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segunda-feira, 30 de março de 2026

O Bonde de São Januário!


 




A música de Ataulfo Alves começa com o seguinte trecho: “Quem trabalha é que tem razão”; e faz sentido para a sua época, já que reflete um momento da industrialização no Brasil, e a música é lançada durante a Era Vargas, refletindo a propaganda feita pelo governo, no entanto essa relação foi alterada com o passar dos anos, e é inegável que com o avanço das novas tecnologias algumas profissões foram perdendo espaço, e consequentemente as pessoas foram ficando sem seus respectivos empregos.

Entretanto, a sociedade contemporânea vive um dilema (Que não é inédito), porém é visível que a relação de trabalho vem sendo alterada com o desenvolvimento de novos maquinários e tecnologias que vem substituindo a necessidade unicamente da mão de obra humana, o que muitos veriam como mais correto que seria a diminuição da carga horária e consequentemente uma maior dignidade do trabalhador, não ocorre, sendo na verdade totalmente substituída e sobrecarregando os funcionários que ali ficaram, sob um olhar positivista isso não seria condenável, já que Comte prezava pela evolução e progresso de uma sociedade, e acreditava que isso viria a partir de uma industrialização. Todavia, isso tem um preço, a falta de uma organização sindical e trabalhista (inclusive Comte defendia a não existência desse tipo organizacional, já que acreditava que isso levaria a desordem), e o aumento da substituição da mão de obra humana, além da fragilizar os direitos trabalhistas como vem ocorrendo no decorrer do século XXI, não farão que a sociedade progrida de forma uniforme, mas sim somente fará que a desigualdade social cresça cada vez mais, logo tampouco a sociedade do Bonde de São Januário que levava os operários para trabalharem na Zona Industrial do Rio e a que viveu Comte existem hoje. 

Seno assim o que vivemos é um ambiente em que o proletário cada vez mais vive em um ambiente precarizado, trabalhando de forma terceirizada e em alguns casos “Pejotizada”, o Bonde de São Januário não leva mais nenhum operário, encerrou sua circulação na década de 1960, mas o trabalhador não ter sua dignidade encerrada, sendo assim o progresso, não pode ser superior a tudo e todos, logo, o positivismo não pode imperar sobre a necessidade do proletário.

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