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domingo, 20 de abril de 2014

Amor, ordem e progresso

  A famosa frase estampada na bandeira brasileira, "Ordem e Progresso", é um dos exemplos do pensamento positivista, filosofia criada por Augusto Comte, que abandona a Teologia e a Metafísica.
  
  Segundo Comte, a construção do conhecimento passa por três estados diferentes: o estado teológico, o estado metafísico e o estado positivo. No primeiro estado o homem explica a realidade por meio de agentes sobrenaturais, buscando conhecimentos absolutos, já no segundo estado, que marca a transição entre a teologia e a positividade, os agentes sobrenaturais são substituídos por forças abstratas, já o ultimo estado, nega as noções absolutas, preocupa-se com a descoberta das leis que regem os fenômenos, e não as causas, que segundo ele são problemas inalcançáveis, a imaginação subordina-se a observação. Embora defenda que o estado positivo marca o amadurecimento do espírito humano, reconhece a necessidade dos dois primeiros estados para a formação das primeiras conjecturas teóricas.

  As propriedades fundamentais da proposta positivista são quatro: em primeiro lugar, a descoberta racional das “leis lógicas” dos fenômenos, uma segunda conseqüência propõe uma reforma geral no sistema educacional, que rompa com o isolamento das ciências, em terceiro lugar defende que a filosofia positiva exige a combinação de várias ciências, a quarta e última propriedade fundamental considera a filosofia positiva como única base sólida de reorganização social, culpando a coexistência das três filosofias opostas (teológica, metafísica e positiva) pela desordem atual. Enfim para Comte é preciso buscar  “amor como princípio e ordem como base; progresso como objetivo”.

Betina Pereira Rabelo,1º Ano, Direito Noturno.

O Positivismo e o progresso arrebatador

  O positivismo é uma linha teórica da Sociologia criada por Comte, contrário a razão advinda da teologia e metafisica. Assim, os positivistas centraram sua atenção na busca de explicações para fenômenos mais práticos, como leis,relações sociais e ética, abandonando a preocupação por fenômenos externos.
  Em seu método, a fim  de se alcançar o conhecimento, este passaria por três estágios teóricos: o primeiro deles seria o estado teológico no qual agentes sobrenaturais explicariam as causas do mundo ; o segundo seria o estado metafísico em que no lugar dos deuses há entidades abstratas para explicar a realidade e por último o estado positivo ,definitivo, no qual busca-se entender “como” os fenômenos são dados, obtendo as leis naturais através de uma combinação entre raciocínio e observação,
  Comte propunha uma profunda reforma na sociedade através de sua física social, iniciando por uma reforma educacional, a fim de romper com o isolamento das ciências, até a formulação de uma “religião da humanidade” que buscasse por uma verdadeira unidade moral humana, diferente das outras religiões que não seriam totalmente racionais e não alcançariam o pleno altruísmo.
  O positivismo exerceu grande influência em vários países,inclusive no Brasil,onde a máxima “Ordem e progresso” encontra-se estampada na bandeira nacional até os dias atuais,representando as atemporais aspirações por uma sociedade marcada pela justiça,fraternidade e pelo arrebatador progresso.


Gabriela Losnak Benedicto- 1º ano Direito noturno 

Positivismo social


Augusto Comte foi o pai do Positivismo, filosofia que tinha como objetivo a ordem e o progresso e o método científico como seu alicerce. Acreditava que através dessa filosofia seria possível organizar os indivíduos e a sociedade a partir das ciências naturais, tentando dessa forma sistematizar a sociologia.
O Positivismo, que exerceu grande influência no Brasil, é dividido em evoluções do conhecimento, as quais consistem em teológico, metafísico e positivo. A primeira diz respeito ao ponto de partida do conhecimento, aquele que é de certa forma intrínseco ao ser humano e explicado por forças sobrenaturais; a segunda é a transição entre as duas divisões, substituindo as forças sobrenaturais por abstratas; a terceira corresponde à evolução racional, transformando essas forças abstratas em leis naturais concretas e com total entendimento pelo homem, tornando-o capaz, portanto, de modificar e dominar a natureza.
Comte previa também que a formulação dessas leis facilitaria, além do domínio da natureza, a construção social. Afirmava que a análise científica na sociologia constitui o núcleo da sociedade, permitindo, portanto, a organização social e política, constituindo uma sociedade plena e evoluída dos conflitos presentes no contexto histórico em que viveu.


Amanda Segato e Ciscato - 1º ano Direito noturno

Ordem e Progresso

          O positivismo de Augusto Comte, ainda presente em nossa sociedade e em nossas ciências após dois séculos de sua criação, nos diz que só há progresso em meio à ordem e que é o positivismo que garantirá ambos. Para isso, Comte começa explicando que existem três estados do desenvolvimento do pensamento humano e que todas as ciências vão passar por eles: o estado teológico (onde tudo é explicado através de forcas divinas), o estado metafisico (onde forcas sem forma ou face são a causa de todos os fenômenos) e o estado positivo (onde tudo é explicado através de leis gerais).
            Entretanto, o positivismo foi utilizado como justificativa para a “supremacia europeia” ao defender que todas as sociedades devem alcançar o mesmo nível de evolução e que algumas, por serem mais evoluídas, devem levar o progresso àquelas menos desenvolvidas.

            Hoje, o positivismo esta fortemente presente no Direito brasileiro, já que nossas leis são escritas, gerais, e logo, positivadas. A herança do positivismo não deve ser vista com maus olhos e sua importância é inegável, porem, atualmente é necessária uma visão que agregue mais do que apenas a lei escrita para se ter um Direito eficiente em nosso país, uma vez que nossa sociedade não é simples e portanto não pode  submetida às regras gerais do estado positivo.

Felipe Reolon - Turma XXXI Direito - Noturno.

Comte, da Sociologia ao Positivismo

Auguste Comte cresceu e viveu em uma época turbulenta. Seu país, a França, oscilava entre revoluções e o despotismo; as relações econômicas, sociais e de produção se modificavam à medida em que emergiam a técnica e as indústrias; até mesmo o próprio conhecimento abandonava o antigo cunho teológico e passava por uma racionalização. Foi dessa condição que Comte, perante um mundo desorganizado, iniciou seus trabalhos acerca de um método. Este tinha como objetivo a compreensão do homem e da natureza através de uma análise fragmentada e despida de influências sensoriais, o que deu origem aos estudos sobre o homem em uma esfera particular, consagrando o filósofo francês como o pai não somente da Sociologia, mas do Positivismo.
Nesse sentido, a Sociologia surgiu com a necessidade observada por Comte de se estudar o ser-humano e suas relações em sociedade de maneira científica, metódica e objetiva, assim como o era com as Ciências Naturais. Com isso, criou uma nova ciência, construida acerca de uma analogia entre a sociedade e um organismo vivo, como o corpo humano, na qual cada comunidade, ou até mesmo indivíduo, possui um papel crucial para um bom metabolismo. Ademais, o filósofo inovou, ainda, ao criar uma corrente sociológica, filosófica e até política, que apontava o conhecimento científico e a comprovação através do método como únicas formas válidas de conhecimento e prova. À esta corrente denominou Positivismo e à ela estavam subordinadas todas as ciências, inclusive a Sociologia. Tem, ainda, como características marcantes a recusa aos sentidos como forma de aprendizagem e, sobretudo, tem um cunho progressista e modernista condizentes com seu tempo.
A filosofia de Comte foi definitivamente um marco para seu tempo, influenciando inúmeros pensadores dos séculos XIX e XX. Consequentemente, a prioridade do cientificismo em detrimento das outras formas de entender o mundo definiu um novo sistema de ensino básico com enfoque nas ciências exatas e naturais, revisou os conceitos de legislação e religião e, ainda, justificou diversas ações etnocêntricas em nome da "evolução".

Sofia Andrade - Noturno

Ordem e a sociologia


      Auguste Comte, o pai do positivismo, foi um exponte que englobava os principais aspectos de sua época de uma maneira única. Originário da época em que a França vivenciava o governo de Napoleão Bonaparte, foi fruto das escolas técnicas criadas pelo Imperador, que visava a industrialização do país. Somado a essa formação cientificista, incorporou completamente as obras de René Descartes e de Francis Bacon sobre a epistemologia científica, consolidando uma nova escola de pensamento assim como uma nova área do conhecimento: a sociologia.

      "O amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por meta". Estando assim definida a linha de pensamento do positivismo, Comte deixa claro a rigidez científica de sua filosofia, e, mais importante, seu fim: o progresso técnico. No entanto, é passível de dúvida como que seria alcançado progresso técnico em uma área de estudo tal como a sociologia, ou física social, como a chama o autor. Com a devida análise, em que o exemplo mais claro é o lema positivista da bandeira brasileira, "Ordem e Progresso", fica evidente que a influência de tal campo do conhecimento no avanço pretendido pelo autor seria justamente através da instauração de ordem social.

      Tomava-se como essencial para a manutenção da ordem que certos princípios básicos fossem tidos por toda a população, e que também abrissem mão de certos conceitos "obsoletos" em prol do bem comum, caso contrário resultaria em uma total anarquia intelectual e um Estado e instituições frágeis e temporários.

      Na prática, a manutenção da ordem em conjunto com as "leis sociais" e a necessidade da "extirpação" de certos conceitos para a estabilidade estatal mostram uma tendência à ditadura. Justamente o conceito de "ordem" traz consigo uma disciplina que, em teoria, não deveria ser quebrada, que explica a grande aceitação das forças armadas ao positivismo, sendo um exemplo clássico o exército brasileiro.

      Ao tentar enquadrar uma "física social" nos mesmos moldes das outras ciências, Comte não leva em conta a mutabilidade do homem, que, de acordo com Maquiavel, é a única constante em nossa espécie, ou seja, as instituições sempre serão transitórias. Embora os esforços para a criação da sociologia sejam louváveis, com grandes implicações no entendimento da sociedade, a mesma, se tida como ferramenta de controle, inevitavelmente será fracassada ou imposta à força.
     
Lucas Laprano - 1° ano Direito Noturno - Turma XXXI


Lembro-me de todas as vezes de que tive me esconder no porão de minha casa por causa de terremotos. Das inúmeras vezes em que acordei com o chacoalhar do chão, do barulho das coisas se quebrando ao caírem, dos gritos de desespero de minha mãe e de minhas irmãs, de meu pai perguntando se todos nós estávamos bem. É curioso, agora eu vejo, das transformações de minhas teorias sobre terremotos. Quando eu era um garotinho, pensava que Deus estava chateado conosco e, por isso, fazia a terra tremer enfurecidamente, castigando-nos por causa de nossos pecados, pela nossa falta de comprometimento em seguir seus ensinamentos. Quando eu era rapaz, pensava que os terremotos eram causados por forças ocultas, uma mistura de Deus e da natureza, não sabia muito bem ir além dessa explicação. Hoje, já com as minhas algumas décadas de vida, sei que terremotos são abalos sísmicos ocasionados na crosta terrestre, causados por alguns motivos que me limitarei a não explicar.

Yanka Leal - Direito Noturno - 1° ano

Cada Macaco Tem Seu Galho

Cada macaco no seu galho
Cada galho com sua árvore
Cada árvore com seu nome
De acordo com sua taxonomia
Era como Comte queria, como Comte dizia.

Na sua orquestra a Ciência era a grande maestra
Mitos e crenças não participavam
A ordem e o progresso eram os mandamentos que reinavam
Assim como Comte proferia, como Comte dizia.

Se você fosse um macaco
que quisesse trocar de galho
Você não poderia
A ordem não permitiria
“Cada um tem seu lugar”, era o que Comte dizia.

O mundo está cheio de macacos
Querendo trocar de galho
Para um galho com menos trabalho, e com mais salário
Com menos doença e mais saúde
Com menos maldade e mais virtude
Mas estes galhos são raros
E se todos os macacos ficarem juntos nos bons galhos
 os galhos quebram, e a árvore se vai
Era o que Comte dizia, o que Comte defendendia.

Eu não gostaria de ser um macaco
Se Comte mandasse no mundo
Porque macacos pulam de galho em galho
E entendem que liberdade vem antes de qualquer ordem.
Era o que Comte desaprovaria, o que Comte repudiaria.


... Por 21 anos os macacos do Brasil permaneceram presos em seus galhos.
(Em memória à Ditadura Militar, na qual o Estado, com o intuito de manter a ordem, torturou muitos inocentes que protestavam a favor da democracia. A esses guerreiros, minhas eternas admirações e agradecimentos.)


Daniela Antônia Negri 1o ano Diurno. 






Minha Busca




Minha Busca

Eu, que venho do imponderável,
onde busco a essência do inatingível.
E que num estado teológico, talvez questionável,
intento tornar o sobrenatural em crível.

Sou eu que também transito nesse mundo inexorável
das idas e vindas das razões – dentro do cabível.
E com o abstrato ainda mantenho-me afável,
quando, no metafísico, de especulações ainda sou passível.

Mas de fato, conformo-me com a parcialidade – meu conhecimento é arável!
E tal qual grãos numa colheita, um ou outro me é invisível.
Pude então criar leis efetivas, peneirando somente o provável,
e, num modo positivo, toquei o que me é sensível.

Ave, Bacon e Descartes! Por teus legados fico responsável!
Agora a Física Social do conhecimento será o último nível!
Vi a ascensão da indústria e viver sem tecnologia é impensável!
Assim como é impensável ter a mera contemplação como combustível!

Pois Comte eu sou! E Augusto, imponente e incansável!
Sejamos francos, é preciso Ordem nesse mundo permissível!
Ah! E o progresso será um fim amável,
onde o próprio amor se fará um eco audível!


Adolfo Raphael Silva Mariano de Oliveira     -  1º Ano Direito Noturno – Turma XXXI

sábado, 19 de abril de 2014

Leis do Positivismo

          Além de fundador da Física-Social (princípio da sociologia), Auguste Comte foi o teórico da corrente filosófica do Positivismo. O filósofo afirma que o positivismo não procura e nem postula verdades absolutas e essenciais e sabe que a verdade é relativa e progressima. Limita o conhecimento aos fenômenos, as regularidades da coexistência e sucessão, isto é, só se conhece os fatos e suas correlações com outros fatos.
          O caráter fundamental da filosofia positiva consiste em encarar os fenômenos como sujeitos a leis naturais invariáveis, cuja a descoberta precisa e a redução ao menor número possível são o objeto de todos os seus esforços. O verdadeiro espírito positivo coniste, sobretudo, em ver para prever, em estudar o que é para concluir o que será, segundo o dogma geral da invariabilidade das leis naturais.
          Para teorizar todo seu pensamento, Comte apoia-se em um conceito criado por ele mesmo, o qual justificará todo o positivismo: as Leis dos Três Estados. Nesse, Comte irá afirmar que cada uma das nossas concepções, cada ramo de nossos conhecimentos, passa por três estados teóricos:

  • Estado Teológico: a busca por explicaçõs para os fenômenos ocorrem através de agentes sobrenaturais.
  • Estado Metafísico: é uma modificação geral do Estado Teológico, o qual ocorre uma extensão do raciocínio e os agentes sobrenaturais são substituídos por pensamentos de forças abstratas que causarão os fenômenos.
  • Estado Positivo: superado os demais estados, o homem dedica-se a pesquisa para conhecer as causas dos fenômenos, através do raciocínio e da observação.
    Comte liga as concepções fundamentais dos três estados a seus aspectos políticos, morais e religiosos, ou seja, a todo seu pensamento.   
Giovani Rosa - 1º Direito Noturno
Augusto Comte – “ordem e progresso”

Augusto Comte desenvolveu a filosofia positivista que nega que a explicação dos fenômenos naturais e sociais provenha de um só princípio. A visão positivista abandona as “causas” dos fenômenos e busca o entendimento das “leis” que os regem a fim de conhecer a realidade, sendo caracterizado pela previsão científica.
Em seu “curso de filosofia positiva”, Comte afirma que a construção do conhecimento humano passa por três estados históricos: o teológico – em que o ser humano investiga o íntimo dos seres, as causas iniciais e finais até o total conhecimento através de “agentes sobrenaturais”; o metafísico – como transição entre a teologia e a positividade e caracterizado por “forças abstratas”; o positivo – preocupa-se em descobrir as “leis efetivas” utilizando o raciocínio junto da observação e banindo a metafísica e o sobrenatural.
Comte propôs o surgimento de uma “física social”, que estudaria e reestruturaria as estruturas sociais visando o desenvolvimento da humanidade, seria a última das ciências e resguardaria todo o conhecimento sem lugar para misticismos metafísicos e religiosos. Criou a sociologia com a finalidade de estudar cientificamente os problemas da sociedade e resolvê-los para garantir a ordem, pois, segundo ele, só a ordem garante o progresso.

Cínthia Baccarin - 1º ano de Direito - noturno

A Sociologia pela fórmula de Comte

     
      Auguste Comte (1798-1857) foi um filósofo francês, considerado o fundador da Sociologia e do Positivismo. Suas teorias causaram grandes impactos na sociedade da época, e até hoje seus ensinamentos ecoam dúvidas e críticas na contemporaneidade.
      O positivismo desenvolveu e defendeu arduamente a teoria do cientificismo. Tal teoria considera como válidos somente os conhecimentos obtidos através da experimentação científica, e ignora por completo qualquer outro tipo de fonte do saber, como a filosofia, o misticismo e as tradições.
     Como Bacon, Comte também eleva o empirismo como o método confiável e único na busca da verdade. E como Bacon, acredito que Comte cometeu os mesmos erros, sendo demasiado pretensioso em suas afirmações, muitas vezes cercando-se em um mundo imaginário e simples, onde a ciência e os ‘’padrões’’ são imutáveis e infalíveis.
     Ademais muitas afirmações e teorias no mínimo contestáveis, Comte, ao meu ver, comete um erro crasso ao tentar padronizar e definir uma fórmula aplicável a qualquer sociedade entre homens, não importando suas tradições, localização e particularidades. Ora, se os principais teóricos e filósofos culturais defendem que a característica comum a todas as sociedades é justamente a imprevisibilidade de suas relações sociais e modos de organização, então como pode um homem do século XVII definir como estas, sem exceção, devem funcionar para atingir o denominado ‘’progresso’’? - Seriam todas semelhantes em seu desenvolvimento? É claro que não.
      Ao ignorar as particularidades e diversidades relativas a cada sociedade, e acreditar que o Positivismo seria a saída para todas alcançarem o êxito, Comte já começa a demonstrar o teor universalista de seus pensamentos, mostrando-se irredutível mesmo perante diversas contestações e argumentos contrários. Além disso, contraria sua crença no empirismo, afinal, para formular esses conceitos Comte não teve a oportunidade de testá-los, e utilizou somente suas pré noções e juízos de valor já estabelecidos. Talvez tamanha certeza no incerto não tenha surtido bons efeitos em sua consciência, que chegou ao ponto de auto afirmar-se como uma espécie de ‘’papa’’ do positivismo, onde Comte se colocava acima de todos os outros homens em uma cultura universal positiva.
     Particularmente, sou contra qualquer tipo de teoria sobre relações entre humanos que pretenda-se universal. Não existe tal coisa. É claro, relativizar ao extremo, como universalizar, também torna-se perigoso, a medida que pode justificar o injustificável. Deve haver um ‘’meio termo’’, um caminho ainda não posto em prática. Comte não concordaria comigo.

A Solução Positiva

Augusto Comte, criador do Positivismo, viveu em um momento histórico conturbado devido à dupla revolução: A Revolução Francesa e a Industrial. Ambas foram essenciais para a consolidação do capitalismo e ascensão da burguesia a classe dominante. Nesse contexto social, era inquestionável a ocorrência do progresso nos campos das ciências e do capital. Entretanto, esse progresso, além de desigual, trazia consigo problemas e crises sócio- econômicas e revoltas populares ocasionadas pelo espírito feudal ainda presente nas sociedades europeias que passavam por essa onda de modernização.
O Positivismo veio como solução para a questão das desigualdades do progresso. Comte acreditava que tudo evoluía segundo a lei dos três estados: teológico, metafísico e físico ou positivo. Desse modo, portanto, era preciso que todas as sociedades se encontrassem no estado positivo para que progredissem em conjunto.  Para ele, o progresso viria apenas por meio da manutenção da ordem, em que cada indivíduo exerce sua função pensando no todo, o que ficou conhecido como o lema do Positivismo, “ordem e progresso”, e influenciou um de seus principais ramos, o Funcionalismo.
Como Método científico, o Positivismo tinha por objetivo entender seus objetos de estudo no aqui e agora, que funções desempenhavam, suas causas e consequências imediatas, para, desse modo, remediá-las. Porém, não visava compreender sua essência.
Comte fundou ainda a “Física social”, a qual deu origem à sociologia moderna, que era responsável por unir todas as ciências em torno da sociedade e estudá-la.

  Auguste Comte construiu seu pensamento muito influenciado por seu contexto histórico, a Revolução Industrial. Em meio às reivindicações trabalhistas e transformação da classe proletária, ou seja, certa desordem social, Comte escreveu acerca da ordem e do progresso, que hoje ilustra a bandeira nacional brasileira. A “física social”, que defende a sociologia como uma ciência qualquer, explica que a ordem na sociedade seria o cumprimento individual de suas devidas funções, para possibilitar o progresso deste meio.
 
  Para Comte, assim como qualquer ciência, a sociologia deveria procurar padrões para desenvolver “regras” para a sociedade, e também um método científico. O pensamento passaria então por 3 estágios fundamentais, um inicial, outro transitório e por último o estágio no qual se encontra o verdadeiro conhecimento. São eles:  estado teológico, estado metafísico e estado positivo (neste se encontra a verdade absoluta, comprovada cientificamente).

  Seria a sociedade tão imutável quanto a natureza, para se criar leis invariáveis? As mudanças sociais alteram a aplicabilidade das leis pré-estabelecidas? A filosofia positivista pode ser aplicada à sociologia atualmente? Este modelo é passível de várias discussões, mas certamente um dos maiores avanços para a ciência, ao deixar de lado conhecimentos irracionais e clamar pela pesquisa científica de fato.  Enfim, a ordem na busca do conhecimento sociológico abriu portas para um grande progresso científico.

Bruno Henrique Marques – 1º ano Direito Noturno

Da desordem ao progresso

            Bacon e Descares são considerados os precursores da corrente filosófica positivista, porém, seu “pai” e idealizador foi o Auguste Comte. O pensador do século XIX foi responsável por teorizar e ditar as diretrizes do positivismo, tal qual o conhecemos e estudamos hoje.
            Na concepção de Comte, o conhecimento passa por três estados históricos diferentes, sendo eles: o estado teológico (fictício) que seria o ponto de partida, em que os agentes sobrenaturais explicam as causas do mundo, como uma Filosofia Primitiva; o estado metafísico (abstrato), considerado uma transição, no qual por meio de um raciocínio argumentativo as forças abstratas, verdadeiras entidades é que explicam o mundo e seus fenômenos; e por fim o estado científico (positivo), que seria um estado fixo, definitivo, que combina o raciocínio com a observação para descoberta de leis efetivas. Assim, o Positivismo representaria o próprio amadurecimento do homem.
            O método positivista propunha uma reforma no pensamento humano à medida que idealizava o pensamento científico como o único possível para obtenção palpável do conhecimento. Existe também nessa corrente a proposta de reclassificação das ciências para um estudo mais direcionado, o que implicaria em uma reorganização da educação, com o rompimento do estudo isolado das ciências.
            Uma das principais críticas a esse método recai sobre a proposta de ordenação social para se atingir o progresso econômico. Dessa forma, seria necessário um Estado forte e centralizado para efetivação dessa ordem, além da manutenção das velhas estruturas sociais. Comte entende que essa seria a única forma de não haver desagregação do Estado e se alcançar um progresso significativo. Essa proposta é largamente contestada, uma vez que inúmeras vezes na História a desordem e a desestruturação das camadas vigente, por meio de rebeliões e manifestações é que levaram a mudanças mais do que consideráveis e que culminaram no progresso da nação que protagonizou esse caos.
           Assim, o Positivismo deve ser visto como um dos alicerces da Ciência Moderna de acordo com seus métodos inovadores para a época em que foram lançados. No entanto, apesar de ser amplamente elogiado, ele deve ser também criticado na proposta de estática social, que só faria as sociedades andar em círculos invés de atingirem tanto o progresso, como o amadurecimento propostos por essa Filosofia. 

Luiza Fernandes Peracine - 1º ano Direito Noturno

Ação e Previdência

Iniciador do pensamento positivista, Augusto Comte é hoje um dos pensadores mais criticados de toda a sociologia. Sua teoria, muito controversa, foi desenvolvida durante a revolução industrial inglesa, e pregava o restabelecimento da ordem, onde cada indivíduo deveria manter-se em seu devido lugar dentro da sociedade, de modo a possibilitar o progresso da mesma (conceito de profilaxia).
Para ele, a construção do conhecimento está estruturada em três estágios:  o primeiro seria o estágio teológico, o segundo o estágio metafísico e o terceiro, o estágio positivo. Este trio seria indispensável ao amadurecimento das formas de entendimento e explicação do mundo para o homem.
O estado positivo do conhecimento representaria o estagio de conhecimento real. Além disso, outro conceito essencial da teoria de Comte seria a utilidade.
A construção do conhecimento, portanto, deveria ter sua razão na utilidade. Somente aquilo que é útil é benéfico para a manutenção da ordem, por isso, somente aquilo que é útil pode levar ao progresso.
                Comte aponta a necessidade de uma reforma da educação, para romper com o isolamento das ciências até então vigente. Além disso, em sua concepção o conhecimento é uno, ou seja, indivisível, e a filosofia positiva exige a combinação de várias ciências.
                Portanto, a filosofia positiva surge como base para a reorganização social da sociedade moderna, sem a qual os Estados perecem em contextos revolucionários constantes.
               

“Ciência, daí previdência; previdência, daí a ação.”  - A. Comte

Maria Luiza Rocha Silva - 1° ano - Direito - Turma XXXI - Diurno

Ordenamento positivista

                O positivismo, assim denominado por Saint-Simon enquanto extensão do procedimento científico exato para o campo filosófico, foi retomado como ideologia metodológica fundamental pela teoria de Augusto Comte. Influenciado por pensadores clássicos e iluministas, e dentro de um contexto histórico marcado pela industrialização, Comte legou à sua teoria positiva a bagagem filosófica e empirista de Bacon e Descartes e a atualidade de Hegel, tendo em vista lançar as bases do desenvolvimento intelectual pleno do homem e o consequente progresso social.
                Amplamente divulgados na obra “Curso de Filosofia Positiva”, na qual Comte distribui em doses homeopáticas – as lições – seus objetivos e conteúdo, os preceitos positivos defendem categoricamente a instituição do método na busca pelas leis efetivas. Deve-se averiguar as relações de sucessão e similitude, de forma a vincular os fenômenos, e não prender-se a suas causas íntimas de origem e destino, dada a impossibilidade de formar noções absolutas sobre esse aspecto.
                Para chegar à lei verdadeira deve-se utilizar invariavelmente o método. Entretanto, cada ciência demanda uma espécie de metodologia a ser empregada: a própria essência da pesquisa inspira um método, não se trata de algo rígido, imutável. Ademais, a formação sólida do conhecimento em torno da pesquisa é imprescindível e, para atingir seu primor, deve passar por três estados: o teológico, como ponto de partida; o metafísico, como estado de transição; e, por fim, o positivo, alcançado pela análise e vinculação dos fatos, sendo definitivo.  Este último ainda simboliza o estado de amadurecimento das formas de concepção do mundo, seu ápice, além da obtenção da verdade pautada pelo método, empirismo e neutralidade.
                A mais notável contribuição positivista de Augusto Comte foi, contudo, a instituição da “física social”. Alicerce do atual campo da sociologia, é assinalada pelo seu precursor como a última das ciências, aquela que daria vazão à aplicabilidade de todo conhecimento acumulado. Deveria ser, desse modo, responsável pelo entendimento, ordenação e, enfim, progresso da sociedade.

                A convicção de que as leis gerais de uma ciência social devem reger a sociedade e mantê-la estática é, todavia, questionável: a subjetividade humana é inconstante, logo o estabelecimento de preceitos imutáveis acerca da humanidade é inexequível. No que diz respeito a quadros de instabilidade social, tomar por profilaxia unicamente o mantimento da ordem, inerte e inflexível, significa ignorar qualquer ensaio de melhoria e busca pela primazia de bem-estar, além de conduzir a sociedade à tirania e opressão. 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

O triunfo do positivismo

O positivismo, teoria fundada pelo filósofo francês Auguste Comte, baseia-se em uma lei fundamental que defende a passagem sucessiva de nossos conhecimentos por três estados históricos distintos e necessários ao amadurecimento das formas de entendimento e explicação do mundo: estado teológico, estado metafísico e estado positivo.
Reportando-se ao processo de formação do conhecimento, Comte enxergava o espírito humano imerso em um círculo vicioso composto pela necessidade de observação para a elaboração de teorias opondo-se à necessidade de criar teorias para poder entregar-se à observação. A solução para o problema veio de forma natural, através do desenvolvimento espontâneo das concepções teológicas. Com a Revolução Industrial, contudo, essa filosofia idealista e contemplativa já não se mostrava mais eficiente para compreender e analisar a nova sociedade que se formava, fazendo surgir, então, o positivismo. O estado metafísico, também visto como estágio de transição, fez-se necessário diante da incompatibilidade entre teologia e física, conceitos tão distantes e opostos entre si.
A filosofia positiva tinha como preocupação principal a descoberta de leis invariáveis e efetivas, suas relações de sucessão e similitude. De acordo com essa concepção, conhecer a natureza íntima dos seres era uma questão insolúvel, e, portanto, desnecessária. Baseando-se na hierarquia natural e invariável dos fenômenos, o positivismo ocupou-se da criação de uma fórmula enciclopédica como forma de classificar aquilo que consideravam como as seis ciências fundamentais. De acordo com tal classificação, cada ciência exige a cultura prévia de todas aquelas que a precedem, e não podem progredir verdadeiramente sem que as ciências anteriores tenham alcançado o desenvolvimento. Em suma, organizou-se a matemática, a astronomia, a física, a química, a fisiologia e a física social como ordem crescente da ciência mais simples e geral para a mais complexa e específica.

A física social, ou sociologia, ainda não se encontra dentro do estágio positivo. Além disso, a convivência dos três estados em uma sociedade é o que, segundo Comte, caracteriza a desordem. Assim, quando o estado positivo for alcançado pelos fenômenos sociais e a filosofia positiva for resumida em uma doutrina de corpo homogêneo, a ordem será estabelecida e o positivismo triunfará de fato.

Julia Bernardes- Direito diurno

Reforma no pensamento humano

       Precursores da filosofia positiva, Descartes e Bacon tiveram sua “revolução intelectual” concluída através do positivismo de Augusto Comte, no qual estava presente a “física social”, uma nova ciência que estudaria e mudaria as estruturas sociais visando o desenvolvimento da humanidade.
       Para Comte, o conhecimento passava por três estágios: o primeiro era o teológico, no qual se investigava a natureza íntima dos seres e as causas primeiras e finais que os afetavam, as quais eram explicadas através da ação de agentes sobrenaturais; o segundo estágio era o metafísico, no qual os fenômenos eram explicados através de forças abstratas ou entidades, ao invés de agentes sobrenaturais, e o terceiro estágio era o positivo, que reconhecia a impossibilidade de se obter o conhecimento absoluto das causas, e por isso, preocupou-se com as leis efetivas e a ligação que havia entre os fenômenos e suas relações invariáveis.
       O rompimento com a religiosidade e o misticismo era necessário, como se pode notar na proposta positivista de se realizar uma reforma na educação europeia, pois a ciência, por ser o único conhecimento possível e válido, deveria ser estendida a todas as atividades humanas, tanto individuais como sociais; as últimas consideradas de extrema importância, visto que, para a experiência positiva, a ideia de felicidade está relacionada ao bem público.
      Além disso, nota-se grande influência do positivismo no Brasil, desde obras literárias, como por exemplo, a obra “os Sertões”, de Euclides da Cunha, até mesmo no Direito, no qual se encontra o positivismo jurídico. E, dessa forma, torna-se nítida sua importância, visto que rege a sociedade até os dias atuais. 

Maturidade científica

“Por que a gente espirra?
Por que as unhas crescem?
Por que o sangue corre?
Por que a gente morre?”
A música “Oito Anos” da Adriana Calcanhotto é inspirada nas perguntas do filho da cantora, quando ele ainda tinha a idade do título, oito anos. Segundo Comte, há uma marcha progressiva do espírito humano, e o garoto tentaria respondê-las de acordo com três estados históricos.
Primeiramente, o estado teológico, em que agentes sobrenaturais responderiam as questões. Por exemplo, o dente caiu porque a fada do dente precisava dele. Trazendo para o lado histórico, a Grécia também tentava responder suas dúvidas através de deuses mitológicos: Zeus, Hades, Poseidon, todos responsáveis pelos fenômenos naturais. Em um estado de transição, o filho de Adriana poderia tentar responder suas dúvidas através de forças abstratas, ou o estado metafísico. Ele não acreditaria em fadas ou deuses mitológicos, mas até adquirir o verdadeiro conhecimento, seria suficiente entender que existiria alguma força da natureza.
A partir da escola, da sistematização dos estudos, a filosofia positivista marcaria o amadurecimento do espírito de Gabriel, ou, sendo mais abrangente, da sociedade humana. O estado científico, o terceiro e último, o levaria a entender suas questões com raciocínio e empirismo. Procuraria a entender não as causas das forças, pois muitas vezes são insolúveis, mas sim as leis que regeriam seus fenômenos.

A ciência se torna o único conhecimento possível, o único válido. Seria responsável no sentido de descrever e prever os fatos, e entender e responder as questões da humanidade

Ordem sem Progresso

Em 1889, militares brasileiros, banhados pelo positivismo europeu, proclamaram a República em nosso país. “ORDEM E PROGRESSO” foi a máxima que conquistou espaço na bandeira nacional, a qual é a síntese do pensamento do filósofo francês Augusto Comte, o fundador do pensamento positivista.
De acordo com Comte, apenas leis invariáveis, respeitadas pelas instituições de uma sociedade e por cada indivíduo cumprindo seu papel social (ordem), são capazes de gerar o desenvolvimento (progresso). Tais leis referem-se a aspectos superficiais e objetivos do convívio social, sem haver lugar para a busca da essência das coisas e da natureza humana. Partindo-se dessa Física Social, o filósofo defendeu a busca pelo ensino positivo, afastado de conceitos metafísicos, teológicos e literários: a substituição de “poetas” por “engenheiros”.
A anarquia social para Comte, seria a quebra dessa estática da sociedade, a partir do momento que ela deixasse de seguir suas leis imutáveis. Revoluções, Guerras, Exibicionismos, Rolezinhos, Manifestações. Tudo isso não causaria medo apenas em Comte, mas causa, também, na população moderna. Se há uma guerra na Criméia (e em qualquer lugar do mundo), “favelados” caminhando pelos shoppings centers, mulheres mostrando os seios em protestos e manifestações democráticas exigindo o fim da corrupção é porque há algo de errado na sociedade. E sem perceberem, todas as pessoas que se sentem incomodadas frente a estes fatos, estão embebidas na Filosofia Positiva, uma vez que precisam seguir e viver num estado de Ordem para sentirem-se confortáveis.
Tal mentalidade é tão atual que os inúmeros “Marco Felicianos” existentes hoje baseiam-se em teorias de Comte, principalmente no que diz respeito a ideia de que tudo o que não segue a normalidade é visto como patologia e deve ser tratado. Pois bem, “como a homossexualidade não segue a lógica natural das coisas, ela é uma doença. Contudo, não há motivos para os gays se preocuparem, pois já existe uma cura para eles: a Cura Gay! Tratem já de respeitarem a Ordem homem-mulher, pois estão atrasando o Progresso do país”. Talvez  até Comte se envergonharia de tal discurso...
O positivismo teve sua importância na época em que viveu Augusto Comte, mas basear-se por inteiro nessa filosofia em pleno século XXI parece bastante equivocado. Abandonar a essência das coisas é ignorar parte do ser humano, a qual não está desvinculada das relações sociais. Os homens não são meras máquinas seguidoras de leis, não existem regras para sua orientação sexual e seus costumes, não existe seleção de pessoas para caminhar em espaço público. `As vezes, o “caos” é necessário para gerar boas mudanças, ignorando isso o homem justifica sua conformidade com problemas sociais.
Nathalia Nunes Fernandes, Direito Diurno

O método positivo de Comte

        Augusto Comte divide o estudo da ciência em três estados, o Estado Teológico, estado inicial, um ponto de partida necessário para o desenvolvimento da inteligência humana onde definia que as causas dos fenômenos provinham de agentes sobrenaturais, porém quando numerosas divindades foram substituídas por uma somente, iniciou-se o Estado Metafísico e o homem substituiu as divindades por forças abstratas, sendo portanto somente um estado de transição, então assim que foi capaz de substituir variadas entidades particulares por somente uma, a natureza; teve inicio o Estado Positivo, esse que Comte analisa como o mais desenvolvido e capaz de trazer maior sabedoria ao homem. Nesse último estado não há mais a busca pela causa dos fenômenos porém há a combinação do raciocínio e da observação para criar leis capazes de descobrir o funcionamento e a ligação entre diferentes fenômenos.
        A filosofia positiva trouxe a capacidade de organizar e criar divisões na ciência, o que permitiu um estudo mais intenso sobre os fenômenos, todavia a excessiva particularidade de ideias se tornou um dos problemas a ser enfrentado para que se possa garantir maior perfeição do método positivo. Para Augusto, tal filosofia também era a única capaz de acabar com o estado de crise em que se encontram as nações mais civilizadas, servindo então de base para uma reorganização social, entretanto para isso seria necessário uma física social, ou seja, um estudo dos fenômenos sociais para que seja resumido e aplicado em uma doutrina homogênea.
        Portanto, para Augusto Comte, a filosofia positiva ainda tinha seus problemas a serem enfrentados para buscar um melhor aperfeiçoamento do método, mas várias vezes afirmava que talvez não fosse possível para o homem garantir a perfeição de tal, pois como o objetivo principal era representar todos fenômenos observados particularmente através de um fato geral, o homem não seria capaz de possuir a tecnologia suficiente para que isso ocorresse. Todavia, afirmava ser a mais funcional em relação a teológica e a metafísica, por ser capaz de classificar as ciências e buscar uma análise comprovada dos fatos.

Camilla Pires - 1º ano Direito Noturno

O Legado do Positivismo


            A filosofia positiva, em sua teoria, parece ser muito boa, mesmo atualmente.Para a época em que foi levada á tona deveria ser quase irresistível.
            Precedido por Descartes e Bacon, Augusto Comte foi o ‘’pai’’ do positivismo, que deveria ser o maior estágio de organização e avanço na sociedade humana, e seria algo natural, pelo processo de evolução histórica e racional da humanidade.
            Seus objetivos fundamentais eram relacionados a atarem a sociedade á leis Gerais que a regeriam, uma reforma na educação, visando integrar as ciências e um conhecimento uno, com a filosofia positiva sendo a combinação de muitas ciências.
            A proposta da educação é a mais interessante, uma integração de ciências é algo sempre buscado e que traria grandes benefícios, as outras propostas no entanto esbarram em várias barreiras, ainda mais sendo lembrado o fato do Positivismo ter sido alçado a religião por Comte, com ele sendo o chefe desta religião.
            Ater a sociedade a leis Gerais é um erro, cada grupo tem suas peculiaridades e características próprias, que pedem soluções e tem conflitos singulares.Unir todos esses grupos sobre uma única norma simplesmente não funciona, é danoso tanto a normal quanto a sociedade.Da mesma forma a Filosofia Positiva pode ser a combinação de muitas ciências, mas não deveria passar por cima do conhecimento já adquirido.

            Enfim, o Positivismo, assim como várias vertentes filosóficas e cientificas teve em sem tempo relativa atenção e sucesso, hoje é vista como ultrapassada por muitos, porém sua visão da educação integrada das ciências é uma proposta que deve ser levada á serio e estudada com carinho. A educação é tudo, é a base onde se constrói um país forte e melhor para toda a população, e não só para as elites como ocorre quando o estado é liberal, ou para as camadas mais pobres, quando o assistencialismo é muito forte, e uma integração das ciências na educação, presumivelmente, auxiliaria na compreensão e na construção de uma criticidade maior na população.

Evolução retilínea e filosofia positiva

Comte foi um passo fundamental na história da Sociologia ao permitir a ascensão do método científico nas ciências humanas e, assim, atribuir maior valoração ao estudo na área, buscando ampliar e ordenar o conhecimento de um ramo que considerava ainda tomado por abstrações metafísicas.


Três compõem os estágios na história:
Teológico, que os deuses o tenha;
Metafísico, abstração que venha;
E positivo, ciência e glória.

Explicação dos fatos, nada mais.
Que as causas deixem para os outros dois.
Pois nós buscamos progressos reais.
E divagar fica para depois.

Classificar as ciências nós vamos.
Hierarquia, do simples ao complexo.
Construindo um futuro sistemático.

Pelo positivismo ordenamos.
As leis do ser humano, um reflexo
das leis naturais de um sistema prático.


Comte hierarquizava as ciências em sete, da mais simples para a mais complexa: matemática; astronomia; física; química; biologia; sociologia; moral. E via nas ciências humanas a aplicabilidade das leis da natureza, classificando os fenômenos sociais em leis gerais, como na física. E essa influência se vê, por exemplo, em Edward Taylor no campo antropológico, pois buscava leis gerais sobre o processo cultural.
Dessa forma, pode-se ver que Comte deixou grande legado no estudo do ser humano de forma prática e objetiva, e cujos resquícios perduram até hoje.


Leonardo Eiji Kawamoto - Direito 1º Ano - Matutino





    Positivismo, progressista ou conservador?


   Augusto Comte vivenciou o século XIX, marcado pela Revolução Industrial, que modificou profundamente a sociedade e a economia, gerou revoltas e influenciou diversos pensamentos. Inserido neste cenário é que elabora a visão positivista, percebendo que o pensamento vigente na época não mais atendia aos interesses da nova sociedade, diga-se, da burguesia. 
      Propôs, então, três estados de evolução para o conhecimento: sendo o primeiro o teológico, pela qual os fenômenos têm explicação divina e sobrenatural, o segundo o metafísico, explicada pela filosofia e forças abstratas e por fim o estado positivo. Este último reconheceria a impossibilidade de se conhecer as causas e concentrar-se-ia apenas em obter as leis invariáveis, que regem os fenômenos, através do conhecimento racional e empírico. Afirmava que o pensamento teológico era necessário, já que não precisava de comprovação, como ponto de partida, e que o pensamento filosófico servia apenas de transição.
    Comte acreditava que a sociedade precisava de uma reforma na educação européia, pois esta era marcada pela teologia, metafísica e literatura, além de apresentar o conhecimento como diversos campos, para ele, tudo eram ramos de um único tronco, suas ideias influenciam até os dias de hoje a educação e foi de suma importância para o seu rompimento com a religião. Dizia ainda, ser a física social a mais “atrasada”, ou seja, pautada ainda na teologia e metafísica, e que seria de grande urgência positivá-la, pois o triunfo da filosofia positiva restauraria a ordem da sociedade e é através da ordem se atinge o progresso.

     Esse pensamento serve de base para muitos conservadores, pois nele cada um tem de cumprir sua função social e quando isto é quebrado perde-se o progresso, Comte não concordava com o conflito social e achava que a elite, ou um pequeno grupo deveria comandar, dizia que a igualdade estava em cada um possuir sua função na sociedade, servindo de argumento para a repressão social.

Bruna Midori Yassuda Yotumoto, 1º diurno

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Um pequeno reflexo positivista

Falando mais uma vez de mundo atual, podemos destacar a ciência como o maior motivo de descobertas válidas ao mundo. E esse destaque dado ao método científico deve-se ao Positivismo. O Positivismo que influencia a humanidade hoje, foi criado pelo famoso filósofo Augusto Comte. Sua teoria proclamava como único conhecimento válido aquele que provem da Ciência, ou seja, aquele conhecimento que não é mera especulação, mas sim algo estudado, provado e comprovado.
Não se pode negar a importância que a maioria dos homens dá a algo que não é mera especulação. Talvez, as verdades do mundo girem em torno disso, pois o mundo científico afeta a todos.
Um exemplo disso é a generalização do conhecimento que vem da Ciência. Não é raro encontrar um homem comum, que leva uma vida distante do mundo científico usar como argumento em uma discussão alguma pesquisa feita por cientistas. Pois sendo uma "pesquisa científica" traz ao argumento uma credibilidade maior. O fator está nessa palavra: "credibilidade". Algo só tem valor se tiver base no método positivista. Pode ser um exemplo simples, mas é um reflexo comum que podemos encontrar no mundo hoje. É algo que essa principal característica positivista deixou de herança. 
A teoria do Positivismo abrange mais aspectos, até mesmo quando se fala de política; mas a questão da ciência acima das coisas é algo a ser mais observado. Com isso, não se pode negar a importância do pensamento de Comte para a sociedade.

Mislene dos Santos Alves - 1º ano, Noturno

O Positivismo, suas vantagens e seu conservadorismo progressista

Uma das principais e mais influentes escolas do pensamento moderno, a Escola Positivista foi e ainda é de primordial importância na vida do homem contemporâneo. Obviamente nem todos os seus aspectos, foram aproveitados no nosso dia-a-dia por serem talvez, incompatíveis com a nossa realidade de mundo Ocidental.
O Positivismo surge com Auguste Comte, que é também considerado por muitos o pai da Sociologia. Na época em que Auguste viveu, o mundo estava passando pela Revolução Industrial, e novas formas de pensar estavam em auge. Comte percebeu que a perspectiva filosófica que estava em voga na época, já estava ultrapassada e não seria capaz de sustentar e explicar a sociedade que então estava a nascer, a Sociedade Burguesa. Ele então propôs a fundação de uma Física Social, que seria o último degrau do conhecimento científico. Que seria a mais complexa das Ciências. Percebeu ele também que era necessário que o conhecimento evoluísse seu método para conseguir atingir o degrau complexo das Ciências sociais, afinal de contas, esta seria a responsável por analisar e estudar a complexidade humana e social. Comte então anunciou que era necessário que a sociedade deixasse  todo pensamento metafísico, pois a Filosofia que até então era a maior fonte de conhecimento, que se apegava à contemplação do mundo, não seria capaz mais de comprovar as novas tecnologias. De alguma maneira Comte se apegou às teorias de Descartes e Bacon, e formulou assim o princípio Positivista, que era então a fase mais desenvolvida do pensamento humano.
O Positivismo, juntamente com a Sociologia, valorizam o pensamento puramente científico e racional. Não basta mais olhar a essência das coisas, mas sim como isto se comporta na prática. Graças a essa perspectiva, o mundo pode evoluir do simples pensamento Filosófico Metafísico que vigorou por muitos séculos.
Um dos pilares do pensamento positivista é o estabelecimento da ordem. Somente por meio da ordem é que se chega ao progresso. Desta maneira despreza-se toda e qualquer manifestação que vá contra a ordem. Sendo este um valor difícil de "engolir" em uma sociedade que vive em constantes mudanças, manter-se sempre na "ordem" segundo o positivismo, poderia ser um dos argumentos para que o nosso país ainda estivesse na monarquia escravocrata, pois romper com a ordem é impedir o progresso.
Na nossa realidade social, esse é o argumento de muitos "conservadores", que vão contra as revoltas populares, os "rolezinhos". Para o positivismo cada um deve cumprir com seu papel social e a partir do momento que se há o rompimento disto, perde-se a perspectiva de progresso. Deve-se olhar para o pensamento positivo com precaução, afinal pode ser ele base para muitas visões racistas e ultraconservadoras que na verdade, querem apenas manter o status quo e não o progresso.

Otávio A. Mantovani Silva
1º Direito Diurno - Turma XXXI