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domingo, 5 de abril de 2026

Progresso para quem?

    A sociedade atual é marcada por avanços científicos e tecnológicos e mudanças que ampliaram o acesso à informação, de forma que esses avanços são associados ao contexto de “população em progresso”. Em contrapartida, é necessário questionar como, no cenário atual de desenvolvimento, há inúmeros casos de desigualdade social. Em meio a essa realidade, surge a questão: o progresso, parte do lema da bandeira nacional e ponto crucial da teoria positiva defendida por muitos, realmente alcança todos ou ainda há parte da população brasileira sem acesso a direitos básicos? Diante da problemática, o que permanece é a dúvida de quem se beneficia com tais avanços, já que o mesmo é definido como um fenômeno coletivo.
    Segundo Comte, a sociedade deve ser organizada com base na ciência, na ordem e no progresso, assim, melhorando as condições de vida da população. No entanto, ao analisar a conjuntura atual, percebe-se um afastamento da realidade à teoria positivista, principalmente quando o desenvolvimento não ocorre de forma homogênea. Tal fato pode ser observado nas diferenças de acesso à educação, saúde e oportunidades de trabalho. Dessa forma, o progresso não se concretiza plenamente como previsto pelo positivismo.
    Assim, fica evidente que o positivismo é defendido, principalmente, por aqueles que usufruem dos benefícios da ordem e do progresso. Por outro lado, infelizmente, vê-se que a sociedade marcada por tantos desenvolvimentos é a mesma marcada por situações de vulnerabilidade e, mais do que avançar, é necessário garantir que esse avanço alcance toda a sociedade.

Ana Julia Generosa Gabriel Dionizio 
1º ano de Direito Matutino

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