No caso do positivismo, sua neutralidade diz que todos são iguais perante a lei, e, portanto, as sanções devem ser idênticas. Em evidência, o juiz vai analisar um caso de um bilionário e um trabalhador rural da mesma forma, ignorando as necessidades de cada um. O juiz se torna um técnico e a justiça, um algoritmo. Em contraste, a visão marxista estabelece o Direito como a ferramenta de domínio da classe dominante, que vai proteger a propriedade privada a todo custo e os interesses burgueses. O marxismo denuncia que a neutralidade do positivismo é falsa, creditando que suas ações são em favor da estrutura da poder daquela sociedade.
Em conclusão, o marxismo pode servir ao Direito, não o substituindo, mas adicionando a lente sociológica necessária para que o formalismo técnico não perpetue desigualdades. Ao fomentar uma visão da realidade fora das normas, o marxismo revela que a justiça não pode ser um algoritmo e o juiz apenas um técnico. Se positivismo garante a ordem da norma, o marxismo oferece a crítica para que o Direito seja uma ferramenta de emancipação, e não de controle.
— Charles Felipe, 1° Direito, Noturno
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