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domingo, 12 de junho de 2022

Falsos Interesses

 

 

A partir de suas concepções materialistas e históricas apresentadas na obra Ideologia Alemã, Marx e Engels, afirmam que em uma sociedade dividida em classes, as ideias dominantes na verdade seriam um falso interesse coletivo, como era apresentado pelo Estado. Eles defendiam a ideia de que a classe dominante forjaria esse tal interesse para que os seus interesses particulares fossem favorecidos. Seria então, a partir dessas ideias dominantes, que uma classe se tornaria uma classe dominante, a partir do momento em que dominam, essa classe determinaria todo o pensamento de uma época histórica, mudando toda a forma social tornando o seu interesse próprio como um interesse geral.  

Para eles enquanto a divisão do trabalho se der de forma natural, com uma distribuição desigual de produção, poderia se resultar no que eles chamavam de poder social, uma força produtiva multiplicada que nasceria com os indivíduos que são submetidos a divisão desigual de trabalho de forma “natural” e não voluntaria. Os pensadores defendiam que esse poder só poderia ser superado com uma revolução comunista, na qual seria desfeita a propriedade privada. Por fim, os autores defendiam que para se entender a consciência primeiro seria necessário entender a vida real dos homens em seu movimento de produção e intercambio materialista, pois seria essa realidade que determinaria o pensamento humano.   




Maria Eduarda Gusmão de Jesus

1º Direito - Matutino

Universalização da burguesia


Há uma grande crítica feita por Marx e Engels perante àquilo que seria a representação política, algo que dialoga diretamente com as formas de governo atuais. Em suas teorias, destacam-se pontos que discutem a universalização do Estado, haja vista que esse é um problema que pode ser analisado tanto em monarquias quanto nas democracias, além de ser histórico e atual, mostrando seu grande foco nas relações sociais. Assim, pode-se, inicialmente, ressaltar que a crítica é feita a partir da noção de que é ilusória a percepção do Estado como agente capaz de suprir todas as demandas populares, além de destacar que o interesse particular acaba por ser sempre focalizado, sendo intrínseco ao indivíduo. 

Nessa perspectiva, há o entendimento de que as classes dominantes vão ser privilegiadas por tal preceito, uma vez que a manutenção delas no poder é crucial para a estruturação do Estado focado no individualismo e na desigualdade social. Com isso, na realidade atual, por exemplo, percebe-se que o governo Bolsonaro sofre crescentes críticas por ser incapaz de garantir reivindicações de diversos segmentos da sociedade brasileira, lidando com o descontentamento não só da oposição, mas também de camadas da direita do país, o que faz com que seja notável, hoje, que sua rejeição entre a população supera sua aprovação. Dessa forma, entende-se que o Estado, partindo de formas democráticas, ainda pode ser inserido na lógica de falta da universalização dos direitos, além de demonstrar como a política atual encontra-se, muitas vezes, alheia à modernização da sociedade. Pode-se, ainda, destacar que tal fato está relacionado com outros desenvolvimentos de sistemas, sendo possível comparar as eleições de 2016 dos Estados Unidos com o entendimento da falta de consideração dos ideais populares, haja vista que a maioria popular preferia uma presidência do partido democrata, mas os eleitores do país optaram por Donald Trump, por conta da forma de voto indireto, a qual acaba sendo focada em uma parcela que não necessariamente representa a população.

Portanto, entende-se que Marx e Engels desenvolveram um pensamento aplicável na atualidade, expondo em diferentes épocas como o sistema político é feito de forma a permitir a manutenção da burguesia como detentora não só das forças produtivas, mas também dos meios de positivar suas reivindicações. Dessa forma, deve-se ressaltar, por fim, que os meios de desenvolvimento são, ainda, extremamente atrelados ao seu passado, algo que novamente retoma o pensamento dos teóricos, por não conseguir superar a falta de representação do povo nos pontos de maior valor na sociedade.

    Maria Julia Pascoal da Silva- 1º ano matutino


Materialismo histórico-dialético na perspectiva teórico política de Marx e Engels

    O sistema atual é baseado e fortificado na sociedade e nos ideais construídos desde o mercantilismo. Para tal, nesse texto exponho sobre o choque entre a teoria do materialismo histórico-dialético na perspectiva teórico política de Marx e Engels acerca dos debates em relação as questões raciais. 

    Deve-se analisar que o racismo como discriminação enraizada no colonialismo e imperialismo, tendo a exploração econômica e social baseada na cor da pele como sustentação para as revoluções industriais e o avanço econômico de sociedades europeias, não se pode afirmar a dinâmica e complexidade do racismo de modo separado das relações sociais fundadas e sustentadas por ideais de acumulação de capital e da sociedade burguesa.

     A teoria do materialismo histórico-dialético na perspectiva teórico política de Marx e Engels afirma sobre como os problemas sociais da humanidade se baseiam apenas na exploração capitalista da classe operária, excluindo assim do seu método as questões raciais inerentes que são o pilar da exploração da humanidade e seus efeitos se manifestam até hoje por estarem enrizados na sociedade.

    Portanto, a compreensão do racismo como conceito fundamental à análise das relações sociais na América Latina, não somente como um efeito a ser elucidado e combatido, mas, como uma categoria teórica derivada de processos complexos e determinantes da vida social do indivíduo de acordo com a sua cor de pele neste território frisado pelos processos de invasão colonial, escravidão e a persistente dependência imperial e suas estratégias neocoloniais. Por isso, deve-se levar em consideração um método teórico político descolonizado.


Maria Vitória Santos Belarmino - matutino 

sonhos capitalistas

Sonho, toda noite 
Com enorme construção
Som fulminante das máquinas 
Enormes linhas de produção 

Sonho, toda noite 
Com centenas de mãos 
Cortadas, feridas queimadas
Mas sem nenhuma reclamação 

Sonho, toda  noite
Com minhas terras do sertão 
Antigas terras indígenas 
Cujo sangue infiltra o chão 

Sonho, toda noite 
Em pregar a mesma ilusão 
Dar a eles migalhas mofadas
Dizendo ser isso o pão 




A Compilação Sindical

 

De Hegel o empírico,

posto na concepção abstrata

…para Marx vaga

A análise de como deveriam ser

mas sem viabiliza-las


No sentido ideal

Ideias postas em pensamento

nunca em prática

Nem um pouco revolucionárias


De Marx a inspiração

(melhorada), junto de Engels

Um método de análise e ação

A revolução das classes postas

Viva o proletariado!


O manifesto da história

O método de mesmo cunho

A junção dos ideais que vinham a transformar

Materialismo dialético histórico


A queda dos dominantes,

a posição daqueles que precisam lutar

Do abstrato para a ação

Do teórico para o concreto

A compilação da ordem sindical

A sociedade atual e as relações de Produção

   Pode-se afirmar que a sociedade atual é reflexo do que começou a ser desenvolvido no período pós revolução industrial, ou seja, as relações sociais construídas foram e são pautadas em cima de uma concepção de dominação por parte da classe burguesa.

 O Filósofo Hegel defendia que as alterações sociais são determinadas a partir de movimentos intelectuais dos períodos em que se insere. Todavia, a partir da análise do século XXI, percebe-se que a teoria melhor formulada a respeito da sociedade seria a desenvolvida pelos Filósofos Marx e Engels, em que as transformações da sociedade são em decorrência das relações sociais de produção e os movimentos de classes. 

Como relações de produção, em síntese, entende-se a forma de como é gerado o lucro e de que forma ele é aproveitado. Sendo assim, em vista do que é evidente da sociedade e o que foi observado por Engels e Marx, quem desfruta dos lucros vindos dos meios de produção é a classe burguesa, sendo esta quem detém o poder de organização social partindo disto, enquanto a classe dominada segue produzindo e sendo explorada como mão de obra, não contendo participação nos frutos deste trabalho. Frutos estes como, por exemplo, o sistema educativo e de saúde, oferecidos de forma discrepante para estas classes. 

O que se difere atualmente da sociedade que Marx e Engels estudavam seria a fase de capitalismo, atualmente o Financeiro, mas ainda centralizado na ótica de classe dominante e classe dominada, a os mais pobres seguem sendo explorados e marginalizados pela burguesia. 

     Marx, diferente de Hegel, defende a possibilidade da mobilidade social através da revolução. Contudo, como seria possível chegar a uma revolução dentro de uma sociedade totalmente estruturada em cima de uma relação de dominação?. Sendo assim, ainda que haja esta possibilidade de mobilidade social esta estaria cada vez mais distante.


Isabella Carvalho Silva.

1ºano Direito - Matutino 

 

A imposição na história da África

Beatriz Grieger – 1º ano, matutino

“Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não sob circunstâncias de sua escolha e sim com aquelas que se defrontam diariamente”

Marx analisa a construção e concepção da história a partir da dialética e do confronto entre classes e situações, o qual permite a continuidade da história. Neste contexto, é possível analisar de forma análoga a construção socioeconômica do continente africano a partir de intervenções externas, como europeias e, mais recentemente, chinesas e norte-americanas. Tal analogia é viável pois as dificuldades enfrentadas atualmente pelo povo africano resultaram de forma direta das intervenções externas em benefício próprio, dentre elas: o tráfico de escravos, como o realizado por Portugal destinado ao Brasil por 300 anos, a exploração de pedras preciosas, como a feita pela Bélgica no Congo, a partilha africana no contexto do neocolonialismo europeu pré – primeira guerra mundial, a presença norte-americana na Somália visando o controle de uma posição estratégica e a exploração de petróleo e, por fim, a busca da China por petróleo e minérios em diversos países da África visando investir em seu desenvolvimento, como em infraestruturas e indústrias.

Desta forma, a exploração africana, além de histórica, é atual e, portanto, suas consequências também. Os baixíssimos IDH’s e PIB’s africanos são decorrência das circunstâncias impostas a este continente, assim como analisa Marx, isto porquê todo o histórico de exploração gerou conflitos internos, a instauração de governos tiranos, a retirada de riquezas e, consequentemente, a diminuição de capital disponível, além do genocídio do povo preto com a escravidão. Com isso, na contemporaneidade, a África necessita superar inúmeros obstáculos para garantir seu desenvolvimento e o bem-estar de sua população, a qual encontra-se, majoritariamente, em uma posição de miséria e vulnerabilidade.



"Primeiro de Maio" e sua influência marxista

 O conto primeiro de maio do autor Mario de Andrade tem nítidos aspectos de crítica ao capitalismo através de uma influência marxista. Essa obra, publicada no livro Contos novos em 1947, retrata a história de um proletário, o qual é chamado apenas pelo seu número, 35. No decorrer da narrativa ele analisa o feriado de primeiro de maio e torna-se frustrado mediante a sua relação com sua vida como proletariado e a reação da polícia (haviam boatos de que teriam protestos nesse feriado).

Durante o conto, o 35 vive o conflito entre celebrar e lutar, em que ele percebe a opressão do trabalhador mas, ao mesmo tempo, age de forma alienada e considera o dia apenas uma celebração aos trabalhadores (apesar da opressão que ele sofre nesse dia). Ao final do conto, o trabalhador percebe o vazio na cidade, resultado da opressão policial (a qual é também uma questão de superestrutura, visto que o sistema capitalista não apoia esse tipo de manifestação a qual seria danosa para o mercado), ele adquire certa consciência de classe e ajuda um trabalhador mais idoso, mesmo quando havia sido zombado por eles no começo do conto.

 Em suma, essa obra retrata diversos conceitos de Marx e Engels, principalmente a questão da consciência de classe e alienação. Além disso, esse texto leva o leitor a questionar se o dia do trabalho realmente reflete a luta do proletário e sua conquistas  ou é apenas um feriado sem finalidade critica alguma.




O MATERIALISMO HISTÓRICO E A IMPOTÊNCIA HUMANA

O materialismo histórico e a impotência humana

A partir dos avanços e transformações provocadas pela Revolução Industrial, a produção e o enriquecimento foram supervalorizados pelas camadas sociais dominantes e, assim, acabaram ditando uma nova realidade social em que as relações se pautam, sobretudo, a partir de circunstâncias materiais. Nesse contexto, no século XIX, os filósofos alemães Karl Marx e Friedrich Engels fizeram uma análise da história humana a partir de sua óptica materialista, além de criticar e apontar os erros de métodos de filósofos que os antecederam.

Dessa forma, Marx e Engels iniciam sua análise com base nas relações materiais, responsáveis por engendrar a existência da raça humana como ela é. Como exemplo do condicionamento do ser humano através do material, tem-se a inerência do trabalho para o homem, uma vez que, ao precisar produzir os meios que garantam sua existência, o ser humano se distingue dos outros animais. Logo, como as relações de produção condicionam a identidade humana, elas são elemento fundamental para a existência de quaisquer relações sociais que podem ser desenvolvidas.

Portanto, todas as ações, ideias, escolhas e crenças dos homens estão sujeitas às circunstâncias históricas oriundas da necessidade de produção, ou seja, são inevitavelmente influenciadas pela base material. Assim, para os filósofos, não se pode dizer que o desenvolvimento de qualquer pensamento humano é autônomo, pois eles são reflexo direto de atribuições e acontecimentos da vida material. Nesse âmbito, como exemplo, eles acreditam que a religião é uma das principais expressões da impotência e dependência humana do mundo material, visto que é uma manifestação da necessidade do homem de combater o sofrimento gerado pelo mundo material através de uma falsa esperança na realidade, que os consome para a perpetuação da produção.


Luiza Polo Rosario – 1º ano Direito Matutino

 Na concepção materialista, estudada por Marx e Engels, o ponto principal é o método, a forma de compreensão da realidade, a fim de ter o conhecimento adequado para transformá-la, por isso a crítica às abordagens tradicionais da filosofia alemã e ao denominado tradicionalismo. O filósofo alemão Hegel, defende a ideologia alemã no sentido de interpretação de mundo por suas ideias (seguindo a definição de “ideia” como pensamento puro da natureza) porém, elas não representam a sociedade real. Para Marx e Engels, o conceito de ideologia é o falseamento da realidade, o que outra vez vai contra a filosofia alemã e ao que chamavam de “socialismo utópico", de Henri de Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen diz que a solução é vinda “de cima”, diante da incapacidade do proletariado “valer-se por si mesmo” (Engels, p.2). Os primeiros pensadores socialistas se vivam como homens iluminados que colocariam em relevo as mudanças da ordem, uma razão de sabedoria pensante, e não as condições históricas, é chamada a explicar a situação de exploração.

     Na concepção de história de Hegel, a humanidade está em permanente processo de desenvolvimento, impulsionada por “leis históricas” que determinam inícios e colapsos a partir da cultura de um período, e o direito como uma forma de suprir demandas da evolução homem em sociedade, expressando o espírito de um povo fundado na vontade racional. A universalidade do direito para o pensador, representa a superação de todas as particularidades e se contrapõe à individualidade estrita.

             O idealismo hegeliano diz que apenas a mente é real e tudo que é racional, tudo que se pode ser pensado e imaginado antes de existir. A sua concepção de realidade é a projeção universal de uma ideia, todos compreendem o conceito de uma casa, ainda que não tenha sua existência física. Já seu conceito de realidade social é caracterizado por sempre estar ligado ao que lhe é historicamente anterior, é fruto de concatenações nas quais o conflito existe dentro da cada realidade e é a base de toda realidade nova.

           Por outro lado, a realidade para Marx e Engels é um cenário em constante movimento, ele afirma que, “(...) Hegel caiu na ilusão de conceber o real como resultado do pensamento que se sintetiza em si, se aprofunda em si, e se move por si mesma(...)” “Ao contrário da filosofia alemã, que desce do céu para a terra, aqui é a terra que se sobe ao céu. Em outras palavras, não partimos do que os homens dizem, imaginam e representam, tampouco do que eles são nas palavras, no pensamento, na imaginação e na representação dos outros, para depois se chegar aos homens de carne e osso”. (Marx e Engels, p.19)

 

Maria Eduarda da Cruz Cardoso - Primeiro Ano Direito, Matutino


sábado, 11 de junho de 2022

A ascensão do neoliberalismo

 

O materialismo histórico nasce do entendimento de que qualquer fenômeno humano só faz sentido se analisado o seu percurso histórico e as relações sociais e materiais em que se introduz. A visão marxista expande o horizonte de análise denunciando a imbricada relação entre economia e política. Quando observamos o curso da história moderna, evidenciamos que toda crise tem um elemento comum: o desmantelamento ou transformação do funcionamento das instituições edificadas a partir da racionalidade hegemônica. O neoliberalismo nasce em função na necessidade de readaptar as instituições à nova racionalidade econômica, imposta em função das transformações dos modos de produção do capitalismo, assim, com o paradigma liberal em crise, os direitos fundamentais do indivíduo passaram a ser vistos como empecilhos à racionalidade do mercado. Com a ascensão desse novo modelo de gestão do Estado, alicerçado na desconstitucionalização dos direitos, observamos a transformação de cidadãos em consumidores, e a flexibilização das leis trabalhistas, levando a formação de uma nova massa de proletários - o precariado - modelo baseado na autogestão do trabalho, sem qualquer contrapartida ou vínculos empregatícios. Surge também, uma nova oligarquia financeira, a qual obtém seu lucro a partir do capital improdutivo (rentismo). Esse novo movimento do capitalismo, leva ao acúmulo abissal de capital nas mãos de poucos, e a completa cooptação do poder político ao poder econômico, culminando na corrosão da democracia - consoante com a crise do modelo liberal.


Luiza David F. Neves - Direito 1º Matutino

O Poder da Alienação

    Apesar de Marx ter sido um pensador do século XIX, suas ideias podem ser consideradas como atemporais, visto que há críticas feitas pelo filósofo há quase 200 anos que perduram na sociedade até os dias hodiernos. Uma delas diz respeito à questão da alienação do trabalhador, o qual exerce suas funções acreditando que faz alguma diferença para a linha de produção, quando, na verdade, essa classe é vista como facilmente descartável e substituível. 

    Desse modo, o proletário, em uma linha de produção, fica completamente alheio ao produto final, e, por conseguinte, não tem ideia do valor produzido por seu trabalho. Assim, a classe detentora dos meios de produção consegue remunerar o proletário de forma injusta, pois o que ele produz não é o mesmo que ele recebe. 

Nesse sentido, a alienação torna-se um processo fundamental para a dominação do trabalhador, perdendo sua humanidade e sua liberdade, de forma a ser visto apenas como um objeto integrante da linha de produção, o qual é necessário para o resultado final, mas ao mesmo tempo, configura-se como substituível, sendo, portanto, desumanizado até os dias de hoje (apesar de esse processo ser mais bem mascarado, é, ainda, muito presente).




Giovana Pevarello Parizzi
1° Direito Matutino
RA: 221226125

Marx, Engels e o Manifesto Comunista

Os filósofos alemães Karl Marx e Friedrich Engels formularam a mais fora da curva e peculiar teoria econômica já feita: o marxismo. Tal teoria faz uma análise econômica e social da sociedade capitalista e do conflito de classes como o principal vetor de mudanças sociais. 
O livro ´´Manifesto Comunista`` foi o livro criado pelos dois filósofos e autores que retrata a ideologia marxista e as contradições burguesas e capitalistas. A obra analisa as principais tendências políticas do movimento socialista e assenta o programa dos comunistas no movimento operário. Fazendo uma análise histórica do capital e do capitalismo , o ´´Manifesto Comunista`` expõe e defende que o comunismo não é uma utopia, como acreditavam os socialistas anteriores, mas uma possibilidade aberta pelo desenvolvimento da sociedade burguesa atual, com o processo de industrialização, articulação da economia mundial, desenvolvimento da ciência e surgimento do proletariado, classe que produz a riqueza social, apropriada pelo capital sob a forma da mais-valia, que vive inteiramente de seu próprio trabalho e que não tem, portanto, interesse em manter a sua exploração social. Por isso, apesar das dificuldades da classe operária, Marx e Engels defendem que a revolução deve ser feita pelo proletariado, com intuito de eliminar as injustiças e e dar poder a quem produz as riquezas capitalistas e é explorado pelo próprio capital. 



Guilherme Corazza Veloso 
Primeiro Ano, Direito, Noturno, RA: 221220542

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Os rumos da Revolução Russa sob olhar de "A ideologia Alemã"

  A obra “ A Ideologia Alemã ” de Karl Marx e Friedrich Engels critica a abstração de filósofos alemães como Hegel e Feuerbach. A crítica gira em torno da ignorância da real condição material de existência do homem. Verificável empiricamente, desenvolve-se a ideia de materialismo histórico. Tal ideia consiste no fato da história ser, segundo os autores, a sucessão de gerações que exploram os materiais, os capitais e as forças produtivas transmitidas pelas gerações anteriores, tendo a história passada uma única finalidade: gerar a história presente. Desse modo, o presente representa o conjunto das explorações sofridas pelo homem.
Outro ponto de destaque na obra é a distinção entre classe dominante e classe revolucionária. Em cada época, se acreditou no que essa mesma época disse de si mesmo, tendo em vista que o pensamento dominante era também o pensamento da classe dominante.  Dessa forma, coube a classe revolucionária contestar esse valores. Apesar da necessidade de revolucionar as ideias, não são as ideias revolucionárias que mudam as condições sociais. Mas, sim, a prática dessas ideias.
 O melhor exemplo de prática das ideias que visavam modificar a estrutura social foi a Revolução Russa de 1917. Naquele contexto, o proletariado russo saturado pela exploração histórica czarista e dos detentores dos meios de produção, que ignoravam a verdadeira condição material de existência do homem, tentou por meio da modificação do sistema econômico melhorias nas condições de vida. No entanto, conforme explicado por Marx e Engels, ao dominar o poder político passaram a apresentar o interesse próprio como interesse dominante e a suprimir as minorias. Exemplo disso foi a concentração de poder por Stalin ( ditadura Stalinista) que determinou seu próprio interesse como interesse de todos, arruinando o sonho comunista de um autogoverno proletário, no qual o proletariado se organizaria para governo da comunidade.
                                          ULISSES DE ALMEIDA E MELLO- 1º ANO/ DIREITO NOTURNO

A crítica marxista ao idealismo

 



A filosofia materialista de Karl Marx critica duramente a ideia do mundo real ser fruto do pensamento, da ideologia. Para o filósofo, a ideologia é o falseamento da realidade, justamente por estar fundada sob preceitos ideais e não dialogar com a realidade crítica. Enquanto para uns, a realidade é uma projeção da ideia e independe do individual, tendo um significado universal; para Marx, a realidade se liga a algo que lhe é historicamente anterior e, em razão disso, entende-se ela como uma concepção materialista histórica, a qual, através da dialética materialista, determinou e definiu as condições materiais de existência – as relações de produção definem as relações sociais. Em outras palavras, o homem escreve sua história segundo um legado material transmitido pelo seu passado. Logo, a máxima dessa crítica ao idealismo por Marx: “Aqui o céu não desce a terra, mas a terra que se sobe ao céu. Em outras palavras, não partimos daquilo que os homens dizem, imaginam e representam para chegar aos homens de carne e osso”.

Mirella Bernardi Vechiato, 1º ano Direito - Matutino