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domingo, 14 de abril de 2013

Uniformização dos costumes

Émile Durkheim, socíologo que inseriu sua obra "As regras do método" como peça fundamental para às ciências socias contemporâneas, definiu uma metodologia acerca da sociedade. Em seu método algumas sentenças eram essenciais e entre elas estavam analisar os "fatos socias" como coisas, compreendê-los em função da imposição que exercem sobre o homem e garantir a imparcialidade e a neutralidade ao objeto estudado.

Para Durkheim o "fato social" era visto como qualquer forma de agir, pensar e sentir exteriormente ao homem sendo esse coercitivo e objetivo; assim o socíologo aprensenta como exemplo a Igreja e o Estado. Por conseguinte esse deveria ser estudado sem envolvimento emocional e político, portando deveriam ser entendidos com objetividade, racionalidade e rigidez. Uma vez que a influência do sentimento humano pode torna-se um empecilho para obtenção da verdade científica. Como isso, Durkheim transformava a " Física Social " em um conhecimento prático e empírico.

Além do mais, os fenômenos socias eram observados em prol da coletividade  humana, visto que seus estudos desconsiderava o indíviduo isoladamente. Essa teoria contextualiza na contemporaneidade pois trata da própria globalização, ou seja, o ser humano desde do nascer até o morrer é compelido a cumprir normas das quais não as aceitando passa a ser sancionado tanto legalmente quanto espontanêamente.

E em pleno século XXI a liberdade de autonomia do homem é limitada, já que a mundialização tornou-se formadora de posturas socias que uniformalizou os costumes.


Júlia Xavier Rosa da Silva- Direito Diurno.  

Fato Social e a fragilidade habitual

Em “As Regras do Método” de Émile Durkheim, o autor define o tal “fato social” como: toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior. Isto é, há uma força por parte de convenções sociais que obrigam o indivíduo a adotar uma certa atitude como hábito.
            O fato social manuseia os indivíduos a praticarem o bem comum e a sua sutileza de o fazer é quase que imperceptível, uma vez que, dificilmente, nadamos contra esta maré. Essa não-aversão é prova de que tais obrigações sociais fazem parte de nossa consciência, seja no nosso modo de pensar, agir, viver etc.  
            A premissa de Durkheim é a análise destes fatos sociais com o mínimo envolvimento possível e máximo desprendimento. Essa tal análise nos leva a um entendimento de como regras são impostas na sociedade e nos obrigam a certas convenções. É como o que consumimos. Boa parte daquilo que consumismos faz parte de estratégias de marketing utilizadas a décadas para moldar nossos desejos. Se entendemos como norteiam nossas ideias, possamos assim, ficar menos frágeis. 

Arthur Gouveia Marchesi, 1º ano direito, diurno

Soneto à la Durkheim

Analise friamente
Prenda-se aos fatos
Mantenha o chão em seus sapatos
Mesmo que o povo seja ardente

Abandone a metafísica
Não abrace o subjetivo
Prenda-se ao que é físico
Renda-se ao objetivo

Não seja passional
Vença a pré-noção
Faça da mente racional

Sofra a coerção
De ver as coisas
Como são.

Lucas Oliveira Faria

Abordagens sobre a verdadeira origem de nossa essência


O teórico francês, Émile Durkheim, no capítulo apresentado de “As Regras do Método Sociológico”, nos define, basicamente, o que é o fato social, como podemos reconhecê-lo e quais suas formas de representação da sociedade.
            De maneira muito clara nos é exposto que o fato social é inato de uma comunidade e é possuidor de uma força coercitiva a fim de estabelecer o que podemos chamar de “padronização” das maneiras de agir, pensar, falar, viver, etc. dos homens que a compõe.
            Durkheim nos abre uma porta muito analiticamente crítica a respeito de diversas condutas na nossa realidade com seu estudo sobre o fato social.
            Entendendo o conceito do assunto abordado - essa pressão da sociedade sobre o seu ser formador, o homem – acabamos por descobrir que todas nossas ações, ou pelo menos sua maioria, pensamentos e até mesmo, muitas vezes, nossas vontades e desejos não são originados de nós próprios e sim dessa pressão dita anteriormente.
            Ademais, ao dizer “indivíduos, em geral perfeitamente inofensivos, podem se deixar arrastar a atos de atrocidade quando reunidos em multidão.”, o pensador francês nos esclarece um dos muitos motivos pelos quais a nossa vida é rodeada de excessiva violência e tomada pela enorme onda do medo, seria culpa, novamente, da pressão imposta pela sociedade.
            Podemos ir além e interpretar essa existência da força coercitiva como responsável por uma falta de individualidade, no sentindo de características gerais espirituais do homem, em nossa realidade. Sabendo que, para quebrar com essa linha de padronização, seria obrigatória a posterior punição, cede-se para a mesmice não repreensiva.
            Assim, pois, através de uma simples, porém nítida explicação a respeito o que é esse fato social, Durkheim estabelece uma enorme rede de compreensão sobre nós próprios e os outros, nos permitindo uma interessante análise a respeito da sociedade como um organismo completo.

Faca de dois gumes

   Ao ser necessária uma ciencia que estudasse a soceidade, a sociologia, Comte, pai do positivismo faria tal análise social de forma a não observar e os acontecimentos históricos e sociais de forma lógica. Não faria tal análise considerando os fatos em si e sim traria, em uma concepção valorativa e dotada de pré-conceitos, uma análise na qual a História, em seu contexto geral, já seria um instrumento antes mesmo da observação. Metodo de estudo esse que, por não analisar o objeto em si, traria concepções erroneas e preconceituosas, como ao considerar certas sociedades mais ''avançadas'' que outras.
   Durkheim vem, então, dizer que deve-se estudar a sociedade através dos Fatos Sociais, de forma a analisar-se a sociedade de forma lógica, estabelecendo os Fatos como coisas.Só assim atingiríamos a verdade social plena pois estaríamos dissecando as sociedades e seus valores de forma racional, como se esquecessemos a História. Assim, a análise não seria passível de ideologias, teria uma exatidão, realmente um objeto.
   Dimensão de estudo que se torna passível de uma comparação com perspectivas Baconianas e Descartianas. Podemos destacar um igualdade de pensamento ao se definir a razão como forma suprema de análise. De modo mecanicista, esses pensadores buscam um retaliação de valores e ideologias. Buscam um modelo reducionista ao analisarem ''coisas''.
   Por outro lado diferem de maneira extrema. Enquanto Bacon e Descartes procuram mais e mais cortes no conhecimento, ou seja, uma redução extremista, Durkheim acredita que, para a compreensão plena social, deve-se analisar a sociedade como um todo, suas instituições, suas coerções e suas respectivas sansões, tornando, dessa forma, o pensamento Durkheiniano uma faca de dois gumes perante o pensamento sistemico e o reducionista.

A padronização da sociedade


No nosso cotidiano, nos deparamos e fazemos coisas que vão além dos nossos sentimentos, exteriores a nós mesmos, advindos de uma realidade já desenvolvida a nossa volta, como vestir conforme a moda. Impuseram a nós que deveríamos segui-la e se saímos desse padrão, somos alvos de repressão por parte da sociedade.

Émile Durkheim dá nome a isso chamando-o de fatos sociais, que existem ”fora das consciências individuais” e que vem com a educação que recebemos. Eles são coercitivos, ou seja, obrigam o ser humano a respeitar uma determinada conduta sendo alvos de punição se forem contra.

Vamos a um exemplo citado pelo próprio filósofo: uma criança é forçada a comer determinados alimentos, a ter o hábito de dormir em um determinado tempo, a ser de determinada forma, etc.. Irá chegar uma hora em que essa padronização irá se tornar algo comum, corriqueiro, insubstituível na vida desse indivíduo, formando, então, um novo “ser social”.

O fato social de Durkheim, portanto, é “toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior”, ou seja, é o que chamamos de hábitos e costumes. Eles nos modelam e nos força a ser de determinada forma e a agir de determinado jeito.

Aula 5 sobre Émile Durkheim, Paola Yumi Shibakura (direito diurno).

Descartes: quem sou?

Só sei que nada sei
Mas sei que algo sei
Eu penso
Eu existo

Eu penso, pois existo?
Ou existo, porque penso?
Muitos existem, embora não pensem
Muitos pensam e existem

Essa evidência é vista,
Dissecada na análise,
Para formar uma síntese,
E enumerar numa essência

Essa essência veio da dúvida
Essa essência é outra dúvida
Desconfio de mim mesmo:
minha alma quer a verdade,
meu corpo, as sensações.


Marcela Helena Petroni Pinca - direito diurno

Método Sociológico de Durkheim


Émile Durkheim é considerado um dos pais da sociologia moderna, que combinava a pesquisa empírica com a teoria sociológica.

Afirmava que a consciência coletiva seria formada durante a nossa socialização e seria composta por tudo aquilo que habita nossas mentes e que serve para nos orientar como devemos ser, sentir e nos comportar. Em seu livro "As regras do método sociológico" define uma metodologia de estudo, que embora sendo em boa parte extraída das ciências naturais e biológicas, consiste em: 1º)Observar e analisar os fatos sociais como coisas, 2º) Reconhecê-los e compreendê-los em razão da coerção sobre os indivíduos. Era necessário revelar as leis que regem o comportamento social, ou seja, o que comanda os fatos sociais. Como mostrado na metodologia os fatos sociais deveriam ser vistos como coisas, em que seriam toda maneira de agir fixa ou não exercendo sobre o individuo uma coerção exterior.

Durkheim critica a análise ideológica em que é feita das ideias para as coisas, acreditando na análise das coisas primeiramente e depois para as ideias. Julga necessária a visualização da realidade, propõe a superação da metafísica, observar a sociedade e depois formular as ideias. O autor alega que as pré noções obstaculizam a busca pela verdade cientifica, deve-se entender o fenômeno pelo que ele é e não pelo que deva ser (“a realidade é o que ela é”).

Em seu livro “Da divisão do trabalho social”, Durkheim classificou a sociedade em dois tipos de solidariedade: a mecânica e a orgânica, que associou a dois tipos de lei, por ele denominados de direito repressivo e direito restitutivo. Essa divisão está fundeada nos dois tipos de consciência nos seres sociais, a consciência coletiva e a individual. Para Durkheim, o desenvolvimento de uma é exclusivo em relação a outra, em que a predominância da consciência coletiva em relação à individual mostra processo de evolução das sociedades. O processo de divisão do trabalho forma indivíduos que são cada vez mais capazes de perceber o quanto dependem dos outros. Por isso a consciência individual, para Durkheim, não é sinônimo de individualismo, mas de uma autoconsciência formada socialmente, condicionando o individuo ao agir.


Emmanuelle Nasser Dias e Silva- 1º ano Direito Noturno.

Individuo à coletividade ou coletividade para individuo?


Individuo à coletividade ou coletividade para individuo?
A sociologia procura se consumar a partir de fato entendido quando nasce a figura de Émile Durkheim. Não devemos, contudo, nos afastar da concepção de que grande parte do que foi nos transmitido cabe ao sociólogo August Comte. Mas, foi Durkheim que ergueu como base fundamental o que seria visto posteriormente e,até os dias de hoje, o que de fato é essa matéria.
Coube-lhe a necessidade de caracterização da sociologia e mormente,designar a todos que era de eminente significância o uso de um método. Portanto, ressaltemos esse fator intrínseco à sua obra. A questão do método. O sociólogo, felizmente, fez-se atenção ao sistema que deveria nos dirigir ao estudo das relações sociais. Do fato, causou-nos íntima evolução dos conhecimentos sociais e da maneira como deveríamos estudá-lo. Prova disso é utilizarmos para fatos distintos – entendendo-se fatos como questões em geral, como qualquer objeto do qual o fazemos para estudar sua essência ou efetuação no mundo social - métodos distintos de compreensão, os quais nos possibilitam adquirir competências prévias para que consigamos entender profundamente o conteúdo a que nos dispusemos estudar.
Todavia, há de certa maneira pecados cometidos pelo autor. Quanto à caracterização dos fatos, isso de concreto é relevante, visto que, ao partir do pressuposto de que as eventualidades sociais devem ser analisadas como coisas e dessas deve-se utilizar-se métodos condizentes, de modo indiscutível a questão é correta.Entretanto, ao explicitar o que compete ao fatos sociais, as peculiaridades destes e mormente a sua repercussão, torna-se evidente que somos assaz influenciados por eles e que de fato não o sentimos muitas vezes, por serem inseridos durante nosso desenvolvimento de forma que não podemos, na maioria das vezes,rejeitá-los,pois fazem parte de uma cultura, de uma vivencia que tem-se corroborado pelos nossos ancestrais.Assim, torna-se ainda mais difícil analisá-los à luz de nossas ferramentas, pois elas, querendo ou não, estão impregnadas dessas características. Pois ,se tentamos combatê-los, na grande parte das vezes não conseguimos, isso porque foi-nos arraigados e dificilmente conseguiremos arrancá-los de nossas estruturas de formação para livrar-nos de certos preconceitos por eles criados.
Mas é quanto à sua formação que de certa forma preocupa. Ao constituí-los,Émile Durkheim elabora sua teoria confirmando que todos esses fatos são criados pela coletividade. Eles, portanto, não seriam fruto de influências individuais, tal como ele explica, mas sim de um todo que acaba imiscuindo-se em partes e não das partes reiteradas que acabam por fim a formar um todo. Logo, acho contraditório. Pensemos nos caso em que haja ,em um determinado grupo, um individuo de eminente influência. É notório que muitos daqueles que o seguem ,se o fazem é porque o admiram, logo muitos dos atos perpetrados por esse certo individuo será , talvez, repetido pelos outros, visto que, eles concordam com esse sujeito à medida que o vêem como uma pessoa correta. Assim, se essa mesma pessoa comete um ato criminal e o justifica como tendo sido necessário para punir um certo sujeito do grupo, pois esse desviou dos costumes por eles utilizados ou de certa forma cometeu alguma atrocidade e por isso não deveria mais conviver com o grupo, de modo que isso confirma-se que esse ato não traria repetições, quando o mesmo fato ocorrer, muitos daqueles dos quais eu afirmei serem seguidores se colocarão como sujeitos de deveres para com o grupo, de maneira que, quando vier a se repetir ou algo análogo, eles ,por si só, farão com a intenção de corrigir o erro, pois se  o individuo que eles admiram colocou isso como certo, logo isso é certo. Assim se da os costumes. Eles não fogem a regra, visto que, se um modelo atual passa a usar roupas extravagantes ou de certo tipo de cor, de forma que a camisa venha a combinar somente com a calça e assim se da, muitos daqueles que o coloca num pedestal passarão a utilizar-se das mesmas coisas e , por isso , talvez acabe por virar um ato reiterado.Foi o que exemplifiquei do ato de homicídio. Pois, segundo o sociólogo, esse ato constitui uma fato social,visto que ele pode ser analisado à luz de sua teorias que, a tomar as ações numéricas e dividi-las pelo numero de indivíduos, chegar-se-á a uma freqüência daquilo e assim, por certo, poderá se constatar um fato exterior. Logo, um fato social não é completamente levado pela coletividade, mas pode ser, ou talvez sempre o é, construído por alguém que represente influencia no mundo social e que desta característica acabe transmitindo-o pelos arredores, de maneira que, sem notarmos isso aconteça frequentemente e não seja peculiar à sociedade, mas sim um fato que é conseqüência de uma relação conjunta.



               O aculturamento em massa!

    A adoção de comportamentos individuais é indiretamente ligada às normas culturais que norteiam as sociedades. Entretanto, o privado, vinculado aos meios de sociabilidade, se torna refém dos valores assimilados desse ideário coletivo.
    Theodor Adorno, em seus estudos sobre a política de massas, destacou a eficiência da vontade cultural embutida na sociedade como meio de estimular determinados preceitos. O que ele chamou de manobra de massas, pode-se assemelhar com a imposição de um método, ou costume de Durkheim, que descreve o poder de coerção do individuo através da não aceitação de seus padrões em relação aos da maioria. Assim, consegue-se manter uma pessoa inserida nos moldes pré-estabelecidos e evitar que ela se destoe do meio social em que vive.
    Não obstante, outros mecanismos de coerção, também são vistos em nossa sociedade. O presídio, a escola e o manicômio, segundo Michel Foulcalt são instituições que visam apenas a doutrinar e restringir os seres que não partilham das mesmas condutas dos demais. Logo, a inserção dos seres em coabitação, a respeito do livre arbítrio, se atém à apenas a respaldar a coercibilidade e não à cumprir seus valores efetivos.
    Portanto, a sociedade é compelida à excluir as diferenças e se restringir em valores majoritários, que podem ser, ou não, superficiais, no entanto devem convergir para um mesmo destino, o aculturamento em massa!

Fábio augusto - Direito Noturno



Durkheim, fatos sociais e coerção

           
     Durkheim teve o trabalho de iniciar o processo de institucionalização da sociologia nos colegiados universitários de sua época. Para tal empreitada o autor lança as bases do método sociológico no seu livro " As Regras do método sociológico. Neste há uma constante procura de como o pesquisador deve se relacionar com o objeto da sua pesquisa, pois nas ciências sociais tal matéria demonstra-se complicada, na medida que o observador está, muitas vezes, imerso no âmbito de seu objeto de estudo. Durkheim propõe ,então ,o completo desprendimento passional do observador/pesquisador de seu objeto de estudo, ou seja, o indivíduo  que pesquisa deve tratar  os fatos sociais como coisas.
    Em seguida o autor coloca como objeto de estudo da sociologia o fato social. Este, seria exterior aos indivíduos, isto é,  seria implantado fora da psique individual de uma pessoa, pela educação  e trocas/vivência sociais que o indivíduo teria em sua vida. O fato social seria também imperativo, coercivo para o indivíduo, recebendo este duras sanções da sociedade caso lute contra aquelas "leis sociais". Assim, Durkheim cria uma crise moral no homem pelo dilema de até que ponto seriamos livres, morando em um ambiente essencialmente coercitivo para a repetição de fatos intrínsecos ao pensamento coletivo.
    Logo, Durkheim iniciou importantes debates que são característicos da sociologia e das ciências sociais alegando a existência de sociedades e não de apenas uma sociedade universal; criando um campo de estudo para a sociologia a separando de outras ciências como a biologia e psicologia e finalmente percebendo os grilhões imperativos provocados pelos fatos sociais na sociedade e no pensamento coletivo. 


André César S. A. Costa                Direito Noturno

Fato social atemporal


A maior dificuldade encontrada nas ciências humanas é o distanciamento do objeto de estudo e de seu observador, uma vez que esse é o próprio objeto a ser analisado. Para tentar solucionar tal complicação, Durkheim sugeriu que os fatos sociais fossem considerados coisas, tornando , assim, o estudo mais científico e menos metafisico.  Mas afinal, o que são fatos sociais?

O pensador considerou fato social, “toda maneira de agir, fixa ou não, suscetível de exercer sobre o individuo uma coerção exterior” (p.11 Durkheim) Assim, eles são uma força sociológica, capaz de influenciar o cidadão e por vezes puni-lo.

Tal consideração sociológica é extremamente evidente em nossa sociedade. A moda, as mídias, as diversas instituições que nos rodeiam como a família, igreja, escola, ditam regras de comportamento, de vestimenta e por vezes até influenciam nossos sentimentos e sonhos.Aqueles que não se enquadram são excluídos, discriminados, caracterizando essa força sociológica a que se referiu Durkheim de forma tão atemporal.

Entretanto, apesar de Durkheim ter sido o responsável por tornar ciência a sociologia, seu objetivo de distanciamento entre observador e objeto é uma utopia, afinal, é impossível fazermos uma analise a respeito de algo completamente livre de valoração, ou seja, de forma neutra, como ele propunha.

Durkheim


Fato!

Émile Durkheim, foi de grande importância para a sociologia, seguindo os passos de Comte, procurou dar maior credibilidade e objetividade à ciência social.
O grande ponto de seu estudo é o que determina como objeto de estudo: o Fato Social (se impõe de forma geral, exterior ao indivíduo e coercitivo). Tratando o fato social como coisa em constante movimento, o cientista deve buscar não se vincular a seu objeto de estudo (o próprio ser humano e suas relações). Como exemplo de fato social, temos as leis. Essas, impõe ações sobre os homens sob pena de exclusão social. O homem não nasce com a formação de cidadão, ele irá aprender com o tempo e com a relação com outros homens, o que ele denomina “espírito de adesão ao grupo”.
Pesquisando um pouco, encontrei como fato social, alguns aspectos do filme Tropa de Elite II. As leis existem e são quebradas, como punição por isso, os infratores são presos. Mas o problema é bem mais amplo do que a prisão de alguns. Há fatos e ações sociais de uma parcela da sociedade que influenciam o grupo como um todo, como é o caso do tráfico e das milícias no Rio de Janeiro. Para Durkheim, a violência faz parte da sociedade, entretanto, quando ela atinge grande parcela dos homens que convivem em sociedade, ela passa a ser um câncer social. A violência, não só no Rio, toma aspectos complexos pelo emaranhado de fatos que se interligam, desde a necessidade de uma comunidade pobre ao interesse de um político influente, tornando difícil solucionar ou amenizar tal problema.

Joingle Raphaela do Carmo Viotto

“Saber é Poder”

A frase dita pelo filósofo empirista Francis Bacon possui um sentido muito forte quando entendido. O conhecimento e a sabedoria são fortes armas para a articulação, argumentação e domínio. Entretanto, para ele, o conhecimento não é algo finito, pois a natureza, como fonte de conhecimento, sempre terá algo mais a oferecer.
Para determinar as verdades de seus estudos científicos, Bacon utilizou o método da experimentação e do uso de sentidos, daí surge sua denominação como empírico. A experiência é um dos métodos utilizados até hoje para fins científicos, porém, não acredito ser o sentido do homem algo válido e verdadeiro para confirmar hipóteses. Nossos sentidos podem ser usados nos auxiliando de diversas formas, mas eles são limitados e facilmente confundidos. Prova disso são aqueles pequenos testes de ilusão de ótica:

 


Joingle Raphaela do CarmoViotto

Descartes

Lógica

René Descartes revolucionou o pensamento de sua época que era fortemente influenciado pela igreja e preceitos da fé, adotando um método lógico e racional para analisar o conhecimento. Entretanto não abandonou sua religião.
Aproveitando-se do conhecimento do passado, Descartes pode aperfeiçoar seu modo de ver as coisas. De modo bastante interessante, procurou viajar para ter contato com outras culturas, outras maneiras de pensar para não julgar o diferente a partir de uma ótica preconceituosa.
Assim como outros filósofos, anteriores e posteriores a seu tempo, entendeu que estudar a si, seria o sensato para compreender o mundo a sua volta. E possível perceberem seu pensamento, algumas semelhanças com o pensamento que Comte irá adotar que busca a verdade a partir de uma ciência racional, com progresso linear fragmentando o objeto a conhecer para facilitar o estudo.
Seu fascínio pela matemática se deve ao fato das verdades que essa ciência apresenta. Sua exatidão a torna próxima de uma ciência perfeita. Desenvolvendo então um raciocínio lógico, chegou à frase que o caracteriza: “Penso, logo existo”; a partir disso, ele acredita que a alma é dotada do pensar. Contradizendo toda sua racionalidade, Descartes acredita na existência de Deus, pois um ser perfeito seria capaz de criar algo como o homem que apesar de imperfeito,  pode pensar. As ideias são perfeitas e só deixam disso em alguns momentos pela imperfeição humana e partindo delas, chegaremos perto da verdade.

Joingle Raphaela do Carmo Viotto

PONTO DE MUTAÇÃO

Até que ponto é evolução?

O filme ponto de mutação aborda, de forma interessante, uma interação de diferentes modos de agir e pensar (dos próprios protagonistas) que balanceados conjuntamente, podem chegar a um equilíbrio benéfico ao mundo.
Diversas das discussões realizadas entre os personagens são temas de livros e de estudos feitos pelo homem. Cada qual expõe através de sua perspectiva aquilo que acredita ser o melhor para si e para o mundo.
Analisando o aspecto de mecanização do mundo, tornando tudo mais prático através de objetos fruto da tecnologia que agem por você, podem ser encontradas diversas obras que citam ou tematizam essa relação demonstrando aspectos positivos ou negativos. Acreditando ser esse um tema atual no mundo moderno, fixarei nele os comentários de meu post.
O desenvolvimento tecnológico se deu pelo avanço metodológico científico e filosófico. O pensamento do homem evoluiu, assim como seu conhecimento, suas descobertas e aplicações. É incrível pensar em uma Revolução Industrial ocorrendo no século XVIII com o início de um avanço do maquinário até os dias de hoje, século XXI, com avanços tão grandes chegando à uma nanotecnologia e muito mais. Nas últimas três décadas, podemos analisar uma sofisticação dos produtos que estão cada vez mais acessíveis ao consumo geral da população. Com isso, além de muitos benefícios e praticidade, chegam também os problemas. O lixo tecnológico se faz cada vez mais presente, acarretando grandes problemas ao meio ambiente e aos anseios capitalistas do consumidor os aflorando cada vez mais. Afinal, o celular que alguém pode ter comprado ontem, já está ultrapassado hoje, virando lixo tecnológico amanhã. Apesar de parecer um pouco radical essa ideia, ela não deixa de ser verdadeira. Esses bens: carros, celulares, notebooks, aparelhos de televisão e muitos outros exemplos se tornam rapidamente ultrapassados pela evolução. O que me assusta, é a rapidez com que as coisas acontecem, sem um tempo necessário de assimilação e as consequências que esse processo pode acarretar, discutidos no filme como problema ao homem gerado pelo homem, é um tema bem interessante para própria reflexão.

Joingle Raphaela do Carmo Viotto

O fato social

Émile Durkheim, considerado um dos pais da sociologia moderna, tem como objeto principal de sua teoria sociológica o fato social.
Para ele, fato social é “toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior”. Ou seja, o fato social é independente do homem, individualmente falando, ele nada mais é do que as ações do homem em sociedade. Ações que são, de certa forma, impostas pela sociedade e que, às vezes, passam despercebidas, levadas como algo natural ou espontâneo.
Em seu método sociológico para a análise desses fatos sociais “A primeira regra e a mais fundamental consiste em considerar os fatos sociais como coisas”. Isto é, Durkheim, como outros, defendia o distanciamento entre observador e o objeto de estudo.
Um fator que explica essa regra é a ideia, semelhante a dos “ídolos” de Bacon, de que nossas pré-noções dificultam “a busca pela verdade científica”. Então, somente com o distanciamento é que será possível chegar a ela.
Ele também faz uma crítica à análise ideológica, aquela que vai das ideias para aos fatos, pois para ele o certo seria o contrário, das coisas para as ideias, já que a sociologia é uma ciência da realidade.
A ideia de fato social é muito importante porque nos faz ver que, apesar do que muitos acreditam, não somos o que somos e fazemos o que fazemos por vontade própria, mas porque somos condicionados a isso. E vemos que hoje em dia, mesmo com certas diferenças, vivemos em uma sociedade cada vez mais homogênea graças à globalização, o que dá mais crédito ao pensamento de Durkheim.

Letícia Roberta Santos
Texto referente ao livro "As regras do método sociológico”, mais especificamente aos capítulos “O que é um fato social?" e “Regras relativas à observação dos fatos sociais”.

Vítimas da exterioridade

Émile Durkheim preocupava-se em garantir o reconhecimento da sociologia como conhecimento científico da mesma forma que a biologia,por exemplo, era reconhecida.Para tanto era necessário definir o seu método e seu objeto de estudo; assim chegou à conclusão que o objeto a ser analisado é o “fato social”, ou seja, a maneira de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo, ressaltando que essas maneiras tem um poder de coerção sobre esse mesmo indivíduo.Assim como a biologia analisa uma planta, a sociologia deve analisar o objeto sociológico;assim, para Durkheim, os fatos sociais devem ser vistos como “coisas”, de modo que sejam passíveis de análise.
Para Durkheim, o homem cria, involuntariamente, noções do que são as coisas que o cercam, porém não é através da criação de ideias que se chegará à realidade; segundo Durkheim é necessário investigar os fatos para encontrar as verdadeiras leis naturais que regem o funcionamento e a existência destes, já que existem e são externos à consciência individual.
Em sua obra “As regras do método sociológico”, Durkheim afirma que  “espera ter definido exatamente o domínio da sociologia, domínio esse que só compreende um determinado grupo de fenômenos. Um fato social reconhece-se pelo seu poder de coação externa que exerce ou é suscetível de exercer sobre os indivíduos; e a presença desse poder reconhece-se, por sua vez, pela existência de uma sanção determinada ou pela resistência que o fato opõe a qualquer iniciativa individual que tenda a violentá-lo [...]. É um fato social toda a maneira de fazer, fixada ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coação exterior, ou ainda, que é geral no conjunto de uma dada sociedade tendo, ao mesmo tempo, uma existência própria, independente das suas manifestações individuais”. Os fatos sociais dariam o tom da ordem social, sendo construídos pela soma das consciências individuais de todos os homens e, ao mesmo tempo, influenciam cada uma.
Vale ressaltar a realidade objetiva dos fatos sociais, os quais exercem ação coercitiva sobre as pessoas. Por exemplo, fomos educados com a ideia de que não podemos ir a um restaurante e comer com as mãos, pois certamente as pessoas vão rir ou julgar estranha nossa atitude, já que existem talheres para nos auxiliarem na refeição.Contudo, não há leis escritas que determinem essa proibição, nós nos sentimos constrangidos, ou até proibidos, devido à força coercitiva exercida pelo fato social.
Se uma pessoa experimentar se rebelar contra essa manifestação coercitiva, a empatia que nega (ver um homem no escritório de pijama, em vez de terno, por exemplo) se volta contra ele, isto é, somos vítimas da exterioridade. Desse modo, o fato social é produto da vida em sociedade e sua repercussão é o que cabe ao estudo da sociologia.

Carolinne Leme de Castilho - Direito Noturno

Fato social e a lei


                Sempre buscamos a originalidade, tentamos nos diferenciar de nossos pares a todo o momento. Sendo assim, baseados na individualidade tentamos ser inovadores. Contudo, mesmo nessa busca, vivemos em um modelo nada original , projetado antes da nossa existência e de nossos pais, um modelo social, que nos diz o que vestir, como andar , aonde ir, e como se comportar.
                Esse modelo é tão profundo que dita inclusive a que classe social pertencemos. Desde que nascemos, somos mesmo que de forma indireta, doutrinados a seguir esse conjunto de regras. Para Durkheim, cada um desses constitutivos do modelo social é chamado de Fato social, pois estipula como cada individuo dever agir em sua sociedade e em seu tempo.
                Buscando a manutenção da ordem, são criadas regras (leis), que garantam a continuidade do modelo. Todos os comportamentos externos ao fato social são passíveis de punição. No Brasil, a conduta de adultério era considerada criminosa, porém, com a maior liberalização dos relacionamentos e outros fatores como a emancipação feminina, essa conduta deixou de ser tão chocante para a sociedade e, portanto, deixou de ser criminalizada na forma da lei.
                O estudo da Sociologia não deve estar a par da sua época, pois a cada tempo se acolhe ou reprime-se dada conduta. A sociedade não é estática, os Fatos Sociais também não, dessa forma, a sociologia instituída por Durkheim e que tem como substrato os fatos sociais deve ser a todo o momento acrescido e atualizado seguindo assim, a dinâmica das sociedades humanas.
                 

Poder de coerção


O doutrinador Émile Durkheim defende sua teoria a partir do pressuposto de que "os fatos sociais deveriam ser tratados como coisas". O sociólogo defende a ideia de que a educação desempenha uma importante tarefa na conformação dos indivíduos à sociedade em que vivem, a ponto de, após algum tempo, as regras estarem intrínsecas e familiarizadas ao hábito do individuo.

Para Durkheim, cabe à sociologia estudar os fatos sociais. O homem cria, naturalmente, falsas noções do que são as ciências que o rodeiam, mas não é através da criação de ideias que se chega á verdade, para ele, deve-se propor a investigação dos fatos para buscar as verdadeiras leis naturais que regem o funcionamento e a existência destes, pois são externos e independentes ao individuo.

Dessa forma, para ele, os fatos sociais dão o tom da ordem social, sendo construídos pela soma das consciências individuais, e ao mesmo tempo, influenciando cada uma delas.

Portanto, o objeto central da teoria de Durkheim, basicamente, consiste em maneiras de pensar, agir e sentir que exercem poder de coerção sobre o individuo, apresentando como características marcantes: a coercibilidade, através da força dos padrões culturais do grupo que o individuo se insere, a exterioridade, através de padrões culturais exteriores ao individuo sendo eles independentes, e finalmente, no quesito da generalidade, sendo os fatos sociais não sendo apenas para um individuo, mas sim para o coletivo.

                Confronto de fatos sociais

A adoção da burca na religião muçulmana é pré-existente a mulher que venha a nascer em países que adotam os dogmas religiosos muçulmanos,por ser um costume arraigado e coletivo para as mulheres.Sendo assim este seria considerado um fato social, sob a ótica de Durkheim , pois é uma maneira de agir capaz de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior ou então que é geral na extensão de uma determinada 
sociedade, independente das manifestações individuais.

Os fatos sociais se confrontam, sendo um exemplo a proibição do uso da burca na França.A sociedade francesa já esta contida em um fato social , sendo reconhecido pelas mulheres um padrão ou maneira de se vestir próprio de sua sociedade, com a inserção de mulheres pertencentes a cultura muçulmana ,que utilizam a burca, colocou-se em conflito dois modos de agir diferentes, pois a França reconhece que não se deve coagir um indivíduo a utilizar tal vestimenta e que infringiria a liberdade da mulher. O que por si só é uma contradição, pois a França mesmo reconhecendo que não se deve coagir o individuo a usar uma vestimenta, dita com suas marcas famosas os padrões de vestimenta dentro de sua sociedade e fora dela.

Os fatos sociais estão presentes em várias esferas, podendo estar na religião,moral e costumes.Sendo assim estes podem levar a contradições com alguns aspectos ideológicos, como encontramos no liberalismo que prega a liberdade individual em meio a uma sociedade uniformizada por padrões ditados por marcas,costumes e conglomerados empresariais que monopolizam o mercado e impõe ao consumidor poucas opções de consumo.

Portanto os fatos sociais mantém relações intrínsecas com um modo de domínio de um determinado grupo social, que age e pensa de uma certa maneira , e impõe aos demais suas formas, mesmo que esta imposição seja sentida de forma acentuada ou atenuada.Émile Durkheim diz que só podemos sentir algumas imposições se irmos contra as formas dominantes do fato social.Sendo assim, a "inércia social" permite que fatos sociais permaneçam em voga por longo tempo.

Renan Rosolem Machado - 1º Ano Direito Diurno

Diferentes fatos, distintas condutas


Durkheim revela ao mundo seus pensamentos no momento em que a Sociologia está se institucionalizando como disciplina nas Universidades francesas.  Em virtude disso, carrega consigo a tamanha incumbência de fazê-la perpetuar e de solidificar nos estudos humanos. Assim, não é de provocar espanto quando analisa os fatos sociais como coisas, em uma ótica concreta e real da sociedade.
É apenas um recurso metodológico que almeja promover o máximo distanciamento possível entre o observador e o observado, que no caso da Sociologia, confundem-se mutuamente.  Desse modo, a reflexão sobre fenômenos sociais deve ser fundamentada sobre um olhar científico, e é com essa perspectiva que Durkheim define o fato social como “toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior; ou então ainda, que é geral de uma sociedade dada, apresentando uma existência própria, independente das manifestações individuais que possa ter”.
Em outras palavras, os fatos sociais são todas as ações humanas, desvinculadas das peculiaridades pessoais, que possui grande poder de coerção sobre os indivíduos. O exemplo mais claro para a consolidação dessa coerção é o próprio Direito, que por meio das normas positivadas, ordena padrões de conduta pré- estabelecidos pela sociedade.
Contudo, o Direito por si só não é o único agente realizador da coerção. Além dele, tem-se o Estado, instituição fundamental para a concretização de todo esse aspecto coercitivo do fato social. Muitas das vezes, não apenas a concretização, mas também a proibição de determinado comportamento humano.
Um nítido exemplo dessa situação, vivenciado atualmente, é a proibição, pelo Estado Francês, do uso da burca e do nigab em espaços públicos de seu território. O ato de esconder o rosto pela mulher mulçumana, além de fazer parte da sua cultura religiosa, é um fato social legitimado pelos Estados mulçumanos. As mulheres já nascem intrínsecas a esse sistema, é algo acima de suas manifestações individuais.
Por outro lado, em razão do discurso de liberdade e de laicidade estatal tão difundido pela França, o uso da burca e do nigab representam, para a cultura francesa, a submissão da mulher perante o homem e uma imposição religiosa estabelecida por Estados mulçumanos. Assim, essa busca pela liberdade e igualdade também é um fato social intitulado pelo Estado francês, que está cotidianamente presente em suas relações sociais.
Desse modo, a proibição do uso da burca e do nigab na França exemplifica mais uma das dificuldades envolvendo Estados soberanos com suas distintas culturas, leis, religiões e, sobretudo, diferentes fatos sociais, que determinam a maneira de agir específica de cada sociedade.
 
Juliana Galina - Direito Diurno.

 

O Homem Possui Livre-arbítrio?


          

             “Livre-arbítrio. S. m. – Filos. Possibilidade de exercer um poder sem outro motivo que não a existência mesma desse poder; liberdade de indiferença. (...)” FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda . Novo Aurélio: O Dicionário da Língua Portuguesa. 2ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1999. P. 1227.
        Desde sua infância, o homem acredita ser detentor da liberdade ilimitada de escolha. Quando, dentre tantas opções, pode escolhe aquela que lhe parece mais agradável, ele possui o exercício do livre-arbítrio. Desde um alimento predileto, um gosto musical, até a escolha de um candidato eleitoral e de uma carreira profissional, todas essas parecem ser escolha individuais. Contudo, para Durkheim, o que muitas vezes parece ser individual pode advir                                              
     Todo indivíduo tem seus próprios pensamentos, suas próprias preferências, suas ações e escolhas. Contudo, esse agir, pensar e existir se apresentam fora da consciência individual. Desde que nascemos, somos doutrinados a agir da forma que é socialmente esperada de nós. Nossas ideias e tendências não são escolhas próprias, mas imposições coercitivas. Quando um indivíduo age de forma contrária ao esperado pela sociedade, a consciência coletiva reprime aquela ação.
        Analisando o pensamento de Durkheim, poderíamos afirmar que o homem possui liberdade de escolha, mas que essa não é ilimitada. Todo indivíduo tem o exercício do livre-arbítrio, mas esse não é pleno. Podemos agir como quisermos, dentro daquilo que nos é imposto pela sociedade. 

Fernanda dos Santos Nogueira - 1º Ano Direito Noturno  

Método utópico Durkheimiano

               Pioneiro na legitimação da sociologia como ciência estudada dentro da universidade francesa do século XIX, Émile Durkheim (1858-1917) é um dos nomes mais respeitados no que tange ao estudo das relações na sociedade.
               Seu método sociológico baseia-se no maior distanciamento possível entre o observador e o objeto a ser analisado (no caso, o próprio ser humano), promovido por meio da observação do fato social com sendo uma "coisa", exterior e inerente ao homem, capaz de realizar sobre ele uma força coercitiva.
               Mas o que vem a ser "fato social" para Durkheim? Ele defende que "é toda maneira de agir, fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior", não podendo ser, de modo algum, encarado como mero fenômeno resultante da maneira de agir de determinado grupo de pessoas.
               A principal finalidade de tal distanciamento é, para o sociólogo, evitar que interfiram na observação dos fatos ideologias ou opiniões pré-determinadas na mente do observador, tendo em vista que o objeto é, de certa forma, ele próprio, o que acaba por tornar mais fácil uma possível distorção da realidade.
               A crítica passível de ser feita, porém, quanto ao método de estudo Durkheimiano, é justamente o fato de ser, sob certos aspectos, utópico. Apesar do grande esforço empregado para que haja o distanciamento necessário perante o objeto, não se pode ignorar que, ainda sim, tal objeto será o próprio observador.
               Olhando por essa óptica, é inegável, portanto, que quaisquer teorias acerca da sociedade terão, inevitavelmente, a percepção pessoal daquele que observa, embutida em si.

- Iara da Silva, Direito Noturno

Fato Social


Émile Durkheim é considerado um dos pais da Sociologia, tendo a missão de instituir a matéria dentro das faculdades, e em seu livro “As regras do método sociológico” preocupa-se em criar regras para a metodologia do estudo sociológico.

O domínio da sociologia são os “fatos sociais”, que segundo o autor são: “ toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior”, consiste  em maneiras de agir, sentir, pensar exteriores à consciência individual, impostas pela sociedade de maneira coercitiva,é o que nos impede ou nos autoriza a praticar algo, por exercer uma pressão em nossa consciência, que se tornam evidente quando tenta-se resistir às regras sociais. Sendo assim, os fatos sociais podem ser definidos segundo três princípios: coercitividade, exterioridade e generalidade.  

A educação tem justamente o objetivo de formar o ser social, impondo regras, visões e comportamentos, que são interiorizados desde criança dando lugar a hábitos, que não existiriam de forma espontânea, e é justamente por esse motivo que muitos comportamentos tidos como elaborações individuais são na verdade frutos da coerção dos fatos sociais.

Segundo Durkheim, deve-se observar e analisar os fatos sociais como coisas, compreendendo a coerção que exercem sobre os indivíduos. Acredita que a sociologia seja uma ciência da realidade, criticando assim a análise ideológica, que molda o mundo a suas ideias, levando ao falseamento da realidade, é necessário o trabalho de campo e a investigação, transformando assim a sociologia em uma ciência que explora.

Leonor Pereira Rabelo- Direito Noturno





A sociologia nasce com Comte, mas é Durkheim quem propõe sua institucionalização. Seu objetivo era dar credibilidade a esta ciência, superando a desconfiança por parte dos intelectuais, que questionavam como seria possível garantir a imparcialidade científica, dentro dos pressupostos da ciência moderna, quando objeto de estudo e observador são idênticos;  e ainda, como evitar a contaminação da observação a partir das pré-noções, emoções e paixões do observador. Portanto, a primeira regra de Durkheim, e a mais fundamental, é que se encare o fato social como uma “coisa”, afastando-se o observador do objeto de análise.

Durkheim critica a análise ideológica dos fatos, pois acredita que a sociologia deve se desvencilhar da metafísica e da ideologia. Somente a partir da observação factível e prática do real é que ela pode ser formulada como ciência.

Sua proposta remota a Comte, porém, para Durkheim, aquele apelava para uma noção metafísica da sociologia ao conceber o progresso como o sentido de toda a história. Inquieta-se com o positivismo comteano, pois acredita que Comte se distanciou da verdade ao valorizar sua percepção sobre a História e não a compreensão desta em si, pois ao invés de se debruçar sobre os fatos, procurou compreender a História a partir de suas pré-noções. Para Durkheim, o papel do sociólogo não deve ser tomado pela sua percepção, e sim pela análise e compreensão dos fatos concretos.

Desse modo, ele remete a perspectiva baconiana de sempre investigar e descobrir a verdade a partir do real e do concreto. A superação da especulação metafísica, a partir da observação dos fatos reais, fundamenta o método sociológico em uma base densa e rigorosa, ancorando-o no conhecimento científico.


Ana Beatrz Cruz Nunes - 1º ano Direito noturno

O "ser" antes da existência humana


               A forma como Émile Durkheim apresenta os seus argumentos acerca dos conceitos pré-estabelecidos em uma sociedade, nos faz pensar em todos os costumes e hábitos que carregamos a nossa vida toda, e que são tão comuns a ponto de não serem questionados.
               O “ser” antes mesmo do “existir”, ao qual eu me refiro, significa que, antes mesmo do seu humano vir ao mundo, ele já é algo. Pertence a certa ordem econômica, a uma classe social, a uma pátria. Crescerá e será subordinado a uma língua, uma cultura, e tudo isso não está ao alcance de suas vontades pessoais, e sim está atrelado à sociedade na qual pertence.
               O sociólogo define: “O fato social é reconhecível pelo poder de coerção externa que exerce ou é suscetível de exercer sobre os indivíduos; e a existência desse poder é reconhecível”. Ou seja, o fato social é a construção pré-estabelecida ao qual o indivíduo está sujeito, independentemente de suas vontades pessoais. Podemos até supor que, por vontade própria, o homem não queira se submeter às línguas, moedas e culturas locais. Entretanto, suas atividades estarão condenadas ao fracasso, uma vez que uma atitude individual não é capaz de mudar toda a conjuntura a que a sociedade está sujeita, não gerando um novo fato social.
               As atividades consideradas como um padrão para uma sociedade específica são incorporadas a mente desde o nascimento. Intitulam-se nomes, hábitos, o que se deve ou não fazer. Nas escolas se ensina as letras, os números, a história que deve ser aprendida. Porque a História considerada “Clássica” deve ser aquela construída pelos Gregos e Romanos? Porque a criança não pode aprender na escola o antigo Império Chinês, ou as grandes construções Maias feitas na América?
               É a partir destes fatos que começamos a observar que a sociedade já possui um modelo a que todos seguimos, concordemos ou não, e que já faz parte do que todos nós somos, e do que todos nós sabemos sobre o mundo.

Yasmim Silva Fortes
Direito Noturno

ANOMIA SALVA PELA ÉTICA DO MERCADO

           Na virada do século XIX para o XX havia montanhas de autores propondo uma ciência social, porém, Durkheim atribuia a si a capacidade de dizer "sociologia é isso", sociologia é a ciência dos fatos sociais. Fatos sociais é tudo aquilo que é um constructo humano, é exterior, geral e exerce uma certa coerção sobre os indivíduos. Ao contrário de Max Webber, Durkheim se preocupou mais com as instituições do que propriamente com os indivíduos. O sistema educacional chamou muita atenção de Durkheim , pois é lá que os jovens são preparados para se apresentarem a sociedade de uma forma disciplinada, mas não submissos a ela.
         Havia uma concepção diferente de sociedade entre Marx e Durkhei. Enquanto Marx achava que podia encontrar na economia a explicação pelo modo como a sociedade se organiza, Durkheim dizia que a economia não tem capacidade organizadora.
          Nas sociedades simples, um conjunto de princípios, ou seja, uma moral é a garantidora de uma coesão. Assim, um ato ofensivo contra um indivíduo afeta a toda a sociedade. Nas sociedades mais complexas, ao invés de perceberem que uns precisam dos outros, algumas pessoas priorizam a vontade individual, gerando assim, o que Durkheim chama de individualismo exacerbado, e por consequência, uma anomia onde perdem-se os valores.
          No mundo capitalista do século XXI em que vivemos, os laços entre as sociedades estão abalados pela lógica do mercado a somente visar o lucro, porém, é no próprio mercado que há a cura da anomia, na verdade, a cura está na ética do mercado . As empresas deveriam ser verdadeiras instituições que ensinam as regras sociais, e assim manteria a coesão na sociedade.
  

Observador ou objeto de estudo? 

          É em um contexto pós-positivista, no qual o pensamento empírico e metodológico já enraizava-se por vários ramos da ciência, que surge um novo método de análise da sociedade trabalhado por Émile Durkheim, grande fundamentalista da Sociologia, que por assim o ser, trouxe-nos a ideia de fato social.
            Tal inovação deve-se justamente por essa abordagem do fato social como elemento de observação na sociedade (o que nunca fora feito antes), que depois de conhecido, pode ser analisado pra compreender o funcionamento e regimento de determinadas sociedades. Porém, o que vem a ser o tão recorrente fato social? Durkheim estabelece que seria uma coisa, vigente em uma sociedade, que é capaz de regrar determinadas ações a serem obrigatoriamente exercidas pelos indivíduos, ou seja, dota de certo poder coercitivo; como agir, como se organizar, como se relacionar? Todas as respostas são únicas em determinado espaço-tempo e advém da maneira que o fato determina.
            Porém, um ponto pertinente e muito trabalhado por Durkheim é a questão da análise do fato. Uma vez que a mesma seja de extrema importância para a consolidação do estudo sociológico, ela é dificultada pelo motivo de o observador ser de mesma natureza do objeto, ou seja, quem busca estudar a sociedade está automaticamente imerso nela; e , para Durkheim, isso faz com que o observador adquira pré-noções que obstaculizam o conhecimento da verdade científica, em outras palavras, se não afastarmos os substratos passionais, que estão a priori marcados em nossa consciência, teremos o estudo do fato social afetado.
              Por fim, para o sociólogo, a fim de obtermos a estrutura do fato que deveras existe, não devemos nos envolver com o fato social e sim sermos distantes do mesmo. Dessa forma, nenhuma ideia já fixada em nosso conhecimento decorrente da vivência em sociedade virá a atrapalhar a extração de um conceito para a formulação dos métodos da Sociologia.

Leonardo Mussin de Freitas, Direito DIURNO
          

Mentira

                             

           
             Hoje em dia, a população vive em comodada, e descontentamento precoce na                 sociedade. Isto devido a falta de competência dos nossos dirigente, mas isso por que tanto tempo longe tanto tempo sem saber da realidade que nos faz sentir a falta de concretização do conviveu social entre os individuo.
          Èmile Durkhein, a sua visão do fato social no mundo da cientificidade, na integração das ideias de com te mas ele vai mas alem das visão dos outro. Durkhein para ser o que é é necessário dar sentido das coisas como coisa. Quem a creditar, nas ideias desse ator se sentirá alienado no mundo social. isso vale a pena criar a seu ponto de vista, e se senta realizado dentro de si .
          Vamos, todos estar perto um do outro, isto devido interação ou a ligação que tem o mundo atual e é assim que se faz o mundo social. O mundo social brasileiro é fantástico isto porque o coríntia quando entra em campo, a união, a felicidade, tranquilidade, e o amor ao próximo reina em todo elenco do timão o bando dos loucos. Sará que Durkheim é corintiano ?
A sociedade, é hoje  um teatro segundo ele, devido o mundo de Durkheim faz se pela sociedade e não pelo individuo e deve-se manter distante das coisas para não ser influenciado.
A sociedade é uma mentira, atualmente no ponto de vista de Durkheim. "Ideologia é uma paixão isto na sociologia é uma faramento cientifica que tudo para se tornar real é preciso formula as ideias que ele chama de trabalho de campo.   

Habitus

     A discussão sobre os fatos sociais requer não só uma metodologia adequada ao fim pretendido, mas um conhecimento a fundo sobre o que pode ser classificado como fato social, além da sua relação com a estrutura política.
     A metodologia utilizada deve levar em consideração que além da observação e análise dos fatos como coisas, mantendo o distanciamento do objeto, deve haver a busca da compreensão da correção que os indivíduos sofrem, sendo que esta é feita de maneira sutil, não sendo possível desviar-se.
     O fato social como coisa busca o não envolvimento, emocional ou político, do cientista e do objeto, mantendo assim a rigidez metodológica. Tal forma de pesquisa é utilizada para diferenciar a sociologia da ideologia, esta é formulada no campo das ideias (paixões), já aquela é um instrumento para compreensão do fenômeno social.
     A classificação de um fenômeno como fato social leva em consideração as propriedades marcantes de existir fora da consciência individual. Sendo que, "consistem em maneiras de agir, de pensar e de sentir exteriores ao indivíduo, dotadas de um poder coerção". Tal coerção torna-se hábito com o tempo, não sendo substituída.
     O hábito é, portanto, uma consequência da coerção social sofrida pelo indivíduo. Isso expande-se para as relações sociais, sendo que "a estrutura política de uma sociedade não é mais do que o modo pelo qual os diferentes segmentos que a compõem tornaram o hábito de viver uns com os outros".
       Dalisa Aniceto - Direito Diurno

Fizeram de Durkheim, Maquiavel


É interessante observar a influência da mídia sobre a sociedade e ainda mais sobre o indivíduo. Parece que as palavras de Émile Durkheim estão mostrando que ele sempre teve razão sobre os fenômenos sociais. Não só da mídia, mas também de verdadeiros guias que a esfera social impõe sobre o indivíduo, com a escola, com a moda, com a arquitetura.

As redes de televisão no Brasil fazem de tudo para serem as donas da verdade. As revistas impõem o que o povo deve pensar, sem um convite a uma análise crítica. Apenas nove ou dez famílias controlam as informações no Brasil. A moda, tão mutável e libertina, aprisiona as pessoas no pensamento do perfeccionismo. É uma verdadeira prisão.

Émile Durkheim diz que um indivíduo jamais conseguiria, na sua individualidade, constituir com suas ações um fato social. Um fato social, como o casamento, mesmo que seja algo sentimental não é fruto da esfera        orgânico-psíquica, mas atitudes que revelam um “estado de alma coletivo”, uma busca da sociedade que se manifesta no indivíduo.

É uma maneira de ver a sociedade parecida com Maquiavel, “os fins justificam os meios”, não importa se alguém será sufocando a opinião de alguém. O que importa é os moldes culturais guiarem uma sociedade. Essas instituições levam a risca apenas essa parte da ideologia de Durkheim.  Transformaram Durkheim em Maquiavel.

A sociologia na época de Durkheim estava se consolidando nas universidades, a prevalência da sociedade no estudo dessa disciplina foi importantíssima para dar continuidade ao trabalho de Comte. Esse distanciamento de ideologias, a “frieza científica”, deve ter servido para a época, para cessar os olhares de desconfiança e inclusive para os próprios humanos. Mas até quando se apoiará uma mentalidade que sufoca as experiências individuais em favor da preservação da sociedade?

    Conhecido como um dos pais da sociologia moderna Émile Durkheim escreve sua obra com a missão de institucionalizar a sociologia dentro da universidade francesa. Segundo Durkheim, o objeto de estudo da sociologia é tudo que condiciona o modo de agir.
   O principal objeto de estudo de Durkheim são os fatos sociais, que o sociólogo descreve como:" maneiras de agir, de pensar e de sentir exteriores ao indivíduo, dotadas de um poder de coerção em virtude do qual se lhe impõem".
   Para a análise dos fatos sociais, Durkheim propõe uma determinada metodologia sociológica. Segundo tal metodologia, primeiramente os fatos sociais devem ser considerados como coisas. Ao escrever em um momento em que a ideologia, ou seja, o falseamento da realidade para moldar o mundo, se sobrepunha à sociologia, considerar como coisa os fatos sociais seria um recurso para escapar da ideologia.
   Ainda de acordo com a metodologia de Durkheim, os fatos sociais deveriam ser reconhecidos e compreendidos em razão da coerção que exercem sobre os indivíduos.
   Para Durkheim, fazer sociologia é um exercício racional e não emocional, paixões, emoções e desejos podem contaminar a análise do fato social. De acordo com Durkheim, as sociedades têm que ser compreendidas pelo que elas são e não pelo que as pessoas acreditam ser, e além disso, é a partir de Durkheim que a sociologia passa a ser uma ciência que explora.