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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Pelo despertar dos sonhos de níquel

   A obra de Karl Marx e Friedrich Engels, de 1848, intitulada de Manifesto do Partido Comunista, trata sobre a análise do sistema capitalista na sociedade, de modo a superá-lo, alertando o operariado sobre o poder que dispõe, podendo revolucionar todo o sistema. Embora considerado como uma profecia, Marx nada mais fez do que analisar profundamente a história e a sociedade em si, evidenciando a forma supressora que o capitalismo trabalha, acentuando as desigualdades em um mundo que cada vez mais é individualista. A luta de classes que se apresentou em todas as sociedades existentes, como afirmado no Manifesto, na sociedade moderna se apresenta entre o operário e o burguês. Pode-se afirmar que em algumas sociedades o primeiro venceu; em outras, o segundo, mas na atualidade é o operário quem sai perdendo.
   O capitalismo aprofundou e acentuou a desigualdade socioeconômica, além disso, dispõe de instrumentos de extrema influência na população para fazê-la acreditar que esse sistema é o ideal para a sociedade: a mídia é um desses instrumentos principais. Um exemplo dessa alienação midiática ocorreu em momentos pré-ditadura militar no Brasil, em que supostamente havia uma “ameaça comunista” que rondava a América Latina; os Estados Unidos, como líderes do capitalismo na época, estavam prontos para intervir, mas o exército brasileiro o fez primeiramente, aplicando um golpe, assumindo o governo.
   Com isso, a ascensão social passou a ser o “sonho capitalista” de todos, e não mais a condição de igualdade geral. De algum modo, o trabalhador se perdeu dentro do movimento, passando não mais a querer dominar os meios de produção na classe em que pertence, mas sim a querer ser dono de toda a produção, elevando-o a condição de burguês. Talvez seja pela desilusão na forma como o socialismo foi empregado na União Soviética, por exemplo, mas na realidade, não se conhece devidamente o sistema socialista na prática. Todas as formas que foram concebidas foram, na verdade, uma deturpação desse sistema.
   A sociedade contemporânea é um reflexo de como o capitalismo tem se enraizado na natureza humana, tornando o homem cada vez mais materialista. O dualismo monetário presente na concepção de que dinheiro resulta em malefícios para a humanidade, mas que também provém uma felicidade material, faz com que o homem permaneça nesse sistema. Um exemplo dessa dualidade está presente na música Money da banda Pink Floyd. Apresentando sons que remetem à caixa registradora e moedas caindo, a música mostra como o homem vive uma relação de busca constante de dinheiro, tornando a vida cada vez mais difícil, como mostrado no trecho da canção:

“Money, it’s a crime
Share it fairly
But don’t take a slice of my pie
Money, so they say
Is the root of all evil today”

   A consciência de uma necessidade de transformação social que Marx aborda, parece ter desaparecido pouco a pouco, fazendo com que as pessoas não enxergassem mais o socialismo como uma real alternativa para todo o caos provindo do sistema econômico atual. Um antigo movimento coletivo é agora cada vez mais individual e egocêntrico. Citando uma célebre frase da escritora e filosofa Simone de Beauvoir, “É horrível assistir à agonia de uma esperança”, a esperança de uma sociedade mais justa e igualitária tem desaparecido na conjuntura atual e isso deveria se alterar de alguma forma. O conformismo e a alienação resultante da mídia capitalista deveriam ser as primeiras coisas que o operariado atual deveria se desvencilhar. Libertando-se desse ciclo de infinitudes de miséria e ambição, faria o trabalhador despertar desse sonho repleto de níquel e outros metais que mais parece infinito. Como disse Marx no Manifesto, é preciso da união dos trabalhadores para que a revolução dê certo, apesar de tudo, o sonho não pode acabar. Avante!

Lara Costa Andrade -1º ano Direito (Diurno)
Introdução à Sociologia – Aula 8

                       "Tudo que é sólido: 
                           
                                                                                                                              Derrete-se no ar"


Modo asiático, feudal,

                                                                       capitalista de produção

                          Evolução ou mera ficção?

                                                           Veja o avanço: Crise por falta
                     de alimentos?, não

                             Na atual ocasião, a crise é pela

Superprodução.              
                                                                                                              Puerilidade, não?           

                                                       A ferramente era a

                     extensão do varão
                                                                                         Em poucos séculos,
                                     
                                         quanta inversão
                                                                                                                Quanta contradição!

                                                                                         E não é que o homem
                   

                    é que virou a extensão?



A interdependência universal e a crise grega

“Em lugar das antigas necessidades, satisfeitas pela produção do país, encontramos novas necessidades, exigindo para satisfazê-la produtos de terras e climas distantes. No lugar da antiga reclusão e auto-suficiência local e nacional, temos conexões em todas as  direções, uma interdependência universal.”
    Esse excerto extraído do Manifesto Comunista de Marx, ao meu ver, serve muito para compreender a situação que a Grécia está passando no momento. Seu envolvimento com o bloco econômico europeu, do qual é membro desde 1981, é demasiado e marcado, sobretudo,  pelo estabelecimento de uma relação de mais pura dependência. O que torna cada vez mais difícil o enfrentamento de uma situação de crise ameaçadora das condições sociais, da estabilidade política e econômica.
        Diante dessa crise ameaçadora, aprofundada desde 2008, o primeiro ministro do partido Syriza, Tsipras, tinha um plano original para livrar a Grécia da mesma: sua intenção é mantê-la na Zona do Euro,  reverter as medidas de austeridade, usurpadora de direitos, preponderantes nos acordos com a Troika. Renegociando os termos da dívida grega. Difícil mesmo é negociar com o imperialismo, contra a ditadura do capital, sem ser visto como um inimigo do sistema.
        Com efeito, enquanto Tsipras tentatava pressionar abertamente os representantes dos organismos multilaterais, mostrando que tais medidas de austeridade tinham um alto custo social, cuja aplicação resulta em um forte retrocesso em matéria de direitos fundamentais e sociais. As negociações não vingavam nesse sentido, pois eles, do “sistema”, se recusam a renegociar a dívida grega, temerosos de que isso poderia acabar estimulando outros países a fazer o mesmo. Consequência de tal situação, isto é, para superar esse muro de resistência entre os credores, convocou-se o referendo grego, no qual a população se mostrou majoritariamente contra a concessão de novos empréstimos com respaldo em novas medidas de austeridade.
       Disso tudo podemos extrair uma lição sobre a democracia e o capitalismo, pois, se em detrimento de uma relação econômica, com objetivo de manter-se ativo no mercado mundial e integrar o sistema globalizado, em nome de uma moeda valiosa como euro, tiverem que negar direitos ao motor da economia, melhor votar “OXI, OXI”, ou seja, contra. Já que o empréstimo de mais moeda para continuar vivo nessa organização global, não deveria valer o sofrimento, sobretudo da classe trabalhadora, que padeceria com o desemprego ou com menores salários. Em outras palavras a dignidade pessoal não pode adquirir um simples valor de troca, as numerosas liberdades, conquistadas com tanto esfroço não deveria ser substituída pela única e implacável liberdade de comércio, conforme Marx afirma que o fez a burguesia revolucionária.
      No caso grego, reportando ao autor do Manifesto Comunista, o caso não era buscar mercadorias e rescursos em “terras distantes” pois estavam logo ali, na própria Europa (o "inimigo" mora ao lado). Mas sim compreender que sua relação de dependência com relação ao “fornecedor” é tão grande que o futuro social e econômico não pertence mais ao senhor deles. 

Yasmin Commar Curia
1º ano- Direito- Noturno



quinta-feira, 16 de julho de 2015

A "brilhante" burguesia

Em sua obra, O manifesto comunista, Karl Marx descreve diversos aspectos da burguesia, desde seu surgimento até sua "inevitável" queda. Refletindo sobre o percurso dessa classe daquela época, o livro foi publicado em 1848, até os dias de hoje, é incrível seu comportamento e desenvolvimento.
Desde seu surgimento, essa classe empreendedora foi revolucionária. Responsável por toda a alteração da ordem social do feudalismo, ela conseguiu dominar não só o campo econômico, como também o político e o social. A formação das Monarquias Nacionais dependeu diretamente da burguesia. Para Marx, a centralização política foi uma consequência das transformações feitas por ela para dominar os meios de produção, a propriedade e a população. Ele afirma que poder político é o meio de  opressão entre classes. Dessa forma, com a dependência dos reis para manter a centralização de seu poder, a burguesia foi se fortaleceu e dominou toda a sociedade. Cada avanço seu foi seguido por um progresso político correspondente.
Vale lembrar também a importância dela para os avanços científicos. A burguesia foi pioneira na valorização da razão humana, utilizada para empreender. E quantos avanços não houve desde então! Quando os mercados da Europa estavam saturados, a burguesia apoia e financia a aventura ultramar, e como resultado dessa ânsia de "estabelecer-se em toda parte, explorar em toda parte, criar vínculos em toda, parte" tivemos a globalização. Além das duas revoluções industriais sempre visando aumentar a produção e o lucro, que transformaram radicalmente os meios de produção, e a mais recente revolução técnico-científica. Hoje, ela conseguiu transformar até mesmo a cultura em um meio lucrativo, com a criação de um industria cultural, responsável pela uniformização de valores e comportamentos.
Todos esses fatos foram simultâneos com diversas lutas de classe. Ela já batalhou contra a aristocracia, o clero, ela própria (conflitos por concorrência) e, principalmente, o proletariado. Nas palavras do próprio Marx, A burguesia vive em guerra perpétua. 
É claro que tudo tem um preço, e todos pagamos pelas consequências de suas transformações. Seja pela destruição do planeta, dos laços familiares e sociais, que se tornaram meras relações de interesses, ou a redução do operário a mera mercadoria e das crianças em "objetos de comércio", ou então, a transformação da política em uma atividade altamente lucrativa. 
Por mais triste que sejam os resultados de um mundo construído pela burguesia e dos ideias por ela propagados, não tem como deixar de se impressionar com sua performance, desafios enfrentados e avanços ao longo dos séculos.

Do The Evolution


A música "Do The Evolution" da banda estadunidense Pearl Jam conta em sua letra e seu videoclipe a história da humanidade a partir de uma visão bastante crítica. Apesar de tratar de diversos aspectos e diversos momentos da história da humanidade abordados na música, a crítica feita por Eddie Vedder (autor da música e vocalista da banda) coincide com a crítica marxista quando fala do capitalismo ou de aspectos do capitalismo que estiveram presentes ao longo da história.

Dessa forma, é possível inferir aspectos presentes no Manifesto Comunista de Marx e Engels a partir de uma análise da letra traduzida e do videoclipe de "Do The Evolution". É importante lembrar que a música foi escrita em meados da década de 1990, quando a Guerra Fria havia acabado de chegar ao fim após um longo período com o mundo polarizado entre o bloco capitalista alinhado aos Estados Unidos e o bloco comunista aliado a extinta União Soviética.

Eu estou a frente, eu sou o homem 
Sou o primeiro mamífero a usar calças
Estou em paz com a minha luxúria
Eu posso matar porque em Deus eu confio
É a evolução, querida.

Na primeira estrofe da música, é retratado no videoclipe o início da evolução a partir da formação do mundo (usando a teoria do Big Bang) e logo dos seres humanos. A letra trata da autoimagem que o homem tem como um ser dominador - o que também é mostrado no vídeo, no qual fica evidente o espírito de competição e a defesa humana dos próprios interesses (ou seja, o individualismo, traço fundamental do capitalismo que é criticado por Marx e Engels no Manifesto).

Além disso, aqui também cabe outra crítica marxista, mas agora com relação a religião. Ao dizer que "a religião é ópio do povo" em Crítica a filosofia do direito de Hegel, Marx fala do uso que é feito da crença religiosa, usada para convencer as pessoas a aceitar o sofrimento terreno. Ele defende que a própria crença religiosa é criada como uma reação a injustiça, mas acaba sendo instrumentalizada pelas classes dominantes para manter a submissão das classes oprimidas. Na música, Eddie Vedder faz uma referência ao momento medieval das Cruzadas, que provocou muitas mortes "em nome de Deus". Tanto a crítica marxista quanto a da música são ainda bastante atuais: ficam evidentes nas "guerras santas" promovidas por grupos fundamentalistas no Oriente Médio e no norte da África e em atitudes dos fanáticos evangélicos na política brasileira.

Eu estou em paz, eu sou o homem 
Comprando ações no dia da quebra
À solta, eu sou um trator
Todas as colinas eu vou aplanar, é
É a evolução, querida.

A segunda estrofe começa, tanto na letra quanto no vídeo, com referências a quebra da bolsa de valores de Nova York e a consequente Crise de 1929. Pode-se dizer que aqui se faz uma crítica ao "capitalismo selvagem" - termo que Marx utiliza em O Capital para tratar do momento da Primeira Revolução Industrial, no século XVIII (mais uma vez, a crítica marxista se faz bastante atual, seja para a crise de 1929 ou pro contexto contemporâneo).

Nesse momento, o clipe também faz referência ao estado nazista: cabe lembrar aqui que tanto a Primeira quanto a Segunda Guerra Mundial são consequências direta ou indiretamente do modelo capitalista de produção, considerando a necessidade de expansão constante de mercados que motivava o neocolonialismo. Além de mostrar a doutrinação promovida pelos estados totalitários no século XX, a música retrata as atrocidades cometidas ao retratar um campo de concentração.

Admire a mim, admire o meu lar
Admire o meu filho, ele é meu clone
Esta terra é minha, esta terra é livre
Eu faço o que quiser, mas irresponsavelmente
É a evolução, querida.

Antes do início da terceira estrofe da letra, o vídeo faz referência a Revolução Francesa a partir da guilhotina. Marx reconhece no período das revoluções o caráter revolucionário da burguesia, que foi capaz de romper com o sistema estamental feudal e a dominação arbitrária do absolutismo. A partir daí, a burguesia liberta o potencial produtivo do qual o homem é capaz. Mas a burguesia faz isso para si mesma, enquanto a ideia marxista era que a classe operária formasse uma consciência coletiva de que é necessário estender isso a todos os grupos indistintamente. Apesar dessa superação, a própria música demonstra que em outros momentos da história as conjunturas econômicas do capitalismo - a partir de uma perspectiva marxista - levaram a dominações autoritárias e arbitrárias. Além disso, nesses regimes, as tão caras liberdades individuais (tal qual a liberdade de expressão) para a democracia-liberal (desenvolvida pela burguesia para que o sistema político se adequasse aos seus ensejos econômicos), foram fortemente suprimidas, deturpando o sistema que as motivou.

A letra também fala, nesse momento, sobre a propriedade privada, um dos principais fundamentos da sociedade burguesa e, por conseguinte, da democracia liberal e do capitalismo. Enquanto Marx identifica na propriedade privada o surgimento da desigualdade social, muitos dos textos liberais a defendem como um direito natural do homem, cuja proteção é o objetivo final (senão o único) do Estado. Burke, por exemplo, chega a defender que mesmo a desigualdade social é fruto da natureza humana e que não há porque lutar contra ela, em sua crítica a Revolução Francesa, no qual também ironiza o ideal de liberdade citado no texto.

Um elemento interessante que não aparece na letra da música, mas que é retratado no clipe, é a exploração dos escravos na construção dos grandiosos monumentos da antiguidade. Mostra também cruzes sendo vendidas, já que tornaram-se símbolos da religião católica - criticando novamente a religião (que ganha, como tudo, um caráter mercadológico no capitalismo) e o individualismo.


Admire a mim, admire o meu lar
Admire o meu filho, admire minhas roupas
Porque nós sabemos, tenho apetite para banquete noturno
Esses índios ignorantes não conseguem nada de mim 
Nada, por quê?
Porque... É a evolução, querida.

Finalmente, a letra da música referencia a importância do status dentro do capitalismo, que substituiu os privilégios hereditários dos estamentos medievais pelos privilégios a elite industrial e financeira, de acordo com cada um dos momentos do capitalismo - mais uma evidência do caráter revolucionário da burguesia. Trata também do "apetite" humano, com o qual pode ser feito um paralelo com a constante necessidade de expansão de mercados e aumento na geração de lucros do capitalismo. Finalmente, referencia os índios, principais vítimas do primeiro momento de expansão capitalista e de uma espécie de globalização primitiva nas Grandes Navegações do século XV.

Eu estou a frente, eu estou avançado
Eu sou o primeiro mamífero a fazer planos
Eu rastejei pela terra, mas agora eu sou mais alto
2010, veja tudo pegar fogo
É a evolução, querida!
Faça a evolução.



Heloisa de Maia Areias
1º ano de Direito - diurno

Capitalismo: uma triste realidade

O Manifesto Comunista escrito por Max e Engels não pode ser considerado uma profecia, mas sim um exercício de compreensão e interpretação da realidade. Eles abordam o momento vivido na Europa de ascensão de uma classe social. Eles depositam uma esperança muito grande na modernidade, e buscam, com o socialismo, expandir o progresso humano, e não regredir, como muitos acreditam.
O capitalismo surge a partir do momento que o sistema feudal ou corporativo já não bastava para a demanda em crescimento de novos mercados, passou-se a utilizar, portanto, o sistema de manufaturas. Entretanto, esse sistema deixou de acompanhar o desenvolvimento dos mercados e das demandas, necessitando portanto, que o vapor e as máquinas assumissem esse posto, revolucionando a produção industrial. Marx e Engels deixam claro também, que no capitalismo há uma liberdade imaginária.
A luta de classes e o contraste e a oposição entre opressor e oprimidos sempre existiu, terminando sempre com uma transformação revolucionária ou com a destruição das classes em disputa. É importante destacar, entretanto, que a essa luta de classes nunca foi tão exacerbada como ocorreu com o advento do capitalismo. Ademais, a sociedade burguesa foi um fator muito importante para que a luta de classes ocorresse de forma inédita. A tecnologia foi de extrema importância para a superação da fragilidade orgânica pelo homem. Além disso, ela possibilitou, através dos meios de comunicação, favorecer a união.
A forte crítica ao capitalismo existente na obra Manifesto Comunista também pode ser observada na música Capitalismo da banda Ratos de Porão e na imagem abaixo. A condenação do capitalismo é baseada na exploração existente nesse sistema econômico, seja sobre os trabalhadores ou por sempre visar o lucro, seja a partir das guerras alimentadas ou da destruição da natureza.

Capitalismo - Ratos de Porão

Cultiva guerras
Destrói nações
Dinheiro e poder
Suas razões
Capitalismo
Um mal incurável
Capitalismo
O homem é irresponsável


Capitalismo
Destrói natureza
Mata animais
Só o dinheiro importa
O restante são coisas banais
Mal incurável

Capitalismo
Ganância e ambição
Em qualquer situação
Está gerando um caos na humanidade
Esta é a triste realidade.




Amanda Barbieri Estancioni
1º ano - Direito matutino
Introdução à sociologia - Aula 08

               O anacronismo e a atualidade de Marx e Engels
O que impressiona dos escritos feitos por Marx e Engels é como estes ainda são verídicos ainda hoje. Sua tese foi tão revolucionária que não passou a ser totalmente obsoleta ou superada, até hoje, movimentos de esquerda se baseiam em ideias marxistas como base de ação. Porém, alguns podem afirmar que é justamente essa falta de atualização do pensamento marxista que gera uma certa desvalorização da esquerda.
               As bases de seu pensamento, expressas no manifesto comunista ainda tem muito a ver com a nossa realidade atual, parece mesmo que se ampliou a veracidade de suas afirmações, já que muitos dos eventos tratados se tornaram quase explícitos nessa era pós-moderna. Um exemplo seria o que, mais tarde, ficaria denominado como “destruição criativa” burguesia, ou seja, a possibilidade de estar renovando constantemente as relações de produção e, assim, revolucionando as relações sociais: a sociedade passou por quatro revoluções industriais, que mudaram a forma da sociedade se relacionar. Hoje, a tecnologia muda a cada a ano: criam-se ciclos de avanço tecnológico, como é o caso dos smartphones por exemplo, que mudam anualmente (Apple, Samsung etc.).
               Contudo, o manifesto já não cumpre mais o seu papel original de fomentar a luta do proletariado; hoje, se estuda esse livro mais com fins acadêmicos do que como um manual revolucionário. Como disse o sociólogo Agnaldo de Sousa Barbosa, professor doutor da universidade paulista Júlio de Mesquita filho (UNESP), é necessário se atualizar o manifesto comunista, criar um novo “vem ser feliz” para as classes exploradas, motivando-as e direcionando-as para que elas possam lutar por seus direitos de forma mais eficaz e efetiva.



Tiago de Oliveira Macedo- 1ºano Direito diurno- aula 8

segunda-feira, 6 de julho de 2015

(Engels e Marx)

"Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força."
(George Orwell, 1984)

Em tempos de alvoroço moderno, com as novas tecnologias surgindo (segunda Revolução Industrial),  o proletariado tomando corpo, aumentando em número, a burguesia se tonando cada vez mais ávida de lucros, Marx e Engels se posicionaram como observadores da vida que ali se desenrolava. Ao observar atentamente as tendências da época e ao estudar o passado, a revolução para eles parecia inevitável - pois a história da sociedade é a história da luta de classes; ou seja, aquilo que faz a humanidade se mover é a disputa da classe dominante contra  a classe oprimida (pelo menos até aquele ponto) e o proletariado diante da burguesia urgia por revolta e mudança.
A maior características de Engels, pode-se dizer ser seu desprezo pelos utópicos, socialistas que ele considerava fantasiosos; sua não simpatia por Hegel e sua realidade baseada numa idealização da verdade. No pensamento de Engels, assim como no de Marx, predominava o saber empírico e a realidade nada mais era, para eles, do que fatos a serem previstos a partir de experimentação e minuciosa observância da realidade concreta. Dado esta característica, por que as previsões de ambos se tornaram errôneas?
Quando enfim a história se desenrolou, foi possível ver que a revolução não venceu, o proletariado não tomou conta da maquina estatal e dos meios e produção em todo o mundo, a partir da união dos proletários do mundo todo e, embora, tentativas de socialismo tenham sido feitas em vários lugares do mundo, hoje, se observa sua decadência.
O motivo para isso não é de todo complexo, e pode ser extraído da frase inicial deste texto. Marx e Engels não previram a capacidade do capitalismo de ser sedutor e ilusório; com as pressões proletárias ocorreu o maior golpe - a burguesia cedeu. Quando direitos eram reivindicados, existiu repressão, mas, ao tomarem conta das proporções da revolta, os grandes capitalistas resolveram dar as "regalias" pedidas pelo proletariado, tornando a vida deles mais fácil e os permitindo um certo enriquecimento. Ou seja, foi permitido aos proletários um aperitivo do que seria ser rico, de ser a classe dominante, algo como uma pequena amostra - e isto mudou todo o rumo da história.
Vendo o quão satisfatório é enriquecer, o quanto o capitalismo vem para preencher necessidades trazidas por ele mesmo, os proletários aquietaram-se da luta. Valendo-se do que a frase de Orwell descreve, a burguesia usou da ignorância das massas como uma força para oprimir a ela mesma, criando uma liberdade que é exaltada na teoria, mas que na verdade consiste em escravidão - dependência ao modo de produção capitalista, viver para trabalhar, sem cessar, sem questionar, sem conseguir sair desta condição, e assim, a guerra se tornou uma grande indústria geradora de lucros que serve para dizimar países de terceiro mundo para manter a paz daqueles ditos desenvolvidos, com uma economia favorável.
E assim, hoje, a opressão é velada, as pessoas se acomodaram em aceitar as injustiças, depositando sua fé em loterias, planos de capitalização, jogos, ou em sonhos meramente ilusórios de um dia ter uma vida plena, que significa ter dinheiro suficiente para ser feliz - ou seja, se inserir entre os opressores, se tornar parte da classe dominante - ao invés de lutar por tudo aquilo que tem direito, lutar por uma vida digna, lutar e revolucionar, abolindo a longo prazo as classes e as desigualdades para sempre. Os proletários, os camponeses e todos os pobres do mundo, estão hoje enfeitiçados pelo capitalismo, apenas por que este foi benevolente lhe dando aquilo que lhes é por direito moderadamente, virando então seus fantoches consentidos.

Stephanie B., Direito Noturno

Revolucionários Alemães

    Karl Marx e Friedrich Engels foram dois pensadores alemães que revolucionaram a História com suas idéias e renovaram os conceitos de Socialismo existentes na época.
    Crítico dos socialistas utópicos, que diziam que a verdade absoluta (socialismo) seria trazida por alguns homens especiais, Engels acredita que o Socialismo viria como curso natural da História e não como obra de um determinado humano. Engels apresenta uma crítica à metafísica e à visão fragmentada dos objetos, uma vez que perde-se a visão do todo e há a subsequente negação da dialética.
   Em contraste com a dialética Marxista, a dialética de Hegel é extremamente idealista(na visão de Marx). Para Engels, tal idealismo de Hegel levaria à conexões falhas. Para Marx, Hegel errou ao conceber o real como resultado do pensamento que se sintetiza em si. A dialética materialista busca a causa de explicação de um fenômeno baseada em uma expeiência histórica. Segundo tal dialética materialista, o concreto aparece no pensamento como precesso de síntese. Um exemplo é a  abolição da escravatura pela Lei Áurea. Tal abolição foi fruto de muita luta, mas também do processo histórico favorável à ela( pressao inglesa, por exemplo).
   Ainda segundo a dialética materialista, a resposta para os males não estaria nas idéias, mas na própria história. Um exemplo prático, foi a o aniquilamento de diversos soldados nazistas pelo inverno russo durante  a Segunda Guerra Mundial. Tal perda foi de fundamental importância na virada dos soviéticos sobre os alemães. Porém, a História nos lembra que os soldados de Napoleão Bonaparte  haviam sido dizimados pelo “General Inverno” mais de um século atrás. Segundo a dialética materialista de Marx pode-se ver que a História já havia demonstrado os perigos do ataque à Rússia durante essa estação do ano.
  Vale ainda lembrar que Marx, autor de O Manifesto Comunista, acreditava na indissolúvel ligação entre economia, sociedade e política. Também criou a teoria da Mais Valia, explicando o abismo econômico existente entre as classes sociais. Suas idéias foram utilizadas posteriormente por diversos indivíduos que desejavam revolucionar o mundo. Infelizmente, muitos deles entenderam o pensamento de Marx de maneira totalmente equivocada.
 
Sofia de Almeida Antunes - 1º ano Direito Noturno

Geração Soviética

Quando entramos fomos programados
A só ler o que vocês
Nos escreveram de vermelho macabro com martelo e foices,de 9 às 6

Desde o início: "o resto é lixo"
positivista e capitalista
"Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês"

Não vingou aquela revolução
À tudo se achou uma solução
Mas a sociedade é egoísta!
Intentona Comunista!

"Depois de vinte anos na escola"
É difícil me livrar
Do repúdio à Coca-Cola
e minha mania de declarar

'Q'esse sistema não vale nada'
já o nosso, "vocês vão ver"
"Suas crianças derrubando reis"
dane-se o dh, sou eu que faço as leis

Chegou a hora da revolução
Esse mundo não tem solução
Essa sociedade é egoísta!
Intentona Comunista!



Paródia da música "Geração Coca-Cola - Legião Urbana" com trechos desta
Roan 1º ano Direito Diurno

Conversa de mesa – O Materialismo Dialético no Estado e no Direito

Sábado, como de costume, é dia do estudante arranjar um lar para poder almoçar. E, de forma surpreendente, o meu apareceu através de um convite querido de uma família também recente em Franca, que também reclama do comércio fechado às seis. Dialogando, uma frase interrompe meu macarrão bem temperado com brócolis: “porque aqui só quem tem melhores condições são os donos das fábricas, qualquer funcionário ou vendedor trabalha dois fins de semana por mês, de 10 a 12 horas por dia, sem transporte e sem alimentação”. Os comentários subsequentes se fixaram em enfatizar como aquilo era real, e como era comum.  Imaginar o modo de produção como o estabelecedor do Estado e do Direito é algo real, que surpreende os interessados na ciência de Marx por não se basear em idealismos filosóficos, mas em materialismos dialéticos.
A luta entre detentores dos meios de produção e proletários é, através da história, observado como forma de se explicar o real, o concreto. Este, não a partir da síntese da razão como Hegel, mas crente na percepção de que “O concreto é concreto porque é a síntese de muitas determinações (...). Por isso, o concreto aparece no pensamento como processo de síntese, como resultado, não como ponto de partida” (MARX, 1859, p. 161), para que se tenha uma análise científica. A grande preocupação de Marx e Engels sempre foi fundamentar a luta de classes, por acreditar que só a ciência poderia permitir a transformação, “... é na vida real que começa portanto a ciência real, positiva, a análise da atividade prática, do processo, do desenvolvimento prático dos homens”( MARX; ENGELS, 2002, p. 20).  Também como expõe Hegel sobre o materialismo dialético:

 Com exceção do Estado primitivo, toda a história anterior era a história das lutas de       classes e que essas classes sociais em luta entre si eram em todas as épocas fruto das relações de produção e de troca, isto é, das relações econômicas de sua época; que a estrutura econômica da sociedade em cada época da história constitui, portanto, a base real cujas propriedades explicam, em última análise, toda a superestrutura integrada pelas instituições jurídicas e políticas. (ENGELS, 1877, p. 8).
          E, no tocante ao Direito como instrumento de interesse dos dominadores, o materialismo pode interferir segundo a concepção de Roberto Lyra Filho, introduzindo a Teoria e à Prática Dialética no Direito Brasileiro a partir de um novo pensamento do ensino jurídico, através da Nova Escola Jurídica Brasileira (Nair). A dialética no Direito permite que este passe a aceitar a ordenação jurídica estatal como meio de inserção para conquistas populares, as quais aceitam a democratização de alguns direitos reconhecidos como fundamentais e acredita ser a Nair, inserida em uma conjuntura de luta social e crítica teórica,  “como pensamento alternativo, heterodoxo e não conformista, voltado para uma concepção jurídica de transformação social” (KOPITTKE, 2010, p. 49).
         O almoço terminou quando não se encontrou um consenso quanto ao papel dos Advogados populares ou das Assessorias Jurídicas Populares como conquistadores de uma consciência social mais homogênea dentro do direito, tão utilizado como instrumento de poder. O materialismo dialético, como ciência, se demonstra destinado ao conhecimento que explica a Revolução Proletária e, não apenas, “é a missão histórica do proletariado moderno (...) o socialismo científico, expressão teórica do movimento proletário, destina-se a pesquisar as condições históricas e, com isso, a natureza mesma desse ato, infundindo assim à classe chamada a fazer essa revolução, à classe oprimida, a consciência das condições e da natureza de sua própria ação” (ENGELS, 1877, p. 17).  Mas difícil mesmo foi digerir toda aquela comida imaginando que se mesmo dentro das instituições jurídicas a classe dominada não conseguia se enxergar com alguma força através dos novos ideais dialéticos de ensino, como a Nair, se algum dia ela se mobilizaria pensando na s mudanças de erradicação do sistema onde o produto é mais importante que o próprio produtor. E, nisso, felizmente lembrei de como já dizia Galeano: imaginar algo como utópico pode parecer como o horizonte, daqueles que não se sabe o fim, mas do qual se tem sempre o caminho¹. 

1. A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar. (GALEANO, Eduardo).

Bibliografia:

ENGELS, Fredrich. Do socialismo Utópico ao Socialismo Científico, 1877. Publicado como folheto em francês, em Paris (1880), em alemão, em Zurique (1882) e em Berlim (1891), e em inglês, em Londres (1892).

KOPITTKE, Alberto Liebling. Introdução à Teoria e à Prática Dialética no Direito Brasileiro: a experiência da Renap. São Paulo, Expressão Popular, 2010.

MARX, Karl.  Para a Crítica da Economia Política. Berlin, 1859.

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. Trad. Luiz Cláudio de Castro e Costa. São Paulo: Martins Fontes, 2002. 

Introdução à Sociologia - aula 7
Karla Gabriella dos Santos Santana, 1º ano Direito - Diurno

Dialética Materialista e a Crise de 2015

                Filósofo Alemão nascido em 1820, Friedrich Engels é um dos grandes contribuidores para a fundação do comunismo moderno. Sua critica diz respeito ao uso da dialética materialista na busca de causa, em vez do uso da explicação racional, como haviam feito filosóficos anteriores, principalmente Hegel. Engels argumenta que não se pode tentar explicar algo visando como poderia ser, deve-se ao invés, olhar como foi feito na história até então,  tornando o problema concreto, trazendo-o para a realidade. O materialismo dialético tem então a missão de desvendar as leis do desenvolvimento da história, porque a resposta para os problemas que a humanidade enfrenta hoje estão na própria história e não na imaginação do homem. Assim, ele filosofa que o socialismo é um percurso sobre o qual não podemos controlar, pois não é obra humana.
                Segundo Engels, os indivíduos relacionam-se de acordo com a determinação da sua atividade produtora. A sua maneira de ser e de agir coincide com a sua produção, sendo dependente das condições materiais. Os homens são assim forçados a viver sobre certas circunstâncias transmitidas pelo passado. Essas circunstâncias apropria o fruto do trabalho social pelo proprietário dos meios de produção. É a competição que impera sobre todos sem que eles vejam e toma dimensões globais.
  A dialética do modo de produção capitalista resulta na acumulação de riquezas em seus pólos, enquanto o restante está fadado a miséria. Os trustes  e monopólios retém a maior concentração de riqueza em relação aos trabalhadores, e isso se torna muito visível durante as crises do capitalismo, como a que estamos passando em 2015. Como nos mostra uma reportagem do site BBC Brasil, a estagnação da economia leva a demissões em massa e consequentemente ao retrocesso da qualidade de vida desses trabalhadores. Assim, quem mais sofre com a crise são os trabalhadores, enquanto as grandes empresas recebem ajuda financeira do governo. O trabalhador, como diz a reportagem, pode chegar a perder benefícios sociais adquiridos ao longo dos anos. Isso pode ser explicado pelo fato de que [...] “a alta do custo de vida está reduzindo seu [trabalhador] acesso a alguns bens de consumo. Pode ser que o fato da luz estar mais cara faz com que não sobre para o mercado. Ou que os carrinhos estejam mais vazios porque os preços dos produtos subiram.”

Referência Bibliográfica: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/02/150212_classe_c_desemprego_ru acesso em 5 de julho de 2015 ás 16:00. 






Gabriela Gandelman Torina
1º ano - Direito Noturno

O socialismo utópico no socialismo científico

   Uma das maiores críticas de Friedrich Engels em seu livro "Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico" é à visão messiânica que os socialistas utópicos tinham dessa linha de pensamento. Eles se viam como salvadores, e encaravam o socialismo como uma espécie de "iluminação" - somente alguns homens poderiam ter essa ideia, e o proletariado era incapaz de fazê-lo sozinho.
  Atualmente, vê-se uma grande quantidade de seguidores da ideologia que pensam parecido. A esquerda recente aparentemente se encara como seres geniais, que são ou pensam melhor e que, portanto, é mais inteligente/mais racional do que o resto da humanidade.
   Esse tipo de pensamento é seduzível. Não é completamente culpa deles, e sim do meio em que vivem. Num país onde a maioria pobre e iletrada tem um espectro político mais à direita, é inevitável que algumas pessoas pensem que intelectualidade e inteligência acompanhem a esquerda. Isso é visível principalmente em algumas páginas de redes sociais, feitas por gente que claramente não leu uma vírgula dos grandes teóricos do socialismo científico, e tem como missão de vida ridicularizar os heróis da direita - Hayek, Mises, Adam Smith, entre outros.
   Nota-se grande diferença entre páginas que preferem divulgar o socialismo como ele realmente é, de forma elegante - como a "Meu Professor de História" - e páginas que preferem perder seu tempo atacando páginas de direita e tratando todos que pensam diferente como retardados. Além de fazerem parte do grande grupo criticado por Engels, páginas assim afastam cada vez mais pessoas do socialismo.

Reflexôes Proletárias (Começa o dia em que dizemos: NÃO)

Se olho ao lado e sei que, como Midas, tudo à minha volta é ouro pois houve o toque da minha mão
Começa o dia em que dizemos: NÃO
A máquina que nos castiga só opera um lado do motor da história
E nos corta os dedos, e nos machuca os braços, e nos rouba
nos rouba aquilo que mais nos vale
nos rouba a vida e os sonhos

e traz a raiva - isso tá errado!
começa o dia em que dizemos: NÃO
Dizemos
É MEU ESSE PÃO, ESSA MESA, ESSE TETO, ESSE CHÃO
COMO MIDAS, TUDO À NOSSA VOLTA CARREGA A MARCA DAS NOSSAS MÃOS

Sei que bebem do meu suor e comem dos meus músculos
Mas se há presente e há futuro
tenha certeza que é por estarmos do outro lado - puxando.
Quando nos outros nós vemos um amigo, nós vemos um irmão
E olha só, camarada! Eles também dizem: não
Corre nas veias a certeza
 de que a história vai pra frente
logo mais, logo menos
chega o dia
da R-evolução.



Giovanna N. 1º ano DD

Sistema de Engrenagens




Friedrich Engels foi um pensador do século XIX, que se dedicou a realizar um estudo de profunda analise social da época em que vivia. Dentre suas teorias, muitas delas inclusive partilhadas com Karl Marx, Engels descreve com uma analogia o materialismo histórico; esta analogia é a do bosque e as arvores.
Transpondo-as para os tempos atuais, pode-se pensar no bosque como um conjunto de engrenagens, e as arvores, cada uma dessas individualmente. As engrenagens se interligam e relacionam entre si; seus dentes se encaixam uns nos outros, oferecendo movimento a todo o sistema. Todas essas engrenagens, contudo, dependem para continuar com esse movimento daquela que se encontra ao centro, o eixo central do conjunto. Qualquer engrenagem pode ser modificada, alterada ou mesmo trocada, mas não a central, por que é ela quem define as outras; é ela quem define o movimento das outras; ela quem o inicia, e por sua vez, ela é quem tem o poder de o parar.
No entanto, como esse sistema de engrenagens pode se aplicar empiricamente na sociedade?
O eixo central desse conjunto de engrenagens seria o sistema econômico e social em que a sociedade se encontra, e cada uma das engrenagens representa cada instituição da mesma. Estas devem ser observadas não exclusivamente pelo plano individual, mas sim, pertencentes a um conjunto e acima de tudo, relacionadas a seu eixo central.
Ou seja, as instituições sociais, tal como a universidade, os hospitais, o direito e etc, devem sempre ser observadas e analisadas a luz do capitalismo (o eixo central). A universidade inclusive, pode ser utilizada como um exemplo para ilustrar essa questão.
Apesar de certos avanços no espaço tempo, afinal a universidade atual não é a mesma de séculos atrás, tanto as mais antigas quanto as mais atuais ainda tem um propósito em comum: fornecer mão de obra qualificada ao mercado.
Desse modo, todas as outras instituições servem de um modo ou de outro, para atender os interesses desse sistema econômico. As relações de troca, seja essa troca caracterizada por serviços ou por bens, visam o lucro; a noção de propriedade não se desvincula à noção do privado...

 Negar essa analise é renegar que somos sujeitos de nosso tempo, sujeitos ao capital, sujeitos a engrenagem central: “Obcecado com as árvores, não consegue ver o bosque”.

A história é o produto da materialidade opressora

Karl Marx, intelectual alemão natural de Tréveris, trouxe consigo uma teoria que rompeu paradigmas. Sua análise acerca do mundo capitalista pode-se dizer que trata de propor uma revolução ao não se solidificar sobre utopias e ao propor o ativismo das classes oprimidas. Assim, a ação política e as relações materiais de produção são de suma importância para entender seu pensamento.
Fazendo uma crítica ao idealismo de Hegel sem ligação com a análise do concreto, Marx absorveu de um modo peculiar o método dialético e mostra o conhecimento como um recurso de mudança do concreto. A ação política, que visa transformar o mundo, deve se basear em um profundo estudo da realidade.

Para ele também, a história da humanidade é a da luta de classes, advinda primordialmente das relações materiais que os homens constituem entre si. Sem dúvidas, afirma que a produção é o aspecto que condiciona a vida social em última instância, mas não se atém apenas a ela. Concomitantemente, a economia forma a política, a cultura, a religião, como elas também influenciam as relações materiais. O sistema socioeconômico no qual o corpo social está inserido carrega consigo suas próprias características, como também alguns resquícios do sistema anteriormente “superado”. São as contradições de tais características que configuram a dominação do rico sobre o pobre, do branco sobre o negro, do heterossexual sobre o homossexual, de grupos específicos (evangélicos e fazendeiros, por exemplo) dentro do Estado, etc. São os conflitos materiais constituídos entre esses diversos atores que dão margem à mudança, e logo, ao movimento da história humana.

João Victor Ruiz. Aula 7. 1º Ano de Direito/Noturno.

Materialismo dialético como suspensão do "status quo"

Antes de destrinçar o materialismo dialético, é importante discutir dois conceitos doutrinários e como se opõem. O idealismo de Hegel propõe explicar, sem uso de bases científicas plenamente desenvolvidas, o mundo por meio das ideias; uma vez que, segundo a doutrina, o pensamento determina o mundo e a existência real do ser, independentemente da história e das condições materiais, sendo concebível graças às nossas sensações.
A concepção materialista, portanto, surge, substancialmente, com Engels e Marx para quebrar o status quo. Ligada à própria história da filosofia, passou a ser vista, enquanto os pré-socráticos buscavam encontrar respostas para a origem e a essência do mundo, como o sentido para a compreensão da própria natureza.
O materialismo trata a realidade material como o elemento que determina as nossas ideias. Logo, as ideias e concepções que a nossa mente projeta sobre o mundo não são produtos do pensamento, mas, sim, da nossa relação com as leis naturais da realidade, seu estado de fluxo e mudança.
Para nossos contemporâneos, o materialismo dialético é, indiscutivelmente, a doutrina filosófica de maior popularidade. Ferramenta de análise da sociedade, o método que determinou que o socialismo não era proveniente do homem, mas da própria história, escancara contradições do modelo econômico vigente e rompe com a filosofia como instrumento burguês.

Alexsander Alves,
Ingressante do Direito Noturno (XXXII, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais)

Capitalismo no meu prato

A alimentação tornou-se um reflexo da selvagem dialética capitalista. Como se tornou aceitável um hábito que para ser suprido conta com mais de 60 bilhões de animais assassinados anualmente pela indústria da carne, dos ovos e dos lacticínios, de acordo com a FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations)? A teoria marxista explica: “A produção das idéias, das representações e da consciência está, a princípio, direta e intimamente ligada à atividade material e ao comércio material dos homens; ela é a linguagem da vida real”.
            O sistema funciona como um efeito cascata. O operário possui sua jornada de trabalho estendida, efetivando a mais-valia de seu patrão detentor do capital, necessitando de algo que supra seu curto tempo livre e ao mesmo tempo não comprometa seu salário: os fast-foods. Estes alimentos e todos os produtos industrializados possuem um braço fortíssimo: a divulgação pela mídia, o que leva ao consumidor alienado a comprá-los sem receios. Para atender a esta demanda crescente, os gigantes da indústria alimentícia contam cada vez mais com aditivos químicos (a exemplo dos nitritos, propil galato e bromato de potássio) e com uma superexploração da comercialização de alimentos de origem animal.
          O mercado mundial de carnes movimenta mais de 25,3 bilhões de dólares e desenvolve gradativamente novas tecnologias para o aumento de sua produção: os abatedouros além de dobrarem a quantidade de animais confinados sem aumentarem sua capacidade, são o destino de 70% da indústria de antibióticos e de 60% do comércio de hormônios, segundo dados da FAO. Portanto, para agradar a essa sociedade extremamente consumista, a mesma abre mão de sua própria saúde e se nega a ver a barbárie por trás dessa indústria da morte, a qual conta com as mais desumanas técnicas de atordoamento elétrico, choques na cabeça e até golpes de marreta em seu processamento.
              Além disso, no Brasil, a criação extensiva de gado para a exportação vem sendo uma das maiores ameaças à nossa floresta Amazônica. Na região do Centro-Oeste e na Mapitoba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) toda a produção de soja e cana-de-açúcar avança em direção à nossa floresta equatorial, promovendo tanto um desmatamento intenso e queimadas nessas regiões, como também conflitos com populações indígenas nativas e ribeirinhas. Sem contar o fator do latifúndio, o qual é um acúmulo de terra e consequentemente capital em apenas algumas mãos, promovendo uma “luta darwinista pela vida”  no campo (a exemplo de tantos "Fabianos" e "Severinos" sobrevivendo na seca) e sendo um dos grandes responsáveis pela miséria em nosso país.

Sendo assim, considero como responsabilidade para com o ambiente em que vivemos repensar hábitos alimentares enraizados em uma cultura que apenas visa o lucro, evitando colaborar com um cartel de indústrias exploradoras não apenas de operários, mas de todas as outras vidas existentes nesse planeta. 

Giulia Dalla Dea Vatiero
1º ano - Direito Diurno
Reflexões diárias de um proletário

Dia após dia, acordo antes do sol nascer,
Dia após dia, desço ao terminal e espero o 137 que sempre demora a sair,
Dia após dia, olho pela janela do ônibus e vejo as mesmas ruas, as mesmas fábricas, shoppings e estradas,
Dia após dia, meu trajeto continua, desço na estação e pego o metro.

Dia após dia, desço na estação XXX e me dirijo a “minha fabrica”, minha firma
Dia após dia, me dirijo a essa firma que chamo de minha, mas seus frutos não chegam a mim
Dia após dia, bato cartão e vou ao meu ponto de trabalho
Dia após dia, me vejo naquele torno mecânico

Repito diversas vezes, mecanicamente os mesmos movimentos
Produzo sempre a mesma peça
Peça,
Apenas uma peça das inúmeras que compõe o produto comercializado pela minha metalúrgica

Não, não minha, apenas a metalúrgica aonde trabalho, onde vendo meu trabalho
A peça que produzo se une a diversas outras que depois formam o produto que esta metalúrgica vende
Não sei quais outras peças compões esse produto
Pensando bem, não sei que produto é esse

Meu salário, imagino, vem do dinheiro que a empresa consegue vendendo esse produto final
Às vezes me pego pensando no valor único da peça que produzo,
Me pergunto se o que ganho corresponde ao que produzo,

Acho que sim,
Assim espero.

Elias Manoel do Nascimento Júnior
1º Direito Diurno
Aula 7 – Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientifico – Friedrich Engels
Quantos pobres são necessários para produzir um rico?
 “No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar a miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? - Que lho digam no Parlamento inglês, onde, depois de tantas comissões de inquérito, já devia andar orçado o número de almas que é preciso vender ao diabo, número de corpos que se tem de entregar antes do tempo ao cemitério para fazer um tecelão rico e fidalgo como Sir Roberto Peel, um mineiro, um banqueiro, um granjeeiro, seja o que for: cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis.” GARRET, Almeida, Viagens na minha Terra
A obra Viagens na minha Terra, publicada em 1845, de Almeida Garret inicia-se com uma série de divagações do autor que retrata suas viagens em um Portugal decadente após um contexto de guerra civil de 1830, que opunha os liberais e os monarquistas, defensores da Monarquia Absolutista. O trecho retratado acima consiste numa crítica a uma camada da sociedade que compunha a burguesia, através de uma perspectiva questionadora que irá elucidar a filosofia de Marx e Engels sobre a luta de classes.
Marx irá se apropriar de grande parte da filosofia de Hegel como o fato de entender a realidade como fruto de um processo histórico e não como estado estático das coisas, nessa perspectiva, a mudança obedece a lei da dialética, movimento composto pela antítese, tese e síntese, sendo este o principal motor da história. As contradições da sociedade geram conflitos que irão arrastar os indivíduos a uma mudança. Porém, o pensamento de Engels e Marx irá se afastar de Hegel, a medida que entendem a realidade como algo material e não como algo espiritual, assim, o processo histórico dialético advêm de forças materiais.
Logo, para Marx as contradições da sociedade provêm da luta de classes daqueles que compõem processo econômico, os detentores do meio de produção e os que tem a força de trabalho, pois para Marx a economia era o pilar que compunha infraestrutura e sustentava a superestrutura, que eram as intuições políticas, sociais, religiosas e ideológicas. A luta entre os capitalistas e os operários devia-se as condições de trabalho e ao conceito de mais valia, que seria o valor da força de trabalho do operário que não era remunerada pelo seu patrão, garantindo assim, seu lucro.
Nesse conceito, entende-se o questionamento de Garret: Quantos pobres são necessários para produzir um rico? Ou seja, para garantir que um capitalista enriqueça é necessário que ele se aproprie de parte da força de trabalho de seu empregado, o que consequentemente, torna o operário mais pobre. Tal contradição será o principal motor da história que, segundo Marx, será superada somente com a instituição de um regime comunista.

Nome: Beatriz Santos Vieira Palma, Aula 7, Direito Diurno            

Marx e Engels – regimes e classes

Marx teorizou um novo panorama para a humanidade, inconformado com a realidade do mundo capitalista: uma sociedade sem classes sociais ou propriedade privada, em que todos eram donos do meio de produção. Sem opressão, sem abuso, sem mais-valia, enfim, sem a intolerância da classe burguesa, advinda de processos revolucionários. Sua obra “O Manifesto Comunista” pode ser entendida como um manual para a chegada a essa nova sociedade.
A realidade, porém, foi muito diferente. A esperada revolução proletária – classe que, diferente das demais e cansada de tanta alienação, seria responsável pela eliminação das classes sociais, propriedade e qualquer instituição ligada à burguesia – não ocorria conforme o pretendido. Inicialmente desenvolvida para países mais “avançados”, como Inglaterra e França, a obra de Marx e Engels foi melhor absorvida em territórios “atrasados”, como a Rússia, que contou com um regime baseado na teoria marxista até 1991. Baseado, pois ninguém jamais conseguiu implantar a ideia dos filósofos até o fim. A burguesia e o regime capitalista são ferozes e impiedosos.  
Os dois ainda criticam a dialética hegeliana, ao afirmar que essa é falsa, ilusória e não promove a liberdade de fato. Acreditavam que era necessário buscar a causa, agir, e não apenas explicar racionalmente o mundo, como Hegel fazia. Segundo eles, havia muita contradição entre a filosofia alemã, típica hegeliana (idealizada) e a realidade da Alemanha recém unificada, completamente incompatíveis e sem solução de sérios problemas.
Com uma visão inovadora, Marx e Engels causam polêmica e discussões quando são citados e pensados. Os defensores do capitalismo dizem que o sistema fundamentado pelos filósofos é falho e nunca deu certo. Devemos lembrar, contudo, que ele foi aplicado de maneira incompleta e com severas pressões e repressões norte-americanas. Essa realidade não deve se alterar nos próximos anos, mesmo com a grande crise do momento, pelo grau de enraizamento do capitalismo na sociedade, que passou a considerar seus efeitos normais. 

Arthur Augusto Zangrandi
1º ano Direito noturno

A luta de classes e revolução que não ocorreu

Marx e Engels foram dois pensadores do século XX que tiveram ideias que revolucionaram o pensamento de muitas pessoas, principalmente sobre economia e política. Apesar de suas previsões sobre as sociedades do futuro não terem vingado, pode-se dizer que eles foram extremamente importantes para a história. 
De acordo com Engels, nossa sociedade sempre viveu sobre uma luta de classes, onde uma delas é oprimida e a outra é e opressora. Isso ocorreria até o momento em que houvesse uma revolução dessa classe que é oprimida (de acordo com ele e Marx, seria a famosa classe do proletariado), A partir dai, entraria em cena a sociedade socialista, desejada por muitos.
Eu concordo em certo ponto com essas ideias. Acho q existe sim uma classe que seja oprimida e outra que seja a opressora na sociedade, como se espera de um mundo praticamente capitalista. Porém, não acredito que acontecerá uma revolução desses "proletariados". Muito disso porque estes preocupam-se muito mais com o próprio bem estar do que com o resto de seus iguais. O maior sonho daquele que não possui tantos recursos é ter muitos recursos, poder, etc; e não fazer uma revolução que faça com que todas as pessoas que estejam em situação parecida com a sua melhorem.
A sociedade capitalista, para mim, desperta um certo sentimento de competição entre as pessoas. Cada um quer ter o melhor para si apenas porque isso faz bem a ela, além de querer mostrar isso.

Caio Mendes G M Machado - 1º ano Direito Noturno

                                     Tenho,logo existo



  Dentro do corpo social moderno vigora, com o adentrar dos meios de produção capitalistas, a sociedade do consumo. Nela, o desejo de adquirir bens materiais, muitas vezes desnecessários, rege a vida cotidiana dos cidadãos e molda-os para um modo de pensar individualista e provido de desejos líquidos, retirando do homem o bem maior que poderia almejar possuir: a liberdade.
  De fato, o ser humano encontra-se preso aos seus desejos de consumo que jamais podem ser preenchidos verdadeiramente, abdicando de sua liberdade natural para viver de modo individualista, em que trabalha fervorosamente, dando lucro de uma pequena parcela burguesa (através da mais-valia), para comprar objetos que logo serão descartados e que não lhe fariam falta alguma, mas são estes desejados ardentemente devido à imposição do sistema capitalista. Este, ao condicionar o modo de vida da população, retira dela sua liberdade, sendo -quase- impossível recuperá-la. A animação acima demonstra esse fato, já que nela vemos o ser humano que nasce em uma gaiola colocada pelo meio social que condiciona seu comportamento, pensamento e desejos, principalmente quando se trata do ato de consumir. Porém, mesmo quando tenta libertar-se das amarras do capital, seu coração já está aprisionado pelas perversas vontades criadas pelo modo de produção capitalista, impedindo-o de alcançar a plenitude de viver fora das amarras sociais burguesas.
  Segundo Engels, ao explicar o materialismo dialético, o material está relacionado com o social e o psicológico. Assim, o pensador descreve juntamente a Marx, as agruras do método de produção capitalista e propõe uma solução para o individualismo do cidadão e a liquidez de seus desejos: o governo socialista. Este, contudo, não seria utópico como suas versões apresentadas anteriormente, mas sim pautado na realidade. Nele, o proletariado toma em suas mãos o poder do Estado e toma para si os meios de produção, destruindo a si mesmo como proletariado e a diferença de classes como tal e com isso o próprio Estado. Alcança-se, assim, a verdadeira liberdade.
  A sociedade do consumo está baseada, portanto, no individualismo do cidadão e em seus desejos líquidos. Isso destrói a liberdade natural do ser – já que este se encontra agarrado profundamente aos anseios capitalistas – que só pode ser recuperada por meio da instalação de um governo igualitário e libertário, o socialista.

Materialismo Dialetico como ferramenta de mudanca

A teoria marxista construída no século XIX ainda é bastante defendida por diversas pessoas na contemporaneidade. Marx e Engels, através do chamado Materialismo Dialético, desenvolveram um método no qual analisava a sociedade como um todo e não a fragmentava em partes, pois assim poderia comprometer a objetividade do caso estudado. A sociedade era estudada como algo mutável, não fixa e não isolada, era algo para se observar em relação com suas conexões e em relação com o processo histórico no qual estava inserida.
Diferentemente do Materialismo Dialético, há a dialética hegeliana que toma as ideias como fonte de explicação da realidade humana. Embora ela se diferencie por inovar com tal método de pensamento, é caracterizada pelos filósofos como “essencialmente idealista”, uma vez que busca uma explicação racional que confere aos fatos existência ideal, mas não física. Isso foi bastante criticado por Engels. Ele dizia que, no caso, tal concepção das coisas levava a afirmações falsas e artificiais. Já o Materialismo Dialético usa dos fatos históricos como base da explicação dos fatos.
O Materialismo Dialético tem a missão de desvendar as leis de desenvolvimento histórico, buscando a resposta na própria história, sendo a pesquisa que fornece os materiais positivos para fundamentação das análises. Com relação ao quadro legislativo de um país, o Materialismo Dialético pode ser usado para uma reflexão perante mudanças nas leis. No caso da elaboração de uma nova lei é usado e levado em conta a necessidade de suprir alguma lacuna constitucional ou de mudar uma lei anterior para a melhor gestão da sociedade. A percepção para tal mudança no quadro legislativo do país advém de uma análise histórica perante fatos e acontecimentos que levaram a uma necessidade de transformação da nação.

Com isso, conclui-se que o Materialismo Dialético é ate hoje uma boa ferramenta de análise e de compreensão, transformação e aperfeiçoamento da sociedade já que a história fornece componentes e informações para que se entenda como que se chegou na esfera atual da nação. Se vê isso através de exemplos como o auxílio na decisão de mudança do direito legislativo de um país.