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segunda-feira, 4 de julho de 2022

O Conservadorismo na perspectiva de Max Weber

    No dia 24 de junho de 2022, a Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu uma antiga decisão do país que reconhecia o direito ao aborto legal em todo o país - deixando a critério do estados a legalidade do ato. A notícia gerou repercussões no mundo todo sobretudo para o lado negativo, expondo um obscurantismo presente na atual corte estadunidense.

 Ademais, em apenas 10 dias, diversas outras decisões polêmicas foram tomadas pela mesma instituição, como o direito de civis portarem armas de fogo em público, ampliação da interferência religiosa no espaço público norte americano, bem como enfraqueceu as leis que se propunham a combater as mudanças climáticas.

  Formada por nove juízes - oito brancos e um negro - a corte formada majoritariamente durante o governo de Donald Trump expõe cada vez mais seu conservadorismo, decidindo em poucos dias casos que deveriam ser extremamente debatidos por meses. Diante disso, a rapidez das decisões nos leva a constatar uma certa parcialidade, em que apenas os valores dos juízes são levados em consideração, ignorando princípios jurídicos e de direitos humanos como o princípio da proibição do retrocesso.

  Sendo assim, ao analisar a Suprema Corte dos Estados Unidos, é possível ver a prevalência dos valores dos indivíduos, algo que para o sociólogo alemão Max Weber, é de se esperar. Segundo Weber, as ações sociais (elemento máximo da análise weberiana) seriam condutas realizadas pelo indivíduo e que dá sentido tanto a ele, quantos aos afetados pela conduta. Além disso, o sociólogo defende que todas as ações sociais exercidas pelos indivíduos são guiadas pelos próprios valores, e que quanto mais os valores do indivíduo divergem dos afetados, mais difícil é a compreensão da conduta, desse modo, é possível concluir que os valores dos juízes em questão divergem extremamente com a das mulheres que protestaram contra o ato, tornando a conduta de extrema dificuldade de compreensão - e que nesse caso, é justificável a incompreensão, não só com a decisão em si, mas como 9 pessoas podem retirar um direito conquistado por milhões de mulheres em poucas horas, e sendo estas obrigadas a respeitar os valores de outrem.




Lorenzo Pedra Marchezi - Direito - 1º Ano - Noturno

Análise compreensivista sobre Bartô Crouch

 Em meio a história contada, tanto em livros quanto nos filmes, sobre Harry Potter, um dos pontos mais enervantes e que causou muitos problemas foi a falta de confiança entre o protagonista e o Ministério da Magia, Instituição governamental mágica. 

Para Max Weber, mesmo que se analise entes coletivos, como o Governo, deve colocar em foco central, o indivíduo em si. Então, para analisarmos o Ministério da Magia, vamos considerar a figura de mais importância e de mais poder ali dentro: o Ministro da Magia, Bartô Crouch. Nascido no Século XX, de uma família puro-sangue bruxa, inserido nessa sociedade desde que nasceu, entrou para a política, aparentemente, desde cedo, sendo seu trabalho seu maior objetivo de vida e, portanto, sua prioridade. Por muitas vezes, deixou a família de lado, sendo esta constituída por sua mulher e filho. Depois de ter passado por uma época de guerra com o Lord das Trevas, Voldemort, e de ter vencido, precisava fazer a comunidade bruxa se estabilizar e se manter assim, independentemente do que acontecesse. 

Após fazer uma, apesar de curta, análise histórica, cultural e psicológica dele, é possível assumir que seu tipo ideal é o de um pai negligente, de classe alta, um político que desejava um governo sólido, garantir que os "males" da sociedade deixassem de existir e um homem traumatizado pela guerra que se recusa a passar por ela novamente. 

Devido a sua relutância em relação a guerra, desacreditou em Potter quando esse disse que o Lord da Trevas havia ressurgido. Ainda mais, por ser uma figura de poder no Ministério, tinha maior probabilidade de impor a própria vontade numa relação social, mesmo contra resistências que quisessem acreditar no Menino que Sobreviveu. Devido a isto, não apenas aqueles dentro do ministério se voltaram contra Harry, mas também grande parte da sociedade bruxa: o Ministério possuía o controle do meio midiático mais importante na época, o jornal Profeta Diário, por onde muitas pessoas se informavam e davam grande credibilidade. A situação só se reverteu quando o próprio Ministro viu o Lord renascido ao vivo, bem na sua frente. 

Ademais, voltando ao fato de que Bartô era um pai negligente, foi devido a essa característica que seu filho, Bartô Crouch Jr. se aliou a Voldemort, com claras intenções de se rebelar contra o pai. O desejo de vingança era tamanho que o filho até mesmo cometeu patricídio. 

Assim, a partir do compreensivismo weberiano, é possível perceber como ações sociais, tomadas partindo de escolha de valores, somadas de outras ações sociais, formam uma relação social. A escolha de Bartô Crouch ter ignorado a família para focar no trabalho foi tomada devido a seus princípios de que a sociedade, principalmente após uma guerra, era mais importante, e a de ser frio com seu filho, mesmo já sendo muito distante, foi tomada devido a cultura bruxa dos sangues nobres de não demonstrar fraqueza e emoções. Isso culminou em uma relação social entre pai e filho que fizesse o último odiar ao primeiro. O cenário de instabilidade permanente , foi o que dispôs à aceitação/obediência diante da dominação, seja por motivos racionais, afetivos ou vinculados ao carisma. Ser dominado implica na aceitação de um modo de condução da vida “vinda de fora”, o que conceitua o Monopólio Legítimo da Força. 

A sociologia compreensiva na análise do atual cenário político brasileiro

 

            É fácil de se notar que, nos últimos anos, houve uma ascensão das correntes políticas de extrema direita na sociedade brasileira, movimento evidenciado mais fortemente pela eleição em 2018 do atual presidente, Jair Bolsonaro, um representante de tal partidação. Muitos estudiosos da área atribuem a ocorrência desse fenômeno à situação de crise econômica na qual o país se encontra, alegando que a instabilidade finaceira faria os cidadãos voltarem-se para governos vistos como ‘’firmes’’ e com uma veia autoritária, que amenizaria, ao menos, em teoria, o pavor da inconstabilidade sentido pela população.

            Contudo, atribuir o fenômeno em questão somente a uma causa financeira não consistiria em uma análise completa e profunda da situação. Como afirmava o sociólogo Max Weber, idealista da corrente da sociologia compreensiva, é preciso buscar compreender os diversos valores envolvidos em determinado ato social, cujas origens são variadas.

            Tomemos por exemplo de análise o logo da campanha eleitoral de 2022 de Jair Bolsonaro: ‘’Sem pandemia, sem corrupção e com Deus no coração, ninguém segura essa nação’’. No logo, é possível notar a presença de vários valores de naturezas diferentes incutidos no discurso político da extrema direita. A questão econômica se faz presente, é claro, através da questão da negação da pandemia, que, além de demonstrar um verdadeiro desprezo pela ciência e pelas correntes intelectuais, também exibe a intenção de lembrar ao povo que o atual governo foi contra as medidas de paralisação e de proteção decretadas pelos órgãos de saúde nacionais e internacionais devido à taxa de mortalidade vista durante a pandemia da Covid-19, entre 2020 e 2021. Ignorando totalmente a questão social, a linha partidária de Bolsonaro foca exclusivamemte na questão econômica, ao se isentar da responsabilidade da crise financeira hodierna, agravada pelos fechamentos da pandemia.

            No logo, também se notar um forte viés religioso. A religiões cristãs sempre tiveram uma base forte no Brasil, muitas vezes atreladas a atores conservadores, que prezam por muitos dogmas que foram construídos com influência de valores religiosos, como, por exemplo, o modelo da família tradicional brasileira, formado por um casal heteronormativo e alguns filhos, no qual o homem é o responsável por prover para a casa e a mulher deve se encarregar das tarefas domésticas. Também se identifica no logo um viés positivista, de apelo ao progresso da nação, que pode estar relacionado com os laços militares que Bolsonaro sempre buscou estabelecer.

            Por fim, percebe-se no logo, mais implicitamente, um certo combate à memória dos governos de esquerda recentes que o Brasil apresentou através da negação da corrupção. Devido ao escândalos de corrupção e esquemas criminosos, as linhas partidárias de esquerda contemporâneas ficaram marcadas no imaginário brasileira como corrompidas e farsantes, uma ideia que é fortalecida por toda a imagem negativa criada das correntes políticas de esquerda durante o período da ditadura militar, que antecede este que se vive agora no país.

            De modo geral, conclui-se que é preciso analisar profundamente a situação política que o Brasil enfrenta nos dias de hoje, tanto para que não se caia em raciocínios simplistas, tanto para que se possa preparar com fundamentação para as eleições que ocorreram no final deste ano.


Nome: Isabela Maria Valente Capato

RA: 221221468

Turno: matutino

a culpa e a convivência para webber

 Webber traz novidades para o pensamento sociológico na maneira como ele coloca os indivíduos como partes responsáveis pelo desenvolvimento dos conflitos em sociedade. Assim como outros sociólogos, ele percebe a influência do corpo social nas ações humanas, mas estuda também a influência das ações humanas na formação do corpo social.

Até então o reconhecimento dos valores das pessoas, a índole que os leva a ter certa atitudes, era pouco importante para o método científico, mas para Webber isso é o centro do pensamento. Ele critica Marx, por exemplo, que coloca a culpa de tudo no materialismo e que quer determinar um novo comportamento para as pessoas, pois Webber utiliza a sociologia como forma de compreensão.
Ele tem pensamento individualista e pensa sobre o jeito que os cidadãos poderiam ser, não como deveriam ser. Assim trazendo novas perspectivas sobre a existência da comunidade, sua formação e seus desafios, construindo uma nova relação entre os valores de um indivíduo e os valores do grupo que ele está inserido.

Qual o sentido de uma ciência que, enquanto ação social, tem como valor não utilizar a crítica?

            O Compreensivismo de Weber, ao analisar o indivíduo como ponto de partida para entender a sociedade, tenta se afastar da visão influenciada pela política e realizar a compreensão por meio de aspectos culturais e históricos. Mas, afinal, não estaria a cultura, a política e a história entrelaçadas? Não seria o próprio ser humano e, por consequência o pesquisador, um ser político?

            Volta-se a ideia de uma visão neutra perante o sujeito de observação, sem perceber que essa suposta abordagem é, também, uma ação política. Compreender a sociedade, tentando afastá-la de um pilar que a molda e guia – a política – é, por fim, compreendê-la de forma parcial.

            A abordagem weberiana é seu próprio "tipo ideal" na metodologia, mas que segue todos os tipos ideias: são construções da realidade, generalizações que não são fiéis à verdade. Ao observá-la profundamente, vê-se que sempre é influenciada, de alguma forma, por ideologias políticas do pesquisador.

            Por fim, deve-se compreender que a ciência que não se compromete com a mudança social, que supostamente se afasta da política, é apenas um instrumento para manter a sociedade da maneira que é, para perpetuar as estruturas pelas quais afirma não ser influenciada.  


Patrícia André - 1° ano, Direito - noturno 

Os valores "ameaçados" que ameaçam a sociedade

 

A internet revolucionou o modo como os seres humanos se relacionam, aproximando mesmo as pessoas nos mais distintos lugares, porém isso não apresenta somente pontos positivos. É notável como a sociedade atual é fortemente influenciada pelos valores que cada um tem e que, principalmente na internet, as pessoas tentam impor seu próprio ideal sobre os outros, seja ligando seus valores a família, religião ou qualquer outro valor.

No Brasil basta abrir qualquer página de facebook para entender a realidade, seja pelos casos recentes envolvendo a proibição por uma juíza do aborto de uma criança, seja pelos ataques as instituições protegidas pela constituição. Com a possibilidade de derrota de um dos candidatos à presidência, ameaçando que os valores dessa parte da sociedade, como a valorização da família e o nacionalismo exacerbado sejam perdidos, que provavelmente não acontecerá, seus seguidores, e o próprio candidato, insinuam a possibilidade de um golpe militar para tomar o poder, mostrando como essa ameaça a valores individuais, refletidos nesse grupo, pode resultar em uma confrontação que deveria ser máxima no Brasil.

Parâmetros

Para amar, sentir e agir.
Tenho religião para não morrer
Para vida eterna e amém.
Não amo porque quero,
Não sinto por sentir,
Não ajo simplesmente
pelo vão e inconsequente
impulso nervoso que faz,
Faz eu querer correr e sair,
Sair livre da minha jaula,
Sair livre de todas as coisas,
Tudo que me prende
como um animal selvagem.
A Frozen não é gay porque é errado,
a frozen é gay porque desmoraliza,
fere a cristianização social
Fere a instituição do casamento
Mas não posso dizer isso aos fiéis.
Portanto, Deus quis assim.
E assim motivados proclamarão,
proclamarão aos seus filhos
A homossexualidade é errada
Negros são sujos, ladrões, imorais
Deus os mandou para servir.
Todos devem servir,
servir para algo maior que si,
servir para o bem, não para o mal,
servir a uma causa que parece não ter fim.
A política é corrupta , em meio ao caos,
Um salvador, salvador que proclama
Salvador representante de Deus
ele acima de tudo,
mas o Brasil acima de todos.
O tráfico de drogas é culpa dos favelados,
pobres, burros e sem futuro.
Bando como aquele jamais vi.
Para que verba pra educação?
Professores se acomodam
funcionários públicos mamando,
mamando o governo.
No ápice do prazer o governo derrama,
Derrama sobre o povo a saúde,
Pandemia nunca foi real, corrupção?
No meu governo nunca, não!
Manda os militares,
Subam o morro, se misturem,
misturem com a pobreza,
de onde você veio,
mas não se identifica mais,
Aquele bando de ladrão.
matem quase 700 mil.
Meu Deus que me inspirou,
jamais duvidaria da minha mãe,
ela que me mandou no facebook
que um virava treze e mentira,
Mentira acredita quem quer.

Bianca Lopes de Sousa
Matutino

O indivíduo e sua ação social

Diferente de Durkheim e dos demais sociólogos, Waber enxerga o individuou e sua ação particular como um ponto importante no desenvolvimento da sociedade. Partindo da análise de sua motivação, uma ação social não simplesmente acontece sem que haja uma idealização para sua ocorrência. A afirmação do “tipo ideal”, pode-se dizer que seja o estado que o indivíduo busca atingir agindo deste modo. 
 Sendo assim, partindo desta concepção de Waber, o indivíduo não mais é componente irrelevante de uma estrutura compactada, por ele são realizadas ações capazes de modificar as movimentações sociais do meio em que este está inserido. Temos como exemplo o presidente Jair Bolsonaro. Suas ações são movidas de acordo com a suas idealizações. “ Deus acima de tudo […]”, “ O presidente da família tradicional brasileira”, nota-se padrões conservadores, logo suas ações são baseadas nestes conceitos e gera um impacto na regência do Brasil. 
 Mesmo que o exemplo usado seja de um indivíduo que assume o posto executivo de maior peso no país, percebe- se que ele segue a lógica construída por toda uma estrutura a qual não só ele faz parte. 
Deste modo, a análise de Waber e mais assertiva quanto a análise das estruturas sociais, considerando não somente a ação em si, mas a motivação pela qual ela é executada é possível analisar toda uma estrutura social, partindo apenas de um indivíduo.  

O falso Messias

           “Sem pandemia, sem corrupção, com Deus no coração. Ninguém segura essa nação”. O slogan de Jair Messias Bolsonaro para sua campanha eleitoral reflete as bases que ajudaram em sua eleição: o repúdio a corrupção e a forte religiosidade no discurso. Entretanto, ao analisarmos todo o período de seu governo – e até mesmo o anterior à sua chegada ao Palácio da Alvorada – é nítido que tais ideais não procedem. O que leva um político envolvido em escândalos de “rachadinha” envolvendo sua família se portar fortemente contra a corrupção? Ademais, o que o leva a trabalhar tanto com um discurso cristão sendo que apoia a tortura? Uma análise dentro das perspectivas weberianas podem explicar.

            Primeiramente, é necessário explicar a metodologia desenvolvida por Max Weber para a compreensão de fenômenos sociais. Para o pleno entendimento de tais acontecimentos, os quais o sociólogo chamou de ações sociais, é necessário entender suas motivações. Nesse âmbito, toda ação social é movida pelos valores intrínsecos aos agentes, que visam um sentido lógico. Em outras palavras, uma pessoa faz algo que julga como necessário dentro de suas próprias convicções. Assim sendo, a sociologia compreensiva de Max Weber busca analisar as ações sociais dentro do chamado “tipo ideal”, isto é, dentro do que é objetivamente possível dentro da realidade, fugindo da total utopia pregada pelo conceito do “dever ser”, de Émile Durkheim.

            Após apresentar o pensamento de Weber, convém aplicá-lo dentro do cenário citado anteriormente: o que levaria um presidente a adotar um discurso facilmente identificado como hipócrita? Para responder a questão, irei analisar o fenômenos “às avessas”, começando pelo sentido e chegando na ação social. O sentido lógico do slogan é manipulação. Em um país em que grande parcela da sociedade é conservadora e teoricamente apoiada em valores cristãos, um candidato que lhes apresenta isso tem grande potencial para alcançar o cargo visado. Ao adotar tal postura, torna-se claro que os principais valores que motivam a ação são ambição e ganância. A soma desses valores corrompidos inseridos em um sentido torpe, resultam na ação que visei explicar: um discurso que busca nada mais que camuflar a intenção de buscar a manutenção de seu poder para garantir benefícios para si mesmo e para seus familiares, às custas da decadência econômica e social de uma nação.

Mateus G. F. de Souza
Direitos - Turma XXXIX Matutino

Meu Tipo

 ferramenta de análise 

sou vários pontos de vista 


o ideal 

o perfeito 

o racional 

o efeito 


sou fruto do que se espera

atuo para organizar o caos 

existo como ideia

lido com a complexidade do real 


aceito a legitimidade 

estou a disposição 

participo da sociedade 

como sujeito da dominação 


mas o ideal é impossível 

tudo que existe são os fatos 

e se sou construído de variações 

me torno improvável


Julia Lima Souza

1º ano direito - matutino 

Weber e a Sociologia Compreensiva

 Max Weber foi um grande sociólogo moderno, mais conhecido por sua Sociologia Compreensiva. Ele tratou de temas como a burocracia, a racionalização, a política, o papel da Ciência e desenvolveu métodos de pesquisa para as ciências sociais. Weber é considerado por muitos como o antagonista de Marx, essas contradições podem vir tanto de vários aspectos de sua teoria, como da posição da relação entre ciência e política, ou mesmo da definição do surgimento de um sistema capitalista. 

A engenhosa obra de Weber é influenciada por Kant e, sobretudo, por Nietzsche. Weber, portanto, introduziu uma Sociologia Compreensiva, como forma de compreender quais motivos, desejos, aspirações e significados estão relacionados à ação social.A definição de ação social baseia-se nas definições e implicações da ação humana em um ambiente social. Assim, a Sociologia não visa julgar uma ação, nem analisar uma pessoa, em sua personalidade, por exemplo, mas pensar como funcionam suas ações na sociedade. Portanto, não é qualquer comportamento que tem interesse social. Essas ações devem ter um propósito, ou seja, não uma reação fácil, são ações que têm significado social.

Giovanna Cayres Ramos 

Direito noturno 

Weber e seu método compreensivista na contemporaneidade

     Max Weber foi um dos maiores sociólogos alemães, pois inaugurou um novo método da análise da sociedade, o Compreensivo. Este, baseia-se fundamentalmente na análise das causas e consequências do constructo social, ou seja, o autor busca entender , por meio de fenômenos específicos, os impactos na sociedade. Em última instância, e guardada as devidas diferenças históricas, o supra referido autor, remonta à máxima Aristotélica de: “Entender o mundo pelas causas”, no entanto, reduzindo seu objeto de estudo à sociedade.

    Outro pilar essencial para a compreensão de sua análise é a ideia de ação social, cuja fonte se dá nas relações sociais e pelas vontades individuais de cada um, sendo que, Weber defende uma ideia de que ações sociais individuais podem influenciar sobremaneira a coletividade. A título de exemplo, pode-se citar várias frases que o atual presidente da república proferiu em tom de negligência e descaso para com a pandemia. De tal modo que, muito do que se havia nos discursos, tornou-se regra para um montante. Eis, então, que se percebe a influência de ações individuais para a coletividade, apesar desses discursos serem infundados e contrários a todas as recomendações médico- sanitárias dos órgãos competentes, havia pessoas que o credibilizavam gerando consequências irreversíveis: a morte de vários que, certamente, poderiam ser evitadas.

Ação social

 A ação social para Weber, seria uma ação realizada por alguém que foi feita pensada em relação ao outro. Como que se suas ações fossem assim por conta de uma outra pessoa.






Na charge acima temos um exemplo de ação social, quando o menino estava indo comer o bolo e sua mãe diz que ele deve pensar em seus irmãos, após pensar neles, decide comer o bolo todo, este realizou uma ação social racional, pois, quando pensou em seus irmãos e nas suas ações futuras, decidiu que deveria comer o bolo todo.

Por mais que a tirinha seja mais uma irônia para dar o efeito de humor, ainda sim é um exemplo de ação social para Weber.

Entretanto, vale se ressaltar que nem todas as ações exercidas pelas pessoas são ações sociais

Como neste outro exemplo, a própria fala do personagem trás a explicação, ações sociais são orientadas pelas outras pessoas, são ações feitas com base nisso, agora outras ações não movimentadas pelas outras pessoas, como a do guarda-chuva na chuva, é feita pela necessidade que há no momento de se proteger de uma “ação” natural que seria a chuva.


Compreensivismo

  Na sociologia compreensiva, a finalidade do estudo é entender as ações socias. Estas são todo ato, racional ou irracional cometido pelo indivíduo. Dessa forma, para Weber, as ações são movidas por todo um retrospecto individual da pessoa, como crença, valores, ideais políticos e outros. A busca pelo conhecimento é sobre cada indivíduo, ou seja, a parte é mais valorizada do que o todo.

  Porém, não se pode confundir o estudo individual, com individualismo. Assim sendo, o estudo compreensivo se trata de analisar o indivíduo como um todo, até suas características mais pessoais, sem dizer, no entanto, que ele é mais importante que todos os outros e a sociedade. Além disso, a sociologia compreensiva busca apenas entender a sociedade, não existindo nenhuma intenção de mudá-la ou controlá-la. 

  Em suma, o próprio nome dessa linha de pensamento já a explica. Seu objetivo é, inteiramente, a compreensão de porque uma pessoa comete tal ato. Quando essa resposta é atingida não é necessário mudar a pessoa e nem a sociedade.

 


Tipo Ideal

     Eu não quero ser meu tipo ideal, pressupor coisas sobre mim sem ao menos tentar saber como sou de verdade, julgar pela minha aparência, isso é positivismo, concordo muito mais com Marx que com Comte nesse ponto. Tire essas caixinhas sociais que me algemam, só porque sou branco não significa que não gosto de funk ou rap, só porque tenho um corte de cabelo e uso roupas diferentes não significa que não estudo ou não quero nada da vida, só porque sou homem não significa que me atraio por mulheres, e não é só porque sou gay que vou ser violentado na rua, opa pera ai, nesse ponto o tipo ideal tem razão, toda pessoa lgbtqia+ no Brasil tem mais chance de ser morta por simplesmente andar na rua do que em qualquer outro país do mundo. E sim, é sim só porque somos brasileiros que sofremos perigo constante, esse é nosso tipo ideal.

Henrique de Carvalho - 1° ano de Direito (Noturno)

O Poder Dominante na Sociedade Mundial

Para Max Weber, o poder abarca uma relação de extrema complexidade uma vez que este está intrínseco em todas as relações do corpo social, colocando também a denominação de que ser dominado representa nada mais do que uma aceitação do modo/condução da vida proveniente da sociedade. Sendo assim o Direito vai surgir como uma expressão da racionalização deste poder e da dominação dado que o capitalismo não teria condições materiais suficientes para se desenvolver sem que estivessem presentes estas expressões.

Dito isto, é possível associar que o direito, para o sociólogo, nada mais é do que uma representação do tipo ideal de conduta em que o poder dominador da comunidade deseja para o controle de pessoas (jurídicas e físicas) dentro do ambiente em que as mesmas estão alocadas. Contudo, essa vontade exercida por este poder dominante mencionado seria justa e coerente em todos os momentos?

Dado que 10% dos mais ricos no mundo ganham 52% da renda mundial, de acordo com a BBC, e  mais de 41 milhões de pessoas estão inclusas em situação de extrema pobreza, segundo o Programa Alimentar Mundial em 2021, é notável que este recurso metodológico de tipo ideal para se encontrar uma verdade científica, dado como algo que teria a probabilidade de ser, não é amplo o bastante para colocar na efetivamente as condutas e normas que realmente consigam manter um controle social dentro da sociedade em que estas pessoas estão inseridas. O que nos gera a reflexão acerca da atuação de todo o corpo social dentro desta disputa de vontades que o poder exerce, tendo em vista as demasiadas desigualdades e injustiças que abrangem todo o globo terrestre. 

Melissa Banin -- 1º Ano (Noturno)

Weber e sua comtemplação na realidade

      A partir do pensamento de Weber, pode-se criar uma rígida crítica ao desenvolvimento da sociedade brasileira nos moldes atuais. Isso porque, sabendo das diversas tecnologias que existem atualmente, é possível analisar que o país não se utiliza delas para tentar superar a desigualdade social. Nesse contexto, as formas de manutenção da sociedade viabilizam aquilo que seria a meritocracia, a qual é baseada numa irreal ideia de que o esforço de qualquer um na sociedade pode ser recompensado da mesma forma, sem nenhuma ligação com as disparidades que existem na realidade atual. Novamente, nota-se que o trabalho é visto como algo em supremacia, sendo base da realização do ser no meio social, haja vista que as instituições fundantes da realidade são entendidas por fontes morais de cunho burguês.     

Assim, os valores morais são necessários para que se possa criar um ideal de procura do bem social, baseando- se na premissa de trabalho digno para que se consiga alcançar a plena individualidade. As sociedades modernas, que focam nessas premissas, são não só baseadas nesses ideais, mas também asseguradas por eles, a fim de manter um ciclo que consolida a base da dominação dos trabalhadores. Pode-se destacar, ainda, diversos pontos da teoria, como o foco na racionalização, o que não pode ser atingido por essa estrutura capitalista que rege a atualidade. Por fim, nota-se uma real legitimação desse processo, algo que é garantido a partir da aceitação da dominação, feita pelo enquadramento da ação, sendo isso a institucionalização.

  Sabendo que a realidade pode ser aplicada a tal desenvolvimento, destaca-se que formas de entendimento de Weber estão relacionadas com o fato de que, hoje, não se pode escapar do sistema. Isso porque, além de ser algo institucionalizado, ele também é, atualmente, algo que se apresenta como insuperável, algo que pode ser mudado apenas com grandes revoluções. Analisa-se, então que Weber usa-se de sua teoria para propor um real entendimento da sociedade, focado especialmente na influência no indivíduo e nos coletivos que podem vir a ser criados nessa perspectiva.

Maria Julia Pascoal da Silva - 1º ano direito -matutino

A sociologia compreensiva

      O que é a sociologia? Qual a sua finalidade? Para muitos sociólogos, a mesma é um objeto de estudo da sociedade em que estão inseridos, refletindo em seus ideais. No contexto do materialismo histórico e dialético por exemplo, a sociologia se traduz através das análises feitas dentro da economia para decidir as ações que movem a sociedade e as revoluções que podem e devem ser feitas com estas ações. Entretanto, Max Weber utiliza da ciência como uma forma de análise dos indivíduos que são pertencentes da mesma, não propondo forma de mudança ou intervenções, o sociólogo utiliza a ciência como um método de padronizar e estudar o como e porquê, cada ser age de determinado modo. 

     Em sua teoria, todo ser humano possui atos que são feitos cotidianamente, nomeados de ações sociais, porém, diferente da noção comum de "ação", as ações sociais para Max Weber, são padronizadas em racional e irracional e dentro destas duas categorias, possuímos as situações de afeto, tradição, valores e com finalidade, sendo as duas últimas racionais e o restante inserido em irracionais. Dessa forma, utilizando desse modo de análise, o sociólogo define que todo o ato realizado pelo indivíduo, possui alguma motivação que muitas vezes é desconhecida pelo mesmo, mas refletida naquilo que ele produz, fato este que refletirá tanto em quem agiu, quanto naqueles que estavam envolvidos. 

      Sendo assim, nota-se que a ciência compreensiva, como é declarado tal modo de análise, tem seu embasamento não apenas na sociologia, mas também em uma construção histórica de cada indivíduo e até mesmo psicológica pois, examina o homem por meio de suas características como a forma de agir e define, para casos específicos, um novo meio de diagnóstico, denominado o tipo ideal. Logo, através dos fatos expostos, é visível que o compreensivismo pode ser denominado uma ciência humana que explora a variedade da sociologia, apresentando uma nova forma de enxergar a comunidade e de interpretação das ações que movem e modificam a mesma mediante seus representantes, os seres humanos.



Maria Cecília da Silva Mateus, 1°ano de Direito - Noturno

Até onde vão os valores?

    No mês de Julho de 2022, lamentavelmente, uma notícia hedionda  tomou conta dos jornais. Uma menina de 11 anos foi estuprada pelo tio e engravidou.  Essa foi a primeira violência que a criança sofreu. É de fácil entendimento, que  toda criança possui os seus direitos resguardos pela Constituição de 1988, e principalmente, pelo Instituto da Criança e do Adolescente (ECA). 

   Esse caso ganhou uma maior  repercussão  justamente por conta da segunda violência sofrida pela criança: a negação do aborto dada por uma juíza. Segundo a nossa constituição o abordo é legal em três casos: estupro, quando a gravidez oferece risco de vida para a mãe ou quando o feto possui anencefalia.    Assim, o aborto da criança  de 11 anos era mais do que óbvio de ser realizado. Afinal, a criança foi vítima de um abuso, e ter o bebê poderia gerar danos físicos e psicológicos gravíssimos na menina. Mesmo sabendo tudo isso, a juíza negou o aborto por conta de seus valores religiosos e morais, desconsiderando toda a sua bagagem jurídica. 

   Dessa maneira, pode-se analisar o ato da juíza  como uma ação social. Segundo, Weber toda ação social é guiado por valores. Mas até que ponto alguém pode se deixar levar por seus próprios valores quando se confronta com o outro? É claro que todos temos o direito de seguir o que acreditamos, mas os utilizadores do direito não podem valorizar mais sua opinião do que o direito positivado.

Heloísa Salviano 1º ano de direito, noturno.

 A eterna contradição humana

  O ser humano é definido por suas contradições. Na literatura, por se buscar a captura simbólica de valores, ideais e ações universais à Humanidade, observa-se a presença recorrente dessa temática. Como exemplo, figura o conto “A Igreja do Diabo", de Machado de Assis, que tem como narrativa principal a tentativa do diabo de fundar uma igreja própria, com regras de sua autoria, baseada em uma negação sistemática das leis divinas. Com o passar do tempo, narra-se como o diabo logo conquista uma vasta legião de seguidores, atraídos pelas facilidades de prática dos vícios em relação às virtudes e fidelizados pela validação de seus impulsos mais animalescos. O resultado final da liberdade de culto de tais valores deturpados, contudo, surpreende o próprio diabo: uma vez que há uma inversão coletiva de princípios, muitos fiéis da nova igreja passam a praticar boas ações, moralmente alinhadas com os valores de outrora, escondidos. Irritado e confuso com as transgressões, o diabo questiona o próprio Deus sobre a motivação incompreensível do homem aos seus olhos, ao que recebe como resposta conclusiva da divindade: “É a eterna contradição humana”.

Nesse sentido, é perceptível como o conflito e a complexidade na formação do indivíduo e na influência de suas ações é amplamente abordada na filosofia e literatura- da filosofia do confronto entre as tendências apolíneas e dionisíacas de Nietzsche à multifacetada construção psicológica do protagonista de “Angústia”, de Graciliano Ramos; abundam exemplos nessas áreas que exploram a complexa teia de relações e influências que constroem o caráter humano e suas atitudes. Em oposição a essa análise de especificidades, na sociologia observou-se por muito tempo uma lacuna quanto a tentativa de compreensão do indivíduo, focando-se demasiadamente no conceito abstrato de coletividade e buscando estabelecer ideais e justificativas generalizadas a grupos muito extensos e plurais. Max Weber, intelectual alemão, foi um dos primeiros teóricos do estudo da sociedade a romper com essa perspectiva: Weber defendia o que apelidara de “sociologia compreensiva”, uma análise pautada no entendimento aprofundado dos valores, contextos e influências culturais que motivariam o sentido das atitudes socialmente significadas, as “ações sociais”. Assim, tecia duras críticas à concepção materialista de tentativa de estabelecimento de uma conduta dos grupos sociais, definindo valores e atitudes generalizadas a todo um grupo pautado na ideia de “consciência de classe”- Weber acreditava que a ciência não deveria tentar “ensinar” os sujeitos, mas sim compreendê-los.

Como constatação do pensamento de Weber, pode-se facilmente perceber no Brasil contemporâneo como muitas vezes um entendimento restrito a um único âmbito da vida dos indivíduos, como a partir de suas classes sociais ou identitárias, pode não ser suficiente: muitos indivíduos agem a partir de interesses que prejudicam diretamente a si próprios e a sua coletividade, motivados por justificativas contextuais e culturais particularizadas. Exemplo nítido dessa situação é o considerável apoio prestado por grupos pertencentes a minorias sociais ao atual presidente Bolsonaro, apesar de suas reiteradas falas e comportamentos que ameaçam a própria existência destes. Frases como “Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui: prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo”1 não impedem que 29% dos LGBTs constituam seu eleitorado2. Sua constatação que “Eu tenho cinco filhos. Foram quatro homens, aí no quinto eu dei uma fraquejada e veio uma mulher”3 não impediu movimentos como “Mulheres com Bolsonaro”4. A explicação para tais fenômenos só pode ser construída a partir dos âmbitos psicológicos e culturais dos indivíduos analisados, possivelmente influenciados por uma criação moral conservadora e alinhada com muitos dos valores defendidos pelo presidente, ainda que de maneira contraditória com a sua própria identidade.

Portanto, como observado por Weber, as ações dos sujeitos possuem um sentido que se justifica por valores construídos de forma complexa, por vezes até contraditória. Somente em uma perspectiva compreensiva, atenta ao contexto e às construções simbólicas, é possível traçar uma lógica das ações sociais e, como consequência, das relações que constituem a sociedade- “É a eterna contradição humana”.


¹. “O que Bolsonaro já disse de fato sobre mulheres, negros e gays”, El País, 2018.

<https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/06/politica/1538859277_033603.html>

². “Por que 29% dos LGBTs votam em Bolsonaro?” El País, 2018.

<https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/27/opinion/1540592921_823943.html> 

³. “Relembre declarações com ofensas às mulheres feitas pelo presidente e a família Bolsonaro”, O Globo, 2022,

<https://oglobo.globo.com/politica/relembre-declaracoes-com-ofensas-as-mulheres-feitas-pelo-presidente-a-familia-bolsonaro-25423642> 

⁴. “Grupo "Mulheres com Bolsonaro" reúne mais de 440 mil integrantes em dois dias”, Época Negócios, 2018,https://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2018/09/grupo-mulheres-com-bolsonaro-reune-mais-de-440-mil-integrantes-em-dois-dias.html >


Isabella Neves- 1º ano matutino

AÇÃO SOCIAL

 Segundo Weber, diferentemente de Durkheim, as pessoas possuem a capacidade de modificar a sociedade a partir de ideais individuais, movidas por ações que elas mesmas estabelecem. Para Weber, os indivíduos influenciam a sociedade, ou seja, as ações e comportamentos não são puramente moldados pela sociedade, eles têm opiniões próprias.

 Espera-se que o indivíduo através da Ação social ‘’influencie’’ uma outra pessoa ou então, a partir dessa ação, interagir com outras. Ainda segundo ele, essas ações são movidas por coisas pessoais, seja motivada pelo lucro, ou até mesmo pelo afeto. Um exemplo seria o de Caetano Veloso, quando compôs a música Tropicália, tinha como ideia movente, a motivação em mobilizar a massa e criticar o regime militar da época.

Essas ações se dividem em:

Costumes, quando motivadas por hábitos pessoais, ou tradições;

Afetiva, quando envolve sentimento, seja ele de amor ou de ódio

Racional, escolhe a melhor maneira de chegar a um objetivo, ou quando movida por um ideal, por política, por religião etc.

Em suma, ele defendia que apesar da sociedade influenciar os indivíduos, eles não são de tudo influenciáveis, são passiveis de gostos pessoais, e vontades individuais de modificar a sociedade, dessa maneira ele contradiz Durkheim, que defendia a ideia de que o meio controlava e moldava os indivíduos.