Em mais uma manhã comum, saí para comprar pão e
observei a rua. O semáforo ficou vermelho e, magicamente, todos os carros que
antes passavam rapidamente param a poucos centímetros da faixa. Por que o
motorista parou? Por medo da multa? Talvez. Mas, após uma aula de sociologia
sobre funcionalismo, começo a supor que os carros param porque confiam que,
quando o sinal deles abrir, os outros também pararão.
O Direito hoje tem essa função, ele fabrica a previsibilidade, ou melhor dizendo, ele gera expectativas
de comportamento. Você
só acelera o seu carro quando o sinal abre porque você tem a expectativa legítima de que os motoristas que cruzam a via vão parar
no vermelho deles. Você não confia necessariamente na "bondade" do
outro motorista, mas confia que existe uma norma (o Código de Trânsito) e uma função social sendo
cumprida.
Ver alguém desrespeitando uma regra gera um incômodo em quem vê, como se uma peça estivesse fora do lugar. Por isso o Direito, muito além dos tribunais, garante que a gente possa ter uma noção do amanhã, nos permitindo conviver com estranhos sem medo, por exemplo. Ao chegar na padaria, noto que há uma pequena fila muito respeitada por todos, e assim, percebo que o Direito é primordial para que vida em sociedade seja possível.
Crônica sobre Sociologia e Funcionalismo – por Mariana Lobato, 1º ano Matutino.
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