Ao refletir-se a cerca da “precarização do trabalho, automatização dos processos e a escala 6x1” duas formas de análise surgem. Na primeira as problemáticas, e suas causas, são analisadas de forma mais profunda tendo em vista as diferentes camadas e minúcias que compõem esse todo. Em contrapartida, a segunda perspectiva que pode ser chamada de positivista é mais superficial e imediatista na resolução dessas problemáticas, visando o bem da sociedade acima de tudo. Todavia, por mais agradável que parte da segunda perspectiva possa parecer, ela traz consigo alguns dilemas dentre eles a superficialidade da resolução de problemas bem como uma visão obtusa da realidade.
Este é um espaço para as discussões da disciplina de Sociologia Geral e Jurídica do curso de Direito da UNESP/Franca. É um espaço dedicado à iniciação à "ciência da sociedade". Os textos e visões de mundo aqui presentes não representam a opinião do professor da disciplina e coordenador do blog. Refletem, com efeito, a diversidade de opiniões que devem caracterizar o "fazer científico" e a Universidade. (Coordenação: Prof. Dr. Agnaldo de Sousa Barbosa)
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segunda-feira, 30 de março de 2026
Um positivista, assistindo a palestra do CADIR, diria que não há problemas com o cenário trabalhista atual.
Tendo isso em mente, o cenário atual
brasileiro demonstra, no âmbito trabalhista, uma imensa antítese entre o nível
de tecnologia e a realidade trabalhista no país. O processo de automação, que
consiste na substituição da mão de obra humana pela máquina, tem desencadeado
um cenário de desemprego tecnológico ou tecnologicamente induzido. A partir
desse contexto, aqueles que possuem uma visão positivista analisariam a
situação com base naquilo que essa linha de pensamento coloca como sendo
concreto e não imaginativo. Ou seja, um positivista não enxergaria a situação
de desemprego tecnologicamente induzido como um problema real para a sociedade
já que há, nesse processo, um avanço tecnológico e as pessoas, ainda que de
forma precarizada visando a manutenção da própria sobrevivência, exercem algum
tipo de trabalho. Dessa forma, ao ver-se diante da inegável precarização dos
Direitos trabalhistas, em sua aplicabilidade, e sentir a necessidade de
solucionar essas questões, que podem desencadear em conflitos que abalariam a
chamada “ordem” social, um positivista buscaria uma solução imediatista, consequentemente
superficial, para que o bem-estar social fosse reestabelecido. Mas vale
destacar que apesar dessa linha de pensamento ter como princípio o bem da
sociedade acima de tudo, na prática, o que existe é o bem de uma parcela da
população em detrimento da outra, pois estes não procuram enxergar o cenário
como um todo e suas nuances o que gera uma visão míope da realidade.
Portanto, a linha de
pensamento positivista apesar de apresentar alguns pontos válidos, e em determinadas áreas
aplicáveis como no própria concepção de Direito positivado, é limitada já que demonstra uma evidente superficialidade na
análise e resolução de problemáticas bem como uma visão obtusa da realidade
desconsiderando as minúcias que essa apresenta.
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