O positivismo é uma corrente sociológica do século XIX, que tem como base a observação empírica e o progresso social através de leis gerais que regem a sociedade. Tais leis, baseadas nos métodos científicos das ciências naturais, seriam necessárias para organizar e ordenar a sociedade. Dessa maneira, ao se analisar temas atuais como a precarização, automatização e escalas de trabalho, um positivista levaria em consideração apenas os fatos obtidos através da análise factual, ignorando os contextos e causas mais profundas das relações sociais.
Nesse contexto, ao se analisar a automatização como evolução, o positivismo enxerga apenas o aumento da produção e dos lucros, mas deixa de lado a realidade da sociedade e a precarização dos trabalhadores. Tal fator acontece pois tal corrente, visando ao progresso, não compreende a complexidade social e usa apenas os fatos empíricos para validar suas ideias. Desse modo, a automatização, quando vista na esfera social, é responsável pelo aumento das taxas de desemprego e pela intensificação da precarização, mas quando vista na esfera factual, é um novo meio de evolução social, através da otimização dos processos produtivos.
Além disso, ao se analisar os debates acerca do fim da escala 6x1 por uma óptica positivista, entende-se que tal mudança seria prejudicial para a sociedade, uma vez que dias a menos de trabalho significariam menos produção e menos lucro, resultando em desordem social e se afastando da ideia do progresso. Sendo assim, o positivismo, ao não enxergar além das ideias de evolução, não leva em consideração a complexidade social e a subjetividade humana, a qual influencia os fatos objetivos analisados pela observação empírica.
Portanto, ao enxergar tais questões por uma perspectiva positivista, ou seja, através da ideia de ordem e progresso, ignora-se as relações humanas, as causas profundas e os contextos sociais complexos que estão intrínsecos em todos os aspectos da sociedade alterando os fatos e moldando a realidade.
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