O pensamento positivista tem por finalidade alcançar a ordem social, promovendo, para este fim, o estabelecimento de estruturas de controle populacional. Por exemplo, para um positivista, é essencial que sejam mantidas as relações hierárquicas entre patrão e funcionários, além de ser imprescindível a modernização da mão-de-obra, mesmo que esta signifique a mecanização de empregos e o agravamento do desemprego estrutural. Logo, um positivista assistindo à palestra do CADir diria que os temas abordados não passam de formas essenciais de manter o progresso e o controle da sociedade em questão.
Assim, tem-se que
problemáticas sociais não são compreendidos como tal pelos positivistas, se estas
não causarem o rompimento da ordem social. Infelizmente, a ordem social em que
vivemos tornou normativa a hierarquização abusiva das relações trabalhistas,
assim como escalas de trabalho excessivas e a substituição de funcionários por
máquinas, visando aumentar a eficiência e diminuir os custos.
Portanto, até que haja um movimento de
deturpação da ordem social por conta da indignação popular e este abale as
estruturas trabalhistas, não há contexto histórico algum que promova o acordo
de um positivista com as ideias propagadas pelo Centro Acadêmico de Direito. O
qual, mediante a palestra, tornou claro seu posicionamento negativo acerca das
condições abusivas sob as quais os funcionários do Brasil têm sido submetidos,
já que a ordem industrial continua extremamente positivista, em busca do
progresso a qualquer custo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário