Francis Bacon propôs um novo método para a ciência , o qual seria capaz de regular a mente por mecanismos da experiência. Para o autor, a ciência estava sempre sujeita a erros enquanto se fundasse apenas nos limites da mente-os sentidos são falhos, por isso não são capazes de levar-nos a conhecer a verdade e a construir o pensamento científico.
Bacon buscou aquilo que é imperceptivel para os sentidos através do empirismo. Há uma crítica à filosofia tradicional, que segundo o autor, não é capaz de trazer bem-estar aos homens. Seu desejo era construir um pensamento científico que fosse capaz de explorar a natureza, para ser capaz de compreende-la, interpreta-la e vence-la. Todavia, Bacon atribui aos sentidos um papel válido para conhecer algumas verdades que ele chama de "noções das espécies inferiores".
A ideia de alcançar um conhecimento científico válido partindo de métodos e verdades cientificas já estabelecidas é rechaçada por Bacon , quando diz que tudo o que se produziu aaté então estava impregando pelas noções prévias e falsas dos homens. A ciência deveria ocupar-se de conhecer a verdade, mas para isso é necessário que os homens se libertem dos "ídolos da caverna" , enquanto a formação individual dos homens, sua educação e preceitos morais, assim como livrar-se dos "ídolos do foro", relativos ao relacionamento entre os homens, mediado pelo uso da linguagem, da palavra como forma de bloquear o intelecto.Gabriela Passos Ramos Alves - direito diurno -turma xxxi.
Este é um espaço para as discussões da disciplina de Sociologia Geral e Jurídica do curso de Direito da UNESP/Franca. É um espaço dedicado à iniciação à "ciência da sociedade". Os textos e visões de mundo aqui presentes não representam a opinião do professor da disciplina e coordenador do blog. Refletem, com efeito, a diversidade de opiniões que devem caracterizar o "fazer científico" e a Universidade. (Coordenação: Prof. Dr. Agnaldo de Sousa Barbosa)
Total de visualizações de página (desde out/2009)
domingo, 6 de abril de 2014
Filosofia Baconiana
Francis Bacon foi um filósofo, político e ensaísta inglês, considerado por muitos o fundador da ciência moderna por propor a experiência como único meio de se atingir a verdade.
Partindo dessa premissa, Bacon critica a filosofia grega pela sua ausência no campo prático, sendo somente aplicada no campo teórico; mas não descarta totalmente a teoria filosófica, apenas julga que esta deve se guiar pela experiência.
Bacon separa o intelecto humano e suas abstrações em quatro ídolos: os ídolos da tribo se relacionam com a incompetência dos sentidos e a interferência das paixões no pensar filosófico. Os ídolos da caverna vinculam-se as relações interpessoais e relações entre o homem e seu ambiente, hábitos ligados a cultura. Os ídolos do foro referem-se a influência do indivíduo na sociedade. Por fim, os ídolos do teatro se relacionam com o misticismo e a superstição, toda a forma de conhecimento sem embasamento científico.
Assim como separa o intelecto, Bacon também separa as falsas filosofias em três: sofística, que se utiliza dos ídolos do teatro para alcançar a verdade; empírica, que faz uso dos sentidos para fundamentar suas teorias; e supersticiosa, que une os fundamentos da tradição, teologia e filosofia para chegar a verdade.
Para o filósofo, além da experiência, é preciso alcançar a justa medida filosófica, ou seja, aceitar o que é correto na filosofia clássica sem desconsiderar o que é correto na moderna.
A principal obra do autor é o "Novum Organum", livro publicado em 1620 que contém sua teoria de que o saber é algo a posteriori.
Yeda Crescente Mela,
1ºdireito diurno
Meu Novo Mundo
Cadê minha mamãe? Me esgoelava, gritava, me revirava, mas ela não vinha. Será que ela foi embora? Por que me abandonar? Foi quando de repente ouvi a porta do quarto abrindo. Sabia que ia ser ela. A porta se entreabria cada vez mais e minha expectativa só aumentava. De súbito pensei que fosse parar finalmente de chorar. A penumbra se esgotou e pude ver quem estava a vir. Era a Dona Lurdes. Quando mamãe cansava de mim e me abandonava era essa senhora que cuidava de mim. Voltei a gritar.
Ela me pegou no colo, me acariciou e me acolheu. Mamãe já vem, ela foi trabalhar. Só isso que sabia repetir.Mas o que era trabalhar? Nunca havia experimentado tal sensação. Conhecia o que era comer, brincar, trocar frauda, fazer xixi, mas trabalhar eu nunca havia conhecido sua ação, seu cheiro, e até seu gosto. E Lurdes repetia isso quase todos os dias.
Mais tarde me colocaram no meu acento à mesa. Ao fundo ouvia Lurdes discutindo com alguém sobre minha papinha. Ele não vai gostar nada dessa daqui. Claro que vai, é um sabor novo. Mas ele não gosta de coisas novas. "Dá" logo pra ele. Vou tentar.
Ela chegou com uma colher na mão repleta de uma substância diferente. Deveria ser a "papinha de outro sabor". Não queria abrir a boca, ela já havia falado que eu não iria gostar. Ela insistia. Usou até a frase mágica. "olha o aviãzinho". Sempre quando ela falasse isso aprendi que deveria abrir a boca. Mas dessa vez NÃO.
Ela voltou a insistir depois de um tempo. Eu não aguentava mais ficar lá sentado, mas não queria provar a asquerosa papinha. Ela insistia, insistia, insistia...................... ..................
Não tive como não EXPERIMENTAR.
Túlio Boso Fernandes dos Santos
Direito Matutino
Turma XXXI
Um Marco na Ciência
No início de sua obra “Novo Organum”, Francis Bacon analisa
que seu método “é tão fácil de ser apresentado quanto difícil de se aplicar”,
pois para ele o homem não é como uma “tabula rasa”, ou seja, ele já está
impregnado de superstições e pré-conceitos, tornando difícil o entendimento do
método.
Bacon fazia
uma dura crítica à ciência como um simples exercício da mente (contemplação),
pois ele é insuficiente para alcançar o conhecimento. Com seu novo método ele
propunha curar a mente dos homens, o que significa guiar o pensamento para
transformar a condição humana através da experimentação. Para sanar essa
insuficiência da mente humana, Bacon propôs a eliminação dos ídolos (falsas
percepções e representações do mundo). Para ele existiam diferentes tipos de ídolos,
que vão desde a formação do indivíduo até a crença em superstições.
Ele
identifica a necessidade de se observar tudo àquilo que é imperceptível aos
sentidos e esse é o grande obstáculo da ciência moderna. Mas apenas dessa
maneira a ciência se tornará útil para controlar a natureza e até antecipar o
acaso. Dessa forma, ele lhe confere um caráter infinito.
Assim como
Descartes posteriormente, Bacon não desvaloriza a noção divina. Para ele o
exercício da mente para buscar o conhecimento ajuda a interpretar a criação
divina, além de aproximar o homem das intenções de Deus.
Por ser o
responsável por considerar a ciência um elemento benéfico para o homem e por
ter se ocupado especialmente com o método científico e o empirismo, Bacon é
conhecido como o “fundador da ciência moderna”, além de ter sido decisivo na
separação da Idade Média e da Idade Moderna no contexto científico.
"O intelecto humano se agita sempre, não se pode deter ou repousar, sempre procura ir adiante." (Francis Bacon)
Mudança de visão
Ponto de Mutação é um filme baseado na obra de Capra que mostra um diálogo entre três pessoas em um
castelo medieval francês: uma física, um poeta e um político. A temática
central é a crítica ao modelo cartesiano feita pela física Sonia, o qual
desenvolve um pensamento fragmentado e especializado em diversas áreas do
conhecimento (medicina, política, economia, biologia), ou seja, por possuir um
método científico reducionista não é capaz de resolver todos os problemas que
afligem o mundo o qual deve ser tratado como um todo indivisível através de um
processo sistêmico.
Tal
discussão começa quando as três personagens se encontram diante de um antigo
relógio, instrumento que era usado por Descartes para fazer uma comparação com
o mundo: ele poderia ser separado em “peças” para ser estudado e assim o todo
seria entendido. Essa metáfora é transferida para a realidade, e Sonia consegue
convencer Tom (poeta) e Jack (político) de que para resolver os problemas
mundiais eles não devem ser isolados uns dos outros para que suas conexões
sejam entendidas.
Depois de
toda a explicação, resta uma dúvida a Jack: como concretizar essas ideias de
que os problemas estão em conjunto e devem ser resolvidos como um todo? E a
resposta de Sonia é imediata: basta mudar a forma de ver o mundo.
E esse
processo precisa ser implementado no ensino escolar, para que através da educação
o método cartesiano seja substituído por uma visão holística e global.
A objetividade baconiana
Francis Bacon, importante filósofo do século XVI, foi grande defensor do epirismo como a forma correta de obter conhecimento. Negando quaisquer superstições metafísicas não comprovadas, Bacon acreditava que apenas aquilo que pode ser provado cientificamente é digno de credibilidade. Para proclamar determinadas afirmações, entretanto, o filósofo fez uso do método indutivo, o qual gerneraliza determinadas particularidades e ao qual Karl Popper, muitos anos depois, iria se opor ferrenhamente.
Ademais, o filósofo afirmava que de nada vale o estudo de algo que não pode ser posto em prática para, assim, ajudar a humanidade a evoluir. Dessa forma, Bacon não tocou em questões metafísicas como a origem da vida e do universo, preferindo focar nos campos da ciência e da razão.
Laísa Charleaux - 1º ano Direito Noturno
Ademais, o filósofo afirmava que de nada vale o estudo de algo que não pode ser posto em prática para, assim, ajudar a humanidade a evoluir. Dessa forma, Bacon não tocou em questões metafísicas como a origem da vida e do universo, preferindo focar nos campos da ciência e da razão.
Laísa Charleaux - 1º ano Direito Noturno
Peças de um todo
O filme O Ponto de Mutação, baseado no livro homônimo de Fritjof Capra, faz uso de teorias provenientes de diversas áreas do conhecimento para discutir questões vinculadas às relações dos seres humanos com a natureza e uns cons os outros. A personagem Sonia, uma física, explica ao poeta Tom e ao político Jack o quão problemática é a visão mecanicista do mundo que a maioria das pessoas parece ter. Segundo ela esse tipo de concepção começou com Descartes, que propôs a fragmentação do conhecimento para melhor compreendê-lo, e concretizou-se com Newton, que criou leis para explicar e analisar todas as coisas como peças separadas. Sonia, entretanto, considera esse método ultrapassado e sugere uma mudança na visão que a humanidade tem do planeta Terra, enfatizando a necessidade de entender todos os organismos vivos como parte de um único sistema ao invés de coisas separadas. Essa é a proposta do filme como um todo, a incitação à noção de que tudo é interdependente no universo e que, portanto, só iremos evoluir de fato quando deixarmos de ser individualistas e pensarmos também no bem de todos os demais organismos vivos que existem e que ainda irão existir em nosso planeta.
Laísa Charleaux - 1º ano Direito Noturno
Laísa Charleaux - 1º ano Direito Noturno
Alea jacta est
Bacon é considerado o pai
do empirismo moderno, entenda-se por empirismo o conhecimento alcançado pela
observação e, sendo assim, para ele a verdadeira ciência é a centrada nas causas.O filósofo formulou um
método para análise e pesquisa da ciência moderna. E não obstante, critica seus antecessores e os considera estéreis
pelo fato de que, segundo ele, suas
teorias não se ocupam em resolver os problemas práticos da vida.
Ele encara, assim,
a ciência, como algo que objetiva
oferecer mecanismos que melhorem a vida dos homens e os façam ter mais poder
sobre a natureza, porque quanto mais conhecimento possuirmos, maiores
detentores de poder seremos.Atualmente, é marcante o
uso da metodologia de Bacon seguindo – se perfeitamente bem os seus aforismos no
pensar cientifico. Bem como a sua ideia sobre a funcionalidade e o objetivo das
descobertas.
No entanto, por um lado
vemos a ciência usada para o bem: vidas são salvas com uma medicina cada vez
mais avançada- foi graças a observação que foi descoberta a penicilina, por exemplo- tecnologias são criadas para tornar a vivência humana mais fácil
e pratica, inventaram o carro, o avião, o computador, dentre outros objetos.
Já por outro lado vemos que a má utilização
dessa mesma tecnologia criada cientificamente pode nos causar problemas como a
poluição, o lixo, o desmatamento; bem como a medicina que cria técnicas cada
vez mais avançadas, porém não seriam de verdadeira necessidade se nossa cultura
fizesse valer preferivelmente a prevenção a remediação. Isso sem ao menos ter
citado, as diversas armas de destruição em massa que foram e continuam sendo
criadas graças ao desenvolvimento científico.
É preciso que sejamos
sensatos, a ciência nos valeu e continua valendo e muito com as suas
descobertas e métodos, contudo a forma de se pensar as coisas deve mudada. Se a
ciência nos proporciona conhecimento, que saibamos direcionar e utilizar seus
fins para o bem, já que para esse saber basta apenas nossa escolha, utilizando de uma metáfora: a sorte está lançada.
Louise F. de Oliveira Dias
1º ano - Direito Noturno
Sociedade Mecânica
O
filme se inicia com o encontro dos personagens no castelo Mont Saint Michel, na
França, no qual uma física inconformada, um político idealista e um poeta
intermediador passam a discutir as relações existentes entre o homem, a
sociedade e a natureza.
A obra inaugura a discussão entre os
personagens através de uma discussão acerca de Descartes. René Descartes,
considerado o pai da filosofia moderna, cria um método para se obter o
conhecimento verdadeiro, através do uso exclusivo do labor da mente. Esse método,
que é discutido na obra, se baseia no principio de propor a duvida a tudo que
deseja saber, efetuar fragmentação nos objetos de estudo e analisa-los ordenadamente
do mais simples para o mais complexo. Quando ele é aplicado gera uma visão
mecanicista do mundo, que deprime o caráter humano no âmbito das relações
humanas, já que o homem passa a ser analisado sob uma perspectiva de um ser
exato, desprovido de erros e desvios, além de omitir as relações existentes
entre objetos e o sistema da natureza. Um dos grandes argumentos usados pela
cientista para se opor ao sistema cartesiano é a afirmação de que os problemas
do mundo atual não podem ser estudados e resolvidos sem preservar as ligações
entre esses problemas, devendo entender as conexões existentes entre eles
primeiro.
Além
disso, ocorre uma discussão acerca da política, colocando em duvida as reais intenções
do Estado sobre a vida dos cidadãos. Os governos de todo o mundo, na maioria das
vezes, utilizam a maquina estatal apenas como uma forma de legitimar a relações econômicas
das classes sociais superiores. O Estado possui uma visão mecanicista da
sociedade, agindo independentemente do resultado para a população,
privilegiando a intervenção à prevenção, ou seja, prevalecendo os interesses
dos extratos superiores da sociedade através de um grande hiato existente entre
os mais privilegiados e os menos.
Segundo a cientista, partindo de uma visão
biológica, observa-se a interdependência existente entre toda a escala biológica,
onde cada ser depende diretamente e indiretamente do outro. Essa visão se opõe a
visão cartesiana, já que não vai analisar cada fenômeno da natureza de maneira
ímpar, mas sim de uma maneira que interligue todos os fenômenos formando uma teia
de acontecimentos ligados entre si.
Essa
visão sistêmica dos fatos vai ser apresentada aos personagens pela cientista no
âmbito social, politico e científico. Observando a sociedade atual, podemos
notar a expressiva individualidade existente, decorrente do sistema
capitalista. Para que a estruturação de uma sociedade seja mais integrada é necessário
uma análise que a estude de maneira sistêmica, observando os processos e não as
estruturas para manter um modo mais harmônico de convívio social.
Durante
a discussão, a cientista aborda questões relacionadas ao campo da física,
retratando a infinidade das partículas, e a controvérsia da matéria. Essa
abordagem tem por interesse apresentar, de maneira metafórica, a necessidade de
se abordar os fatos a partir de um contexto já existente, de maneira que sempre
estejam interligados aos fenômenos relacionados. A visão de que toda a matéria depende de uma
simples partícula repousa na ideia de dependência existente entre fatos, na visão sistemática do mundo.
Além
disso, percebemos a dualidade existente entre os pronunciamentos da cientista e
a sua realidade em relação a seu relacionamento com sua filha. Embora ela
pregue uma visão mais ampla dos problemas a fim de resolvê-los ocorre uma ação contraria em relação a sua filha, que é tratada de maneira
pouca compreensiva.
Ao
mesmo tempo, ocorre o desencanto da cientista pela ciência teve origem nos fins
dados a suas descobertas, que invés de serem usadas para o bem do ser humano, foi
usado em benefícios militares de uma nação, indo contra seus próprios princípios,
levando-a a crer num futuro sombrio para a humanidade.
A
obra, por si, tem o interesse de nos levar à reflexão sobre tudo que pode ser
visto de maneira mecanicista, induzindo ao questionamento sobre o que é melhor
para a humanidade, o que possa levar a um desenvolvimento social e ecológico ou
a uma destruição mútua.
Gustavo Alarcon Rodrigues 1º Ano Direito Matutino
sábado, 5 de abril de 2014
"Ciência à flor da pele".
O
filósofo inglês Francis Bacon, em seus estudos, passa a buscar uma forma mais confiável
para obter o conhecimento, que segundo ele não era intrínseco ao ser humano. A
solução obtida por Bacon é a elaboração de um método científico, baseado na interpretação
dos fenômenos da natureza através dos sentidos, o Empirismo.
Inicialmente
Bacon critica a ação científica apenas como um labor da mente, ou seja, a ciência
não pode ser fundamentada apenas nas previsões da mente, mas sim fundamentar-se
no conhecimento concreto obtido através da observação dos fenômenos. Um exemplo
disso é a diferença existente entre as ciências modernas e a filosofia clássica,
no qual a segunda, por se embasar apenas nas previsões, produziu um
conhecimento unicamente contemplativo, enquanto as ciências modernas se embasam
na observação e sistematização de fenômenos, produzindo um conhecimento útil ao
ser humano. Ou seja, como o intelecto humano é passível de erros e sofre turgidez
por parte das paixões, e por isso, não se devem seguir cegamente seus princípios.
O
método descrito por Bacon descreve uma possível cura para as discrepâncias geradas
pela mente humana, já que a experiência passa a ser vista como um método regulatório
para a ação do intelecto. Ou seja, para se obter com realidade o conhecimento é
necessário a intervenção da experimentação na razão humana. Além disso, Bacon
afirma que as antecipações feitas pela mente são a base para o senso comum, ou
seja, dá origem a um conhecimento com nenhuma base afirmada, corroborando o caráter
falho das previsões da mente humana.
Segundo
Bacon, existem dois métodos para se chegar ao conhecimento, o cultivo das ciências
e a descoberta cientifica. O primeiro consiste em um método de uso exclusivo do
intelecto, sem necessidade da verificação feita pela experiência, enquanto o
segundo explora os fenômenos através da observação empírica.
Bacon
afirma a existência de ídolos, maneiras distorcidas das representar os
fenômenos do mundo, que possuem diferentes formas de atuação. Os ídolos são: Ídolo
da tribo, da caverna, do foro e do teatro. Esses ídolos têm grande influencia
no comportamento humano, conferindo interferência nos sentidos, formação moral
do indivíduo, relações sociais, e equivocações.
Bacon
busca através desse método renovar os métodos científicos, formando uma nova ciência
capaz de abandonar a contemplação residente nos períodos clássicos, e buscar
uma ciência útil na luta contra a natureza. E através dessa ciência, utiliza-la
como uma maneira de prevenir o acaso, de maneira a utilizar a experiência para
controlar o intelecto humano. No entanto, para que essa ciência tenha esses
valores efetivados a favor do ser humano é necessário que a ciência sempre
tenha seu foco no infinito, nunca se limitando a limites humanos.
Gustavo Alarcon Rodrigues- 1º Ano Direito Matutino
Gustavo Alarcon Rodrigues- 1º Ano Direito Matutino
Teoria dos sistemas vivos
O
filme Ponto de Mutação é instigante e contribui para uma visão multifacetada do
mundo. O enredo é básico e consiste na articulação de um diálogo entre três
pessoas que advém de contextos diversos: um político - ex-candidato à
presidência dos Estados Unidos - um poeta e uma física. A discussão travada
entre eles circunda aspectos diversos da vivência e do conhecimento humano,
como a filosofia, a política, a ciência e a ecologia.
No
filme, há a proposta de que os problemas não podem ser tratados sob uma perspectiva
individualista e fragmentada, uma vez que todos engendram partes de uma grande
crise da perspectiva humana. O mundo, em diversas áreas, continua a ser pautado
em uma visão cartesiana, responsável por colocar os seres humanos como meras
máquinas independentes, o que é extremamente retrógrado, tendo em vista uma
atualidade dinâmica e plural.
Além
da crítica à visão de mundo cartesiana, há também a contraposição à ideia
baconiana, visto que a defesa de que “Saber é poder” é danosa, sobretudo às
gerações futuras. Isso porque, em tal visão, não há a preocupação com as
consequências dos atos humanos, o único fim a se pretende é a dominação da
natureza e sua utilização para proveito do homem.
Há,
então, a proposta de uma nova visão de mundo, pautada na interdependência e no
estabelecimento de relações entre os seres e a natureza como um todo. Tal visão
holística, dita dos sistemas vivos, coloca em xeque o mundo cartesiano e
pragmático e propõe um mundo dinâmico e plural.
Para
a efetivação da teoria dos sistemas vivos e interdependentes é necessária uma
mudança da percepção humana, um ponto de mutação, um novo paradigma, como diria
Thomas Kuhn. Assim, as conexões deveriam ser compreendidas para posterior
resolução de problemas.
A
visão holística e a ruptura com o modelo tradicional de ciência, propostos pelo
filme Ponto de Mutação, tornariam possível um crescimento sustentável, pautado
na interdependência entre os seres e a natureza, e que seria responsável pela
efetivação do desenvolvimento humano e científico.
Nicole Bueno Almeida
1º ano, Direito Noturno
Do pensamento baconiano
Francis
Bacon foi um importante filósofo e político inglês da segunda metade do século
XVI e primeira metade do século XVII. Como filósofo, Bacon propôs uma ruptura
com o método científico dedutivo, - a dita antecipação da mente - a utilização
do Empirismo como forma de obtenção das verdades efetivas e a ciência como
instrumento de transformação social.
Em
sua teoria, Bacon afirmava que o conhecimento humano estava impregnado de
ídolos, os quais seriam responsáveis pelo falseamento científico e que, por
isso, deveriam ser eliminados para a obtenção do verdadeiro saber. Como forma
de combate aos ídolos do conhecimento humano, Bacon propôs a observação e a
experimentação, reguladas pelo raciocínio lógico, as quais seriam a instrumentalização
do conhecer. A ciência passaria a ser, então, útil à sociedade.
Para
Bacon, a utilização da experiência é a possibilidade de utilizar a natureza e
seus instrumentos para proveito do homem. O conhecimento seria, então, forma
básica para a manipulação de uma dada situação, o que resume-se na famosa frase
baconiana: “Saber é poder”. Tal ideologia foi utilizada pela burguesia da época
como forma de transformação de sua realidade, tendo em vista a sua ascensão a
partir da articulação do conhecimento com a economia.
É
inegável a grande influência baconiana, tanto em sua época, quanto nos dias
atuais, visto que seu método de experimentação é, atualmente, utilizado como
forma de verificação cientifica para o verdadeiro saber. A própria ciência
jurídica carrega a perspectiva de Bacon, já que preza pela existência de
provas. Assim, a ruptura com a ciência dedutiva, proposta por Bacon, e a
utilização da experiência são essenciais para a compreensão da ciência moderna.
Nicole Bueno Almeida
1º ano, Direito Noturno
A transformação do Saber em Poder
De todos os conceitos estabelecidos por Francis Bacon, certamente o que foi mais inovador e interessante para a época foi o de que a Ciência não deve ser algo inscrito somente no plano das ideias, mas algo que traduza a dimensão dos fatos. Dessa maneira, ela se torna um instrumento de transformação da condição humana e não apenas uma proposta especulativa. Para ele, esse seria o maior desafio da Ciência.
Bacon considerava que o conhecimento só conseguiria progredir se tivesse uma base sólida, sendo preciso para esse fim confrontar qualquer ciência que não tenha o homem como elemento principal. Por isso sua crítica às ciências sobrenaturais, ao senso comum e à filosofia dos gregos ("sabedoria farta de palavras, mas estéril de obras"), acreditando que a verdadeira Ciência só seria arquitetada por meio do conhecimento empírico. O empirismo é explicado pela experimentação sem limites, e não pela antecipação da mente como a antiga filosofia previa. Mas essa construção seria dinâmica e permanente, sempre existindo inovação para buscar o bem-estar do ser humano e a dominação da natureza.
A burguesia, cujo surgimento foi contemporâneo à Bacon, muito auxiliou na propagação e entendimento de suas ideias. Formada por artesãos e pequenos comerciantes, a classe acreditou no conhecimento e na ciência como ferramenta para mudar sua condição social. Assim, apodera-se da experiência, expondo a crença de que o trabalho é positivo, e articulando o conhecimento com a economia muda a realidade onde estava inserida. Isso transforma o mundo e tem reflexos até os dias de hoje, visto que as atuais potências mundiais são as mesmas que possuem o maior conhecimento científico. Por outro lado, mecanismos de experiência regulam a mente da humanidade, dando a falsa impressão de que já possuímos todas as percepções do mundo. Ao dinamizar o conhecimento, inovamos nossa visão de mundo e buscamos respostas cada vez mais.
Vitória Schincariol Andrade
1º ano - Direito Noturno
Bacon e a aplicabilidade do conhecimento
Francis Bacon foi um dos mais conhecidos defensores do empirismo. Para ele, a experiência seria peça chave para a verdadeira compreensão de mundo. Assim sendo, ela deveria nortear o pensamento e o uso da razão, fazendo-se determinante para vencer a natureza.
Daí a crítica baconiana ao pensamento da filosofia clássica: para ele, os filósofos gregos apresentavam teorias utópicas, inatingíveis. De nada valia propor uma solução para a problemática social se aquela não pudesse ser efetivada. Desse modo, tal filosofia não servia para o bem estar do homem, uma vez que não trazia a possibilidade de mudança.
Surge então a proposta de um novo método para se estudar os fenômenos naturais, advindo da observação aliada ao uso da razão, opondo-se assim ao racionalismo aristotélico. A experiência torna-se o princípio do método, sendo base para que o conhecimento seja construído.
Na atualidade, em contrapartida, vê-se que nem sempre a experimentação precede a formulação de hipóteses. Prova disso é a Matemática, que, em suas formas mais avançadas, carece de fenômenos práticos, observáveis. A Física Moderna também foge do tal método, uma vez que não há comprovações empíricas, experimentais, de sua válidez. Conclui-se que Bacon não apresentou um método absoluto, isento de falhas, mas um método revolucionário, que possibilitou uma nova ótica para os cientistas que o sucederam.
Victor Bernardo C. Dantas - 1º ano Direito Diurno
Mudança Cíclica
Descartes teoriza que o homem é constituído por duas substâncias: a de natureza pensante e a de natureza material. O filósofo acredita que o corpo age como uma máquina, funcionando de acordo com as leis universais. Com essa ideia inicia-se um debate entre os três personagens principais do filme "O Ponto de Mutação", devido a justificativa da física (Sonia Hoffmann) de não votar, já que os políticos possuem uma visão, segundo ela, mecanicista e antiquada da natureza e do homem, assim como Descartes. Aquela personagem se justifica ao político (Jack Edwards) e ao poeta (Thomas Harriman), e então os três iniciam uma caminhada na qual discutirão correntes filosóficas, a essência da natureza pela física quântica, e ideologias pessoais.
A física entrou em um período sabático, após ter sua descoberta utilizada na confecção de armas de guerra; se mostra frustrada com o relacionamento entre os homens e a natureza, que necessitam de "uma nova visão de mundo e uma ciência mais abrangente" para apoiar a todos; com isso passa a maior parte do seu tempo divagando sobre as mazelas mundanas; sem no entanto ser capaz de resolver o menor de seus problemas, como os pessoais.
O poeta, se encontra numa crise de meia-idade, questiona sua vivência e o fracasso de seus poemas, vê as ações humanas como o jogar de uma rede, como Pablo Neruda. E contesta as diferentes visões de mundo que nada fazem para realmente alterar o mundo. Enquanto o político,amigo de longa data do poeta, encontra-se ligeiramente depressivo devido ao fracasso de sua campanha politica e o aparente desinteresse das pessoas na política, e busca saber nas ideias dos colegas como adaptar a política a atualidade. No final os três se mostram em um caminho de mudança de ideologia, abrindo a mente a novos preceitos.
Barbara Oliveira, Direito diurno - 1° Ano
Método Cartesiano e Baconiano - Um relógio que deveria ter parado de funcionar
No filme "Ponto de Mutação", um importante questionamento acerca da validade dos métodos cartesianos e baconianos é trazido à tona. Estes, que representaram grandes passos para a evolução científica e que atualmente configuram-se como os métodos mais prestigiados pela sociedade para a obtenção de conhecimento, são vistos por uma das personagens do filme como ultrapassados para a atualidade, assim como é obsoleto um relógio de pêndulo hoje quando se tem os digitais.
A consideração feita por esta personagem em minha concepção é válida e muito real, posto que ambos os métodos nos levam a um pensamento científico e racional, todavia, trouxeram consigo, a partir da especialização do conhecimento, a perda da visão do todo, e consequentemente, a não percepção dos efeitos que determinadas medidas gerarão na sociedade. Quando se inventa por exemplo, automóveis que se utilizam de combustíveis fosseis para a sua combustão interna, não se consideram os impactos ambientais gerados por estes. Desta forma, a falta da visão do todo somada ao capitalismo selvagem que visa lucros cada vez mais exorbitantes gera impactos ambientais e sociais enormes, fazendo com que por exemplo, enquanto uns andam de jato particular, milhares morram de fome diariamente.
A questão do progresso científico, ao meu ver, configura-se como um paradoxo. De um lado a tecnologia evolui de maneira absurda, mas ao mesmo tempo esta tecnologia não é utilizada a favor das mazelas sociais. Ao contrário, é usada como forma de destruição em guerras, como forma de controle e de medo. Talvez o relógio de pêndulo devesse ter parado no tempo, e Descartes e Bacon devessem ter ficado em seu tempo. Porque, às vezes, muito método e muita objetividade podem gerar uma ciência maligna.
Daniela Negri 1o ano Direito- turno Matutino.
Mutação da mente
Andando pelas ruas sob o sol matutino, os burburinhos da feira inundavam com vivacidade os ouvidos de quem por lá passava. Um ambiente de intensa agitação e diferenças, mas ainda assim harmônico, de experiências enriquecedoras e diversidade grandiosa de crenças, costumes, hábitos e culturas. Um local tão diverso, mas que ainda costuma ser visto uniformemente, como uma máquina de engrenagens, em que cada parte, insensível e imutável, deve permanecer tal como está.
Mas permanecer imutável. É possível essa afirmação dentro de um sistema tão dinâmico como o nosso? Globalização, comércio internacional, informações a todo momento de países próximos ou distantes, tecnologias das mais diversas áreas do conhecimento, tudo contribui para o ser humano não constituir uma sociedade estática, imobilizada no espaço e no tempo. E é justamente sobre esse princípio que se mostra obsoleta os princípios cartesianos. Como analisar os problemas, fragmentando-os, quando, na atualidade, geram-se cada vez mais teias de interdependência entre nós, entre os Estados, entre as sociedades? Os empecilhos constituem-se cada vez mais de questões não somente relacionadas ao interior, mas também ao exterior, às relações construídas com o mundo.
Muitas vezes recorre-se à solução direta do problema, como um analgésico, para aliviar a dor de maneira eficaz. No entanto, de que adianta curar especificamente algo, quando se sabe que voltará a ocorrer? Mesmo existindo um remédio, a causa do problema não será tratado, gerando um ciclo vicioso de recaída e prejuízos por esforços inúteis. Buscamos sempre novos tratamentos com efeitos mais rápidos e duradouros, mas essa busca, na maioria das vezes, também resulta em desequilíbrio quando posto na balança, pendendo para o lado dos prejuízos novamente.
Mais fácil que tentar criar novas tecnologias para aumentar o conforto humano, por qual motivo não alterar comportamentos que facilitem o seu alcance? Tirar esse pó que recai sobre nossos ombros dos antepassados obsoletos e modificar algumas práticas, amigas da inércia e do conformismo, para superar essa crise de percepção e avançar de modo a deixar um legado digno e um meio ambiente para as futuras gerações.
Mas permanecer imutável. É possível essa afirmação dentro de um sistema tão dinâmico como o nosso? Globalização, comércio internacional, informações a todo momento de países próximos ou distantes, tecnologias das mais diversas áreas do conhecimento, tudo contribui para o ser humano não constituir uma sociedade estática, imobilizada no espaço e no tempo. E é justamente sobre esse princípio que se mostra obsoleta os princípios cartesianos. Como analisar os problemas, fragmentando-os, quando, na atualidade, geram-se cada vez mais teias de interdependência entre nós, entre os Estados, entre as sociedades? Os empecilhos constituem-se cada vez mais de questões não somente relacionadas ao interior, mas também ao exterior, às relações construídas com o mundo.
Muitas vezes recorre-se à solução direta do problema, como um analgésico, para aliviar a dor de maneira eficaz. No entanto, de que adianta curar especificamente algo, quando se sabe que voltará a ocorrer? Mesmo existindo um remédio, a causa do problema não será tratado, gerando um ciclo vicioso de recaída e prejuízos por esforços inúteis. Buscamos sempre novos tratamentos com efeitos mais rápidos e duradouros, mas essa busca, na maioria das vezes, também resulta em desequilíbrio quando posto na balança, pendendo para o lado dos prejuízos novamente.
Mais fácil que tentar criar novas tecnologias para aumentar o conforto humano, por qual motivo não alterar comportamentos que facilitem o seu alcance? Tirar esse pó que recai sobre nossos ombros dos antepassados obsoletos e modificar algumas práticas, amigas da inércia e do conformismo, para superar essa crise de percepção e avançar de modo a deixar um legado digno e um meio ambiente para as futuras gerações.
Leonardo Eiji Kawamoto - 1º Direito/Matutino
O mundo como um todo X o todo do mundo
O filme
"Ponto de Mutação" tem sua trama em torno de um diálogo principal.
Uma cientista frustrada por descobrir que seu trabalho estava a ser usado na
manutenção da guerra, um político frustrado por se ver incapacitado e
silenciado em meio a seus acessores e a mídia, sem a devida liberdade de
expressão e um poeta, em meio a sua crise de meia idade dissertam acerca da
conjuntura na qual os seres humanos estão inseridos e da forma de entendimento
dessa.
Cria-se
então um interessante debate: é válido o desmembramento dos objetos de estudo
(tais como a organização social e o meio ambiente) para que se tenha um
entendimento específico das partes que o compõe e uma posterior noção do todo?
Não seria melhor tentar entender todas as relações, isto é, iniciar a busca pelo
conhecimento diretamente pelo objeto de estudo?
Ao meu
ver, o filme contrapõe as noções de mundo como um todo e do todo do mundo. A
partir do pensamento cartesiano, configura-se a tentativa de tentar entender o
todo do mundo, ou seja, de explicar todas as partes que o formam para que -
posteriormente - se entenda o mecanismo completo. Essa busca, no entanto,
parece inútil, uma vez que há uma infinidade de partes a serem compreendidas.
Dessa
forma, tentar entender todos os diferentes componentes específicos do objeto em
questão seria uma forma de suprir o ego humano, que não aceitaria admitir a
existência de aspectos incompreensíveis dentro de algo compreensível a ele.
Assim, a noção de mundo como um todo, ou seja, entender a totalidade e as relações com as mais diversas
áreas do conhecimento para que se tenha compreensão do objeto amplo a ser
estudado, é deixada de lado. Em consequência disso, a ciência torna-se ineficaz
devido a sua forma, que não prioriza o essencial, mas sim o completo (gastando tempo com o estudo do desnecessário).
Victor Bernardo C. Dantas - 1º ano - Direito Diurno
Victor Bernardo C. Dantas - 1º ano - Direito Diurno
Uma busca pelo saber
Conta-se
que há muito, muito tempo atrás, em um pequeno reino, vivia um rei que
acreditava que a maior riqueza do mundo era o conhecimento. Queria este rei
conhecer tudo aquilo que estava à sua volta: Como surgiram as estrelas, o sol,
a lua, os animais, o homem, como era possível uma planta saber quando é
primavera para florir, como era possível
o sol nascer e se pôr diariamente, enfim... eram tantos os questionamentos deste
rei, e era tão grande a sua insatisfação com as explicações que seus
conselheiros lhe davam que, um certo dia, o rei convocou uma reunião em seu
palácio. Pediu para que chamassem os homens mais sábios de seu reino, pois um
deles elegeria para ser o seu mestre.
Pois
bem, o grande dia chegou. Muitos intelectuais se aproximaram do rei e expuseram
seus conhecimentos, seus estudos e observações. Eram todos muito inteligentes, mas nenhum agradou ao
rei. Quando o rei perguntava como haviam aprendido tudo aquilo, todos, sem
exceção, respondiam que haviam lido os livros mais completos e estudados com os
melhores tutores, e que, por isso, seriam os mais aptos a atender às suas
necessidades. O rei, todavia, se entristecia. Queria alguém que realmente o
trouxesse algo novo e que fosse o autor deste conhecimento. Mas parecia que
todos os intelectuais eram meramente reprodutores da sabedoria, decorando
informações e aceitando avidamente tudo aquilo que lhes era dito que era
correto.
Quando
já perdia as esperanças, um candidato adentrou o palácio. Era sério e quieto. O
rei lhe deu a palavra e ele começou:
- O verdadeiro conhecimento está não no labor da mente, não naquilo que nos dizem como o correto, não nas deduções aparentemente tão racionais mas ao mesmo tempo tão persuasivas de nossa mente. O verdadeiro conhecimento está no plano sensível, na experiência como forma de obtenção do saber, no alcance do conhecimento através dos axiomas. Vocês, que se julgam tão inteligentes, não mais fazem que decorar e reproduzir ideias das quais nem vocês mesmo mesmos sabem a veracidade da origem. O que proponho é uma revolução na maneira de pensar, através da comprovação das teses por meio de experiências. Só assim poderemos conhecer, só assim faremos Ciência.
O rei se encantou com a proposta deste homem tão ousado em sua colocação mas ao mesmo tempo tão sincero e sábio. Nomeou-o seu conselheiro particular. E uma das obras deste conselheiro, recentemente, foi achada nas ruínas do castelo real, cujo reino até hoje é chamado de "O reino da sabedoria". O nome da obra? "Novum Organum". O autor? Francis bacon.
Daniela Negri 1o ano Direito- turno matutino.
O paradigma cartesiano
O filme "Ponto de Mutação" retrata três pessoas com vidas e ideias diferentes, uma cientista (Sonia Hoffman), um político (Jack Edwards) e um poeta (Thomas Harriman), e por possuírem pensamentos tão distintos uma discussão sobre política, ciência e filosofia acaba tendo início, quando a mulher é convidada por Thomas a dar sua opinião sobre a invenção do relógio e as consequências que vieram com ele.
Sofia faz uma crítica ao pensamento cartesiano e sua visão mecanicista, de que a natureza funciona como um relógio e quando desmontada e reduzida em um monte de peças simples, fica fácil analisá-la e entender o todo, tratando o mundo como uma mera máquina, enquanto Jack não entende o que há de errado com Descartes, pois seus pensamentos ainda estão em voga e segundo ele funcionam, mas para ela os tempos mudaram e as pessoas e a natureza não podem mais ser vistas como máquinas.
Hoffman defende que devemos ver o mundo de uma nova maneira, não pensar na ciência apenas como um instrumento de transformações que deve ser usada para potencializar tudo que for possível e arrecadar cada vez mais poder, explorando a natureza de forma indiscriminada, mas como algo que melhore as condições de vida das pessoas e preserve os bens naturais.
Portanto, para ela o paradigma cartesiano (mecanicista), é ultrapassado e deve ser vencido por novos paradigmas que tratem a natureza e os homens não mais como peças soltas, mas interconectadas e para mudar o pensamento das pessoas é necessário mudar a educação que lhes é passada.
Karen Yumi Saito
1°ano- Direito Noturno
A experimentação científica e a interpretação do mundo.
Em sua obra “Novum
Organum” Francis Bacon propõe a interpretação do mundo por meio da experiência.
Desenvolver o conhecimento e descobrir a natureza por meio da experimentação
científica também se encaixam na proposta de Bacon.
O filósofo teceu
críticas com relação à ciência como mero exercício da mente, pois acreditava
que o conhecimento era fruta das investigações, da exploração da natureza como
forma de compreendê-la, interpretá-la e vencê-la. Bacon também exprime que esse
estado negativo da mente ocorre devido ao fato da mente estar ocupada pelos
usos do convívio cotidiano, pelas doutrinas viciosas e pela mais vã idolatria.
Assim compreende que deve ocorrer a “cura da mente” através da sua regulação
por mecanismos da experiência. Sua obra aborda também a questão dos ídolos como
falsas percepções do mundo. Essas falsas noções obstruem o intelecto humano e
assim dificultam o acesso da verdade.
Outro ponto
relacionado a ciência refere-se a busca de uma ciência útil na luta contra a
natureza. Para Bacon, fazer ciência é pensar na dinâmica de inovação permanente,
além disso, não se deve esperar que as coisas aconteçam. É preciso utilizar a
ciência como método para antecipar o acaso.
Júnior Henrique de Campos - 1º Direito noturno.
Instrumento de transformações
Francis Bacon, um filósofo inglês que pretendia instaurar, o que ele denominava, Instauratio Magna (Grande Revolução), novos métodos científicos que teriam por objetivo a interpretação dos fenômenos naturais pela experiência, revolucionou o modo de pensar do século XVI, ocupando-se especialmente da metodologia científica e do empirismo.
Por adição, Bacon defendia a busca do conhecimento através da experimentação e interpretação da natureza física e social, indo à campo, não apenas imaginando, uma crítica à filosofia anterior, na qual havia muito discurso e pouca ação.
Pensando em tal crítica, a realidade atual já nos vêm à mente, quantos são os brasileiros que reclamam todos os dias da situação na qual o país se encontra e dos políticos, porém não tomam nenhuma atitude para melhorar a realidade? Se todos esses descontentes tivessem saído de suas casas quando houveram as manifestações de junho, votassem de forma consciente e não em artistas, ou naquele que faz mais campanhas, quais seriam as condições agora?
Sendo assim, Bacon criticava o uso da ciência como mero exercício da mente, tal ferramenta deve ser usada para melhorar as condições humanas e posteriormente políticas, saindo do campo das ideias e reproduzindo a realidade, fazendo da ciência um instrumento de transformações que proporcionem melhorias.
Karen Yumi Saito
1° ano - Direito Noturno
SABER NEM SEMPRE É PODER.
Considerado por muitos o 'Pai da Ciência Moderna', Francis Bacon enfatizava o uso da ciência como benéfica para o homem e assim, dar -lhe poder sobre a natureza, o qual seria alcançado através de seu método baseado em hipóteses e de uma reforma completa do conhecimento,sendo este um meio vigoroso e seguro para obtê-lo. No entanto, essa mentalidade científica somente seria adquirida após o expurgo de uma série de preconceitos por Bacon chamados de ídolos – falseamento da realidade. Concomitantemente, propõe uma ruptura com a metafísica e faz uma crítica aos gregos antigos e à sua filosofia – Bacon dizia que a filosofia tradicional não serviria ao bem estar do homem – descrita na passagem de sua obra 'Novum Organum' : ''Os gregos (…) possuem o que é próprio das crianças : estão sempre prontos para tagarelar,mas são incapazes de gerar,pois, a sua sabedoria é farta em palavras,mas estéril em obras.'' Este pensamento baconiano em em meio ao século XVII referente à critica aos antigos atravessou os séculos e está presente na sociedade brasileira atual, principalmente nos discursos daqueles que se consideram de esquerda – revolucionários – que gritam e erguem cartazes por mudança da forma política vigente no país mas que entretanto, ficam presos somente em idealizações - '' no mundo da metafísica'' – apenas tagarelando e vendo o país ainda estagnado nos mesmos problemas de antes.
Esse tipo de comportamento faz da máxima de Bacon ‘Saber é Poder’ parecer inútil quando usado de maneira errada por esses jovens que acreditam saber ou possuir todo o conhecimento necessário sobre o fenômeno política e consequentemente o poder de decisão sobre qualquer assunto.
Seu método essencialmente empirista posteriormente influencia as ideias de grandes filósofos e cientistas como Locke,Hobbes,Newton entre outros,permanecendo atual em meio a tantos clamores daqueles que se auto intitulam ''revolucionários'' num Brasil onde se dá mais valor às palavras em prol de uma reforma política e social e cada vez menos aos atos que de fato mudariam a situação em vigência em nosso país.
Maiara Lima 1° ano Direito noturno.
Mindwalk - Vida é Auto-Organização
O filme analisado trata de realizar a junção de praticamente todas as ciências em uma única, a ciência da vida, da existência do universo. Por meio de diálogos entre os personagens, são apresentadas as refutações de ambos os pensamentos cartesianos e baconianos, nos quais tudo depende da matéria, tudo depende do empirismo, deixando-se de lado a análise pura filosófica.
A personagem Sonia trabalha com a ideia de que a existência não pode ser simplesmente catalogada por não se tratar de algo meramente concreto, mas sim algo relativo, dependente das relações entre tudo o que existe. Ela defende que a vida é auto-organização, no sentido de que ela sempre se renova, mesmo que não demonstrando, sempre procura maneiras de se adaptar à toda e qualquer situação.
Trabalha-se também a ideia de aproximação da realidade, pois, como é mostrado pelo personagem Jack, é extremamente difícil se realizar a junção entre o pensamento acerca da sustentabilidade, da consideração da existência holística, e as ações concretas, possibilitadas através da política, pois, como é argumentado pelo mesmo, os meios políticos estão pesadamente dominados pelo poder econômico, cujos preceitos vão integralmente contra qualquer pensamento benéfico à sociedade em favorecimento de seu próprio lucro.A mudança de visão perceptiva é exaltada para que se haja mudança, para que se haja entendimento e para que possamos caminhar progressivamente de forma positiva.
Victor Luiz Pereira de Andrade - Direito Matutino - 1° ano
A personagem Sonia trabalha com a ideia de que a existência não pode ser simplesmente catalogada por não se tratar de algo meramente concreto, mas sim algo relativo, dependente das relações entre tudo o que existe. Ela defende que a vida é auto-organização, no sentido de que ela sempre se renova, mesmo que não demonstrando, sempre procura maneiras de se adaptar à toda e qualquer situação.
Trabalha-se também a ideia de aproximação da realidade, pois, como é mostrado pelo personagem Jack, é extremamente difícil se realizar a junção entre o pensamento acerca da sustentabilidade, da consideração da existência holística, e as ações concretas, possibilitadas através da política, pois, como é argumentado pelo mesmo, os meios políticos estão pesadamente dominados pelo poder econômico, cujos preceitos vão integralmente contra qualquer pensamento benéfico à sociedade em favorecimento de seu próprio lucro.A mudança de visão perceptiva é exaltada para que se haja mudança, para que se haja entendimento e para que possamos caminhar progressivamente de forma positiva.
Victor Luiz Pereira de Andrade - Direito Matutino - 1° ano
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Pensamento Baconiano
Em seus textos, Francis
Bacon fundamenta seu pensamento no qual o conhecimento válido para o homem é
aquele proveniente da experiência, ou seja, o conhecimento empírico. Ao
criticar a filosofia clássica por considerá-la ineficiente no âmbito real, uma
vez que, mesmo os pensamentos mais aclamados da antiguidade não encontraram
real serventia para a humanidade, Bacon se afasta de todo o pensamento científico-filosófico
anterior a si mesmo, com exceção talvez de René Descartes, cuja visão de dúvida
e privilegiamento da experimentação se aproxima do discurso baconiano.
O autor cria uma nova
visão acerca do que é ciência, no caso, distanciando-se das concepções
dialéticas e puramente filosóficas, focando-se naquilo que pode ser devidamente
definido, desviando-se de toda e qualquer “fantasia” da mente humana. Ele
defende que o ser humano precisa se livrar de seus ídolos, ídolos que o dirigem
a uma situação de crença ilusória, prejudicial aos preceitos científicos.
Francis Bacon visava
ajudar a progredir o pensamento científico, associando-o à ideia de inovação
que hoje possuímos por ciência. Ao afastar os homens de suas falsas noções e
ídolos, espera que acostumem-se com o trato direto das coisas, visto por ele
como o trato útil e correto.
Victor Luiz Pereira de Andrade - Direito matutino - 1° ano
Sobre o método experimental de Bacon
Francis Bacon , influente político no parlamento Inglês, em um momento histórico de fortalecimento do absolutismo do reinado de Elizabeth I e de consolidação de atividades comercais em alta, é considerado como o fundador da ciência moderna. Em sua obra Novum Organum revisa a posição do homem e da ciência em relação a natureza.
Logo no inicio de sua obra, o autor indica que é fundamental para o entendimento e o sucesso da análise e compreensão da natureza nos livrarmos de nossos erros, como o subjetivismo e de linguagem. Onde através da alteração e o entendimento da natureza, o homem, pode obter resultados benéficos.
Bacon faz defesa de que "o saber é poder" e reforça a idéia de que devemos compreender o fenômeno estudado para obter o melhor resultado. Tem como principais temas em sua obra a razão, a filosofia, a ciência e a teologia medida que coloca o homem em posição de desbravador e interprete do universo em que habita.
Além disso, crítica o modelo clássico de filosofia que se apega a questões de pouca útilidade física e defende a nova forma de fazer ciência como norte para alterar e melhorar as condições de vida humana. Nesse novo modo de pensar a natureza surge como algo que deve ser entendido e explorado para servir ao homem.
A física do dia a dia
O filme O ponto de mutação inicialmente faz uma
crítica clara ao modelo de vida que vem
sendo disseminado no mundo nos dias de hoje. Nesse modelo, o consumo, narcisismo
e a percepção surgem como forma de satisfação momentânea, demonstrada pelo
dualismo dos personagens principais, que apesar de serem norte americanos,
possuem modo de vida distintos.
A discussão entre os
personagens, nos leva ao entendimento de parte da teoria contida na obra de Descartes,
chamada O Discurso do método, onde no filme, a natureza é comparada com partes
de uma máquina que pode ser desmontada e entendida, ou como revela o longa, uma
visão mecanicista. Essa visão rompeu com os tradicionais dogmas e formas de
pensar até então vigentes, causando modificações no modo de fazer ciência que
se mantem até os dias de hoje.
O debate também faz
crítica ao modo de percepção atual da esfera política, que visa solucionar as
causas dos problemas e não suas consequências. Esses problemas também estão
relacionados a supremacia do poder econômico sobre o político, que por sua vez
está relacionado as massas e ao senso comum.
Em suma, o filme nos
faz refletir sobre a adoção de novos princípios como forma de mudar o mundo e
nos expõe o quão complexo é a transição dessa nova forma de interpretação,
tanto na política quanto na física.
Pense e sinta
O silêncio mostra-se muito bom quando precisamos desenvolver um raciocínio longo. E era assim que o senhor de pequenos óculos estava, imerso em pensamentos próprios enquanto observava uma caneta. Observava, usando apenas sua visão e sua dedução para entendê-la. Andando em torno da mesa onde se encontrava, suspirava a curtos passos. Caneta. Será?. Um objeto que lança tinta quando pressionado contra alguma superfície...
Experimentou tocá-la. Madeira maciça, com um bom acabamento, liso e sem nodosidades. Alguns detalhes em alto relevo, atribuindo um ar refinado à peça. Tudo parecia indicar que se tratava de uma caneta, quando um leve deslize da parte inferior do objeto revelou sua ponta metálica para escrita. Brilhante, recém-polida, refletindo a luz da tarde em sua superfície. Assentiu solitariamente, concordando com a magnificência do presente. E com ela resolveu deixar sua marca na carta que enviaria ao amigo que o presenteou.
No entanto, uma pequena surpresa o espantou. No momento em que começaria a escrever, percebeu o engano cometido. Não se tratava de uma caneta, mas sim de uma lapiseira mecânica, colocada dentro de um invólucro tão comum na época para o primeiro objeto.
_____Presente de grego...
Disse isso não se referindo à lapiseira em si, mas ao pensamento que teve sobre ela. Apenas contemplá-la, como os gregos faziam em seu processo de conhecimento, levou-o ao raciocínio errado e somente a descoberta foi feita no momento em que a experiência se concretizou. O espírito empiricista demonstrou sua graça nessa brincadeira na qual os ídolos tão comumente iludem os sentidos e a arte do pensar. Emoções, sentimentos, a formação, as relações comerciais e pessoais e até mesmo a filosofia brincaram, ludibriando a busca pelo saber.
_____Então era isso que queria me mostrar, Bacon?
E foi com essa fala e um sorriso no rosto que o senhor saia de casa, sentindo o vento em seu encalço e agraciado com o vespertino enluarado para encontrar seu amigo.
Leonardo Eiji Kawamoto - 1ºAno - Direito Matutino
Experimentou tocá-la. Madeira maciça, com um bom acabamento, liso e sem nodosidades. Alguns detalhes em alto relevo, atribuindo um ar refinado à peça. Tudo parecia indicar que se tratava de uma caneta, quando um leve deslize da parte inferior do objeto revelou sua ponta metálica para escrita. Brilhante, recém-polida, refletindo a luz da tarde em sua superfície. Assentiu solitariamente, concordando com a magnificência do presente. E com ela resolveu deixar sua marca na carta que enviaria ao amigo que o presenteou.
No entanto, uma pequena surpresa o espantou. No momento em que começaria a escrever, percebeu o engano cometido. Não se tratava de uma caneta, mas sim de uma lapiseira mecânica, colocada dentro de um invólucro tão comum na época para o primeiro objeto.
_____Presente de grego...
Disse isso não se referindo à lapiseira em si, mas ao pensamento que teve sobre ela. Apenas contemplá-la, como os gregos faziam em seu processo de conhecimento, levou-o ao raciocínio errado e somente a descoberta foi feita no momento em que a experiência se concretizou. O espírito empiricista demonstrou sua graça nessa brincadeira na qual os ídolos tão comumente iludem os sentidos e a arte do pensar. Emoções, sentimentos, a formação, as relações comerciais e pessoais e até mesmo a filosofia brincaram, ludibriando a busca pelo saber.
_____Então era isso que queria me mostrar, Bacon?
E foi com essa fala e um sorriso no rosto que o senhor saia de casa, sentindo o vento em seu encalço e agraciado com o vespertino enluarado para encontrar seu amigo.
Leonardo Eiji Kawamoto - 1ºAno - Direito Matutino
DIVAGAÇÕES (CONTRA) CIENTÍFICAS
Mente? Corpo? Alma?
Ser máquina? Ser ferramenta? Ser NADA!
NADA? Vazio? Matéria? Energia?
Mente+Corpo+Alma = ?
Partes de individuo,
Mas um individuo é partes?
Cientificamente se destrói o todo
Cientificamente se faz partes
E se perde, também, cientificamente
Porque todas as partes juntas
Em seus mínimos detalhes, normalmente
Não formam a essência do todo
As partes das partes!
Mente? Corpo? Alma?
Ser máquina? Ser ferramenta? Ser NADA!
NADA? Vazio? Matéria? Energia?
Mente+Corpo+Alma =?
Do sol ao individuo
Da gota d’água ao grão de areia
Tudo influência e sofre influência
Da energia, da conexão
Ligação
Formação
Construção
Reconstrução
Louise Fernanda de Oliveira Dias
1º ano Direito Noturno
Utilidade do conhecimento
Bacon segue o pensamento cartesiano, voltado para o conhecimento verdadeiro, e dedica-se a interpretação do mundo através das experiências. Vai além de Descartes, acredita que o saber por si só não é suficiente, é preciso que se torne útil tal conhecimento. O que mostra que a filosofia proposta por Francis Bacon, um nobre, agradava a burguesia que via em sua teorias o primeiro passo para avanços que lhe beneficiasse.
Criticou também os antigos filósofos que através da dialética não estudaram a realidade em si, pois apenas o uso da mente não poderia desvendar toda a natureza. Por fazer dessa a base, não se pode evoluir, pois o homem quando acredita em algo, tem como ideia que essa é a única verdade, quando o certo seria ser imparcial para podermos obter o verdadeiro conhecimento.
Para a aplicação de seu método, deveríamos abandonar certos ídolos, estes que em partes tem o mesmo significado que se dá ultimamente, pessoas que "cegam" outras e trazem falsas percepções do mundo. O ídolos da tribo são as distorções feitas pelos sentimentos do indivíduo (paixão, ódio, predileção, etc), os ídolos da caverna que fazem alusão ao "Mito da Caverna" de Platão são os que estabelecem uma relação entre o homem com o planeta (religião, educação, costumes, etc), ídolos do foro são aqueles que influenciam através de associações (comércio, política, amizades, etc), e por último os ídolos do teatro que se ligam por meio de superstições (astrologia, magia, sistemas filosóficos, etc).Assim como Kelsen acredita na neutralidade no Direito, Bacon acredita nessa no âmbito do conhecimento, o que é impossível nos dois campos, pois como humanos possuidores de sensações e preceitos morais não conseguimos abandoná-los por completo.
Porém mesmo abandonando todos os ídolos não se pode ser completamente neutro, assim como Kelsen acredita na neutralidade no Direito, Bacon acredita nessa no âmbito do conhecimento, o que é impossível nos dois campos, pois como humanos possuidores de sensações e preceitos morais não conseguimos abandoná-los por completo.
Bacon quis a inovação, o conhecimento proveniente dos sentidos, das experiências e pode concretizá-lo fazendo útil.
Gabriella Akemi Kimura- 1º ano direito noturno
Criticou também os antigos filósofos que através da dialética não estudaram a realidade em si, pois apenas o uso da mente não poderia desvendar toda a natureza. Por fazer dessa a base, não se pode evoluir, pois o homem quando acredita em algo, tem como ideia que essa é a única verdade, quando o certo seria ser imparcial para podermos obter o verdadeiro conhecimento.
Para a aplicação de seu método, deveríamos abandonar certos ídolos, estes que em partes tem o mesmo significado que se dá ultimamente, pessoas que "cegam" outras e trazem falsas percepções do mundo. O ídolos da tribo são as distorções feitas pelos sentimentos do indivíduo (paixão, ódio, predileção, etc), os ídolos da caverna que fazem alusão ao "Mito da Caverna" de Platão são os que estabelecem uma relação entre o homem com o planeta (religião, educação, costumes, etc), ídolos do foro são aqueles que influenciam através de associações (comércio, política, amizades, etc), e por último os ídolos do teatro que se ligam por meio de superstições (astrologia, magia, sistemas filosóficos, etc).Assim como Kelsen acredita na neutralidade no Direito, Bacon acredita nessa no âmbito do conhecimento, o que é impossível nos dois campos, pois como humanos possuidores de sensações e preceitos morais não conseguimos abandoná-los por completo.
Porém mesmo abandonando todos os ídolos não se pode ser completamente neutro, assim como Kelsen acredita na neutralidade no Direito, Bacon acredita nessa no âmbito do conhecimento, o que é impossível nos dois campos, pois como humanos possuidores de sensações e preceitos morais não conseguimos abandoná-los por completo.
Bacon quis a inovação, o conhecimento proveniente dos sentidos, das experiências e pode concretizá-lo fazendo útil.
Gabriella Akemi Kimura- 1º ano direito noturno
O Relógio da Vida e do Universo e suas engrenagens
As pessoas hoje em dia tem enfrentado grandes problemas em sua vida pessoal. Talvez o maior deles seja a depressão, causada por conta do vazio existencial, gerado pelo mundo em que vivemos onde tudo é rápido mas nem tudo satisfaz o homem. O Filme "Ponto de Mutação", dirigido por Berntfudou , que é um excelente longa-metragem de cunho cientifico, trás essa abordagem mostrando três personagens que também se encontram em um vazio existencial. Por lado um político cansado de seguir discursos que não são seus, por outro um poeta sem convicção de vida, e por fim uma cientista desacredita da ciência por ver seu objeto de pesquisa, a Física, sendo usada para destruir o mundo.
Durante o enredo, é tecido uma crítica à visão cartesiana de ver o mundo. O grande e maior responsável pela dificuldade do homem é dividir o conhecimento em partes pequenas; não conseguir vê-las por completo, pois é preferível ver apenas "uma engrenagem do relógio, do que todo o sistema junto". Ou seja, o método cartesiano tão posto em prática e tão usado na ciência, é visto como um grave erro.
Percebe-se que olhando com a lógica o olhar cartesiano possui mesmo falhas, e pode ser um grande responsável pelo "mal do século XXI". Quando somos "treinados" para apenas ver uma pequena parte de um conhecimento, acabamos nos acostumando e passamos a encarar o mundo dessa maneira, vendo-o com apenas uma visão, seja ela científica e racional, teológica e sentimental. Acabamos aos poucos nos esquecendo que uma visão, depende da outra; que vivemos em um mundo em que o ponto de vista "disso depende daquilo".
Podemos correlacionar essa ideia expressa no filme com os problemas sócio-ambientais. O homem adaptou-se tanto à visão cartesiana, que esquece que a natureza e os outros a sua volta, se relacionam continuamente com ele, como em um sistema , em um relógio, sendo ele uma simples engrenagem que não pode prejudicar as outras. Ou seja, se passássemos a ver a sociedade e a natureza como parte de um sistema único da qual seriamos importantes peças, dificilmente enfrentaríamos problemas ambientais como hoje.
Por fim conclui-se que não devemos descartar a visão de Descartes, nem mesmo considerá-la a mais correta, e sim passar a entender o mundo como dito no Filme "Ponto de Mutação", como um Sistema Único
Durante o enredo, é tecido uma crítica à visão cartesiana de ver o mundo. O grande e maior responsável pela dificuldade do homem é dividir o conhecimento em partes pequenas; não conseguir vê-las por completo, pois é preferível ver apenas "uma engrenagem do relógio, do que todo o sistema junto". Ou seja, o método cartesiano tão posto em prática e tão usado na ciência, é visto como um grave erro.
Percebe-se que olhando com a lógica o olhar cartesiano possui mesmo falhas, e pode ser um grande responsável pelo "mal do século XXI". Quando somos "treinados" para apenas ver uma pequena parte de um conhecimento, acabamos nos acostumando e passamos a encarar o mundo dessa maneira, vendo-o com apenas uma visão, seja ela científica e racional, teológica e sentimental. Acabamos aos poucos nos esquecendo que uma visão, depende da outra; que vivemos em um mundo em que o ponto de vista "disso depende daquilo".
Podemos correlacionar essa ideia expressa no filme com os problemas sócio-ambientais. O homem adaptou-se tanto à visão cartesiana, que esquece que a natureza e os outros a sua volta, se relacionam continuamente com ele, como em um sistema , em um relógio, sendo ele uma simples engrenagem que não pode prejudicar as outras. Ou seja, se passássemos a ver a sociedade e a natureza como parte de um sistema único da qual seriamos importantes peças, dificilmente enfrentaríamos problemas ambientais como hoje.
Por fim conclui-se que não devemos descartar a visão de Descartes, nem mesmo considerá-la a mais correta, e sim passar a entender o mundo como dito no Filme "Ponto de Mutação", como um Sistema Único
Otávio Augusto Mantovani Silva
1º ano Direito Diurno - Turma XXXI UNESP
1º ano Direito Diurno - Turma XXXI UNESP
Nenhum Homem é uma ilha
Embora com uma fotografia básica e raras mudanças de cenário, o filme "Ponto de Mutação" (em inglês, "Mindwalk") impressiona pelo universo de temáticas utilizadas em menos de duas horas de filme. É composto por três personagens principais: Jack Edwards, um senador estadunidense e ex candidato da eleição à presidência, Sonia Hoffman, uma cientista e física afastada, e Thomas Harriman, um poeta e amigo de Jack, que decide se afastar da metrópole conturbada que é Nova York para viver no litoral francês. Ao longo do filme, o contexto leva esses personagens a se aproximarem, visto que todos estão passando por desilusões, além de conversarem sobre assuntos que continuam contemporâneos: meio ambiente, novas maneiras de se fazer política e de observar o mundo, pensamentos sobre a sociedade e a individualidade constante.
Logo no início do filme, o poeta Thomas diz à Jack: "nenhum homem é uma ilha; todos fazemos parte de um continente". E ao longo da trama insiste-se na concepção de que o homem se encontra cada vez mais na esfera individual, esquecendo da enorme teia de interrelações e da necessariedade das conexões em sociedade para sobreviver. Por muitas vezes, Sonia critica o pensamento Cartesiano (o qual indica que o conhecimento só seria encontrado se fosse fragmentado), rebatendo que esse seria o motivo de nações se importarem com nada além delas mesmas, e que devemos olhar para o todo para enxergar os segredos e potencialidades do nosso universo.
Cada um dos três personagens tenta buscar uma forma (mesmo idealizada) de transformar o mundo, utilizando para isso o instrumento da sua área (poesia, política e ciência). Jack tenta fazer com que Sonia aceite o emprego em Washington para fazer parte da equipe que irá comandar sua próxima campanha de eleição, enquanto Thomas declama um poema de Pablo Neruda que se encaixa perfeitamente no contexto por possuir um tema ligado à relações e como todas as sociedades, sendo humanas ou não, necessitam dessas conexões para permanecer no planeta. A trama demonstra por fim que o pensamento não pode permanecer isolado como o castelo medieval de Mont Saint Michel, mas sim relacionado à outros pontos de vida e perspectiva sobre a realidade humana.
Vitória Schincariol Andrade - 1° ano Direito Noturno
Logo no início do filme, o poeta Thomas diz à Jack: "nenhum homem é uma ilha; todos fazemos parte de um continente". E ao longo da trama insiste-se na concepção de que o homem se encontra cada vez mais na esfera individual, esquecendo da enorme teia de interrelações e da necessariedade das conexões em sociedade para sobreviver. Por muitas vezes, Sonia critica o pensamento Cartesiano (o qual indica que o conhecimento só seria encontrado se fosse fragmentado), rebatendo que esse seria o motivo de nações se importarem com nada além delas mesmas, e que devemos olhar para o todo para enxergar os segredos e potencialidades do nosso universo.
Cada um dos três personagens tenta buscar uma forma (mesmo idealizada) de transformar o mundo, utilizando para isso o instrumento da sua área (poesia, política e ciência). Jack tenta fazer com que Sonia aceite o emprego em Washington para fazer parte da equipe que irá comandar sua próxima campanha de eleição, enquanto Thomas declama um poema de Pablo Neruda que se encaixa perfeitamente no contexto por possuir um tema ligado à relações e como todas as sociedades, sendo humanas ou não, necessitam dessas conexões para permanecer no planeta. A trama demonstra por fim que o pensamento não pode permanecer isolado como o castelo medieval de Mont Saint Michel, mas sim relacionado à outros pontos de vida e perspectiva sobre a realidade humana.
Vitória Schincariol Andrade - 1° ano Direito Noturno
Novos métodos
"Ponto de Mutação" um ponto de renovação, mas seria essa uma aberração ou um avanço? É este o tema do diálogo que se estabelece por todo o filme, dirigido por Bernt Capra. Sonia uma cientista da área física, Thomas um poeta, e Jack um político, diante de tão distintas profissões e âmbitos de pensamento vemos um reflexão sobre o que se tornou a sociedade e todo seu funcionamento.
Depois de instaurado o método proposto por Descartes inciamos um período de sistematização, tudo é analisado separadamente, como se funcionasse perfeitamente sozinho. Essa avaliação ao método cartesiano nos mostra o quão ultrapassada está tal visão, mas sem ignorar seu valor. Sem o questionamento, sem a crítica ao conhecimento sobrenatural, sem o uso da razão como caminho da verdade, nada teríamos alcançado, pois foi esse pensamento que nos fez evoluir e iniciar a ciência moderna.
Uma das consequências do pensamento de Descartes é que o conhecimento deixou de ser voltado para o bem do homem como pretendia, Sonia retrata no filme sua insatisfação após usarem seus estudos com raios que poderiam aprimorar o conhecimento de células cancerígenas, serem usados em Guerra das Estrelas. O saber se tornou poder, conforme disse Bacon, e nos deixou ainda mais arrogantes, acredita-se que a ciência pode trazer respostas para tudo e que não precisamos nos preocupar com problemas ambientais, sociais que logo haverá uma solução advinda dos cientistas.
De uma forma utópica, Sonia acredita que será possível mudar o mundo apenas com um pensamento mais crítico do planeta, porém o que se constata em todo o mundo é que hoje nós pensamos no que ela retrata durante o filme. Todos sabem do que se trata o aquecimento global, sabem o que causa o efeito estufa, mas nada fazemos para mudar a situação pois muito além do pensamento cartesiano, vem antes o pensamento capitalista e individualista que não quer mudar o mundo a sua volta por inércia.
Gabriella Akemi Kimura- 1º ano direito noturno
Depois de instaurado o método proposto por Descartes inciamos um período de sistematização, tudo é analisado separadamente, como se funcionasse perfeitamente sozinho. Essa avaliação ao método cartesiano nos mostra o quão ultrapassada está tal visão, mas sem ignorar seu valor. Sem o questionamento, sem a crítica ao conhecimento sobrenatural, sem o uso da razão como caminho da verdade, nada teríamos alcançado, pois foi esse pensamento que nos fez evoluir e iniciar a ciência moderna.
Uma das consequências do pensamento de Descartes é que o conhecimento deixou de ser voltado para o bem do homem como pretendia, Sonia retrata no filme sua insatisfação após usarem seus estudos com raios que poderiam aprimorar o conhecimento de células cancerígenas, serem usados em Guerra das Estrelas. O saber se tornou poder, conforme disse Bacon, e nos deixou ainda mais arrogantes, acredita-se que a ciência pode trazer respostas para tudo e que não precisamos nos preocupar com problemas ambientais, sociais que logo haverá uma solução advinda dos cientistas.
De uma forma utópica, Sonia acredita que será possível mudar o mundo apenas com um pensamento mais crítico do planeta, porém o que se constata em todo o mundo é que hoje nós pensamos no que ela retrata durante o filme. Todos sabem do que se trata o aquecimento global, sabem o que causa o efeito estufa, mas nada fazemos para mudar a situação pois muito além do pensamento cartesiano, vem antes o pensamento capitalista e individualista que não quer mudar o mundo a sua volta por inércia.
Gabriella Akemi Kimura- 1º ano direito noturno
A investigação da natureza
Francis Bacon
considerado o pai da ciência moderna trouxe um legado essencial à
história da humanidade: a busca da ciência cada vez mais atrelada
ao mundo empírico. Afirmava que tudo o que existia era ciência, o
que o fez apto na procura pelos segredos da natureza por meio da
interpretação e esclarecimento do mundo através de seu novo método
na regulação da mente por mecanismos da experiência, isto é, a
busca por um intelecto íntegro e puro, desprovido de sentidos que
induzem ao erro.
Firmava sua teoria através de
inúmeras críticas à Aristóteles e a Escolástica, por estes
apresentarem uma filosofia esterilizada e desnecessária à
humanidade, já que a teoria aristotélica utilizava-se do raciocínio
silogistico como forma de descobrir os fatos e para Bacon o racicínio
indutivo era guiado pela investigação da natureza, o que o fez
acreditar que seu novo método superaria noções errôneas e
reformaria o conhecimento por completo.
Seu novo método na exploração do
conhecimento o fez descrever a noção de Ídolos como mera
percepeção falsa advinda do homem que diz fazer ciência. Para isso
classificou-os em quatro tipos: Ídolos do foro, Ídolos da tribo,
Ídolos da caverna e Ídolos do teatro. O primeiro refere-se às
teorias vazias tendendo a distorções, o segundo ao preconceito em
receber impressões por meio dos sentidos tendendo a generalizações,
o terceiro fazendo alusão à caverna de Platão é vinculado ao
conhecimento preconceituoso do homem quanto à percepção do mundo
sem deixar de lado sua crença como verdade única e indiscutível e
o último refere-se às teorias e fábulas falsas tendendo ao
equívoco. São investigações que influenciaram a humanidade, tanto
no conhecimento da verdade efetiva das coisas como na formulação de
variadas filofofias posteriores a Bacon.
Adriane Oliveira, Direito Noturno, 1º ano
Ponto de Mutação- bases da existência humana.
O
filme "Ponto de Mutação" levanta uma discussão sobre a relação entre
pensamentos e ações particulares sendo considerados parte de um todo e o efeito
que estes surtem no mundo. A discussão ocorre entre três
pessoas de diferentes áreas: uma física moderna, um político e um poeta; o que
nos permite perceber o que cada visão tem em comum, como cada visão diverge, e
como cada uma delas reflete no mundo.
A relação de diferentes faces, diferentes pontos de vista,
faz uma união do conhecimento humano dentro dos três pontos de vista (físico,
político, e literário), mostrando os efeitos do desenvolvimento da história e da
ciência. O papel desses três personagens é divulgar a ideia de que tudo está
interligado; há intertextualidade nos diálogos, e cada personagem enriquece a
visão dos outros.
Para a cientista Sonia Hoffmann o pensamento de Renê Descartes embora muito útil para a sociedade em que ele viveu, por se afastar do pensamento
estritamente religioso medieval para explicar a natureza, muito atrapalha a
sociedade atual. Descartes criou o pensamento mecanicista, tido como cartesiano,
pelo seu nome em latim, cartesius. O pensamento cartesiano explicava a natureza como uma maquina que poderia ser desmontada para
ser compreendida. Isaac Newton ainda teria contribuído no pensamento cartesiano
quando formulou as três leis do movimento na física, que influenciou as artes,
a política e toda a sociedade. Enxergar apenas as partes e não o todo, esse foi
o erro que Descartes cometeu, segundo Sonia, e que fez as nações interessadas apenas em suas
próprias partes.
Todo o discurso do filme é uma realidade ainda hoje. As
pessoas estão acostumadas com a modernidade, com o conforto e mergulhadas nos
seus sentimentos nacionalistas. Recebem tudo pronto em suas mentes e mal podem
pensar que todas as coisas criadas pelo homem podem e devem ser moldadas. Até a
natureza parece agir baseada na lógica. Precisa-se pensar com maior
relatividade a mediação do conhecimento diante de todas as descobertas que são
impostas e modificam nosso modo de agir na sociedade, parte de uma nação, parte
de um continente, interligado a um sistema maior, toda a humanidade.
José Augusto Melo de Carvalho, Direito Noturno, 1° ano.
Assinar:
Postagens (Atom)
