Max Weber, ao escrever a obra "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo" procura entender como a ética protestante fez vigorar o espírito do capitalismo nas suas entranhas. Para compreender melhor como esse processo consolidou-se, Weber, recorre às seitas protestantes e às características das mesmas que propiciaram a evolução de tal processo.
É preciso lembrar que a filosofia de Weber sempre leva em conta a ação social dentro do seu contexto e não de forma isolada, por isso foi importante recorrer ao ambiente criado pelas diversas seitas protestantes e analisar, então, como o capitalismo pode consolidar-se economicamente nessa realidade.
É destaque dentro da obra como uma mudança social, por exemplo a Reforma Protestante, foi necessária e eficaz para consolidar esse modelo econômico de acumulação de bens e que visa, principalmente, o lucro. Percebe-se, ainda, que tal Reforma foi necessária uma vez que as normas religiosas estabelecidas pela Igreja Católica não se restringiam ao convívio dentro das paróquias, essas leis condenavam a prática de cobrança de juros e acumulação de capital que o capitalismo tem como alicerce. Dessa forma, foi preciso romper com relações sociais que ditavam o comportamento da sociedade. Como consequência, a queda dos princípios do catolicismo foi inevitável, assim como a ascensão do trabalho que passou a ditar quais seriam as pessoas capazes de alcançar a "salvação divina".
Há aqui, o início de um ciclo que consolida os protestantes como reais capitalistas, uma vez que ao gerar trabalho para si e para demais pessoas, cresciam as chances desse individuo ser salvo após a morte e, partindo disso, os seguidores de Martinho Lutero e João Calvino firmaram-se como os empregadores que ficavam com o lucro das produções, os donos das maquinas utilizadas e, consequentemente, os que moviam a economia através dos novos princípios capitalistas não condizentes com a realidade católica da época.
Bárbara Andrade Borges - Direito Diurno
Este é um espaço para as discussões da disciplina de Sociologia Geral e Jurídica do curso de Direito da UNESP/Franca. É um espaço dedicado à iniciação à "ciência da sociedade". Os textos e visões de mundo aqui presentes não representam a opinião do professor da disciplina e coordenador do blog. Refletem, com efeito, a diversidade de opiniões que devem caracterizar o "fazer científico" e a Universidade. (Coordenação: Prof. Dr. Agnaldo de Sousa Barbosa)
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013
O início do capitalismo moderno
Em “A Ética Protestante e o Espírito do
Capitalismo’, Weber discorre sobre a relevância da reforma protestante para a
formação de um capitalismo moderno, relacionando as doutrinas religiosas de
crença protestante, para demonstrar o surgimento de um modus operandi de
relações sociais, que favorece e caracteriza a produção de excedentes, gerando
o acúmulo de capital.
Há de se dizer que o modo de vida pregado
pelo catolicismo era propagado além dos limites da Igreja e, portanto,
atravessava a vida dos sujeitos. Nesse contexto, o catolicismo condenava a
usura e pregava a salvação das almas através da confissão, das indulgências e
do culto. Assim, seguindo esta cultura religiosa, a acumulação de bens não
encontrou caminhos amplos, e permaneceu adormecida.
Com o surgimento do protestantismo, a
doutrina e a cultura católica se modificou e a salvação passou a ser para
alguns, não mais passível de ser conquistada, mas sim uma providência divina,
onde o trabalho era meio crucial para glorificar-se. Para o protestante, o
trabalho era o que enobrecia o homem, o dignificava diante de Deus, seria parte
de uma rotina que dá as costas ao pecado. Ou seja, durante o período em que
trabalha o individuo não encontraria tempo de contrariar as regras divinas. Assim,
restava a quem acreditava nestas premissas, o trabalho e a acumulação, já que
as horas estendidas na produção excediam as necessidades destes religiosos,
gerando o lucro.
Dessa forma, quando se fala em concepção
tradicional do trabalho é uma referência à concepção católica, que não
acumulava e pensava o trabalho como meio de subsistência. Já quando se vê o trabalho como fim absoluto, trata-se da
concepção protestante, que vê o emprego de esforços produtivos a finalidade da própria
existência humana, ligada com os propósitos providenciais de Deus.
Essa mudança no comportamento da sociedade
leva, além do choque de culturas, a uma abrupta mudança no aspecto econômico.
Inicia-se um ciclo: o católico trabalha para viver, o protestante vive para
trabalhar. O protestante gera e acumula o excedente, investe em poupança e gera
lucro. O protestante tem como objetivo salvar-se, e se o trabalho é salvador,
empregar outros ajuda na salvação alheia. Então o protestante é dono dos meios
de produção, tem os funcionários e cada dia mais excedentes, gerando mais
capital. Assim é concebida a gênese do capitalismo moderno.
Graziela da Silva Rosa - Direito Noturno
A Reforma Protestante além da religião
A Reforma
Protestante ocorreu nos séculos XVI e XVII, onde as novas doutrinas religiosas,
religiões de maior impacto foram a de João Calvino (Igreja Calvinista) e a de
Martinho Lutero (Igreja Luterana). Principalmente estas, mas não só, podemos
dizer que não tiveram seu caráter reformatório exclusivo para o âmbito
religioso, se expandindo também no âmbito econômico o que, consequentemente,
também gerou mudanças sociais, culturais, comportamentais.
No que se refere ao comportamento
temos que os adeptos deste doutrinamento tiveram mudanças, pois passaram a
levar uma vida metódica, regulada, ou seja o protestantismo mudou a ética do
indivíduo a fim de assegurar e fortalecer o espírito do capitalismo. Além
disso, houve uma mudança na concepção de trabalho onde este deixou de ter como
objetivo o suprimento das necessidades vitais e passou a ser visto como forma
de acúmulo de dinheiro, entretanto vale ressaltar que este fenômeno é diferente
da simples ânsia pelo lucro, pois isto está enraizado no homem, tem-se uma
racionalização contábil afim de acumular e multiplicar capital. Vale ressaltar também
que a grande característica do burguês era o comedimento e não a
ostentação.
Estas novidades sociais não se
limitaram ao oeste europeu visto que com o tempo, por meio desse pensamento
racional dos lucros e dessa nova ética, os capitalistas adeptos ao
protestantismo passaram a lucrar mais que os capitalistas de outras religiões,
gerando uma “migração religiosa” e expandido a doutrina protestante. Já com
relação ao direito temos que este se desprendeu do caráter penal e ampliou-se
para a área administrativa, comercial, auxiliando na expansão capitalista.
Por fim, é importante destacarmos
que estas igrejas protestantes, principalmente a calvinista, tinham uma linha
de pensamento diferente das igrejas evangélicas pentecostais e neopentecostais que vemos
hoje no Brasil. A igreja calvinista pregava a doutrina da predestinação, ou
seja, uma pessoa ao nascer já estava predestinada a ser rica ou pobre, sendo
portanto o ganho de dinheiro um sinal dessa vocação natural. Já as igrejas que
vemos atualmente dizem que ao pagar o dízimo e realizar outras contribuições
financeiras o indivíduo passará a ter avanços econômicos. Tendo portanto como
única semelhança, o estímulo ao trabalho e a doação de dinheiro à igreja.
André Mateus Pupin - Primeiro ano - Direito diurno
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Ética protestante e o espírito do capitalismo
Em Weber, o capitalismo não é visto pura e simplesmente como acumulação de dinheiro, mas como a racionalização do mundo, da administração, da ciência, da mão de obra. Com espírito idealista, expõe que o capitalismo surge das ideias capitalistas, presente em algumas sociedades, e não o contrário. Tais ideias capitalistas poderiam se definidas como o "espírito do capitalismo".
O conceito-chave da análise de Weber do tema capitalismo é a seguinte tríade infinita: O calvinismo - crença da predestinação - gera o "espírito do capitalismo" que por sua vez gera o capitalismo. O capitalismo reforça-se no calvinismo.
Para Weber, a ética protestante foi fundamental para o crescimento do capitalismo: o calvinismo baseava-se na predestinação que poderia ser percebida através de sinais como a resistência às tentação e principalmente o sucesso nos negócios. Dessa maneira, o empreendedor calvinista não usufruía dos lucros de seu negócio, mas os acumulava e os reinvestia, além de negar o ócio, criando terreno mais que frutífero para o sucesso do capitalismo. Weber expõe, porém, que o ethos racional tem sua origem na revolução protestante, mas firma-se como necessário a todos aqueles que pretendem manter-se competitivos no mercado.
Fica claro que, diferentemente de Marx, Weber analisou o capitalismo segundo as perspectivas de seu tempo. Também diferentemente de Marx que prega a desnaturalização do capitalismo, Weber propõe o capitalismo como resultado de um "processo natural" das coisas, ou seja, produto imutável do "espírito do capitalismo".
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
O uso da modernidade
O ponto de virtude do manifesto comunista de Marx e Engels é justamente seu primeiro capítulo, que constitui um elogio à modernidade. Tal elogio é a base para tudo mais o que se segue no manifesto.
Marx e Engels celebram a modernidade como a libertação das formas produtivas, ou seja, o homem não está mais limitado às forças naturai; Colocam os burgueses como classe revolucionária e espelho no qual a proletariado deve enxergar a possibilidade de uma mudança de vida; Buscam esclarecer a classe operária de que o capitalismo, muito mais que um novo modo de produzir, constitui-se num novo modo de vida.
Constroem que, o proletário não deve descartar as conquista burguesas - inspiradas no liberalismo e que trouxeram a baixo a ordem feudal - e sim expandi-las. Se as formas produtivas agora são ilimitadas, há a possibilidade de "dominar o mundo". Ou seja, a modernidade dá as ferramentas para a libertação e a emancipação do homem.
O erro se solidifica na dominação do homem pelo homem, do uso das tecnologias não para melhorar a qualidade de vida de todos os membros da população e sim para que uma parcela explore ainda mais as outras. A saída para tal ciclo vicioso, da vida em torno do mercado, da ética da modernização onde as exigências humanas são ignoradas frente as necessidades de mercado, é o socialismo: uso da modernidade em benefício do coletivo.
Marx e Engels celebram a modernidade como a libertação das formas produtivas, ou seja, o homem não está mais limitado às forças naturai; Colocam os burgueses como classe revolucionária e espelho no qual a proletariado deve enxergar a possibilidade de uma mudança de vida; Buscam esclarecer a classe operária de que o capitalismo, muito mais que um novo modo de produzir, constitui-se num novo modo de vida.
Constroem que, o proletário não deve descartar as conquista burguesas - inspiradas no liberalismo e que trouxeram a baixo a ordem feudal - e sim expandi-las. Se as formas produtivas agora são ilimitadas, há a possibilidade de "dominar o mundo". Ou seja, a modernidade dá as ferramentas para a libertação e a emancipação do homem.
O erro se solidifica na dominação do homem pelo homem, do uso das tecnologias não para melhorar a qualidade de vida de todos os membros da população e sim para que uma parcela explore ainda mais as outras. A saída para tal ciclo vicioso, da vida em torno do mercado, da ética da modernização onde as exigências humanas são ignoradas frente as necessidades de mercado, é o socialismo: uso da modernidade em benefício do coletivo.
A marcha burguesa
A atuação de Marx e Engels na sociedade extrapola a escrita de um manifesto, o Manifesto Comunista. Através dessa obra, tão falada e estudada dentro das ciências humanas, há a faísca de uma modificação social que se concretiza ao longo dos anos.
A luta de classes é não só um movimento por eles previsto, como também uma constante no nosso dia a dia, afinal a defesa dos interesses burgueses só fez-se fortificar ao longo do tempo. É, todavia, perigoso defender que o proletariado deveria assumir o poder e colocar fim à opressão vivida durante toda a dominação burguesa, uma vez que o comportamento dos primeiros não pode ser previsto e, assim, não há garantias de que os papeis se inverterão, mas a realidade nada sofrerá de novo.
É preciso pensar, ainda, que foi esse jeito burguês, iniciado na Revolução Industrial Inglesa que promoveu e sustentou nosso modo de vida atual. Marx e Engels já afirmavam que a burguesia logo seria capaz de envolver o mundo e isso de fato ocorreu. Hoje, em questão de segundos, notícias de todos os países são acessadas por smartphones e quando os celulares não são capazes de tais feitos eles são mais que ultrapassados.
As crianças passam por uma reforma educacional, na qual conhecer a virtualidade e as tecnologias que se reinventam a cada segundo é tão, se não mais, essencial quanto saber fazer contas e usar adequadamente pronomes, sujeitos e adjetivos.
O fato é que o mundo está submisso à ordem social, econômica e tecnológica ditada pelas grandes empresas que ocuparam os lugares dos senhores feudais. Esse confronto de soberanias não estatais gerou o policentrismo do poder que dificulta a execução de uma democracia integra e eficaz.
Afirma-se, assim, que essa ordem prevista e enunciada por tais pensadores sociólogos não só se concretizou como faz o mundo marchar no ritmo que acompanhamos atualmente. Assim, talvez a inversão de papeis defendida no manifesto comunista e a negação ao modo de vida liberalista sejam alguns pontos impostos devido à surpresa e à incompatibilidade dessa realidade próxima com os planos e desejos de igualdade entre as classes.
Bárbara Andrade Borges - Direito Diurno
A luta de classes é não só um movimento por eles previsto, como também uma constante no nosso dia a dia, afinal a defesa dos interesses burgueses só fez-se fortificar ao longo do tempo. É, todavia, perigoso defender que o proletariado deveria assumir o poder e colocar fim à opressão vivida durante toda a dominação burguesa, uma vez que o comportamento dos primeiros não pode ser previsto e, assim, não há garantias de que os papeis se inverterão, mas a realidade nada sofrerá de novo.
É preciso pensar, ainda, que foi esse jeito burguês, iniciado na Revolução Industrial Inglesa que promoveu e sustentou nosso modo de vida atual. Marx e Engels já afirmavam que a burguesia logo seria capaz de envolver o mundo e isso de fato ocorreu. Hoje, em questão de segundos, notícias de todos os países são acessadas por smartphones e quando os celulares não são capazes de tais feitos eles são mais que ultrapassados.
As crianças passam por uma reforma educacional, na qual conhecer a virtualidade e as tecnologias que se reinventam a cada segundo é tão, se não mais, essencial quanto saber fazer contas e usar adequadamente pronomes, sujeitos e adjetivos.
O fato é que o mundo está submisso à ordem social, econômica e tecnológica ditada pelas grandes empresas que ocuparam os lugares dos senhores feudais. Esse confronto de soberanias não estatais gerou o policentrismo do poder que dificulta a execução de uma democracia integra e eficaz.
Afirma-se, assim, que essa ordem prevista e enunciada por tais pensadores sociólogos não só se concretizou como faz o mundo marchar no ritmo que acompanhamos atualmente. Assim, talvez a inversão de papeis defendida no manifesto comunista e a negação ao modo de vida liberalista sejam alguns pontos impostos devido à surpresa e à incompatibilidade dessa realidade próxima com os planos e desejos de igualdade entre as classes.
Bárbara Andrade Borges - Direito Diurno
Manifesto 2.0
A
transfiguração da sociedade é posta à mesa desde os primórdios de nossa
existência. A Rousseau, os problemas iniciam-se com o nascimento da
propriedade privada. Marx em seus estudos analisa essa sociedade
alicerçada na propriedade, pela importância que esta ganhou após a
Revolução Francesa. Nesse mesmo enredo, a Revolução industrial instituía
um novo modelo de vida, uma nova forma de trabalho, um novo ritmo
social.
Ao contrário do que muitos pensavam, Karl Marx vislumbrou uma oportunidade ímpar rumo à (r)evolução da sociedade. Os maquinários e a velocidade permitiram ao homem produzir em abundância e com menores esforços.
Entretanto, essa revolução foi alavancada pela burguesia insurgente que, com mãos de ferro, submete(u) o trabalhador a condições deploráveis no trabalho. Karl Marx idealizou portanto uma solução plausível e possível à época: "Proletários de todo os países, uni-vos". Esta frase pertence à última parte do Manifesto Comunista, livro de co-autoria com Friedrich Engels. Claro, o poder nas mãos do trabalhador seria a chave à abertura das portas do bem estar geral. Porém, Marx não contemplou tal fato em vida.
Ao longo de 16 décadas, a mesma fórmula proposta por Marx e Engels nessa obra tornaram-se obsoletas e, naturalmente, devem ser revistas. No Manifesto, propuseram a ditadura do proletariado, alcançada esta ainda que pela utilização de armas (não tão difícil à sociedade em que viviam). Hoje, com o avanço desenfreado da indústria armamentícia, um Revolução armada torna-se cada vez mais improvável. O proletariado não possui controle de armas de grande poder destrutivo.
Assim, vê-se a necessidade de uma revisão nas propostas do Manifesto, pois, ao passo que naquela época rompeu a utopia pelo cientificismo, hoje o método da transição/evolução capitalismo>socialismo presente na obra é cada vez menos possível.
Ao contrário do que muitos pensavam, Karl Marx vislumbrou uma oportunidade ímpar rumo à (r)evolução da sociedade. Os maquinários e a velocidade permitiram ao homem produzir em abundância e com menores esforços.
Entretanto, essa revolução foi alavancada pela burguesia insurgente que, com mãos de ferro, submete(u) o trabalhador a condições deploráveis no trabalho. Karl Marx idealizou portanto uma solução plausível e possível à época: "Proletários de todo os países, uni-vos". Esta frase pertence à última parte do Manifesto Comunista, livro de co-autoria com Friedrich Engels. Claro, o poder nas mãos do trabalhador seria a chave à abertura das portas do bem estar geral. Porém, Marx não contemplou tal fato em vida.
Ao longo de 16 décadas, a mesma fórmula proposta por Marx e Engels nessa obra tornaram-se obsoletas e, naturalmente, devem ser revistas. No Manifesto, propuseram a ditadura do proletariado, alcançada esta ainda que pela utilização de armas (não tão difícil à sociedade em que viviam). Hoje, com o avanço desenfreado da indústria armamentícia, um Revolução armada torna-se cada vez mais improvável. O proletariado não possui controle de armas de grande poder destrutivo.
Assim, vê-se a necessidade de uma revisão nas propostas do Manifesto, pois, ao passo que naquela época rompeu a utopia pelo cientificismo, hoje o método da transição/evolução capitalismo>socialismo presente na obra é cada vez menos possível.
A Ideologia Revolucionária
O manifesto comunista, enviesado no olhar pragmático da sociedade, é uma das mais bem pensadas teorias sociais a cerca de como fomentar na sociedade um modo de vida igualitário. Marx e Engels formaram uma célebre dupla que destrinchou o capitalismo em prol de conhecê-lo para combatê-lo. Foi no século XIX que divulgaram ao mundo uma nova ideologia que serviria de base para as próximas gerações advindas. O Comunismo.
É através do materialismo histórico que Marx vai caracterizar o surgimento desse embate de classes. Analisando o modo de caracterização do desenvolvimento baseado no lucro, mais valia, e na construção histórica de seu desenvolvimento, o célebre filósofo destaca a destreza de uma classe que surge derrubando a antiga aristocracia, através de rompimento de barreiras, principalmente com a participação política universal e rompe-se assim com os dogmas de épocas medievais. Passou-se então de um classe dominada e expurgada para uma classe que dissipa seus valores individuais e libertários. O Laisses Faire (deixai fazer) é a principal arma regulamentadora da classe burguesa. Por esse viés, legitimou-se à classe burguesa usurpar do trabalho dos operários sem que o Estados intervisse, pois com essa ideologia, os grandes detentores dos meios de produção, puderam agir de modo que obtivessem o maior lucro possível e ainda vendiam a ideia de liberdade para a classe operária, que não era mais fisicamente presa, mas que por necessidade, trabalhava tanto ou mais que outrora tinha se trabalhado, nas épocas mais antigas.
Assim, Marx descreveu que se o movimento operariado se unisse e instituísse suas condições, conseguiria tomar o poder e estabelecer um método de vida socialista, não mais baseado no modo de produção. Ele acreditava que primeiramente deveria se dominar os meios de produção para se chegar a um modo de vida socialista e depois, com os meios apoderados, instituir definitivamente a sociedade comunista em que os bens seriam partilhado entre todos, de forma universal.
Suas previsões surtiram efeito e se tornaram a ideologia de luta do século XX. Entretanto nos dias de hoje ela se mostraram ineficientes contra o sistema capitalista, que acabou prevalecendo por possibilitar um maior poderio econômico e assim, um sistema muito forte. Todavia, as ideologia de Marx revolucionaram e ainda fazem muitas pessoas acreditar que é o caminho a ser seguido.
Fábio Augusto Ribeiro abyazar- 1º ano direito noturno
À luta
Com grande fervor, chamo a todos para uma mudança cujas
raízes se estenderão por todos os ambitos: econômicos, sociais e políticos. A
burguesia criou sua própria destruição: nós, o povo, o proletariado!
Juntemo-nos para acabar com as constituições feitas por burgueses e para
burgueses: trabalhamos em jornadas angustiantes, em locais precários, em
horários inumanos... sim, estamos cansados! Moramos apinhados em cortiços, nossos
filhos, esposas, crianças,a todos trabalham ininterruptamente para sobreviver.
Não temos privilégios, só vivemos para trabalhar, para locomover as maquinas
capitalistas cuja base são o nosso suor,nossas vidas. Até quando seremos
subjugados dessa maneira?
Tratados como a periferia, somos explorados e temos consciência
disso. Mudemos esse ciclo! Tiremos nossos companheiros do alcoolismo,das
tentativas de suicídio, da prostituição e elevemos nossas vidas a um nível
digno. Vamos nos unir de forma a não nos diferenciarmos por classes e sim
criarmos princípios universais... vamos instaurar o socialismo! Sistema este em
que todos trabalham por todos e onde somos iguais, isentos de classes e de um
Estado dominante. Vamos à luta,companheiros!
Marcela Helena Petroni Pinca -Direito diurno
Manifesto Comunista
No Manifesto Comunista, Marx e Engels expõem claramente a situação social da época, dominada pela burguesia e de extremas diferenças sociais e exploração da classe proletária.
Os autores mostram que os homens, tão encantados com a novidade da maquinaria e da tecnologia, estão na verdade aprisionados por um trabalho sem finalidade, que eles mal entendem no que vai resultar, e deveriam converter toda a força transformadora que possuem, a favor da classe operária, mais numerosa e mais forte, se organizada.
Os autores mostram que os homens, tão encantados com a novidade da maquinaria e da tecnologia, estão na verdade aprisionados por um trabalho sem finalidade, que eles mal entendem no que vai resultar, e deveriam converter toda a força transformadora que possuem, a favor da classe operária, mais numerosa e mais forte, se organizada.
Marx e Engels propõem que a melhoria pra sociedade e para cada indivíduo em si viria da substituição da propriedade privada pela propriedade comum, mas de maneira que, quebrando o formato de até então, deixa de ser utópica e passa a ser politicamente viável.
Assim, quebrando com a impressão de que mudança não seria possível, enraizada principalmente pelo fato de que a classe dominante impõe sua forma de vida, seus padrões culturais, seu
comportamento que acabam por levar à crença de que a sociedade só é possível se mantida como está.
Prova contrária à isso é que a burguesia em si também foi classe oprimida e dominada por muitos séculos, mas que do
fundo do feudalismo foi estabelecendo lentamente sua dinâmica de classe, de superar o modo de
produção feudal. A dominação feudal era política e impedia, ou limitava, a produção dos homens. Já a burguesia se espalha com o espírito do Laissez-faire. O homem pode trabalhar no que quiser, o quanto quiser e quando quiser, desde que se submeta a um contrato. Assim, as amarras físicas e políticas da Idade Média e do Antigo Estado são trocadas pela sutil algema dos contratos.
Os autores identificam ainda que cada uma das vitórias da classe operária sobre os patrões burgueses, apesar de pequenas, já fornecem a sensação de diminuição da miséria e fortalecem o movimento proletário que, só atingirá seu ápice, segundo a percepção dos autores, através de uma união global da classe operária.
Carolina Paulino Fontenla
Direito Diurno
Carolina Paulino Fontenla
Direito Diurno
A resistência do Capitalismo
A burguesia é responsável, além de
outros fatores, pela desestruturação do sistema feudal e pela criação de uma
realidade de acordo com seus interesses, dominando tanto o poder executivo do
Estado como as classes que este contém. E o que Marx e Engels justamente
argumentavam era que essa base, esse arsenal burguês complexo, a partir da
livre concorrência, seria o responsável pela derrocada do capitalismo, visto
que as forças produtivas ficariam limitadas.
Porém, o
que se vê na verdade é uma cada vez maior flexibilização do capitalismo de
acordo com as adversidades que enfrenta. Talvez seja pela própria globalização
dos meios de produção, ou pelos diversos caminhos presentes para sair de certa
crise. O que importa mesmo é essa consistência, ainda que turbulenta, do
sistema capitalista.
Outro ponto que aponta para essa persistência do capitalismo é justamente a ineficácia de grande parte do operariado em se unir no contexto da globalização e buscar soluções que revertam a sua situação, ainda precária. A melhor solução, já apresentada por Marx, seria uma utilização inteligente dos meios de comunicação a seu favor, facilitando essa união por parte dos proletários.
Portanto, ainda que encontremos algumas rupturas no sistema capitalista, é impressionante a capacidade de renovação que ele apresenta. Muitos afirmam que é questão de tempo para que ocorra a desestabilização geral desse sistema, mas o que se têm visto ao longo da história é essa supressão “eficaz” da classe mais desfavorecida e da cada vez maior flexibilização do capital, dificultando que um sistema alternativo se sobressaia ao atual.
Rodrigo Nadais Jurela- Direito Noturno
Outro ponto que aponta para essa persistência do capitalismo é justamente a ineficácia de grande parte do operariado em se unir no contexto da globalização e buscar soluções que revertam a sua situação, ainda precária. A melhor solução, já apresentada por Marx, seria uma utilização inteligente dos meios de comunicação a seu favor, facilitando essa união por parte dos proletários.
Portanto, ainda que encontremos algumas rupturas no sistema capitalista, é impressionante a capacidade de renovação que ele apresenta. Muitos afirmam que é questão de tempo para que ocorra a desestabilização geral desse sistema, mas o que se têm visto ao longo da história é essa supressão “eficaz” da classe mais desfavorecida e da cada vez maior flexibilização do capital, dificultando que um sistema alternativo se sobressaia ao atual.
Rodrigo Nadais Jurela- Direito Noturno
Análise do Manifesto Comunista
O manifesto comunista foi escrito pelos teóricos fundadores do socialismo científico Karl Marx e Friedrich Engels. Seu principal objetivo é interpretar e procurar esclarecer, principalmente pra classe trabalhadora, que o advento do novo sistema capitalista na Europa estava alterando não apenas os modos de produção, mas também o modo de viver da sociedade. Esse novo sistema foi alcançado, assim como toda a história da sociedade, por meio da luta de classes entre o feudalismo opressor e classe burguesa oprimida, que termina com a transformação da Europa. Com isso, a burguesia passa de dominada pelo sistema feudal para dominadora do sistema capitalista, e trás junto consigo o liberalismo.
A modernização dos meio de produção proporcionada pelo capitalismo representou a libertação e emancipação dos limites naturais do homem e de sua capacidade de produzir. Com o crescimento do mercado, aumentou também a demanda, fazendo com que a manufatura se tornasse insuficiente e fosse substituída pela indústria moderna. Ou seja, a produção industrial sofreu uma revolução com a substituição da força produtiva do homem pela máquina, o que permitiu também a expansão das relações de mercado em escala global.
Entretanto, a classe burguesa cai em contradição devido ao surgimento da superprodução que foge de seu controle, ou seja, as indústrias modernas estão produzindo mais mercadorias do que estão vendendo, resultando no retorno da sociedade a um estado de barbarismo momentâneo.
Com isso, é necessário que classe operária aproveite para utilizar a modernidade, o aperfeiçoamento e o desenvolvimento dos meios de comunicação a seu favor, fazendo com que trabalhadores de diferentes localidade entrem em contato e se unam para que haja, novamente, uma luta de classes que os beneficiem.
Bianca Bastos - 1º ano direito noturno
A modernização dos meio de produção proporcionada pelo capitalismo representou a libertação e emancipação dos limites naturais do homem e de sua capacidade de produzir. Com o crescimento do mercado, aumentou também a demanda, fazendo com que a manufatura se tornasse insuficiente e fosse substituída pela indústria moderna. Ou seja, a produção industrial sofreu uma revolução com a substituição da força produtiva do homem pela máquina, o que permitiu também a expansão das relações de mercado em escala global.
Entretanto, a classe burguesa cai em contradição devido ao surgimento da superprodução que foge de seu controle, ou seja, as indústrias modernas estão produzindo mais mercadorias do que estão vendendo, resultando no retorno da sociedade a um estado de barbarismo momentâneo.
Com isso, é necessário que classe operária aproveite para utilizar a modernidade, o aperfeiçoamento e o desenvolvimento dos meios de comunicação a seu favor, fazendo com que trabalhadores de diferentes localidade entrem em contato e se unam para que haja, novamente, uma luta de classes que os beneficiem.
Bianca Bastos - 1º ano direito noturno
Visão analítica do capitalismo
Em uma abordagem mais
analítica, menos política e que ainda possui vigor atualmente, em O
Manifesto Comunista, Marx e Engels tratam do capitalismo industrial e
seus efeitos na sociedade. Contextualizando historicamente, os
sociológos descrevem como o processo de luta de classes faz parte de
todas os momentos históricos, e, como a burguesia, cansada de ter
suas vontades restringidas por um sistema feudal monopolizador e
estagnado, revoluciona todos os meio de produções e relações de
trabalho, abrindo espaço para a liberdade de produção e comércio
do liberalismo.
O contínuo aumento
das demandas mercantis do povo, leva a uma necessidade do sistema de
produção passar constantemente por revoluções, indo desde do
monopólio de corporações fechadas feudais, para as manufaturas
burguesas e, então, as máquinas e o vapor. A tomada de poder da
burguesia, no entanto, levou a uma emancipação do homem do domínio
em que vivia, transformando inteiramente a sociedade com uma política
de vale tudo pelo lucro, e desenvolvendo o capitalismo e a indústria
de tal forma que essa forma de produção teve que ser estendida a
todos o lugares do planeta, para só então satisfazer as
necessidades do mercado.
Essa universalização
do capitalismo, levou a criação de um mundo à imagem da burguesia
e a exclusão de tudo aquilo considerado obstáculo para esse
desenvolvimento. A indústria nacional foi rebaixada, e a ética
burguesa, incorpora seus padrões de conduta e comportamento em nível
global, “padronizando a cultura”.
Em contradição com a
imagem de prosperidade formada pela burguesia, o limite do
capitalismo está na superprodução. A riqueza, tão abundante para
alguns, é gerada por trabalhadores explorados de forma desumanizada,
a chamada classe do proletariado, não sendo providos de mínimas
condições econômicas de consumo dessa produção que é feita em
demasia. E é exatamente essa massa explorada que Marx e Engels
tentam convencer de que é possível mudar, tirando essa oposição
de opressor e oprimido. Assim, deve haver uma união igualmente
global que leve a superação dessa força econômica, a
transformando em uma força social que busque a prosperidade
coletiva, e, portanto, o socialismo se formaria e se tornaria
efetivo, com assentamento nas forças do capitalismo.
A dominação global
seria substituída pela hegemonia operária.
A normatização dos anseios sociais e seu duplo aspecto - conquistas sociais ou mecanismo de renovação do Capitalismo?
Ninguém
identificou tão profundamente as “patologias” do Capitalismo quanto Marx e
Engels, além de que identificaram também as possibilidades abertas pelo
desenvolvimento da tecnologia e dos meios de produção: o socialismo e o
comunismo não eram a morte e o aniquilamento de tudo que o capital produzira,
era o próximo estágio, a divisão igualitária dos meios e dos produtos. Como o
materialismo dialético de Marx enuncia, o Socialismo, antítese do Capitalismo,
está dentro deste, pois foi neste segundo sistema que nasceu uma nova classe: o
proletariado, o agente da revolução.
A grandeza do “Manifesto Comunista”
se dá porque os autores conseguiram demonstrar como o processo histórico de
ascensão da burguesia rompe com os laços feudais, através de um capítulo de
verdadeiro elogio às modificações provocadas por essa ruptura. Todavia, essa
mesma classe que promovera a revolução, até então oprimida, torna-se a
opressora, detendo o poder, construindo novos meios de produção, amando acima
de tudo o lucro, moldando o mundo à sua imagem e semelhança. Produzir
mais, buscar novos mercados, vender, lucrar, e a cada lucro voltar a produzir,
como um ciclo incessante. Logo vieram crises, que atingiam não só o burguês,
mas também o proletariado, muitas vezes sofrendo um revés maior do que o do
empresário. Essa classe oprimida se via sem emprego, jogadas às traças, com
condições péssimas de sobrevivência, tornando-se mais um instrumento, um
objeto, do que ser humano. Marx vira nela o modificador social, os que
romperiam as amarras de um sistema burguês e provocariam no mundo modificações
estruturais profundas.
Visto dessa maneira, é complicado
perceber o que pode ter dado errado. Não foi necessariamente no socialismo real
ou prático o grande problema. A
questão é maior. O Capitalismo possui mecanismos de renovação fantásticos, e aí
está o seu poder. Em resposta aos anseios sociais dos proletariados veio uma
flexibilização das normas, reconhecendo-se direitos trabalhistas, sociais, familiares.
Esses movimentos promovidos pelos oprimidos e seus resultados são uma “faca de
dois gumes” – se de um lado anunciaram conquistas visíveis, do outro prenunciaram
a perpetuação do sistema capitalista, um desmembramento da classe trabalhadora,
antes uma massa com interesses comuns, hoje dispersa e indecisa – assim
torna-se cada vez mais difícil desestruturar e retirar a força do capitalismo.
Cada vez mais o sistema tem se
demonstrado fortalecido, e é talvez o sistema normativo,
o Direito, o mecanismo mais perspicaz de manutenção do Capitalismo. Foi por ele
que talvez o Capitalismo tenha conseguido fundar uma nova estrutura em cima da
antiga, agora mais aberta aos desejos sociais, reconhecendo direitos,
provocando até uma sensação de “missão cumprida”. As amarras podem ter se
afrouxado, mas não arrebentaram.
Lucas Ferreira Sousa Degrande - Direito Noturno
Lucas Ferreira Sousa Degrande - Direito Noturno
Manifesto do Partido Comunista - Uma análise atual
A partir de um discurso completamente atual, Marx busca explicar e analisar a história do capitalismo, como ele se desenvolveu, e como a burguesia conseguiu predominar durante as épocas de revolução e mudança econômica de todo o velho mundo, triunfando como classe dominante.
Diante disso, é possível observar um novo fenômeno histórico: uma única classe, através de um novo modelo econômico e através de inúmeras revoluções, conseguiu vender não apenas suas mercadorias, mas um estilo de vida. Começou ali, a partir da ascensão burguesa, uma homogeneização do mundo, exportando para todos os lugares a mesma forma de se viver !
Mais atual ainda, é a equiparação de operários às maquinas. Uma vez que são ambos mercadorias, os últimos variam de acordo com a mudança de mercado, estando sujeitos a concorrência e flutuações econômicas. Os trabalhadores, agora, não são escravos apenas da burguesia, mas também da máquina, sujeitando-se e trabalhando de acordo com o seu tempo e com a sua forma de trabalho.
Yasmim Silva Fortes - 1º ano noturno
Yasmim Silva Fortes - 1º ano noturno
Quem
guarda os portões da fábrica?
Nosso dia vai chegar
Teremos nossa vez
Não é pedir demais:
Quero justiça
Quero trabalhar em paz
Não é muito o que lhe peço
Eu quero trabalho honesto
Em vez de escravidão.
Teremos nossa vez
Não é pedir demais:
Quero justiça
Quero trabalhar em paz
Não é muito o que lhe peço
Eu quero trabalho honesto
Em vez de escravidão.
A
canção “Fábrica”, do compositor Renato Russo, traz uma reflexão sobre o sistema
de produção capitalista e a exploração do proletário, sob uma clara influência
teórica das idéias Marxistas contidas, principalmente, na obra “Manifesto
Comunista”. Assim como Marx e Engels, Renato acreditava na união dos
trabalhadores contra o sistema de produção selvagem e predatório, chegaria a
hora do proletários pedir justiça, trabalho honesto e as chaves dessas portas
tão bem guardadas pela burguesia.
Marx
e Engels iniciam o Manifesto Comunista reconhecendo os grandes avanços que
foram conquistados através da ascensão da burguesia e do modo de produção capitalista
industrial. Era incontestável o caráter revolucionário da classe burguesa, que
conseguiu destituir o secular poder da
monarquia feudal e do catolicismo político. Contudo, afirmam que a luta do
proletariado contra a burguesia começa com a sua própria existência, seria um
fato justificado pela dialética histórica, afinal, o oprimido em algum momento
irá se revoltar contra o seu opressor.
A célebre frase que
encerra o quarto capítulo do Manifesto Comunista sintetiza as idéias contidas
no texto: “Proletários de todo o mundo, uni-vos!”. Assim, Marx, Engels, Russo, e tantos outros teóricos e estudiosos
do pensamento Marxista, acreditam que o momento do proletário pedir a chaves
desses portões que os aprisionam, desses grilhões que os prendem, dessa máquina
que os escraviza e de todo esse sistema selvagem e opressor, em algum momento
chegará. Afinal, Que venha o fogo então/ Esse ar deixou minha vista cansada/ Nada demais.José Roberto Bernardo Bettarello - 1º ano/ noturno
Burguês proletário burguês
Proletário burguês, burguês proletário, proletário ou burguês? Na visão marxista, confundem-se ao se inspirarem, uns aos outros, na busca por uma mudança de vida.
Pois é ou não, a burguesia, a classe inspiradora do proletariado, aquela que dá a eles um ar de condição, um ar de algo a ser alcançado? E é ou não, o proletariado, o que a burguesia era no período feudal, a margem da sociedade?
Por ter a burguesia libertado de tal forma suas próprias amarras, suas forças produtivas, ter ascendido tão bruscamente, ela é a própria inspiração da classe por ela dominada. Porém deve ficar claro que o capitalismo alterou as mobilidades da sociedade, o liberalismo idem.
O poderio que passa a ser detido pelos burgueses, e mesmo a logística por eles imposta, dificulta a ação, ou a revolução das massas, da prole. Esse poderio chega a ser comparado com o que edificou as pirâmides egípcias e os aquedutos romanos, tamanha sua força e imposição.
O homem marginal do período industrial é muito mais fragilizado que o homem marginal do feudal. O proletariado precisa de muito mais do que só inspiração para romper suas próprias amarras, se todos os trabalhadores do mundo não se unirem, a prole não agir em conjunto, é provável que jamais se verá fora dessa situação.
Pois é ou não, a burguesia, a classe inspiradora do proletariado, aquela que dá a eles um ar de condição, um ar de algo a ser alcançado? E é ou não, o proletariado, o que a burguesia era no período feudal, a margem da sociedade?
Por ter a burguesia libertado de tal forma suas próprias amarras, suas forças produtivas, ter ascendido tão bruscamente, ela é a própria inspiração da classe por ela dominada. Porém deve ficar claro que o capitalismo alterou as mobilidades da sociedade, o liberalismo idem.
O poderio que passa a ser detido pelos burgueses, e mesmo a logística por eles imposta, dificulta a ação, ou a revolução das massas, da prole. Esse poderio chega a ser comparado com o que edificou as pirâmides egípcias e os aquedutos romanos, tamanha sua força e imposição.
O homem marginal do período industrial é muito mais fragilizado que o homem marginal do feudal. O proletariado precisa de muito mais do que só inspiração para romper suas próprias amarras, se todos os trabalhadores do mundo não se unirem, a prole não agir em conjunto, é provável que jamais se verá fora dessa situação.
A importância da burguesia para o comunismo
"O Manifesto Comunista" não é apenas um modo de se interpretar a realidade, mas também é um modo de viver. É usado como forma de emancipação humana, com libertação plena dos limites políticos e dos limites da força. No manifesto, Marx e Engels fazem uma análise do capitalismo como modo de produção e dominação de classe.
A libertação completa das forças produtivas, que são todos os instrumentos que servem para interferir na realidade cotidiana para além das forças físicas do homem, só se concretizará por meio da luta de classes. Segundo Marx e Engels: "A história de todas as sociedades que já existiram é a história da luta de classes", ou seja, o proletariado só conseguirá vencer a burguesia por meio da luta de classes.
Para isso, Marx e Engels seguem o modelo na qual a burguesia conseguiu se libertar do feudalismo pela luta de classes. Assim, a burguesia dominou o mundo através da ciência e o liberalismo implementado por ela conseguiu alcançar o mercado de forma global. Por isso, o capitalismo passou a dissolver todas as mercadorias com uma rapidez enorme, inclusive o homem, pois é necessário renovar o ciclo de consumo, o ciclo de absorção. É a modernização da modernização.
Portanto, o objetivo de Marx e Engels não é destruir a burguesia, pois ela obteve várias conquistas através de sua revolução. O objetivo, então, é incorporar o que a burguesia conquistou de melhor e ir além. Por exemplo, através da Revolução Burguesa, que se deu a devida importância em questões como a liberdade e a emancipação.
Elisa Kimie Miyashiro - Direito Noturno
Karl Marx expõe
aquele que seria o pontapé inicial de uma teoria que repercutiria por séculos
com uma linguagem acessível. Para que a mensagem contida atingisse a classe
trabalhadora o Manifesto Comunista
foi escrito em caráter simples e com uma leitura de grande fluidez.
Nos capítulos
iniciais é descrita a bravura e o sucesso da burguesia ao enfrentar os senhores
feudais em seu processo de libertação. Libertação das amarras políticas,
culturais e econômicas vigentes no período medieval. Essa libertação e ascensão
burguesa trazem consigo uma doutrina que seria o estandarte para uma real expansão:
o liberalismo como uma possibilidade infinita para a fluidez de novas ideias e
iniciativas. Essa seria a libertação da força produtiva, ou seja, de todo
aquele elemento que interage e intervém no cotidiano da vida em sociedade.
A
burguesia, portanto, constitui uma classe vencedora que conseguiu transgredir e
criar um novo mundo. Um mundo sem limites para a transformação. Porém, a
experiência prática do correr dos anos revelou um extremo dessa capacidade de
se transformar e reinventar: revelou uma necessidade de transformação exigida
pelo capitalismo. É o caso da “destruição criativa” exposta por Joseph
Schumpeter em Capitalismo, Socialismo e Democracia segundo a qual o capitalismo dissolveria
tudo aquilo criado por ele com uma rapidez muito grande, decorrente da sua
necessidade de criação de novos
artefatos a cada ciclo, sendo essa destruição necessária para a sobrevivência e
continuidade do próprio sistema capitalista.
Posto isso, cabe questionar essa “ética do
moderno” da qual os homens não conseguem se desatar e que existe como um princípio
que incita e que nutre a lógica capitalista. De certo modo é válido dizer que a
vitória burguesa a escravizou, a tornou refém de um consumismo não condizente
com a necessidade humana. Um consumismo ofuscante, que torna cegos aqueles ávidos
por seus iPhones 5, 6 e 7.
Em seu livro "O Manifesto Comunista", elaborado por Karl Marx com a ajuda de Friedrich Engels, ele
conclama os operários a se juntarem contra os abusos do sistema capitalista. O livro mantém uma linguagem clara e didática, buscando atingir seu público alvo de forma concisa, a classe proletária. A análise se dá principalmente em como o capitalismo se firmou, ressaltando as inúmeras lutas de classes travadas ao longo do tempo e seus fundamentos.
conclama os operários a se juntarem contra os abusos do sistema capitalista. O livro mantém uma linguagem clara e didática, buscando atingir seu público alvo de forma concisa, a classe proletária. A análise se dá principalmente em como o capitalismo se firmou, ressaltando as inúmeras lutas de classes travadas ao longo do tempo e seus fundamentos.
Durante uma época marcada por mudanças nunca antes vistas, fez-se necessário que se levantasse uma
voz para guiar os oprimidos. A velocidade de informação foi um ponto crucial do método aplicado por
Marx para atingir seus objetivos, visto o tamanho do Manifesto. Sua repercussão foi muito efetiva, como pode se notar em certos líderes que adotaram tal sistema com a esperança de combater o capitalismo, tal qual Lênin e sua Revolução Russa.
No entanto, apesar do aparente sucesso, os sistemas socialistas não vingaram. Poderia atribuir-se a causa aos defeitos humanos, pois assim que atingiram o poder, revelaram ser tão egoístas quanto aqueles que combatiam. Após muitos anos, é visível a decadência e a conversão dos sistemas socialistas para capitalistas, devido diversos fatores como a pressão exercida pelos principais polos capitalistas. Assim, seria necessário antes uma mudança de mentalidade, para que o mesmo que ocorresse com Stálin não voltasse a acontecer, pois como diz Nietzsche, "Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você."
Renan Souza
1º ano diurno
José
Em 1929 assistiu-se a algo impensável alguns décadas
anteriores: a crise de super produção.
Como assim? O que deu errado em 29,era o sonho do
século anterior: produzir o suficiente para o mundo. Meta atingida, e agora,
José? A festa acabou?
Ai entra (ou melhor, já era pra ter entrado) “O
manifesto comunista”, que começa quase como num elogio ao capitalismo, cuja
mais nobre feição foi aumentar tanto a força produtiva a tal ponto. Mas, e
agora, José?
Bom, agora começa o deslouvor ao até então elogiado
capitalismo. A classe burguesa, outrora oprimida pelos senhores feudais, passou
a oprimir a classe operária. E agora, José?
Agora, “trabalhadores de todo o mundo, uni-vos”, e se
soltem desses grilhões que amarram os salários lá em baixo. Paremos com esse
ideal que faz os dominados, se sentirem obrigados a entrar nessa antecipação do
futuro tão pretensiosos e saiamos dessa falácia do ideal que todos, no
capitalismo, têm as mesmas oportunidades.
O manifesto
Partindo de uma análise da conjuntura
social de seu tempo, e utilizando-se de uma ‘linguagem acessível”, Engels e
Marx convocam os operários à luta, através do Manifesto Comunista. Mais do que
isso, essa obra panfletária possibilita uma interpretação acerca do momento histórico
da época, baseado nos ditames do capitalismo.
A ascensão da própria burguesia é
analisada, de modo a reafirmar seus valores, uma vez que tão grande foi sua
projeção que derrubou o Antigo Regime, garantindo o sucesso do capitalismo
industrial. O capital se expandiu para o mundo todo, buscando novos mercados e
consumidores através de sua força motriz, configurando sua internacionalização.
Assim, surge uma ideia cosmopolita de sociedade em que há interdependência de
todos: mercado e consumidores.
É partindo da premissa do capital, ou
seja, através de elogios às ações burguesas para a tomada do poder que os
autores, analogamente baseiam sua teoria
de que para que a revolução do proletário desse certo, deveria possuir caráter internacional
de modo que as transformações abarcassem o mundo todo. Somente assim, o alvo de
suas críticas ao sistema capitalista – propriedade privada - seria extinguida.
Gustavo Lelles de Menezes Direito noturno
Até que ponto?
Muito se afirma no Manifesto Comunista de Marx e Engels a necessidade de mais uma transformação na ordem da sociedade, eliminando-se a possibilidade de criação de mais um acirramento entre diferentes classes, presente desde quando a sociedade começou a se organizar, cita-se o antagonismo entre senhores e servos, na idade média, ou proletários e burgueses contemporaneamente.
Esta transformação é extremamente necessária, no ponto de vista dos autores, pois a sociedade burguesa deturpa o conceito de liberdade limitando-a a relações comerciais, além de prejudicar a formação humana no seu princípio e ninho. Quando não estão escravizando crianças em seus trabalhos repetitivos e desumanizadores, estão controlando escolas de acordo com seus objetivos, pois os autores são categóricos em afirmar que o desenvolvimento científico está intimamente ligado ao material.
Contudo, é dificílimo afirmar com precisão até que ponto outra mudança nas classes sociais seria de forma efetiva. Elevar o proletariado a tal nível de perfeição e altruísmo é arriscado, porque dificilmente ele não se acomodará no poder, tal qual a famosa frase de Abraham Lincoln: "se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder."
Tal fato pode ser comprovado em tentativas falhas de uma organização comunista, onde os revolucionários acabaram tomando o poder e passaram a exercê-lo de forma extremamente autoritária. Exemplo típico é a Ditadura dos irmãos Castro de Cuba, onde há bloqueio à liberdade de imprensa ou, até mesmo, casos que feririam os Direitos Humanos ou a Dignidade da Pessoa Humana.
Assim sendo, resta-se a análise de três pontos: ou o exemplo de Cuba não tenha seguido formalmente as 10 regras propostas pelos autores, ou caso este país não pudesse adotar tais medidas tão rapidamente, porque não possuía uma organização de país desenvolvido ou, por fim, estabelecer possibilidades de que tal teoria "revolucionária" não seria mais nada além de apenas mais uma mudança da classe social hegemônica, criando-se outra realidade com novos atritos entre elas.
Esta transformação é extremamente necessária, no ponto de vista dos autores, pois a sociedade burguesa deturpa o conceito de liberdade limitando-a a relações comerciais, além de prejudicar a formação humana no seu princípio e ninho. Quando não estão escravizando crianças em seus trabalhos repetitivos e desumanizadores, estão controlando escolas de acordo com seus objetivos, pois os autores são categóricos em afirmar que o desenvolvimento científico está intimamente ligado ao material.
Contudo, é dificílimo afirmar com precisão até que ponto outra mudança nas classes sociais seria de forma efetiva. Elevar o proletariado a tal nível de perfeição e altruísmo é arriscado, porque dificilmente ele não se acomodará no poder, tal qual a famosa frase de Abraham Lincoln: "se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder."
Tal fato pode ser comprovado em tentativas falhas de uma organização comunista, onde os revolucionários acabaram tomando o poder e passaram a exercê-lo de forma extremamente autoritária. Exemplo típico é a Ditadura dos irmãos Castro de Cuba, onde há bloqueio à liberdade de imprensa ou, até mesmo, casos que feririam os Direitos Humanos ou a Dignidade da Pessoa Humana.
Assim sendo, resta-se a análise de três pontos: ou o exemplo de Cuba não tenha seguido formalmente as 10 regras propostas pelos autores, ou caso este país não pudesse adotar tais medidas tão rapidamente, porque não possuía uma organização de país desenvolvido ou, por fim, estabelecer possibilidades de que tal teoria "revolucionária" não seria mais nada além de apenas mais uma mudança da classe social hegemônica, criando-se outra realidade com novos atritos entre elas.
Não aos dogmas
Weber
em uma de suas passagens afirma: “jamais pode ser tarefa de uma ciência
empírica proporcionar normas e ideias obrigatórias, dos quais se possa derivar ‘receitas’
para a prática”. Dessa forma, o pensador procurar esclarecer eu ciências como a
Sociologia não podem se pautar na criação de regras e leis, ou na sujeição de fórmulas.
Deve-se, portanto, pautar os estudos e análises na observância na realidade de
cada contexto em sim, com destaque para a ação individual mesmo no que é tido
como coletivo.
Talvez
seja possível supor que Weber buscasse certo relativismo ao se estudar as sociedades,
pois leva em consideração os caracteres individuas nas conjunturas sócias em
geral. A partir do estudo dos indivíduos, seus valores e consciência o estudo
da sociedade se daria de forma mais solida. O método weberiano propõe então um
estudo intrusivo, de dentro para fora, do caráter mais particular (indivíduo)
até o mais geral (sociedade). Dessa forma critica o dogmatismo do materialismo
histórico, por acreditar que assim algumas hipóteses estariam sendo
descartadas, opondo-se também á aplicação forçada te tal materialismo. Apesar
de parecer relativista em certos pontos, Weber defendia uma metodologia
científica universal, a fim de comprometer-se com a verdade e credibilidade de
certo ordenamento conceitual da realidade empírica seja onde for.
Weber
opõe-se ao dogmatismo puro e simples numa ciência sociológica, dessa forma seus
métodos e análises são de extrema importante para os estudos contemporâneos e
perspectivas sociológicas atuais.
Dayana Moura Dezena, Direito diurno.
Dayana Moura Dezena, Direito diurno.
Sistema capitalista: imediatismos e contradições
A
análise marxista acerca do sistema capitalista, apesar de originária do século
XIX, mostrou-se muito consciente em diversos aspectos, os quais condizem com a
realidade contemporânea. Os esforços de Karl Marx e Engels conjugados, na
elaboração do Manifesto Comunista, propõe
uma análise crítica e funcional de como a classe burguesa se estabeleceu e como
o capitalismo se arraigou na sociedade.
Com
respeito aos elementos destacados por Marx em Engels ao retratar o sistema
capitalista, pode-se destacar dois deles visivelmente presente no nossa atual
sistema senso eles: o imediatismo e o a contradição. Não obstante, Marx não usa
o termo imediatismo ao caracterizar o capitalismo ou o ideal burguês, nota-se
que é um fator mercante e determinante em nossa conjuntura atual.
Dessa
forma, partindo de pontos revelados por Marx tais como: necessidade
generalizada de expansão constante do mercado; o descontrole das forças de
produção, da propriedade devido às enormes proporções tomadas pelo capital e
pelo mercado; a superprodução; a incapacidade da sociedade burguesa de abranger
toda a riqueza aquilo por ela criada. Tais elementos são expostos na obra como
pontos contraditórios do referido sistema, à medida que ele próprio incentiva
mecanismo que o corrompe. Associado a isso Marx faz referência às crises periódicas
enfrentadas pelo sistema capitalista.
Logo,
observa-se o imediatismo intrínseco do ideal burguês, pois o que está sempre em
primeiro plano é o lucro, os benefícios, os desenvolvimentos, os crescimentos
imediatos. Sem muita preocupação com as consequência a longo prazo, ou os possível
efeitos da exploração da produção, entra-se na questão das contradições. As
contradições se expressam ao passo que o sistema, ao mesmo tempo em que busca
de desenvolvimento, produz obstáculos contra si mesmo.
Alguns
exemplos práticos de como o sistema entra em contradição está na própria
maneira de explorar os recursos naturais. A produção em grande contingente, e a
expansão irrefreável do consumo e do mercado implicando em disponibilidade de
recursos naturais e energéticos, porém a esse passo tornar-se-á insustentável
ecologicamente, dessa forma o sistema capitalista pode entrar em colapso. Um
caso recente de extrema polêmica e divergência acerca do Novo Código Floresta
ilustra bem tal situação. A bancada de maior representatividade, composta pelos
chamados ruralistas, em vários momentos foi relutante em assumir medidas de
preservação tendo em vista os interesses econômicos que possuem. Assim como
ressalta Marx o lucro, no modo de vida capitalista, suplanta outros aspectos
também importantes para a vida em sociedade, a exemplo do pensamento ao logo
prazo. É dessa forma o sistema vigente se mostra imediatista e possivelmente contraditório,
já que não combate àquilo que certamente o prejudica.
Dayana Moura Dezena, Direito diurno.
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