Em "O Discurso do Método", René Descartes realiza uma análise sobre sua vida acadêmica e afirma que, apesar de não deixar de apreciar os exercícios pelos quais estudava na época da escola, os considera insuficientes para a consolidação da ciência. Por meio de diversos pontos analisados, o autor faz uma crítica à filosofia e suas ciências, à história e à teologia.Tais críticas fazem com que Descartes abdique de seus preceptores, restrinja o estudo das línguas - já que quando gastamos o tempo de forma excessiva em seu estudo "acabamos tornando-nos estrangeiros em nossa própria terra", e conclui que a única forma de alcançar a ciência é através do uso da razão e no estudo dele próprio("Isso, a meu ver, trouxe-me muito melhor resultado do que se nunca tivesse me distanciado de meu país e de meus livros.").
Descartes concebe uma "moral provisória", a qual consiste em algumas máximas que servem de princípio para a elaboração do conhecimento.A primeira é "obedecer às leis e aos costumes do meu país, conservando constantemente a religião na qual Deus me deu graça de ser instituído desde a infância"; a segunda é "ser o mais firme e decidido possível" e sempre optar em seguir a opinião mais provável; a terceira aconselha a mudarmos nossos desejos, já que somente os pensamentos estão em nosso poder, e não a ordem do mundo; e a quarta refere-se à realização de um inventário das nossas ocupações com o intuito de escolher a melhor.
Depois do entendimento dessa moral, Descartes busca o conhecimento através do pré-estabelecimento da dúvida, ou seja, uma ideia deve ser tida como incerta até que, por meio da razão, conclua-se correta.Assim, a verdade é estável e inata, pois independente das experiências das pessoas, ela é posta da mesma maneira;além disso a ideia só se torne verdade porque houve o pensamento, a análise, dessa forma Descartes concluiu ser "uma substância cuja essência, ou natureza, consiste em pensar" e que "para ser , não precisa de lugar algum, nem depende de coisa alguma material".Através dessas afirmações o autor prova a existência de Deus, pois se pensamos em Deus é porque ele existe, daí o primeiro princípio de sua filosofia "eu penso, logo existo".
1ºano - Direito Noturno
Este é um espaço para as discussões da disciplina de Sociologia Geral e Jurídica do curso de Direito da UNESP/Franca. É um espaço dedicado à iniciação à "ciência da sociedade". Os textos e visões de mundo aqui presentes não representam a opinião do professor da disciplina e coordenador do blog. Refletem, com efeito, a diversidade de opiniões que devem caracterizar o "fazer científico" e a Universidade. (Coordenação: Prof. Dr. Agnaldo de Sousa Barbosa)
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terça-feira, 12 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Descartes e a razão
René Descartes busca, em o Discurso do Método, o desenvolvimento do seu conhecimento amparado pelo bom senso e pela razão, já que no decorrer de sua vida academica chegou à conclusão de que apenas o estudo formal não era suficiente para levar o homem à verdade.
O autor inicia o processo com o abandono e destruição de todas as opiniões e certezas que já possuía. Deu continuidade guiando-se pelas ideias dos grandes pensadores europeus até que pudesse desenvolver sua própria linha de raciocínio; procurou, ainda, não se afastar de seus primeiros ímpetos e, por fim, não almejar aquilo que não fosse de fato alcançável, de modo que não se caísse na infelicidade.
Assim, o método cartesiano baseia-se na dúvida e no questionamento do que se tem como certo e verdadeiro a fim de que os enganos sejam desfeitos e a verdade, amparada pela racionalidade, seja alcançada.
Uma só palavra
Diferentemente de seus contemporâneos,René Descartes cria uma nova concepção de saber,buscando sempre a racionalidade como como preceito de todas as suas idéias.Isso fez com que causasse grande impacto na sociedade da época,principalmente nos praticantes da Filosofia.
Descartes se decepcionou com o ensinamento dado nas escolas,assim também com os filósofos que para ele não faziam nada para tentar mudar o mundo,visto que esse seria o objetivo maior destes pensadores.Em seus textos e pregações vangloriava a sabedoria,pois segundo este o poder só é conseguido através do saber,e este provém do uso da razão.
Faz crítica ao senso comum e à todas as coisas que não pode ser explicada de forma racional,como por exemplo a magia,alquimia,astronomia entre outras.No entanto em nenhum momento questiona a existência de Deus,pelo contrário,considera que por existir tantos pensamentos e idéias perfeitas,deve existir antes um "Ser perfeito" que colocasse toda sua perfeição nos homens.
Descartes foi filósofo,sociólogo,jurista,mas acima de tudo,foi um divisor de águas para o pensamento moderno.Ele mudou a mentalidade de uma sociedade marcada por superstições e exacerbada crença na religião.Com sua máxima "penso,logo existo" conseguiu expor todas as suas idéias e concepções de mundo em uma só palavra : Razão.
(referente à aula 2)
“Cogito ergo sum”
Em meio a medievalidade do século XVII René Descartes inova ao questionar a veracidade dos preceitos estabelecido na época, estando estes quase todos nas mãos da Igreja Católica. Os misticismos, as contemplações e a sobrenaturalidade faziam parte das noções básicas de conhecimento da população da época, como forma de explicação da vida.
Ao dar inicio ao seu método, fazendo uso da racionalidade como pilar fundamental de sustentação, o filósofo revoluciona as maneiras de interpretação do mundo através da dúvida. Usando desta para questionar as tais “verdades” pré-estabelecidas. Desta forma, através das máximas criadas por ele, o filósofo francês teve como principal objetivo discernir o verdadeiro do falso através da razão. Para isso, mostrou a necessidade do conhecimento de mundo e suas ciências, para que se reconheça o engano.
Bem como a necessidade do autoconhecimento, como ser pensante que o ser humano é, levando a uma de suas máximas: Penso, logo existo.
Assim, o método cartesiano foi fundamental para dar os alicerceres da ciência moderna racional, ecoando de maneira direta ou indireta até os dias atuais pois a partir do questionamento surgiu a necessidade de provas e por conseguinte experimentos e então, a evolução da ciência.
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Isabella Carvalho Oliveira
O caminho do Método
O “Discurso do Método”, de René Descartes, é uma reflexão a respeito do bom senso e da razão que apresenta anseios sobre o futuro e as decepções geradas pelas expectativas e a descoberta da ignorância humana.
É impossível negar uma semelhança entre a obra de Descartes e o livro “O Apanhador no Campo de Centeio” de J.D. Salinger, o segundo autor foi claramente influenciado pelo primeiro. René deixa nítida uma vontade de fazer escolhas racionais, já que para ele o bom senso é a única coisa que separa homens de animais, e para isso optou pela desconfiança e pelo estudo, descobrindo-se ignorante após o estudo das letras. Já o personagem Holden, criado por Salinger, é a expressão da insatisfação humana com o comportamento ideal, não consegue entender as expectativas do mundo adulto para com ele, assim como Descartes não encontra seu caminho através do caminho das pessoas consideradas sábias.
O método de Descartes resume-se a três máximas, a primeira diz respeito a obedecer leis e ter opiniões sensatas, as mesmas dos sábios, a segunda, sendo reforçada na quarta parte da obra, é sobre seguir suas convicções fazendo o mínimo de alterações, já a terceira ensina a só desejar o alcançável, aquilo que está em completo poder de cada ser humano. A máxima que recebe destaque no “Discurso do Método” é a segunda, René reforça por diversas vezes a importância de seguir um caminho sem desvios, mesmo ele tendo se desviado em certos momentos, para alcançar plenitude em razão e bom senso.
Samantha Sayuri de Souza Yabiku
1º ano - Direito noturno
Desdobramentos das Ideias de Descartes
René Descartes, insigne por sua máxima ''Penso, logo existo'', foi um dos mais importantes filósofos da Idade Moderna. Em sua obra "Discurso do Método'', Descartes expõe e desenvolve o método que utiliza para a obtenção da verdade. Para isso, faz o uso de ferramentas como o princípio da dúvida e principalmente, a razão.
Anteriormente às Ciências Modernas, muitos acreditavam que o conhecimento era adquirido através da magia, da alquimia, da astrologia. Descartes julgava esse preceito como falso para a busca da verdade e defendia que o verdadeiro conhecimento era obtido através da reflexão sobre o próprio eu, cada um cultivando sua própria razão, procurando distinguir as opiniões consideradas mais verdadeiras. Porém, atualmente, contrariando a ideia de Descartes, muitas pessoas recorrem à astrologia para buscar saber o que vai acontecer no futuro, se vão ascender na carreira ou se vão ter um relacionamento sério. Para muitos, especialmente os físicos, essas predições não têm explicação racional, são meramente suposições fantasiosas.
Em um de seus princípios, Descartes mostra que a vontade individual não deve se sobrepor à vontade coletiva, pois a única coisa que o indivíduo detém é o próprio pensamento, não podendo o homem obrigar outrem a seguir desejos próprios. Por exemplo, nas relações sociais, ninguém é melhor do que o outro, apenas apresentamos ideias e pensamentos diferentes, o que torna o âmbito social mais diversificado e harmonioso.
Descartes afirma a existência de Deus, pois diz que é necessário existir um ser perfeito, de quem o homem recebeu tudo o que possui. O homem não pode ser considerado perfeito, pois apresenta dúvidas, tristezas, angústias. Já Deus, apresenta-se desprovido dessas imperfeições. Tendo esse pensamento, Descartes apresenta o argumento de que se o homem orginou-se desse ser perfeito (Deus), nossas ideias são verdadeiras, pois além de termos usado nosso pensamento racional criteriosamente, elas vieram de Deus, e portanto, são perfeitas. Até hoje, vários estudiosos são contra essa explicação de Descartes, pois eles alegam que a ideia de perfeição não precisa ser necessariamente causada por um ser perfeito e que não há garantias da existência de tal causalidade.
Hoje em dia, muitas pessoas , mesmo não concordando plenamente com suas ideias, aprovam a ideia básica de Descartes de que a razão é superior aos sentidos, pois estes nos enganam. Além disso, todos sabem que o mundo é movido pela dúvida, pelas perguntas, e que sempre tentaremos buscar a verdade através destas. Conclui-se, portanto, que o pensamento cartesiano ainda é bastante fundamental para a sociedade atual.
Elisa Kimie Miyashiro
1º ano - Direito Noturno
Transcendência através do tempo
O descontentamento com o ensino tradicional foi a mola propulsora
que levou René Descartes a procura de um novo método de busca pela verdade. Insatisfeito
com antigos dogmas tanto da ciência quanto da religião, Descartes descreve em
sua obra “O Discurso do Método” a maneira por ele orientada com fim de se
atingir um conhecimento verdadeiro.
Sua metodologia, também chamada de “método cartesiano”,
fundamenta-se na razão e tem o duvidar como ponto de partida. Assim, uma
premissa seria apurada e a clareza de seu conteúdo avaliada, sendo, esta, um
caminho para a verdade. O método de Descartes se revela imensamente inovador
por ter sido originado ainda nos fins do feudalismo, e, revela, também, sua
grandiosidade quando analisada sua influência sobre o pensamento contestante
embrião das guerras e revoluções dos séculos seguintes.
A partir de suas obras e estudos pode-se afirmar que a mais
memorável contribuição de Descartes para a humanidade foi o incentivo ao
questionamento e ao posicionamento crítico em face às verdades tidas como
absolutas. Passados tantos séculos e frente a uma realidade tão desigual como a
do século XXI é possível notar que o “método” ainda faz alusão a um tema
pertinente ao homem e suas inquietações: a busca pela sabedoria.
Gabriela de Aguiar Watanabe - 1o. ano Direito noturno
As únicas histórias
Em o "Discurso do Método", René Descartes demonstra a importância da dúvida como uma maneira de formar um pensamento crítico e analisar mais a fundo aquilo que nos é passado, de forma a adquirir conhecimento mais amplo e mais próximo da verdade, diferente daquele que se obtém através de hábitos e exemplos. Tal método de busca pela verdade, encontra-se fora de uso na sociedade atual, em que as pessoas se contentam com aquilo que elas ouvem sem descanso e de uma única forma, acatando-as como algo verídico.
A globalização, entre muitas outras coisas, nos proporcionou um maior acesso às notícias e informações do cotidiano, nos dando a sensação de que as recebemos em um pequeno espaço de tempo e da maneira mais completa possível. Porém, os meios de comunicação ao nos bombardearem com tantas notícias, de maneiras, muitas vezes, incompletas,simplificadas em demasia e só com uma versão das mesmas, não nos dá tempo de raciocinar e debater sobre o assunto exposto, nos tornando as chamadas vítimas de uma única história. Estas são aquelas que ao invés de contestar as informações que recebem e irem atrás de outras que as confirmem ou as neguem, simplesmente as aceitam como verdade, pois a mídia mostra uma versão unilateral dos relatos diversas vezes até que essas os absorvam como sendo o único axioma sobre tais. Esse método adotado pelos meios midiáticos de transmitir seus informes fez com que a capacidade de duvidar e formar um pensamento crítico do ser humano diminuísse e assim, o senso comum continuasse a ser dominante com uma única opinião formada, como assim também o era na época de Descartes, mostrando a contemporaneidade de sua obra.
Iris Acácia Crusca - Direito Noturno
A globalização, entre muitas outras coisas, nos proporcionou um maior acesso às notícias e informações do cotidiano, nos dando a sensação de que as recebemos em um pequeno espaço de tempo e da maneira mais completa possível. Porém, os meios de comunicação ao nos bombardearem com tantas notícias, de maneiras, muitas vezes, incompletas,simplificadas em demasia e só com uma versão das mesmas, não nos dá tempo de raciocinar e debater sobre o assunto exposto, nos tornando as chamadas vítimas de uma única história. Estas são aquelas que ao invés de contestar as informações que recebem e irem atrás de outras que as confirmem ou as neguem, simplesmente as aceitam como verdade, pois a mídia mostra uma versão unilateral dos relatos diversas vezes até que essas os absorvam como sendo o único axioma sobre tais. Esse método adotado pelos meios midiáticos de transmitir seus informes fez com que a capacidade de duvidar e formar um pensamento crítico do ser humano diminuísse e assim, o senso comum continuasse a ser dominante com uma única opinião formada, como assim também o era na época de Descartes, mostrando a contemporaneidade de sua obra.
Iris Acácia Crusca - Direito Noturno
As dúvidas e a razão no processo cognitivo
René Descartes engendrou seu
método racionalista a partir de frustrações com outros métodos cognitivos,
consequência de sua dúvida constante. Isso é visto, por exemplo, na crítica
feita à sua própria educação, proveniente, segundo ele, de letrados que “ficavam
confinados em seus gabinetes”, e, por isso, não conheciam a experiência social,
além de não se preocuparem em se distanciar de seus preconceitos. Karl Marx,
em seus estudos sobre a ideologia, também critica o distanciamento dos responsáveis
pela criação do conhecimento, mas por achá-los constantemente sujeitos a ânsias
que deterioram o nivelamento social.
Frente a essa primeira frustração, Descartes recorre ao que, no momento, parecia-lhe fundamental ao processo de aprendizagem, o convívio social. No entanto, ao realizar suas pesquisas, deparou-se com alguns preconceitos adquiridos até pela coerção, o que, mais tarde, Émile Durkheim chamaria de Fato Social. Embora a experiência social tenha sido rejeitada como um bom método para se alcançar o conhecimento verdadeiro, hoje vemos a ascensão desse processo pela meritocracia, vista, por exemplo, na mega produção “Quem quer ser um milionário?”, de Simon Beaufoy, na qual a personagem protagonista ganha o prêmio de um milhão de rúpias por relacionar as perguntas de um programa a suas experiências cotidianas.
Com base nessas frustrações, Descartes passa a enxergar que a razão, motivadora de sua dúvida persistente, é o melhor método cognitivo, já que “não nos sugere que tudo quanto imaginamos seja verdadeiro”. Assim, em “O discurso do método”, Descartes antecipa a grande objeção dos positivistas do século XIX, por tentar distanciar-se de sues próprios preceitos, e, não obstante, lança a ideia de que o que é verdadeiro é evidente e distinto.
Frente a essa primeira frustração, Descartes recorre ao que, no momento, parecia-lhe fundamental ao processo de aprendizagem, o convívio social. No entanto, ao realizar suas pesquisas, deparou-se com alguns preconceitos adquiridos até pela coerção, o que, mais tarde, Émile Durkheim chamaria de Fato Social. Embora a experiência social tenha sido rejeitada como um bom método para se alcançar o conhecimento verdadeiro, hoje vemos a ascensão desse processo pela meritocracia, vista, por exemplo, na mega produção “Quem quer ser um milionário?”, de Simon Beaufoy, na qual a personagem protagonista ganha o prêmio de um milhão de rúpias por relacionar as perguntas de um programa a suas experiências cotidianas.
Com base nessas frustrações, Descartes passa a enxergar que a razão, motivadora de sua dúvida persistente, é o melhor método cognitivo, já que “não nos sugere que tudo quanto imaginamos seja verdadeiro”. Assim, em “O discurso do método”, Descartes antecipa a grande objeção dos positivistas do século XIX, por tentar distanciar-se de sues próprios preceitos, e, não obstante, lança a ideia de que o que é verdadeiro é evidente e distinto.
O prisma real
Quando pensamos na virtude de se questionar um axioma, é como se soasse paradoxal. Todavia, o racionalismo de Rene descartes nos leva a justamente duvidar de todas as verdades absolutas que nos norteiam ao longo de nossa existência.
A tendenciosidade das ciências, largamente explorada na filosofia, matemática e teologia, nao pode ser encarada como o meio único de se atingir a plenitude da razão. O confrontamento dos diversos paradigmas
socias é altamente mutável e graças a característica subjetiva pessoal de cada ser é que se consegue chegar a uma doutrina absoluta.
Na linha cartesiana, não se observa o propósito de questionamento advindo de uma doutrina ou de conceitos criados a partir de vontades e imposições pessoais. O modo como as leis se inserem deve ser brutalmente desconectadas de qualquer forma de influência hierarquizante de valores. Nesse ponto, pode-se citar, por exemplo, a filosofia taxativa de Pierre Bourdieu na concepção do doutrinamento escolar, como apoderado de tal questionamento feito por descartes, pois assim como a doutrina é questionada pela imposição da vontade do mais forte, na escola a materialização do poder social na forma de conhecimento, também o é. Na perspectiva descartiana deve-se ater ao multifacetamento das opiniões para se atingir um consenso que, ainda este, nao deve ser levado imponderavelmente como verdade e sim como o meio mais próximo, e ao mesmo tempo questionável, do real.
Fábio Augusto Ribeiro Abyazar
A derrota da
metafísica
O assunto mais abordado nas discussões sobre
a obra “O
discurso do método”, do filósofo francês René Descarte, é a racionalização do
método científico advindo da ruptura com o misticismo vigente no século XVII.
Este preceito, denominado racionalismo cartesiano, foi, sem dúvida nenhuma, um
dos grandes marcos na evolução do pensamento ocidental, pois introduziu a
sistematização do conhecimento, gerou a intensa fragmentação dos objetos de
estudo e elevou a dúvida ao posto de motor propulsor do saber científico.
Não obstante os incontestáveis benefícios
adquiridos através do racionalismo de Descartes, nota-se no contexto
contemporâneo algumas chagas oriundas dessa corrente de pensamento. A
fragmentação dos objetos de estudo, por exemplo, elevou de tal forma a
especificidade das vertentes do saber, que os profissionais contemporâneos
tornaram-se hiperespecializados, em outras palavras, sabem muito de quase nada.
Contudo, as maiores perdas ocasionadas por
influência do racionalismo cartesiano ocorreram no campo da subjetividade
humana e da metafísica, pois ao romper com a filosofia clássica e centrar seu
objeto de estudo nas verdades racionalizadas, Descartes dá início a um processo
de progressiva valorização dos saberes palpáveis em detrimento às antigas
questões filosóficas fundamentais. Dessa forma, a ciência contemporânea está
muito mais interessada em produzir novas tecnologias e conhecimentos concretos
do que em refletir a respeito das questões primárias da metafísica. Afinal, qual a relevância de reflexões sobre o sentido da vida ou sobre início da existência humana em uma sociedade guiada pelo norte do racionalismo extremo e da vida matematizada?José Roberto Bernardo Bettarello - 1º ano direito noturno
A existência moral na internet
O ato de pensar é a peculiaridade humana, diferenciando-nos de qualquer outro animal. Para os atenienses, tal
ação consistia em questionar tudo ao seu redor, mas não apresentavam fins práticos para o raciocinar.Seria com René Descartes que o pensar tomaria uma forma mais concreta.Através de uma frase de pequena extensão, mas de grande significado
(“Penso, logo existo”), o pensador influenciaria quase toda a produção de
conhecimento dos séculos posteriores.
No século atual, a ciência tem
produzido conhecimentos em espaços de tempo cada vez menores e, devido à troca
de informações quase instantânea entre as pessoas, tem sido cada vez mais fácil
compartilhá-los. No entanto, é preciso atentar que se há a produção, também
existe a reprodução de conhecimentos através dos meios de comunicação, o que pode ser
maléfico. Um exemplo disso está na internet.
Ela facilita a manifestação de pensamentos, mas ao mesmo tempo dá a possibilidade para
que alguns indivíduos se apropriem dos de autoria alheia, declarando-os seus.
Dessa forma,eles confrontam a lógica cartesiana, pois sua máxima condiciona
a existência moral a um pensar original e com fins práticos.Consequentemente, acabam
por anular a sua própria existência moral quando se abstêm da capacidade de
raciocinar, usando de má fé a dos outros. Além disso, ao compartilharem ideias sem análises racionais e
julgando-as todas como verdades absolutas, colocam em risco a integridade moral
de outras pessoas que lerão aquilo e usarão como base para as suas próprias conclusões, resultando em
consequências muitas vezes irremediáveis.
Para resolver esse problema observado na internet, seria necessário a predominância da razão sobre os sentidos pessoais de cada usuário da rede, ou seja, deveria-se agir conforme o método racional cartesiano a fim de não causar prejuízos a ninguém.O convívio no mundo virtual seria mais benéfico e a existência moral de cada um estaria portanto conservada. Descartes rejubilar-se-ia.
Lucas Ferreira Sousa Degrande, aluno do primeiro ano de Direito.
Dúvida, quebra de paradigmas e ideias inatas
Pode-se afirmar que a busca e a compreensão dos fatos pelo ser humano através
da razão é a principal questão discutida por René Descartes na obra “Discurso
Do Método”. Sendo assim, o autor parte do princípio da dúvida, ou seja, da não
aceitação de algo imposto como verdadeiro, ao menos que essa verdade seja
embasada pela razão.
Com isso, o autor quebrou com uma série de preceitos e paradigmas da época, uma vez que as "verdades" eram impostas pela Igreja durante toda a Idade Média, sendo que as teorias que a contradissesse eram reprimidas e crucificadas.No entanto, apesar de quebrar esses paradigmas, o autor não nega a existência de Deus,e ainda infere
que Deus é um ser perfeito, sendo que todas as verdades irrefutáveis proveem
dele.
Além disso, Descartes propõe como parte de seu método a dedução e o raciocínio lógico a partir das verdades incontestáveis, as verdades inatas. Para ele, uma maneira de atingir a verdade pura é fazer proposições resultantes de uma verdade inata, ou seja, a partir de corolários. Com isso,seria possível coibir a ilusão e a proposição de ideias errôneas.
Dessa forma, é possível afirmar que a teoria de Descartas está diretamente ligada às questões matemáticas e lógicas, utilizando-se de raciocínios exatos para a compreensão de questões inerentes ao ser humano, o que contribuiu para várias áreas de estudos posteriormente, como para a física e a química.
Ao escrever o " Discurso do Método", Descartes enaltece o ser humano como o único "ser pensante", capaz de buscar a razão, contrapondo algumas ideias da Igreja e propondo uma nova visão de mundo em pleno século XVII que proporcionou novos caminhos e visões que influenciaram e ainda influenciam diversas áreas em diferentes matérias na atualidade.Por isso que essa obra é estudada e analisada ainda nos dias atuais.
Rodrigo Tittoto Acra - 1°ano Direito Diurno
Rodrigo Tittoto Acra - 1°ano Direito Diurno
René
Descartes, em seu livro Discurso do
Método, discorre a respeito do método do qual se utiliza para bem conduzir
sua razão, se não à perfeição ao menos ao melhor que pudesse. Em seu livro,
Descartes faz uma crítica ao estudo tradicional, onde o desenvolvimento do
senso crítico não é estimulado e valorizado; atestando que as ciências dos
livros não se encontram tão próximas da verdade como a simples opinião de um
homem acerca das coisas que o envolvem. Diante desta contradição, decide
abandonar o estudo das letras e de tudo aquilo que lhe fora inculcado pelo
hábito e por seus preceptores a fim de formar sua própria opinião a respeito de
tudo o que o cerca, afastando-se dos enganos que ofuscam a razão e, assim,
formular sua própria concepção do que é verdadeiro ou falso.
Procura,
dessa forma, afastar-se do senso comum e desenvolver um amplo senso crítico
baseando-se agora não mais em opiniões alheias ou costumes impostos pelo convívio
social, mas no desenvolvimento de suas opiniões, buscando contemplá-las sempre
à luz da razão. Segundo suas próprias palavras: “eu não podia escolher ninguém
cujas opiniões parecessem dever ser preferidas às de outros e achava-me como
coagido a tentar eu próprio me dirigir”.
O
discurso de Descartes continua atual, pois o senso comum ainda prevalece em
nosso cotidiano como uma resposta fácil às questões que nos envolvem. A vida em
sociedade obriga os indivíduos não somente a agir de forma padronizada como
também a pensar dessa maneira, seja por acomodação àquilo que se apresenta de
forma mais simplificada ou por estímulo de certos componentes sociais aos quais
o senso comum e a alienação se apresentam como forma de manter-se o status quo.
Segundo seu discurso, “a pluralidade das vozes
não é prova que valha algo para as verdades um pouco difíceis de descobrir”; ou
seja deve-se procurar descobrir a falsidade ou as incertezas das preposições que
nos são apresentadas para, desse modo, construir-se uma conclusão correta e
indúbia a respeito de tudo o que nos cerca.
A necessidade da razão no mundo contemporâneo
René Descartes pode ser considerado o inaugurador
da filosofia moderna, tendo por princípio o método racional, distanciando-se, assim,
das ideias vigentes de uma sociedade feudal com grande influência da Igreja.
Em seu livro “O Discurso do Método”, o filósofo
propõe desvencilhar-se de um senso comum, que é pregado pelos mitos e hábitos
da sociedade feudalista, para que se tenha um melhor raciocínio e criação das
próprias críticas e opiniões, ideia esta presente na passagem “aprendi a não
acreditar com demasiada convicção em nada do que me havia sido inculcado só
pelo exemplo e pelo hábito...”. Pelo método cartesiano, Descartes defendeu a tese de que a dúvida era o
primeiro passo para se chegar ao conhecimento, em que esta também seria
uma forma de fugir do pensamento comum intitulando-o como duvidoso, para que se
busque com clareza a verdade incontestável.
Nota-se
que René constrói seus pensamentos baseados no racionalismo e que posteriormente
surgiria uma corrente filosófica divergente, chamada de empirismo, representada
por pensadores como David Hume e Jonh Locke.
O
método empirista considera a utilização da imaginação ou dos sentidos para o
entendimento opondo-se ,então, ao método racionalista, oposição esta constatada
no seguinte trecho “ ao considerar que os nossos sentidos às vezes nos enganam
quis presumir que não existia nada que fosse tal como eles nos fazem imaginar.”
Atualmente
observa-se a extrema influência exercida pelos meios de comunicação criando,
assim, uma massa manipulada pela mídia com pensamentos semelhantes que levam a
não capacidade do pensamento crítico. Semelhante a sociedade pré-modernista,
hoje, apesar da existência do
individualismo nota-se ainda a grande alienação social evidenciando ainda a
existência de um senso comum. Além de tudo é evidente a grande colaboração
científica advinda da obra de René Descartes influenciando inúmeros outros
pensadores, permitindo, então, um grande desenvolvimento científico no mundo
moderno e que se estende até a contemporaneidade.
Emmanuelle Nasser Dias e Silva- 1° ano Direito Noturno.
O alcance da verdade sob a herança barroca
Conceber um novo conhecimento consiste
não só em absorvê-lo para obter sua compreensão, mas sobretudo em questioná-lo
para atingir a sua veracidade. Em defesa desse paradigma, Descartes inaugura em
“Discurso do Método” a modernização da filosofia, mas também inova ao propor um
novo caminho para concepção da verdade oposto à mera aceitação dos dogmas
estipulados pela sociedade feudal na qual se inseria. Analogicamente, hoje a
persistência de uma conduta moral pré-estabelecida a ser seguida atribui aos
homens o mesmo conflito pertinente à época de Descartes: ainda que dotada de
maior liberdade de expressão, a sociedade atual é inserida num constante
conflito entre o impulso de exercer suas próprias vontades e o anseio de uma
repressão futura vindo de forças sobrenaturais. Este caráter barroco, ainda
presente atualmente, atribui à oposição de ideias a dificuldade de obter a
verdade por essência. Tal oposição é revelada a partir dos diversos caminhos
existentes até o verdadeiro, representados na época do autor pelos filósofos
que defendiam o entendimento pleno a partir dos sentidos. Hoje, porém, as
diversas fontes que transmitem informações e a facilidade em distorcê-las
apontam para a permanência da necessidade da contestação. A dúvida constante,
não só nos afasta do falso e duvidoso, como também nos auxilia na elaboração
dos próprios pensamentos e questionamentos acerca de tal fato, encaminhando-nos
a uma concepção individual que nos afasta das outras pré-estabelecidas.
Como
caminho para a verdade, o duvidar nos torna humanos , mas priorizar a dúvida
afasta o homem da perfeição. Ora, duvidar revela a fraqueza humana ao conceber
o verdadeiro por essência, tornando-nos imperfeitos se comparados àquele que
nada duvida por ser naturalmente inerente à verdade original. Somente um ente
superior à nossa espécie poderia eliminar a etapa primordial da dúvida como
caminho para a verdade. Sob essa ótica,
Descartes atribui a Deus a incorporação do “ser perfeito”, aproximando-se novamente
do senso comum entre as populações ocidentais.
Como
diferenciação entre a espécie humana e o “ser perfeito”, a frase “Penso, logo
existo” não apenas condiciona a existência humana à sua capacidade de pensar,
mas também dá destaque ao uso da razão a partir da utilização da mente como
constante busca da verdade a fim de estabelecer o ser. Se o duvidar nos torna
humanos, o pensar concretiza nossa existência a atribui ao uso da razão o fator
principal na incansável busca pela verdade.
Luisa Loures Teixeira - Direito Diurno
A "benção" da ignorância
Em O Discurso do
Método, Descartes aborda o tema da importância da razão para adquirir o conhecimento
real, e como esse conhecimento é um essencial formador do caráter, juízo e
espirito humano. A importancia de saber diferenciar o correto do enganoso, de
aceitar erros e buscar cada vez mais a verdade, tomando como princípio a razão,
tornaria a convivência humana mais harmônica.
A habilidade de pensar de forma
racional difere a humanidade de animais selvagens, essa é a teoria ampla, mas
saindo do plano generalizado e partindo de pontos mais específicos, consegue-se
observar que, com a globalização, pensamentos, teoria e ideias são formadas por
um pequeno grupo (com amplos poderes econômicos e consequentemente políticos) e
disseminados para toda uma população. Essa povo manipulado acredita em sua
liberdade de pensar, de agir, de tomar conclusões, quando na verdade, são direcionados
para um mesmo fim intelectual.
Desse modo, a busca pela verdade
partindo da razão está em desuso em uma sociedade em que a ignorância parte não
da consciência de que o conhecimento existente é extremamente amplo para ser
estudado em uma vida humana, mas sim da falta de conhecimento em geral.
Micaela Amorim Ferreira
Micaela Amorim Ferreira
O conceito de dúvida na pós-modernidade
Duvidar, esse pode ser considerado não apenas um argumento
de Descartes na Idade Moderna, mas sim, um conceito contemporâneo que permeia
nossa vida. Homens “pós-modernos” de Bauman, questionamos tudo ao nosso redor. O
questionamento contemporâneo, contudo, não passa pelo crivo das 4 etapas
proposto por Descartes.
A primeira das peneiras para Descartes é o conhecimento com
clareza sobre algo, só a partir de conhecer muito bem um mote poderia se
adiantar ao próximo passo e aproximar-se da Verdade Real, fato que,
cotidianamente, não nos ocorre: quando, por exemplo, um cidadão menos
favorecido nos aborda, viramos às costas ou simplesmente lhes damos um trocado
para nos livrar da sua presença incomoda, sem darmos importância nenhuma a sua
história de vida ou suas necessidades. Nessa situação fugimos da realidade
social que nos é escancarada.
A segunda constitui em seccionar a dúvida em tantas partes
quantas forem necessárias para seu melhor entendimento. Na vida contemporânea,
por vezes abordamos fatos por apenas uma óptica, somos “unilateralistas”.
A terceira constitui em ordenar os pensamentos de forma a
começar pelos mais simples, contudo, na ótica “pós-moderna”, nossos pensamentos
são tão líquidos e atropelados que não passam por esse ordenamento. Ou,
meramente nós achamos tão bastantes para pular os degraus da construção do
conhecimento.
A quarta constitui uma síntese das demais, porém exigi que
não sejamos omissos. Mas, a omissão tem sido farta. Política e socialmente
temos sidos omissos.
Descartes julga fundamental para a construção do Espírito do
conhecimento um homem que se construa diariamente. Que a partir dos seus
próprios questionamentos posso adubar-se e crescer. Porém, a dúvida do jeito
que tem afetado a sociedade constitui em um método de ignorar aquilo que não deseja-se
acreditar , como as questões ambientais que batem à porta( nunca o aquecimento
global foi tão desacreditado).
O amplo conhecimento construído pela humanidade pode ser
descartado se esse não gerar benefícios para nós próprios (humanidade em
conjunto). O que se cabe realmente questionar na atualidade é: Se conseguimos
mandar seres humanos à lua, por que não conseguimos matar a fome de todos
Por: Tiago Fernando Guedes de Carvalho
1º Semestre Direito Noturno
Óptica de Descartes na modernidade Na obra "Discurso do Método",o autor René Descartes buscou avaliar criticamente a condição racional do ser humano imerso na sociedade. Além disso, o filósofo discorreu sobre a possibilidade de ratificar o existencialismo do homem a partir de tal condição:"penso,logo existo".
Verifica-se na modernidade a dificuldade do homem em construir ideias e opiniões por meio das próprias avaliações e situações empíricas, assim como Descartes apontou ainda no século XII.Dessa forma na atual conjuntura social esses meios se encontram ultrapassados pela dinamicidade e pelo excesso de informações da vida moderna.
Segundo o autor,quando um indivíduo deixa de usufruir da própria razão,ele passa fazer uso da verossimilhança com outros pensamentos, os quais podem se distanciar, na essência, da veracidade.Adaptar o discurso alheio às necessidades cotidianas e individuais também é considerado na obra um perigo na medida em que o senso crítico acaba sendo extirpado da condição racional humana.
A partir disso, pode-se observar diversos exemplos capazes de mostrar na prática a posse da reflexão de outrem, como a grande influência midiática que é feita na contemporaneidade.Portanto, o frânces Descartes em sua obra já alarmava a sociedade de sua época de um esvaziamento reflexivo e formador de ideias singulares.
Verifica-se na modernidade a dificuldade do homem em construir ideias e opiniões por meio das próprias avaliações e situações empíricas, assim como Descartes apontou ainda no século XII.Dessa forma na atual conjuntura social esses meios se encontram ultrapassados pela dinamicidade e pelo excesso de informações da vida moderna.
Segundo o autor,quando um indivíduo deixa de usufruir da própria razão,ele passa fazer uso da verossimilhança com outros pensamentos, os quais podem se distanciar, na essência, da veracidade.Adaptar o discurso alheio às necessidades cotidianas e individuais também é considerado na obra um perigo na medida em que o senso crítico acaba sendo extirpado da condição racional humana.
A partir disso, pode-se observar diversos exemplos capazes de mostrar na prática a posse da reflexão de outrem, como a grande influência midiática que é feita na contemporaneidade.Portanto, o frânces Descartes em sua obra já alarmava a sociedade de sua época de um esvaziamento reflexivo e formador de ideias singulares.
domingo, 10 de março de 2013
O
cartesianismo aplicado no mundo atual.
A ruptura causada por Renée Descartes em meados do século XVII, no que se diz respeito ao modo de compreensão e transformação do mundo, repercutiu de tal forma que até hoje há efeitos claros dessa linha de pensamento. Era evidente a posição de Descartes com relação à necessidade de utilizar a ciência como mecanismo não só de compreensão, mas também como modificadora das coisas ao seu redor, e isso é perceptível na sociedade globalizada atual, onde a dúvida é instrumento para um constante avanço, seja ele científico ou social.
As relações humanas e científicas apresentam-se cada vez mais interligadas e intensas, levando a um aprofundamento no conhecimento adquirido. E esse ponto, também levantado por Descartes, leva à hiperespecialização, ou seja, o todo dividido em menores partes para um estudo mais elaborado, que hoje é presente em todos os setores da sociedade, desde uma loja de roupas até uma multinacional.
Além disso, o fato de Descartes utilizar primariamente a razão como forma de entendimento do mundo, em oposição a outras até então vistas como base do conhecimento, como a alquimia e religião, leva a uma certa contradição. Isso porque o filósofo não se afasta da ideia de um criador, utilizando inclusive seu método para tentar explicar a existência divina. Essa é uma discussão que até hoje gera debates, principalmente entre religiosos mais conservadores e cientistas por todo o mundo.
Conclui-se, portanto, que Descartes, além de influenciar radicalmente a sociedade em que vivia, quebrando paradigmas até então vistos como primordiais, contribuiu fundamentalmente para a formação dos ideais vigentes até hoje no mundo.
Rodrigo Nadais Jurela - Direito Noturno
A ruptura causada por Renée Descartes em meados do século XVII, no que se diz respeito ao modo de compreensão e transformação do mundo, repercutiu de tal forma que até hoje há efeitos claros dessa linha de pensamento. Era evidente a posição de Descartes com relação à necessidade de utilizar a ciência como mecanismo não só de compreensão, mas também como modificadora das coisas ao seu redor, e isso é perceptível na sociedade globalizada atual, onde a dúvida é instrumento para um constante avanço, seja ele científico ou social.
As relações humanas e científicas apresentam-se cada vez mais interligadas e intensas, levando a um aprofundamento no conhecimento adquirido. E esse ponto, também levantado por Descartes, leva à hiperespecialização, ou seja, o todo dividido em menores partes para um estudo mais elaborado, que hoje é presente em todos os setores da sociedade, desde uma loja de roupas até uma multinacional.
Além disso, o fato de Descartes utilizar primariamente a razão como forma de entendimento do mundo, em oposição a outras até então vistas como base do conhecimento, como a alquimia e religião, leva a uma certa contradição. Isso porque o filósofo não se afasta da ideia de um criador, utilizando inclusive seu método para tentar explicar a existência divina. Essa é uma discussão que até hoje gera debates, principalmente entre religiosos mais conservadores e cientistas por todo o mundo.
Conclui-se, portanto, que Descartes, além de influenciar radicalmente a sociedade em que vivia, quebrando paradigmas até então vistos como primordiais, contribuiu fundamentalmente para a formação dos ideais vigentes até hoje no mundo.
Rodrigo Nadais Jurela - Direito Noturno
A Onipresença do Método Cartesiano
Segundo René Descartes, o
ponto principal para a busca do conhecimento é o ceticismo, o eterno duvidar.
Para isso seria necessário desvincular-se de concepções pré-estabelecidas e
analisá-las sob uma ótica totalmente racional, sem a interferência tanto da imaginação,
quanto dos próprios sentidos, uma vez que estes são limitados.
Diferentemente do método
cartesiano, o método empírico, proposto por John Locke, defende que a
mente humana é uma tabula-rasa sobre o qual é gravado os conhecimentos, ao
longo dos anos, obtidos através das sensações, dos sentidos. Esses dois
métodos, apesar de serem contraditórios, se opõem ao racionalismo, segundo o
qual o homem nascia com ideia inatas.
Por certo, o método
cartesiano se sobrepõem ao empírico, afinal os cinco sentidos limitam o
horizonte e podem, por vezes, se equivocarem, como na famosa pintura de René
Magritte em que há um cachimbo desenhado e logo abaixo a frase " Ceci
n’est pas une pipe" (isso não é um cachimbo), pois a pintura é a representação de um cachimbo e não ele si, é impossível, portanto, enche-lo de fumo.
Atualmente, o método cartesiano é o mais adequado, pois permite, nas várias ciências, a possibilidade da melhor análise de uma informação. René Descartes, com "O Discurso sobre o Método", revolucionou o o fazer científico e seu trabalho ecoará pela eternidade.
Karina Barbosa de Lima - Direito Noturno
A verdade política sob a ótica de Descartes
Os princípios de raciocínio utilizados por René Descartes,como a busca incessante pela verdade das "coisas",não apenas pela falsa verdade mas pela verdade "real" daquilo que se apresenta,estão sendo negligenciados por uma parcela da população quando nos deparamos com situações iguais as que vemos no cenário político brasileiro.Políticos corruptos apresentam-nos falsas verdades e uma parte da população por inércia permite-se a aceitar tais verdades , sem o trabalho de pensar e descobrir se aquela é a verdade "real",como propõe René Descartes em seu livro "O Discurso do Método".
Os princípios de raciocínio utilizados por René Descartes,como a busca incessante pela verdade das "coisas",não apenas pela falsa verdade mas pela verdade "real" daquilo que se apresenta,estão sendo negligenciados por uma parcela da população quando nos deparamos com situações iguais as que vemos no cenário político brasileiro.Políticos corruptos apresentam-nos falsas verdades e uma parte da população por inércia permite-se a aceitar tais verdades , sem o trabalho de pensar e descobrir se aquela é a verdade "real",como propõe René Descartes em seu livro "O Discurso do Método".
Para tais pessoas que permanecem na inércia,a leitura e reflexão dos textos de René Descartes ajudaria estas a votar com maior clareza , para que depois políticos corruptos não precisassem tentar provar suas falsas verdades e poderiam cumprir seu trabalho com a funcionalidade intelectual proposta por Descartes ao guiar seu raciocínio.Pois segundo a máxima de Descartes "Eu penso, logo existo" , políticos medíocres de pensamento não existiriam em nosso cenário político.
Renan Rosolem Machado - 1º ano Direito Diurno
A Razão como orientação para o método científico de Descartes
Em seu livro "Discurso do Método" o filósofo francês René Descartes utiliza como base de seu pensamento a razão para conseguir superar as supertições do século XVII e alcansar o conhecimento e a verdade. De acordo com ele, esses elementos poderiam ser adquiridos por meio de um método científico guiado pela experiência e liberto de sentimentos, o qual nos permitiria desconfiar do conhecimento que nos é transmitido pelo hábito, definido por Descartes como sendo "enganos que ofuscam a nossa razão e nos tornam menos capazes de ouvir a razão". O princípio fundamental de seu novo método era a dúvida. Por meio do pensamento de que nada é incontestável, René Descartes realizou questionamentos das verdades que até então eram impostas a sociedade, para descobrir e compreender quais afirmações eram falsas. Entretando, o filósofo não questionou a figura de Deus, pois acreditava em sua existência.
Partindo do princípio de que a dúvida é o caminho para pesquisar a verdade, e a razão o guia para alcança-lá, o filósofo francês descarta o uso da imaginação e dos sentidos em seu método científico, afirmando que a razão não nos sugere que tudo o que vemos ou imaginamos seja verdadeiro, mas sim que as nossas ideias contém um fundamento de verdade. Com isso, Descartes rompre com alguns dogmas antigos e, concomitantemente, inicia uma nova ciência e filosofia moderna.
Bianca da Silva Fernandes Bastos
1º ano direito noturno
Rompendo dogmas, mitos e o tempo
Romper com o misticismo e o dogmatismo como passo para se alcançar o verdadeiro conhecimento, além de instituir o questionamento como unica forma para tal. Esta ideia se estabelece como ponto principal no pensamento de René Descartes, a partir de sua obra "Discurso do Método".
Guiado por sua desconfiança sobre verdades estabelecidas como absolutas e, inquestionadas até então, o pensamento de Descartes cria uma nova corrente denominada racionalismo, na qual a razão é a base para se atingir um conhecimento rigoroso em detrimento dos maus hábitos e ilusões criadas pelos sentidos. Como forma de influenciar outros pensamentos, o pai do racionalismo coloca-se fora do propósito de estabelecer um método que cada qual deva conduzir sua razão, mas somente demonstrar os caminhos percorridos para conduzir o próprio pensamento.
Pautando-se da ideia de que para se atingir o conhecimento elevado é necessário ir por etapas, Descartes inicia seu pensamento de níveis mais simples, até que se atinja o conhecimento complexo. Desta forma, fica claro em seu pensamento que para chegar à "verdade científica" exige vencer as próprias convicções.
Ainda no campo de seu pensamento, Descartes ignora certos dogmas criados pela Igreja, mas insiste na ideia de que Deus é fundamental para a adequação do pensamento evidente (verdadeiro) e a realidade, conferindo assim validade ao conhecimento. Sendo assim, os erros cometidos pelo homem resultam de um uso descontrolado da vontade, quando esta se sobrepõe a razão.
Desta forma, o pensamento de Descartes encontra-se à frente de seu tempo, rompendo com a alienação imposta por grupos dominantes e buscando o conhecimento a partir das próprias noções. Seu trabalho revolucionário influenciou em muito o avanço cientifico, principalmente na área da matemática, suas teorias criaram uma nova visão de mundo para a época e continuam influenciando até os tempos atuais.
Ricardo de Carvalho Mendes Jr. - Direito diurno
Guiado por sua desconfiança sobre verdades estabelecidas como absolutas e, inquestionadas até então, o pensamento de Descartes cria uma nova corrente denominada racionalismo, na qual a razão é a base para se atingir um conhecimento rigoroso em detrimento dos maus hábitos e ilusões criadas pelos sentidos. Como forma de influenciar outros pensamentos, o pai do racionalismo coloca-se fora do propósito de estabelecer um método que cada qual deva conduzir sua razão, mas somente demonstrar os caminhos percorridos para conduzir o próprio pensamento.
Pautando-se da ideia de que para se atingir o conhecimento elevado é necessário ir por etapas, Descartes inicia seu pensamento de níveis mais simples, até que se atinja o conhecimento complexo. Desta forma, fica claro em seu pensamento que para chegar à "verdade científica" exige vencer as próprias convicções.
Ainda no campo de seu pensamento, Descartes ignora certos dogmas criados pela Igreja, mas insiste na ideia de que Deus é fundamental para a adequação do pensamento evidente (verdadeiro) e a realidade, conferindo assim validade ao conhecimento. Sendo assim, os erros cometidos pelo homem resultam de um uso descontrolado da vontade, quando esta se sobrepõe a razão.
Desta forma, o pensamento de Descartes encontra-se à frente de seu tempo, rompendo com a alienação imposta por grupos dominantes e buscando o conhecimento a partir das próprias noções. Seu trabalho revolucionário influenciou em muito o avanço cientifico, principalmente na área da matemática, suas teorias criaram uma nova visão de mundo para a época e continuam influenciando até os tempos atuais.
Ricardo de Carvalho Mendes Jr. - Direito diurno
Importância e influência de Descartes na atualidade
O "Discurso do Método" de Descartes é um marco e referencial não só pra a filosofia, mas para inúmeras áreas do conhecimento humano. Sua ideologia, ao contradizer o pensamento medieval, além de enraizar importantes preceitos na moral atual, permitiu a criação e avanço de diversas técnicas, como é o caso do venerado método científico.
Apesar desses grandes efeitos e incontáveis frutos, ainda nos dias de hoje, são cotidianas ações impulsivas e que faltam com a reverência pela lógica, questionamento e auto reflexão presente em muitos parágrafos de sua obra. Descartes não afirma uma idealização dos fins, mas ressalva a importância do foco no objetivo como variável de peso capaz de nortear ações, conferindo-lhes maior efeito e significado.
Visto isso, desmembram-se diversas reflexões, como:
- Um sujeito que diz ter objetivado a ajuda ao próximo, lhe entrega 2 reais. Apesar de aparentemente altruísta, será que tal quantia resolveu o problema do necessitado? Será que de fato ajudou e o tirou daquela condição? Ele tem a certeza que outros farão o mesmo para de fato o auxiliar? Ou talvez apenas atuou na consciência do sujeito em questão? Apenas comprou uma consciência limpa e felicidade por míseros 2 reais? Será que tal ações não atuaram mais num alívio emocional do que num auxílio efetivo que primeramente, era seu objetivo? Deste modo, vemos que a falta de clareza mental e reflexão permitiu que o indivíduo se afastasse de seu objetivo se contentando com caminho conveniente e fácil, conferindo às suas ações e objetivos, carácter antagônico.
Independente de quaisquer particularizações e equívocos argumentativos presentes na obra, o fato é que ela é capaz de impor diversos aprimoramentos conceituais. E Descartes foi e ainda é, de extrema importância e necessidade para a formação de conceitos e ideologias presentes nos dias de hoje. Ela ajuda à: "remover a terra movediça e a areia, para encontrar a rocha e argila" no emaranhado de destacadas leis e falsas verdades à nossa volta .
João Victor Cruz - 1º Ano Direito Diurno/Noturno.
Apesar desses grandes efeitos e incontáveis frutos, ainda nos dias de hoje, são cotidianas ações impulsivas e que faltam com a reverência pela lógica, questionamento e auto reflexão presente em muitos parágrafos de sua obra. Descartes não afirma uma idealização dos fins, mas ressalva a importância do foco no objetivo como variável de peso capaz de nortear ações, conferindo-lhes maior efeito e significado.
Visto isso, desmembram-se diversas reflexões, como:
- Um sujeito que diz ter objetivado a ajuda ao próximo, lhe entrega 2 reais. Apesar de aparentemente altruísta, será que tal quantia resolveu o problema do necessitado? Será que de fato ajudou e o tirou daquela condição? Ele tem a certeza que outros farão o mesmo para de fato o auxiliar? Ou talvez apenas atuou na consciência do sujeito em questão? Apenas comprou uma consciência limpa e felicidade por míseros 2 reais? Será que tal ações não atuaram mais num alívio emocional do que num auxílio efetivo que primeramente, era seu objetivo? Deste modo, vemos que a falta de clareza mental e reflexão permitiu que o indivíduo se afastasse de seu objetivo se contentando com caminho conveniente e fácil, conferindo às suas ações e objetivos, carácter antagônico.
Independente de quaisquer particularizações e equívocos argumentativos presentes na obra, o fato é que ela é capaz de impor diversos aprimoramentos conceituais. E Descartes foi e ainda é, de extrema importância e necessidade para a formação de conceitos e ideologias presentes nos dias de hoje. Ela ajuda à: "remover a terra movediça e a areia, para encontrar a rocha e argila" no emaranhado de destacadas leis e falsas verdades à nossa volta .
João Victor Cruz - 1º Ano Direito Diurno/Noturno.
A racionalidade e o muro
O muro de Berlim, construído em 1961, foi erguido com o objetivo de separar fisicamente os dois lados da Alemanha que se dividia entre o capitalismo e o socialismo. Anos mais tarde, com o fim da Guerra Fria, o muro foi quase que totalmente destruído, sendo conservados apenas alguns trechos com uma finalidade simbólica, a fim de que servisse como memória viva da história de que fez parte. Nos últimos dias, no entanto, os trechos do muro de Berlim que ainda encontram-se de pé tem sido ameaçados pela construção de uma zona habitacional de luxo na capital da Alemanha. A construtora responsável pelo projeto já iniciou a derrubada do muro, por considerá-lo um empecilho que poderá prejudicar o que realmente importa à construtora, isto é, o seu próprio empreendimento.
Assim como ocorreu com o significado do muro de Berlim, ocorre com a teoria da racionalidade. René Descartes em seu livro “O Discurso do Método” defende a ideia de que a racionalidade, embora seja defendida e declarada por muitas ciências, é na verdade um conceito que pode ser variável. Assim como o muro de Berlim passou pelos estágios de significância como marco da divisão entre dois mundos, registro histórico e por fim apenas um obstáculo material, a racionalidade também pode variar conforme o contexto histórico e social em que esteja inserida. Por esta aparente inconstância, Descartes ainda que defenda a racionalidade, utiliza-se de uma “moral provisória” para buscar o conhecimento mais efetivo, a fim de que a cautela e o comedimento sejam instrumentos de proteção contra a volubilidade das ciências e dos homens. Desta maneira, é possível evitar uma ruptura radical com os valores já conhecidos e adotados, e consequentemente impedir um grande desvio de conduta e pensamentos na busca pela verdade.
Dianety Silva - 1º ano Direito diurno
Equilíbrio racional
René Descartes instiga o seu leitor a refletir sobre suas ideologias, a partir da própria experiência do autor. O francês, ao inaugurar uma nova forma de pensar, abre as portas das teorias dogmáticas, buscando uma perspectiva de racionalidade científica.
Sempre muito atual, a sua filosofia se encaixa também no contexto do mundo globalizado de hoje. O constante duvidar de Descartes reflete a dinamização da ciência moderna. Assim como o autor ao destruir opiniões mal alicerçadas procura persistentemente fundamentar verdades, as pesquisas científicas, nunca inertes, se entregam na busca do conhecimento sólido e fiel à realidade.
Com o "Discurso do Método" é possível disciplinar as ideias e impor-lhes regras. O auto adestramento permite vencer a si mesmo e aceitar a ordem dos fatos, desencadeiando em maior controle sobre os próprios pensamentos e alimentando a vontade de transformar o mundo.
Dessa maneira, o bom senso fortalece a auto confiança e prepara o homem a encarar as diversas circunstâncias da vida. Sabendo discernir o certo do falso e tendo firmeza em suas ações, o ser humano não se permite influenciar pelas ilusões fugazes, mantendo o seu equilíbrio em permanente harmonia com a natureza de sua razão.
Descartes
Descartes aplicado no século XXI
O homem é um ser racional, o único capaz
de criar, transformar aquilo que está a sua volta, através do conhecimento que
possui sobre determinado local ou objeto. Durante muitos séculos a busca pelo
conhecimento verdadeiro foi assunto de grande relevância para os grandes
pensadores do passado. Para o filósofo René Descartes essa busca ocupou
considerável período de sua vida, que culminou com um tipo de fórmula criada
por ele para, supostamente, auxiliar na busca pelo conhecimento. Sua obra “O
discurso do Método” é uma espécie de tutorial para aqueles que desejam
racionalizar o pensamento, e assim compreender melhor o mundo e os próprios
seres humanos.
Descartes decide ir contra os métodos
tradicionais de estudo da época (século XVII) e ainda jovem decide rever tudo o
que julgava certo e revisar minuciosamente suas ideias através de uma prática
desenvolvida por ele mesmo para chegar ao conhecimento verdadeiro. Esse método
possui alguns pontos em comum com a maneira como a sociedade atual organiza e explora
o conhecimento, como por exemplo, a divisão em parcelas de um problema para se
chegar a um resultado final.
As ciências foram divididas e
classificadas em diferentes grupos, aparentemente sem conexão entre uns e
outros, e estes grupos divididos novamente em subgrupos, e assim por diante.
Porém, diferentemente do que propunha Descartes essas parcelas não se somam
quando os problemas são resolvidos, gerando uma fragmentação do conhecimento e
a consequente alienação de grande parte da população.
O filósofo também estabelecia como parte
fundamental de seu método que todas as ideias deveriam ser metodicamente
analisadas e só quando não houvesse mais dúvidas de sua veracidade é que esta
seria aceita como verdadeira. Contudo, o que pode ser observado atualmente é
que a mídia detém o poder sobre a distribuição das informações. Sobretudo na
sociedade brasileira, o que é noticiado na mídia muitas vezes é tido como
incontestável, empobrecendo não só a capacidade de análise crítica da
população, mas também facilitando problemas como os recorrentes escândalos políticos, uma vez que vários setores da sociedade não se importam, ou não tem esperanças de que a
situação possa ser diferente.
Descartes também afirma que para se chegar
ao conhecimento é necessário utilizar apenas a razão e esquecer aspectos que
não tenham explicação racional, como a astrologia, alquimia, etc. Contudo, os
efeitos de uma sociedade pautada no cientificismo é sentido por nós há algum
tempo: altos índices de violência, desigualdade social, suicídios... À medida
que o homem perde o seu lado poético ele entra em declínio consigo mesmo e
coloca em risco a sobrevivência de sua própria espécie.
O ser humano é um equilíbrio de forças
racionais e emocionais, fadado a viver em grupo, exigir dele que esse
equilíbrio seja fortemente deslocado para qualquer um dos dois lados é provocar
a longo e médio prazo que a população entre em colapso.
Mundo Inteligível
Descartes elaborou em seu "Discurso do método" pensamentos e reflexões que perduram alguns séculos e podem se encontrar presentes em diversos campos do mundo contemporâneo como, por exemplo, a maciça fragmentação do conhecimento ocorrida, principalmente, após a divulgação de suas máximas.
A obra do autor baseia-se na inegável elevação da razão como meio para se obter as mais diferentes verdades. Ao contrário de muitos dizeres populares tal como a fama de que "toda loira é burra", Descartes clama que ninguém é mais racional que outra pessoa, o que se difere nos indivíduos são as direções, ou seja, os fins para que se utilizam a razão.
Deve ser ressaltada ainda, a preocupação do autor quanto à prática. Ele prefere o raciocínio corrigido de um leigo que errou e buscou, assim, melhorar suas ideias ao de um sábio que passa diversos anos escrevendo uma obra "entre 4 paredes". Talvez por isso ele ressalte suas viagens feitas, já que queria "ser ator e não expectador" além de aprimorar sua percepção da vida e de outras culturas.
Seu método foi reduzido, para se facilitar a compreensão, a basicamente 4 dispositivos. Primeiramente, é necessário partir-se sempre da premissa do erro, ou seja, é preciso duvidar sempre. Logo em seguida, deve-se fragmentar o objeto da pesquisa, além de fazer uma análise gradativa dos dados. Por fim, se faz necessária a revisão. Tal método sofre críticas nos dias contemporâneos devido, principalmente, à elevada especialização dos trabalhadores gerando seres cada vez mais alienados.
Por fim, cabe analisar a parte metafísica da obra. Descartes deixa claro que deve haver um Deus maior e perfeito em todos os sentidos quando afirma que "pensamentos não são superiores a mim, pois são frutos de minha natureza. O mais perfeito é uma consequência do menos perfeito. Há um ser mais perfeito que eu o qual dependo e recebo tudo o que possuo."
A obra do autor baseia-se na inegável elevação da razão como meio para se obter as mais diferentes verdades. Ao contrário de muitos dizeres populares tal como a fama de que "toda loira é burra", Descartes clama que ninguém é mais racional que outra pessoa, o que se difere nos indivíduos são as direções, ou seja, os fins para que se utilizam a razão.
Deve ser ressaltada ainda, a preocupação do autor quanto à prática. Ele prefere o raciocínio corrigido de um leigo que errou e buscou, assim, melhorar suas ideias ao de um sábio que passa diversos anos escrevendo uma obra "entre 4 paredes". Talvez por isso ele ressalte suas viagens feitas, já que queria "ser ator e não expectador" além de aprimorar sua percepção da vida e de outras culturas.
Seu método foi reduzido, para se facilitar a compreensão, a basicamente 4 dispositivos. Primeiramente, é necessário partir-se sempre da premissa do erro, ou seja, é preciso duvidar sempre. Logo em seguida, deve-se fragmentar o objeto da pesquisa, além de fazer uma análise gradativa dos dados. Por fim, se faz necessária a revisão. Tal método sofre críticas nos dias contemporâneos devido, principalmente, à elevada especialização dos trabalhadores gerando seres cada vez mais alienados.
Por fim, cabe analisar a parte metafísica da obra. Descartes deixa claro que deve haver um Deus maior e perfeito em todos os sentidos quando afirma que "pensamentos não são superiores a mim, pois são frutos de minha natureza. O mais perfeito é uma consequência do menos perfeito. Há um ser mais perfeito que eu o qual dependo e recebo tudo o que possuo."
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