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segunda-feira, 30 de março de 2026

A roda que nunca para

Me levanto, acendo a lâmpada às cinco e meia, e tudo começa outra vez. Caminho quinze minutos até o ponto de ônibus para pegar a primeira condução que me levará ao lugar onde passarei as primeiras horas do meu dia.

Quando regresso ao meu lar, infelizmente, descanso não é algo que me espera: filhos, casa, marido e responsabilidades. E, quando dou por mim, tudo recomeça novamente.

Trabalho seis dias por semana e já não tenho mais tempo para mim, para os meus sonhos, para o meu lazer, para os meus hobbies ou para ter um tempo de qualidade com aqueles que amo.

Mas não há o que fazer: preciso acordar, me levantar, acender a lâmpada às cinco e meia e fazer com que a roda do capitalismo continue girando, enquanto meu patrão fica cada dia mais rico e eu cada vez mais cansada,explorada e pobre.

Mariana Bertholino Barion - Direito Matutino

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