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segunda-feira, 30 de março de 2026

O que diria um positivista após a palestra do CADIR sobre automação do serviço

 o positivismo reivindica cientificidade e, principalmente, valoriza o avanço tecnológico. É fato que, durante a revolução industrial, apogeu da valorização científica, esse raciocínio -levando em consideração a necessidade de entender essa nova sociedade que estava nascendo- estabeleceu bases importantes aos intelectuais da época.

Entretanto,  é fundamental  questionar esse posicionamento, haja vista que, principalmente na sociedade contemporânea, não há espaço para para interpretação da realidade pautada nas ciências biológicas. Esse posicionamento raso, observando a realidade a partir de óticas físicas embasadas em buscar leis naturais, inviabiliza a complexidade da conjuntura material.

Na palestra do cadir, foi exposto a relação entre o aumento do desemprego mesmo frente ao avanço da tecnologia.

Foi citado durante os discursos, o estudo do Ricardo Nunes sobre a insalubridade no meio fabril, atualmente,  ser maior que na década de 40, ainda que o progresso tecnológico seja infinitamente maior. Com essa informação, compreende-se que a tecnologia não está orientada para atender as necessidades humanas, mas seu objetivo gira em torno de um investimento racional e sistemático, da área privada, para aumento do lucro: pela perda de emprego decorrente da automação do processo . 

Assim, visto que o desenvolvimento da tecnologia não tem como fim combater as necessidades humanas, qual ideal de progresso que queremos? Queremos esse progresso atrelado ao avanço tecnológico que apenas contribui para piores condições de vida à população proletária? 

O progresso no positivismo é tido como valor universal, entretanto, foi visto com estudo de Ricardo Nunes que contribui apenas ao aumento do lucro. É possível observar com o depoimento do estudioso que o estudo do social não pode ser apenas pautado em leis universais e objetividade: teoricamente a medida que  a sociedade evolui tecnologicamente melhores as condições sociais, mas não foi isso que aconteceu, e sim o contrário. Isso pois, não é possível compreender a sociedade sem buscar destrinchar suas camadas de relações sociais e culturais.

Assim, conclui-se que um positivista assistindo à palestra do CADIR sairia decepcionado, ao entender que a tecnologia não está orientada para o avanço social. 

Anna júlia de Oliveira da Silva- matutino 

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