Este é um espaço para as discussões da disciplina de Sociologia Geral e Jurídica do curso de Direito da UNESP/Franca. É um espaço dedicado à iniciação à "ciência da sociedade". Os textos e visões de mundo aqui presentes não representam a opinião do professor da disciplina e coordenador do blog. Refletem, com efeito, a diversidade de opiniões que devem caracterizar o "fazer científico" e a Universidade. (Coordenação: Prof. Dr. Agnaldo de Sousa Barbosa)
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domingo, 27 de março de 2016
Aquário
Não se sabe ao certo o que fazer com a tristeza,
Sentimento rejeitado e jamais visto com os olhos da beleza.
O ser humano o refuta e batalha para contê-lo,
Negando a simples ideia de que se pode brincar com um novelo.
Nada pequeno é visto com suficiente.
Esquece-se que são nas simples coisas que a felicidade encontra a gente.
Buscamos sempre mais e mais para podermos dar conselho
Àqueles que não se encontram nem mesmo no próprio espelho
Mas a vida, a vida tem dessas, não se resume a nossa janela.
É infinitamente maior do que as minhas e as suas teorias sobre ela,
Nos faz sentir como peixes presos no vento
Que mesmo sabendo das suas limitações não param de nadar um só momento
E mesmo fora d'água eu não deixo de buscar um mundo maior,
Abrindo mão de morar no interior do meu interior
Para quem sabe encontrar bem lá no fundo do meu coração
O motivo de estar sempre em constante mudança e evolução.
Vítor Hugo Cordeiro- aluno do 1º ano de Direito diurno
A vida sente a si mesma
O filme “Ponto de Mutação”, baseado no livro de mesmo nome
escrito pelo ecologista austríaco Fritjof Capra, desenvolve-se a partir do
diálogo de três pessoas acerca dos problemas e questões que envolvem o mundo
contemporâneo. As personagens iniciam uma discussão caracterizada por fazer uma
crítica direta à persistência da forma cartesiana e mecanicista de pensamento
utilizada pela ciência moderna a fim de compreender o mundo, ou seja, o
pensamento científico ainda vê cada ser vivo como uma máquina que
metodicamente realiza apenas uma função.
De fato, essa visão cartesiana acabou influenciando todo o
posterior pensamento científico que foi elaborado, uma vez que, como os seres
vivos são metaforicamente comparados a objetos que apresentam um único ofício,
desenvolveu-se a partir de então um modo de raciocínio marcado pela linearidade.
Contudo, tal modo objetivo não é verdadeiro de acordo com o filme, visto que
este acredita que os seres vivos estão interligados por complexas teias de relacionamentos,
as quais não apresentam uma única direção possível, mas várias.
O problema da superpopulação no planeta foi abordado como resultante
de uma série de fatores que interligados culminaram na sua existência, e esta problemática
só poderia ser solucionada se os métodos a fim de evitá-la não forem analisados
isoladamente, isto é, com um modo de raciocínio linear que visa apenas uma
possibilidade de fim. Além disso, um tópico muito discutido no filme é o ritmo
de crescimento alucinante de algumas nações que vai de encontro com políticas
de sustentabilidade; a personagem Sônia afirma que não há necessidade de tal crescimento
exacerbado, mas que é necessário frear esse processo para as próximas gerações e
isto acontecerá quando houver uma mudança na percepção do mundo, não mais como
um instrumento, mas como um ser vivo.
Em suma, as personagens concluem que resumir a vida a um
objeto, como a máquina do pensamento cartesiano, é uma incoerência, pois a vida
não é condensável dessa forma, mas ela sente a sim mesma.
Uma nova percepção
A trama “O Ponto de Mutação” se baseia em um diálogo
profundo entre filosofia, ciência, arte e religião entre três personagens: um
poeta, uma cientista e um político, em que cada personagem possui uma maneira
diferente de ver o mundo.
No decorrer do filme a cientista deixa clara sua opinião
sobre o fato de ser contra a ideia mecanicista de enxergar as coisas, maneira
vista por Descartes. Este acreditava que seu objeto de estudo deveria ter cada
partícula analisada separadamente, para somente depois conseguir compreender o
todo, para a cientista essa maneira de ver o mundo é ultrapassada, segundo ela,
devemos analisar o todo conjuntamente compreendendo sua interatividade e
conexão.
Podemos trazer essa maneira de ver as coisas para os dias
atuais. O ser humano se torna cada vez mais individualista, pensando somente em
seu mundo particular, se passássemos a pensar no mundo como um todo, talvez a
sociedade não estaria tão doente e corrompida e as pessoas fossem mais
solidárias umas com as outras, trazendo talvez uma resposta para os problemas e
conflitos atuais.
Talita Santos Lira
- 1º ano Direito diurno
A rosa que o Tio me deste
A vida se foi num estrondo.
Esvaiu-se no abismo escuro.
Aquietaram-se os moleques
e as gueixas,
aumentaram todas as queixas.
Risos esquecidos,
o choro do bebe destruído.
Uma mancha densa. Uma mancha
sangrenta e espessa.
Foi fumaça, foi força exagerada.
Nas escolas um susto.
Pra quê? Por quê?
Não existem respostas.
Estão todas tortas.
Que Tio é esse?
A rosa despetalada, sem perfume
sem explicar nada,
devastou uma nação.
Foi-se o coração nipônico.
Foi-se a fertilidade,
só rosas de fumaça nasceriam,
só sementes de fumaça se semearia,
e o câncer de verdade se instalaria.
Só.
Uma chuva negra regou a plantação do arroz
submerso no obscuro o arroz
e a moral.
Que parte que somos?
Um todo, um sistema?
Mil problemas
Uma percepção
A ciência da explosão.
Um vácuo e um pensar
Comtemplar ou praticar?
Vamos transcender.
Unir os fragmentos interpretativos
Sistemas vivos.
Nação.
Ferro, laser, árvore, animal.
Onde chegamos afinal?
Vamos matar irmãos? Vamos matar inocentes?!
Vamos pedir perdão?
Vamos distribuir rosas que não sangrem assim.
José Eduardo Adami de Jesus - 1 Direito (noturno)
Esvaiu-se no abismo escuro.
Aquietaram-se os moleques
e as gueixas,
aumentaram todas as queixas.
Risos esquecidos,
o choro do bebe destruído.
Uma mancha densa. Uma mancha
sangrenta e espessa.
Foi fumaça, foi força exagerada.
Nas escolas um susto.
Pra quê? Por quê?
Não existem respostas.
Estão todas tortas.
Que Tio é esse?
A rosa despetalada, sem perfume
sem explicar nada,
devastou uma nação.
Foi-se o coração nipônico.
Foi-se a fertilidade,
só rosas de fumaça nasceriam,
só sementes de fumaça se semearia,
e o câncer de verdade se instalaria.
Só.
Uma chuva negra regou a plantação do arroz
submerso no obscuro o arroz
e a moral.
Que parte que somos?
Um todo, um sistema?
Mil problemas
Uma percepção
A ciência da explosão.
Um vácuo e um pensar
Comtemplar ou praticar?
Vamos transcender.
Unir os fragmentos interpretativos
Sistemas vivos.
Nação.
Ferro, laser, árvore, animal.
Onde chegamos afinal?
Vamos matar irmãos? Vamos matar inocentes?!
Vamos pedir perdão?
Vamos distribuir rosas que não sangrem assim.
José Eduardo Adami de Jesus - 1 Direito (noturno)
O pragmatismo impregnado
A essência do mundo esta perdida. Seja pelo avanço das ciências exatas, seja por um processo natural de "encurtamento" das distâncias, o pragmatismo impregnou a sociedade. O filme "Ponto de mutação" nos tira do " praticismo" e nos coloca em diálogos que estimulam as indagações sobre o mundo que nos cerca. Entre os assuntos abordados estão: Filosofia, ciência, ecologia, desenvolvimento sustentável e relações humanas.
Nós, estudantes de ciências humanas, costumamos nos gabar de não sermos pragmáticos, de dar atenção aos sentidos, quase como um empirista, na construção do conhecimento. Isso, claro, em comparação com outras ciências, que necessitam de meios menos voláteis e mais sólidos para a produção de informação. É uma conclusão simples, já que as plataformas de fazer ciência são deferentes, e exigem pensamentos e métodos igualmente diversos.
Aceito isso, confesso que, após assistir o filme mencionado, cogitei que que minha visão de mundo é muito mais pragmática e limitada do que já mais havia pensado. Os diversos universos explorados na obra de Bernt Capra, baseado no livro de mesmo nome de Fritjof Capra, dialogam de forma coesa, mostrando uma visão de mútua relação entre os diversos aspectos da vida. Tudo isso, embebedado de uma crítica ferrenha ao sistema político que trava os avanços mais necessários para o mundo.
De fato, as reflexões sugeridas pelo filme de Capra vão além da percepção. Uma única analise, mesmo que atenta, ao longa, não desmembraria as sutilezas desenvolvidas por meio do conflito de ideias do político pragmático, do poeta sensível, e da cientista filosofa. Por fim, levo como aprendizagem para a vida uma missão: Mudar minha maneira de ver o mundo
Guilherme Araujo - 1* ano Noturno
Nós, estudantes de ciências humanas, costumamos nos gabar de não sermos pragmáticos, de dar atenção aos sentidos, quase como um empirista, na construção do conhecimento. Isso, claro, em comparação com outras ciências, que necessitam de meios menos voláteis e mais sólidos para a produção de informação. É uma conclusão simples, já que as plataformas de fazer ciência são deferentes, e exigem pensamentos e métodos igualmente diversos.
Aceito isso, confesso que, após assistir o filme mencionado, cogitei que que minha visão de mundo é muito mais pragmática e limitada do que já mais havia pensado. Os diversos universos explorados na obra de Bernt Capra, baseado no livro de mesmo nome de Fritjof Capra, dialogam de forma coesa, mostrando uma visão de mútua relação entre os diversos aspectos da vida. Tudo isso, embebedado de uma crítica ferrenha ao sistema político que trava os avanços mais necessários para o mundo.
De fato, as reflexões sugeridas pelo filme de Capra vão além da percepção. Uma única analise, mesmo que atenta, ao longa, não desmembraria as sutilezas desenvolvidas por meio do conflito de ideias do político pragmático, do poeta sensível, e da cientista filosofa. Por fim, levo como aprendizagem para a vida uma missão: Mudar minha maneira de ver o mundo
Guilherme Araujo - 1* ano Noturno
A Vida não é um Sistema
Tendo como principal tema, a busca por
uma melhor percepção de mundo, o filme Ponto de Mutação vem para encarar os
paradigmas sociais e científicos impostos a sociedade humana. E por meio do
diálogo entre três personagens, o filme se desenrola, trazendo indagações às
mais diversas situações cotidianas.
O longa apresenta um engajamento profundo em torno das atuais concepções de mundo, criticando inclusive, as que foram impostas por grande pensadores, como por exemplo Descartes e seu método. Método este que analisa de forma mecanicista seu objeto de estudo, sem levar em consideração sua essência e suas relações, o que segundo a personagem Sonia, leva a males e perversidades contra a própria humanidade.
Diante a este paradoxo, o trio tenta formular as mais diversas soluções, chegando na visão sistêmica do universo, em que se analisa as conexões entre os seres, e as consequências caso essas relações sejam rompidas. No mais, chega-se a conclusão do quão complexa a vida é, não podendo ser definida como um sistema, todavia as visões de mundo devem ser repensadas, para que se tornem mais humanas.
O longa apresenta um engajamento profundo em torno das atuais concepções de mundo, criticando inclusive, as que foram impostas por grande pensadores, como por exemplo Descartes e seu método. Método este que analisa de forma mecanicista seu objeto de estudo, sem levar em consideração sua essência e suas relações, o que segundo a personagem Sonia, leva a males e perversidades contra a própria humanidade.
Diante a este paradoxo, o trio tenta formular as mais diversas soluções, chegando na visão sistêmica do universo, em que se analisa as conexões entre os seres, e as consequências caso essas relações sejam rompidas. No mais, chega-se a conclusão do quão complexa a vida é, não podendo ser definida como um sistema, todavia as visões de mundo devem ser repensadas, para que se tornem mais humanas.
Dessa forma, os problemas
do mundo podem ser encarados a fundo, levando-se em consideração todos os
afetados e como esses estão ligados entre si, deixando de lado os egoísmos, a
dominação da natureza, o patriarcalismo e o detrimento das futuras gerações.
Para que só assim seja possível estabelecer uma visão mais sustentável,
respeitável e real da vida.
Caio Henrique Turco
Direito - Matutino
1° ano
Caio Henrique Turco
Direito - Matutino
1° ano
A dinamicidade do conhecimento
Fritjof
Capra, em sua obra “ponto de mutação”, revoluciona todo o pensamento existente
para explicar os fenômenos mundanos de até então, como os modelos puramente
simplistas e mecanicistas, que acabam por influenciar, negativamente, a
compreensão da realidade.
Outro
ponto que Capra destaca, é a maneira como a técnica( defendida e utilizada por
Descartes e Newton, por exemplo) observa os acontecimentos, reduzindo-os á
meros objetos de estudo, sem levar em consideração suas interconexões, além de
separar o “objeto de estudo” do observador, criando um abismo entre ambos e,
dessa forma, apresentando um conhecimento simplista, reduzido e incompleto.
Nesse
filme, é possível observar que a visão de mundo atual é marcada principalmente
por uma visão mais ampla, abrangente e sistêmica, que recusa separar os elementos
da realidade a fim de obter alguma compreensão exata, pois, para isso, é
necessário levar em conta, todo o processo de interdependência que acaba por
dinamizar cada vez mais a realidade.
Portanto,
nessa obra, percebe-se a notável crítica aos modelos cartesiano-newtonianos,
uma vez que os conhecimentos fornecidos por esses métodos, são basicamente,
simples e limitados, pois acaba por abordar uma compreensão superficial da realidade,
desprezando toda a dinâmica que caracteriza a mesma.
Murilo Ribeiro da Silva 1°ano de Direito, matutino.
Busca pela coletividade
O filme "O Ponto de Mutação" gira em torno de discussões entre
um politico, uma cientista e um escritor, os quais contestam sobre assuntos
relacionados, principalmente, à década de 90 (período sobre o qual o filme
ocorre).
A trama nos faz abrir nossa visão sobre o mundo,
especialmente pela forma de pensar da cientista Sonia, a qual possui um
pensamento que se contrapõe muito, principalmente, ao do politico. Ela,
buscando apoiar-se em ideias que defendem a tese de que os problemas devem ser
analisados em conjunto, em grandes partes, tanto que, num trecho do filme, ela
diz, após apresentar vários argumentos: “Como vê, não pode olhar em separado os
problemas globais”; enquanto isso, ele defende a ideia de que se deve analisar cada
caso em pequenas partes, para depois entender o conjunto completo.
Sonia, além de contrastar com as ideias do politico,
contrasta também, por exemplo, com Descartes, o qual defendia um pensamento mecanicista,
sendo seu “método cartesiano”, de acordo com a visão dela, uma teoria
ultrapassada que não deveria mais ser utilizada na atualidade, a qual
acobertava a ideia do politico de que os elementos estudados devem ser
repartidos em partes para que seja possível uma melhor compreensão sobre tais
elementos em conjunto. Além disso, vale lembrar de que, para Sonia, essas
ideias cartesianas trazem malefícios para a sociedade.
Um dos argumentos utilizados pela cientista que contrapõe a
tal teoria de Descartes e as ideias defendidas pelo politico é quando ela diz
“[...] O Brasil, por exemplo, sabia que lá eles destroem a floresta Amazônica a
razão de um campo de futebol por segundo? [...] Por quê? Tentam pagar a divida
nacional com o gado e as terras. Nem tem tempo para vender a madeira! Põem fogo
na floresta! E o desmatamento é uma das causas principais do efeito estufa na
atmosfera [...] Como vê, não pode olhar em separado os problemas globais [...]
Claro que pode consertar uma peça, mas ela vai quebrar de novo em um segundo,
porque ignorou o que se conecta a ela. Precisamos mudar tudo de uma vez, ao
mesmo tempo”.
Assim, tal pensamento mecanicista fez com que os seres
humanos se tornassem cada vez mais individualistas, tratando cada assunto separadamente,
fazendo com que cada país ou continente acreditasse poder tratar seus assuntos/problemas
isolados do restante do mundo, dificultando e/ou impossibilitando o encontro de
uma real solução. Desta maneira, com o pensamento de Sonia, trazendo suas reflexões
para os dias atuais, poderíamos excluir essa individualidade pela coletividade
e, com certeza, os nossos problemas seriam reduzidos em grande escala.
Gabriel Ferreira dos Santos - 1° ano direito (noturno)
Ótica mecanicista
Ponto de mutação (“Mindwalk”) é um filme de 1990, baseado no livro homônimo, que ao longo de seu enredo discute diversos paradigmas presentes na sociedade, suas visões de mundo e seus efeitos na atualidade.
Uma das principais discussões presentes é sobre a corrente, iniciada por René Descartes, que desenvolve uma visão mecanicista sobre o planeta, ou seja, enxerga-se o planeta e seus componentes como parte uma máquina. E mesmo com quase quatro séculos de sua apresentação continua com forte presença e causando consequências em vários setores como: social, ecológico, cientifico, entre outros. Sendo seus efeitos mais latentes nas sociedades ocidentais
Quando compara o mundo com uma máquina (algo mecânico) e o analisa através desse paradigma tende-se a enxergar os seres vivos como máquinas também. Na ecologia essa consequência é devastadora, pois se passa atribuir características mecânicas a natureza, fazendo pensar que ela poderá se regenerar de forma infinita e rapidamente (como se fosse concertada) e que único objetivo é servir aos humanos.
Outra consequência é acreditar que os indivíduos são simples peças de uma grande máquina (a sociedade). Assim as pessoas são consideradas descartáveis e sem direitos individuais. Essa crença permite a base teórica para a formação de regimes com tendências autoritárias e que desejam a formação de comunidades desiguais e estratificadas.
Apesar de parecer que essa visão leva a ruína da sociedade essa visão quando foi proposta, no século XVII, revolucionou por propor um rigor cientifico o por alguns séculos permitiu consideráveis avanços. Atualmente ela não pode servir sozinha de base para ciência, mas não significa que está totalmente ultrapassada.
Quando se considera o funcionamento do mundo como uma máquina, criam-se precedentes perigosos que são capazes de justificar a extração sem regulação de recursos naturais, ações arbitrárias de Estado entre outras ações. Porém também quando foi proposto auxiliou em diversos avanços tecnológicos. Então essa visão não é sempre desastrosa, mas com as mudanças sofridas pelas sociedades a visão mecanicista tornou-se obsoleta quando utilizada como única fonte de conhecimento, o que não significa que ela possa ter utilidade quando usada de forma comparativa com outras metodologias para desenvolver novas pesquisas.
João Pedro Costa Moreira
Aluno primeiro ano Direito noturno UNESP
"Nenhum santo sustenta-se sozinho"
“Ponto de Mutação” é um filme de
1992 que discute uma temática muito atual, o longa-metragem traz uma discussão sobre
diversos problemas da sociedade envolvendo o pensamento de Descartes e o “mundo
mecanizado” no qual tudo é tratado como um relógio, a divisão de partes e sua
junção explica o todo.
É criticando este pensamento que
a cientista, Sonia Hoffman, irá apresentar um novo pensamento que se baseia na interdependência
de todas as coisas no universo. Assim, somos convidados a deixar a visão
conservadora de lado e abrir nossa mente para novos conceitos envolvendo a
natureza e relações humanas.
Na conversa entre as três personagens do filme
há uma abundância de metáforas e analogias, percebe-se a contradição dos
personagens entre tantas metáforas, por exemplo, a cientista que tanto critica
a visão do mundo que separa todas as coisas, isolou-se do mundo na ilha após uma
frustação profissional, e ela que defende relações melhores com o mundo possui
uma relação conturbada com sua filha. O político que anseia a mudança pessoal continua a afirmar sua posição conservadora durante toda a conversa ao longo do filme.
“Nenhum santo sustenta-se sozinho”
Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todo homem é um pedaço do
continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo
mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o
solar dos teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui,
porque sou parte do gênero humano, e por isso não me perguntes por quem os
sinos dobram; eles dobram por ti. (John Donne)
Nada nem ninguém está completamente sozinho no mundo, cada aspecto da
vida não deve ser por fim julgado isoladamente, devemos analisar a “perspectiva
geral”.
Thalita Marques Monteiro – 1º Ano – Direito Noturno.
Analise Ponto de Mutação.
No filme Ponto de Mutação temos a discussão da perspectiva e como podemos enxergar um problema através de um prisma ,outro ponto e a critica ao pensamento cientifico vigente que tem como fundador Descartes e Bacon .
A principal critica do filme ao metodologia "descartiana" e a divisão do conhecimento em partes isoladas, mas vivendo em um mundo globalizado onde cada evento se interliga e influencia a outro, isso dificultou na resolução dos problemas já que eles são interdisciplinares ,como por exemplo no filme que faz uma relação entre a economia e o desmatamento na floresta Amazônica.
Para Descarte todo conhecimento para ser útil deveria ser colocado em pratica no dia-a-dia com a finalidade do homem vencer o meio que vive, criando uma falsa ideia que o homem é superior a natureza ,causando um distanciamento dos dois, como consequência hoje existe uma grande crise ambiental.
O pensamento cientifico criado por Descarte foi muito importante para o desenvolvimento da nossa civilização, mas vivemos em um tempo diferente, onde estamos mais interligados a outras pessoas e também ao meio ambiente ,onde a concepção de tempo e espaço foram reduzidos por isso uma nova forma de pensar cientificamente precisa ser desenvolvida.
A principal critica do filme ao metodologia "descartiana" e a divisão do conhecimento em partes isoladas, mas vivendo em um mundo globalizado onde cada evento se interliga e influencia a outro, isso dificultou na resolução dos problemas já que eles são interdisciplinares ,como por exemplo no filme que faz uma relação entre a economia e o desmatamento na floresta Amazônica.
Para Descarte todo conhecimento para ser útil deveria ser colocado em pratica no dia-a-dia com a finalidade do homem vencer o meio que vive, criando uma falsa ideia que o homem é superior a natureza ,causando um distanciamento dos dois, como consequência hoje existe uma grande crise ambiental.
O pensamento cientifico criado por Descarte foi muito importante para o desenvolvimento da nossa civilização, mas vivemos em um tempo diferente, onde estamos mais interligados a outras pessoas e também ao meio ambiente ,onde a concepção de tempo e espaço foram reduzidos por isso uma nova forma de pensar cientificamente precisa ser desenvolvida.
Teorias, perspectivas e a vida: onde se encontram?
Uma reflexão acerca dos
temas apresentados no filme “Ponto de Mutação” pode parecer um pleonasmo a
princípio, posto que os personagens a fizeram no decorrer da narrativa.
Entretanto, refletir nunca é demais.
A crítica direciona-se
às perspectivas, aos pontos de vista dos habitantes deste mundo hodierno. O
método cartesiano já não é suficiente para resolver os entraves do cotidiano, o
“relógio” precisa ser repensado para encerrarmos este ciclo vicioso. Aceitar
que vivemos numa interdependência com tudo e todos é um bom jeito de
experimentar outra teoria: a dos sistemas vivos. Nela, a organização é
responsável pelo bom funcionamento das coisas, deixando tudo em equilíbrio para
que as novas gerações também possam usufruir deste ambiente de maneira
sustentável.
Quando a relação entre
o homem e a mulher entrou em desequilíbrio, aquele começou a explorar a
natureza de tal forma que ela respondeu com a escassez de seus recursos, novas
doenças e tudo mais. Isso prova que, por mais que tente, ele não está apto para
isolar-se; sua existência é integrante de algo maior.
O contato com Sonia, a
cientista, engrandece o repertório cultural de Thomas e Jack (o poeta e o
político, respectivamente), mas suas ideias parecem um tanto contraditórias em
face de suas decisões. Ao mesmo tempo em que ela defende a interdependência,
seu relacionamento com a filha deixa a desejar; a atitude de migrar para uma
ilha também, na medida em que seus pensamentos não chegam além das fronteiras.
Em síntese, a obra nos
incita a buscar mais fundo a raiz dos problemas, sem esquecer-se de conectá-la
às outras peças do quebra-cabeça. Afinal, a essência da vida é a
auto-organização.
Letícia Felix Rafael, 1º ano - Direito (noturno)
"O homem é o lobo do homem"
A frase titular de Hobbes, filósofo francês do século XVII, afirma que o estado natural do homem é a guerra e consequentemente sua própria destruição. O filme "O ponto de mutação", do diretor Bernt Capra de 1990, aborda uma questão complexa sobre a humanidade, o resultado de suas ações, a ciência criada por ela e a possível causa da sua própria destruição.
Seguindo o filósofo Bacon, a humanidade priorizou o uso de ferramentas e desenvolvimentos científicos e assim conseguiu, não completamente, controlar e prever a natureza. A consequência desse fato começou a ser sentida a partir do século XX: o aquecimento global e os danos ambientais sentidos por todo o mundo. Atualmente, alguns lutam para tentar diminuir os efeitos danosos causados por essa ação humana.
É necessário, portanto, uma revolução particular a partir da percepção de cada um da necessidade de mudança. Para preservar a existência humana conjuntamente com a dignidade e prover meios para o bem estar de cada é necessário pressa, e apenas uma revolução seria capaz de alcançar tal objetivo. Renovar a si mesmo é uma das soluções encontradas no filme.
Lorena Maria de Lima Melo aluna do primeiro ano de direito noturno.
Lorena Maria de Lima Melo aluna do primeiro ano de direito noturno.
sábado, 26 de março de 2016
O todo pela parte
No filme " O Ponto de Mutação" pode-se perceber que o autor tenta mostrar a seu público uma nova forma de entender o mundo, dessa forma, ele traz críticas a pensamentos que foram o pilar de sustentação dos ideias humanos por um longo tempo, como é o caso do filósofo Rene Descartes, que trouxe um pensamento cartesiano aos homens.
Com esse modo de pensar Descartes propunha que o homem dividisse em partes seu objeto de estudo, como se suas partes fossem desconectadas, como uma máquina que cada peça pode ser tirada se uma delas estiver com um problema, assim, trata-se apenas o problema isoladamente, sem olhar para o todo, pois para ele era a melhor forma de se chegar a um fim, a uma resposta.
Todavia tal pensamente acabou influenciando grande parte dos homens que passaram a tratar o mundo como uma grande máquina, e como se cada país, continente, nação fossem partes que podem ser tratadas isoladamente quando tiverem problemas, porém, segundo Sonia Hoffman, uma das personagens do filme, tal forma de pensar faz com que os homens não consigam realmente chegar a uma conclusão dos problemas do mundo, pois como veem cada parte individualmente acabam por ignorar o efeito que cada parte causa nas outras, o que faz com que as soluções até então encontradas não surtam real efeito.
E tal reflexão se faz necessária nos dias atuais, pois vemos um mundo cada vez mais problemático, mas ao mesmo tempo que os problemas crescem a individualidade também cresce, e assim passamos a olhar apenas pra o nosso mundo particular, para os nossos problemas e nos esquecemos que somos parte de um sistemas que está interligado, e se uma das partes está doente todas as outras ficam prejudicadas. Talvez, se refletíssemos mais sobre tal indagação teríamos mais soluções do que problemas, talvez a situação política do Brasil estivesse melhor, talvez o meio ambiente não estivesse tão desgastado, e talvez houvesse mais respeito entre as pessoas. Dessa forma o filme nós faz pensar sobre a forma que estamos lidando com o mundo que temos, e nos mostra que a individualidade não é a resposta para os problemas, mas que a coletividade pode ser o início da solução
Pietra Bavaresco - 1º ano Direito diurno
Com esse modo de pensar Descartes propunha que o homem dividisse em partes seu objeto de estudo, como se suas partes fossem desconectadas, como uma máquina que cada peça pode ser tirada se uma delas estiver com um problema, assim, trata-se apenas o problema isoladamente, sem olhar para o todo, pois para ele era a melhor forma de se chegar a um fim, a uma resposta.
Todavia tal pensamente acabou influenciando grande parte dos homens que passaram a tratar o mundo como uma grande máquina, e como se cada país, continente, nação fossem partes que podem ser tratadas isoladamente quando tiverem problemas, porém, segundo Sonia Hoffman, uma das personagens do filme, tal forma de pensar faz com que os homens não consigam realmente chegar a uma conclusão dos problemas do mundo, pois como veem cada parte individualmente acabam por ignorar o efeito que cada parte causa nas outras, o que faz com que as soluções até então encontradas não surtam real efeito.
E tal reflexão se faz necessária nos dias atuais, pois vemos um mundo cada vez mais problemático, mas ao mesmo tempo que os problemas crescem a individualidade também cresce, e assim passamos a olhar apenas pra o nosso mundo particular, para os nossos problemas e nos esquecemos que somos parte de um sistemas que está interligado, e se uma das partes está doente todas as outras ficam prejudicadas. Talvez, se refletíssemos mais sobre tal indagação teríamos mais soluções do que problemas, talvez a situação política do Brasil estivesse melhor, talvez o meio ambiente não estivesse tão desgastado, e talvez houvesse mais respeito entre as pessoas. Dessa forma o filme nós faz pensar sobre a forma que estamos lidando com o mundo que temos, e nos mostra que a individualidade não é a resposta para os problemas, mas que a coletividade pode ser o início da solução
Pietra Bavaresco - 1º ano Direito diurno
Problemas sociais mais do que projeto de Política
No filme "O ponto de mutação" podemos observar aspectos da política brasileira atual e da crise em que vivemos. Assim como há um trecho em que um dos personagens diz "os eleitores querem líderes mais burros que eles, pois eles são menos danosos, é uma forma barata de cinismo"; e talvez o que falte na política brasileira é os eleitores engajarem-se mais na política em vez de deixarem-se manipular pela mídia e continuarem alienados frente a essa ciência, pois o que os políticos praticam é cinismo, basicamente, porque vivemos em uma sociedade onde o povo não conhece seus próprios direitos, e que, portanto, não lutam por seus direitos sociais.
Do mesmo modo, é a política e os políticos sejam mais do que uma disputa entre direita e esquerda, o que se relaciona também com nossa atual crise. O Brasil se dividiu entre dois partidos, considerados um de direita e outro de esquerda, mas as propostas efetivas não estão sendo apresentadas e há fatos a serem analisados de ambos os lados, e essa disputa tem desencadeado uma crise tanto no sistema político quanto no sistema econômico no país, que não consegue mais se manter no devido equilíbrio entre esses lados opostos. Isso precisa mudar, porque assim como o pensamento de Descartes deixou de ser prioridade nos dias atuais, essas ideias mecânicas também deixaram de ser.
O Brasil não deve ser analisado através de pequenos setores da sociedade mas sim como um conjunto, quando o país entra em crise as primeiras pessoas a sofrerem com isso são os setores das classes mais baixas, pois empresários e empreiteiras serão atingidas de forma insignificante. É o setor popular que fica desempregado e sofre com a inflação das crises econômicas. Além disso, há o fator do meio ambiente, que não havendo desenvolvimento sustentável, o conjunto sofre com isso.
A cientista, desiludida com tudo o que presencia ao seu redor, decide afastar-se da vida política e dedicar seu tempo a ciência e a leitura, ao encontrar-se com o poeta e Jack, surge um conflito, os dois mostram-se como duas opiniões de divergem uma da outra sendo o poeta quem possui a função de media-las. Os encontros e as trocas de informações entre ambos muda as concepções do políticos que previamente aos encontros eram completamente diferentes, a mulher, através de suas ideias e revoluções políticas mostra como muita das vezes os políticos erram justamente por não serem aptos a analisar fatos que merecem a devida atenção, mais do que outros assuntos.
Fernanda da Silva Miguel - 1o ano Direito Noturno
Do mesmo modo, é a política e os políticos sejam mais do que uma disputa entre direita e esquerda, o que se relaciona também com nossa atual crise. O Brasil se dividiu entre dois partidos, considerados um de direita e outro de esquerda, mas as propostas efetivas não estão sendo apresentadas e há fatos a serem analisados de ambos os lados, e essa disputa tem desencadeado uma crise tanto no sistema político quanto no sistema econômico no país, que não consegue mais se manter no devido equilíbrio entre esses lados opostos. Isso precisa mudar, porque assim como o pensamento de Descartes deixou de ser prioridade nos dias atuais, essas ideias mecânicas também deixaram de ser.
O Brasil não deve ser analisado através de pequenos setores da sociedade mas sim como um conjunto, quando o país entra em crise as primeiras pessoas a sofrerem com isso são os setores das classes mais baixas, pois empresários e empreiteiras serão atingidas de forma insignificante. É o setor popular que fica desempregado e sofre com a inflação das crises econômicas. Além disso, há o fator do meio ambiente, que não havendo desenvolvimento sustentável, o conjunto sofre com isso.
A cientista, desiludida com tudo o que presencia ao seu redor, decide afastar-se da vida política e dedicar seu tempo a ciência e a leitura, ao encontrar-se com o poeta e Jack, surge um conflito, os dois mostram-se como duas opiniões de divergem uma da outra sendo o poeta quem possui a função de media-las. Os encontros e as trocas de informações entre ambos muda as concepções do políticos que previamente aos encontros eram completamente diferentes, a mulher, através de suas ideias e revoluções políticas mostra como muita das vezes os políticos erram justamente por não serem aptos a analisar fatos que merecem a devida atenção, mais do que outros assuntos.
Fernanda da Silva Miguel - 1o ano Direito Noturno
Desconstruindo o Método
Sonia Hoffman - de "O Ponto de Mutação" - vai contra tudo aquilo que foi preconizado e aplicado por Francis Bacon e por René Descartes. A cientista adota uma ideologia contrastante com a da maioria das pessoas. Dessa forma, sua linha de pensamento difere muitíssimo da dos outros personagens do filme, sobretudo da do político. Este, por sua vez, tem uma visão completamente mecanicista, sempre procurando explicar as coisas do mundo por meio da dissecação dos fatos, ou seja: analisando separadamente cada partícula para somente depois compreender o todo (assim como pensava Descartes).
O filme, baseado no livro homônimo, nos ensina, por meio do pensamento da cientista, a repensar o mundo e compreendê-lo de forma mais abrangente. Sonia traz o pensamento de que tudo deve ser estudado a partir do grande sistema do qual faz parte, e não partindo de suas mínimas partes. Por sua vez, tal pensamento nos leva a uma análise das atitudes humanas e de suas consequências em nosso planeta.
As discussões presentes no filme encontram-se repletas de teorias acerca de fatos cotidianos, sempre com um quê de preocupação com o meio ambiente. A cientista, desiludida com as pessoas, se isola em uma região afastada. É nessa região que se dá o encontro com o político, sendo o poeta uma espécie de pivô da relação entre as duas linhas de pensamento.
Como conclusão, temos que o político adota a ideologia ecologista de Sonia, prontificando-se a aplicá-la em sua atuação política. O encontro serviu para desconstruir e reconstruir ideias, deixando a noção de que o mundo, grande sistema formado por relações, deve ser estudado e compreendido como um todo, de maneira que se observem as consequências dos atos da humanidade, e não de maneira cartesiana, mecanicista e, de certa forma, inconsequente.
Thales Flausino Alves Ferreira
Direito - 1º ano - Matutino
Ponto de mutação
O filme
"Ponto de Mutação", uma adaptação do livro de Fritjof Capra, tem seu roteiro baseado no diálogo de três pessoas,
um poeta, uma ex-física e um político. A ex-física, Sonia, inicia o diálogo
criticando o método científico de Descartes, em que ele propõe a fragmentação
dos objetos para a análise. Essa maneira superficial e mecanizada de observar e
estudar as coisas, faz com que a análise das relações entre todos os objetos da
natureza seja esquecida e dessa maneira, a capacidade de questionamento
dos seres humanos se esvair. Para ela, a necessidade de mudança é clara, já que
devemos escapar do conforto dos processos, onde temos o controle, mas
muitas vezes não a compreensão.
O princípio para esta
mudança é ver o todo, e antes de fracioná-lo entender sua conexão,
interatividade, integração. Devemos ver o impacto global de nossa existência
individual, nunca esquecendo que vivemos ciclos contínuos. Para o
desenvolvimento de uma condição de perpetuidade e oportunidades para o futuro,
devemos aplicar uma nova percepção de mundo, um raciocínio ecológico, em
contraponto ao pensamento cartesiano. Enxergar o mundo de maneira cíclica,
saber que todas as ações tomadas pelo homem, produzem suas consequências.
Stella Cacia Bento Schiavom, 1º ano de Direito (noturno)
A importância da participação da cientista no dialogo
De
um dialogo entre 3 personagens com naturezas distintas é que nasce o filme ‘
Ponto de mutação ’. A trama gira em torno do debate entre uma cientista, um
politico e um poeta, os quais retomam assuntos atuais quanto ao contexto
histórico do filme (década de 90), sendo a destruição do homem pelo homem(bomba
atômica) um deles. No decorrer da obra cinematográfica, é perceptível a negação
da atualidade que a cientista faz a partir das teorias cartesianas, as quais,
em seu entendimento de mundo, trazem malefícios a sociedade atual.
Mesmo
que haja um processo de reconhecimento por parte da cientista de que a teoria
cartesiana sobre o método foi útil quando em sua introdução, ela vê a
necessidade de que tal teoria seja superada na contemporaneidade, pois esta
apresenta limitações e é nociva ao homem. O método cartesiano previa que o
objeto de estudo (seja ele qual for) fosse simplificado e separado em partes
para facilitar o entendimento do homem. Essa visão mecanicista, introduzida por
Rene Descartes, encontra-se desatualizada, fato que comprova sua limitação,
tendo em vista que há a apresentação, por parte da cientista, de que todos os
objetos são partes de um sistema maior, sendo assim eles não podem ser vistos
separadamente e, muito menos, serem simplificados para que o homem usufrua dos
benefícios destes. Além disso, o processo é nocivo por que reafirma um
pensamento presente na sociedade contemporânea: o funcionamento dos objetos como se
fossem maquinas.
A
contribuição da personagem Sonia, a cientista, enriquece o dialogo pois ela
introduz pontos que são extremamente necessários de se debater na
contemporaneidade: a revisão na percepção de mundo que o
corpo social apresenta, ou seja, a superação da visão de que tudo apresenta-se
como uma maquina.
Ianca
Tonin - 1° ano de direito matutino
REVOLUÇÃO SÓCIO-CIENTÍFICA
Há um pouco mais de duas décadas, era lançado o filme "Ponto de Mutação", um longa-metragem fortemente aclamado pela crítica. O drama aborda o diálogo de três pessoas (um político, um poeta e uma cientista), que, embora bastante diferentes em determinados aspectos, encontram-se abertas a novas experiências e a novas reflexões. Nesse contexto, coloca-se em xeque certos pensamentos e visões de mundo já consolidadas, de modo a quebrar paradigmas e a construir diferentes percepções da realidade.
Observa-se, desde o início, certa crítica à visão mecanizada e robótica que é exercida pelos homens, considerando as ideias propagadas por Descartes as principais vítimas desse descontentamento. Há, dentro desse cenário, um forte julgamento em relação à medicina moderna e ao cientificismo exarcebado, dado o caráter obscuro e, muitas vezes, prejudicial deste. Para ilustrar esse pensamento, as personagens analisam a perda da capacidade de indignação em identificar aquilo que é abominável, sendo essa característica denominada "crise de percepção", um mal que assola a humanidade. A sala de tortura, no filme, exemplifica tal concepção.
Os novos ideais propagados, nesse sentido, buscam a criação de uma ciência mais abrangente, realista, que conecte, de maneira holística, os seres sociais e biológicos, de modo a enfatizar a interdependência existente entre eles sob a égide da chamada "teoria dos sistemas vivos". O pensamento ecológico, nessa direção, faz-se certeiro, apesar da natureza ainda ser vista, em alguns casos, como um mistério. Além disso, as personagens destacam a importância das conexões físicas como fonte primária da proposta em questão. Há, portanto, um rompimento drástico com os ideais vigentes, uma vez que o longa propõe movimentos revolucionários não só para a ciência, mas, sim, para o rumo da sociedade em geral.
Bruno Medinilla de Castilho - 1º ano Direito matutino
Observa-se, desde o início, certa crítica à visão mecanizada e robótica que é exercida pelos homens, considerando as ideias propagadas por Descartes as principais vítimas desse descontentamento. Há, dentro desse cenário, um forte julgamento em relação à medicina moderna e ao cientificismo exarcebado, dado o caráter obscuro e, muitas vezes, prejudicial deste. Para ilustrar esse pensamento, as personagens analisam a perda da capacidade de indignação em identificar aquilo que é abominável, sendo essa característica denominada "crise de percepção", um mal que assola a humanidade. A sala de tortura, no filme, exemplifica tal concepção.
Os novos ideais propagados, nesse sentido, buscam a criação de uma ciência mais abrangente, realista, que conecte, de maneira holística, os seres sociais e biológicos, de modo a enfatizar a interdependência existente entre eles sob a égide da chamada "teoria dos sistemas vivos". O pensamento ecológico, nessa direção, faz-se certeiro, apesar da natureza ainda ser vista, em alguns casos, como um mistério. Além disso, as personagens destacam a importância das conexões físicas como fonte primária da proposta em questão. Há, portanto, um rompimento drástico com os ideais vigentes, uma vez que o longa propõe movimentos revolucionários não só para a ciência, mas, sim, para o rumo da sociedade em geral.
Bruno Medinilla de Castilho - 1º ano Direito matutino
Um ponto de mutação: uma nova percepção
O filme “O Ponto
de Mutação”, baseado no livro de Fritjof Capra, nos apresenta o diálogo de três
personagens (uma cientista, um político e um poeta) sobre a crise da percepção
e os problemas do mundo. Ao longo da obra nos deparamos com as falhas dos pensamentos
científicos como o de Descartes, Bacon, Newton e entre outros. Percebemos como a visão mecanicista e
fragmentada trouxe problemas para a sociedade, que trata o homem e a natureza
como se fossem máquinas e que lida com os problemas do mundo separadamente, sem
constatar que todos estão relacionados.
Tal ideia
presente no filme esta claramente ligada ao mundo hodierno. Seja a ameaça
nuclear, o problema com a geração de energia, a destruição do meio ambiente, a
fome nos países subdesenvolvidos ou a desigualdade presente em todos os continentes,
todos os problemas então conectados, e tentar resolvê-los separadamente, como é
feito atualmente, não é a melhor opção. Podemos
notar isto na resolução dos problemas no Brasil. Ano passado uma grande
discussão acerca da redução da maioridade penal repercutiu no meio político e midiático.
Identificamos essa forma fragmentada de resolver as questões com os cidadãos e políticos
que apoiavam a redução, pois acreditar que reduzir a maioridade penal para 16
anos reduzirá a violência é olhar para apenas um problema separadamente. A questão
da violência está muito intrínseca em nossa sociedade e tem profunda relação com
o abismo social, portanto colocar mais jovens na cadeia apenas atingiria suas consequências
e não a causa do problema.
A crítica presente
na obra cinematográfica se encaixa perfeitamente na análise que devemos fazer
de nosso mundo contemporâneo. No filme
entendemos que o maior problema da humanidade é a percepção. Precisamos mudar nossa percepção sobre o mundo,
torná-la menos individualista e materialista e parar de usar as tecnologias
para a destruição do meio ambiente. É preciso enxergar mais a conexão entre as
pessoas e entre a natureza e não tratá-las como máquinas e como um sistema
fechado e imutável. É preciso pensar nos problemas como um todo e não em
fragmentos. É preciso um ponto de mutação, e essa mutação é uma nova percepção para
os seres humanos e sobre os seres humanos e a natureza.
Ana Paula Mittelmann Germer- 1º ano direito/noturno
Concepções
Analisando-se a obra cinematográfica "O Ponto de Mutação", de 1990, nota-se que muitos conceitos e problemas vividos há mais de 20 anos ainda permanecem em destaque.
René Descartes, filósofo do século XVI, expõe uma visão "mecanicista" sobre a humanidade, ou seja, o mundo e seus organismos são equivalentes a máquinas -pensamento até hoje vigente-. Sonia (um dos personagens; possui carreira de cientista), critica constantemente esta concepção, pois, para ela, ambos são seres muito mais complexos e dotados de infinitos valores como num sistema, apesar do grave crise que persegue os homens: a falta de percepção. Além deste fato, tem-se uma equivalência entre a Física e os problemas mundias: os átomos correspondem aos problemas isolados (analisados caso a caso) e suas conexões, ao objeto formado, ou seja, analisar as partes não definem o todo, separar em casos os problemas não se faz possível uma percepção de suas dimensões e muito menos, suas soluções.
Outro filósofo do século XVI, também citado na obra, Francis Bacon apresenta uma visão patriarcal do homem e sua dominação do mundo, afirmando que os cientistas, com seus aparelhos, deveriam torturar a Mãe Natureza para obter seus segredos, extraindo o máximo que pudesse. Com base neste fato, a discussão, que entra em pauta no diálogo dos três personagens centrais do filme, baseia-se na relação problemática entre o homem e a natureza, a deterioração que o primeiro causa na segunda e as graves consequências que pode-se obter.
Mesmo após séculos de diferença entre os filósofos e a geração atual, ainda percebe-se a grande influência que estes pensamentos têm sobre o contexto da humanidade. O filme traz à tona esses conceitos, fazendo com que seja possível a reflexão de como as pessoas se portam diante da dinâmica do planeta, suas relação interpessoais e suas perspectivas quanto ao futuro.
Aline Bárbara de Paula Coleto. 1º ano - Direito Matutino.
René Descartes, filósofo do século XVI, expõe uma visão "mecanicista" sobre a humanidade, ou seja, o mundo e seus organismos são equivalentes a máquinas -pensamento até hoje vigente-. Sonia (um dos personagens; possui carreira de cientista), critica constantemente esta concepção, pois, para ela, ambos são seres muito mais complexos e dotados de infinitos valores como num sistema, apesar do grave crise que persegue os homens: a falta de percepção. Além deste fato, tem-se uma equivalência entre a Física e os problemas mundias: os átomos correspondem aos problemas isolados (analisados caso a caso) e suas conexões, ao objeto formado, ou seja, analisar as partes não definem o todo, separar em casos os problemas não se faz possível uma percepção de suas dimensões e muito menos, suas soluções.
Outro filósofo do século XVI, também citado na obra, Francis Bacon apresenta uma visão patriarcal do homem e sua dominação do mundo, afirmando que os cientistas, com seus aparelhos, deveriam torturar a Mãe Natureza para obter seus segredos, extraindo o máximo que pudesse. Com base neste fato, a discussão, que entra em pauta no diálogo dos três personagens centrais do filme, baseia-se na relação problemática entre o homem e a natureza, a deterioração que o primeiro causa na segunda e as graves consequências que pode-se obter.
Mesmo após séculos de diferença entre os filósofos e a geração atual, ainda percebe-se a grande influência que estes pensamentos têm sobre o contexto da humanidade. O filme traz à tona esses conceitos, fazendo com que seja possível a reflexão de como as pessoas se portam diante da dinâmica do planeta, suas relação interpessoais e suas perspectivas quanto ao futuro.
Aline Bárbara de Paula Coleto. 1º ano - Direito Matutino.
A Percepção como meio de superação
A Obra cinematográfica "Ponto de Mutação"apresenta o dialogo entre três pessoas tendo como tema as forças sociais,políticas,econômicas e suas tendências.Sugere que todo ponto de mutação consiste na passagem do velho para o novo,no renovar.Expõe que para que isso ocorra de maneira eficaz teremos que vencer o grande problema da humanidade como um todo:a percepção.
A falta de percepção de acordo com o filme é a responsável por vários problemas que nos afetam desde o século xx como desmatamento ambiental,ameaças nucleares,desigualdade social,preconceitos étnicos e raciais...
Dessa forma se a visão que temos do mundo é o reflexo de quem somos,devemos alterar a nossa capacidade de percepção e superar filosofias que regem a sociedade a mais de 300 anos. Métodos cartesianos herdados de Descartes que separam partes de um todo para serem analisadas e concertadas,mas que nunca analisam a origem e as razões de estar quebrado,devem ser superados.Não que essas filosofias não foram importantes para o homem,elas libertaram a razão do poder eclesiástico e supersticioso,mas atualmente não é compatível analisarmos o mundo somente a partir delas.
O mundo deve ser visto como um todo através das relações existentes entre cada objeto que compõem a natureza.Não se pode olhar os problemas globais separadamente.Devemos entender as conexões para depois resolvermos os problemas.A exemplo a atual crise politica brasileira,com todos os casos de corrupção,muitos acreditam que para supera-los basta punir os envolvidos e aplicar maior controle as atividades públicas.No entanto a corrupção é uma questão cultural e moral e que para ser superada deve ser analisado suas origens históricas,toda a estrutura do país e o cenário que permite que ela seja tão frequente.
Jéssica Xavier Pereira
1ºano noturno
1ºano noturno
Manto do egoísmo
A crise de percepção, a diferente perspectiva e a necessidade de mudança são tópicos abordados no simples, mas profundo filme "Ponto de mutação". Tal longa, baseado no livro de Fritijof Capra, trata dessa nova visão em uma conversa reflexiva de três personagens. Entre eles está Sonia, uma física, que ao criticar a mentalidade fragmentadora na teoria de Bacon e Descartes propõe uma nova visão sistêmica da realidade.
Esse sistema proposto se pauta numa visão do mundo dividido em partes que se relacionam entre si, e que então, não podem ser analisadas individualmente, como no sistema mecânico. Entretanto, não é dentro dessa ótica que nós, seres humanos, nos inserimos hoje.
É perceptível o mal que fazemos a natureza e aos que estão em nossa volta. Com uma mentalidade egoísta, desejamos o controle da natureza para nossas próprias satisfações. Encontramos assim, exemplos como o desmatamento,a poluição, assassinatos, extinção de animais e o intenso desperdício.
É perceptível o mal que fazemos a natureza e aos que estão em nossa volta. Com uma mentalidade egoísta, desejamos o controle da natureza para nossas próprias satisfações. Encontramos assim, exemplos como o desmatamento,a poluição, assassinatos, extinção de animais e o intenso desperdício.
Com isso, ao desconsideramos a teia de relações, fazemos mal a natureza e a nós mesmos, abandonando nosso futuro, o planeta e as próximas gerações. Para reconsideramos toda essa conexão, mudarmos nossa maneira de pensar e a realidade em volta, é preciso que tiremos o manto do egoísmo e atinjamos então o ponto de mutação.
Gabriela Guesso Pereira
1° ano Direito diurno
A Evolução Social através do Dialogo Aberto.
A obra “O Ponto de Mutação” é uma meticulosa crítica
da percepção vigente na atualidade, feita através da sétima arte consegue em
seus mínimos detalhes ter um salto do pensamento individual para o coletivo, ou
até mesmo nas palavras da personagem
Sonia Hoffman “ um Sistema vivo”. Até a escolha das personagens gera um ótimo meio
para o dialogo aberto que acontece no filme. Thomas Harriman o poeta com
problemas familiares, sempre explicando e convencendo seu amigo Jack a ser suscetível
ao novos pensamentos, Jack Edwards candidato frustrado a presidência que possui
ligação direta com a politica e que a cada teoria busca um meio de levar a pratica e Sonia Hoffman a ex-física, ex-cidadã
americana, ex-eleitora e atual cientista que após ver sua pesquisa usada para
fins militares coloca-se em uma torre de marfim e gera um novo ponto de vista
sobre a sociedade.
Mesmo
o filme sendo uma obra do ano de 1990 é
mais que atual em nossa sociedade, inclusive um argumento que usa para criticar
o modo de percepção cartesiano é que o contexto que a sociedade está inserida
hoje é tão destoante com a sociedade que Descartes vivia que já não se pode
usar seu ponto de vista para resolver problemas. Em escala ascendente critica a
percepção construída por Descartes , pois o que a sociedade necessita hoje é um
conhecimento total , para transformar nossa sociedade em uma sociedade sustentável
em oposição de Descartes e Bacon que fragmentam o conhecimento para transformar
a sociedade em algo que domina a Natureza sem levar em conta que ela está
inserida nesta.
Mas
o conhecimento máximo que transparece no filme é o de transformação do
conhecimento, o do dialogo aberto, de livre pensamento que se praticado pela
sociedade levaria a respostas e transformações validas à sociedade. E é o que
aconselha a todos pois se fixado a uma
ideologia o conhecimento fica ultrapassado, como Bacon que através do saber
quis dominar, usando seu próprio método de reflexão e experiência no contexto
atual leva à vida em sociedade sem dominância e sim com harmonia. E que é inevitável
para a evolução social fazer isso repetidamente no futuro.
Lucas André Silva, 1º ano de Direito(Noturno)
Crise do pensamento mecanicista
O
filme “o ponto de mutação”, 1990, adaptação da obra literária de mesmo nome, de
Fritijof Capra, aborda questões filosóficas muito atuais e traz reflexões
profundas sobre o pensamento do homem em diversos momentos, a prisão às
informações antigas sem perceber que os tempos mudaram. O próprio título sugere
um momento histórico, de mudança, novidades, afastamento dos conceitos velhos estabelecidos.
No
filme é abordado o pensamento mecanicista de René Descartes e Francis Bacon,
que diz que o mundo é semelhante a um relógio e a natureza igual uma máquina, e
para compreende-lo bastava desmontar suas peças e analisa-las. É abordado também
o pensamento holístico, onde é investigado cada parte para se chegar ao
entendimento do todo, dando ênfase às interações entre cada parte.
Há uma crise abordada no filme, pois, os problemas são ligados
uns com os outros e o pensamento mecanicista trata cada problema como isolado,
gerando uma falta de respostas para os problemas apresentados na sociedade
moderna. Fica evidenciado que a verdadeira crise é a de ideias, na qual a ciência
é tratada como específica, cada uma em sua função e não como um todo.
Por fim, considero um filme de grande valor àqueles que
buscam novas formas de perceber e relacionar-se com a vida em toda a sua
diversidade, pois é proposto uma nova visão de mundo, pensamento e entendimento
da vida.
Carlos Roberto S. Nogueira,
1o ano Direito, Noturno
Crise
no Brasil: Ponto de Mutação para a política e sociedade brasileira
“A política é uma casa de
espelhos para narcisos”; “A política confunde a todos”; “Os eleitores querem
candidatos mais burros do que eles”: estes são alguns excertos dos diálogos, acerca
do fenômeno político, extraídos do filme Ponto de Mutação, que se baseou em obra
de Fritjof Capra. Contudo, a fala mais marcante sobre tal tema trata da
“política do impossível”, a qual se comprometeria com a informação, o
empoderamento dos cidadãos, para que estes também se sentissem responsáveis
pelos problemas enfrentados por suas sociedades.
Observando o contexto
brasileiro atual, verifica-se a proliferação, em espaços físicos e virtuais, de
manifestações populares contra a corrupção na Administração Pública, a favor ou
contra o PT - Partido dos Trabalhadores, a Presidenta Dilma ou o Ex-Presidente
Lula. Entretanto, este comportamento denota maior engajamento da população
brasileira?
É evidente que não, pois,
caso o país não estivesse também em crise econômica, que tem afetado o padrão
de consumo da sociedade, esta aparente preocupação com a situação política não
se revelaria tão exacerbada. Ademais, sob uma perspectiva sistêmica, também
abordada no filme supracitado, pode-se concluir que o problema da corrupção e
da instabilidade política no Brasil não se limita ao PT e aos seus partidários,
mas sim a uma cultura de corrupção arraigada na sociedade nacional, assim como
a um sistema desgastado de presidencialismo de coalizão, em que o Executivo inferioriza-se
em relação ao Legislativo e, sob o pretexto da governabilidade, engendra-se uma
teia de relações suspeitas entre governo, iniciativa privada, partidos
políticos, parlamentares, elites regionais.
Portanto, não pode ser
considerado engajado, um indivíduo que somente vocifera contra determinado
político ou partido, sem tentar compreender, de maneira holística, os problemas
do país e, principalmente, sem assumir a sua parcela de responsabilidade sobre
eles, o que envolve a não aceitação de “pequenas” corrupções cotidianas, o
respeito aos direitos dos demais indivíduos, o cumprimento de deveres, a defesa
dos próprios direitos, a participação nos mecanismos legítimos de controle
social da Administração Pública.
Para o modelo de “política
do impossível”, idealizado no filme em questão, o contexto de crise no Brasil
deve ser encarado como oportunidade de reflexão e mudança paradigmática, com
efetiva participação popular. Então, torna-se irrelevante apontar culpados,
“caçar bruxas”, vestir vermelho ou preto, posicionar-se do lado do “bem” ou do
“mal”. Premente é a necessidade, independentemente da consumação do impedimento
presidencial, de efetivar a reforma política, avançando-se na discussão acerca de
sistemas eleitorais e de governo, do financiamento eleitoral e partidário, da
fidelidade partidária, das relações entre Executivo e Legislativo, entre
governo e iniciativa privada.
Neste “ponto de mutação para a política e
sociedade brasileira”, além da classe política, deverão assumir papéis
decisivos as universidades e a imprensa. Esta, no tocante ao processo de
esclarecimento da população, o qual não admite vieses, para que possa haver o
efetivo exercício da cidadania, e, aquelas, na compreensão da realidade
sócio-política nacional, o que pode fomentar a propositura criativa de
alternativas ao ultrapassado modelo político brasileiro.
Marcos Paulo Freire - 1º ano - Direito/Noturno
Marcos Paulo Freire - 1º ano - Direito/Noturno
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