Entre as mais importantes recentes descobertas que revolucionaram o mundo está a da penicilina. Fleming, seu "criador", contou com a ocasionalidade propícia para tal realização, confirmando o que Bacon clamava: "os resultados até agora alcançados devem-se mais ao acaso e às tentativas que à ciência. Além disso, o autor afirma que, com os atuais métodos, não será possível chegar a verdades nunca antes descobertas. Faz-se pensar, assim, se a ciência está caminhando no rumo certo. Entre os assuntos mais difundidos e pesquisados está a cura para a aids.
Bacon classificou em 4 os problemas que se tem para o acesso às verdades. O primeiro dele é o ídolo da tribo, o qual vincula-se à relação do homem com o mundo à sua volta. Pode-se entender, assim, que nem sempre o médico ou o pesquisador atua de maneira racional com seus pacientes, podendo, inclusive, se por no lugar dos doentes e sentir o que eles sentem.
A seguir, vem-se o ídolo da caverna, o qual vincula-se à relação do homem com o mundo a sua volta tais como com leituras e educação. O ensino doutrinário lecionado em diversas instituições limita o profissional para possíveis incidentes ou inovações. Pode-se exemplificar essa situação como quando se lança uma nova descoberta, mas os cientistas não sabem aplicá-la ou torna-la útil.
Ademais, ídolos do foro vinculam-se aos indivíduos e suas associações. As associações médicas acabam influenciando as pesquisas, logo que apresentam, muitas vezes, vieses econômico ou político. Tais associações visam o beneficio da própria classe em detrimento das necessidades mundiais.
Por fim, têm-se os ídolos do teatro, que fazem vinculação às demonstrações impregnadas de equívocos e superstições. Conhecimentos médicos costumam estar em constante mudança. O que hoje se tem como certo, amanha poderá ser considerado um grande absurdo.
Este é um espaço para as discussões da disciplina de Sociologia Geral e Jurídica do curso de Direito da UNESP/Franca. É um espaço dedicado à iniciação à "ciência da sociedade". Os textos e visões de mundo aqui presentes não representam a opinião do professor da disciplina e coordenador do blog. Refletem, com efeito, a diversidade de opiniões que devem caracterizar o "fazer científico" e a Universidade. (Coordenação: Prof. Dr. Agnaldo de Sousa Barbosa)
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domingo, 17 de março de 2013
Francis Bacon viveu na Inglaterra, durante o fim do século XVI e início do XVII. Sua maior obra foi Novum Organum, na qual se estabelece como fundador da "nova ciência moderna".
Nesta obra, Bacon afirma que " o intelecto humano se agita sempre", apesar de ser mal sucedido. Pois, na sua visão, a ciência era afetada pela exaltação suposta superioridade da própria mente humana,
E mais: a ciência usada era pautada em silogismo, os quais, em ultima instancia, forma construídos sobre palavras. E, usando a metalinguística, Bacon explica que estas baseiam-se em outras palavras e definições.
Existe, contudo, um certo grau de comprometimento, de acordo com o que as palavras designam. Para o filósofo, a pior se relaciona com as palavras que apontam qualidades; seguem-se aquelas que indicam ação e as mais benevolentes são os nomes de substantivos particulares.
Outro entrave à ciência era o uso dos sentidos enquanto ferramenta empírica. Para ele, enquanto as mãos careciam de ferramentas, o mesmo se aplica à mente.
Além do mais, a própria mente apresenta outros empecilhos, sendo eles:
-ÍDOLOS DA TRIBO: funda-se na essência humana e na crença errônea de que os sentidos são as medidas das coisas. Assim, as percepções, provenientes dos sentidos, são análogas à natureza humana, não à do universo.
-ÍDOLOS DA CAVERNA: fazendo menção à Platão, esse grupo designa a "caverna" de cada indivíduo que corrompe a luz da natureza, isto é, a interferência que a unicidade de cada indivíduo exerce sobre o processo científico.
-ÍDOLOS DO FORO: estes prejudicam a ciência por meio das palavras, dos nomes e das definições.
-ÍDOLOS DO TEATRO: aqui, faz-se uma crítica à filosofia. Segundo o autor, esta falsa ciência tem três fontes de erros: a sofística, a empírica e a supersticiosa.
Com essa argumentação, Bacon derruba a ciência que, não constituindo um método científico, é a combinação de descobertas anteriores, sendo que as últimas também tendem a ser obra do acaso.
A esse tipo filosofia Bacon dá o nome de antecipações da natureza, ao passo em que propõem o método científico almejado a se usar, a interpretação da natureza.
Para tanto, o filósofo afirma ser necessária uma metodologia a ser seguida: essa interpretação se dá com experimentos adequados, que julgam somente a natureza, e que, por sua vez, são julgados pelos sentidos, isso porque "a verdade defe ser buscada à luz da natureza e da experiência".
O autor também acredita que o cientista deve permanecer as neutro possível, isento de suas convicções e, portanto, deve se resguardar afim de não permitir que seu estudo seja afetado.
Francis Bacon e a inovação do conhecimento
Ao entrarmos em contato com as ideias de Francis Bacon, notamos que estas continuam válidas à nossa realidade, isto é, representam ainda hoje um dos principais incentivos à descoberta científica e à busca por um novo saber.
Quando afirma que "saber é poder", Bacon vai de encontro à grande valorização atribuída ao conhecimento nos dias atuais. Baseada em tal afirmação, nossa sociedade utiliza o saber como o principal meio de distinção entre nós, ou seja, entre aqueles capazes ou não de contribuir para a construção de um novo conhecimento.
A partir do momento em que Francis Bacon afirma que somente através de novos métodos podemos obter resultados novos, encontramos o motivo pelo qual grande importância é atribuída à inovação, pois esta serve como ponte que nos leva ao novo, às coisas novas.
Portanto, deve-se em grande parte o desenvolvimento obtido nos mais variados campos da ciência a Francis Bacon, pois o modo de pensar que nos guiou e continua a nos guiar ao novo saber não existiria do modo como o conhecemos hoje senão por sua influência.
Quando afirma que "saber é poder", Bacon vai de encontro à grande valorização atribuída ao conhecimento nos dias atuais. Baseada em tal afirmação, nossa sociedade utiliza o saber como o principal meio de distinção entre nós, ou seja, entre aqueles capazes ou não de contribuir para a construção de um novo conhecimento.
A partir do momento em que Francis Bacon afirma que somente através de novos métodos podemos obter resultados novos, encontramos o motivo pelo qual grande importância é atribuída à inovação, pois esta serve como ponte que nos leva ao novo, às coisas novas.
Portanto, deve-se em grande parte o desenvolvimento obtido nos mais variados campos da ciência a Francis Bacon, pois o modo de pensar que nos guiou e continua a nos guiar ao novo saber não existiria do modo como o conhecemos hoje senão por sua influência.
Filósofo, político e inovador
Defensor das máquinas e técnicas para dominação da natureza,
esse é Francis Bacon. O filósofo inglês que também foi político da Inglaterra
na época em que o país estava em ascensão política e econômica no reinado de
Elizabeth I é considerado o fundador da ciência moderna, pois critica a mesma
como um mero exercício da mente humana.
Bacon propõe a razão como instrumento de transformação da
vida humana, contudo esta razão deve ser empregada em conjunto com as
experiências. Para se obter uma interpretação
de mundo correta, o inglês considera que não se deve usar a mente humana apenas
de forma contemplativa, pois foi o que durante todos os séculos passados ao
dele os outros filósofos já haviam feito. Nesse ponto Bacon critica firmemente
os gregos, que segundo ele nunca fizeram um experimento que contribuíssem pra
melhoria da vida humana.
A crítica baconiana a filosofia tradicional serve pra
entender o que o filósofo em questão defendia, afinal pra Francis Bacon a
partir de seu método afirmava que devia se fazer uma ciência que transformasse
a vida humana. O homem ao unir a razão e a experiência deve modificar a
natureza em seu favor, fazendo uso de máquinas e técnicas que facilitem a
dominação do meio natural que passaria a ser controlado. A partir desse momento
pode-se dizer que se começava a formar os conceitos que se conhece hoje como
meio natural, no qual a natureza se sobressaia sobre o homem, e meio técnico,
no qual o homem inverteu os papeis e passou a controlar o meio no qual vivia.
Afirma-se então que Francis Bacon tem conceitos bem
contemporâneos, pois defende o uso da experimentação aliado à razão para se
constituir uma ciência que transforme e facilite a vida humana, contudo ao
afirmar em 1620 não sabia as consequências ambientais que seriam sofridas
séculos depois.
Aula 3
Camila Gabriele Pereira de Faria
Direito Noturno
1º ano
Cura da Mente
No século XVII, concomitantemente à ascensão de uma nova classe social, a burguesia, o filósofo e político inglês Francis Bacon lançou sua principal obra filosófica, Novum Organum. Nela, Bacon expõe seu método para chegar ao conhecimento, opondo-se ao método escolástico e dialético imposto pela Igreja no período.
O método baconiano para alcançar o conhecimento de fato consiste na experimentação, na interpretação de experiências vividas e na dedicação à descoberta científica, ultrapassando o simples cultivo das ciências já descobertas e o simples exercício da mente, propostos pela escolástica. À este método Bacon chamou de Antecipação da Mente enquanto ao outro de Interpretação da Natureza.
Segundo o filósofo, a Interpretação da Natureza enaltece o método empírico e se contrapõe às fantasias e superstições criadas pelo homem para explicar fenômenos naturais, as quais são de fácil aceitação e absorção.
Bacon elaborou uma lista para exemplificar as barreiras que impedem o progresso científico pelo método da interpretação, os chamados Ídolos da Mente, subdivididos em quatro tipos: ídolos da tribo, que vinculam-se às distorções provocadas pela mente humana; ídolos da caverna, os quais dizem respeito às relações estabelecidas pelo homem com o mundo a sua volta, à formação do indivíduo; ídolos do foro, referentes às influências de associações como o comércio sobre o indivíduo e ídolos do teatro, os quais vinculam-se às representações teatralizadas e impregnadas de equívocos e superstições.
Em Novum Organum, Francis Bacon materializa a ideia de inovação que esteve no cerne da ciência moderna desde sempre e que o surgimento da burguesia, classe disposta a desbravar o mundo já existente exigia. Para Bacon, os homens precisavam curar suas mentes desvinculando-se das amarras da escolástica e, principalmente, dos Ídolos da Mente.
Ana Carolina Nunes Trofino - Primeiro Ano Direito Noturno
A colaboração do “profeta da técnica”
Após a análise da obra ‘’Novum Organum’’, nos
fica claro o pensamento do filósofo Francis Bacon, o qual considerava a
experiência sensorial como sendo a norma para se alcançar a verdade, método o
qual se tornou a característica chave dos pensadores empiristas.
A defesa de Bacon á esse método, a experimentação,
e também as suas próprias idéias, representam o alicerce da ciência moderna (o
método cientifico). Para ele ciência é uma ferramenta para a criação de novo
conhecimento que pode ser usada para promover avanços no bem-estar e no
progresso do ser humano. Com efeito, o grande mérito de Bacon está em ter
percebido os obstáculos existentes no caminho do progresso das ciências,
desmistificando a realidade da sua época e deixando um legado para o presente e
futuro.
Além disso, o filósofo inglês ensinava
que os sentidos do homem são infalíveis e representam a fonte de todo o
conhecimento válido, quando guiados pelo método científico , sem, entretanto, prescindir de razão. Ponto o qual, é possível
enxergar alguma semelhança com o método descartista.
O objetivo buscado por ele era o poder
sobre a natureza, e é justamente o conhecimento da natureza a fonte deste
poder. A observação, a investigação e a experimentação seriam o único método
para alcançar o poder e o domínio sobre a natureza, requisitos indispensáveis
para validar seu método. Já a colaboração de Bancon para a humanidade é
demonstrada pelas inúmeras aplicações das ciências com as quais convivemos, as
quais comprovam que seu objetivo foi alcançado.
Felipe Abrahão Rotolo 1º Ano - Direito
A aplicabilidade da ciência como mecanismo de dominação
Francis Bacon é comumente
conhecido como o “pai do empirismo” e, como
Descartes, interessava-se pelas
questões que envolviam um profunda investigação sobre a capacidade humana de conhecer.
Para Bacon, no entanto, a atividade de indagar sobre as fronteiras do
conhecimento teria um resultado prático para a vida dos homens. Assim, o ponto
de partida de seu pensamento é a crítica ao pensamento aristotélico e à
Filosofia até então vigente, que se baseava apenas no conhecimento obtido
através da especulação racional e de proposições lógicas e na qual não produzia
ao homem nenhuma utilidade prática.
Em sua obra entitulada
Novum Organum, Bacon defende a análise atenta da natureza, preconizando o princípio
da experiência sensorial como única fonte segura de conhecimento. Além disso, coloca
como papel fundamental da ciência o domínio da natureza pelo homem, a fim de utilizá-la
a serviço da sociedade. Nesta mesma obra, identifica como “Ídolos” as formas
mais comuns de pensamentos que podem levar a falsas verdades. E diferentemente de
Descartes, que procurava a essência da natureza no puro cálculo
lógico-matemático, Bacon procurava tal essência nas possíveis ligações que ocorrem
entre os corpos, nos quais se associam por força da repetição.
A máxima
baconiana “Saber é poder” sintetiza de
modo claro, o espírito inovador do homem renascentista, que, conhecendo o mundo
em que vive, é capaz de dominá-lo e
utilizá-lo em benefício próprio. Não será, então, por acaso que Bacon
tornar-se-ia um dos principais ideólogos da futura Revolução Industrial e do
desenvolvimento tecnológico que a culminaria.
Mas, apesar dos muitos benefícios
gerados pelo desenvolvimento tecnológico, a aplicação do conhecimento
científico coloca em cheque a neutralidade da ciência. Aqui farei um
questionamento: “Não seria então a aplicabilidade da ciência utilizada, ao longo da história da humanidade, como um
mecanismo de dominação não só do homem
sobre a natureza, mas, sobretudo do homem sobre o homem?” Se esse tipo de
conhecimento é obtido por métodos universais, deveria ser neutro, não cabendo a
ele nenhum sentido econômico ou político. De fato, isso não é e nunca foi de fato uma
realidade. Se não o fosse, não haveria a famosa questão nuclear, que divide a
opinião mundial, ou não haveria,por exemplo, a cada esquina um outdoor de determinada
empresa vendendo seus milagrosos produtos. Mas do que isso talvez, a questão do
desenvolvimento sustentável, na qual defende uma economia mais comprometida com
o futuro da humanidade não seria algo tão discutível pelas diversos
fóruns mundiais. Enfim, a reflexão fundamental em que todos devemos nos questionar é: “Em que medida ou
até que ponto o conhecimento científico realmente emancipou o homem”?. Saliento, no entanto, que tal reflexão não deva perpassar por um tratamento cético sobre o progresso humano ou científico, mas deve sobretudo caminhar para um espírito mais crítico do homem a
respeito do real benefício que o conhecimento científico trouxe para a
humanidade de maneira geral. Certamente o filme “ Tempos Modernos” seja uma boa
pedida...
Maria Beatriz Cadamuro Mimo - 1º ano direito noturno
A verdade obstruída
Defensor de uma ciência
útil na luta contra a natureza, Francis Bacon expõe em sua obra “NOVUM ORGANUM”
a problemática das falsas noções que ocupam o intelecto humano e dificultam o
acesso a verdade. Verdadeiros obstáculos ao desenvolvimento científico, as
falsas noções ou ídolos precisam ser repelidos e afastados constantemente.
Partindo disso, Bacon classifica
os ídolos em quatro grupos para que seja mais fácil identificá-los e combatê-los.
Primeiramente, os “ídolos da tribo” que são aqueles vinculados a distorções
provocadas pela própria mente humana, derivados das paixões e dos sentidos. O
segundo grupo, os “ídolos da caverna” originam-se nas falsas percepções de
mundo advindas da educação, da leitura e da formação pessoal como um todo. Já os
“ídolos do foro”, no caso o terceiro grupo, referem-se às relações interpessoais,
ou seja, das associações dos homens por meio do discurso, o que pode bloquear o
intelecto. Por fim, os “ídolos do teatro” ligam-se as representações teatrais,
carregadas de superstições e equívocos.
Partindo dessa classificação,
pode-se concluir a modernidade da teoria de Bacon, pois nos dias de hoje os
diversos atritos sociais existentes que impedem o acesso a verdade plena se
originam dos ídolos. Em vários momentos os sentimentos bloqueiam o entendimento
do que realmente esta acontecendo, distorcendo a realidade e dificultando soluções.
Por outro lado, temos as influências advindas “da caverna”, que se referem ao
relacionamento do homem com o mundo o que o cerca, sendo que este mundo oferece
ao homem diversos mecanismos, como os meios de comunicação, que podem tentar
manipular o intelecto humano impedindo uma visão correta da atualidade.
Some-se a isso as manipulações
geradas pelas relações interpessoais (ídolos do foro), nas quais um individuo
tenta impor ao outro os ídolos que se formaram em sua caverna, expandindo uma corrente
de pensamentos incondizentes com o entendimento perfeito da natureza. Além
disso, na modernidade as expressões teatralizadas estão cada vez mais próximas da
realidade, o que torna ainda mais difícil a luta contra os ídolos que essas
pregam.
Por fim, reafirma-se a
necessidade constante de se combater os ídolos nas suas mais diversas facetas
para que se eliminem as falsas percepções do mundo, tendo assim condições de se
transformar a condição humana, através de um uso da mente amparado por teorias
e capaz de vencer a natureza, pois como o próprio Bacon afirma ”saber é poder”.
PAULO H. R. DE OLIVEIRA - DIREITO DIURNO
Método de Bacon
Francis Bacon destaca em sua obra “Novum
organum” a importância de se ter um método para alcançar o conhecimento científico.
Também faz uma crítica à ciência como mero exercício mental.
O método estabelecido pelo pensador
consiste em estabelecer graus de certeza, determinar o alcance dos sentidos e
rejeitar a faina da mente. Ele defende essa ideia, pois acredita que a mente
por si só consegue poucos resultados, de modo que é necessário organizá-la, ou
seja, criar um método para aguçá-la. Bacon afirma que a finalidade da ciência é
de transformar a natureza humana, e não contemplá-la.
É através da observação e da racionalização
que o homem é capaz de fazer descobertas científicas. Contudo, deve-se tomar
cuidado com as falsas percepções de mundo, chamados de ídolos. Ídolos estão
relacionados a vários fatores, podendo ser distorções provocadas pela mente, a
própria formação do indivíduo, relações pessoais, etc. Bacon conclui que a
exploração da natureza é a única forma de compreendê-la, interpretá-la e vencê-la.
O pensamento de Bacon é algo revolucionário
para sua época, uma vez que o conhecimento e a ideologia na Europa eram fortemente
influenciados pela igreja, ele propõe mudanças drásticas na forma de
interpretação do mundo, numa tentativa de difundir e aumentar o conhecimento
científico. Sua obra é elemento importante para a racionalização do pensamento
humano.
André Torres - Direito diurno
André Torres - Direito diurno
Leissez-faire
Francis Bacon em sua obra Novum Organum expõe seu descontentamento com a escolástica, escola de pensamento em vigor, e seu desprezo pelo uso puro da razão, tão aclamado na época. Para o autor a utilização da lógica, partindo de premissas também criadas pelo pensamento puro, não é confiável pois estas são, freqüentemente, enganosas.
O filósofo, em seu trabalho, nos expõe os ídolos: representações das nossas falsas percepções sobre o mundo. Ideias incutidas em nós desde a nossa criação ou ainda as falsas conclusões a que nossos sentidos nos induzem compõem esses ídolos. Estes devem ser destruídos para que a verdadeira ciência seja erguida.
Para a construção de um conhecimento real, devemos nos basear em experimentos e utilizar a razão como instrumento auxiliar. Pensamento e empirismo precisam andar lado a lado para que talvez resultem em algo que sirva como arma para o homem conquistar a natureza e cumprir o Leissez-faire do desenvolvimento.
Comentário relativo ao texto da aula 3.
Prática e Teoria
Bacon, aprimorando as ideias de Descartes, conciliou o labor
racional com a experimentação estabelecendo, assim, um método que alia as
abstrações com o contato com o mundo físico. Essa relação mutualística elevaria
o poder de conhecimento do ser humano a um nível mais palpável e utilitarista.
Alguém que, apesar de saber todo o conhecimento teórico de
música (notas, partituras, arranjos...), não pode ser um violinista sem ter
contato com o instrumento, sem o conhecimento prático. Da mesma forma que
somente com a prática, sem nenhum conhecimento teórico, é impossível ser um bom
violinista. Bacon teoriza exatamente sobre isso, o conhecimento se dá por
completo quando a prática e a teoria caminham lado a lado.
Um dos motivos que Bacon utiliza para defender não somente o
uso da razão são os ídolos, estes são falsas noções que ocupam o intelecto
humano impossibilitando o acesso à verdade, ou seja, turvam o olhar, velam o
conhecimento. Os ídolos podem ser das mais diferentes naturezas: pessoas,
filosofias, falsas representações da realidade e até a própria natureza do ser
humano.
Sem o contato com o mundo factível, portanto, o conhecimento
é fica prejudicado tanto pelas abstrações que não levam a nenhum resultado
quanto, pelos ídolos. O contato com o mundo real desfaz essas interpretações errôneas
e tornam o conhecimento mais prático e utilitário.
Karina Lima - Direito noturno
Limites do domínio sobre a natureza
A moderna ideia racionalista de ciência, tal como pensada no século XVII, supõe uma total dominação do homem sobre a natureza. Até então, o homem era visto como parte submissa ao todo do planeta; a partir de tal concepção estritamente racionalista, o conhecimento científico coloca o homem no topo dessa hierarquia.
É possível encontrar essa ideia nos escritos do filósofo inglês Francis Bacon. "Saber é poder", afirma ele, e a descoberta científica deve se pautar na "interpretação da natureza", para que se alcance vitória sobre ela. Trata-se da própria orientação ideológica da Revolução Industrial, que ocorreu no século seguinte, e de seus desdobramentos subsequentes, tendo influência até hoje.
No entanto, esse pensamento se baseia nos pressupostos de que é possível ter absoluto controle sobre a natureza e de que os recursos naturais são inesgotáveis. Por muito tempo, foi isso o que se pensou, até que as próprias descobertas científicas apontaram o contrário. O homem que queria impôr total controle sobre a natureza viu-se limitado pela esgotabilidade do petróleo, as restrições de disponibilidade de água potável, o agravamento do aquecimento global, entre outros.
Faz-se necessário repensar modernamente esses conceitos. É preciso deixar de se posicionar como superior ao resto da natureza, e colocar-se em igualdade aos demais elementos do planeta. Só assim, com a ideia de "desenvolvimento sustentável", é possível continuar a avançar a ciência.
Luíza Scarabuci de Almeida, direito diurno
É possível encontrar essa ideia nos escritos do filósofo inglês Francis Bacon. "Saber é poder", afirma ele, e a descoberta científica deve se pautar na "interpretação da natureza", para que se alcance vitória sobre ela. Trata-se da própria orientação ideológica da Revolução Industrial, que ocorreu no século seguinte, e de seus desdobramentos subsequentes, tendo influência até hoje.
No entanto, esse pensamento se baseia nos pressupostos de que é possível ter absoluto controle sobre a natureza e de que os recursos naturais são inesgotáveis. Por muito tempo, foi isso o que se pensou, até que as próprias descobertas científicas apontaram o contrário. O homem que queria impôr total controle sobre a natureza viu-se limitado pela esgotabilidade do petróleo, as restrições de disponibilidade de água potável, o agravamento do aquecimento global, entre outros.
Faz-se necessário repensar modernamente esses conceitos. É preciso deixar de se posicionar como superior ao resto da natureza, e colocar-se em igualdade aos demais elementos do planeta. Só assim, com a ideia de "desenvolvimento sustentável", é possível continuar a avançar a ciência.
Luíza Scarabuci de Almeida, direito diurno
Enfrentamento do real
O filme O show de
Trumam,produção norte-americana de 1998, conta a história de Trumam Burbank, interpretado pelo ator Jim
Carrey,que inicialmente não sabe que vive em uma realidade construída de um
programa de televisão transmitido 24 horas por dia.
Trumam foi
escolhido, ao nascer, para ser a estrela
de um “reality show” crescendo
numa realidade artificial criada pela
direção do programa.Desde sua infância o
personagem é conduzido a uma série de acontecimentos traumáticos, para que aja
o condicionamento do medo,com o intuito
de impedir a possibilidade de fuga,incutindo ,em sua natureza humana ,o medo do
mar, único meio de sair de sua cidade,
visto que a se localiza numa ilha, e daquilo que é diferente.
O desejo de ser
explorador é “podado” por aqueles que o circundam, familiares,amigos e educadores,e pelas intempéries criadas intencionalmente,impondo
de forma subjetiva preconceitos e dificuldades à suas curiosidades acerca do mundo fora da ilha.
A educação
dada a Tumam tinha a intenção de
forjá-lo covarde e preconceituoso acerca de outra realidade , criando em seu
interior conflitos , pois sua vontade como indivíduo ia de encontro com
tudo aquilo que lhe era ensinado e cotidianamente reforçado.
Todas as impressões a ele transmitidas eram
transmitidas na convivência e no diálogo com os atores que
faziam parte de sua história , tornando o discurso de conformismo
com a realidade(com aquela verdade), uníssono.
No processo de
tomada de consciência do personagem, ele se depara com a autoridade do
sistema, o diretor, que recrudesce os meios que impedem que aquele encontre a verdade.
O enfrentamento
da natureza (mar) e da cultura estabelecida (pessoas que o cercavam), e o
intenso desejo de “experimentar” outra
realidade ,fora dos limites de sua cidade, o levou a verdade.
O filme trata ,de
forma implícita -segundo a minha interpretação acerca de aspectos da filosofia
de Francis Bacon- dos ídolos (da tribo,da caverna,do foro e do teatro), que nos
são impostos na busca de nossas
verdades, sejam científicas ,existenciais,etc. E quanto é difícil descerrá-las. Além da situação de Trumam, o
filme mostra a situação dos
telespectadores do programa, que não
questionavam a veracidade do “reality” nem mesmo o conflito real vivido por
Trumam, que pretendia sair daquela realidade paralela, alheios às suas próprias
vidas. A crítica está na nossa
realidade, nos ídolos que nos afastam da verdade, e demonstra a importância do
instrumento empírico aliado a razão, e
da desconfiança acerca de tudo que nos é dado como verdade.
O legado de Francis Bacon
Bacon, filósofo e político inglês do século XVII, é
considerado o precursor do método científico moderno.
A mente humana, de acordo com Bacon, está impregnada de
falsas crenças que contaminam a correta percepção do mundo, tornando-a uma mera
projeção do que acredita ser o mundo, e não do que ele realmente é, daí sua
oposição entre clareza científica e fantasia. Essa argumentação continua
pertinente hoje, mesmo vivendo em um mundo onde a razão e a ciência sejam
elementos centrais.
Bacon diz que a mente sozinha não tem a capacidade de chegar
à verdade dos fatos, adquirindo-a somente combinada com a razão, observação e
experiência, dessa forma o método de investigação científica seria a fonte do
conhecimento.
Segundo Bacon existem dois métodos para a investigação da
realidade, um destinado ao cultivo das ciências, e o outro destinado à
descoberta científica. O primeiro, criticado
por ele, próprio da filosofia tradicional, seria o uso presente das descobertas
já feitas, um conhecimento contemplativo.Já o segundo, seria a busca do
conhecimento por meio da exploração e interpretação, cabe à experiência a
confirmação da verdade.
Bacon elaborou uma lista de barreiras psicológicas à busca
do conhecimento científico, que “turvam” a percepção e compreenção, em termos
que chamou coletivamente de “ídolos da mente”: “ídolos da tribo” as distorções provocadas pela mente humana, “ídolos
da caverna” a inclinação humana para impor pré-concepções sobre a natureza, “ídolos
do foro” a influência das relações pessoais e sociais sobre o indivíduo, “ídolos
do teatro” a influência deformadora dos dogmas filosóficos e científicos
predominantes. Segundo ele, é necessário lutar contra todos eles para adquirir
conhecimento sobre o mundo.
A influência de Bacon pôs em primeiro plano a experiência
prática na ciência, foi ele quem primeiro esboçou uma metodologia racional para
a atividade científica, deixando assim um importante legado.
Leonor Pereira Rabelo 1º ano direito noturno
A verdade além dos limites
O pensamento empírico de Francis Bacon leva à reflexão da credibilidade do homem a sua própria razão. O estabelecimento de afirmativas na mente humana decorre de distintos fatores duvidosos, que ao percorrer da existência humana bloqueiam o acesso às novas interpretações da natureza.
A influência dos afetos e das paixões na formação do intelecto é fruto da própria inclinação do homem, a ter por verdade a sua preferência. Na solidificação do caráter e da personalidade, o filósofo inglês relaciona os quatros tipos de ídolos que ofuscam a evolução do homem. Tribo, caverna, foro e teatro em uma visão geral revelam as falsas percepções do mundo por se comprometerem demasiadamente com os sentidos, com a linguagem e com as relações humanas, que não garantem fielmente as descobertas do mundo.
Pela ciência moderna baseada na experiência, atrelada à capacidade de testar e provar é que o homem interpretará a natureza no seu sentido mais amplo e puro. É necessário manter a integridade do intelecto, e cuidado com as palavras, para que além da esterelidade da filosofia clássica, o homem possa superer seu limites e atingir a verdade.
A influência dos afetos e das paixões na formação do intelecto é fruto da própria inclinação do homem, a ter por verdade a sua preferência. Na solidificação do caráter e da personalidade, o filósofo inglês relaciona os quatros tipos de ídolos que ofuscam a evolução do homem. Tribo, caverna, foro e teatro em uma visão geral revelam as falsas percepções do mundo por se comprometerem demasiadamente com os sentidos, com a linguagem e com as relações humanas, que não garantem fielmente as descobertas do mundo.
Pela ciência moderna baseada na experiência, atrelada à capacidade de testar e provar é que o homem interpretará a natureza no seu sentido mais amplo e puro. É necessário manter a integridade do intelecto, e cuidado com as palavras, para que além da esterelidade da filosofia clássica, o homem possa superer seu limites e atingir a verdade.
Metodologia Científica
Francis Bacon, em sua obra “Novum Organum”, considera fundamental a
interpretação do mundo por meio da experiência, rejeitando a fantasia em nome
da clareza científica. Outro ponto importante em sua obra é a crítica ao uso da
mente sem que haja a construção de um conhecimento praticável.
O autor afirma que ciência não é
sinônimo de inovação, pois as ciências seriam combinações de descobertas
anteriores. Propõe dois métodos para o estudo das ciências, sendo um destinado
ao cultivo das ciências (conhecimento contemplativo) e o outro à descoberta
científica (busca de novos conhecimentos por meio da experimentação).
Francis Bacon, define a existência de
ídolos no intelecto humano, impedindo o acesso à verdade. Há quatro tipos de
ídolos que bloqueiam a mente humana: os ídolos da tribo, da caverna, do foro e
do teatro. Os ídolos da tribo referem-se às distorções provocadas pela mente
humana, os da caverna fazem alusão à alegoria da caverna de Platão e referem-se
ao modo como cada indivíduo interpreta a natureza ou seja, por ângulos
diferentes, os do foro que se referem às relações interpessoais e, por fim, os
do teatro que se referem a teorias desarmônicas com a natureza e filosofias que
figuram mundos fictícios.
O “Novum Organum” se afasta tanto do racionalismo exagerado quanto do
empirismo radical. Francis Bacon foi o primeiro a elaborar um esboço racional
de uma metodologia científica e por meio da teoria dos ídolos, antecipa a
moderna sociologia do conhecimento.
Virginia B. M. de Carvalho- 1° ano direito noturno
Virginia B. M. de Carvalho- 1° ano direito noturno
Estroncas da Ciência Moderna
A atualidade da teoria de Bacon é incontestável, visto
que os alicerces que a sustentam ainda preservam seu valor. Segundo o filósofo em
sua obra “Novum Organum”, a ciência, que consiste em toda
percepção sensível de um instrumento, atua como representante do mundo. Nesse sentido, a palavra-chave de sua
doutrina é a experiência, a qual, auxiliada pela razão, leva o homem ao
conhecimento de sua realidade.
Dentro desse contexto, Bacon apresenta seu “estudo dos ídolos”.
Ídolos são falsas percepções do mundo, influenciadas, por exemplo, pelos sentidos, e que tornam a capacidade intelectual humana
vulnerável. Dessa forma, o filósofo nos leva a duvidar de nossas convicções e a
questionar as verdades que nos são impostas. É preciso conhecer os ídolos para
então eliminá-los, através da razão e da experiência- ciência.
Bacon defende uma ciência utilitarista em detrimento da
filosofia tradicional, uma vez que a primeira melhora a condição humana, além
de transformar o mundo, enquanto a segunda apenas usa o labor da mente por
labor. Hoje, sua perspectiva se realiza. Quanto maior o aperfeiçoamento da
ciência e o consequente domínio da natureza, mais esclarecida é a civilização.
A influência de Bacon
Por volta do século XVII Bacon introduz ao mundo da filosofia sua principal obra, Novum Organum, que remete sua ideia sobre o uso do intelecto humano para a construção do conhecimento. A partir de tal obra, o filósofo realiza sua crítica à construção do saber calcado no argumento de que deve-se haver um controle sobre as premissas da mente humana, e que o conhecimento seria atingido a partir da experiência sensível. Desta forma este conhecimento deveria ser utilizado no melhoramento do bem-estar humano.
Estas premissas, que seriam falsas percepções do mundo, foram denominadas de ídolos pelo filósofo. Tais ídolos seriam um conhecimento a priori do ser, que de certa forma impediriam o estabelecimento da verdade, o que seria uma contraposição ao racionalismo.
Por não acreditar que a razão serviria como única base para se atingir o conhecimento, Bacon estabeleceu a teoria empirista, que se baseia na tese de que todo conhecimento é oriundo da experiência.
Dado o exposto, o pensamento de Bacon iniciou uma nova caminha científica, ligando o saber ao domínio da natureza e buscando o conhecimento além das percepções dos sentidos, o que nos rende importantes descobertas nos dias atuais.
Ricardo de Carvalho Mendes Jr. - Direito; diurno
A criação em detrimento da contemplação
Em um cenário de surgimento de uma nova classe dominante – a burguesia – surge a obra de Francis Bacon, “Novum Organum”, um rompimento com os antigos pensamentos filosóficos. Bacon defendia a ciência como ferramenta para a criação e não como algo meramente contemplativo. Inovador, já no século XVII antecipava a ideia de fazer da ciência um instrumento de otimização do bem estar da sociedade, como vemos cada vez mais atualmente a invenção de novas tecnologias e meios de comunicação, que não só facilitam, como viabilizam a vida humana. O método baconiano prega a regulação da mente e a utilização de mecanismos para a criação e antecipação dos fatos bem como de interpretação da natureza.
Além da crítica à dialética e ao labor estéril do pensamento, o filósofo citaos “ídolos” como algo nocivo ao pensamento, pois estes interferem na busca pelo conhecimento e levam o homem ao senso comum. Esses ídolos são: Os do foro (ou feira) que diz respeito às relações comerciais entre os homens; os da caverna, ou seja, a respectiva visão de cada pessoa sobre o mundo; os da tribo, que trata da interferência que as sensações causam na interpretação humana; os do teatro, que falam de como o ser humano se deixa iludir pelas superstições, alquimia, teatro.
O autor condenava a filosofia como forma contemplativa do saber e enaltecia o método empírico como a melhor maneira de se alcançar o conhecimento. À frente de seu tempo, Francis Bacon já antecipava princípios da ciência moderna, ou seja, a pesquisa e a experimentação.
Desta forma, vemos que os estudos de Francis Bacon se adequam aos tempos contemporâneos, pois devemos sempre ir além, tendo senso crítico e não nos deixando influenciar por fatores externos, nem mesmo nos conformando com o conhecimento já existente.
Steffani de Souza - 1º ano Direito Noturno
O método cartesiano
Na Idade Moderna, o racionalismo substituiu a filosofia tradicional. René Descartes, em sua obra "Discurso do Método" cria um método científico livre da misticidade da filosofia tradicional, sendo um dos responsáveis em inovar tal filosofia.
Em sua obra, o filósofo procura sempre duvidar de uma ideia já estabelecida para, posteriormente analisar minuciosamente a ideia fragmentada e então chegar a uma conclusão, bem como absorver outras culturas diferentes e se livrar de preconceitos; segundo ele, "diferenciar o verdadeiro do falso". Logo, vê-se que o autor preza pelo senso crítico, além de defender a ciência como instrumento de mudança. Esta ganha, então, uma nova roupagem: não mais contemplativa, agora ela é transformadora.
Paralelamente à crítica do francês ao senso como, tal como nos tempos medievais a sociedade era fortemente influenciada pela Igreja, hoje esta é influenciada pelos diversos meios de informação existentes. Deste modo, é visível a contemporaneidade da obra, pois o senso crítico caminha junto à razão, criando uma interdependência.
Steffani de Souza - 1º ano Direito Noturno
Novum Organum: alicerce empírico
Francis Bacon, filósofo inglês do século XVI, procura mostrar ao mundo, através de sua obra Novum Organum, um novo instrumento científico: a Experiência. Precedida, sempre, por um método. Um dos muitos pontos em comum entre Bacon e Descartes. Outro deles é a permanência da crença em Deus, um momento em que ciência e religião andavam juntas.
Bacon enxerga a mente humana como inconfiável. Segundo o próprio, não se pode deixá-la guiar por si própria, pois essa seria uma forma de desviar a razão. Com a experiência não, essa seria a guia ideal para a razão, além de também ser a cura da mente.
Com tal ideia, Bacon encontra ídolos, tais quais vícios da mente. Ele os cita como ídolo da tribo, aquele que já é natural da mente humana, ídolo da caverna, seria aquele fincado na visão de mundo de cada ser humano, ídolo do foro, o qual se forma a partir das relações entre os homens, e por fim os ídolos do teatro, que são adquiridos a partir da crença em doutrinas filosóficas. É interessante, neste momento, fazer uma breve comparação, Rousseau contrapõe a visão baconiana em relação ao ídolo da tribo, com o seu "mito do bom selvagem" e Locke também o faz com sua "tábula rasa".
Quanto ao empirismo, Bacon ficou preso às experiências relacionadas ao mundo físico, deixando de lado a sociedade e a política, vertente seguida pelo autor do "Leviatã", Thomas Hobbes, mas se esvaindo de radicalismos como os de David Hume.
Com a experiência, mesmo que alguns tenham sido contrários a Bacon, ele foi responsável por uma mudança drástica, tanto na ciência quanto na filosofia, fugindo do mundo das ideias.
Marcelo Ferreira Rosa Filho - Direito Noturno
Marcelo Ferreira Rosa Filho - Direito Noturno
sábado, 16 de março de 2013
O empirismo edificando a ciência natural.
A grandeza da obra Novum Organum de Francis Bacon, escrita por aforismos (sentenças breves), consiste no fato do autor utilizar a ciência natural, o pragmatismo filosófico, a abominação as superstições dos ídolos, o repúdio ao silogismo aristotélico e a adoração ao pensamento científico racional como precursores para as explicações da vida humana. Como também com esses pretendia atingir novos caminhos para a contemporaneidade.
O fundador da ciência moderna introduz ao seu texto que nosso discernimento deve ser cauteloso para obter permissas verdadeiras, de forma que nossas descobertas científicas sejam aprofundadas e não somente apresentadas de maneira leviana ao universo. Logo, são consideradas assertivas confiáveis quando essas não têm por base as percepções sensíveis, ou seja, o labor da mente.
Francis Bacon se expõe como um precedente da tecnologia devido abonar que o uso de instrumentos mecânicos promove a regulação da mente e o alcance para o domínio da natureza. No entanto, sendo esse auxiliado por dois métodos: o cultivo das ciências e a descoberta científica. O primeiro associa-se a antecipação da mente por guia da dialética que molda-se em um alicerce frágil conduzindo ao senso comum (análogo aos enigmas da fé). Já o segundo introduz concepções por via da experimentação e da exploração da natureza.
Por conseguinte, o filósofo considera que a idolatria e as noções falsas tornam-se obstáculos para a instauração da ciências. Portanto são percepcões adulteradas do mundo : os ídolos da tribo que associam-se as distorções causadas pelos sentidos e paixões humanas, os ídolos da caverna que correspondem a luz que intercepta na criação do indivíduo seja atráves de livros ou da educação, os ídolos do teatro que vinculam-se ao mundo fictício representado pela astrologia, magia, filosofia ou fábulas, e os ídolos do foro que tratam-se das relações interpessoais e associações entre o homem e o comércio ou consórcio.
Assim, em sua máxima "saber é poder" Bacon adverte o homem como um servo da natureza e que para interpretá-la é necessário interligar o poder humano com a ciências. Com isso, pregando que essa ciências, inovadora e legítima, é composta pela glória dos antepassados com as novas descobertas.
Por fim, o filósofo empirista admite que o intelecto humano deve-se limitar ao infinito visto que querer buscar sempre além permite o homem compreender cada vez mais os princípios universais da natureza. Entretanto, se a busca inscontante não alcançar conclusões é indispensável um limite extremado.
Júlia Xavier Rosa da Silva- 1º Ano- Direito diurno.
E para onde vamos?
Francis Bancon em seu livro "Novum Organum" resgata uma essência humana, a de lutar, de domar a natureza, de "vence-la" a qualquer custo. E mais, propôs um pensamento mais além, um pensamento mais forte, de pensar no futuro, das gerações que estão por vir.
A era medieval criou alguns ídolos e, ironicamente, o maior agente foi a religião monoteísta, o cristianismo. O ser humano da Europa Medieval agora era fadado a pensar de um modo, acreditar no que o clero dizia, obedecer a uma nobreza que não fez nada para chegar ali e trabalhar para sustentar uma corte inútil e que nunca fizeram nada além de pensar.
Mas com a desagregação do sistema feudal borbulha na Europa novas artes, novos preceitos, novos caminhos, novas vontades, uma nova classe social, uma nova política... Mas as pessoas ainda eram acostumadas com o pensamento de serem servas. E se tornaram servas inclusive da natureza. Esqueceram que o que as levaram ali foi justamente a dominação dessa natureza.
No Gênesis, primeiro livro da Bíblia Cristã, Deus dá o domínio da Natureza, toda ela, nas mãos dos ancestrais do homem, Adão e Eva, e Francis propõe o resgate desse domínio. Seria agora necessário resgatar a curiosidade humana, explorar, experimentar, propor, discutir, experimentar de novo, até conseguir algum resultado.
O pensador propôs uma cura para a mente, que vira a mudar o modo como se pensava, a não confiar totalmente nos sentidos, eles teriam que se provarem, por meio da experiência, certos. Afinal, a Ciência exige clareza, não basta ela ficar apenas na imaginação, como algo intocável, inatingível e inalcançável. A Ciência tem que estar nas mãos humanas. E foi necessário quebrar muitos ídolos, que os homens carregam consigo até hoje, senão a Ciência estaria prejudicada.
Agora a Ciência não se restringe mais ao campo da mente, não se restringe mais aos sentidos. É possível saber que uma célula existe, é possível saber que existem partículas menores do que o átomo (que foi suposto como a unidade básica da matéria), é possível saber que não é o Sol que gira em torno da Terra, mas ela que dança em volta dele.
E o homem, o que ele faz? Ele faz mais, ele descobriu que há células que se transformam em qualquer outra, resolvendo uma série de problemas. Ele também descobriu que dá para "quebrar" um átomo e produzir energia. Descobriu que a Terra não é mais o limite, mas existem outros corpos e já deseja coloniza-los.
Saber é poder, e um poder infinito, tanto quanto o Universo.
A era medieval criou alguns ídolos e, ironicamente, o maior agente foi a religião monoteísta, o cristianismo. O ser humano da Europa Medieval agora era fadado a pensar de um modo, acreditar no que o clero dizia, obedecer a uma nobreza que não fez nada para chegar ali e trabalhar para sustentar uma corte inútil e que nunca fizeram nada além de pensar.
Mas com a desagregação do sistema feudal borbulha na Europa novas artes, novos preceitos, novos caminhos, novas vontades, uma nova classe social, uma nova política... Mas as pessoas ainda eram acostumadas com o pensamento de serem servas. E se tornaram servas inclusive da natureza. Esqueceram que o que as levaram ali foi justamente a dominação dessa natureza.
No Gênesis, primeiro livro da Bíblia Cristã, Deus dá o domínio da Natureza, toda ela, nas mãos dos ancestrais do homem, Adão e Eva, e Francis propõe o resgate desse domínio. Seria agora necessário resgatar a curiosidade humana, explorar, experimentar, propor, discutir, experimentar de novo, até conseguir algum resultado.
O pensador propôs uma cura para a mente, que vira a mudar o modo como se pensava, a não confiar totalmente nos sentidos, eles teriam que se provarem, por meio da experiência, certos. Afinal, a Ciência exige clareza, não basta ela ficar apenas na imaginação, como algo intocável, inatingível e inalcançável. A Ciência tem que estar nas mãos humanas. E foi necessário quebrar muitos ídolos, que os homens carregam consigo até hoje, senão a Ciência estaria prejudicada.
Agora a Ciência não se restringe mais ao campo da mente, não se restringe mais aos sentidos. É possível saber que uma célula existe, é possível saber que existem partículas menores do que o átomo (que foi suposto como a unidade básica da matéria), é possível saber que não é o Sol que gira em torno da Terra, mas ela que dança em volta dele.
E o homem, o que ele faz? Ele faz mais, ele descobriu que há células que se transformam em qualquer outra, resolvendo uma série de problemas. Ele também descobriu que dá para "quebrar" um átomo e produzir energia. Descobriu que a Terra não é mais o limite, mas existem outros corpos e já deseja coloniza-los.
Saber é poder, e um poder infinito, tanto quanto o Universo.
Análise baconiana do cenário moderno
O filósofo Francis Bacon em seu livro "Novum Organum" , elabora considerações sobre a ciência,de uma forma que fosse ela útil ao homem para "vencer" a natureza.Buscando,portanto,gerar conhecimento através da experiência,desbloqueando a mente humana de diversas formas de obstáculos tais como os ídolos.Para Bacon devemos tentar novos procedimentos para poder realizar algo até então não feito.
A ideia de dominar a natureza através do conhecimento é uma constante desde os tempos passados até hoje,o homem tenta controlar os fenômenos da natureza com suas técnicas de engenharia seguindo,de certa forma,os princípios estabelecidos por Francis Bacon.Contudo, vemos que nem sempre é possível evitar que a natureza vença o combate,como vimos em Fukushima no Japão após o tsunami e o terremoto devastar o local e causar um acidente nuclear,mesmo a Usina Nuclear sendo projetada para manter-se a salvo das catástrofes naturais.Sendo este um sinal de que o homem precisa manter-se incessante na busca pelo conhecimento factível.
Os ídolos continuam a bloquear a mente humana,mas agora com novas formas de propagação.A mídia é um exemplo de meio de propagação,apresentando personagens teatralizados que direta ou indiretamente influenciam o pensamento daqueles que o assistem e o admiram.Induzindo-os a acreditar em falsas verdades professadas por esses personagens,sem que haja uma observação ou estudo sobre o assunto.
A análise do cenário moderno sob a ótica de Bacon traria a perspectiva de que ainda persistem os mesmos "problemas" criticados pelo filósofo em sua época,pois a mente humana continua obstruída por ídolos e o homem continua a utilizar o mesmo método esperando encontrar resultados diferentes.
Renan Rosolem Machado - 1º Ano Direito Diurno
Assim como Descartes, Francis Bacon em sua
obra “Novum Organum” busca um novo método de produção de conhecimento para a
dominação e transformação da natureza e critica a filosofia clássica, que
apenas busca entender o funcionamento do mundo.
Isso porque, apesar das diferentes
nacionalidades, ambos os filósofos viveram na mesma época, presenciando a ascensão da Burguesia e
participando da Revolução Científica – fase da filosofia que se relaciona com o
Humanismo, valorizando o ser humano e o conhecimento por ele produzido. Assim,
o domínio da natureza busca o aumento da produção e a possibilidade de
encontrar novas riquezas.
Ainda nos dias de hoje, a filosofia de
Bacon se adequa a produção de conhecimento, prezando a investigação e experimentação,
além de ainda não termos desenvolvido nenhum saber absolutamente seguro.
Competência Experimental
Crer no Criador. Acreditar em seus pensamentos. Não ter senso crítico. Aceitar como verdade tudo o que lhe dizem. Todas essas práticas representam o modo de pensar e agir nos tempos medievais. No entanto, essa linha de conduta torna-se ultrapassada quando surgem filósofos que querem desmistificar as verdades incontestáveis, como foi o caso de Francis Bacon.
Francis Bacon acreditava que para se descobri a verdade era necessário utilizar-se da observação e da experiência. Sendo assim, Bacon ia de encontro às ideias da Escolástica e também do racionalismo cartesiano.
Além de acreditar na experimentação, Bacon também era representante do Utilitarismo. Defendia, então, que todo conhecimento científico deveria ser útil ao homem para que ele pudesse dominar a natureza. No entanto, para que o indivíduo conseguisse alcançar a sua mentalidade científica, seria necessário que ele eliminasse vários preconceitos e vícios humanos que Bacon chamava de ídolos.
O método baconiano é bem elaborado e possui bases verossímeis. Porém, ao formular seu método de conduta, Bacon não leva em consideração a possível existência de hipóteses e também a dedução matemática que muito contribuíram para a modernidade atual. Portanto, ao se analisar a obra de grandes sábios como Bacon é preciso ter a malícia de saber aproveitar os pontos máximos e complementar os falhos, sempre tentando trazer para a realidade o que talvez eles deixaram apenas no papel.
Ana Carolina Alberganti Zanquetta, 1º ano Direito Noturno.
Ana Carolina Alberganti Zanquetta, 1º ano Direito Noturno.
A Verdade pela Experiência
Em sua obra " Novum Organum" , Francis Bacon propõe o seu método para alcançar as explicações verdadeiras sobre as coisas e o conhecimento concreto do mundo . Para isso , Bacon firma a ideia de que há necessidade da experiência guiando a razão.
Sua metodologia é subdividida em duas partes : Cultivo das Ciências e a Descoberta Científica. A primeira solidifica-se na ideia de um conhecimento contemplativo , que limita-se aquilo que já é conhecido . Já a segunda direciona-se para a busca incessante do novo , daquilo que ainda não foi desvendado, para assim estar o mais próximo possível do conhecimento verdadeiro .
Dentro de seu método , Bacon insere a "Teoria dos Ídolos", que refere-se às falsas noções que estão calcadas nos indivíduos e impedem o acesso à verdade e , portanto, devem ser superados. O filósofo fragmenta os "ídolos" em quatro categorias que se resumem basicamente nas imperfeições que temos advindas de nossa interpretação errônea dos sentidos , de nossa formação , das associações interpessoais e por fim as relativas às doutrinas filosóficas, magia, superstições.
Com seu método , Francis Bacon contribuiu significativamente para a evolução da sociedade , pois o homem vem se baseando em experiências reiteradas para chegar a conclusões a respeito dos fenômenos que ocorrem no mundo e achar soluções para alguns problemas desvendando suas incógnitas.
Quanto aos "ídolos", acredito em determinado aspecto estarem fortemente presentes na sociedade contemporânea, sendo encontrados dentro das ideias formadas que ainda não foram comprovadas e que custa livrar-nos delas e mesmo nossos preconceitos relativos a tantos assuntos e que nos restringem.
Sua metodologia é subdividida em duas partes : Cultivo das Ciências e a Descoberta Científica. A primeira solidifica-se na ideia de um conhecimento contemplativo , que limita-se aquilo que já é conhecido . Já a segunda direciona-se para a busca incessante do novo , daquilo que ainda não foi desvendado, para assim estar o mais próximo possível do conhecimento verdadeiro .
Dentro de seu método , Bacon insere a "Teoria dos Ídolos", que refere-se às falsas noções que estão calcadas nos indivíduos e impedem o acesso à verdade e , portanto, devem ser superados. O filósofo fragmenta os "ídolos" em quatro categorias que se resumem basicamente nas imperfeições que temos advindas de nossa interpretação errônea dos sentidos , de nossa formação , das associações interpessoais e por fim as relativas às doutrinas filosóficas, magia, superstições.
Com seu método , Francis Bacon contribuiu significativamente para a evolução da sociedade , pois o homem vem se baseando em experiências reiteradas para chegar a conclusões a respeito dos fenômenos que ocorrem no mundo e achar soluções para alguns problemas desvendando suas incógnitas.
Quanto aos "ídolos", acredito em determinado aspecto estarem fortemente presentes na sociedade contemporânea, sendo encontrados dentro das ideias formadas que ainda não foram comprovadas e que custa livrar-nos delas e mesmo nossos preconceitos relativos a tantos assuntos e que nos restringem.
O Pensamento Humano e seus Equívocos
A mente humana está em uma constante reflexão a cerca do
mundo a sua volta. Isso faz com que, muitas vezes, ele se perca pensando em
causas que não existem ou imaginando paralelismos onde não há. Francis Bacon,
em sua obra "Novum Organum", traz uma série de análises e
conclusões sobre o pensamento humano e
seus equívocos.
Um de seus objetos de estudos são os chamados ídolos, as
falsas percepções do mundo, que obstruem o acesso à verdade e atrapalham a
instalação das ciências. Bacon atribui a eles a responsabilidade pelos erros cometidos pela ciência ou pelos homens que dizem
fazer ciência e os classifica, ainda, em grupos.
O filósofo critica, também, o ser humano que tende a ignorar a visão
negativa daquilo que acredita, enxergando apenas à positiva e acabando por
retroceder ao invés de avançar. Isso se mostra muito comum na mente humana por
comodidade, rejeitando as dificuldades que estão à frente dele, se inclinando a
ter como verdade apenas o que quer.
Como a mente humana está sempre aberta a refletir sobre o
mundo, o homem acaba se perdendo. Para que isso não aconteça, Bacon diz que é
preciso não apenas o mero exercício da mente, mas uma racionalização do
conhecimento.
Aula 3 sobre Francis Bacon, Paola Yumi Shibakura (direito diurno).
Aula 3 sobre Francis Bacon, Paola Yumi Shibakura (direito diurno).
A experiência como ferramenta para o conhecimento
Em 1620, Francis Bacon rompe com a filosofia de sua época ao publicar o livro "Novum Organum" e sugere um novo método para se chegar ao conhecimento.
Bacon sugere uma interpretação e transformação do mundo através da experiência, confrontando, dessa forma, a ciência e as superstições, as fantasias criadas pelos homens para explicar os fenômenos naturais.
Ele propõe uma ciência utilitarista, ou seja, que produza algo útil para aliviar e melhorar a condição humana e não uma atividade meramente contemplativa ou o simples exercício da mente humana. Ao fazer essas considerações, Bacon está criticando os gregos e às sua filosofia, cuja sabedoria é farta em palavras, mas estéril em obras, sem utilidade.
Para o filósofo empirista haveria, portanto, duas vias para se chegar à" verdade". Uma ignora a experiência e valoriza o mero exercício da mente, à essa via , própria da filosofia tradicional, que é a base para o senso comum, ele chamou de "Antecipação da mente". Já a outra, chamada de "Interpretação da natureza", valoriza a experimentação e busca empreender vitória sobre a natureza. Essa última, seria a via pela qual se chegaria ao conhecimento verdadeiro.
Além disso, Francis Bacon, nos alerta sobre as diversas barreiras ao conhecimento, aquilo que nos faz apreender falsas percepções do mundo, que ele chamou de Ídolos. Segundo ele, haveriam basicamente quatro "ídolos" ; Ídolos da Tribo, Ídolos da Caverna, Ídolos do Foro e Ídolos do teatro , e eles deveriam ser eliminados para chegar-se à uma neutralidade científica. É evidente que a ciência deve ser o mais imparcial possível, mas infelizmente, é inexequível livrar-se de todos os valores e convicções que foram absorvidos durante nossa vida, da mesma forma que um juíz não consegue despir-se de sua personalidade ao entrar em um julgamento.
Concluo dizendo a importância do pensamento baconiano, que começou o processo de mudança no que se refere aos métodos de se chegar ao conhecimento. Ele foi capaz de fazer com que, aos poucos, as explicações a cerca dos fenômenos fossem menos surreais e fantasiosas e mais científicas e prováveis pela experiência.
Reforma do conhecimento
Nos séculos XVIII e XIX eclodiram as Revoluções Industriais, que acabaram por elevar uma nova classe ao poder, a burguesia, cujos ideais econômicos se embasavam na busca por uma universalização de seu modus vivendi (modo de vida , seus valores).
Neste contexto histórico, Francis Bacon, em sua obra Novo Organum , defende a razão como instrumento de transformação do mundo e da condição humana. Segundo ele , a interpretação do mundo deveria ocorrer através da experiencia científica , criticando a mera contemplação filosófica dos gregos antigos.
Contrapondo o ''método antigo'' dos gregos , Bacon propõe um ''novo método'' ,que se basearia na exploração e na experimentação sem limites , na busca de uma utilidade da ciência. Hodiernamente ,é possível destacar, dentre as ciências humanas, o Direito, como uma ciência de ação , que se modifica em decorrência das necessidades atuais.
Com este aprofundamento e com a fuga dos ''ídolos''(falsas percepções do mundo ) a ciência se tornaria mais útil e concreta. Pensar na razão como instrumento e na ideia do infinito como base para outros avanços seria pensar uma nova ciência ,proposta por Francis Bacon , a ciência moderna.
Método Curativo da Mente Tradicional
Francis Bacon, em sua obra Novum Organum, expôs uma metodologia
que buscava dominar os fatos humanos e explorar a natureza em benefício do
homem. Esse novo método, por apresentar rupturas ao tradicional, possibilitou
uma dinâmica de inovação permanente e foi considerado fundador da ciência
moderna.
Criticando a filosofia tradicional, Bacon dizia que o método de
“cultivo das ciências” era caracterizado por especulações e não interpretações
dos fatos, resultando, assim, numa “antecipação da mente”, que era a base para
a construção do senso comum. Em uma de suas máximas, Bacon nos deixa claro que
quando exaltamos excessivamente os poderes da mente humana acabamos por não
buscar instrumentos e recursos auxiliares muitas vezes necessários para o
desenvolvimento de uma ciência. Dessa maneira, o método baconiano se expõe
nitidamente diferente do abraçado pelos usuários da constante incerteza -da
acatalepsia- e o utilizado pelos pensadores tradicionais.
Crente de que os ídolos são demonstrações de uma
falsa ideia do mundo, Bacon os via como responsáveis por muitos erros cometidos
na ciência. Em sua obra vemos uma clara preocupação com a análise dessas
idolatrias e com a demonstração da existência de uma lacuna entre os ídolos da
mente humana e a intenção divina, esta última representada, para Bacon, pela
verdadeira ciência.
Assim, pois, em busca de uma cura para a mente
humana, Bacon acreditava na existência de novo paradigma do conhecimento, esse
conseguido através da destruição dos “muros mentais”, das paixões, das
idolatrias e das influências errôneas de nossos sentidos. Essas destruições
seriam alcançadas através da experiência, da observação e da exploração dos
acontecimentos e fatos que rodeiam a vida do homem.
Alicerçar o Cérebro
A beleza da Terra com toda sua riqueza natural. A força dos ventos e das águas. O calor do Sol e do fogo; e o magnetismo dos Astros e dos minérios. Uma enorme diversidade de seres vivos e apenas uma espécie racional: o Homem.
Por um longo período, o conhecimento humano foi baseado em tentar explicar o mundo por deduções - muitas vezes infundadas. Os filósofos da Antiguidade Clássica raciocinavam e buscavam, apenas no âmago de seu intelecto, dizeres para a origem e manifestação dos fenômenos naturais. O encantamento da retórica convencia e o mundo ia sendo contado sem consideráveis indagações de caráter empírico.
Francis Bacon em "Novo Organum" traz uma nova perspectiva para a razão humana propondo que, antes de mais nada, o Homem muna seu cérebro de instrumentos colaboradores e embasadores de raciocínio, pois, um cérebro despido disto, seria como um lavrador que revolve com as unhas um campo inteiro para o plantio, quando para isso se fez o arado.
Bacon propõe que o conhecimento verdadeiro deve ser buscado por meio de experiências, não se basta o raciocínio, o apoio para este é essencial. A ciência alicerçada sobre métodos empíricos de desenvolvimento é a chave para o alcance das verdades.
Nossa sociedade atual muito deve a esse sociólogo, pois a partir de sua proposta o mundo observou grandiosa evolução das ciências. A defesa contra desastres naturais, a medicina de prevenção e sanativa, o avanço dos meios de comunicação e a exploração da natureza em favor do bem estar humano são alguns dos pontos que muito se desenvolveram a partir da proposta de Francis Bacon.
Texto referente à aula 3 - Francis Bacon
Antônio Rogério Lourencini - 1° ano de Direito - noturno
Texto referente à aula 3 - Francis Bacon
Antônio Rogério Lourencini - 1° ano de Direito - noturno
A eloquência dos ídolos
Antecedendo
Descartes na escrita sobre um novo método de alcançar o conhecimento seguro,
Francis Bacon, em sua obra universal Novum Organum, apresenta as causas que
motivam o ser humano tender ao senso comum, com sua mente bloqueada pelos
chamados “ídolos” existentes no convívio individual ou em sociedade, e a
solução para isso, a cura da mente através da precaução.
Nos
aforismos XXVI ao XXX da obra, é feita uma divisão entre as duas formas de a
razão tomar conhecimento do meio em que vive: as antecipações da natureza,
fundamentadas rapidamente no senso comum, e as interpretações da natureza,
formuladas por meio da relação entre vários fatos antes de uma conclusão. É
possível questionar aqui qual das duas formas de conhecimento seria necessária
para uma persuasão bem sucedida.
Nesses
aforismos, é dito que as interpretações podem parecer “duras e dissonantes” à opinião
comum, e que nas “ciências que se fundam nas opiniões e nas convenções é bom o
uso das antecipações e da dialética”, com o necessário cuidado, pois as
antecipações podem se tornar erros radicais sem cura.
Portanto, cabe
somente ao enunciador ter a sensibilidade para perceber as individualidades do
seu público, sabendo quando apresentar um raciocínio aprofundado, ou os fatos
gerais comuns, chegando, finalmente, à eloquência que Descartes também citou em
sua obra, a qual maravilhava tanto os ignorantes, quanto os sábios. Assim,
tendo esse conhecimento, é possível também conhecer a eloquência presente em
todos os ídolos que procuram bloquear o intelecto humano, e se prevenir dela.
Texto aula 3, Juliane Siscari de Andrade- Direito Diurno
Texto aula 3, Juliane Siscari de Andrade- Direito Diurno
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