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sábado, 1 de abril de 2023

O positivismo atualmente

 

Ainda existe o positivismo atualmente?

O positivismo tem seu início em meados do século XVIII e XIX, tendo como base, os avanços conquistados nos ramos das ciências naturais, como física, química e biologia. Entretanto, não existia ainda uma ciência do mesmo calibre relacionada a fenômenos sociais. Assim, foi proposto por Comte, um estudo metódico da sociedade, ao qual ele chamou de “física social”, onde tinha-se por objeto o estudo dos fenômenos sociais, com a ideia de que estes poderiam ser submetidos a leis naturais e invariáveis.

O grande problema contido nesse tipo de análise é a própria pretensão de neutralidade científica, a qual nunca será completa, uma vez que, sendo a ciência feita por humanos, esta é movida pelas particularidades de seus pesquisadores, remetendo aos conceitos abordados por Hilton Japiassu em seu texto sobre ciência e subjetividade. Desse modo, surge o questionamento: ainda existe o positivismo atualmente? Poderíamos pensar que, através das diversas críticas a esse modelo de análise as quais apresentam razões para sua ineficácia, tal corrente teria sido descartada.

Entretanto, percebemos, ainda hoje, os conceitos do positivismo encrustados nos pensamentos de diversos indivíduos, pois estas ideias podem ser facilmente utilizadas com o intuito de defender a  manutenção da ordem e das instituições da maneira em que se encontram, algo importante principalmente para aqueles mais favorecidos por esta organização. Isso fica mais evidente se utilizarmos as falas do ex-ministro da economia Paulo Guedes, quando afirma sentir-se incomodado pela conquista de uma bolsa no Fies pelo filho de seu porteiro, criticando até mesmo as universidades por seu “estado caótico”.

Suas frases, para os positivistas, não estariam erradas, tendo vista a noção apresentada por eles de que seria natural a existência de ricos e pobres, os que deveriam frequentar uma universidade e aqueles que não, uma vez que, os ricos supostamente tiveram mais capacidade de alcançar sua posição atual, adotando uma visão quase biológica da sociedade, como se tratasse de um ser vivo. Quando Guedes defende a diferença das classes como algo necessário, critica empregadas indo em viagens à Disney, entre outras afirmações, está presente em seu raciocínio o positivismo.

Portanto, por mais que o positivismo ainda exista atualmente, é necessário compreender a sociedade como muito mais complexa que um sistema de leis naturais e imutáveis. As relações humanas estão repletas de subjetividade e transformações, sendo uma tentativa falha tentar, estudá-las das mesmas maneiras em que se estuda as ciências da natureza.

André C. Ziviani Filho, 1º ano de direito, noturno

A obsolescência do Positivismo na contemporaneidade

 O Positivismo de Augusto Comte, corrente filosófica elaborada no século XIX, dispõe acerca de uma reformulação na produção e propagação do conhecimento, haja que vista que, à época, os pensamentos e razões eram fundamentados em lógicas subjetivas, tais como a religião, sob forte influência dos princípios católicos.

 Com o surgimento do Positivismo, o conhecimento científico passa a ser elaborado sob uma ótica, de fato, cientifica - isto é, comprovada. Desse modo, as convicções que compõem os saberes da sociedade não eram mais herança de um senso comum, mas sim do conhecimento empírico. O Positivismo, portanto, está intrinsicamente relacionado à propagação de pensamentos elaborados exclusivamente sob aquilo que pode ser provado, preterindo os antigos modos de produção do conhecimento. Além disso, a referida corrente filosófica pressupõe a incontestabilidade dos saberes já validados, desconsiderando a possibilidade de questionamentos ante às possíveis lacunas na disseminação de determinado saber. 

Nessa perspectiva, analisando a sociedade contemporânea, verifica-se que a lógica positivista já não se aplica inteiramente aos modos atuais de produção do conhecimento. É de consenso geral que, a ciência, embora importantíssima e imprescindível para a validação de novas ideias, não se faz incontestável. Isso presume a máxima de que o saber científico, ainda que comprovado, sempre será alvo de novos questionamentos, pois à medida que a sociedade evolui, novas descobertas surgem. Sendo assim, infere-se que o conhecimento é mutável e apto a sofrer modificações, se opondo diametralmente à lógica inalterável do positivismo.

Portanto, compreende-se que o Positivismo, embora ainda exista, tornou-se ultrapassado e obsoleto no que tange à produção do saber científico nos dias atuais. 


Beatriz Fernandes - 1° ano de Direito (matutino)

 

A Sociologia é uma ciência que busca compreender os fenômenos sociais e sua relação com a sociedade como um todo. O pensador Augusto Comte defendia que a Sociologia deveria ser entendida como uma "física social", ou seja, uma ciência que estudasse a sociedade de forma objetiva e científica, da mesma forma que a física estuda os fenômenos naturais dotados de leis naturais invariáveis.

Segundo Comte, a Sociologia deveria se basear em uma abordagem empírica e científica, tendo como máxima fundamental a ideia baconiana de que “somente são reais os conhecimentos que repousam sobre fatos observados”, e seu objetivo principal seria descobrir as leis gerais da sociedade.

A direita conservadora, por sua vez, muito longe de considerar quaisquer métodos científicos para basear seus fundamentos, estabelece-se sobre preceitos determinados, há sua época, por uma cultura patriarcal sob forte influência da religião, a qual possuía tanta relevância quanto o Estado, tomando tais preceitos como leis naturais invariáveis. Essa perspectiva muitas vezes se manifesta na atualidade por tentativas de políticas públicas ou movimentos que visam manter ou reforçar determinadas estruturas sociais, como a família tradicional, a propriedade privada e a hierarquia social.

De certa forma, para a direita conservadora, é necessário um esforço para manutenção do status quo, mantendo inalteradas as leis gerais que regem a sociedade, em vez de compreender e transformar as desigualdades sociais. Como exemplo, tem-se a resistência à adoção de cotas étnico-raciais e socioeconômicas para ingresso em universidades públicas, um mecanismo de mobilidade social amplamente contrário ao anseio reacionário de manutenção da hierarquia social.

Em suma, a ideia da Sociologia como "física social" foi importante para o desenvolvimento da Sociologia como ciência, mas sua utilização de maneira acrítica pode levar a interpretações conservadoras que não levam em conta a complexidade e a dinamicidade da sociedade.

Lucas Wellington dos Santos Lopes - Direito Diurno - RA: 181220598 

A dualidade positiva.


O positivismo, corrente filosófica do início do século XIX, trouxe uma maneira de enxergar a ciência e a política da época, além de ter sido um dos precursores da sociologia como um estudo científico. A escola positivista tem como grande precursor Auguste Comte, com grande influência das correntes iluministas e dos primeiros cientistas modernos, Descartes, Bacon e Galileu.

O ideal de Comte baseava-se em creditar a ciência como a principal razão do progresso e ápice do desenvolvimento humano, passando por fases como a teologia e a metafísica para se alcançar o positivismo como o conhecimento verdadeiro e totalmente científico. É muito importante ressaltar que o ideal positivo foi um grande fundador da sociologia e de seu estudo voltado para a sociedade, alegando essa como a principal lacuna do estudo da ciência, a física social, que teria forte base nas ciências exatas e biológica.

Por mais que seja uma filosofia muita consolidada e bastante conhecida, há algumas contradições e conceitos dúbios que foram sendo colocados com ao decorrer do tempo.

A maior se trata da frase ícone desse pensamento, “Ordem e progresso”, muito conhecida por estar na bandeira de nosso país e por dizer que o positivismo segue uma ordem sempre visando o progresso. Porém, essa frase colocada em nossa bandeira no período em que a república brasileira era governada por militares, por mais que seja bonita e inspiradora no papel, acaba validando a escravidão, possivelmente acabaria validando as duas guerras mundiais e regimes fascistas e entre outros inúmeros momentos lamentáveis da nossa história como necessárias para a ordem e para e evolução da sociedade e com isso, o positivismo pode validar políticas extremamente autoritárias e preconceituosas afim do progresso.

Além disso, colocar a ciência humana como algo exato e previsível não retrata a realidade, pois ao falar de seres humano e de várias sociedades com diferentes culturas, os comportamentos e costumes serão diferentes uma da outra e não se deve colocar tudo como algo certo, como se tivesse um padrão.

Por conta de tudo que foi dito, apesar de ser uma corrente que mudou o jeito de se olhar a ciência e ser uma importante corrente filosófica para sua época, ela não condiz com a atualidade e a realidade com preceitos que não se encaixam mais para os dias de hoje.

Hugo Rodrigues da Silva, 1º Direito (Matutino)


A busca por uma Física Social e sua inspiração no pensamento reacionário

  No momento em que os brasileiros cantam o hino nacional, seja em jogos de futebol ou em frente a quartéis do exército, inevitavelmente olham para a bandeira do país com o lema ''ordem e progresso'', recorte da frase postulada pelo filósofo francês Auguste Comte, na qual incluía o amor por princípio. Mas se engana quem deduz que Comte influenciou o Brasil apenas com um bordão com conceitos subjetivos, a manifestação material do pensamento positivista se encontra nas decisões judiciais, discursos e atos políticos até o século atual.

   A princípio, é necessário reconhecer o valor científico da tentativa de elaborar uma física social, afinal, se a ciência fosse capaz de compreender a humanidade através de leis naturais e universais, a sociologia seria de fato um instrumento de resolução de problemas sociais, e o faria de forma eficiente e rápido. Entretanto, os limites da corrente positivista se encontra em seu nítido reacionarismo e incapacidade de compreender que o ser humano inserido no coletivo possui particularidades e espectros que não necessariamente podem ser constatados somente pela observação dos fatos, tal como o conceito psicanalítico de inconsciente coletivo do psiquiatra suíço Carl Jung, que apesar de se manifestar no mundo material e poder ser observado, independe da realidade física e se torna intangível à uma análise considerada ''amadurecida'' do positivismo.

   Mas a principal influência do positivismo na atualidade é inegavelmente o caráter contrarrevolucionário e moralista dessa escola de pensamento, que se encontra até no mais informal discurso no Brasil. A concepção da moral cristã como universal e a sociedade contemporânea como corrompida se fez de um movimento por completo no país nas últimas décadas, evocando um passado em que a nação estava mais organizada e rumo ao desenvolvimento, em linhas gerais, pode-se dizer que ''ordem e progresso'' se transformou em ''Deus, pátria e família'', no que tange à influência do positivismo no atual contexto nacional.

   Em fim, compreende-se a persistência do positivismo como alicerce de discursos políticos e ações sociais, sobretudo no discurso conservador e moralista da extrema-direita, mas também nas concepções da sociedade que não compreendem a fluidez e a particularidade de cada humano que vive no contexto social.


Arthur Henrique da Silva e Silva

1° ANO DIREITO - MATUTINO

RA:231223341

Consequências do Positivismo na construção histórica Brasileira

O positivismo foi criado pelo filosofo francês, Auguste Comte. Nessa corrente filosófica, a ciência é o único conhecimento válido a compreensão da realidade, capaz de resolver os problemas que impedem as sociedades humanas de alcançarem a sua plenitude. O filosofo almejava entender a organização da sociedade industrial europeia, direcionando-a ao progresso. Acreditava que a sociedade poderia estudar profundamente e contribuir com o equilíbrio das forças socias. Essas forças, ordem e progresso, deveriam existir sempre em equilíbrio.

Na construção histórica do Brasil, o positivismo influenciou os militares e políticos ligados ao primeiro presidente do Brasil que depôs o imperador Dom Pedro II, implantando a república com uma política baseada nessa corrente filosófica, com o cultivo e a imposição da ordem social para se chegar ao progresso. Simultaneamente a este ato que pretende inaugurar o esquecimento por um lado, e a lembrança, por outro, aparecem os símbolos da República forjados pela retórica do discurso positivista. Os brasileiros deveriam encontrar o gozo junto à bandeira nacional, no hino, no ufanismo e exaltação das memórias dos “verdadeiros heróis” da História do Brasil.  

Ante ao exposto, é importante conceituar e exemplificar alguns termos. A memória é uma experiência individual do passado, muitas vezes marcada pelo afeto. Em contrapartida, a história é a reconstrução racional do passado, por meio cientifico. Essa distinção é fundamental para entender que existe consequências as ideologias usadas para formação do Brasil. Por isso, que a política do esquecimento e o memoricídio, são tão graves. Analisando essa afirmação é possível observar um problema histórico no brasil. Para melhor compreensão é importante definir: A política de esquecimento tem como característica principal a naturalização de fatos errôneas. Um exemplo disso, é a lei de Anistia, após a ditadura militar diversos crimes terríveis foram perdoados, não levando em consideração aqueles que sofreram. Já o menoricídio é o descaso com a memória histórica de um povo. Exemplificando, os incêndios no museu da língua portuguesa e o museu nacional causam degradação a historiografia brasileira.

Por violência simbólica entendemos aqui a política do esquecimento, o silenciamento dos conflitos e contradições históricas, o silêncio epistêmico e histórico reservado aos negros pela historiografia brasileira. Diante disso, vale colocar a citação da escritora, psicóloga, teórica portuguesa, Grada Kilomba. A autora reconhecida pelo seu trabalho que tem como foco o exame da memória, segundo ela: “não estão acidentalmente naquele lugar; foram colocadas/os na marquem por regimes dominantes que regulam o que é a verdadeira erudição”. Comportamento reafirmado na construção histórica de um país racista como o Brasil.

 

Bianca Regina Pinheiro

1° ano Direito - Noturno

RA: 231220138


Cotidiano positivista

A corrente positivista urge em meio às aspirações intelectuais do século XIX, como forma de sistematizar o estudo dos fenômenos sociais, a fim de compreender o comportamento humano, propriamente dito, e, com isso, estabelecer o lema que hoje rege a bandeira nacional: “ordem e progresso”. Para tanto, o precursor de tal projeto, August Comte, apregoou a normatização sociológica como “física social”, tomando por base os métodos que norteavam as ciências naturais, como ilustrados, por exemplo, na formação das leis gerais de Isaac Newton.

Ao aplicar a metodologia científica sob a perspectiva sociológica, Comte introduziu a dicotomia de leis que promoveriam o pleno vigor do desenvolvimento coletivo, sendo essas a estática e a dinâmica. A partir desse raciocínio, o positivismo configurou uma ciência pautada em um novo objeto de estudo – as relações humanas e as ações individuais refletidas no geral – para permear a nova ideia de interdependência entre a conservação e o melhoramento e, assim, fomentar o progresso.

Com base nessa configuração, tal corrente se fez e faz muito presente, e é certo que cerceia a sociedade civil contemporânea em diversas esferas da vida pública e privada. Podemos notar essa presença desde os atos mais simplórios e corriqueiros, como a obrigatoriedade de saudar a bandeira do Brasil e de cantar o hino nacional, semanalmente, nas escolas, até em movimentos de maior amplitude que acarretam abrangência tanto nacional quanto internacionalmente, por exemplo, a discussão sobre a redução da maioridade penal.

Embora em proporções diferentes, ambas as situações são propostas sob um pano de fundo análogo, ou em muitos casos, igual, o qual visa a conjunção entre a estática das normas para que a dinamização desenvolvedora ocorra. No primeiro exemplo dado, cantar o hino significa a manutenção das tradições nacionais e a transmissão do ideal da educação como formadora dos novos indivíduos. Já no segundo, há a oposição clara entre as leis propostas por Comte, através da reformulação de uma lei tradicional, para mais uma vez ampliar atos disciplinares a cidadãos em formação.

Desse modo reitera-se a atualidade marcante advinda dos preceitos que caracterizam o pensamento positivista, haja vista sua permanência, em inúmeras situações, no cenário que nos cerceia até os dias de hoje, como exemplificado nos parágrafos anteriores.

 TEMA: "Existe positivismo hoje?"

Nome: Lucas Leite Silva de Oliveira - 1° semestre/Direito (matutino)

RA: 231224516 

sexta-feira, 31 de março de 2023

O positivismo na contemporaneidade

 O positivismo, corrente filosófica que teve grande influência no século XIX, ainda é perceptível em diversos aspectos da realidade atual. A teoria positivista enfatiza a importância da ciência e da razão na busca pelo conhecimento e no progresso da sociedade. Na atualidade, é possível perceber a influência do positivismo em diversas áreas, como na ciência, na tecnologia e na política. A ciência, por exemplo, é uma área em que a busca pela objetividade e a utilização do método científico são ainda fundamentais para a produção de conhecimento e avanços tecnológicos.

No entanto, é importante ressaltar que a teoria positivista também tem suas críticas, especialmente quando se trata de questões sociais e humanas. A ênfase na objetividade e na neutralidade pode levar a uma visão limitada e superficial da realidade social, ignorando a complexidade e subjetividade dos fenômenos sociais. Em relação à política, a teoria positivista foi utilizada como justificativa para a ideia de que a sociedade poderia ser organizada de maneira científica e racional, em que as decisões políticas deveriam ser baseadas em fatos e dados, e não em crenças ou ideologias. No entanto, essa visão também tem sido criticada por ignorar a dimensão política e ideológica das decisões e por não levar em consideração as diferenças culturais e sociais entre os diferentes grupos. Além disso, é importante ressaltar que a teoria positivista também pode ser utilizada de maneira seletiva para justificar interesses particulares, como a dominação de grupos privilegiados ou a perpetuação de desigualdades sociais. Nesse sentido, é fundamental questionar a aplicação da teoria positivista na prática social e política, sempre levando em consideração a complexidade e a diversidade da realidade social.

Em resumo, o positivismo ainda é perceptível na realidade atual, especialmente no campo da ciência e da tecnologia. No entanto, é importante reconhecer as críticas e limitações da teoria positivista, especialmente quando se trata de questões sociais e humanas, e buscar uma abordagem mais integrada e sensível à complexidade e diversidade da realidade social.

Giulia Lotti Pupin, 1-semestre direito-noturno RA: 231224761

O positivismo como corrente da estagnação

O filósofo francês Auguste Comte, responsável pela formulação da doutrina positivista, foi de suma importância para a constatação das ciências sociais como passíveis de estudo e análise durante os séculos XIX e XX. Entretanto, o conceito de Física Social, desenvolvido pelo autor, foi proposto como um movimento estático, no qual a ordem e o progresso eram pensados como ferramentas necessárias para evolução da sociedade. Esse pensamento, por sua vez, foi reproduzido por décadas sem que fosse adequado a cada período histórico e suas especificidades. 

Nota-se o emblemático uso do positivismo na consolidação da República Brasileira, ainda em 1889, através de um golpe militar, e como o seu lema ``ordem e progresso´´ foi utilizado no centro da bandeira nacional. Mais do que expor o novo rumo que a sociedade nacional tomaria, seu uso foi claramente com o objetivo de formar uma mentalidade e ideologia de imobilização e promover um senso coletivo de que a partir daquele momento se veria o real progresso.


Não é surpresa que na atualidade o pensamento positivista ainda se faz presente. Em um momento de incertezas e dúvidas, parte da sociedade busca utilizá-lo como ferramenta de segregação e imposição social através da coerção. Outrossim, o progresso que o autor busca alcançar não é relativo à justiça social e equidade de oportunidades, mas sim, como meio de paralisar as dinâmicas transformadoras intrínsecas às sociedades modernas, nas quais o progresso é pensado através da ampliação dos espaços de pertencimento e fala, e não mais como mero avanço econômico ou estagnação das possibilidades de se almejar o novo.


Guilherme Ferreira Ghiraldelli-1° ano Direito(matutino)

O Positivismo em face ao avanço conservador na sociedade

 

            Fomentado por setores conservadores da sociedade brasileira, o Golpe Militar de 1964 foi responsável pela instauração de um regime de completa violação dos princípios democráticos e dos direitos dos cidadãos, o que se justificava, de acordo com os militares, pela necessidade de garantia da ordem política e social, a qual eles julgavam estar sendo subvertida naquele contexto. Nesse sentido, a motivação para a tomada do poder utilizada pelos militares expressa uma profunda relação com o ideário positivista, defendido por Augusto Comte, de acordo com o qual a adoção dos meios necessários para a garantia integral da ordem, pela supressão de todo comportamento que se demonstrar em desacordo com a mesma, seria uma ação primordial para a garantia do progresso do corpo social. Dessa forma se evidencia como o pensamento positivista, historicamente, internalizou-se no ideário da sociedade e nas instituições governamentais, produzindo reflexos que se fazem realidade ainda no contexto contemporâneo.

                Convém comprovar, inicialmente, como o pensamento positivista se expressa nos diversos ideais dispersos na conjuntura hodierna. Sob essa perspectiva, conforme preconizado por Comte, disseminam-se na sociedade tendências de desorganização, às quais se associam aos movimentos em torno da contestação da ordem socioeconômica capitalista vigente, e de reorganização, que, de acordo com a lógica comtiana, se relacionam aos movimentos conservadores, defensores da reafirmação dos costumes e tradições. Seguindo essa lógica, o avanço do pensamento tradicionalista e a ascensão de governos de extrema direita ao longo do globo, pautando-se em lemas como “Deus, pátria e família”, munem-se de um discurso positivista, segundo o qual eles seriam os responsáveis por conduzir esse movimento de reorganização, baseado na adoção de um ideário aversivo às lutas sociais contestadoras dos costumes ocidentais-cristãos. Como exemplo, as manifestações golpistas em frente aos quartéis brasileiros, no final de 2022 e início de 2023, tendo por base justificativas semelhantes às utilizadas para a concretização do golpe de 1964, são exemplos claros da influência do pensamento positivista no contexto atual.

                Ademais, é válido destacar como o avanço dessas formas de pensamentos é intensamente nocivo ao corpo social contemporâneo. Nesse raciocínio, em meio a uma sociedade que preza pela conservação da ordem tradicional, diversas pautas fundamentais para a formação de um coletivo calcada na equidade e dignidade, como o combate à desigualdade social, a superação da cultura patriarcal em prol da emancipação feminina, o combate ao racismo e às demais formas de discriminação, a garantia dos direitos da população LGBTQIA+, a promoção do acesso dos grupos subalternizados às universidades e aos cargos de liderança globais, entre outras, acabam sendo suprimidas por um discurso que busca associar tais temas a uma suposta imoralidade. O próprio progresso defendido por Comte se limita ao desenvolvimento técnico e científico, ao passo que se opõe à relevância das transformações sociais citadas, impedindo que elas sejam efetivadas.

                Portando, o positivismo, enquanto pensamento que preza pela garantia da ordem para a promoção do progresso, se mostra internalizado em diversos comportamentos e ideais da atualidade e é nocivo ao corpo social, dado à sua oposição quanto a temas de relevância ímpar para a modernidade. Depreende-se, logo, que o fomento para valorização da diversidade e para o engajamento social quanto à promoção da igualdade é essencial para a superação desse ideário tradicionalista, estruturado no tecido social global.

Eduardo Garcia da Silva

RA: 231220324

1º Ano – Direito Noturno

O positivismo in(corpo)rado pela sociedade nos dias atuais

 Fome, miséria, desnutrição, doenças, morte e estupro. Essa é a crise humanitária que os Yanomamis estão passando. Para alguns, a instabilidade que eles vivenciam serve de justificativa para mostrar à sociedade como eles precisam se integrar com ela para poderem sobreviverem e se desenvolverem, tal como pensava Auguste Comte. Outros, no entanto, conseguem enxergar o descaso governamental e social, bem como a urgência de superar essa visão positivista e utilitarista de que os indígenas devem seguir a lógica europeia para poderem garantir seus direitos básicos como seres humanos. Com isso, questiona-se: esse mito determinista e de superioridade branca ainda é (ou já foi?) cabível na vida social?


               Desde o darwinismo social como "argumento" para a escravidão até os dias atuais com o descaso aos povos indígenas e originários é possível notar uma crença nos estágios criados por Comte. Teológico, passando para o metafísico e, por fim, o positivo. Para ele, esses povos seriam inferiores apenas por estarem em uma "fase" diferente. Será que tal hierarquização meritocrática vai de encontro à uma democracia horizontal com a igualdade de todos perante à lei? Será que a ciência social tem que ser igual uma ciência exata passando por uma incansável sistematização e por leis invariáveis? É assim que a sociedade age? Esses questionamentos se voltam à crise humanitária vivenciada pelos indígenas brasileiros. Talvez, se a sociedade, bem como o ex-presidente do Brasil que diversas vezes problematizou a demarcação de terras, parassem de ter essa visão  capitalista acerca dos povos originários, poderíamos enxergar que não, a sociologia não é exata e a exigência de fazê-los agir e ter o mesmo modo de vida que o nosso mostra que não há uma igualdade e que, na verdade, o que está acontecendo é um genocídio.


               Em suma, a visão positivista de hierarquia social, em que algumas civilizações são "melhores" do que outras, porque apresentam maior desenvolvimento técnico- científico não cabe e nunca coube na vida social. É uma forma de silenciar tais povos e ignorar a crise humanitária que eles passam. É uma ideia utilitarista da sociedade e também uma teoria sociológica com "fases" inexistentes, já que a realidade social não perpassa por estágios, mas sim por fome, miséria, desnutrição, doenças, morte e estupro...

                      Isabela Junqueira RA: 231223315  

O positivismo como alimento para o preconceito.

 Durante o programa ‘’Super Pop’’ em fevereiro de 2016, o ex presidente Jair Bolsonaro afirmou: ''Não empregaria mulheres com o mesmo salário (...) tem muita mulher que é competente''. Evidenciando seu caráter preconceituoso em relação ao papel feminino na sociedade, tal pensamento tem sido aderido por diversas pessoas no Brasil. No entanto, o motivo para estas atitudes vem da intimidação de que as mulheres possam sair de seus lugares designados como acolhedoras da família e comumente subordinadas a figura masculina, buscando ser justificado por meios religiosos e misóginos, com falsos embasamentos científicos. Esta ação pode ser facilmente comparada ao método do filósofo francês Auguste Comte, que separa os indivíduos em funções para garantir a ordem da sociedade, influenciando a propagação de discursos conservadores.

 O método positivista, anteriormente citado, tem como fundamento as leis gerais naturais que garantem o funcionamento social de modo a evitar a crise moral, ou seja, a falta de designação de espaços específicos a grupos populacionais causaria a degradação da sociedade e o seu desornamento total. Deste modo, aquilo que foge do que é imposto é de extremo incomodo aos adeptos desta filosofia, alimentando o preconceito e exclusão dos grupos que não se enquadram ao que é ‘’natural’’. Em contra partida, o positivismo de Comte também busca a emancipação do senso comum e a análise precisa e cientifica do espaço social, criando um paradoxo em relação a pré noção conservadora enraizada de que minorias devem ocupar lugares marginalizados e inferiores. 

 Na atualidade, a busca pela estática da filosofia positiva ainda é a justificativa para a disseminação de discursos de ódio, alegando a importância de se manter os valores tradicionais diante a grupos que buscam alcançar cada vez mais espaço na sociedade.


Aluna: Heloísa Calixto da Silva \ Ra: 231224631

1° ano Direito Matutino

Existe positivismo hoje?

Atualmente estamos vivendo tempos difíceis para a ciência, grupos e mais grupos
de pessoas vem surgindo, questionando desde o formato do nosso planeta até a eficácia de
vacinas. Discussões que a muito tempo acreditava-se ter se extinguido, eram consensos,
porém apenas no meio científico.
O positivismo muito parecido com o senso comum, é uma forma simples de se criar
conhecimento. Assim, quando a academia se afasta das pessoas, ficando presas apenas
em seus “laboratórios”, fazendo pesquisas e estudos, longe das massas, começam a surgir
questionamentos, onde ficam lacunas apenas esperando respostas, onde pessoas sem
muito conhecimento criam suas próprias verdades, a partir apenas daquilo que pouco
sabem e daquilo que sentem dentro delas. Aqueles que se articulam melhor, formam grupos
e convencem até os mais esclarecidos.
Quando grupos surgem trazendo argumentos firmes sobre conhecimentos que nos
são ensinados nas escolas, com argumentos fracos pela precariedade do nosso ensino.
Surge algo mais perigoso, surge uma massa de manobra política, onde um candidato pode
surgir propagando as ideias desses grupos, que pode fazer com que mais pessoas peguem
essas ideias para si. São pessoas que por falta de conhecimento, podem ser facilmente
manipuladas, levando elas a aderirem a ideias abomináveis que talvez nem façam parte da
moral delas, mas como quem passa esses conhecimentos questionáveis é um chefe do
executivo, é mais provável que seja verdade.

Aluno: Vinicius Eiji Pereira Pazin
RA: 231223773
Turma: 1º ano - Direito - Matutino

A perpetuação dos valores tradicionais através da ciência positivista

  O positivismo de Auguste Comte surge com a valorização do conhecimento científico a partir da observação concreta, em detrimento do conhecimento teológico e metafísico. O positivismo busca inferir como os fenômenos ocorrem, ao invés do porquê, e é considerado o estágio final do conhecimento. Todavia, como física social, o positivismo é a prática do estudo das relações sociais, com o objetivo de manter as relações tradicionais e reduzir a complexidade do corpo social, discriminando o pensamento das classes marginalizadas.
 Na sociedade moderna, a constante crise é influenciada pela oposição entre desorganização e reorganização. Sob a ótica positivista, há um medo de novos modelos de família, ou da autonomia das mulheres, por exemplo, o que naturaliza preconceitos. Pode-se analisar que, o modelo de família tradicional é valorizado, discriminando outras formas de família, como casais homossexuais e mães solteiras. Assim como o patriarcado é uma estrutura de poder baseada no homem, marginalizando as mulheres da vida socioeconômica, e esperando que, sob essa ótica, elas sejam reconhecidas somente no âmbito doméstico.
  Comte defende que a dissolução das possíveis transformações políticas e sociais promove a ordem, a reorganização e, consequentemente, o progresso. Porém, isso implica na conservação dos valores tradicionais, excluindo certas parcelas da população, como os casais homoafetivos e as mulheres. Assim, a manutenção dessa ordem promove a hierarquização do discurso, uma vez que o conhecimento produzido por mulheres pode não ser considerado ciência, apesar dos avanços alcançados por elas no século XXI.
  Essa corrente de pensamento define assim, os lugares sociais e universaliza a visão etnocêntrica do homem branco elitista, desumanizando outras perspectivas sociais. Como resultado, os pensamentos das pessoas marginalizadas são invalidados no cotidiano, propiciando a hierarquização nas relações. Isso revela o aspecto colonizador do conhecimento, visto que as minorias são deslegitimadas em suas lutas, com seus ideais sendo abordados como meras opiniões.

Larissa Melone Esquetini 1 ano Direito Matutino

RA: 231222751




quinta-feira, 30 de março de 2023

  A sociologia como ferramenta de estudo social usa a base epistemológica da ciência moderna para ajudar no entendimento do mundo. Nos dias atuais, a complexidade social causa estranheza para muitos indivíduos, uma vez que certas conceições mudam drasticamente, embora a alienação esteja no ser social, de forma individual ou coletiva, em detrimento a história. Também se destaca, nesse contexto, a compreensão do individuo no mundo, perturbações pessoas x questões públicas e psicológica x sociológica. Entender que todos esses assuntos são explicado pelo conhecimento na contemporaneidade através de métodos, como racionalidade, observação e....Desta forma, torna-se viável apresentar exemplos desses temas nas próximas linhas.

          primeiramente, a percepção individual do ser é formada por diversos fatores sociais, bem como familiar e localidade onde vive, no Brasil, a construção da sociedade atual têm vários fragmentos do legado racial de escravidão construído ao longo dos séculos, o individuo se alimenta dessa legado sem perceber. desta forma, raramente o homem tem consciência da complexa ligação da sua vida e o curso da história do mundo. Igualmente no atual, o movimento geopolítico que envolve o bloco econômico BRICS, o qual modifica as relações econômicas entre países ricos e emergentes, interferindo na vida de milhares de pessoas, mas não sendo percebido pela grande massa populacional. Da mesma forma, deve-se falar também a falta de capacidade do homem de orienta-se de acordo com os valores que amam, pois os direitos alcançados pelos minorias causa espantos nas pessoas na sociedade atual. Assim, a imaginação sociológica tem a capacidade de ir das mais impessoais e remotas transformações para as características mais intimas do ser humanos e ver as relações entre as as duas. 
           Outrossim, a sociologia ajuda no entendimento todas essas relações no mundo contemporâneo através do mapeamento do individuo em vários âmbitos e as suas relações diversas relações sócias, embora muitas pensadores tenham estabelecido métodos sócio cientifico, como Descates e Banco, na modernidade e correntes de de escolas de pensadores, igualmente o Positivismos, nos dias atuais há um conjuntos desses pesadores de diversas escolas que ajuda a entender o mundo pela sociologia.       

A problemática do pensamento positivista na contemporaneidade

 

 No contexto da Revolução de 1830, conflito entre conservadores e liberais na França, o filósofo francês Auguste Comte define o termo “física social” como a ciência que tem como objeto de estudo os fenômenos sociais, os quais estariam submetidos a leis universais do mesmo modo que as demais ciências. Isso porque, ainda de acordo com o pensador, restava aos estudos sobre os aspectos sociais atingirem o seu estado positivo, que seria o último estágio do conhecimento humano pautado exclusivamente na racionalidade, o mesmo já atingido pelas ciências naturais na época.

   Haja vista que tal linha de raciocínio é inerente à corrente filosófica do Positivismo, que tem Comte como um de seus principais idealizadores, percebe-se algumas questões problemáticas associadas a esse pensamento na atualidade. Considerando-se a visão do filósofo de que a “física social” tem como obrigação solucionar o caráter revolucionário das sociedades modernas a fim de manter a ordem social, entende-se que tal pensamento está vinculado à ideia de evitar que mudanças capazes de transformar a realidade social realmente ocorram, fazendo com que as injustiças e desigualdades permaneçam na sociedade para que o atual grupo hegemônico continue assumindo essa posição. Um exemplo disso seria a aprovação da Lei de Cotas em 2012, que poderia ser vista como parte do caráter revolucionário dos tempos modernos pelo viés positivista por corromper a ordem social referente à ocupação das universidades, em sua maioria, por um grupo restrito de pessoas privilegiadas socialmente. 

     Em resumo, nota-se que, apesar de estabelecer o estudo da sociedade baseado na racionalidade, a influência do positivismo no contexto atual é problemática, visto que indica uma certa comodidade em manter a ordem social, caracterizada pela supremacia de determinados grupos que temem perder sua posição.  Portanto, fica evidente que recorrer ao pensamento positivista significa consentir com as variadas formas de desigualdade e injustiça social da contemporaneidade. 


Lara Guerreiro - Primeiro ano de Direito (matutino)
RA: 231223196

Positivismo e sua problemática

 O positivismo de Comte é uma corrente de pensamento na qual a ciência é a guia de descobertas, ou seja, deve-se confiar e acreditar na razão.  Na sociedade positiva, alcançada após as sociedades teológica e metafísica, os acontecimentos são vistos de uma forma natural, como um curso natural da vida. 

E isso é problemático, pois vê acontecimentos horríveis e abomináveis como algo "natural". Isso seria admitir que a escravidão e o genocídio cometido por Hitler fossem naturais, tirando a culpa e a responsabilidade desses acontecimentos.  

Da mesma forma, tudo o que a Grada Kilomba retrata em seu livro "Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano", como por exemplo, os negros não terem lugar de fala, não serem levados a sério, serem sempre considerados inferiores, viverem na margem da sociedade enquanto os brancos estão no centro, enfim, todos esses exemplos racistas, fossem algo natural. E disso, deriva que, como é algo natural, não deve ser visto como um problema a ser discutido e resolvido. Tratando-se como natural, retira-se todo o passado de opressão que negros vivem desde que foram arrancados de seus países e forçados a serem escravos, desconsiderando o racismo como uma extensão da escravidão. 

Por mais que o positivismo seja uma corrente problemática, ela ainda está inserida de certa maneira na sociedade. Um exemplo, é  a frase "ordem e progresso" que aparece na corrente do positivismo e que está presente, até hoje em pleno século XXI, na bandeira do Brasil por sua relação com a influência das ideias positivistas na queda da Monarquia pelos militares. Como se a sociedade fosse uma espécie de linha reta que sempre progride, o que sabemos que não é, ela é bem mais complexa do que isso. 


Giovanna de Moraes Pereira- 1º ano de direito noturno

RA: 231223706

Positivismo como física social: Ordem e progresso?

 Segundo Augusto Comte, considerado o pai da sociologia, todas as áreas do conhecimento já possuíam suas indagações e questionamentos e, então com estudiosos e cientistas que realizam o desenvolvimento de tais; porém não havia o campo do conhecimento que estudasse a sociedade e, dessa maneira, deu início ao estudo da física social e, portanto completou o sistema de conhecimentos naturais. O positivismo é a corrente que Comte desenvolveu com o intuito de provar que o conhecimento científico é o único válido, para ele a religião ou dogmas não deveriam ser levados em conta, não deveriam ser ensinados, uma vez que não é de cunho científico. A corrente positivista defende que a sociedade funciona como um organismo, um corpo e que são interdependentes, não funcionam sem o outro, cada órgão pode ser um núcleo: como a família e a propriedade, esses todos formam o indivíduo (sociedade) e, assim aconteceria o progresso – o objetivo do. positivismo. Porém é possível destacar críticas dessa forma de pensamento, como o seu lema “ordem e progresso“,o qual está na bandeira do Brasil e é retirado da seguinte frase: “amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim”, é necessário destrinchar tais conceitos. Ordem seria a permanência das coisas como estão, então, a sociedade segregada, pautada no capitalismo e na desigualdade social e, justificando até o regime escravocrata, o que permanece até os dias atuais; marcados pelas recorrentes descobertas de trabalhos análogos à escravidão em vinícolas da região Sul e no festival de música Lollapalooza,  o que por muitos é justificado pela manutenção das diferentes classes sociais, em que muitos não possuem o mínimo, para que outros (uma minoria) possua muito (acumulação de riquezas).  O progresso é marcado pela ideia de que a ciência tem que estar em constante redescoberta e isso resultaria no desenvolvimento da humanidade, mas isso só seria possível com a manutenção da ordem, ou seja, realizar mudanças sem abalar o sistema social, o que é notado novamente pelos trabalhos análogos à escravidão no tempo contemporâneo; em que teoricamente, é proibido, a dignidade humana é prevista na constituição brasileira, mas na realidade é bem diferente, perceptível por tais noticias. O mais revoltante é a persistência de acontecimentos como esses, uma vez que o culpados não são julgados conforme deveriam; pois ainda exercem alta influência na sociedade atual. 

 

Maria Eduarda Souza Vasconcellos – RA:231220651. 1* ano direito matutino.

 

quarta-feira, 29 de março de 2023

(Des)ordem para o progresso

O termo "física social" foi cunhado por Augusto Comte, o qual tinha a intenção de sistematizar os estudos sobre a sociedade e, diante disso, implementou o positivismo. Inserido em um contexto de fervilhamento social, Comte entende a necessidade de criação de uma ciência capaz de entender e estudar a sociedade e, por isso, constitui a sociologia e determina seu estudo a partir de uma concepção positivista de ordem e progresso.

Indisvinculável à bandeira brasileira, o lema “ordem e progresso” exprime o contexto positivista formador da república federativa do Brasil em 1889. Desde sua formação, com um golpe militar contra a monarquia, a república brasileira teve muito mais a influência do positivismo inato dos seguidores de Deodoro da Fonseca do que a vontade social de um povo que assistiu bestializado de longe a mudança de regime político. Tal linha de pensamento determinou a maneira de pensar do governo brasileiro, o qual suprimiu as individualidades da sociedade em prol de um falso progresso coletivo que respalda o autoritarismo.

Seja na era Vargas ou na ditadura militar, a ordem foi usada de instrumento para a coerção da sociedade e progressão da perpetuação do poder dos líderes políticos sob um falso pretexto de bem comum a todos. Porém, em nenhum lugar do mundo a abdicação das liberdades individuais para a manutenção de líderes políticos representativos é uma escolha sábia, uma vez que, segundo Rousseau, uma vontade não se representa.

Portanto, usufruindo da frase:” No momento em que um povo se dá representantes, não é mais livre, não mais existe”; pode-se entender através do pensamento iluminista de Rousseau que não existe progresso para o indivíduo sem o fim da manutenção de uma ordem vigente que favorece os detentores do poder em detrimento das liberdades e seguranças individuais. Sendo assim, chega-se à conclusão de que, apesar de critério fundamental para a distinção de sociedades, o positivismo como única fonte de análise da sociologia acarreta em grotescos erros de dimensão autoritária e regressos na forma de condução do atual contexto socialmente engajado.

Guilherme Nunes de Melo Santini Trevisan, 1° ano de direito- Positivismo

 

Críticas ao Positivismo e a Limitação da Física Social como Ciência da Sociedade

     Iniciada no século XIX com Auguste Comte, a corrente de pensamento positivista se propôs a estabelecer uma nova ciência da sociedade, a "física social". Essa abordagem defende a ideia de que o conhecimento só pode ser considerado verdadeiro se baseado em fatos empíricos, e que a ciência deve se preocupar em encontrar leis gerais que possam explicar o comportamento humano
      No entanto, essa ideia de uma "física social" é altamente controversa. Uma das principais críticas é que a sociedade é um objeto muito mais complexo e dinâmico do que a natureza, e que, portanto, não pode ser estudada da mesma maneira que outras ciências exatas, uma vez que  a natureza pode ser estudada de forma objetiva e imparcial, enquanto a sociedade é influenciada por fatores culturais, políticos, econômicos e psicológicos, o que torna a tarefa de encontrar leis gerais extremamente difícil.
    Além dessa crítica, o positivismo também foi intimado por sua visão reducionista do ser humano, já que o via como um objeto a ser estudado, e não como um sujeito capaz de tomar decisões e agir de forma autônoma. Essa abordagem ignora as diferenças e particularidades culturais, históricas e individuais dos seres humanos, o que limitava sua capacidade de explicar o comportamento desses. Tais críticas evidenciam uma lacuna do positivismo na análise de certas características da sociedade.

Luiz Neto
RA: 231223641

O positivismo e o enfraquecimento da religião

 O positivismo é uma corrente filosófica que surgiu liderada por Auguste Comte no século XIX que propôs uma nova forma de compreender o mundo. Através da ideia de que o conhecimento científico era a única fonte confiável de conhecimento, o positivismo influenciou toda a sociedade ao defender a supremacia da razão e da ciência, o que contribuiu para o surgimento de uma nova maneira de ver o mundo, onde o conhecimento obtido pela ciência era mais valorizado que as crenças e tradições, perspectiva que se estendeu a diversos campos do conhecimento, como a política, a educação, a ciência, a tecnologia e especialmente, a religião. 

O autor acreditava que a religião era primitiva e insegura como forma de conhecimento, e que deveria ser substituída pela ciência na compreensão do mundo, alegando que apenas a ciência poderia fornecer respostas satisfatórias, inclusive respostas para as questões anteriormente respondidas pela religião, com um claro exemplo sendo a substituição da teoria do criacionismo pelo Big Bang. Através disso, o positivismo teve um impacto significativo no desenvolvimento do pensamento da geração e de um possível ateísmo. Ao propor que a ciência deveria ser vista como uma nova alternativa para substituir a religião, capaz de fornecer respostas para todas as questões, o positivismo contribuiu para o enfraquecimento da autoridade da religião e para o surgimento de uma visão mais laica e cientificamente guiada do mundo. Porém, o seguinte questionamento deve ser feito: a ciência pode realmente substituir a religião por completo? Uma vez que existem questões que transcendem o domínio da ciência e que são importantes para a compreensão da vida humana, como a moralidade e a espiritualidade, e que muitas pessoas ainda utilizam a religião como um pilar que sustenta as demais áreas das suas vidas de forma harmônica, a resposta é que não. 


No entanto, o positivismo inevitavelmente enfraqueceu a relação entre religião e a sociedade ao propor que a ciência deveria ser vista como o único instrumento capaz de fornecer respostas para todas as questões. O movimento contribuiu para o surgimento de uma visão movida pela ciência praticamente destituída da religião, enfraquecendo o domínio imposto pelas instituições religiosas. Porém, devemos lembrar que essa visão positivista da religião não deve ser aceita plenamente, pois ainda existem pessoas que afirmam que as religiões ainda têm um papel importante a desempenhar na compreensão da vida humana, e baseiam suas vidas nas crenças e tradições divinas passadas pelas gerações. 


Afonso da Silva Ferreira - 1º ano de Direito - Matutino

RA: 231223242

Escadas retrógradas

 

 Ao buscar o entendimento da sociedade, como um todo, o filosofo Augusto Comte iniciou o que chamamos de sociologia. O pensador apresenta suas ideias em um contexto de ascensão da burguesia e revoluções sociais borbulhando na Europa. O principal projeto introduzido por ele foi uma nova corrente de estudo para a ciência, a sociedade, fugindo de pensamentos do senso comum e religioso. Assim, ele buscou tornar o corpo social um meio de estudo com base na aplicação de métodos científicos para a busca do ‘’verdadeiro’’ conhecimento. Sua obra foi inovadora para a época e criou o que ele chamou de física social, com ênfase na explicação das ações humanas e dos fenômenos sociais, usando a experimentação de validação.

Ademais, essas ideias vistas no contexto atual se tornam equivocadas, pois Comte tem fortes bases de eurocentrismo e invalidou outras sociedades e contextos da época. Além de um busca constante de validação de hierarquia e ‘’lugares sociais’’, enfatizando a desigualdade como algo a ser aceito e válido. Essas contrariedades tornam o pensador retrogrado para a nossa sociedade, e, surge o questionamento do uso em si do positivismo. Porém, o movimento é fundamental para a linha sociológica, pois torna-se o percursor desse pensamento voltado ao corpo social, sendo necessário o entendimento da sociologia geral. Assim, mesmo sendo retrogrado, o positivismo é a base e a escada dos estudos atuais que envolvem o convívio do seres humanos.

Yan Justino - 1° ano direito matutino RA: 231223463

O Positivismo como validação da ciência apenas no molde europeu

                 

   O filósofo francês Auguste Comte visava, através do que ele chamava de ciência natural, estudar fenômenos sociais. Obviamente que, sem anacronismo, ele foi importante para iniciar a sociologia, mas seu erro reside no olhar restrito, simplista e etnocêntrico sobre o social.

   Comte acreditava numa linha restrita e única sobre o progresso, em que havia um parâmetro de desenvolvimento máximo no estágio positivo e mínimo no estágio teológico, passando pelo estágio metafísico. Sua concepção é totalmente atrelada aos seus preceitos fechados sobre a sua realidade – um homem branco e europeu. Dessa forma, ele tornou a ciência de época engessada em moldes restritos, ditando verdades sob uma única perspectiva – etnocêntrica.

   Dentro do olhar positivista, sociedades pautadas em crenças, como comunidades indígenas, seriam inferiores dentro da linha de progresso dessa filosofia. Enquanto que, sociedades pautadas em conquistas marítimas, como Portugal e Espanha, seriam superiores por terem atingido o estágio do progresso. Sendo assim, torna-se nítido que a ciência, o progresso e o correto se encontram dentro da perspectiva que o Comte vivia, logo, apenas seu contexto era superior e o restante estava a caminho desse estágio.

   Ver o mundo sob essa filosofia é acreditar que apenas o contexto de ciência europeia era válida, silenciando todas as outras sociedades e perspectivas distintas. Nesse viés, o positivismo até hoje valida ciências que possuem raciocínios restritos e excludentes sobre o social, valorizando grupos que se entendem como superiores ao longo de toda a história.

   O positivismo engloba todos aqueles que acreditam numa linha sistemática de progresso, colocando hierarquia entre sociedades, culturas e indivíduos. E, ironicamente ou não, defende esse pensamento aqueles que, dentro dessa visão de progresso, estão no estágio “mais evoluído”. O que seria o positivismo se não uma validação de quem está no topo para se manter ali?

 

Laís Tozzi Muraro - 1° ano Direito (matutino)

RA: 231221304

O POSITIVISMO NO BRASIL

 

O positivismo de origem francesa, foi inspirado pelo Iluminismo e defendido pelo filósofo Auguste Comte, o qual acreditava que por meio do positivismo poderia haver um constante progresso da sociedade baseado no avanço científico. 
De início, existem contradições quando o positivismo é colocado em prática no Brasil, a filosofia positiva expõe uma ideia de que para haver um progresso na sociedade é necessário que haja um “esquecimento” dos problemas individuais, ou seja, de cada cidadão (ã), segundo tal filosofia, todos os cidadãos (ãs) devem olhar e trabalhar pela pátria, fazer o necessário pela pátria e não o inverso. 
Seguindo esse raciocínio, não seria prudente resolver o problema da falta de saneamento básico, da miséria entre tantos outros que ocorrem no Brasil e que não são sanados pelo Estado, nosso país possui o lema positivista estampado na bandeira nacional, pois deveríamos nos preocupar em trabalhar pela “nação”, eis a questão: devemos trabalhar pela nação ou pelo governo? 
Portanto, o lema positivista deixa uma lacuna: não podemos parar? e em casos de pandemia? devemos continuar trabalhando pela nação e não como indivíduos que possuem necessidades únicas? o positivismo não responde a essas questões. 

Sophia Caños Farias. 1º ano de Direito-Noturno
RA: 231224826