O positivismo é uma corrente sociológica, a qual defende que seria possível estabelecer leis universais para as ciências humanas, ao introduzir critérios das ciências naturais, como a observação, experimentação e comparação, nos estudos sociais. Tais leis positivistas dizem que a sociedade precisa estar em ordem, isto é, estar estável e de acordo com a ética e costumes vigentes, para que o progresso ocorra - o qual seria o avanço técnico, científico, industrial e moral.
Atualmente, uma grande operação policial ocorreu no Rio de Janeiro, com o objetivo de combater o crime organizado e prender integrantes dessa organização criminosa. Apesar da intervenção possuir a ideia de combater ações criminosas, inúmeros civis foram afetados, porque o lugar onde moram foi tomado por confrontos armados e muitos foram feridos. Esses indivíduos feridos foram atingidos até mesmo dentro de suas casas ou em escolas, em razão da intensa troca de tiros realizada. Isso levanta o questionamento de se o Estado está protegendo a população ou colocando-a em risco. Essa dúvida ocorre, pois muitos moradores dos lugares onde ocorreram essas operações - periferias e favelas - foram tratados como suspeitos automaticamente, e também, parte dos civis, saíram machucados desse episódio.
Nesse sentido, se um positivista analisasse essa situação, ele diria que o Estado está correto em combater a desordem e agir em prol da estabilidade social. Ou seja, o positivismo traz uma visão prática e imediata da situação, de forma a focar, nesse caso , no combate do crime. Porém essa lógica não prioriza a causa, a qual necessita de uma investigação mais profunda e demorada, dessa ocorrência criminosa, que seria, em grande parte, a desigualdade e a falta de oportunidades.
Portanto, as operações policiais no Rio de Janeiro podem ser consideradas uma tentativa de solução positivista ao crime organizado, tendo em vista a manutenção da ordem social. No entanto, esse acontecimento levanta debates sobre sua eficiência concreta, já que , apesar de essas operações ocorrerem, tais facções permanecem existindo , porque o que gera a existência delas não são combatidas. Além de que a vida de inúmeros civis são afetadas.
Gabriela Escavassini Palhares
1° ano de Direito Matutino
Nenhum comentário:
Postar um comentário