A palestra do Cadir, realizada no dia 19/03/2026, tratou sobre a precarização, automatização dos processos e escala 6x1, analisando a realidade contemporânea com viés crítico e profundo acerca das vítimas desses fenômenos, bem como as causas e consequências de tais problemas.
Nessa perspectiva, faz-se válido analisar o conteúdo da palestra sob a perspectiva positivista a fim de exercitar a criticidade.
Para tal, e com fins de objetividade, o autor "Auguste Comte" será o principal autor de análise.
Sobre a Automação e a I.A.
Segundo Comte, a automação e a I.A. são o ápice do "Estado Positivo" (Científico), de forma que a tecnologia não seria um instrumento de opressão "burguesa", mas a aplicação inevitável da ciência para dominar a natureza. Nesse sentido, O problema não seria a máquina, mas a falta de uma "Física Social" (Sociologia) que organize a transição de forma ordenada.
A luta de classes e o Ludismo
Na "perspectiva Comteana", o conflito entre capital e trabalho é um sintoma de uma sociedade mal organizada. Ele não defenderia a greve ou a quebra de máquinas, pois isso gera desordem. Em vez de revolução, Comte proporia a "Ditadura Republicana" ou um governo de sábios. O empresário (industrial) teria um dever moral de ser o "tesoureiro da humanidade", garantindo que a tecnologia beneficie a todos, não por medo da revolução, mas por dever cívico e amor à ordem.
A escala 6x1 como desorganização social
Ele concordaria que a precarização é um erro, mas não porque o capitalismo é um problema. Para Comte, o sumiço de metade dos empregos, sem planejamento, é o verdadeiro problema que está levando a sociedade ao caos. Assim, o Estado Positivo deveria intervir para coordenar a requalificação, tratando a sociedade como um organismo vivo onde cada parte (trabalhador) deve estar em harmonia com o todo.
Para ir além (Exercitando o senso crítico)
Portanto, percebe-se a inaplicabilidade do raciocínio positivista, de forma pura, como solução para os problemas da contemporaneidade, dado a sua perspectiva utópica de que quem detém o poder, o conhecimento e os meios de produção sempre será justo na política e na governabilidade de um país. Cabe, nessa visão crítica, notar a importância das ideias positivistas como início do pensamento sociológico jurídico e, consequentemente, para o avanço na construção de raciocínios mais próximos de abordar os problemas contemporâneos em sua completude, a fim de refinar as devidas propostas de solução.
Bibliografia:
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.
COMTE, Augusto. Sociologia. [Coleção Grandes Cientistas
Sociais] Org. de Evaristo de Morais Filho. São Paulo: Ática, 1978.
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