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domingo, 10 de março de 2013

Descartes e a filosofia moderna

Nascido na Europa,René Descartes é também chamado fundador da filosofia moderna.Após estudar os livros antigos e filosofia,Descartes conscientizou-se de sua própria ignorância.Racionalista convicto,segundo ele a razão era a única fonte segura de conhecimento.
Em sua pesquisa pela verdade,Descartes estabeleceu como premissa a ideia segundo a qual não devemos considerar nada verdadeiro.Segundo ele,não se deve confiar nos sentidos,pois assim como não há diferença entre o estado acordado e o sonho,os sentidos podem enganar.
Ao duvidar de tudo,Descartes chegou à conclusão de que se ele duvidava,ele pensava.E se ele pensava,era porque era um ser pensante.Desse modo,o primeiro princípio de sua filosofia era:penso,logo existo.
Ao refletir sobre o que é um ser pensante,Descartes procurava a origem da ideia de um ser perfeito.Segundo ele,tal ideia só poderia ter vindo de um ser perfeito,ou seja,de Deus.Para Descartes,a existência de Deus era tão clara quanto qualquer demonstração matemática.
Além de afirmar a existência de Deus,Descartes acreditava na existência da alma.Para ele,o homem era um ser dual,que pensa e ocupa lugar no espaço.

Thaís Ferrari Bastos - Direito diurno

Meu pensamento atual na visão de Descartes

     Eu, sendo angolano, tive uma experiência importante na medida em que o povo, foi se libertando de uma guerra que levou muita gente inocente e que hoje vive à socializar-se e participar das decisões globais. Eu procurei ser diferente no desenvolvimento que se vivia, de uma maneira imaginária e útil para o povo angolano. Isto foi uma mera realidade obtida e vivida no momento da minha vida pessoal e queria partilhar convosco este momento verídico e social. Isto tudo que foi dito, aconteceu sim, mas nós angolanos demos prioridade a reconstrução humana que se enquadra numa organização social e cultural. Onde podemos ter um denominador comum em que o povo decide os seus objetivos, fazendo o uso da racionalidade, respeitando e obedecendo o que foi estabelecido como norma vigente. E que todos se sintam livre no cumprimento dela, mas não está acontecer devido a hipocrisia que se vive em angola na minha visão racional espero ser bem entendido.
   Portanto hoje a sociedade vive acurralado com as opiniões, devido a grandes referencias politicas 
não serem transparente nas suas publicacões para o bem do ponto. Isto me levou, a se retirar do pais porque eu não compactuava com as ideias hipócritas dos políticos e dirigentes do meu pais espero que Deus ilumine o meu caminho para contribuir numa visão verdadeira para poder organizar no meio de tantas circunstancias onde muitos haviam posto Deus de lado mas que ela existe sim. Peco a vocês que esta minha visão não venha trazer problemas na sociedade atual em que vivemos.   

O Método de Descartes Hoje

René Descartes, em seu "Discurso do Método", expõe um ponto de vista estritamente racionalista e questionador em relação ao mundo e à filosofia estudada até então. Rompendo, principalmente, com o misticismo e o dogmatismo, Descartes traz o pensamento humano exclusivamente ao plano terreno, primando pela capacidade de instrumentalizar a filosofia a fim de mudar, constantemente, o meio no qual vivemos.
Partindo desse princípio, opunha-se fortemente ao ensino tradicional da época - baseado nas ideias de pensadores os quais, segundo Descartes, traziam à tona apenas a irônica "visão de mundo" daqueles que se isolavam em suas salas e, com grande vaidade e presunção, interpretavam a natureza e a sociedade a seu bel-prazer.
Traçando um paralelo entre o Método de René Descartes e o caos social instalado no contexto atual, podemos considerar válido que houvesse uma tentativa de restauração da sociedade por meio das ideias lançadas em seu Discurso.
Tendo em vista que os governantes, passíveis de serem comparados aos filósofos clássicos, lançam mão de reformas e leis para, por exemplo, pacificarem uma favela - estando completamente isolados dos problemas e carências que a atingem -, chegamos à conclusão de que uma reavaliação das normas e conceitos vigentes, acompanhada de uma visão crítica e consciente sobre o caso em questão, seria a melhor forma de abolir a teorização das soluções e tornar as ideias realmente dignas de serem postas em prática.
Uma observação alienada e distante de um fato social, posteriormente seguida de uma tentativa fútil e teórica de solucioná-lo, não surtirá efeito. Tomemos, portanto, contato verdadeiro com as questões enfrentadas pela sociedade como um todo para, de forma racional e plausível, retomarmos nossos conceitos e instrumentalizarmos nossas ideias como verdadeiras transformadoras do mundo.

- Iara da Silva, Direito noturno

Racionalismo cartesiano como controle da “Vontade Pessoal”


Com as Grandes Revoluções Burguesas do século XVIII, que combateram a irracional sociedade feudal e impuseram o modo de vida de uma nova classe social em ascensão, cada vez mais a sociedade tem se mostrado materialista e racional. René Descartes, pensador do século XVII, conhecido por sua desilusão com a contemplativa Filosofia Clássica e por defender que todo o conhecimento provém unicamente da razão - desprezando assim os sentidos na construção do saber - foi um dos intelectuais que influenciaram a concepção desse novo mundo tão limitado e paradoxal por essência, haja vista que é composto por indivíduos que são complexos e não inteiramente racionais.
Essa organização social que fora construída há 2 séculos atrás é uma sociedade onde as relações produtivas e sociais desprezam a pluralidade dos homens, fazendo com que os indivíduos tenham que vencer a si mesmos em prol da hiper-racionalidade (ou “Vontade do Mundo” como denomina Descartes) que não lhe é natural. Logo, é uma organização autoritária, alienante e que impede a expressão individual.
Deve considerar-se que esse desprendimento da própria humanidade é uma tarefa árdua e que envolve muito estudo, reflexão e por vezes até fuga da realidade como o próprio filósofo discursa em sua obra, fatores esses que evidentemente não fazem e nunca fizeram parte da realidade de toda a coletividade que mal consegue suprir suas necessidades primitivas. O pensador acredita que não existem pessoas mais racionais que outras, mas que as pessoas apenas guiam seus pensamentos por caminhos diferentes; entretanto nos dias de hoje, exigir que a classe trabalhadora, por exemplo, que vende sua força de trabalho diariamente e é vítima dos mais diversos tipos de exploração, recuse o conforto que a fé, o misticismo e os sentidos provêm é no mínimo injusto. Um filósofo que vive do ócio e um trabalhador não possuem a mesma possibilidade de aderir ao racionalismo extremista cartesiano.
Fica claro que “Discurso do Método” e sua recusa da capacidade de aprendizado de matérias humanas como a poesia e de tudo o que é provável ou subjetivo é ainda muito presente na atualidade, pois suporta sociologicamente essa sociedade racionalista que subjuga tudo o que há de mais humano, a fim de manter a expressão individual adormecida.

Amanda Verrone - Direito Noturno

Ilusão de Ótica


Um mundo saturado por ideias e filosofias baseadas em misticismo e empirismo. Este é o século no qual Descartes nasce para a filosofia, o século XVII, e o mesmo defende que não se deve acreditar em concepções incutidas através de exemplos e sim buscar as verdades fazendo uso da razão.

O filósofo racionalista em questão afirma em seu método que a dúvida é o melhor caminho para se encontrar as respostas procuradas, pois as situações, os objetos e principalmente os seres humanos não são da forma que se enxerga ou imagina. As pessoas criam concepções de mundo baseadas em suas experiências e no que lhes são convenientes por isso formulam crenças que acreditam serem verdades, contudo, como defende o autor do Discurso Do Método, isso leva os homens a crerem em verdades fantasiosas e criadas por sua comodidade.  Pode-se comparar essa análise a feita por David Hume em seu texto Os Problemas da Filosofia, no capítulo 12, Verdade e Falsidade, no qual Hume considera não haver uma só verdade e que essa pode se basear nas crenças do indivíduo envolvido.  Como por exemplo, em um relacionamento um dos envolvidos pode sentir ciúmes do companheiro e considerar que este está o traindo com um terceiro, todavia para o primeiro a verdade estabelecida por ele é a universal e não considera analisar os fatos através da razão, como defende René Descartes, e pode cometer um erro em suas conclusões. Aos olhos de Hume o indivíduo ciumento não estaria necessariamente errado, pois para a verdade que o mesmo criou aquilo é real.

Por fim, num mundo baseado em tradições clássicas Descartes rompe com os padrões e sustenta seu método a partir da razão. Afirma que a verdade só pode ser encontrada quando se passa a duvidar das convicções criadas e dos conceitos pré-estabelecidos pela sociedade e foram incutidos na cabeça dos homens com intuito de minimizar o senso critico da população, por isso se deve usar a razão para se concluir de fato a verdade.

Camila Gabriele Pereira de Faria
1º ano Direito Noturno

O cartesianismo

A obra "O Discurso do Método", do filósofo francês René Descartes é um marco do pensamento ocidental. Escrita em 1637, suas proposições são a base de grande parte do pensamento filosófico tanto quanto do pensamento científico produzidos até a atualidade.
Descartes elucida através da narrativa de sua jornada intelectual ao longo de sua vida o método que criou em busca do melhor meio de angariar conhecimentos. Em sua procura pela verdade, o filósofo passa a considerar que tudo é falso - produto dos sentidos e da imaginação, menos aquilo que se pode conceber clara e distintivamente, como o próprio pensamento - a razão - que torna nossa existência verdadeira.
Assim, René inaugura o Racionalismo, defendendo a busca pelo conhecimento por si só, que garante a evolução dos humanos e esta é a base da busca pelo conhecimento científico desde a Modernidade.
Além disso, Descartes demonstra, por meio de seu raciocínio em busca da verdade, a existência de uma única verdade absoluta, fonte de tudo o que existe, a qual confere o nome de Deus. Afirmação a qual rendeu-lhe conflitos com a poderosa Igreja da época, entretanto sustenta grande parte da concepção religiosa ocidental atual.

Laís Machado Ribeiro, Direito diurno

Fábula Cartesiana

Logo no início do "Discurso do Método", Descartes pondera que pensamentos normativos são realizados por aqueles que consideram-se mais hábeis do que outrem. Portanto, a fim de evitar censura, propõe seu “escrito senão como uma história, ou, se preferirdes, como uma fábula”.
Partindo dessa concepção, é possível interpretar o “Discurso do Método” como uma fábula. O espaço da narrativa dar-se-ia na moral objetivada por Descartes. Entretanto, a “reconstrução científica” não está embasada em uma ruptura imediata. Um espaço optativo para a fábula, seria, portanto, a moral provisória por ele descrita, com suas respectivas máximas.
Descartes, enquadrar-se-ia como um narrador observador. Pois, ao “girar pelo mundo”, tentou ser “mais espectador do que ator em todas as comédias”. A protagonista seria a razão. E a principal co-protagonista; a clareza e também a dúvida. Contudo, não a dúvida cética que gera indecisão e sim a dúvida capaz de eliminar a falsidade das proposições e sublevar “alguma conclusão bastante correta”.
O principal antagonista seria o sobrenatural – alquimia, magia, astrologia. Os sentidos, também obteriam a classificação de oponente. O entendimento não está limitado a aspectos sensoriais. Os sonhos também possuem vivacidade, nitidez e, por conseguinte, não é possível tomá-los como indubitavelmente falsos.
 As meditações cartesianas provavam que ao duvidar, o ser pensa. O pensamento é uma prova de existência. “Cogito, ergo sum”. E, ao pensar em algo mais perfeito, alguma natureza superior é a responsável por esse pensamento: Deus.
 Tal fábula cartesiana converge para uma moral, um ensinamento: Duvidar é preciso. A dúvida é a força motriz para o cultivo da razão. E essa fábula não possui tempo determinado. Pois o raciocínio desenvolvido no século XVII é ainda verídico no século XXI: Duvide. Cultive a razão. Desvencilhe do senso comum, da massificação alienadora.

Daniele Zilioti de Sousa - 1º ano Direito Noturno

A perspectiva do espelho: realidade ou reflexo?






Guimarães Rosa, em sua obra “O espelho”, dizia perseguir uma “realidade experimental, não uma hipótese imaginária”. René Descartes, além de viver séculos antes de Rosa, não compartilhava sua percepção sensorial no que se trata da análise dos fatos. O francês, ao contrário do brasileiro, que realizava viagens profundas e emocionais pela alma à procura do autoconhecimento, promovia o pensamento racional, baseado no bom senso, para chegar à verdade – busca que ele considerava ser o propósito de sua existência.


O filósofo claramente discordaria do método utilizado pelo autor mineiro, que consistia no estímulo ao espiritualismo, à mágica e ao pensamento subjetivo, pois considerava tais aspectos excessivamente frágeis para sustentar algo de sólido. Descartes realizava suas experiências partindo do pressuposto de que nada está completamente em nosso poder, tendo como exceção apenas os nossos pensamentos. Em contrapartida, para Rosa, a afirmação do filósofo “penso, logo existo” seria desprovida de complexidade, se considerarmos o misticismo incluído em suas obras.

Apesar da nítida divergência entre suas crenças, é possível notar a intersecção de suas filosofias de vida. Para ambos, a existência está não somente ligada à racionalidade – no caso de Descartes – ou à espiritualidade – no caso de Rosa –, mas, acima de tudo, consiste na essência do ser, sendo desnecessária qualquer coisa material.

O também matemático e físico francês afirma: “quando não está em nosso poder distinguir as opiniões mais verdadeiras, devemos seguir as mais prováveis”. A pergunta que resta é: seria o pensamento racional quase cético de Descartes ou o mítico quase fantasioso de Rosa o mais provável?



Ana Clara Tristão - 1º ano Direito diurno

O cartesianismo na atualidade


É em sua obra ''Discurso do Método'', que Renée Descartes, demonstra sua insatisfação com o método de ensino que era utilizado nas escolas em sua época, considerado por ele estagnado em volta dos pensamentos dos antigos filósofos, diante disso, relata os caminhos que percorreu para solucionar seus questionamentos, utilizando principalmente a técnica que ficou conhecida como ''método cartesiano'', segundo a qual, só será considerado verdadeiro o que for evidente, ou seja, o que for induzível com clareza e precisão, através do preceito da análise (dividir cada uma das dificuldades que se apresentem em tantas parcelas quantas sejam necessárias para serem resolvidas), e o da síntese (conduzir com ordem os pensamentos, começando com as ideias mais simples e fáceis de serem organizadas, até alcançar as que considerarem mais complexas). Dessa forma, fica patente a prevenção e a desconfiança em relação a tudo o que nos foi ensinado e que aprendemos de forma considerada incorreta, antes de dispor do uso propriamente dito da razão.

E é justamente por procurar sempre se sustentar sobre a verdade exata, que apesar da distância cronológica que separa que a época em que foi especificamente formulado a obra, seu conteúdo engloba questões presentes durantes diversas gerações, sendo seu método racionalista um dos mais utilizados por toda a humanidade, nas mais diversas áreas das ciências. Entre elas, as questões religiosas, pautando a existência de Deus (citado por ele como ‘’Ser perfeito’’) como algo provido de razão, mesmo sendo tal questão sustentada pela simples crença na realidade do que sonhamos, mas que da mesma forma deve ser encoberto de razão, aproximando de certa forma as ciências humanas com as ciências exatas, como fica explicito no trecho: ‘’E deve-se observar que eu digo de nossa razão, de maneira alguma de nossa imaginação ou de nossos sentidos’’.  

Contudo, as dificuldades que estão sendo enfrentadas atualmente pelo catolicismo, como a renuncia do Papa ou a redução do numero de católicos, provocadas principalmente pela discordância entre o avanço das ciências e o conservadorismo religioso, nos remetem a crer que as certezas levantadas por Descartes ainda devem ser reforçadas, como forma de esclarecer questões que vem provocando enormes transtornos. Para que com isso, a eficiência do método de Descartes continue validada.

                                                                                                               Felipe A. Rotolo 1º ano Direito

"E eu sempre tive um enorme desejo de aprender a diferenciar o verdadeiro do falso, para ver claramente minhas ações e caminhar com segurança nesta vida"

     A utilização do senso comum para julgar e classificar-se como verdadeiro, esta intrínseca a todo ser humano, entretanto tais verdades não possuem pilares sólidos que as sustentem. Essas são oriundas dos sentidos humanos e, assim como, a filosofia de tradição clássica geram uma descrença.
     Tal descrença nos conhecimentos transmitidos pelo hábito levou Descartes a procurar nas letras e nas viagens o conhecimento que buscava. Entrar em contato com outros povos auxilia para um julgamento mais profundo, sem preconceitos superficiais de demais culturas, agindo de forma ''antropofágica'': absorvendo conhecimentos de demais culturas e não julgando, como leigos no assunto fariam. Entretanto, dedicar-se fielmente às viagens torna-se danoso, pois "tornando-nos estrangeiros em nossa própria terra"; já aplicar-se arduamente no estudo de autores de séculos passados faz com que "ficamos geralmente muito ignorantes das que se realizam no presente", não apresentando uma opinião crítica atual.
     O conhecimento tornou-se o norte do autor moderno. Para ele "aqueles cujo raciocínio é mais ativo", ou seja, manipula melhor o conhecimento, possui melhor eloquência e retórica, podendo "convencer melhor".
     Tendo por diretriz a busca de tal eloquência, Descartes elege princípios básicos como, por exemplo, duvidar sempre, fragmentar o saber, análise gradativa e a revisão.
     O primeiro princípio originou-se da tentativa de "inclinar-se mais para o lado da desconfiança do que para o da presunção", isso sempre, mesmo que não vá haver rompimento com tal verdade.
     O princípio da fragmentação procura facilitar a análise, pois compreender os fragmentos é entender toda a obra. Para o autor a busca do conhecimento leva ao entendimento da obra de Deus. Entretanto, há controvérsias, pois a fragmentação do conhecimento leva a um forte conhecimento de determinada parte e um conhecimento superficial do resto, sendo algo danoso para a busca do pleno entendimento.
     A análise gradativa, estabelecendo conexões auxilia na maior obtenção do saber. Parte-se de dados simplórios avançando comumente à evolução do pensamento crítico.
    Por fim, a revisão completa, fazer o "trabalho contrário", ajuda a avaliar determinados pontos da análise e criar articulações sobre o assunto.
     René não procurou criar uma fórmula para alcançar todo o conhecimento, somente procurou mostrar o seu norte em busca de "um conhecimento claro e seguro de tudo o que é útil à vida".
 
                          Dalisa Aniceto (Direito Diurno)

Reflexões e conhecimento

           Descartes, em seu livro "Discurso do Método", analisa a ocupação humana que julga mais importante: a busca da verdade por meio do uso da razão. Ele cria, então, uma estratégia, no intuito de evitar enganar a si próprio com conceitos pré-estabelecidos do pensamento vigente.
          Assim, começou a questionar todas as fontes de conhecimento tradicionais, em sua competência no alcance da realidade. Defendeu o aprendizado feito na prática -- considerando-o mais efetivo que especulações filosóficas -- aliado a reflexões internas e autocríticas.
          Propôs, porém, condições a este processo: não afastou-se da religião e das leis de seu país; preferiu manter-se longe de opiniões radicais, mas sempre com segurança; e pretendeu vencer suas próprias convicções.
          Estava consciente, contudo, da impossibilidade de conquistar o conhecimento pleno, e procurou se satisfazer e contentar-se com suas realizações.

Isadora Thomaz Ribeiro - 1º ano diurno

Pré-condições para o surgimento da filosofia moderna


René Descartes marca simultaneamente uma ruptura com o mundo antigo e um ponto de partida para a evolução da ciência e filosofia moderna.
Em uma época de transição (início do século XVII) ele ousou questionar e duvidar de absolutamente tudo, seria definido como verdade somente aquilo que resiste à dúvida, e a única convicção que resiste a ela é a certeza da existência, daí surge sua célebre sentença “Penso, logo existo”.
Em seu livro “Discurso do Método” Descartes  propõe encontrar um procedimento para si próprio que o levasse ao “bem pensar”, que o levasse a descobrir tantas verdades quanto lhe fosse possível, para tanto, ele desenvolve alguns passos testados por ele a serem seguidos. E apresenta esse método para que os outros pudessem aplicá-lo em suas áreas de investigações. Ao sugerir sua técnica estabelece um diálogo não só com seus contemporâneos mas com os pesquisadores de todos os tempos.
Apesar de absolutamente cético sobre tudo, Descartes não contesta a existência de Deus,  inclusive o vê como exemplo de perfeição   e “referencial último do conhecimento”.
A base do seu método é a razão,que é como ele mesmo define " o poder de bem jugar e de distinguir o verdadeiro do falso" a dúvida, e a rejeição absoluta a todos os preconceitos, crenças e argumentos de autoridades, ou seja, ele incentiva o desenvolvimento do  “espírito crítico”  e a liberdade de pensamento. Com essa atitude revolucionária ele cria as pré- condições para o surgimento da ciência e filosofia moderna.


Leonor Pereira Rabelo  1º Ano Direito - Noturno  


O fim das engrenagens



O Discurso do método inaugurou uma nova forma de pensar e agir na sociedade. A partir da dúvida e da desconfiança a evolução aconteceu. Descartes, com sua nova postura, mudou mais em sua época do que em 4 séculos. A ciência, que antes era vista como vaidade de filósofos, astrólogos e alquimistas ganhou um objetivo maior: transformar.  Embora esse método seja usado até hoje, pode se notar que a curiosidade humana está cada dia mais superficial e assim, a mente regride e as engrenagens param.
Por muitos séculos o conhecimento esteve nas mãos da Igreja. Os homens acreditavam na intuição e no transcendental, como por exemplo, o fato de doenças serem castigo de Deus e a compra de um pedaço do céu garantir a salvação. Hoje, ainda que algumas formas religiosas dominem uma minoria com os dogmas, outras formas de alienação cercam a população para que o homem não pense no que está a sua volta e aceite o que lhe é mostrado. Assim, mesmo com o mundo nas pontas dos dedos, a mídia influencia o homem a ponto deste rejeitar o conhecimento.
O homem contemporâneo possui uma sabedoria estéril e mecânica, aprendendo apenas o que é necessário para seu currículo e dificilmente duvidando sobre o que é ensinado. A fragmentação, criada por Descartes, existe, porém seu uso apenas afirma a acomodação do homem ao negar o conhecimento de outras áreas, focando em uma de seu interesse e ainda assim, aceitando mais do que pesquisando. Dessa forma, as inovações são feitas por minorias.
Assim, paradoxalmente, quanto mais mecânico o homem se comporta, menos ele conhece sobre as engrenagens que movem o mundo. Atrevo-me, portanto, a fazer uma nova interpretação sobre o quadro de Salvador Dalí diante da frase de Descartes - “O universo é como um relógio e suas engrenagens”- a partir do momento que negamos a inquietação cartesiana, o conhecimento esvai-se assim como os relógios de Dali derretem.
Giovanna Gomes de Paula.
Direito Noturno.


Um sustentáculo racional



Durante um longo período da história, a filosofia fora pautada na tradição clássica e em preceitos não racionais. A explicação do mundo, sobretudo pela influência de pensadores gregos, sustentava-se em fundamentos místicos e sobrenaturais, que eram incapazes de provocar transformações e interferências práticas na realidade humana.
Todavia, na Idade Moderna, uma nova corrente de pensamento, o racionalismo, assumia uma postura iconoclasta contra esse conhecimento tradicional, transcendental. O filósofo francês René Descartes foi um dos principais responsáveis para lançar ao mundo uma filosofia embasada na luz da razão. Em sua obra, “Discurso do Método”, Descartes elabora um procedimento científico orientado pela razão a fim de produzir um novo conhecimento, isento de misticidade.
A lógica de seu método fundamentava-se no eterno ato de duvidar. Descartes acreditava que as verdades tradicionais não eram confiáveis, pois não refletiam nenhuma espécie de exatidão para seus questionamentos e estavam sujeitas às interferências enganosas dos sentidos humanos. Desse modo, a fim de encontrar a clareza, duvidava de tudo que não lhe fosse válido e posteriormente, submetia o problema a uma minuciosa fragmentação para realizar uma reflexão profunda e assim, buscar comprovar racionalmente as teorias existentes.
Essa é justamente a base que orienta a ciência. Por meio de indagações e de uma análise cautelosa dos fragmentos de uma problemática maior, a ciência é capaz de revelar ao mundo novos paradigmas que interferem diretamente no cotidiano humano. Um nítido exemplo disso foi a comprovação de que a miscigenação entre diferentes povos não acarreta problemas para a vida humana, muito pelo contrário, ela diminui expressivamente a  probabilidade de doenças genéticas. Essa descoberta da ciência fragiliza teorias que davam o sustentáculo para políticas discriminatórias como o Nazismo na Alemanha e o Apartheid na África do Sul.

Assim, o método de Descartes foi fundamental para dar o alicerce necessário da ciência racional e questionadora, que não contempla o mundo, mas o modifica.
Texto referente à aula 2
Juliana Galina Soares ( Direito Diurno)

Descartes e o Princípio da Dúvida


O pensador francês Renè Descartes propôs um sistema filosófico que tornava possíveis respostas para todas as questões filosóficas. Antes de Descartes, na Grécia Antiga, Platão e Aristóteles haviam criado sistemas que foram atualizados, sobretudo, na Idade Média, por São Tomás de Aquino. Com a revolução científica que foi o Renascimento – e que resultou em novas formas de ver e interpretar o mundo -  confrontando diretamente com a doutrina Escolástica e o dogmatismo cristão, surgiu a possibilidade de  um novo sistema. Esse sistema proposto por Descartes,seria o primeiro passo fundamentador para a criação da ciência moderna e um dos alicerces de todo pensamento moderno ocidental.
 Exposto em sua obra “O Discurso do Método”, tal sistema baseava-se no princípio da dúvida e tinha na razão o fator direcionador para a obtenção do conhecimento  verdadeiro. Para sistematizá-lo, o filósofo parte do pressuposto de que se pode negar tudo o que existe, menos da existência de um pensamento que duvida. Desse modo, ao dizer “cogito ergo sum”,( “penso, logo existo”) Descartes nega o ceticismo e crê no ‘Eu’ o decisivo campo de batalha entre a certeza  e a incerteza. A dúvida, assim, embora permanente sempre, será provisória, perdurando até o momento em que surja uma certeza invulnerável à mesma. Além disso, para Descartes a realidade percebida pelos sentidos é enganosa, opondo-se, nesse ponto, ao pensamento platônico. Contudo, o filósofo não tem como objetivo final romper com os clássicos, mas mostrar a partir de um outro viés prismático a racionalidade como uma teoria aberta para a obtenção do conhecimento e na qual terá nas ciências um fator de transformação.
Pode-se, então, dizer que o “Princípio da Dúvida” e sua sistematização racional pelo método cartesiano, fomentou de modo decisivo, embora confrontasse com o dogmatismo cristão da época assinalada, para o nascimento da ciência moderna e, desse modo, para a evolução da sociedade até os tempos atuais. Reflexo disso,é a presença maciça da tecnologia em nossas vidas, seja diretamente com o computador, o celular, o carro, a geladeira,seja indiretamente pela eletricidade, pela fibra óptica. Enfim, está por toda parte. Contudo, essa análise que aqui se expõe, tem como objetivo final a problematização da seguinte questão:  Numa sociedade que cada vez mais se prioriza o prático e o rápido, como não deixar que nossa capacidade crítica diante de tantas adversidades cotidianas sejam ofuscadas pela influência midiática, que insiste em dar respostas imperativizantes e direcionar à vida de grande parte da sociedade? Como atingir uma autonomia perante nossos pensamentos e dúvidas quando na maior parte do tempo somos obrigados a termos respostas densas, às vezes, para perguntas tão complexas? Certamente, a falta de respostas para essas perguntas estejam sendo usadas habilmente por àqueles que creem serem os “donos do saber” para a manipulação de nossos pensamentos. Daí pergunto novamente: Como conseguir aliar a razão e o pragmatismo cartesiano de modo a romper com as correntes da alienação atual?  Como obter a valiosa autonomia que Descartes tanto se perguntou ao longo de sua vida? Bem certo, que os interconectos sobre as mais diversas áreas do saber sejam um caminho plausível e viável, porém não o único e acessível à todos. Cabe, acredito, a cada um de nós, que possamos refletir com serenidade sobre isso ao longo do curso.

DESCARTES E A VERACIDADE UTÓPICA


A obra “Discurso do Método” de René Descartes introduz, indubitavelmente, as diretrizes do pensamento racionalista e, portanto, rompe com os alicerces que mantinham a ideia de que o conhecimento poderia ser adquirido e assimilado como absoluta verdade sem, anteriormente, ser questionado.
O método cartesiano se faz tendo como pilar central a própria razão. A utilização do pensamento racional é encarada como a principal ferramenta para que se atinja a verdade, entretanto Descartes afirmava que não era conveniente que se começasse tudo do zero, devia-se utilizar os conhecimentos anteriormente adquiridos e encarados como moderados e sensatos como ponto de partida.
Nota-se que a trajetória do método cartesiano utiliza a dúvida como instrumento para estimular o uso da razão, afinal colocando em questionamento qualquer conhecimento que seja apresentado faz-se uso do pensamento racional para que se assimile se há ou não veracidade neste.
Todavia a noção de verdade passa a ser extremamente interessante a partir da obra de René Descartes, já que se explicita o fato de a verdade ser mutável de acordo com o tempo. Outrossim, a própria razão pode alterar-se de acordo com o movimento do relógio das épocas, afinal se fosse dito há seiscentos anos atrás que uma mulher teria de guardar-se em casa para seu homem e não desfrutaria de equidade de direitos não se notaria nenhum espanto, todavia se a mesma assertiva fosse feita na sociedade contemporânea haveria, no mínimo, um povo revolto.
Estando a verdade passível de mudança com o correr da estrada do tempo percebe-se que o homem procura, nada mais, do que uma utopia. A ciência procura uma verdade que seja incontestável, todavia até a própria Madama Veracidade troca suas vestes de acordo com a ocasião temporal que frequenta. Portanto, indaga-se, para que serve todo o questionamento, todo pensamento racional? Pra que a dúvida?
Assevera-se que a dúvida serve como força motriz para que os pés da humanidade continuem percorrendo a estrada que há de deixar os homens mais próximos da verdade, o Método Cartesiano serviu, principalmente, para retirar o homem da inércia intelectual e colocá-lo no caminho do desenvolvimento, no caminho das questões, pois ao estimular o indivíduo a perguntar, Descartes fez com que ele andasse.       
Talvez seja impossível negar que o chegar até a verdade seja um ato utópico, todavia o caminho para este é extremamente necessário ao desenvolver do homem. Chega-se ao epílogo deste aglomerado de palavras utilizando a incrível mente de Eduardo Galeano buscando, assim, exprimir melhor o que se queria elucidar..
"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Pra que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar."
Um brinde à utopia, um brinde à ciência


Lucas Oliveira Faria - Direito Noturno 

ATEMPORALIDADE CARTESIANA



    De fato no século XVII, notadamente na Europa, a Igreja Católica exercia grande doutrinamento de seus conceitos e verdades. Entretanto em meados do século ocorre uma verdadeira Revolução Científica, na qual a fé separa-se da razão, que por conseguinte sobrepõe-se aos sentidos.
    O advento da ciência moderna de René Descartes quebra a barreira do comodismo no qual aceita-se conceitos pré-determinados sem qualquer questionamento ou senso crítico.
    No "Discurso do Método", publicado em 1637, Descartes analisa que os conceitos impostos e tomados como certos dificutam o pensamento racional. Nesses casos a dúvida torna-se primordial para a pesquisa da verdade.
   Logo a dúvida é responsável pela clareza necessária para a verdade. Assim qualquer verdade imposta que possa ser refutada por um questionamento deve sê-la para que a conclusão seja mais clara possível, assim verdades de fato.
   Dessa forma a obra cartesiana pautada nos pilares da razão, dúvidas e questionamentos tornou-se atemporal, não estagnando-se no século XVII, muito menos no XXI. Portanto suas contribuições ainda vão perpetuar para que os homens evoluam, assim como seus pensamentos.


César Augusto Ribeiro
1º Ano Direito - Noturno

A Dialética da Epistemologia


("Fantasia de Artista", de André Dahmer, da série "Quadrinhos dos anos 10")
       Com o fim do pretenso obscurantismo medieval, pensadores, agora, buscam pautar seus trabalhos na racionalidade e na ciência propriamente ditas, a fim de romper-se elo intenso entre humanidade e metafísico banal; comportamento esse que resumira a sociedade a poucos grupos dominantes e grandes massas alienadas.

       Século XVII. Em tal contexto, o filósofo René Descartes publica a introdução e profissão de fé racionalista: “Discurso sobre o Método”. “Magia”, “Alquimia”, “Astrologia” e “Religião”, a partir de então, deveriam ser substituídas por uma epistemologia cientificista, a qual daria verdadeira liberdade ao homem. As amarras seriam rompidas; as individualidades, reforçadas.

       Século XXI. O Homem contemporâneo domina a ciência. Atingimos o ápice do pensamento Cartesiano. Seguimo-lo milimetricamente, matematicamente, metodologicamente. Religião e Ciência, em senso comum, opõem-se de tal forma que orgulharia o velho francês. Porém, na era das especificidades e do “ser-técnico”, será que, realmente, obtivemos a emancipação intelectual, verdadeiro dogma da corrente setecentista?

       Quatrocentos anos tratando assunto deveras subjetivo e individual como matéria exata somente tirou de foco a anterior opressão moral, religiosa, costumeira, e nos submeteu ao novo braço forte da tecnologia, da informação, do individualismo. Estaria a humanidade fadada à dominação?



Eduardo Matheus Ferreira Lopes, Direito diurno

A contemporaneidade do pensamento racionalista


Publicado durante o século xvii, a obra de René Descartes, o Discurso do Método, encontra-se como matriz do pensamento contemporâneo. Situando-nos em um contexto cujo espaço para superstições já está fadado à falibilidade, este estigma erigi-se com o pensamento moderno de Descartes.
 Pautando-se pelo ideal do questionamento, seu pensamento constrói uma nova visão da realidade, liderada pelo senso critico da razão em detrimento da atividade especulativa, abandonando a tradicionalidade do pensamento de seu contexto, aquele que era liderado pela filosofia e pelas aceitações prévias de certeza, sem ao menos procurar a pureza das idéias esclarecidas, Descartes expõe-se sobre um método novo, construído por si mesmo, que acredita levá-lo a uma formação madura e pura da realidade e de suas idéias.
 Segundo ele, o pensamento soergue-se sob um rigor racional, cuja sistemática é  sequenciada por passos cautelosos e científicos, sendo , preponderantemente, observáveis e experimentais. Inicia-se pelo questionamento, partindo posteriormente para o destrinchar da matéria estudada de modo que a subdividamos para futuramente especificá-la , pois a clareza está majoritariamente na menor parte do estudo, ou seja, a partir desse momento nota-se a influencia atual de seu pensamento racionalista na sociedade contemporânea. Nada mais simples do que observar os estudos atuais, as experiências realizadas no âmbito científico e na matéria do maquinário industrial. Se notarmos, todos eles passam por um estágio de divisão e especificação , de forma que se possa obter o maior rendimento possível de suas realizações e principalmente conhecer sua essência o mais completo possível, de modo que possamos ampliar sua rentabilidade frente as nossas descobertas.
 O terceiro passo organiza-se como a estrutura do seu pensamento, colocando-os do mais simples ao mais complexo, de maneira que se possa conhecê-lo completamente até chegar a sua conclusão final, a qual é realizada pela aglutinação dos simples passos. Por ultimo, compreende-se a revisão de todo material  analisado, decerto que nada fuja de suas observações e considerações permitindo segurança de sua veracidade.
 Além de seu âmbito racional, o cartesianismo de Descartes abriga o ponto religioso, cuja conciliação com o contexto é de extrema importância para sua realização, visto que, o poder de influencia da igreja era eminente e por assim dizer qualquer contrato de ordem que pudesse ser nocivo ao seu poderio podia ser facilmente aniquilado. Em sua obra, pois, nota-se a existência do ser a partir da forca suprema, a qual ele denomina sendo proveniente de deus e não obstante, para a justificativa de algumas de suas demonstrações, pressupõe a existência do mesmo para partir de seu raciocínio, de tal modo que unifica a razão e a religião.
 O século xxi ,por si só, é o retrato da influencia exercida pelo pensamento moderno de René, cujas bases dos maiores progressos precedem do questionamento, do empirismo para comprovação de sua validade e por assim dizer, da consciência cientifica para corroborar o espírito do desenvolvimento cientifico.

A razão como premissa maior


       René Descartes, em sua obra “Discurso do Método”, expõe o seu pensamento acerca da importância da razão para o conhecimento da verdade. Rejeitava como falso tudo aquilo que fosse dubitável, ou seja, que não fosse claro e distinto. O método de Descartes é racionalista, pois não parte da evidência sensível e empírica, afirmando que os sentidos são confusos, sendo somente as ideias da razão claras e distintas.
      A dúvida metódica é um instrumento metodológico utilizado por Descartes em “Discurso do Método” para chegar à existência de verdades absolutas. Entretanto, ele não duvidava como os céticos, que apenas duvidam por duvidar, e sim com o propósito de tirar conclusões mesmo que fossem as de que nada estivesse correto. Ao duvidar das proposições consideradas falsas, conclui-se, na pior das hipóteses que elas não continham nada de correto o que é importante, pois permite o acúmulo de experiências que, no futuro, permitirão a formulação de proposições “mais corretas”.
       René Descartes, afirma que a única coisa de que não podemos duvidar é a de que pensamos e que por isso existimos- “Penso, cogito, logo existo, ergo sum”. Ao pensar em duvidar de algo já temos a certeza da nossa própria existência. Uma das ideias do cogito de Descartes é a existência da ideia de perfeição. Como somos imperfeitos, não podemos tê-la tirado de nós mesmos. Assim, a recebemos de um Ser perfeito, provando-se a existência de um Deus.
      O “Discurso do Método” de René Descartes, inspirado no rigor matemático e na razão, teve importância relevante para o desenvolvimento científico, pois diversas situações e acontecimentos eram analisados racionalmente. As constantes dúvidas propostas em seu método, estimulavam a busca do conhecimento racional, fundamental para a pesquisa científica.



                Virginia B.M.de Carvalho- direito noturno 1° ano

Existência pensante

A partir do princípio da dúvida, René Descartes realiza uma inovação na maneira pela qual o homem busca obter conhecimento sobre o mundo ao seu redor, isto é, descobrir a verdade indubitável contida nos objetos de nossa análise. Colocando a dúvida sobre toda forma de conhecimento, analisa não somente o conhecimento já estabelecido pelos pensadores póstumos a ele, como também instiga o homem à formulação de seu próprio saber.
Sobrepondo a razão sobre os sentidos, Descartes é responsável pela criação de um método sistemático que nos leva a obter a verdade existente nas mais variadas formas de conhecimento. Deste modo, o método cartesiano está presente na produção intelectual de nosso século, a qual foi obtida por métodos fortemente baseados  no racionalismo cartesiano. Logo, numa sociedade como a nossa em que cada vez mais o conhecimento é alvo de valorização, Descartes nos auxilia a não somente obter conhecimento, mas obtê-lo de forma qualificada, filtrada.
Ao obedecer às leis e costumes de seu país, Descartes concilia o homem que busca o novo com o homem apegado às suas tradições, conciliação a qual que ainda apresenta importância para muitos de nós. Portanto, o princípio da dúvida é uma ferramente útil ao homem que não se enferrujou com o passar dos séculos, pelo simples fato de não estar vinculada a valores temporais, pelo contrário, seu princípio permanece válido por estar intimamente relacionado a valores inerentes ao homem enquanto ser pensante, isto é, à necessidade de respostas para nossas dúvidas perante a vida e o mundo, pois como o próprio René Descartes acreditava, é através da arte de pensar que nos tornamos homens e nos diferimos dos diferentes animais ao nosso redor, é pensando que afirmamos nossa existência: "penso, logo existo".

                                   Penso, logo evoluo


             Nos tempos feudais a sociedade era principalmente pautada em hábitos advindos da Igreja Católica e em estéticas de pensamento pouco claras. Eis que surge então René Descartes e revoluciona os ideias da época.
           O método de pensamento cartesiano surgiu da vontade de Descartes de criar uma sociedade mais pensante e que não apenas assimilasse e aceitasse como verdade incontestável tudo o que lhe era relatado. Para ele, portanto, a base de tudo seria o ato de raciocinar para poder evoluir.
           Em sua obra, " Discurso sobre o Método", Descartes defende que para se alcançar algo que seja realmente confiável é necessário utilizar-se da razão, pois os nossos sentidos podem facilmente nos enganar e nos levar a conclusões duvidosas. Com isso, Descartes ensina a se obter a explicação das coisas mundanas com base em nosso interior, em nossa mente.
         Com a máxima de que seria preciso duvidar de tudo, Descartes conseguiu contribuir em muitos aspectos da sociedade atual, principalmente na matemática moderna, por exemplo. No entanto, a marca mais intensa do método cartesiano seria a sua influência nos pensamentos e a vontade de libertar as mentes das amarras obsoletas do passado e preparar a humanidade para a complexidade do futuro.

Ana Carolina Alberganti Zanquetta, 1º ano Direito- Noturno

Máximas para a ciência moderna

René Descartes é considerado por muitos estudiosos o primeiro filósofo moderno. Em seu livro "O Discurso do Método", publicado em 1637, Descartes lança as bases para o que é atualmente conhecido como método científico, ao descrever o processo que usou para desenvolver sua metodologia de chegar apenas a conhecimentos verdadeiros.
Na referida obra, Descartes explica as máximas que o apoiaram na construção de seu método. Destaca-se a terceira delas, que o autor define como "antes modificar os meus desejos do que a ordem do mundo" e "procurar antes vencer a si mesmo do que ao destino".
A atualidade no pensamento de Descartes é inegável. Não é possível produzir conhecimento com qualidade sem que se observe esse detalhe. É necessário, para que se chegue a uma conclusão tão próxima da verdade quanto possível, que antes de qualquer reflexão e durante a mesma se vençam as próprias convicções. Além disso, é imprescindível que se compreenda os limites da razão e da intervenção humanas. Há uma certa resistência natural em pôr em dúvida o que comumente se aceitou com verdade; mas, como ressalta o próprio Descartes, é necessário desconstruir conhecimentos para construí-los novamente, dessa vez mais próximos da verdade.

Luíza Scarabuci de Almeida - Direito diurno

O Discurso do Método e sua atualidade

O século XVII, marcado pelo absolutismo monárquico e pela Contrarreforma da Igreja Católica, viu nascer em meio a inovações científicas e no campo do pensamento a obra de René Descartes - O Discurso do Método – que iria revolucionar os métodos científicos de pesquisa e interpretação do mundo até então vigentes.
Assim, a decepção e o descontentamento de Descartes com a filosofia, preocupada mais com a contemplação do mundo do que com sua transformação, fez com que René desenvolvesse seu próprio método de pensamento e interpretação do mundo guiado pela racionalidade e pela experiência e liberto de sentimentos, prenoções e superstições.
O princípio básico a ser utilizado para o desenvolvimento de suas pesquisas seria a dúvida. Portanto, desconfiar de todo e qualquer conhecimento transmitido pelo hábito ou pautado no senso-comum, ou seja ,tudo que não tenha uma explicação cientificamente embasada.
Segundo Descartes, os conhecimentos existentes foram úteis para a produção de mais conhecimento. Dessa forma, o avanço das ciências propiciaram certa compreensão do mundo e bases cada vez mais sólidas para o apoio das práticas da sociedade e integração dos diversos campos das ciências. Como exemplo atual dessa integração, pode-se citar o resultado do que é hoje crime inafiançável de racismo, alcançado pelo desenvolvimento da noção de igualdade entre brancos e negros provada cientificamente por estudos e interpretada de determinada forma pelas ciências jurídicas.
Além disso, o fato da racionalidade cartesiana ser uma teoria aberta e, portanto, não hermética, possibilita o fato da mesma ser contestada, ampliada e modificada conforme a necessidade de cada período histórico. Por exemplo, a exploração incondicional do meio ambiente que antes era concebido como algo racional e aceitável por representar o desenvolvimento de determinado local ou nação, hoje é algo inconcebível por representar a degradação do espaço em que vivemos e o comprometimento do bem-estar da sociedade.
Em suma, o método de pensamento científico desenvolvido por René Descartes é responsável até os dias atuais por inovações e mudanças científicas voltadas para o bem-estar humano.

Descartes e a filosofia moderna



                      René Descartes foi indubitavelmente um grande pensador, não limitando-se a inovar em apenas algumas ciências, mas em quase todas elas, além de dar início a um "novo pensar". Com efeito, por todas suas contribuições intelectuais, é mais que merecido o título de pai da filosofia moderna.
                Sedento de conhecimento seguro e extasiado pelas ideias de progresso científico e "aperfeiçoamento do espírito", Descartes inicia uma busca incessante por verdades incontestáveis. Porém, desilude-se com o pensamento vigente na época - impregnado de ideias fracas e desembasadas - e com a filosofia tradicional - demasiadamente especulativa e pouco funcional . Por conseguinte, e neste instante que Descartes dá seu primeiro passo na ruptura com o passado e inicia uma nova era, decide analisar tudo o que conhece e refutar  aquilo que pudesse supor a menor duvida, restando assim as primeiras verdades incontestáveis.
                Com essa base, Descartes lança mão de conhecer tudo que lhe é possível e, ao contato com as novas opiniões,  fazer juízo de  todas elas; através  daquilo que para ele nos foi concedido por um Ser perfeito e nos diferencia de todos os outros animais: a razão.
                Deste modo, pouco a pouco, com a ideia de sair de um ponto de partida sólido - as primeiras verdades -, René acreditava na criação de um conhecimento indubitável e acumulativo, embasando uma ciência dinâmica, mutável, e que sempre estaria a serviço do bem humano.
  
              Lucas Carboni Palhares - Direito 1 ano diurno

A DÚVIDA E O DESENVOLVIMENTO



           Em um tempo onde a influência da igreja juntamente com o absolutismo monárquico dominou as tradições, os costumes, a religião e, principalmente, o pensamento, surge uma ciência moderna que se expandiu por toda a Europa e que, devido às contestações dos dogmas católicos, abalou as estruturas da Igreja. O racionalismo adquiriu forças e influências neste mesmo contexto, e seu principal pensador foi o filósofo René Descartes com o seu Discurso do Método.
           Segundo Descartes, no discurso do método utiliza-se o Princípio da Dúvida Metódica, o qual consiste em que tudo aquilo que pudesse supor qualquer dúvida, deveria ser tratado como falso e somente seria considerado verdadeiro aquilo que for incontestável. Não se deve tomar como verdade as ideias concebidas pelos sentidos, pois tais ideias podem ser enganosas. A verdade encontra-se à luz da razão. Com o seu Discurso do Método, Descartes descobre a sua primeira verdade absoluta, pois para poder duvidar é preciso pensar, e para exercer o pensamento é necessário de que exista um ser pensante, portanto, a primeira verdade absoluta e incontestável é de que ele existe.
            Embora Descartes contestasse os ensinamentos da igreja por serem muitas vezes duvidosos e regidos por um líder influenciador, Descartes não contesta a existência de Deus, pois somente um ser mais racional que o próprio homem poderia criá-lo.
             O pensamento de Descartes pode ser muito bem empregado no século XXI, pois assim como no tempo em que René viveu, a população sofria uma enorme influência por meio de ensinamentos e ideias difundidas pela conjuntura do Antigo Regime, a população atual recebe uma influência descancarada de ideias e pensamentos através da mídia. As notícias e ideias que são transmitidas pela mídia não devem ser aceitas como verdades absolutas pelas pessoas, o Princípio da Dúvida Metódica deve ser empregado para que através da razão se encontre a autenticidade dos fatos. 
             O método empregado por Descartes para chegar a uma verdade contribuiu e ainda contribui para o desenvolvimento da sociedade, o uso da razão para desmentir mitos do passado que prejudicavam o avanço científico da sociedade exemplifica esse desenvolvimento social. A busca pelo conhecimento verdadeiro e a explicação de sua diferença com o falso, fez a sociedade evoluir na tecnologia e na ciência e proporcionou uma visão de mundo mais ampla com novos horizontes.

Luis Eduardo Simplicio de Lima (1º ano Direito- noturno)

Século XXI, o século de Descartes?

Século XXI, êxtase das descobertas da ciência com a colaboração da tecnologia. Século XXI, século onde milhares de perguntas ainda procuram resposta. Século XXI, nele ainda se encaixa, e por que não perfeitamente, uma obra do século XVII, o Discurso do Método, do filósofo francês René Descartes.

Descartes inicia sua obra tratando da insatisfação com a filosofia clássica e esperando romper com os conceitos alquimistas, astrólogos e magos. A contemplação, na visão cartesiana, é inútil, é preciso interagir e transformar. Descartes destaca ainda a dúvida como melhor fonte de inspiração para a busca das verdades, e o que é hoje o Século XXI, se não um século repleto delas?

O rompimento que Descartes propõe, porém, foi símbolo de mudança entre essa linha cronológica aqui criada, o "método", de Descartes em diante passou a ser a principal arma na busca das verdades. A "razão" proposta por ele, passa a ser incorporada por todos, e passa a sobrepor o que vinha antes dela. Talvez, por se tratar a "razão" como uma teoria sempre mutável, ela tenha atravessado tão bem esse tempo, se adaptando as buscas de cada época.

Descartes, porém, não previa uma batalha tão árdua entre ciência e religião. As verdades por ele buscadas, nunca eram isentas da presença de um Ser maior, a quem ele definia como o Sábio, o Mestre, Aquele que possuía as verdades absolutas. Para ele, a ciência era um meio de se aproximar de Deus. Isso se perdeu ao longo do tempo, e hoje se vê uma Igreja em crise, grande parte por suas discordâncias com a ciência.

Fica portanto evidente, como a obra cartesiana atravessou séculos, sem perder a sua essência e seu sentido, e permanece ainda hoje como sábia linha de raciocínio e busca pelas verdades, e talvez, ele se mantenha por mais séculos assim, e se prove, com o seu Discurso do Método, como um "verdadeiro absoluto".

Marcelo Ferreira Rosa Filho - 1º Ano Direito - Noturno