Este é um espaço para as discussões da disciplina de Sociologia Geral e Jurídica do curso de Direito da UNESP/Franca. É um espaço dedicado à iniciação à "ciência da sociedade". Os textos e visões de mundo aqui presentes não representam a opinião do professor da disciplina e coordenador do blog. Refletem, com efeito, a diversidade de opiniões que devem caracterizar o "fazer científico" e a Universidade. (Coordenação: Prof. Dr. Agnaldo de Sousa Barbosa)
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sexta-feira, 25 de março de 2016
Confonto das visões mecanicista e sistemática da realidade
O filme "O ponto de mutação", 1990, traz as questões filosóficas abordadas por seu livro de nome homônimo de 1983 escrito por Fritijof Capra. O enredo do filme se passa em uma ilha da França onde se encontram durante um passeio por ela: uma física, Sonia, frustada com a aplicação que suas descobertas científicas tiveram, área militar e não medicinal como havia idealizado; um candidato à presidência dos EUA, Jack, que não consegue definir exatamente a diretriz de sua campanha; e seu amigo de longa data um poeta, que possui uma visão crítica do mundo depois de ter passado por uma grande desilusão amorosa.
Durante a jornada dessas três pessoas críticas da realidade a visão cartesiana, mecanicista, defendida pelo político, é confrontada com a visão sistemática de mundo adotada pela cientista. Enquanto a perspectiva mecanicista aborda a realidade em fragmento tratando o problema por seus sintomas não causa, a sistemática enxerga o mundo como uma cadeia de acontecimentos que não podem ser fragmentados, que devem ser tratados em sua totalidade para que só assim problemas reais da sociedade possam ser solucionados.
A partir do confronto de ideias o enredo do filme proporciona com que o espectador reflita quanto como se posicionar diante de problemas sociais diários, como cobrar os políticos quanto a soluções, sendo que esses possuem de fato poder ou são meros representantes de grandes empresas. Inúmeros questionamentos são levantados durante a história e diferentes visões são apresentadas sem serem impostas ao espectador, deixando-o livre para construir sua própria visão crítica.
Júlia Barbosa, 1ºano de direito matutino.
Reforma no pensamento para a construção de um novo mundo
O
físico analisa o mundo através da razão e tenta entender seu
funcionamento. O poeta admira o mundo através do sentimento e busca
interpretar sua experiência. O político vê o mundo com a
praticidade de quem precisa apenas de medidas aplicáveis. E apesar
de tantas diferenças, há algo em comum entre eles: o mundo. Existem
inúmeras maneiras de interpretar uma única realidade. O melhor
caminho, entretanto, para solucionar as enfermidades do mundo é não
limitar-se a uma visão confortável a sua posição.
No
filme Ponto de Mutação, uma física, um poeta e um político trocam
informações e opiniões acerca de uma crise global. Esta, a
qual chamam de “crise de percepção”, consiste na falta de
abrangência da análise e entendimento humanos, o que impossibilita
a solução dos problemas vigentes.
Faz-se
necessária a superação do método cartesiano, importante a sua
época mas ineficiente na atualidade. Para Descartes, era
necessário analisar as partes para entender o todo, vendo a natureza
como uma máquina. O mundo, porém, é uma união de sistemas, todos
conectados, que precisamos tratar em sua plenitude.
Das
ideias contidas no filme, podemos abstrair vários exemplos
atuais. Na área do direito, pode-se citar a superpopulação
carcerária, problema que alguns teimam em resolver com a construção
de novas penitenciárias. Entretanto, a real solução encontra-se em
outros campos, como educação e economia.
Enquanto
a visão mecanicista vigorar em detrimento da visão sistêmica, as
soluções serão, na verdade, “quebra galhos”.
Gabriela Fontão de Almeida Prado, 1º ano de direito diurno.
quinta-feira, 24 de março de 2016
Evolução do Pensamento
No filme "O Ponto de Mutação", acompanhamos uma discussão sobre o pensamento do homem, sobre o modo que o homem percebe o mundo. Somos apresentados a diferentes pontos de vista, ou de percepção, no filme: o de uma física, o de um político e o de um poeta, e todos têm suas particularidades.
O político vê o mundo mecanicamente, como um relógio, segundo a analogia do próprio filme. Ele divide o todo (relógio) em várias partes menores (engrenagens,ponteiros) para entendê-las separadamente e também entende que a ciência deve servir a humanidade, seguindo a filosofia cartesiana e baconiana.
A física critica essa filosofia. Considera-a ultrapassada. Ela se utiliza de conceitos filosóficos do século XX para entender o mundo. Tudo está conectado, todos somos responsáveis, não se pode entender o todo subdividindo-o. A natureza e seus componentes não são máquinas, são sistemas interligados.
O poeta por sua vez, discorda da física. Acredita que a "teoria de sistemas" não é suficiente para entender a natureza. Transformar a natureza num sistema é o mesmo que transformá-la num relógio. O filme termina e as indagação ficam: será possível, algum dia, entender de fato a natureza? por quanto tempo diminuiremos a natureza a relógios e sistemas?
A ciência se renova constantemente. Descartes, Bacon, pensadores do século XX, todos muito importantes para a humanidade, mas todos com filosofias incapazes de realmente compreender o mundo. O filme nos diz isso, e diz ainda mais. Conseguiremos, nós, algum avanço científico que nos faça perceber o mundo de maneira diferente?
Péricles de Freitas Nogueira, 1º ano de direito.
O político vê o mundo mecanicamente, como um relógio, segundo a analogia do próprio filme. Ele divide o todo (relógio) em várias partes menores (engrenagens,ponteiros) para entendê-las separadamente e também entende que a ciência deve servir a humanidade, seguindo a filosofia cartesiana e baconiana.
A física critica essa filosofia. Considera-a ultrapassada. Ela se utiliza de conceitos filosóficos do século XX para entender o mundo. Tudo está conectado, todos somos responsáveis, não se pode entender o todo subdividindo-o. A natureza e seus componentes não são máquinas, são sistemas interligados.
O poeta por sua vez, discorda da física. Acredita que a "teoria de sistemas" não é suficiente para entender a natureza. Transformar a natureza num sistema é o mesmo que transformá-la num relógio. O filme termina e as indagação ficam: será possível, algum dia, entender de fato a natureza? por quanto tempo diminuiremos a natureza a relógios e sistemas?
A ciência se renova constantemente. Descartes, Bacon, pensadores do século XX, todos muito importantes para a humanidade, mas todos com filosofias incapazes de realmente compreender o mundo. O filme nos diz isso, e diz ainda mais. Conseguiremos, nós, algum avanço científico que nos faça perceber o mundo de maneira diferente?
Péricles de Freitas Nogueira, 1º ano de direito.
A crise de percepção
O filme "Ponto de Mutação" tem seu enredo desenvolvido em torno do diálogo reflexivo entre três indivíduos de mentalidades distintas: uma física moderna (Sônia), um político (Jack) e um poeta (Thomas). Os conceitos e ideais debatidos por eles constituem uma crítica à perspectiva mecanicista e individualista que o homem desenvolveu acerca do mundo, principalmente após a teoria de Descartes. Sônia critica severamente o método científico proposto por este filósofo, que entende o mundo como uma máquina e propõe que a construção de todo o conhecimento acerca dele deve advir da razão pura. Para ela, a maioria dos problemas da sociedade são resultado de uma "crise de percepção" do ser humano, que manteve seus ideais "engessados" enquanto o mundo evoluiu drasticamente.
Segundo a cientista, a matéria nada mais é do que padrões de conexões e toda ela se relaciona. A vida e o mundo deveriam ser estudados, portanto, como sistemas, e não de forma fragmentada. Esse paradigma da relação existente entre tudo opõe-se ao individualismo preponderante na sociedade atual, tanto nas ciências como nas interações entre os seres. O avanço do conhecimento, da tecnologia e do capitalismo tornou o homem cruel, imprudente e egoísta, capaz de pensar apenas em si mesmo e ávido por riqueza e poder. A corrida espacial, que se passava na época da produção do filme, foi citada como exemplo da arrogância e da falta de escrúpulos dos homens.
É necessário que o ser humano modifique sua percepção individualista e progressista de mundo. A exploração descomedida da natureza em prol do desenvolvimento, a falta de valores, a violência, o egoísmo e o consumismo estão destruindo o sistema do qual fazemos parte. Uma sociedade sustentável deve pensar nas próximas gerações e em todos os próximos ciclos que dependem das ações do período atual. A ideia de que conhecimento é poder precisa ser modificada pelo conceito de que conhecimento é vida e precisa ser utilizado para conservá-la. O mundo é muito mais complexo do que uma máquina e sua compreensão requer o abandono do superficialismo e do racionalismo extremo, além da desconstrução da visão mecânica e cientificista que se enraizou na mentalidade humana. "A vida é muito mais que as teorias sobre ela."
Segundo a cientista, a matéria nada mais é do que padrões de conexões e toda ela se relaciona. A vida e o mundo deveriam ser estudados, portanto, como sistemas, e não de forma fragmentada. Esse paradigma da relação existente entre tudo opõe-se ao individualismo preponderante na sociedade atual, tanto nas ciências como nas interações entre os seres. O avanço do conhecimento, da tecnologia e do capitalismo tornou o homem cruel, imprudente e egoísta, capaz de pensar apenas em si mesmo e ávido por riqueza e poder. A corrida espacial, que se passava na época da produção do filme, foi citada como exemplo da arrogância e da falta de escrúpulos dos homens.
É necessário que o ser humano modifique sua percepção individualista e progressista de mundo. A exploração descomedida da natureza em prol do desenvolvimento, a falta de valores, a violência, o egoísmo e o consumismo estão destruindo o sistema do qual fazemos parte. Uma sociedade sustentável deve pensar nas próximas gerações e em todos os próximos ciclos que dependem das ações do período atual. A ideia de que conhecimento é poder precisa ser modificada pelo conceito de que conhecimento é vida e precisa ser utilizado para conservá-la. O mundo é muito mais complexo do que uma máquina e sua compreensão requer o abandono do superficialismo e do racionalismo extremo, além da desconstrução da visão mecânica e cientificista que se enraizou na mentalidade humana. "A vida é muito mais que as teorias sobre ela."
Thainara Righeto - 1° ano Direito Matutino
segunda-feira, 21 de março de 2016
A Importância do Método Empírico na Superação do Senso Comum
O pensamento baconiano consiste em essência na realização da pesquisa empírica. A experiência é o núcleo de sua tese metodológica. Bacon era um crítico da filosófia infértil dos filósofos classicos, notadamente Aristóteles. Para ele, a aquisição do pensanento deveria ter proposito de utilidade prática para a dominação do homem sobre a natureza e não somente servir de instrumento para a ruminação intelectual.
A falta da experiência culmina na proliferação do senso comum, este resultante da precipitação das ideias em relação à prática. O próprio Francis Bacon pede para que se conheça a fundo sua obra antes de julgá-la. Isso ocorre pois, segundo o autor, a confiança isolada na mente humana induz ao erro, logo a validade das concepções depende não da sua lógica, mas da sua capacidade de sobrevivência aos testes.
As observações de Bacon ainda podem ser muito bem aplicadas no âmbito acadêmico, onde a produção teórica é antes usada para compôr e expandir bibliotecas do que para criar instrumentos de transformação social efetiva. Enquanto ambos os aspectos deveriam permanecer unidos, um deles ê usado como subsídio de inflação de egos no meio acadêmico e o outro é negligenciado.
Mauricio Vidal Gonzalez Polino - 1º ano - direito/noturno
A falta da experiência culmina na proliferação do senso comum, este resultante da precipitação das ideias em relação à prática. O próprio Francis Bacon pede para que se conheça a fundo sua obra antes de julgá-la. Isso ocorre pois, segundo o autor, a confiança isolada na mente humana induz ao erro, logo a validade das concepções depende não da sua lógica, mas da sua capacidade de sobrevivência aos testes.
As observações de Bacon ainda podem ser muito bem aplicadas no âmbito acadêmico, onde a produção teórica é antes usada para compôr e expandir bibliotecas do que para criar instrumentos de transformação social efetiva. Enquanto ambos os aspectos deveriam permanecer unidos, um deles ê usado como subsídio de inflação de egos no meio acadêmico e o outro é negligenciado.
Mauricio Vidal Gonzalez Polino - 1º ano - direito/noturno
A permanência dos ídolos na sociedade contemporânea
Desde os primórdios, o Homem tem exercido uma
relação primordial com a natureza ao seu redor. Se o domínio da natureza na
Revolução Neolítica por meio do início da utilização de técnicas agrárias
significou o primeiro passo para uma não submissão completa aos fatores
naturais, o aperfeiçoamento e a valorização da razão como instrumento para a compreensão do mundo – visto
principalmente a partir do Renascimento Cultural – acabou gerando um efeito
quase que contrário, uma vez que apontou para uma valorização excessiva da mente em detrimento do conhecimento
prático que a natureza, em constante processo de renovação, sempre poderá nos
indicar por meio de processos de experimentação.
Tal situação preocupou o filósofo Francis Bacon, que
em sua obra “Novum Organum”, de 1620 (escrita, portanto, ainda sobre a aura
renascentista), preocupa-se com os rumos que a ciência tomava naquele momento.
Ele foca então na determinação de axiomas que possam ajudar o ser humano a encontrar
o verdadeiro conhecimento, sem se deixar “enganar” por aquilo que considera os
ídolos que impedem o real encontro com a verdade.
Atualmente, com o contínuo aperfeiçoamento da
ciência ao longo dos tempos, pode-se dizer que a preocupação de Bacon acerca da
necessidade de experimentação para a busca do conhecimento não se mostre mais
tanto fundamentada, ainda que a consolidação daquilo que chamamos de verdade continue sendo extremamente
influenciada por fatores externos, tais como os ídolos apontados pelo filósofo.
É impossível, portanto, a aceitação total por parte da sociedade de um
conhecimento acadêmico enquanto convivemos com a pluralidade de ideias,
advinda, por exemplo, da diferente formação da visão de mundo de cada
indivíduo, podendo esta ser influenciada ainda por outros fatores, como a
filosofia e a religião.
Luiz Antonio Martins Cambuhy Júnior
Direito - 1° Ano Matutino
O Pesquisador e o Método de Bacon
Crer
na existência de uma neutralidade absoluta pode ser considerado impossível,
porque seja qual for o pesquisador, é difícil que ele se afaste de seus
valores, os quais fazem parte de si mesmo.
A neutralidade só poderia existis se fosse possível separar o homem de
seu intelecto. Todavia, considerando como impossível essa divisão, o esperado é
que o pesquisador apresente um grau mínimo de influência ideológica de seus
valores. A imparcialidade é a maior representação de confiabilidade e
objetividade em uma pesquisa. É preciso que o pesquisador seja cuidadoso para
não se deixar influenciar por suas preferências ou desejos, para que sua
pesquisa não seja contaminada.
Isadora Morini Paggioro - 1º ano - Diurno
Isadora Morini Paggioro - 1º ano - Diurno
Ciência social
Ao escrever o livro Novum Organum
Francis Bacon reforça o método empírico como o único caminho para alcançar-se
a verdade, objetivo final da ciência. Ao afirmar o empirismo o filósofo
salienta a necessidade da não reflexão do pesquisador sobre a pesquisa. Isto com
o intuito de evitar uma possível contaminação da pesquisa por conceitos prévios
ou desejos do pesquisador. Mas o afastamento no caso das ciências humanas, nas
quais estuda-se (dentre outras coisas) a sociedade na qual vive o pesquisador,
é realmente possível?
O distanciamento da pesquisa, segundo Bacon, forja a garantia de que as vontades pessoais e opiniões do estudioso não macularão o objeto pesquisado. A verdade desta prerrogativa é palpável quando vista do prisma das ciências da natureza, uma vez que estas focam seus estudos em campos com uma menor aplicação na esfera política e social. Não havendo um envolvimento do pesquisador a chance de uma pesquisa tendenciosa, nesse caso, limita-se à ética do estudioso.
Quando a mesma prerrogativa é aplicada à área das ciências humanas o conceito se confunde e se torna demasiadamente abstrato. Não se nega que há uma imensa probabilidade de o pesquisador das humanidades também buscar a confirmação de sua tese através de meios antiéticos. Mas até mesmo o estudioso mais bem-intencionado consegue, verdadeiramente, se afastar do seu objeto de pesquisa? Ou ao estudar um objeto tão inerente ao pesquisador, como a sociedade, se fada ao fracasso nesse ponto?
Por fim, no que diz respeito ao objetivo final da ciência, se ela gera frutos que não trazem retorno à sociedade, se encontra verdades estéreis, qual é o objetivo de alcança-las? Seria meramente a pesquisa pela pesquisa. O intuito de pesquisar é alcançar uma verdade baseada em fatos, mas se o objetivo é o conhecimento por si, sem um fundo social, principalmente nas ciências humanas, configura-se um saber vazio de significado. Esse esvaziamento de objetivo não pode ser potencializado pelo afastamento demasiado do pesquisador da função social se seu estudo?
Ídolos, axiomas e empirismo: A contemporaneidade de Bacon
Francisco Bacon, apesar de seu radicalismo empirista,
contribuiu muito com enunciação de seu método. Ao criticar, por exemplo, a
ciência como mero exercício da mente e propor que não é possível compreender o
mundo sem a observação empírica, nos leva a pensar o quão importante, apesar de
radical, o pensamento dele para a atualidade. Como forma de ilustrar essa
idéia, pode-se pensar por exemplo no quão fácil é hoje, na "era o
facebook" esboçar opiniões nas quais a racionalidade é puramente
imaginária, não havendo desta forma qualquer conclusão real dos fatos e coisas,
o que gera a formação de certo senso comum.
Utilizando-se do mesmo exemplo-"a era
facebook"-podemos observar um outro fenômeno: a busca e criação de heróis.
Remetendo-se ao atual contexto de crise política no Brasil, falta de
representabilidade política e operação lava jato, por exemplo, percebemos que o
desespero da população pelo fim da corrupção é tão grande que, profissionais
como o ex-ministro Joaquim Barbosa e o juiz federal Sergio Moro, ao
desempenharem um trabalho integral de investigação (algo raro nos servidores
públicos), são venerados de tal forma a serem vistos como opções de candidatos
à presidência do Brasil. A isso, talvez, Bacon nomearia como os "ídolos da
tribo".
Assim, percebemos o quão importante e vanguardista foi Bacon
em seus axiomas e na enunciação de seu método, apesar de resguardar nesse citado certo radicalismo.
Ciência daqueles que enxergam além
Um dos mais importantes filósofos e considerado o fundador da ciência moderna, Francis Bacon buscou desde o princípio da elaboração de sua ciência pautar-se primeiramente naquilo que poderia ser observado a partir da experiência. Ao contrário do que fizeram os filósofos que contemplavam a dialética, como Aristóteles, por exemplo, que primeiramente tirava conclusões acerca do mundo para depois comprová-las na prática, o filósofo empirista antes observava o mundo à sua volta para que somente depois pudesse formular hipóteses que explicassem seu funcionamento. Além disso, criticou duramente a dialética, pois para ele essa filosofia serviu mais para evidenciar os erros do que propriamente ajudou na busca da verdade em si. Estavam equivocados também, ao seu ver, aqueles que faziam ciência com o simples uso da mente, já que para Bacon era necessário regular o trabalho dela por mecanismos com a finalidade de intensificar a qualidade dos resultados obtidos. Desta forma, elabora uma ciência que tem por objetivo a descoberta científica que significaria a própria vitória sobre a natureza ao conhecer-se de forma clara como ela se apresenta; ciência a qual não pretende ser tangível a todos os homens, mas sim abranger aqueles que buscam ir além do conhecimento já existente.
Heloísa Guerra Rodrigues da Silva - 1ºano - Direito Matutino
Bacon e a Realidade Despida de Paixões
Em "Novum Organum" Francis Bacon explica seu método de fazer
ciência, o qual só reconhece a experiência como guia seguro e rejeita as
construções que a mente faz por ela mesma.
Este método,exatamente por isso,denomina-se "cura da mente"
pois seu mecanismo é a regulação da mente através da experiência. As chamadas
"antecipações da mente" são as formadoras do "senso comum"
e prejudicam a ciência pura. Bacon aponta quatro tipos de Ídolos que seriam as
percepções falsas que temos do mundo: Ídolos da tribo (vinculados às distorções
da mente humana), Ídolos da Caverna (vinculados à formação do indivíduo, suas
leituras e educação), Ídolos do Foro (vinculados à influência das associações
do indivíduo) e Ídolos do Teatro (que dizem respeito às superstições,astrologia
e magia).
Esses Ídolos correspondem aos fatores que causam alienação na nossa
sociedade e podemos percebê-los, claramente, na atual crise política pela qual
o país passa através dos debates entre a direita e a esquerda, das preferências
midiáticas, bem como a nomeação de heróis e de vilões. Por meio desse recorte,
percebemos os perigos dos vícios criados pela nossa mente, os quais nos impedem
de enxergar a realidade despida de paixões, e a importância do método de Bacon
para nos livrar dessas armadilhas e compreender o nosso entorno tal como ele é.
Aluna: Juliana Furlan de Carvalho – 1º Ano, Direito Noturno
A natureza a prova por Bacon.
Um dos mais importantes fundadores da ciência moderna e Francis Bacon,nascido em 1561 em Londres ,foi responsável por introduzir na filosofia uma nova ética de pesquisa usando como fundamento a experiencia advinda da pratica e do raciocínio indutivo.
A obra de Bacon e caracterizada como opositora ao pensamento dialético clássico pois para ele os gregos usavam suas conclusões sobre a natureza para satisfazer as exigências da escrita ,outro fator que se opõem e a pratica da ciência para o melhoramento da vida em sociedade e pela critica ao pesamento e conhecimento baseado no miticismo ,colocando a natureza a prova.
Para o autor o que impedia o homem de avançar no mundo do conhecimento eram os ídolos que são para Bacon noções falsas da realidade, e para combater esse falso pensamento deve se a identifica-lo para posteriormente fazer a desconstrução do mesmo.
Um grande exemplo do uso do empirismo como forma de conhecimento cientifico foi Mendel que em seus experimentos cruzou durantes anos ervilhas chegando em uma teoria genética que ate hoje e usada pelos cientistas,outro exemplo são as recentes descobertas que confirmam as teorias de relatividade de Albert Einstein .
O método de Bacon apresentou uma nova maneira de estudar os fenômenos e que a descoberta de fatos verdadeiros não depende mais dos esforços puramente mentais,mas sim da observação,da experimentação guiada pelo raciocínio indutivo .
A obra de Bacon e caracterizada como opositora ao pensamento dialético clássico pois para ele os gregos usavam suas conclusões sobre a natureza para satisfazer as exigências da escrita ,outro fator que se opõem e a pratica da ciência para o melhoramento da vida em sociedade e pela critica ao pesamento e conhecimento baseado no miticismo ,colocando a natureza a prova.
Para o autor o que impedia o homem de avançar no mundo do conhecimento eram os ídolos que são para Bacon noções falsas da realidade, e para combater esse falso pensamento deve se a identifica-lo para posteriormente fazer a desconstrução do mesmo.
Um grande exemplo do uso do empirismo como forma de conhecimento cientifico foi Mendel que em seus experimentos cruzou durantes anos ervilhas chegando em uma teoria genética que ate hoje e usada pelos cientistas,outro exemplo são as recentes descobertas que confirmam as teorias de relatividade de Albert Einstein .
O método de Bacon apresentou uma nova maneira de estudar os fenômenos e que a descoberta de fatos verdadeiros não depende mais dos esforços puramente mentais,mas sim da observação,da experimentação guiada pelo raciocínio indutivo .
A queda dos ídolos
A natureza e toda sua complexidade é o grande agente instigador do
intelecto humano. Muitas mentes ao longo da história direcionaram seus esforços
para compreender o mundo em todos os seus campos, entretanto Francis Bacon, em sua
obra Novum
Organum, preocupou-se antes com a maneira a qual tais respostas deveriam
ser buscadas e propôs um método de pesquisa científico.
Muito do conhecimento que havia sido produzido até então era pautado
na dedução intuitiva que
decorria do método aristotélico, onde o intuito é encontrar a causa final de determinado acontecimento. Esse método, no
entanto, pressupõe uma realidade antes de se comprova-la empiricamente. Desse
modo, distorções e até mesmo interpretações errôneas podem ser produzidas
e adotadas como referencial sem uma sustentação certificável.
Para Bacon esse exercício da mente, o qual associa-se a dedução intuitiva, como meio de buscar as respostas é
falho, pois o intelecto humano é tendencioso quanto aos seus interesses e portanto impreciso na apuração dos fatos. Partindo dessa condição propõe-se
um método denominado indução por eliminação, onde se parte de premissas básicas
e notáveis da situação ou fenômeno pesquisado, depois são testadas empiricamente
e experimentalmente possíveis explicações, para então eliminar o que não foi comprovado e lapidar logicamente o conteúdo desses estudos. Não há nesse caso a
preocupação com a causa final do fato, mas sim com a interpretação e o
entendimento do processo que levou a sua ocorrência.
Ao propor esse método, Bacon condena os entraves que
em sua visão existiam ao avanço da ciência, os chamados “ídolos”, que dogmatizam
o conhecimento e impedem uma apuração precisa dos processos. Para superar tais
entraves seria necessário desenvolver novas técnicas que auxiliassem o
intelecto a abstrair tais dogmas e melhor interpretar a realidade.
De modo geral a proposta de Bacon converge com o
modelo de pesquisa científica contemporâneo em especial no que se refere à
criação de técnicas para aferimento dos fatos e interpretação da realidade a partir da experimentação e não somente de concepções intuitivamente obtidas, ou pré-concebidas. Não se pode fazer ciência com antolhos dogmáticos que inviabilizem uma visão crítica da realidade
e é nesse ponto que mora a maior virtude da obra. A negação de "ídolos" que não se sustentam logicamente é o primeiro passo para se fazer ciência.
Lucas Tadeu Ribeiro Efigênio
1º Ano – Direito - Noturno
Bacon sobre ciência e sua influência
O livro Novum Organum de Francis Bacon, publicado em 1620
pela primeira vez, discorre sobre uma nova maneira de se fazer ciência. O livro
é dividido em duas partes, sendo a primeira para desconstruir o que Bacon acredita
como o método “errado” de se fazer ciência e a segunda para mostrar o jeito que
acredita correto.
Seu método se baseia principalmente na experiência e no
empirismo. Para ele nós temos que nos livrar dos ídolos que confundem a nossa
mente, temos que nos livrar da antecipação do pensamento, pois somente através
do estudo e da experiência podemos chegar ao fato e à aquilo que é a verdade.
Além disso, acredita que a ciência precisa ser prática e
inovadora, com uma finalidade real para a sociedade e diferenciada daquilo que
já existe, para assim evoluir. Assim como é dito por ele: “A verdadeira e
legitima meta das ciências é a de dotar a vida humana de novos inventos e
recursos” (Novum Organum – Bacon, Francis – página 42)
A sua idéia de ciência permanece até os dias atuais, mesmo
depois de aproximadamente 400 anos. É possível ver que a maioria das inovações
científicas, em especial na área da natureza, são baseadas na experimentação,
voltadas para o uso prático da sociedade e, geralmente, com algum ganho
econômico, sendo este último uma extrapolação do pensamento baconiano.
Tereza Gomes Leal, Direito Noturno - 1º ano
Francis Bacon e a Era da Informação
Francis Bacon, em sua obra "Novum Organum", destaca a superioridade do conhecimento produzido através da experiência empírica sobre a razão. Para ele, a falta da utilização da experiência nos induz a conclusões errôneas, ou seja, ocorre a "antecipação da mente".
Tal processo é conhecido por senso comum. Bacon defendia a tese de que esse, por basear-se somente em raciocínios e lógicas fabricados sem a influência do método empírico, traz resultados falsos.
Pode-se relacionar tal pensamento à contemporaneidade, a qual se encontra em seu auge tecnológico, em que há um alto fluxo de informações de forma instantânea. Como resultado, observa-se a propagação em grandes proporções de falso conhecimento, através de redes sociais e portais de notícias. A população, que não procura comprovar a informação que recebe, crê no que é dito e, além disso, contribuem para sua propagação.
Dessa forma, para combater tais conhecimentos irreais divulgados amplamente, deve-se sempre buscar provas verdadeiras sobre o tema mencionado de acordo com o método de Francis Bacon, baseado no conhecimento empírico.
Lígia Lopes - 1º Ano Direito Noturno
A ciência liberta da hipótese e aprisiona na ganância o homem
A interpretação da natureza
e do que está intrínseco às coisas, através da ciência, o pilar da modernidade,
foi considerada por Francis Bacon o instrumento de transformação e entendimento
do mundo. A ciência como representação do mundo foi teorizada por um método que
aponta para o conhecimento, o qual exige a análise racional longe do labor da
mente, a determinação do alcance dos sentidos e o estabelecimento da certeza ao
redor dos fatos; e por fim chega-se à modificação do meio, caminho que leva à
razão. Desta forma, a procura por provas e indícios do empirismo impede que a
mente humana se guie por si mesma e faz com que seja guiada pela realidade,
livrando-nos de preconceitos e constituindo a ciência como exercício da mente.
Pois, uma mente autoguiada é tendenciada a raciocínios desprovidos de clareza
racional, facilmente influenciável, como em diversos exemplos ao longo da
história da humanidade, em que a realidade estava oculta a indivíduos não
orientados pelo conhecimento da natureza. Com isso, tamanha importância dada ao
conhecimento manifesta o peso carregado por este no que diz respeito a seu
poder de libertação e dominação, visto que o controle da mente humana e da natureza implicam a
transformação das relações a sua volta. No entanto, tal conhecimento dotado de
tamanha capacidade prática, muitas vezes, serve como agente alienador, uma vez
que a ambição do homem pelo poder, aferido pelo saber, priva o indivíduo da
própria ética – tão debatida pelos gregos, tão criticados por Bacon – mantenedora da dignidade humana. Portanto, até mesmo o conhecimento mais próximo da
realidade pode corromper a integridade humana, pois desperta a ganância pelo
poder dentro do ser humano. O saber é poder, mas o poder não sabe poder saber.
Henrique Mazzon - Direito Noturno
Francis Bacon é adepto de ideia pratica acerca do conhecimento. Para ele, é preciso entender o mundo e saber a utilidade para agir, e nao apenas contemplar. Para isso, segundo Bacon, é preciso experienciar antes de concluir. Sendo assim, o caráter passivo da filosofia tradicional não o agrada muito.
Ao transpor tais ideias da filosofia moderna para os dias de hoje é possível notar intensa influencia nos métodos de pesquisa mais modernos. A experiência é antes de tudo um meio que serve de base fundamental antes de qualquer fato ser constatado e então criticado. Guiar-se por esse método é também mecanismo que colabora para que a mente não se guie por si mesma. Uma vez que o fluxo da mente é controlado e a experiência é colocada como ação primordial para atingir conhecimento, o poder é direcionado pelo saber.
Isabela Rocha, 1º semestre de Direito (noturno)
Ao transpor tais ideias da filosofia moderna para os dias de hoje é possível notar intensa influencia nos métodos de pesquisa mais modernos. A experiência é antes de tudo um meio que serve de base fundamental antes de qualquer fato ser constatado e então criticado. Guiar-se por esse método é também mecanismo que colabora para que a mente não se guie por si mesma. Uma vez que o fluxo da mente é controlado e a experiência é colocada como ação primordial para atingir conhecimento, o poder é direcionado pelo saber.
Isabela Rocha, 1º semestre de Direito (noturno)
Saber é poder
É preciso saber
saber é preciso
preciso por que advêm de experiência
necessário para a própria sobrevivência
Saber é dominar
Dominar aqueles que deixam a mente se auto-guiar
Mente descontrolada
é mente equivocada
Saber é poder
poder controlar
controle absoluto
controle nada diminuto
e de segundo em segundo
o saber domina o mundo
Sophia Re - Direito Diurno, 1º ano
Bacon e a Evoluçao do Homem
Tradicionalmente, a interpretação do mundo vinha de fantasias e misticismo. No entanto, Bacon foi um dos primeiros filósofos a teorizar um metodo empírico do estudo racional da natureza.
Como é visto em sua obra "Novum Organum", Francis Bacon defende o metodo empírico indutivo: para alcançar o conhecimento, sao necessarias experiencias, pautadas na racionalidade e com objetivo de contemplar e interpretar a natureza. Caso contrario, ocorre a chamada "antecipaçao da mente", ou pré-concepçao de ideias.
Esse pensamento é evidente no contraste das teorias que explicam o surgimento da vida: criacionismo e evolucionismo.
Enquanto a teoria Evolucionista de Darwin, que exemplifica a teoria de Bacon, é sustentada por experimentos e pesquisas comprovadas cientificamente, a teoria criacionista é embasada no pensamento místico-religioso, sem sustentação racional e cientifica, como era visto na teoria tradicional Medieval.
Como é visto em sua obra "Novum Organum", Francis Bacon defende o metodo empírico indutivo: para alcançar o conhecimento, sao necessarias experiencias, pautadas na racionalidade e com objetivo de contemplar e interpretar a natureza. Caso contrario, ocorre a chamada "antecipaçao da mente", ou pré-concepçao de ideias.
Esse pensamento é evidente no contraste das teorias que explicam o surgimento da vida: criacionismo e evolucionismo.
Enquanto a teoria Evolucionista de Darwin, que exemplifica a teoria de Bacon, é sustentada por experimentos e pesquisas comprovadas cientificamente, a teoria criacionista é embasada no pensamento místico-religioso, sem sustentação racional e cientifica, como era visto na teoria tradicional Medieval.
Ciência e transformação
Com o fim da Idade Média e a ascensão da classe burguesa, a cultura greco-romana foi profundamente explorada pelos novos pensadores e artistas que viam nos antigos um grandioso contraponto ao período medieval. A contribuição dos filósofos gregos para as mais diversas áreas do pensamento é incontestável e, até a atualidade, valorizada.
Os gregos, entretanto, atraíram a antipatia do inglês Francis Bacon. O filósofo moderno criticava a efetividade do pensamento antigo. Bacon não negava a riqueza dos debates filosóficos gregos, mas contestava a ineficácia desses em promover transformações estruturais na sociedade.
De que serve a mais completa compreensão da realidade humana se ela não produz qualquer instrumento de contestação da mesma? Bacon tinha essa preocupação que, séculos mais tarde, foi usada de forma semelhante pelo alemão Karl Marx para criticar a ciência que atendia aos interesses das classes dominantes.
Nos resta o questionamento: a ciência só é válida quando provoca a crítica à realidade dada? O saber - sabe-se - é libertador e pode levar à destruição das estruturas sociais em contestação. Posto isso, a ciência não pode se dar ao luxo de ignorar a realidade de completa desigualdade de direitos e oportunidades com que nos deparamos em sociedade e se manter distante de tudo isso.
Revolução e ciência andam juntas. O saber que aceita a neutralidade é infrutífero, para não dizer conivente com a realidade de desigualdade e opressão. Há muito a ser mudado em nossa sociedade e a ciência deve sim estar a serviço da transformação e da libertação humana.
Guilherme da Costa Aguiar Cortez - 1º semestre de Direito (matutino)
A busca pelo poder
O filósofo inglês Francis Bacon
defende em sua obra a percepção do mundo e a obtenção da verdade através da interpretação
da natureza, esta tanto física como humana e social. Após observar os fatos e
eliminar os ídolos pode ser obter o saber. E como deve ser esse saber? Segundo Bacon
deve ser de caráter obrigatoriamente concreto, que leve a obras frutíferas,
afinal ele é a fonte de poder.
Isso explica o movimento pela privatização das universidades publicas no país. O setor privado, ciente desse dito baconiano, busca incessantemente o controle do saber brasileiro, propagando idéias que procuram nos convencer que a privatização é a melhor saída.
Infelizmente o Brasil já está passando por esse processo, cerca de 71,4% dos estudantes de ensino superior estão matriculados em instituições privadas. Assim perdemos a autonomia na produção do saber, que passa a trabalhar exclusivamente a serviço do capital, além do prejuízo na capacidade e incentivo à reflexão.
Observar realmente é fonte de conhecimento verdadeiro, que nos dá poder. É preciso aprender com as experiências passadas para saber administrar o futuro, adquirindo-se assim o poder do discernimento.
Leticia Garozi Fiuzo, 1°ano direito noturno
Francis Bacon e as consequências do progresso
Bacon, ao elaborar a “Teoria dos Ídolos”, manifesta sua insatisfação
com a visão da ciência em sua época, que mostrava-se distorcida, repleta de noções
falsas criadas pela mentalidade humana, influenciada tanto por elementos externos
como por inerentes do ser.
Desta maneira, ao expurgar seus ídolos, o filósofo
encontrou em sua abordagem indutiva e experimental sobre o saber, a maneira
mais segura e verídica de se praticar ciência.
E ao criticar e antagonizar o raciocínio silogístico de Aristóteles
– amplamente utilizado por filósofos da época –
Bacon abriu caminho para a metodologia cientifica e através de avanços
técnicos, a utilização da natureza em prol do homem.
Sua busca pela dominação dos meios naturais, se por um lado
resultou em um enorme progresso científico tecnológico para a humanidade,
também é razoável contrapor que a influência de seu pensamento torna-se, por
assim dizer, parte responsável pelo alarmante problema da degradação do meio
ambiente em que hoje vivemos.
Digo com relativa certeza que o progresso que Bacon tanto almejou
foi alcançado, a natureza está subjugada ao poder do homem; e sem negar a importância de seu método científico, também
devemos estar conscientes do outro lado de seu legado e suas temíveis consequências
na esfera ecológica, que ainda vêm se desdobrando a toda força neste avanço tecnológico
característico do século XXI.
Um comentário sobre Bacon e sua ponderação lúcida
Mais uma vez a racionalidade é posta em cena e repensada em sua forma de ser e prática. De maneira mais avançada, Francis Bacon entende que produzir ciência é mais do que entender o mundo à sua volta: é devolver algo de novo e útil às pessoas. Partindo desta prerrogativa, Bacon associa a racionalidade ao empirismo de modo ponderado e moderado, sem deixar um se sobrepor ao outro. O pensador também consegue perceber as limitações humanas na hora de produzir ciência e as amarras intrínsecas ao ser em sua condição humana. Ao mesmo tempo, reconhece que isso tem sua utilidade prática, já que a racionalidade/objetividade sem precedentes seria vazia e tola, produzindo conhecimento meramente teóricos e com pouca significação cotidiana.
Reflexões de uma qualquer: Mudança induzida ou requerida?
Olha para o mundo de fora. Constrói através do seu microcosmo o macromundo. Temporaliza suas convicções com a lógica da verdade. Redige leis, atesta casos, modela o mundo, mas nada vive, nada usa, nada toca. Como o Intelecto humano pode ser construído se abandona as dificuldades??
Pode crescer e estruturar-se, uma vez que permite a natureza tocar em si, banhar-lhe de seu conhecimento, fincar neste ser tão incompleto axiomas coesos e verdades.
Assim, as dificuldades provindas das diferenças - sussurram os ídolos da caverna - são extintas. a dificuldade transmitida na linguagem - sussurram ídolos do foro - se esclarecem. As dificuldades persistentes das novas doutrinas científico filosóficas - sussurram ídolos do teatro - se desconstroem.
Se levanta como alicerce um novo método. Modelo que foge dos vícios idólatras. Modelo que se pauta na regularidade dos fatos , no apreciar dos fenômenos naturais e psicológicos dando origem as relações de mundo e o impulso a um pensamento geral da gigantesca realidade que cerca a vida.
Dessa forma o interior passa a ser reformado e o medo de girar em perpétuos círculos de um ínfimo progresso torna-se quase extinto.
É notável a força humana para lutar contra a uma ordem estritamente estabelecida, mas contudo que a força de experimentar a mudança não beire a insanidade de repetir erros do passado ou simplesmente mantê-los.
Nathália Galvão - Noturno
Francis Bacon e a contemporaneidade
Francis Bacon atribuía a interpretação do mundo à experiência. Considerado um empirista ortodoxo, Bacon acreditava que a experiência deveria levar as conclusões, e não o contrário como pregava Aristóteles. Desse modo, a razão deveria se submeter a experiência e as conclusões seriam fruto da dialética de realizar uma observação e submetê-la ao pensamento.
Mesmo que sua obra "Novum Organum" tenha começado a ser escrita em 1608 podemos aplicar seus conceitos em nossa contemporaneidade. Um exemplo que podemos levar em conta é a dos pedidos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Quando pensamos no ato de um impeachment lembramos da experiência que tivemos com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, que teve em seu governo acusações de corrupção, desencadeando um processo de impeachment na Câmara dos Deputados, seguido do apoio popular com o movimento dos Cara-pintadas. Esse fato possui muitas semelhanças com o que acontece no atual governo, que também possui denuncias de corrupção e que o povo, em alguns casos, assimilando a experiência e os resultados obtidos pelos cara-pintadas, foi a rua protestar, utilizando-se da razão para formular suas questões e objetivos.
Outro ponto da obra de Bacon que pode ser atrelado a nossa realidade é sobre a teoria dos ídolos. Os ídolos são considerados falsas percepções do mundo e podem ser divididos em ídolos da tribo, da caverna, do foro ou do teatro. Como um exemplo de ídolos do foro podemos citar a mídia pois, ao informar sobre as manifestações a favor ou contra o impeachment da presidente Dilma, se apresenta de forma tendenciosa, fazendo o uso de palavras e imagens que favorecem o seu ponto de vista, levando a uma alienação da população e, consequentemente, uma visão distorcida da realidade.
A "cura da mente", um objetivo almejado pela teoria de Bacon, é difícil de ser alcançado pois, na maioria das vezes, ocorre a transferência de um ídolo para o outro, não resolvendo o problema e agravando o processo.
Bruna Flora Brosque
1º ano de Direito - Diurno
Mesmo que sua obra "Novum Organum" tenha começado a ser escrita em 1608 podemos aplicar seus conceitos em nossa contemporaneidade. Um exemplo que podemos levar em conta é a dos pedidos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Quando pensamos no ato de um impeachment lembramos da experiência que tivemos com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, que teve em seu governo acusações de corrupção, desencadeando um processo de impeachment na Câmara dos Deputados, seguido do apoio popular com o movimento dos Cara-pintadas. Esse fato possui muitas semelhanças com o que acontece no atual governo, que também possui denuncias de corrupção e que o povo, em alguns casos, assimilando a experiência e os resultados obtidos pelos cara-pintadas, foi a rua protestar, utilizando-se da razão para formular suas questões e objetivos.
Outro ponto da obra de Bacon que pode ser atrelado a nossa realidade é sobre a teoria dos ídolos. Os ídolos são considerados falsas percepções do mundo e podem ser divididos em ídolos da tribo, da caverna, do foro ou do teatro. Como um exemplo de ídolos do foro podemos citar a mídia pois, ao informar sobre as manifestações a favor ou contra o impeachment da presidente Dilma, se apresenta de forma tendenciosa, fazendo o uso de palavras e imagens que favorecem o seu ponto de vista, levando a uma alienação da população e, consequentemente, uma visão distorcida da realidade.
A "cura da mente", um objetivo almejado pela teoria de Bacon, é difícil de ser alcançado pois, na maioria das vezes, ocorre a transferência de um ídolo para o outro, não resolvendo o problema e agravando o processo.
Bruna Flora Brosque
1º ano de Direito - Diurno
A influência de um pensamento
Francis Bacon foi uma pessoa muito importante na formação da Ciência Moderna. Até hoje, as suas ideias são influentes. O seu modo de ver a ciência como transformadora do mundo é algo que demonstra o seu valor.
O seu pensamento, desse modo, vai ao encontro com o que é empregado por muitas universidades. Inclusive, uma das finalidades dessa instituição é o de gerar conhecimento para mudar o mundo. Com isso, vemos uma das principais influencias que Bacon pode ter deixado, que é justamente a ideia de conhecimento, para ele era a capacidade de dominar.
Atualmente, um dos fatores que classificam um país como desenvolvido ou não, é verificando a sua capacidade de gerar tecnologia, que está intimamente atrelado ao conhecimento. Esse é um dos exemplos que demonstram a importância desse autor para o pensamento do mundo moderno.
Renan Batista De Carvalho
Direito 1 ano - noturno
Coerção afetiva
Em ‘’Novum Organum’’, Francis Bacon pontua a ‘’antecipação da
mente’’ e a crença em saberes absolutos como empecilhos a razão humana e,
portanto, à construção do conhecimento e ao avanço social. Com essas
pontuações, o filósofo nos ajuda a entender diversas questões contemporâneas, dentre
elas, a manutenção da mentalidade homofóbica.
Apesar de ter sido
retirada da lista de patologias da OMS e de estar registrada em mais de 1500
espécies, a homossexualidade ainda é vista por parcela significativa da sociedade
como um comportamento ‘’antinatural’’ e passível de ‘’cura’’. Essa postura social,
porém, tem seus principais alicerces na religião e em teorias científicas ultrapassadas.
Durante séculos, a ciência viu a questão como um transtorno
mental e homossexuais foram submetidos a ‘’tratamentos’’ desumanos. Hoje, a comunidade
científica não aceita a ideia da homossexualidade como doença. No entanto, sujeitos influentes como Marco Feliciano, Jair Bolsonaro e Silas Malafaia dialogam com uma quantidade assustadora da pessoas ao se referir a questão como ''anomalia'' e ''escolha''. Em seus discursos, eles se utilizam de argumentos religiosos e ''pseudo-científicos'' para condenar e perseguir qualquer comportamento avesso à heterossexualidade.
Esse apego as teorias
do século XIX ignora que o conhecimento se
altera no espaço e no tempo. Enquanto o alicerce religioso coloca os escritos sagrados
como inquestionáveis e se pauta em uma interpretação hipócrita das palavras celestiais. A bíblia, por exemplo, diz ‘’amai ao
próximo como a si mesmo’’ e condena à homossexualidade tanto quanto a luxúria, a
inveja, a corrupção, enfim, tanto quanto diversos atos que nós humanos cometemos com frequência.
Mas, tais partes são ignoradas e apenas o que convém é difundido.
Além da noção de verdades absolutas, o grande alcance desses líderes políticos e religiosos ocorre porque o discurso deles se baseia no que Bacon chama de ''antecipação da mente''. As falas em torno da ''cura gay'' e de falácias como ''a ausência da figura paterna e a convivência com gays podem fazer o indivíduo virar homossexual'' se assemelham àqueles discursos veiculados durante séculos e que se apresentam como ''verdade'' para o senso comum. Ou seja, esses políticos e religiosos dialogam com os preconceitos enraizados na mentalidade social.
Diante desse cenário, percebe-se que a homofobia provém da crença em verdades inabaláveis e da antecipação da mente, isto é, ela é fruto da ignorância. Ir na contramão das pontuações de Bacon resulta, atualmente, na intolerância, a qual- por sua vez- traz um imenso retrocesso em termos de direitos humanos: agressões físicas e morais aos homossexuais e civis, como a não aceitação da união civil homoafetiva.
Juliana Inácio- 1 ano de direito (noturno)
Bacon: conhecer a realidade através da experiência
Em
Novum Organum, o filósofo inglês Francis Bacon desenvolve uma concepção de
mundo ainda mais radical que a de Descartes. Para ele, é fundamental pensar a
essência, o íntimo das coisas e interpretar a natureza valendo-se do método empírico
indutivo. Por meio deste, busca-se uma ciência mais lógica, prática e objetiva.
Visando
ao cultivo das ciências e à descoberta científica, Bacon apresenta a “Antecipação
da Mente” como o conhecimento contemplativo e a “Interpretação da Natureza”
como um método sustentado pela experiência, que serviria de escora para o
intelecto. Esse esteio é necessário para estabelecer que a razão deve guiar a
mente e não permitir que esta seja sua própria guia.
Por
outro lado, a mente pode ser limitada por diversas distrações que prejudicam a
construção do conhecimento científico, mais conhecidas como ídolos. Dentre os
quatro tipos de ídolos definidos por Bacon – ídolos da tribo, da caverna, do
foro e do teatro -, atento-me aos ídolos da caverna, “dos homens enquanto
indivíduos”, - e cada um “tem uma caverna que intercepta e corrompe a luz da
natureza”. Assim, muitos tomam por conhecimento aquilo que imaginam ser real ou
aquilo que julgam como certo, pendendo, por vezes, para atitudes de preconceito
e intolerância quanto à religião, classe social e cultura, por exemplo.
Portanto,
é de grande relevância que o ser humano observe e compreenda a realidade à luz
da razão, evitando as amarras do senso comum e empenhando-se na busca por
conhecimento para, finalmente, dominar a natureza.
Bianca Carolina Soares de Melo - 1º ano de Direito - Noturno
O Conhecimento Empirico por Francis Bacon
Francis Bacon, em sua obra Novum Organum, tem a intenção de mudar a relação entre o homem, a natureza e a ciência, defendendo que, na busca do conhecimento, a razão deve estar associada à experiência, sendo, porém, a segunda que guia a primeira.
Seu método empirista é justificado pelo fato de que o intelecto está sujeito a interferências e, tendo em vista as diferentes vivências de cada individuo, torna-se impossível alcançar uma verdade única e universal apenas pelo exercício da mente. Essas falsas percepções do mundo são tratadas no livro como ídolos, divididos em da tribo (paixões), da caverna (formação), do foro (relações pessoais e sociais) e do teatro (adesão a doutrinas filosóficas). Segundo Bacon, é necessário identificá-los para então libertar-se deles.
Além disso, critica a ciência como mero exercício da mente, tal como faz a dialética escolástica, afirmando que a função contemplativa da filosofia e a falta de interesse pelo funcionamento da natureza são as principais responsáveis pela estagnação do conhecimento e da técnica. Para ele, a filosofia deve servir ao bem estar do homem.
Bacon foi responsável por grandes avanços no pensamento de sua época, como precursor do método experimental, e é ainda de extrema importância na atualidade, no momento em que o senso comum vigora e deturpa a realidade.
Seu método empirista é justificado pelo fato de que o intelecto está sujeito a interferências e, tendo em vista as diferentes vivências de cada individuo, torna-se impossível alcançar uma verdade única e universal apenas pelo exercício da mente. Essas falsas percepções do mundo são tratadas no livro como ídolos, divididos em da tribo (paixões), da caverna (formação), do foro (relações pessoais e sociais) e do teatro (adesão a doutrinas filosóficas). Segundo Bacon, é necessário identificá-los para então libertar-se deles.
Além disso, critica a ciência como mero exercício da mente, tal como faz a dialética escolástica, afirmando que a função contemplativa da filosofia e a falta de interesse pelo funcionamento da natureza são as principais responsáveis pela estagnação do conhecimento e da técnica. Para ele, a filosofia deve servir ao bem estar do homem.
Bacon foi responsável por grandes avanços no pensamento de sua época, como precursor do método experimental, e é ainda de extrema importância na atualidade, no momento em que o senso comum vigora e deturpa a realidade.
Gabriela Fontão de Almeida Prado, 1° ano de direito diurno.
Francis Bacon: pensamentos e influencias
Autor da obra Novum Organum, o filósofo Francis
Bacon foi um dos primeiros os quis defenderam a necessidade de se encontrar um
método que pudesse promover o estudo direto da natureza. De acordo
com suas ideias os escolásticos (filosofias do período medieval centradas nos
pensamentos de Aristóteles) erravam ao deixar em um plano inferior as
experiências.
Porém, para que o ser humano encontre o ideal
desenvolvimento da ciência, é necessário que ele se liberte dos Idolos,
que são considerados por ele como empecilhos para o encontro da verdade. Assim,
segundo ele, para se construir conhecimentos por meio do novo método, seria
necessário acabar com antigas limitações, as quais eram obtidas por meio das
investigações ate então utilizadas. Ou seja, o que ele realmente queria era
derrubar as concepções medievais e criar um exemplo de ciência baseado na
experiência.
Outro fator a ser observado sobre o autor é sua frase “saber
é poder”, sobre a qual está contida a ideia de que só poderia ter um
conhecimento verdadeiro sobre a natureza a partir do momento que fosse tido um
contato direto com ela, ou seja, a observação direta de determinados fatos
(através da experiência) faz com que o conhecimento seja construído sem noções
escassas e vazias, levando à conquista de verdades mais gerais. Assim, é
evidente que para ele o conhecimento pode ser equivalente ao poder.
Além disso, a frase de Bacon sugere que o conhecimento tem a
possibilidade de ser usado como forma de dominação sobre algo. Sendo assim,
pode se observar que essa teoria foi comprovada nas próximas sociedades, como,
por exemplo, quando existiram os regimes de direita (nazismo, por exemplo), os
quais através de seus argumentos promoviam dominação e influência sobre certo
público, fazendo com que seguissem suas ideologias.
Gabriel Ferreira dos Santos - 1º ano de Direito (noturno)
A experiência como guia para o conhecimento
Na obra “Novum Organum” Francis Bacon descreve seu
método científico, pautado no empirismo. Segundo Bacon, as experiências devem
regular a razão para se atingir o conhecimento. Para Bacon, a mente humana
precisa ser regulada por mecanismos empíricos, caso contrário, ocorre o que ele
classificou como “antecipação da mente”, que seria o intelecto humano
baseando-se em ideias pré-concebidas e que não possuem embasamento científico.
As ideias
de Bacon tiveram grande importância para a ciência e permanecem muito atuais. O
baixo nível dos debates políticos observados nas redes sociais é um exemplo que
reforça a teoria baconiana de que a mente humana, quando se limita a aceitar ideias
prévias, baseadas no senso comum ou em outros “ídolos”, não produz conhecimento
válido para melhorar a condição humana. O pensamento de Bacon de que “saber é
poder” também é muito atual, uma vez que o conhecimento científico é cada vez
mais usado não apenas para conhecer a natureza, mas também para exercer
controle sobre ela.
Pode-se
dizer que se o método baconiano fosse mais difundido e seguido pelas pessoas, o
mundo certamente estaria em um estágio de desenvolvimento superior ao atual,
uma vez que haveria menos preconceitos e ideias inconsistentes com a realidade,
e mais conhecimento científico voltado para o progresso humano. Teríamos menos
problemas e mais soluções.
Rafael Carpi Baggio , 1° ano de Direito (diurno)
domingo, 20 de março de 2016
Breve análise sobre a obra "Novum Organum" de Francis Bacon e suas possíveis intenções
Sobre a discussão do bom uso da ciência, da organização do conhecimento, e da busca pela verdade certa das coisas e conclusões, Francis Bacon discorre em sua obra "Novum Organum" suas observações quanto ao conteúdo científico desenvolvido até então, e a forma como foi induzido - mesmo que inconscientemente - a corresponder com as expectativas humanas. Ou seja, conclui que muito do conhecimento produzido foi orientado pelo desejo humano; além disso, critica a ciência contemplativa que rejeita a experimentação como forma de comprovação do que se especula, e principalmente a falta de utilidade prática para o bem estar humano que algumas produções científicas apresentam.
A partir disso, pode se prever e constatar os perigos da orientação passional do raciocínio lógico, quando em face de produção de uma consciência coletiva marcada por equivocados preconceitos, xenofobia e cultura de violência - usando estes como poucos exemplos de vários fenômenos sociais possíveis de serem evocados. Observa-se então na história, alguns casos de tragédias e desastres humanos e sociais causados por este tipo de equívoco apontado pelo autor: o nazismo e o holocausto, a xenofobia presente na Grécia Antiga, o racismo constitucional nos EUA sustentado pela teoria de evolucionismo social, além de muitas outras situações cabíveis.
Muitos desses eventos citados ocorreram após a finalização do trabalho de análise humana realizado por Bacon, porém o conhecimento histórico que possuía foi suficiente para justificar suas opiniões a cerca da falta de verdade em muitos axiomas construídos pelo homem através da exposição da ausência de experimentação prática e pesquisa social para confirmação de teorias construídas em laboratório pelo uso único da racionalidade, que eles apresentavam.
Tendo isso em voga, constata-se a importância da ação científica para evitar erros interpretativos sobre a natureza e, a ainda pouco citada neste excerto, contribuição para o desenvolvimento humano e social formada pelo uso da ciência na prática, com a aplicação desta em mecanismos e obras que visem a evolução do homem em sociedade - benefício este qualificado como que essencial para o uso da ciência de acordo com Bacon em suas argumentações.
Luana Ambiel Marachini, aluna do curso de direito (noturno) da UNESP.
Interpretação do mundo pela experiência
Em Novum Organum, ou Verdadeiras Indicações Acerca da Interpretação da Natureza, Bacon ressalta que para que se atinja um conhecimento pleno e sólido do mundo, é preciso que em primeiro lugar que haja uma análise, uma investigação da pauta em questão e em seguida usar de suas conclusões, da ciência, para transformar o mundo. Portanto, ele acredita que apenas tirar conclusões através das suas próprias convicções, paixões, sem um observação da natureza, não traz o conhecimento puro de algo. Dessa maneira, Bacon entra em desacordo com os gregos, criticando principalmente Aristóteles, os quais creem que apenas o raciocínio puro basta para solucionar, melhorar ou diminuir os problemas humanos.
Bacon nos faz chegar a conclusão de que para se chegar ao entendimento de algo, devemos primeiro realizar experiências e a partir disso, dizer se é verdadeiro ou falso, porque é a partir das experiencias é que se pode ter certeza de que qualquer coisa inventada ou feita pelo ser humano está correta. Um exemplo de nossa atualidade de que seu método está correto é a necessidade de se fazer testes farmacológicos antes de algum tipo de medicamento entrar no mercado, e que dessa maneira o medicamento não traga efeitos indesejáveis aos usuários.
Stella Cácia Bento Schiavom, 1º ano de Direito (noturno)
Bacon nos faz chegar a conclusão de que para se chegar ao entendimento de algo, devemos primeiro realizar experiências e a partir disso, dizer se é verdadeiro ou falso, porque é a partir das experiencias é que se pode ter certeza de que qualquer coisa inventada ou feita pelo ser humano está correta. Um exemplo de nossa atualidade de que seu método está correto é a necessidade de se fazer testes farmacológicos antes de algum tipo de medicamento entrar no mercado, e que dessa maneira o medicamento não traga efeitos indesejáveis aos usuários.
Stella Cácia Bento Schiavom, 1º ano de Direito (noturno)
O Caminho de Francis Bacon.
Na Renascença, se iniciou a construção do conhecimento cientifico que levou ao desenvolvimento de inúmeras descobertas. Muitas dessas invenções se tornaram possíveis graças a ruptura de fronteiras proporcionada pelo surgimento de um novo método cientifico.
Francis Bacon foi um dos primeiros a formular o principio da indução cientifica, influenciando os cientistas de gerações posteriores. Na primeira parte de sua obra mais famosa, Novum Organum, Bacon sustenta que é necessário se livrar dos erros comuns e das noções falsas, que atrapalhariam a descoberta do saber cientifico. Ao alegar "Conhecimento é poder ", o filósofo enfatiza que o conhecimento tem uma utilidade prática e não apenas contemplativa. A segunda parte contém regras como: observar, mensurar e realizar experimentos para interpretar a natureza e as indica como único caminho para conhecer a verdade de forma clara e manifesta.
Apesar das contribuições do método cientifico proposto por Bacon, a historia da produção intelectual e cientifica comprova (ironicamente) pelo método empírico, que a imaginação e a criatividade são em várias ocasiões os principais instrumentos para a origem do conhecimento científico. Não raras vezes, a literatura e as produções audiovisuais anteciparam ou até mesmo traçaram os novos caminhos a serem percorridos pela ciência.
Hugo Gernsback escreveu o livro "Ralph 124C 41+" em 1911, que é considerada a primeira descrição completa e com diagramas de uma invenção que só seria realizada em 1934: o radar. Em 1914, H.G. Wells previu a criação da uma arma nuclear em seu livro "The World Set Free". Após a leitura do livro de Wells, Leo Szilard patenteou em 1934 a bomba atômica. Em 1898, Mark Twain em seu livro "London Times" inventou o "telelectroscope" que usava um sistema de telefones em uma rede mundial para compartilhar informação e conteúdo, muito parecido com o funcionamento da internet e smartphones. A existência das partículas Bósson de Higgs, partículas as quais são creditadas a origem do universo, só foi comprovada empiricamente, mais de 40 anos após a criação da teoria de Peter Higgs. Albert Eistein, mesmo utilizando-se da matemática e de outros instrumentos do método de Bacon, afirmou usar a criatividade, a imaginação e as conjecturas mentais para apresentar o principio da relatividade, da equivalência e da invariância adiabática do número quântico, que só foram comprovados empiricamente anos depois.
A importância de Bacon é inegável para a Filosofia e para as descobertas cientificas das gerações posteriores à publicação do "Novum Organum", no entanto, sua afirmação quanto aos dois caminhos existentes: um destinado ao cultivo das ciências e outro à descoberta cientifica, se mostrou equivocada. A origem da descoberta cientifica não é obrigatoriamente através da experiência e da observação e não existe apenas dois caminhos quando se fala em conhecimento, os caminhos são tão diversos, quanto as mentes das pessoas que os percorrem.
Augusto César de Oliveira, Direito 1º ano - Direito.
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