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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Imprensa sob os moldes de Weber


A visão mostrada por Weber, onde o indivíduo está livre do determinismo, seus valores estão acima deste ideal, apesar de ser exposta há muito tempo, parece não ter atingido um dos órgãos que mais se adequaria a esta tese: a imprensa.
A exposição de fatos cercados por princípios religiosos, políticos, econômicos é inevitável, mas cabe ao analisador afastar a ciência dos "denominadores comuns", ainda mais em um meio de comunicação, onde os  dogmas são verdadeiros moldes de opiniões que regem e mantém uma grande parcela da população alienada.
 O autor durante sua obra relata que o fator econômico não deve ser levado como o principal, o determinante e absoluto, e sim como um dos elementos constituintes de uma cultura, portanto a adaptação também vale para a mídia, onde este determinismo econômico e a sede por capital, rodeada de propagandas e atitudes que ferem a dignidade humana, mostram que apesar de ser uma nova visão em outro período da história, é totalmente coerente a teoria de Max Weber.
Um ponto que chama a atenção e também deve ser relevado é o tipo ideal e seu confronto com a realidade segundo o empirismo. Diferentemente do que encontramos nas sociedades e meios atuais, onde as generalizações são feitas claramente e passam despercebidas aos olhos da nação, como as do tipo: "todo morador de favela é bandido" ou "quem tem tatuagem é drogado".
 Cabe à imprensa o papel de confrontar o teórico com a realidade, um embate mais trabalhoso, porém muito próximo da realidade.

João Pedro Leite - Direito Noturno

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