algo relativo, dependente das relações entre tudo o que existe. Ela defende que a vida é auto-organização, no sentido de que ela sempre se renova, mesmo que não demonstrando, sempre procura maneiras de se adaptar à toda e qualquer situação.

           Trabalha-se também a ideia de aproximação da realidade, pois, como é mostrado pelo personagem Jack, é extremamente difícil se realizar a junção entre o pensamento acerca da sustentabilidade, da consideração da existência holística, e as ações concretas, possibilitadas através da política, pois, como é argumentado pelo mesmo, os meios políticos estão pesadamente dominados pelo poder econômico, cujos preceitos vão integralmente contra qualquer pensamento benéfico à sociedade em favorecimento de seu próprio lucro.A mudança de visão perceptiva é exaltada para que se haja mudança, para que se haja entendimento e para que possamos caminhar progressivamente de forma positiva.

Victor Luiz Pereira de Andrade - Direito Matutino - 1° ano