A influência do Positivismo de Auguste Comte foi determinante na fundação da República brasileira, estabelecendo o lema "Ordem e Progresso" como norteador da nação. No entanto, essa busca por uma modernização baseada na racionalidade técnica serviu para legitimar uma hierarquia social rígida, priorizando uma elite intelectual e militar em detrimento das camadas populares.
Este é um espaço para as discussões da disciplina de Sociologia Geral e Jurídica do curso de Direito da UNESP/Franca. É um espaço dedicado à iniciação à "ciência da sociedade". Os textos e visões de mundo aqui presentes não representam a opinião do professor da disciplina e coordenador do blog. Refletem, com efeito, a diversidade de opiniões que devem caracterizar o "fazer científico" e a Universidade. (Coordenação: Prof. Dr. Agnaldo de Sousa Barbosa)
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domingo, 5 de abril de 2026
Essa perspectiva elitista consolidou uma tradição de exclusão, na qual o desenvolvimento justificava a marginalização de grupos considerados "atrasados". Negros, indígenas e analfabetos foram sistematicamente impedidos de participar plenamente da vida política, reforçando preconceitos que se enraizaram profundamente na estrutura do Estado brasileiro.
Nesse contexto, as "Memórias da Plantação" de Grada Kilomba revelam como o racismo colonial se adaptou à contemporaneidade. O Estado, ao priorizar a ordem em vez da inclusão após a abolição, permitiu que a discriminação fosse camuflada, mantendo vivas as estruturas de privilégio e a aversão à diferença sob o manto da estabilidade social.
Portanto, superar essa herança conservadora é urgente para que o Brasil alcance uma igualdade real. Enquanto o país se prender ao elitismo positivista, o progresso será limitado. Apenas através do debate e da inclusão será possível construir uma sociedade verdadeiramente justa.
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