Um positivista assistindo a palestra do CaDir diria que certamente a ordem econcômica, política e social estaria entrando em um estado de alerta. Apenas o fato de futuros juristas estarem reunidos para pontuar a importância de se envolver na luta pelo fim da escala 6X1 diz, consequentemente, que os futuros magistrados, advogados, promotores, e até mesmo políticos que sairam dali estaram consentidos de que essa escala, na grande parte das vezes, desumana precisa acabar, e que no que depender destes, ela chegará ao fim. Isso, então, pode ser bom ou ruim, pois se o fim da escala organiza a sociedade de forma estável é progresso, mas se rompe com a ordem é negativo.
Mas por que? De fato que ela ameaça desmoronar toda uma estrutua financeira já que está ligada diretamente a produção capitalista, mas não apenas por isso. Também é evidente que conceber mais direitos a população trabalhadora se distingue da ideia de submissão e dominío de poder, que é pregada para preservar a ordem, a organização social, a qual é e deve ser imutável para um genuíno positivista. Aliás, a condição de harmonia entre os indivíduos no trabalho também é enfatizada pelas ideias positivistas, de forma que toda revolução, transformação extrema e violação da paz possa ser encarada como uma intimidação a estabilidade no meio empregatício. Portanto, qualquer expressão brusca que leve o desmoronamento de uma instituição, leis ou formas de poder não são aceitas no meio positivista, já que desorganizam aquele meio. O fim da escala 6X1 não necessariamente seria ruim para a visão positiva se for para o avanço da sociedade, mas como ela deve ser feita é o pnto crucial para a interpretar com ordem ou desordem. Se pensarmos que para esta acontecer, seria necessário o poder legislativo criar os mecanismos para sua ação, e o executivo executá-la, chegamos em concordância que esta pauta eventualmente não seria vista com bons olhos para uma parte que compõe o grupo de poder nacional: as elites. Logo, não seria feita a transformação trabalhista que os cidadãos tanto querem e precisam. Sob esta ótica, a mobilização por protestos, vozes, barulho, e pressão tanto dentro dos lugares políticos quanto fora deles poderia se caracterizar para um positivista com uma desconfiguração da ordem.
É válido pontuar, conjuntamente, que o positivismo tende a não valorizar a interpretação dos fatos em si, mas analisá-lo por um valor geral que rege toda a manutenção da ordem, por exemplo as leis. No livro "Sociologia" de Augusto Conte (volume 7 da Coleção Grandes Cientistas Sociais, organizada por Evaristo de Moraes Filho), diz que "o verdadeiro espiríto positivo consiste em preferir sempre o estudo das leis inváriaveis dos fenômenos ao de suas causas propiamente ditas, primárias ou finais, numa palavra, a determinação do como à do por quê". Ou seja, o que não é isto a não ser uma interpretação limitada apenas a um método das questões da Ciência Social? Temos que, então, os tantos impactos que desvaloriam a figura do cidadão causados pela escala 6X1 devem ser ignorados em nome da lei que o legaliza? Inevitavelmente que sim, afinal a lei e tudo que a engloba deve ser preservada para um positivista, não alterada nem extinta, mas incontestável. Ela é a "gravidade" que rege a humanidade (leis universais), mas o que estes pensadores não se recordam é que a gravidade age em alinhamento com o universo, não destoante dele. Como então poderia a lei destoar das reais necessidades da população?
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