Total de visualizações de página (desde out/2009)

domingo, 10 de março de 2013

ATEMPORALIDADE CARTESIANA



    De fato no século XVII, notadamente na Europa, a Igreja Católica exercia grande doutrinamento de seus conceitos e verdades. Entretanto em meados do século ocorre uma verdadeira Revolução Científica, na qual a fé separa-se da razão, que por conseguinte sobrepõe-se aos sentidos.
    O advento da ciência moderna de René Descartes quebra a barreira do comodismo no qual aceita-se conceitos pré-determinados sem qualquer questionamento ou senso crítico.
    No "Discurso do Método", publicado em 1637, Descartes analisa que os conceitos impostos e tomados como certos dificutam o pensamento racional. Nesses casos a dúvida torna-se primordial para a pesquisa da verdade.
   Logo a dúvida é responsável pela clareza necessária para a verdade. Assim qualquer verdade imposta que possa ser refutada por um questionamento deve sê-la para que a conclusão seja mais clara possível, assim verdades de fato.
   Dessa forma a obra cartesiana pautada nos pilares da razão, dúvidas e questionamentos tornou-se atemporal, não estagnando-se no século XVII, muito menos no XXI. Portanto suas contribuições ainda vão perpetuar para que os homens evoluam, assim como seus pensamentos.


César Augusto Ribeiro
1º Ano Direito - Noturno

A Dialética da Epistemologia


("Fantasia de Artista", de André Dahmer, da série "Quadrinhos dos anos 10")
       Com o fim do pretenso obscurantismo medieval, pensadores, agora, buscam pautar seus trabalhos na racionalidade e na ciência propriamente ditas, a fim de romper-se elo intenso entre humanidade e metafísico banal; comportamento esse que resumira a sociedade a poucos grupos dominantes e grandes massas alienadas.

       Século XVII. Em tal contexto, o filósofo René Descartes publica a introdução e profissão de fé racionalista: “Discurso sobre o Método”. “Magia”, “Alquimia”, “Astrologia” e “Religião”, a partir de então, deveriam ser substituídas por uma epistemologia cientificista, a qual daria verdadeira liberdade ao homem. As amarras seriam rompidas; as individualidades, reforçadas.

       Século XXI. O Homem contemporâneo domina a ciência. Atingimos o ápice do pensamento Cartesiano. Seguimo-lo milimetricamente, matematicamente, metodologicamente. Religião e Ciência, em senso comum, opõem-se de tal forma que orgulharia o velho francês. Porém, na era das especificidades e do “ser-técnico”, será que, realmente, obtivemos a emancipação intelectual, verdadeiro dogma da corrente setecentista?

       Quatrocentos anos tratando assunto deveras subjetivo e individual como matéria exata somente tirou de foco a anterior opressão moral, religiosa, costumeira, e nos submeteu ao novo braço forte da tecnologia, da informação, do individualismo. Estaria a humanidade fadada à dominação?



Eduardo Matheus Ferreira Lopes, Direito diurno

A contemporaneidade do pensamento racionalista


Publicado durante o século xvii, a obra de René Descartes, o Discurso do Método, encontra-se como matriz do pensamento contemporâneo. Situando-nos em um contexto cujo espaço para superstições já está fadado à falibilidade, este estigma erigi-se com o pensamento moderno de Descartes.
 Pautando-se pelo ideal do questionamento, seu pensamento constrói uma nova visão da realidade, liderada pelo senso critico da razão em detrimento da atividade especulativa, abandonando a tradicionalidade do pensamento de seu contexto, aquele que era liderado pela filosofia e pelas aceitações prévias de certeza, sem ao menos procurar a pureza das idéias esclarecidas, Descartes expõe-se sobre um método novo, construído por si mesmo, que acredita levá-lo a uma formação madura e pura da realidade e de suas idéias.
 Segundo ele, o pensamento soergue-se sob um rigor racional, cuja sistemática é  sequenciada por passos cautelosos e científicos, sendo , preponderantemente, observáveis e experimentais. Inicia-se pelo questionamento, partindo posteriormente para o destrinchar da matéria estudada de modo que a subdividamos para futuramente especificá-la , pois a clareza está majoritariamente na menor parte do estudo, ou seja, a partir desse momento nota-se a influencia atual de seu pensamento racionalista na sociedade contemporânea. Nada mais simples do que observar os estudos atuais, as experiências realizadas no âmbito científico e na matéria do maquinário industrial. Se notarmos, todos eles passam por um estágio de divisão e especificação , de forma que se possa obter o maior rendimento possível de suas realizações e principalmente conhecer sua essência o mais completo possível, de modo que possamos ampliar sua rentabilidade frente as nossas descobertas.
 O terceiro passo organiza-se como a estrutura do seu pensamento, colocando-os do mais simples ao mais complexo, de maneira que se possa conhecê-lo completamente até chegar a sua conclusão final, a qual é realizada pela aglutinação dos simples passos. Por ultimo, compreende-se a revisão de todo material  analisado, decerto que nada fuja de suas observações e considerações permitindo segurança de sua veracidade.
 Além de seu âmbito racional, o cartesianismo de Descartes abriga o ponto religioso, cuja conciliação com o contexto é de extrema importância para sua realização, visto que, o poder de influencia da igreja era eminente e por assim dizer qualquer contrato de ordem que pudesse ser nocivo ao seu poderio podia ser facilmente aniquilado. Em sua obra, pois, nota-se a existência do ser a partir da forca suprema, a qual ele denomina sendo proveniente de deus e não obstante, para a justificativa de algumas de suas demonstrações, pressupõe a existência do mesmo para partir de seu raciocínio, de tal modo que unifica a razão e a religião.
 O século xxi ,por si só, é o retrato da influencia exercida pelo pensamento moderno de René, cujas bases dos maiores progressos precedem do questionamento, do empirismo para comprovação de sua validade e por assim dizer, da consciência cientifica para corroborar o espírito do desenvolvimento cientifico.

A razão como premissa maior


       René Descartes, em sua obra “Discurso do Método”, expõe o seu pensamento acerca da importância da razão para o conhecimento da verdade. Rejeitava como falso tudo aquilo que fosse dubitável, ou seja, que não fosse claro e distinto. O método de Descartes é racionalista, pois não parte da evidência sensível e empírica, afirmando que os sentidos são confusos, sendo somente as ideias da razão claras e distintas.
      A dúvida metódica é um instrumento metodológico utilizado por Descartes em “Discurso do Método” para chegar à existência de verdades absolutas. Entretanto, ele não duvidava como os céticos, que apenas duvidam por duvidar, e sim com o propósito de tirar conclusões mesmo que fossem as de que nada estivesse correto. Ao duvidar das proposições consideradas falsas, conclui-se, na pior das hipóteses que elas não continham nada de correto o que é importante, pois permite o acúmulo de experiências que, no futuro, permitirão a formulação de proposições “mais corretas”.
       René Descartes, afirma que a única coisa de que não podemos duvidar é a de que pensamos e que por isso existimos- “Penso, cogito, logo existo, ergo sum”. Ao pensar em duvidar de algo já temos a certeza da nossa própria existência. Uma das ideias do cogito de Descartes é a existência da ideia de perfeição. Como somos imperfeitos, não podemos tê-la tirado de nós mesmos. Assim, a recebemos de um Ser perfeito, provando-se a existência de um Deus.
      O “Discurso do Método” de René Descartes, inspirado no rigor matemático e na razão, teve importância relevante para o desenvolvimento científico, pois diversas situações e acontecimentos eram analisados racionalmente. As constantes dúvidas propostas em seu método, estimulavam a busca do conhecimento racional, fundamental para a pesquisa científica.



                Virginia B.M.de Carvalho- direito noturno 1° ano

Existência pensante

A partir do princípio da dúvida, René Descartes realiza uma inovação na maneira pela qual o homem busca obter conhecimento sobre o mundo ao seu redor, isto é, descobrir a verdade indubitável contida nos objetos de nossa análise. Colocando a dúvida sobre toda forma de conhecimento, analisa não somente o conhecimento já estabelecido pelos pensadores póstumos a ele, como também instiga o homem à formulação de seu próprio saber.
Sobrepondo a razão sobre os sentidos, Descartes é responsável pela criação de um método sistemático que nos leva a obter a verdade existente nas mais variadas formas de conhecimento. Deste modo, o método cartesiano está presente na produção intelectual de nosso século, a qual foi obtida por métodos fortemente baseados  no racionalismo cartesiano. Logo, numa sociedade como a nossa em que cada vez mais o conhecimento é alvo de valorização, Descartes nos auxilia a não somente obter conhecimento, mas obtê-lo de forma qualificada, filtrada.
Ao obedecer às leis e costumes de seu país, Descartes concilia o homem que busca o novo com o homem apegado às suas tradições, conciliação a qual que ainda apresenta importância para muitos de nós. Portanto, o princípio da dúvida é uma ferramente útil ao homem que não se enferrujou com o passar dos séculos, pelo simples fato de não estar vinculada a valores temporais, pelo contrário, seu princípio permanece válido por estar intimamente relacionado a valores inerentes ao homem enquanto ser pensante, isto é, à necessidade de respostas para nossas dúvidas perante a vida e o mundo, pois como o próprio René Descartes acreditava, é através da arte de pensar que nos tornamos homens e nos diferimos dos diferentes animais ao nosso redor, é pensando que afirmamos nossa existência: "penso, logo existo".

                                   Penso, logo evoluo


             Nos tempos feudais a sociedade era principalmente pautada em hábitos advindos da Igreja Católica e em estéticas de pensamento pouco claras. Eis que surge então René Descartes e revoluciona os ideias da época.
           O método de pensamento cartesiano surgiu da vontade de Descartes de criar uma sociedade mais pensante e que não apenas assimilasse e aceitasse como verdade incontestável tudo o que lhe era relatado. Para ele, portanto, a base de tudo seria o ato de raciocinar para poder evoluir.
           Em sua obra, " Discurso sobre o Método", Descartes defende que para se alcançar algo que seja realmente confiável é necessário utilizar-se da razão, pois os nossos sentidos podem facilmente nos enganar e nos levar a conclusões duvidosas. Com isso, Descartes ensina a se obter a explicação das coisas mundanas com base em nosso interior, em nossa mente.
         Com a máxima de que seria preciso duvidar de tudo, Descartes conseguiu contribuir em muitos aspectos da sociedade atual, principalmente na matemática moderna, por exemplo. No entanto, a marca mais intensa do método cartesiano seria a sua influência nos pensamentos e a vontade de libertar as mentes das amarras obsoletas do passado e preparar a humanidade para a complexidade do futuro.

Ana Carolina Alberganti Zanquetta, 1º ano Direito- Noturno

Máximas para a ciência moderna

René Descartes é considerado por muitos estudiosos o primeiro filósofo moderno. Em seu livro "O Discurso do Método", publicado em 1637, Descartes lança as bases para o que é atualmente conhecido como método científico, ao descrever o processo que usou para desenvolver sua metodologia de chegar apenas a conhecimentos verdadeiros.
Na referida obra, Descartes explica as máximas que o apoiaram na construção de seu método. Destaca-se a terceira delas, que o autor define como "antes modificar os meus desejos do que a ordem do mundo" e "procurar antes vencer a si mesmo do que ao destino".
A atualidade no pensamento de Descartes é inegável. Não é possível produzir conhecimento com qualidade sem que se observe esse detalhe. É necessário, para que se chegue a uma conclusão tão próxima da verdade quanto possível, que antes de qualquer reflexão e durante a mesma se vençam as próprias convicções. Além disso, é imprescindível que se compreenda os limites da razão e da intervenção humanas. Há uma certa resistência natural em pôr em dúvida o que comumente se aceitou com verdade; mas, como ressalta o próprio Descartes, é necessário desconstruir conhecimentos para construí-los novamente, dessa vez mais próximos da verdade.

Luíza Scarabuci de Almeida - Direito diurno

O Discurso do Método e sua atualidade

O século XVII, marcado pelo absolutismo monárquico e pela Contrarreforma da Igreja Católica, viu nascer em meio a inovações científicas e no campo do pensamento a obra de René Descartes - O Discurso do Método – que iria revolucionar os métodos científicos de pesquisa e interpretação do mundo até então vigentes.
Assim, a decepção e o descontentamento de Descartes com a filosofia, preocupada mais com a contemplação do mundo do que com sua transformação, fez com que René desenvolvesse seu próprio método de pensamento e interpretação do mundo guiado pela racionalidade e pela experiência e liberto de sentimentos, prenoções e superstições.
O princípio básico a ser utilizado para o desenvolvimento de suas pesquisas seria a dúvida. Portanto, desconfiar de todo e qualquer conhecimento transmitido pelo hábito ou pautado no senso-comum, ou seja ,tudo que não tenha uma explicação cientificamente embasada.
Segundo Descartes, os conhecimentos existentes foram úteis para a produção de mais conhecimento. Dessa forma, o avanço das ciências propiciaram certa compreensão do mundo e bases cada vez mais sólidas para o apoio das práticas da sociedade e integração dos diversos campos das ciências. Como exemplo atual dessa integração, pode-se citar o resultado do que é hoje crime inafiançável de racismo, alcançado pelo desenvolvimento da noção de igualdade entre brancos e negros provada cientificamente por estudos e interpretada de determinada forma pelas ciências jurídicas.
Além disso, o fato da racionalidade cartesiana ser uma teoria aberta e, portanto, não hermética, possibilita o fato da mesma ser contestada, ampliada e modificada conforme a necessidade de cada período histórico. Por exemplo, a exploração incondicional do meio ambiente que antes era concebido como algo racional e aceitável por representar o desenvolvimento de determinado local ou nação, hoje é algo inconcebível por representar a degradação do espaço em que vivemos e o comprometimento do bem-estar da sociedade.
Em suma, o método de pensamento científico desenvolvido por René Descartes é responsável até os dias atuais por inovações e mudanças científicas voltadas para o bem-estar humano.

Descartes e a filosofia moderna



                      René Descartes foi indubitavelmente um grande pensador, não limitando-se a inovar em apenas algumas ciências, mas em quase todas elas, além de dar início a um "novo pensar". Com efeito, por todas suas contribuições intelectuais, é mais que merecido o título de pai da filosofia moderna.
                Sedento de conhecimento seguro e extasiado pelas ideias de progresso científico e "aperfeiçoamento do espírito", Descartes inicia uma busca incessante por verdades incontestáveis. Porém, desilude-se com o pensamento vigente na época - impregnado de ideias fracas e desembasadas - e com a filosofia tradicional - demasiadamente especulativa e pouco funcional . Por conseguinte, e neste instante que Descartes dá seu primeiro passo na ruptura com o passado e inicia uma nova era, decide analisar tudo o que conhece e refutar  aquilo que pudesse supor a menor duvida, restando assim as primeiras verdades incontestáveis.
                Com essa base, Descartes lança mão de conhecer tudo que lhe é possível e, ao contato com as novas opiniões,  fazer juízo de  todas elas; através  daquilo que para ele nos foi concedido por um Ser perfeito e nos diferencia de todos os outros animais: a razão.
                Deste modo, pouco a pouco, com a ideia de sair de um ponto de partida sólido - as primeiras verdades -, René acreditava na criação de um conhecimento indubitável e acumulativo, embasando uma ciência dinâmica, mutável, e que sempre estaria a serviço do bem humano.
  
              Lucas Carboni Palhares - Direito 1 ano diurno

A DÚVIDA E O DESENVOLVIMENTO



           Em um tempo onde a influência da igreja juntamente com o absolutismo monárquico dominou as tradições, os costumes, a religião e, principalmente, o pensamento, surge uma ciência moderna que se expandiu por toda a Europa e que, devido às contestações dos dogmas católicos, abalou as estruturas da Igreja. O racionalismo adquiriu forças e influências neste mesmo contexto, e seu principal pensador foi o filósofo René Descartes com o seu Discurso do Método.
           Segundo Descartes, no discurso do método utiliza-se o Princípio da Dúvida Metódica, o qual consiste em que tudo aquilo que pudesse supor qualquer dúvida, deveria ser tratado como falso e somente seria considerado verdadeiro aquilo que for incontestável. Não se deve tomar como verdade as ideias concebidas pelos sentidos, pois tais ideias podem ser enganosas. A verdade encontra-se à luz da razão. Com o seu Discurso do Método, Descartes descobre a sua primeira verdade absoluta, pois para poder duvidar é preciso pensar, e para exercer o pensamento é necessário de que exista um ser pensante, portanto, a primeira verdade absoluta e incontestável é de que ele existe.
            Embora Descartes contestasse os ensinamentos da igreja por serem muitas vezes duvidosos e regidos por um líder influenciador, Descartes não contesta a existência de Deus, pois somente um ser mais racional que o próprio homem poderia criá-lo.
             O pensamento de Descartes pode ser muito bem empregado no século XXI, pois assim como no tempo em que René viveu, a população sofria uma enorme influência por meio de ensinamentos e ideias difundidas pela conjuntura do Antigo Regime, a população atual recebe uma influência descancarada de ideias e pensamentos através da mídia. As notícias e ideias que são transmitidas pela mídia não devem ser aceitas como verdades absolutas pelas pessoas, o Princípio da Dúvida Metódica deve ser empregado para que através da razão se encontre a autenticidade dos fatos. 
             O método empregado por Descartes para chegar a uma verdade contribuiu e ainda contribui para o desenvolvimento da sociedade, o uso da razão para desmentir mitos do passado que prejudicavam o avanço científico da sociedade exemplifica esse desenvolvimento social. A busca pelo conhecimento verdadeiro e a explicação de sua diferença com o falso, fez a sociedade evoluir na tecnologia e na ciência e proporcionou uma visão de mundo mais ampla com novos horizontes.

Luis Eduardo Simplicio de Lima (1º ano Direito- noturno)

Século XXI, o século de Descartes?

Século XXI, êxtase das descobertas da ciência com a colaboração da tecnologia. Século XXI, século onde milhares de perguntas ainda procuram resposta. Século XXI, nele ainda se encaixa, e por que não perfeitamente, uma obra do século XVII, o Discurso do Método, do filósofo francês René Descartes.

Descartes inicia sua obra tratando da insatisfação com a filosofia clássica e esperando romper com os conceitos alquimistas, astrólogos e magos. A contemplação, na visão cartesiana, é inútil, é preciso interagir e transformar. Descartes destaca ainda a dúvida como melhor fonte de inspiração para a busca das verdades, e o que é hoje o Século XXI, se não um século repleto delas?

O rompimento que Descartes propõe, porém, foi símbolo de mudança entre essa linha cronológica aqui criada, o "método", de Descartes em diante passou a ser a principal arma na busca das verdades. A "razão" proposta por ele, passa a ser incorporada por todos, e passa a sobrepor o que vinha antes dela. Talvez, por se tratar a "razão" como uma teoria sempre mutável, ela tenha atravessado tão bem esse tempo, se adaptando as buscas de cada época.

Descartes, porém, não previa uma batalha tão árdua entre ciência e religião. As verdades por ele buscadas, nunca eram isentas da presença de um Ser maior, a quem ele definia como o Sábio, o Mestre, Aquele que possuía as verdades absolutas. Para ele, a ciência era um meio de se aproximar de Deus. Isso se perdeu ao longo do tempo, e hoje se vê uma Igreja em crise, grande parte por suas discordâncias com a ciência.

Fica portanto evidente, como a obra cartesiana atravessou séculos, sem perder a sua essência e seu sentido, e permanece ainda hoje como sábia linha de raciocínio e busca pelas verdades, e talvez, ele se mantenha por mais séculos assim, e se prove, com o seu Discurso do Método, como um "verdadeiro absoluto".

Marcelo Ferreira Rosa Filho - 1º Ano Direito - Noturno

sábado, 9 de março de 2013

Razão versus alienação


A “liquidez” moderna, discutida pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman,demarca a instabilidade comportamental e demonstra o distanciamento da razão no status quo social. Por meio da influência midiática, cantores e jogadores são idealizados e construídos como heróis para rapidamente serem fadados ao esquecimento. Tal imposição de uma verdade absoluta, deturpadora, que controla boa parte da sociedade é, indiretamente, criticada por René Descartes em seu livro “O Discurso do Método”.
Por meio de tal obra, o filósofo francês assevera sobre a busca da verdade e do conhecimento por meio da razão, casado ao poder da dúvida. Ele tinha o propósito de demonstrar seu esforço para conduzir sua razão combatendo “ideais transcendentais” tais como a astrologia, magia e alquimia. O método cartesiano distancia a verdade das impressões sensoriais, incertezas e defende que os sentidos são falhos e podem ofuscar a racionalidade.
Além da crítica a tais conhecimentos sobrenaturais, Descartes divergia do olhar da filosofia clássica, afirmando que a sua possibilidade de transformação é mínima e a considerando apenas como uma contemplação cujas concepções são facilmente contestadas. Encontrar a verdade nos raciocínios e não confiar na força do hábito livrando-se de enganos e deturpação da razão: estes eram alguns dos fundamentos de René. O filósofo criou uma moral provisória baseada em quatro máximas: a dúvida como meio da busca da verdade ; a fragmentação e especificação do objeto de estudo ; o acúmulo do conhecimento científico do mais simples ao mais complexo ; e a união dos estudos buscando acarretar um conhecimento amplo.
Ademais, este não contestava a existência de Deus, pelo contrário, o caracterizava como o ser mais racional capaz de criar o homem. Ou seja, a busca da verdade é um caminho de aproximação com esse “Ser Maior”. Enfim, quais as consequências dessa metodologia? Podemos destacar a crítica atual da especificidade excessiva, um dos princípios do método cartesiano. Infelizmente, diante desse contexto, pode-se concluir uma certa alienação: diversas escolas são preparadoras de futuros operários fabris, o conhecimento é restrito, docentes reproduzem conhecimento e raramente há reflexões entre os discentes. Afinal até quando haverá essa “maquinização humana” e influência fordista?
Nota-se, pois, que apesar do distanciamento temporal, a relação e importância do ideal cartesiano em nossa atualidade, em que a fluidez e maleabilidade social é palpável, é relevante. Interesses lucrativos midiáticos devem ser submetidos à razão para que não se tornem verdades absolutas e indestrutíveis. Descartes – o pai da filosofia moderna foi peça essencial para acúmulo do saber e para diferenciação entre falso e verdadeiro.
 
Daniela Nogueira Corbi - Direito noturno

Elemento distintivo


O confronto das formas de pensamento, a elaboração de um método científico norteado pelo elemento distintivo denominado “razão” e a busca da verdade são aspectos abordados na obra “O Discurso do Método” (1637), de René Descartes.
No contexto histórico da inauguração da ciência moderna, no início do século XVII, a efervescência na área de pesquisas desencadeou descobertas e avanços, originando a revolução científica. Caracterizado pelo Absolutismo e pela Contrarreforma, o período foi marcado pelo advento de teorias que contestavam antigos dogmas e conhecimentos fundamentados na tradição religiosa. Assim, René Descartes considerava que a razão conferia a capacidade de discernir entre o verdadeiro e o falso, evitando enganos provocados pelos sentidos, pela magia, alquimia, astrologia e religião.
Segundo René Descartes, a contemplação do mundo, revelada pela inércia da ciência, deveria ser substituída pela transformação do mundo, revelada pela interação e intervenção. Na pesquisa da verdade, adotou o princípio da dúvida e concebeu como verdadeira a proposição “eu penso, logo existo”, já que o fato de pensar em duvidar da verdade das outras coisas evidenciava a certeza da existência.
Os princípios básicos da razão científica consistiam em duvidar ou problematizar; fragmentar o problema para compreensão profunda; conduzir por ordem os pensamentos, iniciando pelos objetos mais simples e fáceis de conhecer até os mais complexos e estabelecer interconexões e articulações.
Na obra, há a afirmação da existência de Deus, um ser perfeito, de racionalidade superior, do qual tudo se origina. Logo, se não soubessem que tudo que existe de real e verdadeiro provém de um ser perfeito e infinito, por claras e distintas que fossem as ideias, não haveria razão que garantisse que elas possuem a perfeição de serem verdadeiras.


Texto referente à aula 2
Talita Rotta Kamiya (1º ano Direito - diurno)


A fluidez não alcança a clareza.

         
        Nenhum conhecimento advém de pouco esforço. Em referência a obra "Discurso do Metódo" de René Descartes, todo embasamento teórico tem por essência um pensamento racional. Sendo esse uma irrigação sólida para a constituição de uma suposta verdade. Com isso, Descartes designa como suportes fluídos, incertos e estéreis os que baseiam em ideais transcendentais, em costumes de uma sociedade ou em um ensinamento clásico.
            Por conseguinte, o conhecimento só torna-se autêntico após ser duvidado e revelado com clareza. Contudo, não podendo ser uma percepção oriunda apenas da visão, uma vez que essa pode criar pré-noções que induzem ao erro. Portanto, é necessário a aglutinação dos sentidos com o raciocínio para a diluição de uma razão científica.
         Além do mais, para o fundador da filosofia moderna uma certeza só é designada como nítida quando é cogitado a existência de um "Ser Supremo". Visto que esse permite alcançar a perfeição por ser imutável, onisciente e todo poderoso.
         O " Discurso do Método " contextualiza com o mundo contemporâneo pois analisa criticamente as atuais mazelas socias como as disposições consumistas dos indivíduos mediante a manutenção de hábitos, e a sociedade permissiva e conformada que atua de forma apolítica em sociedade, ou seja, a falta de querer duvidar das  "verdades desiguais" impostas atualmente.

Júlia Xavier Rosa da Silva-1º Ano Direito-diurno.
 

Contemporaneidade do Método


             O século XVI ficou marcado pela transformação da visão de mundo do homem ocidental. Inauguraram-se grandes descobertas, as quais acarretaram uma profunda rejeição dos ideais até então difundidos e afirmados pelo poder de autoridades agora contestadas.
            Na área filosófica e cientifica, a superação das incertezas não poderia se dar nas ruínas do pensamento medieval. Era necessário um recomeço, uma nova forma de pensar que conduzisse a certezas universais. Era necessária a busca pelo Método da ciência.
            Em sua obra "O Discurso do Método", René Descartes reafirma essa necessidade e diz ser sua missão filosófica unificar todos os pensamentos humanos em bases seguras e edificar um pensamento iluminado pela razão.
            Dessa forma, Descartes inicia sua jornada filosófica em detrimento do pensamento até então vigente, a Escolástica. Enquanto que para Descartes só pode ser tomado como verdadeiro o que é intuitível através da clareza e da razão, os ensinamentos escolásticos muitas vezes partiam de princípios obscuros e duvidosos, prezando a dominação da palavra pelo mestre. 
            Apesar de ser um pensador renascentista, a obra de Descartes pode ser tomada como atemporal. Em uma sociedade tomada por modelo produtivista e quantitativo de ensino, sendo necessária a memorização para preservação do pensamento e  com autoridades proprietárias do conhecimento, a crítica ao pensamento medieval escolástico de Descartes é sempre atual. 

Fernanda dos Santos Nogueira - 1º ano Noturno 

A Duvida deve continuar



      O Discurso do Método criado por René Descartes em 1637 inaugurou um novo meio de fazer ciência, questionando a religião, a alquimia, a magia, a astrologia, o Renascimento Urbano e Cultural, e a filosofia. Descrente por tais formas de conhecimento hegemônicas da época, o método cartesiano é antropocêntrico e principalmente racional.
       O método é sustentado por 4 regras, que desenvolvem o conhecimento cientifico e contrapõem os dogmas antigos. Primeira: a duvida, apenas desconstruindo antigas verdades que podemos criar novas. Duvidando assim das antigas verdades filosóficas clássicas que apenas comtemplavam a realidade e não as entendiam racionalmente. Segunda: a fragmentação do saber, estudar apenas a parte que interessa para  aprofundar-se. Criticando os antigos cientistas do renascimento, que estudando varias áreas não desenvolveram conhecimento aprofundado e funcional. Terceira: guiar o conhecimento do simples ao complexo, propondo a acumulação do conhecimento cientifico . Quarta: analisar a parte estudada com o contexto em que se estuda, fazer o conhecimento funcional para a o bem estar humano.
       Hoje é possível ver reflexos do método proposto por Descartes. O racionalismo foi intensificado, que leva ,hoje, a uma crise na igreja ocidental. Apesar de Descartes não contestar a existência de deus, e sim racionalizar deus com a ideia de que o humano é racional, pois apenas ''Alguém'' (deus) mais racional que o próprio homem pode nos criar, além de dizer que a busca da verdade é um modo de aproximar-se  de deus.
       O método propõe a fragmentação, a geometrização, e o funcionalismo do conhecimento. O que formou hoje cientistas extremante especialistas, em determinadas áreas, e a valorização das ciências exatas. Consequentemente a quarta regra perdeu-se, sendo hoje a ciência criada pela e para a elite, e esta é a única que tem acesso à ciência.
       A duvida deve continuar, para que a ciência continue se desenvolvendo e  acumulando-se, buscando o bem estar de todos os humanos.

Giuseppe Cammilleri Falco - 1° ano Direito, noturno
      
      
          

LIBERDADE DE "ENGANAÇÃO"


                                                   
Na esfera atual, é indiscutível que a mídia exerce enorme influência em nossas ideias e atitudes, ela rege a "massa" popular, de forma que suas noticias e ideologias são tidas como verdades absolutas. Porém, é necessário perceber que se trata de instituições manipuladoras e que visam sempre o lucro, e não o bem comum. Dessa forma, esse é um ótimo exemplo onde pode-se aplicar o Discurso do Método, do filósofo francês René Descartes.

Seu método de obtenção de conhecimento consiste no Princípio da Dúvida, que sugere que não tomemos como verdade ideias que foram obtidas pelos nossos sentidos, costumes ou que não se mostrem absolutamente claras à nossa razão. Segundo Descartes, nossos sentidos são falhos e podem nos conduzir à verdades enganosas, assim como a convicção em algo que foi inculcado pelo hábito ofusca  a nossa razão.

Dessa mesma forma, os meios de comunicação em massa , por serem unilaterais, muitas vezes transmitem "verdades" enganosas, que devem ser desvendadas por nós pelo uso do bom senso e principalmente da razão, que é para René Descartes o único meio de se alcançar o conhecimento. O Racionalismo Cartesiano toma como princípio básico e verdade absoluta a existência do sujeito autônomo, expressa em "Penso, logo existo" e tambem a existência de um ser perfeito: Deus.

Outra consequência da manipulação pela mídia é a inconstância da populção, ora cre em algo que em seguida é descontruido. Penso então que a moral é mutável, sujeita à mudanças, chamada por Descartes de Moral Provisória, que consiste em três máximas. A primeira é a moderaçao, ou seja, ficar o mais distante possível dos excessos, pois todo excesso costuma ser mau, orientando-se pelo que Aristóteles chamou de Justo Meio.  A segunda consiste em ter segurança e retidão na busca da verdade,libertando-se de arrependimentos e remorsos. E a terceira consiste em vencer as convicções pessoais e habituar-se a a modificar antes nossos desejos que a ordem do mundo, pois isso nos causaria insatisfação, visto que nada está completamente em nosso poder.

Dessa forma, concluo que René Descartes, um filósofo renascentista, ainda é, em muitos casos, moderno e seus pensamentos foram de grande relevância, não só para a filosofia , como tambem para todos aqueles que buscam o conhecimento e a felicidade.                    (Nathalia Melazi Caobianco-1°ano Direito-noturno)

A razão explica o mundo



             Certamente cabe a Descartes a alcunha de pensador moderno. Tendo a razão como meio de entender o mundo, Descartes passa a fundamentar uma metodologia de pensamento racional, motivado por sua decepção e descrença com a filosofia clássica, visto que para ele a filosofia clássica não produzia uma transformação do mundo, e sim uma simples contemplação, baseada em concepções passiveis de múltiplas contestações.

            Nesse contexto, Descartes defende um método de busca do conhecimento que deve ser neutro, liberto de sentimentos, guiado pela razão e adepto ao permanente duvidar. Para esse pensador, o conhecimento precisa de alicerces sólidos, desvinculados a valores pessoais ou conhecimentos sobrenaturais. Trata-se de um grande avanço, pois partindo dessa metodologia a ciência encontra bases sólidas, que garantem um avanço continuo e universal, pois os conhecimentos atestados pelo método cartesiano estão livres de perspectivas pessoais e culturais que impeçam a aceitação desses conceitos nas mais diversas partes do mundo.

            Efetivamente o método cartesiano gerou mudanças na organização do pensamento, principalmente pela simplicidade aparente de seus princípios básicos: duvidar sempre; fragmentar o objeto de estudo; crescer intelectualmente passando do mais simples ao mais difícil e revisar o conteúdo procurando gerar articulações entre os diversos fragmentos. Contudo, num período de múltiplas mudanças, o método cartesiano vem sendo objeto de criticas, principalmente no que se refere à especificidade excessiva, visto que há uma demanda crescente por profissionais polivalentes.

            Por fim, é impossível minimizar o papel do autor de “O Discurso do Método” no que se refere ao acumulo e aprofundamento do saber. O “permanente duvidar” transformou conceitos a partir da superação de convicções pessoais e hábitos comuns, e permitiu um avanço ímpar nas mais diversas áreas.  Dessa forma, afirma-se a modernidade da ideia de que a razão explica o mundo e a necessidade constante de diferenciar o verdadeiro do falso para que não haja uma simples contemplação, e sim uma transformação efetiva.

Paulo H. R. Oliveira – Direito Diurno
   Se para alguns a imaginação é o bastante, para outros ela não passa de brisa passageira, algo que vai e vem em seus mais amplos corredores místicos. Esses acreditam que o real sentido da vida está na certeza , na razão, uma abominação a dúvida. A razão, essa sim ,é concreta, permanente, exata.
    Junto a essa corrente, a qual prega a verdade acima de tudo, nasce uma nova sociedade. A religião, o transcendental, o inexplicável são deixados para trás mais e mais. A religião, rainha maior, como no período feudal, sofre um baque. Quem pode afirmar qual a verdade perfeita? Perguntas como essa assolam a sociedade em uma concepção de busca pelo real. Agora, para alguns pioneiros ideológicos o real vem do ser humano, de suas capacidades e questionamentos em virtude da razão, pois agora, essa é a única estrada para a verdade, perfeição. Uma afronta ao metafísico.
     Temos ,a partir daí, a retomada de um elemento muito antigo: Aristóteles, filósofo que pregava a extrema importancia da imaginação, mas para ele, o real seria somente o que podemos comprovar dessa imaginação, concepção extremamente racional. Assim, ficam evidentes algumas marcas sociais na atualidade. Para muitos, inclusive para mim, devemos sempre sonhar e imaginar o máximo possível, afinal, o sonho nutre a alma.Porém, é necessário sempre mantermos os pé no chão e buscarmos sempre a verdade em nossa evolução material. Atitudes como essas aliadas a dialética resultam na caminhada humana, a caminhada do saber, de sempre querer mais.

Máquina do saber

   Em sua obra , ''Discurso do método'' , René Descartes elaborou quatro passos  fundamentais para a obtenção do conhecimento , que consistiam respectivamente: em duvidar das competências passadas ; de especificar ao máximo determinado assunto ,para uma pesquisa mais profunda ; de conduzir o pensamento do mais simples para o mais complexo e finalmente ,o de correlacionar todos os conhecimentos específicos de modo a se obter uma produção científica ampla e consolidada.
   Hodiernamente a valorização do conhecimento específico em detrimento da formação universal do conhecimento acaba por consolidar um dos passos obstruindo ao mesmo tempo outro. Tal especialização exacerbada sem a adequada articulação contribui para a diminuição de uma rede de conhecimento ampla e interligada , seria como entender o funcionamento das peças de uma determinada máquina , porém sem conseguir  ligá-las de modo adequado, o que possibilitaria uma função.
   Assim como no exemplo , o não estabelecimento das articulações entre os conhecimentos específicos acaba por prejudicar a funcionalidade da ciência , busca incessante de Descartes , causando um isolamento disciplinar ,  ou seja , uma visão limitada do saber.

(Aula 2 : Discurso do método)

Método Cartesiano e a Contemporaneidade

             René Descartes discorre em seu livro " O Discurso do Método" a respeito da forma encontrada por ele para aproximar-se ao máximo da verdade e do conhecimento por meio da razão . O autor tem por objetivo alcançar as explicações do mundo partindo do homem e chegando à natureza, visando distanciar-se da superstição, da magia, das conclusões por aspectos transcendentais para o entendimento do mundo .
             Para isso, contrapõe-se ao ensino tradicional e à atuação dos filósofos por considerá-los meros contempladores do universo e por acreditar que a ciência tem o dever de mais do que contemplar, transformar. Embora Descartes entre em contradição com alguns valores do passado , não descarta a ideia de Deus como o ser superior.
             Com relação ao método, René parte do princípio da dúvida para afastar-se das incertezas e chegar mais perto de uma opinião correta. Ainda que a obra seja de séculos atrás, o princípio citado é amplamente aplicado na contemporaneidade. O que ocorre é que por estarmos constantemente com novas informações, descobertas e inovações , colocamos à prova a veracidade do que nos é exposto e por isso duvidamos.
             Por outro lado, a fragmentação e a especificidade propostos pelo método cartesiano vem sendo criticados . Podemos perceber essa situação quando tratamos do setor educacional e profissional, vendo que  caminham em direção a um ensino múltiplo e interdisciplinar e à formação de profissionais polivalentes. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

O “método” de sobrevivência racional


Em sua obra “Discurso do Método”, Renée Descartes mostra o seu caráter de rompimento com as tradições antigas de busca do conhecimento, segundo faziam as “Escolas Clássicas”, os “homens de letras”. Isso se deve ao fato de ele utilizar a arte da dúvida para construção de raciocínios, a fim de chegar ao verdadeiro conhecimento, aplicável, sem especulações e influências das pessoas que parecem sempre ter certeza da conduta de suas ações.

Na época de conturbada transição histórica, entre a Idade Média e Renascimento, Descartes não deixa de ser influenciado, ao mesmo tempo, pela escolástica e pelo racionalismo cientifico. Então, evitando permitir sua teoria se tornar dogmática como foram as da época anterior, ele diz que irá relatar como se esforçou para conduzir sua razão e a forma que estudou a si próprio. Isso não deixa de ser um convite para que todos seus leitores pensem na possibilidade de buscar o autoconhecimento, além de futuramente debater sua obra.

Para desenvolver sua teoria, Descartes apresentou o método que ficaria famoso como cartesiano, com a repartição dos problemas em partes menores, a fim de serem solucionadas mais facilmente. Esse processo foi utilizado tanto na área matemática, como também na social, como acontece com George Simmel, que dividiu a sociedade em micro sociedades para estudo. Ao mesmo tempo, Descartes não deixa de utilizar seu método para demonstrar a existência de um Deus perfeito, pois Ele próprio teria dado a noção de Sua existência aos seres  imperfeitos que criou.

Finalmente, após séculos de desenvolvimento científico, a teoria cartesiana esteve cada vez mais ligada ao racionalismo cético, no qual os fragmentos, que possibilitariam a aproximação de um Criador, passaram a aproximar do próprio homem, não mais dependente da natureza para criar e evoluir.  Fica aí a perigosa manipulação da esperança por um grupo minoritário, se não existir o constante questionamento e autoconhecimento citados acima.
(Aula 2- "O discurso do método")
 

Descartes no Humanismo


        Entre os séculos XIV e XVI, destacou-se na Europa o movimento Humanista, valorizando a ciência  produzida pelo homem em detrimento das formas transcendentais de conhecimento que predominavam durante a Idade Média (por exemplo a Religião, a Alquimia, a Magia e a Astrologia).
         Renè Descartes, filósofo desta vertente de pensamento, em sua obra “Discurso do Método”, critica a filosofia clássica (apenas contempla o mundo) defendendo um novo método científico, duvidando das justificativas sobrenaturais e buscando um conhecimento que parta do ser humano e seja racional, permitindo a dominação e transformação da natureza a seu favor. 
           Apesar disso, Humanismo não se divorcia completamente do pensamento medieval. Por ser uma época de transição na História, pode-se observar no movimento características remanescentes do período. Por exemplo, a crença na existência de Deus, apresentado por Descartes como um ser racional superior.
        O “Discurso do Método” se encontra emu ma transição entre a filosofia medieval e a filosofia moderna, ao se afastar da religião e se aproximar da razão humana.

                           Um pouco de desconfiança

   À imprensa mundial desconfiança, aos educandos pé atras,e  a qualquer discurso,como  dizia  Cassia Eller,"um pouco de malandragem".Quais as intenções de  um discurso? Para quem se dirigi e por quê?
  Há  aplicação da Razão na maioria  de nossos atos, nas  tomadas  de decisão, escolha de um projeto de vida, enfim, em variadas  situações.Porém,a busca por  comodidade e rapidez enfraqueceu sobre maneira o uso  sistemático da nossa  racionalidade crítica.Com isso a facilidade de apropriação de discursos falsos e tendenciosos  é mais frequente,criando adeptos de inverdades.                                                                                         

  Os meios de comunicação exercem habilmente a eloquência e ainda arrumam dados matemáticos para  embasar o que dizem.Contudo, devemos  retomar o racionalismo cartesiano e  aplicar o método da dúvida, duvidar de tudo e  nos fiarmos apenas em nossa Razão,para não tomarmos verdades distorcidas como verdades absolutas.
  Quantas inverdades nos são ditas? Na escola somos ensinados por pessoas que têm um discurso e que servem a  outros discursos, numa espiral que tende a  nos formar para servir a interesses alheios, tornando-nos    os propagadores de suas ideias. Essa situação continua no ensino superior e tornando-se mais nociva ,pois vem acompanhada de uma maior presunção, visto que o ambiente universitário nos torna mais críticos.No entanto ,é nesse ambiente que absorvemos ideias perigosas,sofisticadas,baseadas em pesquisas,exemplo: o aluno que adota o posicionamento de um mestre,como sendo seu, sem questioná-lo devidamente, por  aquele ter  prestígio, currículo acadêmico etc.
  A busca por praticidade, a confiança exagerada em dados,fazem com que deixemos de questionar conhecimentos, informações, atitudes.Fatores como esses criam uma massa de pessoas "maleáveis" prontas a tomar como sábio qualquer sofista,além de manter preconceitos ,por isso "só peço a Deus um pouco de malandragem, pois sou criança e não conheço a verdade".                                                                           

Maurício Lopes das Neves , 1º  Direito noturno.