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segunda-feira, 30 de março de 2026

Discurso de um positivista frente aos progressos sociais do Séc. XII

***O texto abaixo não retrata um pensamento que parte do meu ser, e sim de uma personagem com pensamentos positivistas.***

     “Progressos sociais do século XXI” é assim que tentam vender certas ideias atuais, mas, sinceramente, onde já se viu isso? Só se fala em direitos, e cada vez menos em deveres. Parece que a lógica foi invertida: o esforço virou exceção, e a exigência virou problema. E o que é mais curioso: tudo isso vem embalado como avanço, quando, na prática, não passa de uma mera ideologia.

    Veja o caso do fim da escala 6x1. Querem acabar com um modelo que sustenta boa parte da atividade econômica como se fosse algo ultrapassado, quando, na verdade, ele existe por uma razão simples: o trabalho precisa de constância. Mas não, agora tudo é “cansativo demais”, tudo é “exigente demais”. Em muitos casos, o que se vê é uma postura de comodidade, uma certa frescura social disfarçada de progresso. Querem menos trabalho, mas não explicam como manter o mesmo nível de produção. Isso foge completamente do padrão mínimo de responsabilidade.

    E ainda me mandam estudar mais dentro da perspectiva dessas pessoas, mas, no final, querem quebrar leis imutáveis. É uma contradição difícil de ignorar.

    E aí vem o mesmo raciocínio nas cotas raciais. Ao invés de um sistema com regras iguais, cria-se um modelo que diferencia. E fica a pergunta: que mensagem isso passa? Que alguns precisam de um caminho mais fácil? Isso também foge do padrão de avaliação universal. Fala-se muito em justiça, mas pouco em critérios iguais para todos. No fim, troca-se um princípio claro por uma série de exceções, tudo em nome dessa mesma ideologia.

    A mesma lógica aparece em estruturas como a Delegacia da Mulher. A ideia de separar o atendimento por grupos pode até parecer justa à primeira vista, mas levanta uma questão básica: por que não um sistema único, igual para todos? Quando se começa a fragmentar demais, o que deveria ser uniforme passa a ser dividido, e isso também foge do padrão de um Estado impessoal.

    No fundo, o problema é sempre o mesmo: quer-se o benefício, mas rejeita-se a exigência. Quer-se o direito, mas evita-se o dever. Só que nenhuma sociedade se sustenta assim. Ordem, disciplina e critérios claros não são opcionais, são a base de qualquer estrutura que funcione. O resto é discurso bonito, sustentado por este ideal, que, na prática, não se mantém.

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