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domingo, 7 de abril de 2013

O progresso como um processo multiplo


Uma nova filosofia começou a ser esboçada com Bacon e Descartes e foi consolidada com a filosofia positiva de Auguste Comte. Este, propôs uma ciência que fosse capaz de compreender e transformar a sociedade, através de um método de conhecimento pautado na observação dos fatos. Diferentemente do que propunham filosofias anteriores, Comte não visava descobrir as causas dos fatos, mas sim as leis naturais e invariáveis que regem esses.

O filósofo admite, porém, que para se chegar ao estado positivo, que é o ultimo na construção do conhecimento, é necessário que haja a superação de outros dois estados, o teológico e o metafísico. Essas duas etapas anteriores procuram as explicações dos fenômenos em entidades divinas, sobrenaturais e produzem, portanto, um conhecimento não cientifico.
Além disso o Positivismo ficou conhecido pelo lema da bandeira brasileira que diz :”Ordem e progresso”. Para Comte, a ordem é essencial à qualquer sociedade e necessária para alcançar o progresso. Ele acreditava que para haver equilíbrio no Sistema Social cada qual deveria cumprir seu papel e abdicar de si mesmo pelo todo. Entretanto, na sociedade positivista de Comte há clara distinção entre os que governam e os que são governados, os primeiros detém o conhecimento enquanto os demais trabalham. Nesse sentido, há a proposta de uma reforma educacional, em que o individuo entenda sua posição social, evitando a quebra da ordem e promovendo o progresso.        

Mas afinal, que tipo de progresso é esse onde a mobilidade social é vista como quebra da ordem? A propósito, que ordem é essa? Cada contexto, cada nação, cada historia detém uma ordem diferente e o progresso deve ser entendido como um processo múltiplo e não linear, com patamares mais ou menos avançados.
                               

Um progresso conservador


                
                O positivismo de Comte defende que o conhecimento verdadeiro só pode ser alcançado através do conhecimento científico;ou seja, só se pode afirmar que uma teoria é correta se ela foi comprovada através de métodos científicos válidos.Sobre essas teorias, o positivismo aponta como não necessária a  explicação de fenômenos externos  (como a criação do homem), mas como imprescindível a busca pela explicação de coisas mais práticas e presentes na vida do homem(como as leis, as relações sociais e a ética).
                Comte elaborou a chamada doutrina ou lei dos três estágios, segundo a qual passamos pelo estado teológico, depois pelo metafísico e, no presente, estamos no estado positivo ou científico, . “o primeiro é provisório, o segundo transitório e o terceiro definitivo.” Cada um desses estágios era modelado por um conjunto de concepções, valores , opiniões e “mentalidades”, próprios.
             O elemento estático da transformação caracterizava os setores estáveis da sociedade, que na política se projetavam no desejo de Ordem. O outro elemento, o dinâmico, designava o impulso natural dos homens em direção ao Progresso. Comte harmonizou a estática e a dinâmica no lema Ordem e Progresso (o qual foi incorporado à bandeira do Brasil).Segundo ele,a Humanidade avançaria para o progresso dentro da ordem, sem revolução ou bruscas rupturas.Isso ocorreria melhorando a educação, pois dessa forma  existiriam mais cientistas, e melhorando a saúde, já que essa condição melhora a qualidade de vida das classes menos abastadas, as quais se contentariam com sua condição e não lutariam por mudar de posição.Para Comte, o estado tem que ser forte e cuidar bem da sociedade para que ela funcione bem.
                   Dessa forma, Comte afirma que a reorganização social, mantendo sempre a ordem de funcionalidade(filho de patrão vai ser patrão e filho de operário vai ser operário), a sociedade progrediria em uma espécie de evolucionismo conservador.Vale ressaltar que essa filosofia positivista trouxe como reflexo sociedades conservadoras na atualidade, e para os positivistas atuais, tal teoria deve ser utilizada para re-estabelecer a ordem e corrigir a anarquia intelectual, o que contraria opiniões de muitas pessoas que prezam a livre escolha de papeis na sociedade.


Carolinne Leme de Castilho - Iº ano Direito Noturno

Augusto Comte: o pai da sociologia e do positivismo

     O filósofo francês Augusto Comte criou uma nova ciência voltada ao estudo da sociedade chamada sociologia, diferente de alguns filósofos anteriores, como Descartes e Bacon que procuravam compreender a natureza. A sociologia diferencia-se da filosofia por desprender-se da teologia e da metafísica, e estudar o real na busca pela compreensão e resolução dos problemas coletivos por meio da experiência e da observação, afim de transformar a sociedade. Comte viveu em um mundo marcado por agitações plíticas e sociaisdurante a Revolução Industrial na Europa, o que fez com que ele defendesse a ordem e precebesse que as revoltas eram causadas por grupos sociais- na maioria compostos por operários- que estavam descontentes com seus papeis sociais e seus representantes. Porém, de acordo com seu pensamento que "saber é poder", apenas os que detém o conhecimento devem dirigir a sociedade e não os que possuem poder político. Sendo assim, o papel social de cada indivíduo deveria ser fixo e inquestionável para que houvesse equilíbrio e organização, e só então o desenvolvimento poderia ser atingido.
     A partir de seus estudo, Augusto Comte fundou o Positivosmo, teoria que teve grande influência na política- especialmente em Estados fortes- e defende a conservação dos papeis sociais com um aspecto saudável para todos, afim de manter a ordem e alcaçar o progresso. De acordo com ele, são necessários três estágios ao amadurecimento das formas de entendimento e explicação do mundo para a contrução do conhecimento, a chamada Lei dos Três Estados, onde o primeiro é o teológico, o segundo metafísico e o terceiro o positivo. Os dois primeiros estados são alcançados pela filosofia, entretanto, apenas a sociologia abrange todos eles.
     Portanto, em sua nova ciência sociológica, Comte estuda o mundo concreto em seu tempo real na busca de padrões recorrentes para tentar compreender e transformar a sociedade e seus fenômenos, e defende com sua teoria positivista a conservação dos papeis sociais e da ordem para que o progresso possa ser alcançado.

Bianca da Silva Fernandes Bastos
1º ano direito noturno

Positivismo Comtiano

               No contexto conturbado da Revolução Industrial do século XVIII, em meio a uma realidade completamente modificada no que diz respeito aos meios de produção e, consequentemente, às relações sociais, desponta o pensamento conhecido por Positivismo, de Augusto Comte.
               Opondo-se à filosofia Iluminista – altamente difundida até então -, Comte atenta para a necessidade de que se desenvolva um método de busca das leis que regem os fenômenos baseado, especialmente, no empirismo. Ele prima pela observação dos fatos e dos objetos sem qualquer interferência metafísica ou teológica, correntes as quais, segundo ele, antecedem o Positivismo quando numa escala evolutiva do pensamento humano.
               No que tange ao Estado, Comte defende que este deve ser o centro em torno do qual “gravita” o restante do sistema social. Tendo por base a ordem (estática), a finalidade da força estatal seria promover progresso (dinâmica) à sociedade como um todo.
               Para que tal progresso fosse possível, seria intrínseco que se mantivessem papéis sociais para cada indivíduo pertencente ao sistema, sendo estes inatos e essenciais à ordem, pois a subversão dessa estática significaria o colapso de toda a lógica da marcha efetiva positivista.
               Quando posto no contexto atual, o pensamento positivo torna-se deveras retrógrado, tendo em vista que, majoritariamente, o que se busca hoje é um progresso primeiramente individual para, posteriormente, vir a ser contribuinte da dinâmica da sociedade. Manter-se dentro de um papel social inato já não é mais cabível numa realidade na qual o desejo maior é justamente o da ascensão profissional.

- Iara da Silva, Direito Noturno

Especificidade da filosofia positiva


O pensador Augusto Comte busca em seu curso de filosofia positiva planejar o desenvolvimento da sociedade e do individuo com base nas ciências exatas e biológicas, superando o conhecimento tradicional que para ele eram baseados em mitos e utopias. Para isso, Comte usaria a observação, a experimentação, da comparação e a classificação como métodos para a compreensão da realidade social.
Para o pensador, o conhecimento humano passa suscetivelmente por três “estados históricos” diferentes: estado teológico, estado metafísico e o estado científico ou positivo. O primeiro é dirigido essencialmente para a natureza intima dos seres, e em seu conhecimento absoluto. O segundo, de acordo com o autor não passa de uma simples modificação do primeiro, sendo substituídos os agentes sobrenaturais por forças abstratas. Já o estado positivo, utiliza da combinação entre o raciocínio e a observação.
Outra característica marcante do conhecimento positivo é a de que ele é totalmente baseado na previsão, uma vez que, segundo os positivistas, nós devemos primeiro conhecer nossa realidade para assim saber o que acontecerá a partir das nossas posteriores ações, assim o ser humano poderia melhor a sua própria realidade. Diante disso, a observação ganha destaque na obra do autor, como fica evidente neste trecho: “Todos os bons espíritos repetem, desde Bacon, que somente são reais os conhecimentos que repousam sobre fatos observados”. Apesar dessa característica, cada ciência possui sua particularidade, de modo que tem de haver um método especifico para cada caso. 

                                                                                                                                                                     


                                                                                                                                                                            Felipe A. Rotolo

Ideais e facetas do positivismo

Visto como um dos fundadores do Positivismo, Augusto Comte propõe em sua análise uma teoria vinculada à observação e ao raciocínio lógico. Segundo o autor, há três maneiras de compreender as concepções gerais do conhecimento: a teológica, na qual as explicações são dadas pela ação dos agentes sobrenaturais; a positiva, que visa a explicação por termos reais e lógicos, e a metafísica, que é vista como uma forma de transição entre a teológica e a positiva, vinculada na explicação por forças abstratas.
No entanto, deve-se ressaltar que a finalidade da filosofia positiva não é explicar as causas nem as origens das relações universais, e sim entendê-las o seu funcionamento e propor, por meio da lógica, uma justificativa plausível. Nesse âmbito, Comte trata com urgência a necessidade de se analisar a física social, tratando a sociedade como fonte de estudo e fazendo proposições de que a manutenção da ordem e a busca pelo progresso são metas sínteses para o funcionamento da sociedade.
Além disso, o autor afirma que todo ser vivo pode ser estudado na forma estática ou na forma dinâmica, sendo que a primeira forma refere-se à essência do indivíduo, ou seja, sua composição fisiológica e anatômica, enquanto a segunda refere-se ás ações e ao progresso do espírito humano.
Assim, para que haja o sucesso e a difusão dos ideias positivistas, Comte propõe uma reforma na educação, principalmente nas classes subalternas, visando romper o distanciamento entre as diferentes ciências alegando que o conhecimento é único e que, para atingi-lo, seria necessária a fusão das diferentes ciências.

Um eterno ciclo :para cada nova ordem um novo progresso


              Augusto Comte tendo vivido em momentos turbulentos e instáveis decidiu propor um método para que a sociedade pudesse manter a estabilidade e permanecer coesa. Para isso, Comte procura superar os estados teológico e metafisico, que não conseguiam desviar-se de abstrações, para alcançar o estado positivo. Nesse estado a preocupação principal seria o entendimento concreto dos fenômenos e assim seria possível o alcance de uma ciência que fosse capaz de compreender, explicar e transformar a sociedade. 
                   Partindo disto o filósofo sugere uma sociedade que tenha determinada ordem que possibilite o progresso. Assim , a ideia principal seria educar os indivíduos para que eles entendam o papel que deverão exercer e que conscientes disto aceitem a situação a fim de manter a harmonia e garantir  a ordenação , lembrando sempre que independente da posição social que cada ser humano ocupe ela é importante para que a coletividade se componha. Somente a partir do momento em que a ordem estivesse estabelecida o progresso viria, pois não há progresso sem ordem e esta seria desfeita quando os indivíduos deixassem de cumprir a função que cabe a cada um deles. 
                   Comte também defende o fim do isolamento das ciências, a maior integração entre elas, ainda que cada uma se especialize em determinada área , já que o entendimento do todo exige a compreensão de suas  partes. Com essas propostas Comte influenciou muito o comportamento humano e podemos perceber isso estampado na bandeira brasileira, vendo o ensinamento positivista presente nas escolas militares e mesmo no ensino básico temos traços positivistas. Entretanto, essa "ordem e progresso" idealizados por ele em nenhum momento de nossa historia esteve estática , vivemos um ciclo em que há a ordem possibilitando o progresso e quando algo a abala  ficamos sujeitos à desordem e estagnação e depois constituímos nova ordem e novo progresso.

A Revolução Conservadora de Comte



Em contraposição aos avanços das ciências de um modo geral, a filosofia permanecia estagnada na metafísica e na abstração. Percebendo tal fato, Augusto Comte pretendeu, em seu “Curso de filosofia positiva”, criar uma nova forma de se pensar a filosofia, mudando-se a forma de construção do conhecimento da mesma. Essa nova abordagem filosófica foi inicialmente batizada de “física positiva”.
                Recorrendo as descobertas científicas de outras áreas do conhecimento, mais especificamente a Lei de Newton de Gravitação Universal, acreditava que a sociedade seria também regida por leis universais e imutáveis. Logo, caberia ao filósofo a função de descobrir tais leis e compreender sua influência na sociedade em que vivem.
Comte pregava também a pregava a manutenção da estática (ordem) que acarretaria na dinâmica (progresso) e vice-versa. Seguindo essa ideia, Comte rejeitava a realização de revoluções, considerando essas um empecilho ao progresso e denominando os subversivos como uma “patologia social”. Resultado desse pensamento, em sua época revolucionário, o positivismo acabou tornando-se um sinônimo pejorativo de conservadorismo.
Embora seus pensamentos sejam por muitos criticados, as contribuições de Augusto Comte para o avanço filosofia e para a fundação da sociologia são inquestionáveis. Seguindo os passos de Francis Bacon e René Descartes, Comte fechou a "revolução" do pensamento iniciada pelos outros dois e muitas de suas ideias continuam até hoje sendo pregadas e parcialmente seguidas.

Suzana Satomi Shimada - 1º ano direito diurno

O caos é necessário?

Ordem e progresso. Estes itens básicos da sociedade ideal de Comte são buscados pelos mais diversos governos. Mas será a busca da ordem um paradoxo frente ao progresso? A forma estática característica da ordem impossibilita, ou pelos menos retarda, a inovação do progresso,o qual pode surgir, inclusive, da desordem.
A mudança, que quebra uma constante, tenta implantar outra cuja ordem seria sua finalidade: assim a dialética cria um ciclo infinito.
Para comprovar basta analisarmos a Guerra Fria na qual a desordem, causada pela disputa ideológica entre os modelos capitalista e socialista, acelerou a indústria bélica e tecnológica dos países que, a longo prazo, desenvolveram a era digital de hoje.
Nessa direção,até que ponto o ''caos'' é benéfico? Comte nega a necessidade natural da dialética hegeliana na qual para toda tese há uma antítese que se desmembrará numa síntese, que terá uma nova tese, uma antítese,uma síntese, uma tese... Assim nossa sociedade está rodeada de mudanças  que afetam desde o mundo individual cotidiano até as que afetam a base da sociedade, podendo ou não interferir no status quo e causar a desordem.
Por fim,as teorias filosóficas nos deixam muito a questionar: será a ordem superior ao progresso, ou melhor, há progresso em meio a desordem?


Marcela Helena Petroni Pinca


 

Antigas Engrenagens



       Auguste Comte embasando-se nos métodos cartesianos e baconianos, cria um método para a convivência social. Este tem com alicerceis a lógica, o realismo e a organização do conhecimento. Propondo uma reorganização social completa. Levando em conta a fisiologia do individuo Comte cria a Física social, englobando conhecimento de outras ciências.
       A metodologia Comtiana é rígida, pois nele não cabe a abstração. A ciência seria embasado na observação do concreto, na técnica, para a finalidade da mudança da natureza e do progresso. Porém jamais excluindo a importância da teoria diante da pratica, afinal a teoria é o principio racional para a aplicação da pratica. Comte propõe a reforma da educação, para que a formação passe a ser fundamentada na ciência positiva. Assim estes novos cientista instruídos pelo método positivista possam buscar a unificação das leis do universo.
       O autor prevê no desenvolvimento humanos a presença de três tipos de estados: o estado teleológico, o metafisico, e o positivo. Respectivamente seria a ordem natural da construção do conhecimento humano. O primeiro estágio é o teleológico, onde o conhecimento e a explicação dos fatos são explicados pelo sobrenatural, por deuses e entidades "não matérias". O segundo estágio: o metafísico, o homem passa a buscar o conhecimento com fins mais científicos e metodológicos, porem ainda há amarras do estagio teleológico. O metafisico é a transição do teleológico ao estado positivo. O terceiro, ultimo e permanente estado é o positivo, que é o apogeu da valorização do conhecimento e da racionalidade, total amadurecimento do espirito humano. No terceiro estado a sociedade seria movida pela solidariedade.
       A máxima grafada na bandeira nacional brasileira, ordem e progresso, é a síntese a filosofia positiva. Afinal esta busca a organização do conhecimento como ciência, sustentado por um método, para a sua aplicação, que é o progresso segundo tal filosofia. Os militares na ditadura varguista, como no golpe de 64, indagavam tal máxima para que fosse concretizada a disciplina militar, para a manutenção da ordem social e do estado. Assim como a filosofia positiva condenando qualquer tipo de revolução.
       A metodologia do ensino brasileira é um reflexo do positivismo no brasil, pois essa valoriza a matematização do conhecimento, e o conservadorismo. A ciência brasileira, quando embasa-se no positivismo, preocupa-se muito em teorizar, em organizar o conhecimento, sem aplica-lo. O positivismo se afirma como o fim da revolução iniciado por Bacon e Descartes. A máxima manutenção daquele método, das antigas engrenagens.

A Ordem Social Positivista

Augusto Comte, ao propor o Positivismo, tinha a finalidade de montar o método ideal para adquirir conhecimento e formular pressupostos, sendo esses baseados em observações e sistematizações a cerca da realidade, partindo-se por base dos preceitos Teológicos e Metafísicos.
O Positivismo, era o modelo necessário na época para o desenvolvimento da sociedade, pois buscava compreendê-la e organizá-la de forma unificada e a garantir seu progresso e longevidade. Era também considerado o ápice do desenvolvimento humano e sua forma de saber mais virtuosa.
Consistia-se em uma ordem social até certo ponto estamental, devido à pouca mobilidade e a hierarquização presente, onde cada um deveria conhecer o seu lugar e desempenhar sua função destinada, sem expectativa de evolução individual. A própria educação ( que, segundo Comte, é pilar fundamental para a estrutura do sistema ) deve ser forte e com função de conscientizar a população a realizar seu papel em pró exclusivamente do coletivo, deixando o poder com os denominados melhor capacitados.
Este sistema descrito serviu como base para a estrutura social da época da Revolução Industrial, onde já se mostrava essa dominação de cima para baixo. E desde já, se mostrava como uma forma de exploração, não mais exclusivamente para um bem social, mas sim para um individual. Os burgueses basicamente escravizavam sua mão-de-obra e as colocavam em situações anti-humanitárias em pró de seu próprio lucro, o que foi alvo de extremas críticas do sociólogo Karl Marx, em sua obra " O Manifesto Comunista".
A Ditadura Militar é outro exemplo de extremismo desta organização, em que o desenvolvimento do país dependia de uma ordem radical, que no final serviu apenas de pretexto para se chegar ao poder.
Não é de todo mal os ideais Positivistas pregados por Comte, já que visam de certa forma um bem coletivo em sua essência. Porém essas teorias são muitas vezes má interpretadas e distorcidas.

Weber Passos dos Santos - Direito Noturno











































Positivismo distorcido

Augusto Comte criou um modelo de ciência cujo objetivo era analisar e compreender a sociedade: a física social, a sociologia. O filósofo é um dos principais defensores do Positivismo: doutrina em que o conhecimento científico tornou-se a única forma de conhecimento verdadeiro, em que o saber é embasado no acúmulo da observação, na exploração e no que é concreto, rompendo com preceitos teológicos e metafísicos. Para ele, o estado positivo de conhecimento é o ultimo a ser alcançado e a filosofia positiva, o marco do amadurecimento do espírito humano.

Para Comte, a ordem é a precondição para o progresso. Cada indivíduo possui sua “função social”, caso ela seja destituída, o equilíbrio será deturpado. Revoltas sociais, agitações de grupos que almejam alcançar o espaço e função alheia rompem com o progresso. Além de tal ordem, o filósofo propõe uma reforma educacional que quebra com o isolamento das ciências e para que haja conscientização da posição social de cada um. Nota-se, pois, que para haver harmonia o sistema deve ser inalterado, os que possuem conhecimento devem ser dirigentes da sociedade e aos que não foram favorecidos ao nascer restam apenas a aceitação.

Diante de uma analogia entre o ideal da função social “predestinada” de Augusto Comte e a competitividade exacerbada nos pilares modernos encontra-se uma questão: será nossa modernidade constituída por positivistas “indiretos” ou “passivos”? Tal relação mostra-se clara quando nos deparamos com indivíduos que se alienam de realidades como escravização (des)mascarada em pleno século XXI, para obtenção de lucro e desejos pessoais.


 A enfermidade capitalista assola grande parte da sociedade ao ponto de “Ipods” submeterem direitos humanos.  Empresários negam, mas e os consumidores que se alienam e reforçam tal enfermidade? Estes, além dos proprietários dos meios produtivos, mostram-se indiretamente como positivistas, afinal, os trabalhadores continuarão exercendo suas funções para atender o consumo e o objetivo lucrativo, que persistem e aumentam exponencialmente em nosso “mundo tecnológico”. Obviamente a proposta do Positivismo não é a exploração, mas podemos dizer que há uma forma de positivismo “distorcido” atual,  em que operários permanecem  explorados e proprietários dos meios de produção, cada vez mais poderosos, como se fosse uma função social.  Afinal, até quando haverá essa desumanização?

Daniela Corbi - Direito Noturno

Justificação para a rejeição


Prosseguindo com o raciocínio de Descartes e Bacon, Augusto Comte abre, em seu Curso de Filosofia Positiva, o caminho definitivo para a revolução do conhecimento científico, e o rompimento entre os ramos da Filosofia e a até então não existente Sociologia, inicialmente denominada Física Social. Assim como seus predecessores, Comte busca a materialização do conhecimento teórico, aplicado também nas problemáticas sociais.

Primeiramente, ele faz uma divisão entre os estágios necessários do conhecimento humano, em teológico, metafísico e positivo, as quais evoluem segundo uma ordem, e em constante progresso. Os dois primeiros estágios são caracterizados pela dependência de aparatos sobrenaturais para explicações mundanas. No entanto, segundo ele, são essenciais para o início do questionamento e desenvolvimento científico, pois “para entregar-se à observação, nosso espírito precisa duma teoria qualquer”, fazendo combinações e “tirar daí algum fruto”.

No Discurso do Método, Descartes fez grande crítica à tendência do homem prezar o senso comum, pois este seria o que mais facilmente maravilha o intelecto humano, assim como Bacon, no aforismo XLVII do Novum Organum, diz que “o intelecto humano se deixa abalar pelas coisas súbitas” as quais “costumam tomar e inflar a imaginação”. Comte acaba apresentando essa característica humana como causa da fase Teológica e aponta um grande papel para ela, pois centraliza “a importância do homem no universo” e permite que a mente humana se consagre “a penosos trabalhos”.

Além disso, Bacon no aforismo XLVIII diz que o intelecto está sempre agitado em busca de algo, correndo o risco de retroceder. Em relação a esse fato, Comte diz que quando não conhecemos as “causas geradoras dos fenômenos”, “nada mais faríamos então além de recuar a dificuldade”. Essa é a razão pela qual o positivismo defende a elaboração das “leis lógicas” fundamentadas nas “leis gerais”, a partir da análise recíproca dos fenômenos mais amplos e, posteriormente, dos mais restritos.

Finalmente, Comte aplica seu método na organização político-social, efetuando uma divisão funcional entre os membros da sociedade, o que seria, posteriormente para Kelsen, a justificação para eliminação de “anomalias” da sociedade no Direito Positivo. Dessa forma, o positivismo acabou sendo o idealizador no pensamento tecnicista em época de governos ditatoriais, pois é o meio de se justificar o trabalho dos insatisfeitos e revoltados pela chamada “reforma da educação”.
 
Texto aula Comte- Juliane Siscari de Andrade, Direito Diurno.

sábado, 6 de abril de 2013

Fim do abstrato, início do Positivismo


Auguste Comte, em seu livro “Curso de Filosofia Positiva”, apresenta os três estágios pelos quais o nosso conhecimento passa: o estágio teológico, o estágio metafísico e o estágio positivo. Ele ilustra que, no primeiro, o homem explica todas as anormalidades terrenas por intermédio de entes sobrenaturais; no segundo, ele substitui os agentes sobrenaturais por forças abstratas e, no terceiro, os humanos, primeiramente, observam, raciocinam e, somente depois disso, eles formulam uma explicação àquela anomalia.

O filósofo afirma ser indispensável a criação de uma física social para, assim, suprir a principal necessidade da filosofia positiva, que seria dar a ela um caráter de generalidade. Essa falta faz com que essa área filosófica ainda não seja usada plenamente, havendo limitações que fazem ser necessária a utilização dos outros dois métodos. Além disso, outro aspecto que ajudaria na afirmação do positivismo seria dividir o trabalho intelectual para facilitar o seu estudo completo.

De acordo com a concepção de De Blainville, todo ser vivo pode ser estudado de duas visões diferentes: a estática e a dinâmica. Comte, tomando isso como base, diz que a primeira estuda as condições orgânicas das quais o ser depende e a segunda, “a marcha efetiva do espírito humano”. Ele ainda complementa dizendo que a observação aprofundada disso leva ao conhecimento das leis lógicas.

Comte, o pai do positivismo, afirma, então, que há estágios de desenvolvimento do intelectual humano e que o último deles é o símbolo do avanço científico. O autor defende, além do que foi dito, a reforma da educação (essa se encontra imperfeita para promover o progresso das ciências) e a ordem (não deve existir nenhum tipo de revolta ou algo que perturbe a nação) que leva ao progresso.

Aula 4 sobre Auguste Comte, Paola Yumi Shibakura (direito diurno).

Primeiro a Ordem, depois o Progresso


O positivismo foi uma corrente filosófica cujas ideias remontam a Bacon e Descartes, sendo depois melhor desenvolvida por Augusto Comte.
Comte defende um método para chegar o ápice do conhecimento. Neste método, ele explica que deve-se passar por três fases: a teológica, a metafísica e, a última, o estado positivo, sendo todas extremamente importantes. Desta forma, ele propõe uma reforma da educação, rompendo com o isolamento das ciências e afirmando que a filosofia positiva necessita da combinação de várias ciências. Para ele, a filosofia positiva é a base para a organização de uma sociedade moderna, tendo como objetivo o estabelecimento da Ordem, que é o pressuposto do Progresso, ou seja, para que haja um Estado forte, é necessário que haja, antes disso, fortes instituições, havendo a necessidade, portanto de uma ordem social. 
É uma corrente filosófica um tanto quanto criticada. Seus filósofos são vistos por alguns como sendo muito conservadores, uma vez que negam a mobilidade social e defendem que cada um deve exercer o papel que lhe cabe na sociedade, para que assim, a ordem seja mantida. Logo, vê-se que esta é uma corrente com traços elitistas, uma vez que a única preocupação é o progresso do Estado, a manutenção do poder para que este continue progredindo, e não propriamente cada ser individual da sociedade.

Não se pode, contudo, condenar esta linha filosófica ou o pensamento comtiano, já que apesar de elitista, ele também prega o desenvolvimento técnico da ciência e teve grande importância tanto para a filosofia, quanto para a História. Exemplo disso foi a forte influência do positivismo na independência do Brasil, o que constata-se ao ver a bandeira do país. Sendo assim, o Positivismo deve ser encarado sem preconceitos, não podendo ser visto como “certo” ou “errado”, mas sim como uma corrente filosófica de grande relevância.

Steffani de Souza (1º ano Direito noturno)

LEI DAS PAIXÕES HUMANAS


LEI DAS PAIXÕES HUMANAS

A física social de Augusto Comte denota o que se representa como a análise da sociedade vigente, de forma que, ao utilizá-la, possamos compreender qualquer momento social.
  Comte a expôs sob três estágios, os quais considerava de eminente importância para compreender a dimensão que o homem atual pôde alcançar.Distinguem-se em teológico, metafísico e positivo.Sintéticamente, o teológico toma as dimensões de uma análise dos fenômenos sociais embasados em critérios místicos, religiosos. O estado metafísico remonta a idéia de transição entre o espaço teológico e o positivo. Este ultimo,portanto, vigora sobre o que mais convém à sociedade. Concebê-la de forma racional e empírica, conseguindo analisá-la  concretamente e explanar os fenômenos nela ocorrente por meio de leis. Dessa maneira, torna-se a filosofia positiva completamente mecanicista, incorrendo no erro de excluir as características internas do ser, a mutabilidade de seus costumes e a essência de suas paixões.
  Outro ponto ressaltado pela obra e ainda vigente no pensamento moderno concentra-se o caráter organicista de sua filosofia. Dividindo as partes de qualquer objeto ( preferência a sociedade, pois é esta que o autor considera como sendo de precípua significação) busca entende-lo profundamente e a posteriori, conjugá-lo no vasto conhecimento mundano, de forma a exercê-lo em um conjunto de objetos. Assim não nos abstenhamos em assumir sua suma importância, visto que, ao analisarmos unicamente uma parte de uma dada matéria, eximimo-nos do que ela realmente o é no seu conjunto social, embora consigamos, por vezes, conhecer sua essência, mas ainda assim, ela se torna deveras inútil.
  Contudo, o pensamento comteano peca imensamente ao aplicar essa teoria na sociedade, ao consumá-la na manutenção do status quo , pois, ao abranger o conteúdo , o autor, infelizmente, delimita as estratificações sociais e torna , por assim dizer, uma sociedade estática e discrepante em seus aspectos sociais e principalmente econômicos, causando dessa forma uma manutenção das patologias sociais. Tanto é que, durante um grande espaço de tempo, a teoria organicista foi usada para manter a ordem social e dela tirar-se proveito de modo a consolidar classes sociais e explorar a pessoa humana em prol de interesses individuais, exemplo fértil dessa matéria é o processo do neocolonialismo.
  Isso posto, é necessário inferir o juízo de que, a filosofia positiva , embora traga o caráter empírico da analise social e com ela faça crescer o conhecimento do ser me sua convivência em coletividade, comete o erro de estabelecer ordens demasiadamente sistemáticas para o ser social, tornando-o mecânico e produz um efeito de ordem social completamente atrelada à idéia de imutabilidade da organização coletiva,fazendo com que  a vida em conjunto se torne algo racional, dedutivo e mormente mecânico.

Cientificismo utópico

A evolução e o cintificismo são alicerces do século XXI. Acostumados com inúmeras inovações tecnológicas, paramos de refletir sobre a fundamentação dessa constante corrida científica. Mais do que nunca, hoje podemos entender claramente o que August Comte dizia com sua inovadora ideia do Positivismo, afinal, as revoluções de ideais se sobrepõem de tal forma dentro das ciencias que torna-se impossivel não acreditar que o objetivo dessa instabilidade é a busca pelas leis que movem a realidade nua e crua.

Comte buscou em Bacon e Descartes uma certa inspiração ao formular sua tese positivista, afinal deixa-se de adotar a ciencia contemplativa e busca-se a atuação efetiva na sociedade. E isso realmente aconteceu dentro de campos nos quais era possivel ser impessoal durante a pesquisa e estudo do objeto em questão.

Essa aplicação era até razoavelmente fácil quando falamos em física, biologia e química, mas, ao se tratar de assuntos sociais, torna-se impossível que tal distanciamento ocorra. Uma vez que o homem passa a estudar o próprio homem. Atualmente, vários avanços nessa área social já podem ser considerados, entre eles a instituição da união estável entre homossexuais. Essa inovação no direito pode ser uma quebra de paradigmas religiosos rumo ao potivismo ou até, dependendo da interpretação, um distanciamento dessa ideia. A primeira possibilidade aborda um fato social que deixa de ter uma influência teológica tão significativa para ser guiado pela razão e pela igualdade de direitos. Já a segunda pode ser uma nova maneira de enxergar a evolução, ou seja, por maiores que sejam os paradigmas quebrados, os conservadores (positivistas) lutam contra essa abertura legal por enxergá-la como uma frente contrária ao que é instituido por Comte.

A questão é que, segundo August Comte, o homem só chegará completamente à analise verdadeira da realidade quando for capaz de abandonar os sentimentos teológico e metafísico. Todavia, isso está muito longe de acontecer no aspecto social da humanidade. Assim, depois de centenas de anos após a apresentação dessa ciência social e a defesa efetiva da atuação da mesma, Comte se surpreenderia se descobrisse que a filosofia contemplativa da sociedade ainda não foi corrompida por completo e que essa é a única ciencia que apresenta um baixo índice de evolução devido ao envolvimento emocional dos pesquisadores.

Do pré-positivismo Maquiavélico ao positivismo da bandeira nacional

Em seu Curso de filosofia positiva Auguste Comte propõe a iniciação da Física Social, que em pouco passaria para Sociologia. Em um momento de fervilhamentos de movimentos sociais, Comte enxergou a necessidade de criar uma ciência que analisasse a sociedade.
A tais estudos, Comte nomeou-os Positivismo, o que era preciso, o que era certo. Com fortes bases em Bacon e em Descartes, Comte é fortemente influenciado pelo uso do método. Além dessas bases, é possível encontrar em uma análise mais complexa, uma base em Maquiavel. Quando Comte explicita a ordem e o progresso, porque não compará-los ao Príncipe maquiavélico, que mesmo que tirano, busca estabelecer uma ordem na sociedade desordeira, para a partir daí, tentar efetivar o progresso. E, talvez tal como Maquiavel, Comte acha que cada um tem seu lugar, ou seja, existe uma imobilidade social, e só quando cada qual se contenta e se empenha em seu papel social é que a sociedade flui positivamente.
E o príncipe de ontem, ainda existe hoje. Príncipes positivistas se espalham por todo o mundo, à frente de diversas instituições. Não são príncipes propriamente ditos, são militares, agentes do Direito, e tantos outros que buscam a ordem para alcançar o progresso. A bandeira brasileira prova a ideologia positivista sob a qual foi criada.
Portanto, é perceptível que Comte é precursor da Sociologia a partir de seu positivismo, mesmo que por uma visão positivada das ideias e das observações. Além disso, é extremamente perceptível que diversas instituições da atualidade são declaradamente positivistas, o que explicita que as ideias de Comte ainda sobrevivem ao tempo.


Marcelo Ferreira Rosa Filho - Direito Noturno

Apenas 15 letras estampadas


Apenas 15 letras estampadas.

 Comte propôs em seus estudos o Estado Positivo.  Ele acreditava que o homem, após passar pelos estágios teológico e metafísico, poderia alcançar um estágio no qual o espírito humano estivesse maduro o bastante para seguir uma ordem racional garantida pela observação da sociedade.  Deixando de lado o modelo antigo de fazer filosofia, Comte tentou explicar que o mesmo não levava o indivíduo a questões concretas e apenas divagava em abstrações estéreis.
Se seguíssemos a ordem de Comte, todos os homens agiriam de forma solidária, fazendo sua parte na sociedade e aceitando sua posição na mesma. Assim como as formigas, cada um teria uma função e, se por ventura alguém tentasse quebrar essa ordem, o colapso se estabeleceria. Todas as camadas sociais receberiam educação e uma divisão intelectual seria feita visando o encadeamento das diversas ciências positivas.
O Brasil, tentando seguir esse modelo de Comte, tentou estabelecer na Ditadura Militar a “Ordem” e o “Progresso”.  A “Ordem”, definida pela “estática” são as instituições como a família e a escola que mantém o equilíbrio da sociedade, e o “Progresso”, definido como “dinâmica” é a evolução do conhecimento, o desenvolvimento. Infelizmente, essa tentativa foi tão estéril quanto a antiga filosofia e hoje o que sobrou dessa teoria de Comte foram apenas essas 15 letras estampadas na nossa bandeira Nacional.
É triste afirmar que o que sobrou do positivismo de Comte foi distorcido em mentes preconceituosas e transformado em conservadorismo negativo em bocas de pessoas como Feliciano, Malafaia e muitos outros homofóbicos que acreditam que o casamento gay é responsável pela quebra da “ordem” social . Além disso, o que até as formigas conseguem fazer, o homem está longe de conseguir, por isso, continua insistindo nos pensamentos primitivos e nos debates “gregos” que não chegarão a lugar nenhum.



Comte é doído ?

    Auguto Comte, é um positivista que se enquadra numa sociedade moderna não com tanta releváncia isto devido o seu pensamento que se inseri no contexto social do sensu comun.Ele fala e escreve a sua visão na vertente econòmica e ainda fala do desenvolvimento e da pobreza da sociedade.
     Esta tudo bem ,mas se esqueceu que o mundo de hoje vive mesmo sim, isto devido osistema democrático que se basea no capitalismo que vem sustentar o mundo social globalisado.Eu poço sugerir é incoveniente nesta altura o pensamento de comte do momento.Ainda torna-se engraçado quando afirma que não quere fazer filósofia, mas sim, fisica social numa disfunciolidade na distribuição.Para min tanto Bacom,Descartes, e o Comte não estão a ser práticos, mas sim viagando com no seus pensamentos. isto porque a soicedade è dinàmica e não da, enuqadrar á estática na sociedade atual .
      Tembém, ele apresenta algumas propostas imutil, e torna-se uma berração social. Onde que se viu uma sociedade demócratica de direito sem manifestação, e que o individuo nega a si mesmo em prol do coletivo, hó, gentil, não nums devemos levar por um simples pensamento doido deste cara, isto porque cada um faz a sua parte mostrando as suas diferéncias.
Portanto, Comte é muito bom em pensar e ruim ao por o seu pensamento em prática. "Ver para prever" a visão de Comte, mas não é necessario.

Sociologia e Positivismo de Auguste Comte

   Nascido na França, em 1789, Auguste Comte foi um dos mais importantes filósofos franceses.Em meio a diversas transformações sociais resultantes de acontecimentos como a Revolução Industrial, Comte funda uma nova ciência, chamada de física social ou sociologia, que tinha como principal objetivo compreender,explicar e transformar a sociedade.
   Além de fundar a sociologia, Auguste Comte fundou o Positivismo, doutrina filosófica e sociológica.Opondo-se à forma de pensar abstrata e metafísica,baseada no Iluminismo, o Positivismo defendia o saber baseado no que é útil, concreto e na experiência."O real frente ao quimérico, o útil frente ao inútil,o certo frente ao incerto", o Positivismo baseava-se na superação da filosofia, que não se desligou das abstrações, por uma ciência do real.
   Uma das principais ideias do Positivismo é a Lei do Três Estados, relacionada à construção do conhecimento. O primeiro estágio dessa Lei seria o teológico, o segundo o metafísico e o terceiro o positivo.      Segundo Comte, esses são estágios necessários ao amadurecimento das formas de entendimento e explicação do mundo e sua ambição era a de que a compreensão da sociedade chegasse ao estágio positivo.
   Para Comte, a ordem era uma pré-condição ao progresso da sociedade e esse uma pré-condição para a ordem, ou seja, o movimento era cíclico, com padrão. Ainda segundo Comte, as elites deveriam ser educadas de modo abrangente, pois elas que iriam governar.

Positivismo Comte


O positivismo de Comte se insere como último estágio do conhecimento. O primeiro seria o estágio teológico, onde todos os fenômenos seriam explicados por agentes sobrenaturais. O segundo seria o estágio metafísico, de transição. Já o estágio positivo seria aquele em que se busca a lei universal dos fenômenos.

Assim como Newton buscou as leis que regiam a física, Comte se atentou em chegar às leis dos fenômenos sociais.  Ele afirma haver as “leis lógicas”,  aqueles pontos comuns em todas sociedades, como a família, a escola. Essas leis seriam o que podemos chamar de “ordem” social, ou seja, aqueles pontos que, se modificados, alteram a condição de equilíbrio.

As sociedades vivem, para o autor, em uma marcha efetiva para o progresso e isso só é possível quando a ordem social é mantida. A partir daí nota-se certo conservadorismo na teoria do Positivismo. O poder deve estar concentrado na mão daqueles que tem o conhecimento, aproximando-se de Bacon ( “saber é poder”) e, portanto, as camadas menos favorecidas não podem reivindicar esse, nem qualquer outro papel que não seja aquele que já exerçam. A ordem é estabelecida quando todos exercem da maneira desejada seu exercício, sendo, portanto, as camadas médias e baixas também fundamentais nesse aspecto.

A educação positivista, portanto, visa instituir uma sociedade em que os membros já tenham em mente o espírito da teoria. Não se deve manipular o povo, mas sim educa-los a fim de que tenham consciência de que é necessário manter os papeis sociais.  

Graziela da Silva Rosa - Direito Noturno

Positivismo distópico

O século XIX  foi, de maneira geral, marcado por uma enorme onda de cientificismo. Entre as teorias que surgiram nessa época e que tiveram maior influência nos anos subsequentes está o positivismo, fundado pelo pensador Auguste Comte.
Na obra Curso de Filosofia Positiva, o autor expõe suas ideias acerca do processo de desenvolvimento do pensamento humano, que passaria pelas fases teológica, metafísica e positiva. Esta última seria o ápice do amadurecimento alcançável. Com o triunfo do positivismo, restabelecer-se-ia a ordem, que estava comprometida na época, devido às modificações originadas pela Revolução Industrial.
É interessante ressaltar a importância da ordem social para o positivismo. Segundo Comte, manter a ordem é essencial para o progresso, sendo toda revolta que busque modificar tal ordem necessariamente negativa.
Sabe-se que, no início do século XX, o cientificismo do século precedente gerou inúmeras frustrações. Os avanços, que tinham prometido um progresso nunca antes visto, levaram a guerras, revoluções e mais instabilidade.
A produção literária do período reflete esse descontentamento. O clássico Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, publicado no período entreguerras, é uma distopia que aborda claramente os resultados de um positivismo levado às últimas consequências. Na obra, as pessoas são geneticamente programadas e condicionadas desde antes do nascimento a cumprirem seus papéis sociais, de maneira a não desequilibrar a ordem, como prescrito por Comte. A morte é praticamente ignorada enquanto fenômeno, já que é vista como a simples substituição de uma peça.
Na sociedade distópica de Huxley, a ordem é organizada de maneira perfeita e infalível - o que talvez maravilhasse Comte e seus adeptos mais extremados. Não é o que acontece com o Selvagem, personagem do livro que cresceu fora do "sistema" e não consegue se adaptar a ele. O leitor geralmente identifica a própria visão com a desse personagem, levando ao inevitável questionamento sobre os limites do apego à ordem.
            A busca do equilíbrio perfeito

  A existência humana é baseada em princípios que na maioria das vezes seguem determinados preceitos e que se foram burlados causarão a desordem social. Essa linha de pensamento reflete a base da teoria positivista de que é necessário ordem para o bom funcionamento da sociedade.
  Como um dos principais difusores da positivismo temos Augusto Comte que pregava a descoberta do conhecimento por meio da ciência e os avanços tecnológicos como ferramenta de evolução da sociedade. Sociologicamente, Comte defendia a ideia de que cada indivíduo já nasce com um papel social definido e que é necessário manter esse papel intacto para não causar uma desordem público.
  Analisando tecnicamente suas ideias, será que encontraríamos, então, um Comte preconceituoso? Dependendo de como o interpretarmos veremos um Comte preocupado com o bom funcionamento do mundo, no entanto, também poderíamos encontrar um grande conservador, que prega que quem nasce para ser latão nunca poderá ter status de diamante.
  É relevante, porém, respeitarmos seu ponto de vista e tentarmos compreender o contexto histórico em que sua ideias foram formuladas. É inegável também que seu pensamento causou e ainda causa grande influência nas relações politicas contemporâneas, pois tenta manter o equilíbrio social, sendo um dos objetivos que todos os Estados almejam.

 Ana Carolina Alberganti Zanquetta, 1º ano Direito Noturno

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Sob Controle


Em jogo a manutenção da ordem social. O movimento entre as engrenagens que sustentam a harmonia do sistema deve ocorrer sem relevante alteração: os detentores do conhecimento em seu mais alto grau devem ser os comandantes, enquanto a massa trabalhadora deve entender o seu valor, aceitar sua posição e ajudar a manter a sociedade funcionando harmonicamente. Assim se desdobra socialmente o pensamento positivista de Auguste Comte, que propôs um conhecimento social de caráter indutivo, como já acontecia com as ciências biológicas.
Qualquer manifestação contrária daqueles que não aceitam seu papel na sociedade e tentam se deslocar para outra função, através de manifestações revolucionárias, põe em ameaça a ordem. Esse pensamento de Comte teve relevante reflexo às sociedades hodiernas.
         O próprio conceito moderno de Estado traduz o poderio deste sobre todas as pessoas e instituições que a ele são subordinados. Assim, positivada em diversas Constituições está a afirmação de que o Estado é SOBERANO.
         E quem está no comando do Estado? Quase sempre as elites! Inegável é que quem detém o conhecimento é que guia a nau estatal no mar das relações sociais, orientando a embarcação sempre a ventos favoráveis e não deixando que alguma onda de anarquismo subverta a ordem implantada.
         Educar, mas só até certo limite. Proteger, mas não o bastante para deixá-los fortes o suficiente a ponto de serem capazes de sair de onde estão. Confortá-los, o necessário para evitar rebeliões. Assim os detentores do poder adeptos ao Positivismo controlam a massa, mantendo-se fortes e evitando reviravoltas na estática da ordem para sustentar a dinâmica do progresso.


Texto referente à aula sobre Auguste Comte
Antônio Rogério Lourencini - 1º ano de Direito - Unesp - noturno

Base para a reorganização social





      Antes de entrar no pensamento positivista, a sociedade passou por alguns estágios. Os primeiros estágios se comparam a época em que o homem justificava a vida, as ações e acontecimentos humanos com base na existência de um ser superior (Deus) e em aspectos da natureza. Com o passar do tempo, o homem teve maior confiança em seu próprio conhecimento e se desprendeu da teologia e metafísica.
     A partir desse momento, inicia-se o estágio positivista: as ciências avançam e tem como base a observação científica. O espírito humano é amadurecido e as ciências progridem. Porém as ciências da sociedade ainda estavam atrasadas, não tinha evoluído ao estágio positivista. Comte cria toda uma filosofia social para estudo da sociedade como ela é, tendo em vista a análise de seus acontecimentos concretos.
     Num segundo momento, a proposta positivista da sociedade é fundada. O positivismo é muito mais que um desprendimento da metafísica e da teologia. A sociedade positivista só progride de fato com a manutenção da ordem. E essa ordem social deve ser respeitada por todos os componentes: governante, instituições e povo.
     A ordem é o pressuposto do progresso. Um estado sem ordem se apresenta fraco e não progredi. Cada indivíduo na sociedade tem um lugar e um papel a ser cumprido. E para isso todos devem ser educados para saberem respeitar essa ordem. Nela não há mobilidade social e todos devem respeitar isso. Assim o governante governa, os professores ensinam, e assim por diante. E o progresso vem para a felicidade de todos.
     A filosofia positivista tem reflexos hoje como sociedades conservadoras. Para os positivistas atuais, ela vem para reestabelecer a ordem e corrigir a anarquia intelectual, contrariando opiniões de muitas pessoas que prezam a livre escolha de papeis na sociedade.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Essa ordem ainda oferece progresso?


                   “O real frente ao quimérico, o útil frente ao inútil, o certo frente ao incerto”. Eis uma forma concisa de se enunciar o Positivismo de Augusto Comte. Autor esse que propõe uma nova abordagem para a interpretação da sociedade, permitindo a manutenção da ordem e o alcance do progresso, em meio a uma época marcada pela Revolução Industrial e por acontecimentos sociais inéditos.
                Defensor do entendimento das leis que regem a sociedade aqui e agora, Comte coloca o entendimento das leis básicas como objeto fundamental do positivismo, pois para ele a busca das causas é insolúvel. Esse objeto fundamental é escolhido visando o contínuo desenvolvimento, contudo não é a única necessidade para se alcance a “ordem e o progresso”. Para que esse seja realmente alcançado também é necessária a execução de uma reforma no sistema educacional, para que se rompa com o isolamento das ciências, afinal, como afirma Comte, a filosofia positiva exige a combinação de várias ciências.
                Some-se a isso a necessidade de reorganização da sociedade moderna para que se crie um ambiente propício a aplicação e sucesso do método positivista. Na sociedade plenamente positivista cada individuo tem seu papel social rigidamente definido, e qualquer revolta causada pela ambição de executar um outro papel é negativa por ferir a ordem.  
                Conclui-se, portanto, que uma sociedade positivista é normalmente mais rígida as naturais mudanças que ocorrem ao longo do tempo, por acreditar que essas, ao ferir a ordem, sejam plenamente negativas. Fecham-se os olhos a uma nova ordem que pode gerar muito mais progresso do que a atual. Certamente, o positivismo serviu a sociedade por muito tempo, permitindo avanços incontestáveis, contudo, um positivismo extremo pode ser prejudicial e incoerente com a sociedade do século XXI, que assim como a da época em que Comte dissertou sobre sua teoria,  é marcada por acontecimentos sociais inéditos.

                                                   Paulo Henrique Reis de Oliveira – Direito Diurno

Estudo da Sociedade


            Buscando entender a sociedade em que vivia, Augusto Comte propõe a formação de uma nova ciência, a Física Social (que mais tarde passou a ser chamada de Sociologia), baseada em uma Filosofia Positiva.  Esta, deseja entender o motivo da intensa agitação social que ocorria na Europa com um intuito reformista de cessar o caos, trazendo a ordem.
            Para desenvolver a Filosofia Positiva, Comte narra o desenvolvimento da inteligência humana, que teria passado por três estágios de conhecimento: o Teológico, o Metafísico e, por ultimo, –aquele que Filosofia ainda teria que alcançar – o Científico. Assim, sociedades consideradas primitivas ou “infantis” estariam no primeiro estágio e sociedades “desenvolvidas” no terceiro.
            Dessa forma, pode-se considerar  a filosofia de Comte como uma influência da Antropologia do século XIX. Já que quando o homem e sua forma de se organizar em sociedade passou a ser objeto de estudo, julgavam importante estudar primeiramente as formas de sociedade consideradas “simples” para depois poder entender as mais “complexas”.  Assim, os povos que serviram como objeto de estudo nesse primeiro momento foram os presentes nas colônias europeias na América e na  África.
            Sendo assim, a Europa utiliza da antropologia (que ao estudar os nativos das colônias os julgou ainda no estágio Teológico e, portando, ou definiu como inferiores ou atrasados) e do positivismo (que defende que ao se manter a ordem governamental, da forma como a Europa fazia, se traria o progresso para a região) para justificar a dominação de outros povos durante a colonização.