O positivismo foi uma corrente ideológica que surgiu no século XIX e defendia a aplicação de métodos científicos baseados na experimentação como a única forma de propiciar um conhecimento verdadeiro sobre a sociedade. Ele surge em meio a Revolução Industrial e ao Iluminismo, logo, sua principal fonte de defesa de argumentação era que o conhecimento produzido pela ciência, o melhor tipo de conhecimento para identificar problemas sociais, para entender melhor a política, a economia e a sociedade em si, visto que esse era o intuito desse período.
Toda essa busca por conhecimento tinha um propósito: alcançar a ordem e o progresso. Esses termos inclusive estão presentes na bandeira do Brasil. Augusto Comte, considerado o pai do positivismo, observou o processo de transformação dos grandes centros urbanos, assim, podia refletir sobre problemas sociais que surgiram em razão das modificações ocorridas na sociedade europeia daquela época.
A teoria de Comte defende que a ciência da sociedade deve ser rigorosa visando dar a sociologia o caráter de uma ciência universalmente válida, baseando-se sempre na experimentação, a fim de explicar corretamente os fenômenos sociais com apoio no conhecimento científico.
Ele também desenvolve a Lei dos 3 Estados. A primeira fase é a teológica: o espírito humano está mais voltado para crenças do que propriamente o uso da ciência como forma de construção do conhecimento, ela está relacionada a uma tentativa de explicação do mundo a partir da imaginação, apelando comumente para deuses e entes sobrenaturais para explicar a realidade. A segunda fase é a metafísica e se relaciona com a argumentação metafisica, que questiona as explicações que se baseiam em entes sobrenaturais. E por último, a fase positiva, que é marcada pela observação como forma de entendimento da realidade, o que ocorre através da experimentação própria do conhecimento científico, alcançando a maturidade racional do homem.
Maria Clara Ferreira da Silva - 1° ano Direito Noturno
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