Este é um espaço para as discussões da disciplina de Sociologia Geral e Jurídica do curso de Direito da UNESP/Franca. É um espaço dedicado à iniciação à "ciência da sociedade". Os textos e visões de mundo aqui presentes não representam a opinião do professor da disciplina e coordenador do blog. Refletem, com efeito, a diversidade de opiniões que devem caracterizar o "fazer científico" e a Universidade. (Coordenação: Prof. Dr. Agnaldo de Sousa Barbosa)
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domingo, 27 de março de 2011
Os limites do saber
Para isso, Descartes critica o ensino tradicional e a filosofia especulativa, a qual teria alicerces muito frágeis e passa a duvidar de tudo aquilo que poderia lhe enganar. Em sua dúvida metódica, o filósofo coloca em questão a observação direta, desconfiando do testemunho de nossos sentidos e também dos nossos sonhos, pois esses constantemente nos iludem.
Nesse ponto, René Descartes, surpreendendo grandes pensadores, conclui que Deus existe, pois se o ser humano possui o conceito da perfeição, alguém todo poderoso deve ter implantado essa ideia nele. A partir daí percebe-se que há duas coisas que podem ser inferidas com absoluta certeza: que apesar de não conhecer sua própria natureza, o ser humano existe e que ele tem consciência das experiências que vive. Descarte sintetizou essa conclusão numa frase latina que se tornou famosíssima: Cogito ergo sum, traduzida por "Penso, logo existo".
René Descartes, apesar do receio em relação às conseqüências da publicação de seus pensamentos, foi um dos grandes criadores do racionalismo e devido à sua influência, a busca da certeza dominou a atividade intelectual no Ocidente.
Das interrogações aos pontos finais
Magia, alquimia, astrologia, filosofia especulativa. Várias são as chamadas “más doutrinas”, “bases” pouco sólidas, que Descartes critica em seu livro Discurso do Método. Objetivando realizar um sistema (método) por meio do qual um conhecimento sólido e racional seja construído, o pai da filosofia moderna propõe descartar os alicerces do saber que não sejam firmes. Para essa tarefa, utiliza a dúvida: questiona a realidade sensível, os sonhos, toda “idéia” formada até então. Nesse instante, chega à conclusão de que pensa, logo existe; a partir da qual edifica o conhecimento, a busca de certezas claras e distintas. Defende, em seguida, um estudo sistemático: de início, analisam-se problemas ou partes menores de um assunto; após isso, aumenta-se a complexidade, até que, por fim, as partes são relacionadas.
Tal análise permitiu o desenvolver da ciência, tornando-se instrumento de grande utilidade no cotidiano, na vida. Como exemplo, a valorização do pensar propiciou o surgimento de máquinas, mercadorias, eletrônicos, além dos meios digitais, utilizados de modo amplo atualmente.
Ademais, o princípio da dúvida gerou questionamentos a respeito do que se conhecia até o momento. Dessa maneira, desenvolveram-se matérias como a medicina, química (o anseio pela cura de doenças levou à fabricação de medicamentos e à elaboração de técnicas cirúrgicas), biologia, física, as quais ainda hoje decifram a mecânica da natureza. Essa característica também expandiu-se para o campo das ciências sociais: duvidando de concepções antigas para com negros, portadores de necessidades especiais e idosos, formaram-se costumes, normas visando ao respeito a eles.
Observa-se, portanto, a contribuição da herança cartesiana no âmbito científico, permitindo um conhecimento seguro, livre de superstições no que se refere à dinâmica ambiental (sem negar Deus – ser perfeito de quem se originam os elementos evidentes e distintos, criador dessas obras). Desse modo, conclui-se que as dúvidas, interrogações, revelam a imperfeição humana, mas também o combustível, a vontade de se chegar à perfeição, aos incertos pontos finais da ciência.
sábado, 26 de março de 2011
Cartesianismo e ciências humanas
Em tempos de ascensão de uma classe burguesa, que se alicerçava na obtenção de lucros através do trabalho e do empreendedorismo, e não de benefícios concedidos, a ciência moderna (neutra, liberta de sentimentos, prática e aplicável) de Descartes passa a ser acatada, para que se pudesse otimizar os processos de um incipiente capitalismo.
Dispensável é dizer que a linha de pensamento promovida por Descartes conferiu inúmeros e inigualáveis progressos à sociedade, até o momento, carente de conhecimentos aplicáveis no mundo real. No entanto, é interessante observar a influência que ela exerceu e exerce no intelecto dos mundos moderno e pós-moderno, em variadas áreas do saber. A partir do momento em que uma classe industrial, e, portanto, geradora de conflitos sociais, coloca em voga uma filosofia metódica, que não se envolva em questões humanas, não estaria ela evitando o questionamento da ordem imposta por ela própria, da qual se beneficia em detrimento de outros? Favorecendo a disseminação de um raciocínio mais apropriado às ciências exatas, não estaria tentando manter distante o aprofundamento nas ciências que proporcionam condições de crítica quanto à ordem na qual se vive? E não seriam também essas as ciências mais imprescindíveis à formação cultural do indivíduo, sua proteção contra a alienação e contra a aceitação de tudo que lhe é imposto pela sociedade? São essas questões a se considerar acerca do apelo ao pensamento de linha cartesiana.
A Razão como Luz da Ciência
Para Descartes a dúvida tinha papel fundamental na criação cientifica, pois através dela podem-se eliminar eventuais equívocos e erros, além de colocar em xeque mitos, tradições e costumes que em nada contribuem para a construção do verdadeiro conhecimento, mas podem gerar falácias que não devem ser consideradas pela ciência, pois a através dela deve-se chegar apenas à verdade e nada mais.
A Razão é a única forma para se chegar ao verdadeiro conhecimento na medida em que por ela é possível distinguir o verdadeiro do falso, analisas experiências e chegar a conclusões verdadeiras sobre os varias fenômenos da natureza. Dessa forma Descarte acreditava que a através da racionalização a ciência poderia construir as suas contribuições para a sociedade.
Deus, segundo Descartes, era o criador de tudo, pois para a criação da natureza, que é perfeita, e do homem, que é dotado da razão, é necessário a existência de um ser superior, criador de tudo. Se através da máxima “eu penso, logo existo” pode-se chegar à conclusão da existência do homem, e através da razão pode-se provar a existência das leis da natureza e, portanto, dela própria, conclui-se que Deus existe. Porém como não se pode comprovar que o ato da criação em si foi feito por Deus, a crença em sua existência continua tendo por fim ultimo a fé.
Assim, podemos concluir que Descartes fez uma contribuição de suma importância para a ciência ao descrever os métodos que essa deve usar para as suas investigações. Devemos, portanto, tirar proveito dos seus ensinamentos e nos guiar pela Razão e sempre duvidar daquilo que não se pôde comprovar, dessa forma nós poderemos, assim como Descartes, contribuir para a evolução da ciência e, consequentemente, da humanidade.
Razão, Fé e Verdade - O tripé do conhecimento cartesiano
Ciência: Da inquietação ao limite
Descartes busca o tempo todo desvencilhar-se do senso comum, dos hábitos e do metafísico. Encontra, através da dúvida, algo de que não pode duvidar: a existência daquele que pensa; e a partir daí inicia sua procura por um caminho para a verdade.
O autor não consegue, no entanto, se livrar do ideal de que exista no mundo ou fora dele algo infinito, eterno, imutável, perfeito. Ele considera isso um ser, exterior a ele, e supõe que esse ser seja o mesmo o qual os outros chamam de Deus.
Ainda hoje, quando se busca o conhecimento verdadeiro, tem se de passar pelo metafísico. A ciência, ao fim, vai encontrando cada vez mais pontos em comum com a fé, da qual não sabemos se é realmente dissociável. A busca de um método baseado estritamente no pensar é boa por nos livrar de mitos e doutrinas que nos aprisionam, pois só percebe que está acorrentado aquele que se inquieta.
No entanto, esse método possui seus limites, visto que o homem ainda precisa crer em algo, seja por necessidade legítima da psique, seja pelo pavor de tornar-se dono de seu destino.
Fábio Augusto, 1º DN
Método Universal.
A Divindade da Razão em Descartes
No “Discurso do Método” de Descartes, o autor, entre as demais reflexões, propõem uma interpretação diferente daquela que crê no homem como produtor independente de todo conhecimento e possuidor da razão, como a que há no movimento filosófico iluminista, por exemplo. Para ele, as coisas e as conclusões do homem, tomadas como verdadeiras pelo fato de serem concebidas de forma distinta, segundo ao raciocínio adotado pelo autor (“as coisas que concebemos muito clara e distintamente são todas verdadeiras”), são providas de um ser perfeito e soberano, Deus para ele. Este nos daria a clareza das idéias através da alma imperfeita que temos; e esta mesma, por ora, seria feita a partir do próprio ser perfeito, sendo nós reflexos imperfeitos dele.
Isto é uma das exposições que o autor faz, principalmente no trecho quarto do texto. E por ela, ele concluiu como surgem os postulados verídicos e, principalmente, a existência de alma e Deus. Aspecto peculiar este último, pois mesmo Descartes sendo extremamente racional e apoiando uma nova ciência livre de todos os misticismos e suposições sem fundamentos, ele acredita ainda que haja algo de divino e supremo dentro dos homens.
Diogo de Souza Mazzucatto Esteves - 1º Noturno
Um método que permite alcançar a verdade?!
Descartes parte do princípio da negação das verdades absolutas, ao considerar que as percepções dos sentidos humanos não sejam realmente verdadeiras, mas apenas imaginações criadas pela mente humana, como ocorre nos sonhos; e a partir disso, desenvolve um método científico que possibilite a verificação dessas verdades. Um método que tem como base a razão, e que permite a ele a afirmação da existência de um ser Perfeito, um Deus, que é responsável por todas as coisas existentes, e também a afirmação de sua própria existência, por possuir a capacidade de pensar, elucidada pela célebre frase: “Penso, logo existo.”.
Novo estágio do pensamento filosófico
O conhecido filósofo francês Descartes (1596-1650) é considerado o fundador do racionalismo moderno, inaugurando, assim, uma nova postura do conhecimento humano.
Fé x Razão
Vários argumentos são tecidos acerca disso. Primeiro, poderíamos considerar que para Descartes, a existência de Deus é inquestionável, por ter ele vivido em um período medieval, onde o Cristianismo controlava todo o conhecimento. É válida tal afirmação, contudo, limitada. Descartes não foi o único que chegou a tal conclusão de modo racional. Para Aristóteles (antes de surgir Cristianismo), o mundo precisava de um primeiro motor, sendo então Deus um "ato puro". Sir. Isaac Newton, outro grande pensador, disse: "Os movimentos que os planetas têm hoje, não puderam originar-se através de causas naturais isoladas, mas, sim, lhe foram impostos por um agente inteligente". Atualmente, nos Estados Unidos, são ministradas aulas sobre Criacionismo, e não evolucionismo. Diferente do que se pode pensar, as crianças não usam bíblias nas aulas, mas livros científicos baseados nas mais recentes descobertas. Alguns brasileiros, que se acham erudítos, ousam dizer que o "Gigante do Norte" retrocedeu no ensino infantil; cegos não veem que o Brasil, em suas melhores escolas, utiliza pesquisas (quando recentes) com atraso de trinta anos.
Retomando Descartes, podemos afirmar que na impossibilidade de racionalizar, seu recurso final é a fé. Errado! Hoje, a ciência estuda um novo ramo, chamado "Desing Inteligente". Entende-se que apenas um "ser inteligente" pode criar "vida inteligente". Fé seria crer que um universo imenso, com toda sua complexidade e leis perfeitas, surgiu sem que alguem perfeito o tivesse planejado. Não se trata de um critério subjetivo, mas de uma impossibilidade de negar.
Entendam que meu intento não é prova que Deus existe, mentes superiores já o fizeram ao longo da História. Meu desejo é apenas levantar uma questão: "Por que, após tantos pensadores explicarem, é ainda tão difícil tratar desse assunto?". Falar sobre Deus é polêmico, sendo impossível para alguns, simplesmente, escutar qualquer afirmação. Talvez, ouvir falar sobre o Criacionismo fira a sua fé.
O método gradativo, cumulativo e racional de Descartes
Logo no começo de “Discurso do Método”, René Descartes evidencia a razão como sendo a única coisa que nos distingue dos animais, e inicia-nos em seu método, com o qual mostra-se muito exigente e crítico. É esse criticismo que o leva a duvidar de tudo e a usar a razão na busca da verdade. Busca essa que devia dar-se de forma gradativa até que se alcançasse a verdade plena.
Descartes pensa ser o homem o elemento central na construção do conhecimento, é dele a responsabilidade de explicar os fenômenos que envolvem sua vida. Por isso, a ciência deveria ser usada como um instrumento público e cumulativo a favor da sociedade, o que leva o estudioso a criticar a filosofia especulativa, que não traz um efeito imediato à vida humana.
Um diferencial na obra de Descartes é a relação que ele estabelece entre a racionalidade e a mecânica divina, ele considera que seria necessário desvendá-la para transformar o mundo, usando-a em favor do homem.
É o comprometimento de Descartes com a racionalidade, com a clareza na exposição das ideias, que torna seu estudo ainda atual, já que a aplicacão desses conceitos mostra-se útil em diversas áreas de nossas vidas até hoje.
O Método aplicado ao Discurso do Método
Diante disso, diferentes homens têm como evidentes opiniões diferentes, e as consideram tão corretas que assim nos parece imperativo não considerar nehuma delas correta. Contudo, é estranho pensar que nehuma opinião seja, de fato, correta. Pode ninguém saber qual. de fato é a vertente correta, mas ela existe. E o método de Descartes se propõe a encontrá-la.
Nota-se que o método é voltado para o próprio indivíduo, istó é, a apreensão de mundo e resoluções acerca de suas verdades derivam da própria razão, e não da crença ignorante nos sentidos, que "corrompem" a realidade. Há que se dizer, a razão nem sempre é imparcial e, não raro, está sujeita às paixões humanas. Por isso, é sensato buscar primeiro uma verdade que seja evidente por si mesma, para depois estender-se em demais buscas, gradativamente mais complexas. Descartes chega à seguinte: "Penso, logo existo".
Ocorre que essa verdade parece, sim, evidente. Contudo, esse sentido de "existo", para ele, é essencialmente imaterial, ou seja, não depende de corpo ou lugar para "acontecer". E é daí que Descartes nos expõe sua ideia de que a alma é distinta do corpo. Ora, consideremos esses fatos mais detalhadamente. A capacidade de pensar, tal como a entendemos como a faculdade de elaborar raciocínios os mais sofisticados é, até agora, uma exclusividade humana. Ela deriva de um cérebro mais bem constituído, onde ocorrem reações químicas que possibilitam esse fenômeno. Esse "existo" precisa, então, ser material. O cérebro de um animal outro não é capaz disso. Tampouco uma pedra é capaz de raciocinar. Se, por acaso, o que acabo de dizer for uma inverdade, então começarei a ter sérias desconfianças em relação àquele peixinho que está logo alí, no aquário. Ele saberia como disfarçar sua inteligência superior. Quem sabe a Revolução dos Bichos não seja tão utópica assim. E ficaria até mesmo constragido, pois já disse muitas coisas idiotas perto de pedras. Devem ter feito chacota de mim.
Vê-se por aí que Descartes concebeu um método que, é certo, pode ser muito útil, mas necessita ser visto e revisto, por que, veja bem, para ser um método perfeito, ele mesmo deveria ser uma verdade. E isso faz pensar que ele deveria ter passado pelo crivo de outro método, e assim sucessiva e infinitamente. Então, parece de uma arrogância e presunção tremenda querer chegar à verdade.
Um outro enfoque, um tanto empolgante, sobre o pensamento cartesiano: a tentativa de provar a existência de Deus. Descartes parte do pressuposto de que o conhecimento é mais perfeito que a dúvida e que, por isso, não pode derivar da imperfeição humana, mas sim necessita ser inculcado em nossa mente por um ser superior. Parece óbvio que a perfeição necessita derivar da própria perfeição. Mas, se considerarmos que a dúvida é um meio segundo o qual o conhecimento, que é o fim, deve ser ser atingido(pois, se não há dúvida, não se pode conhecer nada mais), então temos que a própria dúvida deve ser perfeita, tal como foi concebida para uso de criaturas inteligentes. Sendo tanto a dúvida quanto o conhecimentos duas perfeições, o ser humano torna-se pleno, em termos de intelectualidade, em si mesmo. Essa é apenas uma refutação ao pensamento cartesiano.
De qualquer forma, entender o método de Descartes como uma tentativa de se chegar à verdade e a aceitá-la como tal sem fazer nenhuma contenstação parece uma estupidez tremenda. O cérebro humano possui capacidades que se esgotam e, por isso mesmo, existe um limite de complexidade para os pensamentos. Um homem pode pensar com mais clareza do que o outro, isso sabemos. E se sabemos isso então não há porque não acreditar que nosso entendimento acerca de determinado assunto estende-se até um limite que, a partir daí, não pode ser pensado, apenas especulado. Há que se observar que todas as considerações feitas até então em relação a determinado assunto podem cair por terra em vista de uma nova descoberta(e descoberta essa que pode permanecer oculta para todo o sempre). Podemos simplesmente considerar que a perfeição seja, humanamente, inatingível.
Haja vista o que foi dito, o método de Descartes parece ser mais uma ferramente para, de maneira bem fundamentada, estabelecer um paradigma decente para guiar a própria vida do que um modelo a ser utilizado no sentido de provar verdades absolutas.
Descartes e a política pós moderna
Racionalização da fantasia.
Admiravelmente, uma das figuras-chave do movimento racionalista cria seu método em busca da verdade tendo em vistas seu “precário conhecimento” e reconhecendo sua “ignorância”. Esta mesma lucidez levou Descartes a concluir sua máxima: “penso, logo, existo ”, tornando o pensamento algo inerente à alma do homem.
Não satisfeito com o mundo dos sentidos, Descartes atribui à intuição do homem parte expressiva na busca pela verdade, assentindo com o fato de que o imaginável deve ser inteligível e que o “suprassensível” deve ser divorciado do sensível apenas por nossa razão.
Nesse interim, o método consegue abranger a existência de Deus a partir do pressuposto de que o homem tem em si um ideal de verdade e perfeição que não deve partir de si próprio, por ser constituído de matéria imperfeita e falível, assim necessita de algo supernatural que as tenha criado. Cria-se a partir da racionalidade um ciclo, no qual a evidência conduz à ideia, e a ideia, à evidência.
Conclui-se que Descartes conseguiu condensar fatos imaginários aos sentidos humanos. E ainda sim discute sobre continuar procurando batalhas que o levem a vencer suas dificuldades e erros, incentivando-nos a nunca aderir coisa alguma como absoluta até que não sejamos totalmente perfeitos, ou seja, que nunca deixemos de duvidar.
sexta-feira, 25 de março de 2011
O triunfo da razão
O método cartesiano propõe que busquemos o conhecimento em primeiro lugar, que este seja neutro,livre de preconceitos e julgamentos embasados por costumes e hábitos,e que possa ser condizente com a atualidade. Adiante devemos elaborar uma análise, que identifique do mais simples ao mais complexo para que nada seja omitido. A dúvida deve ser constante e incessante assim como os questionamentos e as desconfianças.
A racionalidade proposta na modernidade surge na atualidade com uma nova face: a financeira. Contabilizamos sonhos, projetos, ideais...logo, somos inseridos nesse novo tempo econômico aptos a abandonar os sentimentalismos e incentivados a ter uma abordagem racionalista e científica de nós e de nossa vida.
A marca de Descartes na atualidade
O Método da Racionalidade Proativa
A análise da sociedade como um todo
A análise do homem em um período de transição tanto política quanto econômica ( além de ideológica ) se deve em princípio pela decepção com as concepções tradicionais , isto é , com a Escolástica; além disso à soberania e dogmatização da Igreja perante ao conhecimento alienou em grande proporção o "ser social " ( o que perdura até hoje , porém de forma camuflada ).
Um outro tópico a ser destacado é a fragmentação do conhecimento para a formação de uma ciência sólida e cumulativa , sendo esta hierárquica. Um edifício sem pilares fortes e uma boa base não pode ser construído. Da mesma forma a ciência. Usando a mesma analogia , quem seria , então , O arquiteto da Ciência ? Para ele é Deus . Retrocedendo ... Aristóteles usa uma teoria semelhante : A do primeiro motor Imóvel chamado de Deus.
Além disso , seria necessário criar um domínio sobre todas as coisas : usando a natureza a nosso favor; criticando o conhecimento " sobrenatural";desconfiando do conhecimento transmitido pelo hábito; e usufruindo da dúvida como princípio fundamental do método científico.
Em síntese o método divide-se em :verificar ; analisar; sintetizar ; enumerar.
Renatus cartesius também o " pai da matemática moderna " ,em seu plano cartesiano , diz que podemos " sintetizar " a sociedade no aspecto " vertical " e "horizontal".
Portanto , atualmente, pensar significa existir ou é necessário algo mais ? Basta ser ou é necessário TER? Quem detém do conhecimento está no poder ? Ou é excluído dele ( como outros filósofos: Galileu Galilei e Giordanno Bruno )? O aspecto vertical e horizontal bastam para analisar a sociedade ? Apesar de contribuir com a sociedade , os porquês permanecerem e pelo visto permanecerão.
Honremos,pois,nossa existência!
Aos poucos,somos atados e não usufruímos de nosso bem mais precioso: a capacidade de pensar, questionar, duvidar que trouxe a humanidade até aqui. Acomodados, aceitamos prontamente as injustiças,incoerências,desigualdades como se fossem nossas companheiras de quarto.Nada falamos nem protestamos.Descartes certamente colocaria em discussão a verdadeira existência nos dias de hoje, já que nossa atitude e postura contrariam concretamente o princípio tão célebre de sua filosofia:"penso,logo existo". Então realmente existimos?
Confiamos cegamente em nossos sentidos,não enxergamos o que está implícito. Achamo-nos superiores, altamente capazes e não somos humildes em reconhecer que só poderíamos dispor de tão grande dádiva (raciocinar,pensar) porque temos como essência a perfeição das coisas: Deus.
Afinal, muitos se escondem em tais concepções:"Pensar e questionar com que finalidade?Temos máquinas capazes de calcular, pesquisar e corrigir erros;programas de televisão que constroem opiniões,conceitos e 'informam' ". Libertemo-nos dessa mentalidade restrita e medíocre que as propagandas e meios ao nosso redor nos fazem comprar. Honremos,pois,nossa existência!!!
Engajamento Social e Racionalismo
O outro ponto que pretendo destacar é a possível contradição que há entre a procura de explicações racionais por meio de questionamentos e a defesa da existência de Deus (um ser perfeito, criador supremo). Essas duas propostas podem ser consideradas conflitantes, uma vez que, para muitos, a figura divina é subjetiva e, portanto, não pode ser explicada racional e objetivamente. No entanto, se analisado com cuidado, percebe-se que Descartes consegue comprovar racionalmente a existência de Deus por meio das leis da natureza (suas criações perfeitas), ou seja, ele justifica a existência do criador através da criatura. Logo, reafirma-se, nesse momento do texto, o racionalismo de Descartes.
terça-feira, 22 de março de 2011
Aplicabilidade do Método de Descartes nas áreas do conhecimento humano
René Descartes estabeleceu um método universal, inspirado no rigor matemático, dialogando com o homem de seu tempo e, em larga escala, com o de todos os tempos. Seu método é o método da dúvida: a dúvida metódica ou dúvida cartesiana. Inicialmente, é preciso, num primeiro momento, duvidar de tudo, principalmente o que já se tem estabelecido como verdade absoluta. A partir de então, devem-se buscar verdades elementares, verdades que se bastem a si, e não precisem de outras verdades precedentes. Logo, o que se quer com esse método é a garantia de idéias claras e distintas.
Descartes resume a Lógica e enumera a partir de regras os passos a serem dados no caminho de seu método, quais sejam: evidência, análise e síntese.
Percebe-se, pois, em todo o discurso a valorização da racionalidade no pensamento, sendo este imprescindível na busca da verdade.
Esse método é aplicado em inúmeras áreas tanto das ciências quanto no mundo dos negócios. Ao se estabelecer padrões, regras, manuais, guias, para as mais diversas áreas do conhecimento humano, estabelece-se diretrizes a serem usadas que estejam alinhadas com as melhores práticas relacionadas àquele tema. Consequentemente, elaboram-se, racionalmente, procedimentos os quais orientarão os profissionais na execução de seus trabalhos, resultando, assim, numa maior eficiência.
Nota-se, pois, que o método de Descartes mantém atual, podendo ser utilizado em inúmeras áreas do conhecimento humano, haja vista a sua metodologia racional.
segunda-feira, 21 de março de 2011
O Senso Comum e o Bom Senso
A verdade absoluta em xeque
Um pouco de Descartes não faz mal a ninguém
Em “O Discurso do Método”, Descartes demonstra seus ideais racionalistas e descreve um método de análise e ampliação do conhecimento que será utilizado por seus sucessores até os dias atuais como base metodológica para a pesquisa científica. Transmite, citando experiências próprias, um método no qual prega uma crítica acentuada sobre o que é ensinado pelo exemplo e pelo hábito e afirma que nem sempre os sentidos estão corretos, sendo necessárias a razão e a exclusão das ideias errôneas. É possível interpretar tal método como um convite ao abandono do senso comum ou das ideias prontas. Uma crítica comum à obra é a afirmação de René sobre as existências da alma e de Deus. Ele tenta comprovar por meio de relações lógicas, embasado em seu método, a existência de ambos, o que pode ser considerado errado ao se considerar o contexto. Esses exemplos metafísicos não podem ser exatamente comprovados pela razão, mas Descartes também não tinha a intenção de chamar suas verdades ou seu método de absolutos, ele somente procurava a verdade e o conhecimento. Os ideais cartesianos são extremamente úteis nos dias atuais, não só pelo fato de serem utilizados pela pesquisa, mas também porque por meio destes é possível atestar vários erros em ideias impostas pelo senso comum e em inverdades ditas por outros, fazendo com que cada um que se utiliza do racionalismo cartesiano se torne mais crítico das próprias produções e das informações que estão sendo adquiridas ininterruptamente com a intensa evolução da ciência e dos meios de comunicação. Não é necessário que cada homem se torne um método, mas que o método seja uma parte de cada homem, que todos tenham um pouco de Descartes para que o conhecimento seja plenamente desenvolvido e assimilado.
domingo, 20 de março de 2011
A busca continua
Deste ato, que pode ser interpretado tanto como desespero quanto à utilidade e veracidade do que tinha aprendido ou como um desprendimento e coragem na busca de um conhecimento que aceitasse, René pretendia dar início a um conhecimento imaculado, que poderia ser passado às próximas gerações para que elas desenvolvessem-no, partindo de um ponto a frente da geração anterior, e assim em diante. Tal método, que prega o uso da racionalidade como modo de definir verdades, veio a ser peça fundamental no método científico até os dias de hoje. Por outro lado, verdades obtidas por sua doutrina, como a existência de deus e a separação entre corpo e alma, estão longe de ser unanimidade, o que indica a subjetividade da razão de cada um, e que a busca de Descartes por uma linha de pesquisa sem falhas ainda continua.
Gradação para compreensão
Ao tomarmos tudo que se afirma diante de nós como falso, não nos limitando a aceitar tudo que se aprensenta como verdadeiro para os outros e isso nos exige ke nós adotemos uma visão mais crítica e mais analítica com relações as questões.
Desse modo, se decompormos os problema até que estes se apresentem em sua forma mais simples e elementar, nos ajuda na compreensão dele. A medida que avançamos gradativamente na análise, obteremos enunciados cada vez mais pertinentes, até que se atinja o máximo da gradação, onde alcançamos o que chamamos de uma verdade absoluta, sendo esta clara e evidente.
É dessa forma que se aprensenta a análise cientifica, onde se desenvolve uma teoria, e esta sendo cofrontada tende a cada vez ser mais completa e perfeita.
O método desenvolvido por Descartes nos auxilia na analise dos assuntos mais cotidianos, fazendo com que saiamos do censo comum e possuamos uma visão mais crítica, facilitando a compreensão do mundo e das "verdades" que se apresentam.
Abaixo o senso comum!
Preocupa-se em distanciar-se de todas as crenças que sua razão não possa provar.
Um fato interessante em sua obra, é a postura que assume com relação à existência de Deus. Talvez pelo desejo de crer em Deus, Descartes segue sua razão de forma que prove e afirme veementemente que é inadmissível que não haja alguém mais perfeito que o homem que o tenha criado, já que as demais coisas que nos rodeiam são somente complementos à nossa existência, mas nada mais perfeito que o homem. Ironicamente, suas obras foram mandadas para o Índex após sua morte.
Inspirado no rigor matemático e no uso indubitável da razão, assim como em seus livros de ciências exatas, Descartes descreve seu método filosófico de conhecimento da verdade que julga absolutas. Demonstra também um grande caráter quanto ser humano, pois enquanto viajava conhecendo novos povos, sabiamente analisava seus costumes e cultura afim de julgar os seus próprios, livrando-se das amarras da preconceituosa cultura europeia. Considera as demais culturas nem superiores, nem inferiores, apenas diferentes.
Método para o raciocínio
Gradação e método através do tempo
Descartes, a partir de seu discurso, nos leva a questionar o que nos é imposto não só pela mídia, mas também por fatores culturais consolidados, como um meio de fugirmos do senso comum disseminado mundo afora e da alienação.Tal questionamento nos conduz à dúvida, que é o primeiro passo para a formação de um conhecimemto amplo e o porquê de se formular um método científico.
A gradação a seguir está contida no livro de Renê Descartes e está presente ao longo da história humana como uma maneira de resolver problemas dos mais variados tipos: a razão -característica inerente ao homem e que, em conjunto com o pensamento, faz com que ele exista- nos remete ao questionamento, e esse nos leva à dúvida, e essa à elaboração de maneiras de solucioná-la, muitas vezes sendo imperioso ter ou criar uma tática, uma método científico.
sábado, 19 de março de 2011
Descartes: realizador de procedimentos úteis à vida
O caminho reto
Ao munir-se do experimentalismo, do trabalho coletivo e das relações de causa e efeito dos fenômenos a serem estudados, Descartes perpetuou seu sistema metódico de estudos, empregável atemporalmente em qualquer área do conhecimento - contribuindo, assim, para a junção de variadas concepções sobre determinado assunto das ciências, a fim de melhor explicá-lo e repassá-lo às gerações posteriores.
Além disso, em "O Discurso do Método", a recusa do filósofo em basear-se apenas em obras alheias e na observação de outros povos para a concretização de seu raciocínio, revela a hesitação e os perigos de se cair no senso-comum e na alienação à sua contemporaneidade, impedindo que o produto final desse tipo de pesquisa seja imparcial e útil às necessidades que deram origem à busca por conhecimento.
Assim, salvo pela aceitação de Deus como fonte de tudo o que é perfeito (ponto controverso quando associado à ciência), a metódica cartesiana tendencia a ser de grande valor como base de nossos estudos e contribuir para nossos avanços, desde que sigamos, senão sempre, na maioria das vezes, pelo "caminho reto".
Herança do Método
Descartes, em sua obra “Discurso sobre o Método”, procura estabelecer uma linha de raciocínio mecanicista para os estudos filosóficos. A partir de técnicas das ciências exatas, busca criar um novo modo de “fazer o saber”. Em suas palavras: “Assim, o meu desígnio não é ensinar aqui o método que cada qual deve seguir para bem conduzir sua razão, mas apenas mostrar de que maneira me esforcei por conduzir a minha” (“Discurso do Método”, René Descartes, 1637). Não se trata de uma regra engessada, mas um ótimo ponto de partida. Uma herança, a nós, deixada pelo filósofo.
O método? Essa é a parte principal de todo trabalho ou pesquisa. O estudioso mais eficiente não é aquele que lê tudo de forma voraz; e, sim, o metódico, aquele que estabelece um projeto e procura segui-lo com exatidão, à risca. Portanto, o trabalho de Descartes trata sobre o essencial de toda e qualquer pesquisa. Sua proposta é formada por: uma seleção inicial do material analisado, julgando o que realmente é verdadeiro e o que deve ser descartado; seguido de uma decomposição, com o fim de simplificar as problemáticas; posteriormente, a resolução das questões levantadas e a definição de cada elemento encontrado.
Retornando ao discurso do parágrafo segundo, certa vez, Isaac Newton disse: “Se vi mais longe, foi porque estava sobre os ombros de gigantes”. Se quisermos alcançar grandes avanços em nossas pesquisas, devemos aproveitar todo progresso já conquistado. Descartes já nos mostrou um caminho, um bom plano. Essa é a nossa herança, usemo-na da melhor forma.
segunda-feira, 14 de março de 2011
A vanguarda cartesiana na busca pelas verdades da natureza
domingo, 13 de março de 2011
Na busca da certeza.
Descartes foi o principal expoente da escola racionalista, que se baseia na idéia de que o conhecimento de mundo é obtido pelo uso da razão, e que os dados dos sentidos são essencialmente duvidosos, mais uma fonte de erro de que de conhecimento.
Desde então, poucos pensadores compartilharam sua teoria de que a existência de Deus é indubitável. Todavia, a crença de que a descoberta cientifica exige que partamos de fatos confiáveis (logo, indiscutíveis) para firmar nossas premissas, aplicando a lógica e não deixando intervir nenhum elemento sobre o qual possa recair alguma suspeita, despojando-nos de nossas idéias e suposições costumeiras, tornou-se fundamental na ciência do mundo ocidental. Hoje, o autor se faz presente na medida em que filósofos e cientistas modernos vieram a crer que a observação (portanto usando os sentidos) tem um papel imprescindível no estabelecimento daqueles fatos indubitáveis de que derivamos conseqüências lógicas, mas ainda acreditam que Descartes traçara o método fundamental.
O dualismo cartesiano (divisão da natureza em dois tipos de manifestação, como alma e corpo) tornou-se uma parte inerente do modo ocidental de considerar o mundo.
Foi graças a ele que a atividade intelectual no Ocidente foi dominada pela busca da certeza, centrada nas considerações metodológicas. Se o método correto fosse seguido, seria possível construir um conhecimento de base sólida na ciência.