Este é um espaço para as discussões da disciplina de Sociologia Geral e Jurídica do curso de Direito da UNESP/Franca. É um espaço dedicado à iniciação à "ciência da sociedade". Os textos e visões de mundo aqui presentes não representam a opinião do professor da disciplina e coordenador do blog. Refletem, com efeito, a diversidade de opiniões que devem caracterizar o "fazer científico" e a Universidade. (Coordenação: Prof. Dr. Agnaldo de Sousa Barbosa)
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domingo, 19 de julho de 2015
Quem é que financia a miséria?
Mentira
sábado, 18 de julho de 2015
Acclamatio bourgeoisie
A poesia do manifesto traduzida em poema:
A burguesia industrial, o proletariado e a luta de classes
Marx e os MC's
Gostaria de fazer aqui uma breve reflexão sobre o manifesto comunista e realidade em que vivemos atualmente. Primeiramente busquemos compreender qual seria a ideia fundamental e diretriz do Manifesto, como Engels explica:
É que a produção econômica e a organização social que dela resulta necessariamente para cada época da história constituem a base da história política e intelectual dessa época; que, por conseguinte (desde a dissolução da antiga propriedade comum do solo), toda a história tem sido uma história de lutas de classes, de lutas entre classes exploradas e classes exploradoras, entre classes dirigidas e classes dirigentes, nos diversos estádios da evolução social; mas que essa luta chegou presentemente a uma fase em que a classe explorada e oprimida (o proletariado) não pode mais se libertar da classe que a explora e oprime (a burguesia), sem libertar, ao mesmo tempo e para todo o sempre, da exploração, opressão e lutas de classes, a sociedade inteira.
A ideia que se destaca é a de que existe desde o início da civilização humana a luta de classes. Assim sendo:
os comunistas apóiam por toda parte qualquer movimento revolucionário contra o estado social e político existente. Em todos esses movimentos, situam no primeiro plano, como questão fundamental, a questão da propriedade... Enfim, os comunistas trabalham, por toda parte, para a união e entendimento dos partidos democráticos de todos os países.
Tendo em vista conceitos básicos do manifesto comunista, quero agora usar o funk ostentação para falar da sociedade atual. É óbvio que essas músicas fazem sucesso apenas com um determinado grupo da sociedade, mas nesse grupo encontram-se muitos daqueles que formam a camada mais explorada da sociedade.
Comecemos com MC Guimê:
Contando os plaque de 100, dentro de um Citroën,
Ai nois convida, porque sabe que elas vêm.
De transporte nois tá bem, de Hornet ou 1100,
Kawasaky,tem Bandit, RR tem também. (2x)
A noite chegou, e nois partiu pro Baile funk,
E como de costume, toca a nave no rasante
De Sonata, de Azera, as mais gata sempre pira
Com os brilho das jóias no corpo de longe elas mira,
Da até piripaque do Chaves onde nois por perto passa,
Onde tem fervo tem nois, onde tem fogo há fumaça.
Percebemos em seu discurso o quanto seus valores estão ligados ao capital e ao hedonismo, sua motivação é o consumo. Como artista ele acaba por transmitir essa mensagem para seus fãs, que por sua vez propagam esse disicurso alienado.
Chamo atenção agora para o sucesso de MC Gui - Sonhar:
Sonhar, nunca desistir
Ter fé, pois fácil não é e nem vai ser
Tentar até se esgotar suas forças
Se hoje eu tenho quero dividir
Ostentar pra esperança levar
Aqui temos sutilmente inserido o discurso da meritocracia, encarado como a única possibilidade de viver que não esteja ligado ao crime. Assim como a religião (fé), o trabalho é valorizado. E é claro, temos a peróla: "Ostentar pra esperança levar" Não estou certo de que o autor dessa letra possua total consciência do que essa afirmação significa, mas analisando-a temo que estejamos diante do ápice do que as elites gostariam que fosse propagado ao proletariado. Se a teoria de Marx está certa, fazer o proletariado defender o capital dessa maneira é certamente a melhor maneira de manter o sistema como está.
Naturalmente, alguma reação deveria aparecer. Temos então Edu Krieger com Resposta ao Funk Ostentação:
Você ostenta o que não tem
Pra tentar parecer mais feliz
Mas não sabe que pra ser alguém
Tem que agir ao contrário do que você diz
Você pensa que tem liberdade
Exibindo riqueza e poder
Mas não vê que na realidade
O sistema é que lucra usando você
E o sistema tem a cor
Do racismo e da escravidão
Cada vez que você dá valor
À roupinha de marca e à ostentação
A elite burguesa e branca
Que ê dona das lojas de grife
Se dá bem, pois você bota banca
Mas ê o sistema que aumenta o cacife
Se percebe na letra de Krieger uma forte influência marxista, demonstrando a noção de classes e da exploração. Como bom comunista, convoca a classe explorada a se rebelar contra o sistema.
Jansen R. Fernandes
1 Direito Diurno
Quem sabe amanhã?
O papel do proletariado e a conduta da burguesia na teoria de Marx e Engels
Anacrônico
Outrora detinha um o meio da produção;
agora acionistas múltiplos possuem o seu quinhão.
Outrora estava a burguesia a produzir em demasiado;
pois saiba que agora seu proceder é ainda mais desenfreado.
Outrora crises determinariam o sucesso da coletividade;
pois agora são meros pretextos para a austeridade.
Outrora organizados, a vestimenta liberal,
agora entediados, sua riqueza ilegal.
Do outro,
Outrora proclamavam extasiados: "viva a revolução!";
agora os proletários querem, ouriçados, obter a mais nova televisão.
Outrora a queixa da mais-valia e da ausência de descanso remunerado;
agora o advogado trabalhista é, quem sabe, o mais endinheirado.
Outrora orientados por um alemão e um inglês;
agora desolados: definitivamente não é sua vez.
Outrora conscientes, ativos em seu intento;
agora ouvem, desatentos, a um discurso sobre um tal engajamento.
A decadência do capitalismo
O papel da ideologia capitalista na sociedade burguesa
Sorria, você está sendo enganado!
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Choque de realidade
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
A modernidade a favor do operariado?
“Mas com o desenvolvimento da indústria, o proletariado não só aumenta em número, como torna-se concentrado em massas maiores; sua força cresce e ele sente mais essa força”
“De tempos em tempos, os trabalhadores vencem, mas só provisoriamente. O verdadeiro fruto de suas batalhas repousa, não no resultado imediato, mas na união cada vez mais abrangente dos trabalhadores. Esta união é favorecida pelos meios de comunicação mais desenvolvidos, criados pela indústria moderna e que colocam os trabalhadores de localidades diferentes em contato uns com os outros”
“Era somente este contato o necessário para centralizar as numerosas lutas locais, todas do mesmo caráter, em uma luta nacional entre classes. Mas cada luta de classe é uma luta política. E com essa união, para alcançar o que os burgueses da idade média, com suas estradas vicinais, precisaram de séculos, os proletários modernos, graças às estradas de ferro, alcançaram em poucos anos”
Esses trechos de Marx e Engels, presentes na obra O Manifesto Comunista, expressam bem e ajudam a entender o motivo de tamanha convulsão social e confiança na revolução proletária, ainda no século XIX. Quando falam em união favorecida pelos meios de comunicação, a discussão se torna ainda mais contemporânea, uma vez que as tecnologias de troca de informações à distância estão desenvolvidas de uma forma nunca antes vista.
Porém, pode-se afirmar que, à medida que essas tecnologias se desenvolvem, a própria classe burguesa ganha cada vez mais capital e, consequentemente, mais poder. Assim, sendo os burgueses os legítimos detentores dos meios de produção, questiona-se a validade e a efetividade da união dos proletários através desses meios comunicativos, considerando-se que esses mesmos meios são controlados, inevitavelmente, pelos burgueses.
Dessa forma, percebe-se o imenso poder de controle da classe dominante sobre a classe dominada, talvez o maior desde o início da luta de classes, ainda mais quando se considera que a acessibilidade aos meios de comunicação se dá pelo salário, talvez o maior instrumento de controle da burguesia. Enfim, é preciso maior organização das forças de resistência aliada a fortes instituições democráticas, com a finalidade de amenizar essas disparidades diametrais entre os dominantes e os dominados.
Renan Djanikian Cordeiro
1º ano do Direito Noturno
A “Revolução” no século XXII
Inevitável Fim
Camila Migotto Dourado
1º ano Direito - Diurno


