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domingo, 15 de setembro de 2013

     O manifesto comunista de Engels e Marx é uma análise do modo de produção do capitalismo. Ele representa um esclarecimento do que representa aquele momento histórico oferecendo a classe operária a possibilidade de entendimento da realidade que passaram a viver, a partir do momento que passaram a se submeter a força do capital. Para os autores,  o capitalismo não representava apenas um modo de produzir, mas um novo modo de viver
    Primeiramente é feito um elogio a classe burguesa, que conseguiu enfrentar a classe dominante, os senhores feudais, e com a ajuda do liberalismo possibilitou sua emancipação,isto é, libertar de suas amarras políticas podendo expandir seus horizontes e levar os homens até as ultimas consequências.
    A partir de então o homem foi capaz de dominar o mundo pela ciência, coincidindo com a perspectiva da revolução burguesa. Um novo mundo é criado, onde não há limites para a transformação, permitiu-se a libertação das forças produtivas, que é  tudo aquilo o qual interage no nosso cotidiano e serve de intervenção no mundo.

    Nessa sociedade moderna, para  o capitalismo não poderá  existir limites, e essa perspectiva de expansão insere o mundo nesse sistema, cria-se uma nova ética social a qual permitirá que o capitalismo será um passo para mais capitalismo, trata-se de uma renovação do ciclo de consumo. E cabe a sociabilidade burguesa dispor e alimentar esse sistema, criando um mundo a sua imagem, de modo que os dominados se veem condicionados a assumir esta postura, e somente desta maneira evitar a fragilização do sistema.
Karl Marx em sua obra "O Manifesto Comunista" declara que a intenção dos comunistas é unificar a luta proletária, promovendo seu avanço independentemente de nacionalidades ou interesses locais. Para atingir tal objetivo, no entanto, seriam necessários alguns esforços, tais como a abolição da propriedade burguesa e da educação familiar. A fim de verificar os aspectos gerais da teoria marxista, tomemos por exemplo a proposta de abolição da propriedade.

A princípio, a abolição da propriedade privada soa injusta e arbitrária, pois interfere no livre arbítrio de posse dos cidadãos. Segundo Marx, no entanto, tal abolição se justifica pelo fato de que não serão tomadas todas as propriedades privadas, mas apenas as propriedades burguesas: aquelas que foram "dignamente adquiridas e merecidas" poderiam ser mantidas. Sendo assim, pergunta-se: quem define o caráter de dignidade pelo qual foi adquirido a propriedade, ou se ela é fruto característico da burguesia moderna? Neste ponto, vemos que não há maiores esclarecimentos sobre o método de decisão do governo, deixando claro que a intervenção estatal proposta pelo comunismo, embora alegue andar rumo ao pleno respeito aos seus governados, dá margem ao arbítrio estatal.

A fim de afastar a ideia de que o comunismo serve de controle à população tanto quanto os demais sistemas ideológicos criticados por ele, Marx afirma que o proletariado, após tomar o poder, tornaria-se uma espécie de associação em que todos governariam, ou seja, um poder público sem poder político. No entanto, é claro e evidente que o controle sobre a propriedade, a produção e a educação são atos políticos também.

Considerando os pontos levantados, fica a dúvida: Marx afirmava que o comunismo causava estranhamento às pessoas por estas últimas terem seus conceitos "contaminados" pelas concepções burguesas, no entanto não admite o caráter controlador de seu próprio sistema ideológico. Não teria tido ele também a visão ofuscada pelo êxtase de sua própria teoria?

"Vem ser feliz"

O manifesto comunista é um texto completamente atemporal, pois poderia aparecer em jornais atuais e nem causaria estranheza. Com argúcia, Marx e Engels falam do fenômeno da modernização que a burguesia implantava na época, com técnicas avançadas de navegação, produção de bens e dos meios de comunicação. Assim, seu primeiro capítulo soa quase como uma propaganda do capitalismo e deixa evidente o papel essencialmente revolucionário da burguesia industrial. O desenvolvimento capitalista libera forças produtivas nunca vistas, "mais colossais e variadas que todas as gerações passadas em seu conjunto". O poderio do capital que submete o trabalho é anunciado e nos faz pensar no agora do revigoramento neoliberal, onde, mais do que nunca vale a máxima do “vem ser feliz” consumindo exageradamente. O capitalismo, para se manter precisa incessantemente superar as barreiras e as dificuldades, oferecendo a cada dia um novo motivo para consumir. Assim como sugeria Marx e Engels na época, hoje também a burguesia propõe e impõe a “modernização da modernização”. Em oposição à essa “felicidade” ilusória proposta pelo capitalismo, o socialismo propõe uma felicidade que inclua a emancipação das pessoas, uma sociedade que caminhe não para o paraíso, mas para a luta contra a miséria, a desigualdade e a exploração de uns em benefício de outros. É com o intuito de terminar a revolução iniciada pela burguesia que Marx e Engels fazem um convite : “Trabalhadores do mundo, uní-vos”.

A invocação da revolução

Em uma das obras mais importantes do século XIX, é editado, em 1848,  o Manifesto Comunista, que exprime entre suas principais ideias a tentativa convocar e reunir todos os proletariados, no âmbito global, uma vez que o manifesto infere que a luta de classes é de caráter internacional, sendo impossível uma revolução comunista sem a internacionalização da união proletária.
Diante disso, a obra é mais uma tentativa de tentar frear e acabar com a ideologia capitalista que, de forma predatória, explora e agride o trabalhado, deixando-o em péssimas condições de trabalho e de vida, acentuando assim a diferença social e inflamando a luta de classes
Além disso, é importante também ressaltara finalidade do manifesto em afirmar a necessidade do proletário de assumir, com a revolução, os meios de produção, para ela ser consumada, sendo que assim existiria a propriedade comum dos meios de produção, fator essencial para a implementação do sistema comunista.
Para o funcionamento da sociedade comunista, seria também fator fundamental  o aumento da produtividade, em ordem global, proporcionada pelos ideais capitalistas, sendo que assim, a abundancia proposta por esse sistema, juntamente com a igualdade proposta pelo socialismo, geraria uma sociedade de de bem estar.
em sintese, o manifesto exprime a invocação do proletário e também as condições para o proletário fazer a tão sonhada revolução, para a instauração, a longo prazo, da sociedade comunista.

A continuidade das revoluções burguesas
O “Manifesto do partido comunista”, de Marx e Engels, foi escrito em uma época de efervescência política, uma época de revoluções. A escolha pelo modo panfletário, sua escrita de fácil entendimento e sua distribuição demonstram que essa importante obra não foi feita para a classe social abastada e sim para um público mais numeroso, o proletariado.
Marx e Engels analisam a história como uma constante luta de classes, mas veem a ascensão da burguesia como sendo responsável por mudanças nos próprios padrões de relações sociais. A burguesia revolucionária é exaltada na medida em que liberta as forças produtivas e se emancipa do poder político anterior, tornando o modo de produção capitalista sua forma de conquistar o mundo ideologicamente, fazendo-o à sua imagem.
Entretanto, o capitalismo se afunda em suas próprias contradições, ao mesmo tempo em que liberta as forças produtivas fragiliza o homem, que passa a ser meio e não fim. Marx e Engels então, por meio da análise da luta de classes, teorizam que a classe operária deve dar continuidade à revolução iniciada pela burguesia, já que essa teria mostrado não ter condições para ir além da revolução burguesa e chegar ao socialismo.
Sendo assim, o “Manifesto do partido comunista” tem por objetivo conscientizar a classe operária a dar o próximo passo na revolução iniciada pela burguesia, mas não destruindo o que foi conquistado anteriormente e sim chegando a um estágio mais elevado de desenvolvimento, o socialismo.


Samantha Sayuri de Souza Yabiku – 1º ano Direito noturno

Quem vai saber?

    Marx e Engels nos mostraram - com bases extraordinárias e extremamente racionais - que, para eles, o futuro, ou o agora, seja pertencente à revolução e consequente efetivação proletária. Através do Manifesto Comunista, cientificamente fixaram as diretrizes a serem seguidas pelo proletariado a fim que se acabe com as classes sociais e, consequentemente, com a luta de classes.
    A burguesia teve seu mérito, pôs abaixo o Antigo Regime e instalou a sociedade de Direitos. Agora é a vez do proletário continuar o processo através da revolução e estabelecer o socialismo, não mais utópico, mas de bases científicas fortes e bem definidas.
    Século XXI, globalização, tecnologias surpreendentes... Devemos, pois, pensar se o manual comunista ainda tem vigência na ordem social presente. Apesar de suas concepções científicas, os tempos são outros. A miséria, alienação e necessidade de mudança do proletariado ainda permanecem, mas em outras condições. Se a revolução deverá ter curso agora ou amanhã não sou capaz, como Marx e Engels, caso estivessem vivos, de responder, mas como a própria História mostra, ela é fruto das lutas de classe e nenhum regime ou condição social é eterno. Sempre teremos, portanto, um ruptura, a qual Marx, em seu tûmulo, ainda sonha ser a ruptura do capitalismo (em um estágio avançado e pertinente) em prol do socialismo, quem vai saber?

Desdrobramentos do movimento comunista



 O Manifesto Comunista primeiramente faz uma síntese sobre a luta das classes e ressalta que a história de todas as nações é a própria luta de classes e finaliza invocando a todos os proletariados a se unirem. Primordialmente, o movimento comunista tinha um paradigma utópico, em que idealizava a revogação da propriedade privada. Com isso, o manifesto sustentava a ideia de substituir o modelo de ir contra a propriedade pelo plano de apropriação coletiva dos meios de produção, de tal forma que afetasse tanto o modo de produção capitalista quanto o motivo de alienação do homem.



 Além disso, Marx também propunha que a revolução que a burguesia exerceu sobre a sociedade detinha características feudais e diz que essa promulgou a política do liberalismo da qual rompia com o modo de produção manufaturado. Portanto, a internacionalização do setor econômico emergia como uma interdependência entre os países, ou seja, a burguesia rompe e reforma com a cultura de tradições e passa adotar uma modernização do seu programa.



O ponto fundamental do comunismo foi sua forma de generalizar toda a classe operária. Ele estabelecia a libertação do ser humano em relação às precárias condições que esse era submetido. Assim, era proposto à burguesia o capitalismo como uma alforria das forças produtivas de maneira que evoluía as dimensões do espaço e do tempo do homem de forma permanente.



Os contrates da burguesia são exibidos por Marx no manifesto, entre eles são exaltados: o crescimento da eficiência produtiva sucessivo por uma restrição na capacidade de seus indivíduos, a insustentabilidade devido à exploração do proletariado e suas aspirações globais. Contudo, o sociólogo apresenta como proposta para resolução desses a conversão das forças produtivas em prol dos operários de maneira a crescer as forças de produção, permanecendo a atuar globalmente.



Pode-se aferir que na Obra “Manifesto Comunistas” as ideologias de Engels e Marx sobre uma possível falência da classe burguesa torna-se concreto. Assim, para eles a destruição contínua da conjuntura do proletariado leva a formar uma burguesia incapaz de permanecer sendo a classe manipuladora, visto que essa não consegue mais manter a existência dos seus escravos.



Deduz assim, que o autor faz apologia ao benefício oferecido pela estrutura burguesa, contudo sendo que as forças produtivas devem estar sobre comando do proletariado.


Júlia Xavier Rosa da Silva- 1º Ano Direito Diurno.

Manual da união operária e a critica ao capitalismo

O Manifesto elaborado por Engels e Marx, sugere um curso de ação para uma revolução socialista através da tomada de poder pelos proletários. Os autores partem de uma analise histórica distinguindo as várias formas de opressão social que ocorreram ao decorrer dos séculos, e situa a burguesia moderna como nova classe opressora.
Contudo, não deixa de citar seu grande papel revolucionário, colocando-a como a classe responsável por destruir o poder monárquico e religioso, valorizando a liberdade economia extremamente competitiva, e uma aspecto monetário frio em detrimento das relações pessoais e sociais, fazendo com que o operariado fosse tratado como uma simples peça de trabalho.
Aliado a esse fato, os avanços tecnológicos que aceleraram a produção destruiu todo o atrativo para que o trabalhador ficasse motivado em trabalhar, contribuindo para sua miserabilidade e coisificação.
Diante disso, o operariado tomando consciência de sua situação, tende a se organizar e lutar contra a opressão, especificando o seu objetivo de luta de acordo com o contexto social e histórico em que está inserido. A legitimação da justiça na vitória do proletariado seria de que este, após vencida a luta de classes, não poderia legitimar seu poder sob forma de opressão, pois defende exatamente o interesse da grande maioria: a abolição da propriedade.

A obra termina por retratar uma dura critica ao modo de produção capitalista e na forma como a sociedade se estruturou através desse modo, sugere uma forma do proletário se organizar como classe social, capaz de reverter sua deficiente situação e retrata os vários tipos de pensamento comunista, assim como estabelece o objetivo e os princípios do socialismo cientifico.

                                                                     Felipe Abrahão Rotolo - Direito Noturno

Título Genérico

Karl Marx, Friedrich Engels, Manifesto Comunista, elogios.

- Método do Materialismo dialético, análise detalhada da sociedade;

Ascenção da burguesia; Crise do feudalismo; Sistema econômico e Político, o capitalismo; Nova divisão do trabalho; Novas formas e métodos de produção; Classe burguesa revolucionária e em constante transformação; Progresso científico; Capital em escala global, cosmopolita; Interdependência de Mercados, Integração, comunicação; Racionalização dos meios, legitimação pela razão, não mais crença;


- Critérios de classificação: Luta de classes, Opressores e Oprimidos;

Exponencializa a constante luta de classes pelo lógica do capital; “Auge é sua sina”;  Superprodução, aprimoram meios de produção, meios de comunicação, meios de subsistência;
Aliado com opressão do proletário: Inversão da autonomia burguesa, da balança do poder de fato; revolução; socialismo; fim de lutas, fim dos oprimidos, Fim.

Karl Marx, profeta? Não, teórico, cientista. Impossibilidade de cálculo de futuras invenções materiais, métodos, ideológias; Ideologias compátiveis com seu tempo;
Porque atual? Herança histórica da sociedade detalhada por Marx;
Valorizar obra por ideias, ideais, previsões? Não. Pelo método: Análise cuidadosa e meticulosa da sociedade de seu tempo.
Frase de efeito.

João Victor Cruz

O manifesto comunista



Marx e Engels fazem uma análise do momento histórico em que vivem, evidenciando suas conclusões através do Manifesto Comunista. O livro panfletário, diferentemente do que ocorria com outras teorias filosóficas, foi publicado de forma a atrair as pessoas do chamado proletariado a ler e refletir sobre a obra, a partir de um vocabulário simples e fácil, e tentar mudar a situação, o sistema de que faziam parte e eram explorados.
Há uma análise da própria ascensão da burguesia ao poder, da universalização dos valores desta, cuja projeção foi tal, que foi capaz de acabar com o antigo regime instaurado (o absolutismo monárquico) e garantir que o sistema capitalista industrial tivesse sucesso.
É através do elogio às ações burguesas para chegar ao poder que ele baseia sua teoria de que para que a revolução proletária pudesse ter sucesso, ela deveria ter caráter internacional, transformando todas as sociedades no mundo todo, não apenas em locais isolados, prevendo também que após um período ditatorial do novo Estado instaurado, o Estado se tornaria desnecessário
A crítica feita por Marx ao sistema capitalista se baseia sobretudo na questão da propriedade privada, esta, no Estado socialista seria extinguida. Ele ainda faz uma previsão de que o sistema capitalista estaria sempre em crises cíclicas, que para resolvê-las, a solução encontrada seria o motivo da próxima crise.
Embora no Século XX alguns países tenham adotado o sistema socialista proposto por Marx, o sistema de governo nunca foi aquele que ele recomendava adequado, coincidência ou não, no final do século passado os principais países capitalistas entraram em crise, e ou acabaram ou não conseguiram se recuperar econômica e politicamente.




http://www.youtube.com/watch?v=jZkHpNnXLB0




Cacos do Capitalismo
          A empresa americana Corning, especializada em confeccionar vidros especiais – foi a inventora do “Gorilla Glass” - elaborou um conjunto de vídeos (“A day made of glass” - Um dia feito de vidro) que visionam um futuro composto especialmente por... vidro. Trata-se de uma espécie de retrato do cotidiano em um futuro próximo, em que a relação de uma família com a tecnologia touch transforma superfícies unidimensionais em dispositivos eletrônicos extremamente aperfeiçoados.
           Em “O manifesto comunista” (1948), Marx e Engels, através da racionalidade, já induziam uma tendência capitalista de antecipar o futuro infinitamente. Essa propensão tem como causa a necessidade constante de renovação de consumo, uma verdadeira “modernização da modernização”, que advém de uma ética burguesa, segundo Marx. Tal mecanismo de um consumo até mesmo visionário é o responsável por alimentar o sistema capitalista.
           A burguesia nasceu das entranhas da sociedade feudal, se digladiando com os limites impostos pela mesma. A classe burguesa era posto à margem porquanto a sociedade valorizava a força política, militar e não a economia. As forças feudais convergiam para reprimir qualquer ímpeto empreendedor. Apesar de Marx considerar a história como uma luta de classes, ele reconhece que a emancipação burguesa foi de suma importância para a libertação das amarras políticas, tradicionais, costumeiras que minavam a autonomia dos homens.
          Destarte, cabe a classe operária não buscar o aniquilamento da revolução burguesa, e sim dar prosseguimento, transgredindo os grilhões capitalista. Um novo mundo sem limites para a transformação terá a possibilidade de se estabelecer, abrindo um espaço para o socialismo. Afinal, o socialismo procede da realidade histórica, e não meramente de especulações ideológicas.
          A emancipação burguesa foi inconclusa e a realidade social embasada no capital escancara tal fato a todo momento. Enquanto uma pequena classe detentora da maior parte da riqueza já se aproxima de “Um dia feito de vidro”, uma grande é explorada e  busca reunir os cacos que o sistema as permitem obter. Cacos os quais reunidos não compõe sequer um vidro que espelhe uma condição digna de vida. Marx e Engels consideram que para uma emancipação conclusa, faz-se mister a força coletiva: “Trabalhadores do mundo, uni-vos!”


Daniele Zilioti de Sousa - Direito Noturno

O Manifesto Comunista

O Manifesto Comunista de Karl Max e Friedrich Engels,foi publicado pela primeira vez em 1848, em meio a uma época onde o capitalismo e burguesia tinham a prevalência no poder, em contraste com uma grande massa de proletariado, a desigualdade entre eles era grande e evidente. Embora o texto tenha sido escrito há 165 anos, surpreende a atualidade com que seus autores descrevem as grandes linhas de produção e da formação econômico-social capitalistas, sob cujo o domínio a sociedade vive ate hoje.

Em seu primeiro capitulo faz um anuncio da modernidade, uma celebração a obra burguesa, apesar da ascensão da burguesia ter mantido a luta de classes, que com base no manifesto, sempre existiu na história, foi com sua ascensão que houve a libertação das forças produtivas e a libertação do homem de suas limitações naturais. Segundo Max e Engels o processo iniciado pela burguesia deveria ser finalizado pela classe operaria , a tarefa dessa classe não seria destruição do capitalismo, mas sim incorporar as conquistas da classe burguesa e ir além.  Encara o proletariado como a classe social capaz de reverter sua precária situação, caracterizada pela desigualdade e pela miséria.

O socialismo é um regime político e econômico em que não existe a propriedade privada nem as classes sociais. Todos os bens seriam de todas as pessoas e não poderia haver diferenças econômicas entre os indivíduos. Contudo em varias países do mundo onde isso aconteceu, o socialismo encontrou distorções em sua efetivação e sua concretização não ocorreu de fato.


Leonor Pereira Rabelo- Direito Noturno 

O Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels propõe uma análise do modo de produção capitalista, assim como investiga o processo de dominação de classes. Além disso, a obra pode ser considerada mais que um chamamento de lutas aos operários, sendo um esclarecimento do momento histórico em que se vivia,ou seja,  uma interpretação do mundo sob os moldes do capitalismo.

A análise desse sitema de produção, celebrado por meio da descrição da modernidade na obra, é tão atual que podemos transferí-la para a contemporaneidade. O capital aliado à técnica e à ciência se transportou para diversas regiões do mundo, a partir da sua necessária "força motriz": a busca por novos mercados. A expansão das relações de mercado, dessa forma, figurou-se em escala global.

As contradições, que esse meio de produção acarreta, também não ficaram de fora dessa tal expansão global. Ocorre que a dominação de classes, por sua vez, também se fez em perspectiva global. Cria-se, portanto, uma espécie de interdependência mundial, ao contrário do que antes se via: a "antiga reclusão e auto-suficiência".

Dessa maneira, surge uma ideia cosmopolita de sociedade, vê-se no capitalismo uma vocação para o mundo, ideal para todos os lugares. O operariado que surge também em todas as partes do mundo, já nasce com a missão de conclusão da história de luta de classes. Essa missão também é transportada, na visão de Marx e Engels, por meio da modernidade, que segundo eles está a favor do operariado.

A análise do modo de vida da época nessa obra é extremamente útil para iniciar uma análise da conjuntura social vigente. Além disso, pode-se verificar que a modernidade, utilizada de forma adequada pela classe que realmente poderá romper com o capital, livrando-se das amarras dos costumes, da moral, e até mesmo da religião imposta, e ao contrário do senso comum, que a vê também como fonte pura de alienação, contribuirá para a finalidade consagrada por Marx e Engels.

O Manifesto de Karl Marx e Friedrich Engels

Marx e Engels, teóricos do socialismo científico publicaram no século XIX, em meio a grandes revoluções, O Manifesto Comunista, analisando inicialmente o modo de produção capitalista e meios para que a classe operária implantasse o socialismo. Apesar de a burguesia ser a classe opressora para Marx e Engels, estes não deixam de citar seu grande papel revolucionário. A burguesia foi revolucionária, pois conseguiu a libertação dos limites políticos, das forças, além desta ser o espelho da mudança social para a classe operária.

O primeiro capítulo do Manifesto Comunista faz uma celebração a modernidade e afirma que o capitalismo não é apenas um novo modo de produzir mas um novo modo de viver. Posteriormente a tarefa da classe operária, segundo os autores, é dar o passo seguinte como classe revolucionária mas não destruir o capitalismo, isto seria possível com uma libertação das forças produtivas, possibilidade dos homens deixarem fluir todas as suas capacidade, de se libertarem das amarras políticas, dos costumes e até mesmo da religião.


Os autores declaram também como o capitalismo dissolve tudo com uma rapidez, pois ele constantemente precisa criar uma nova geração de artefatos para atingir o consumidor, para Schumpeter isso se chama destruição criativa. A modernização da modernização está pressuposta no capitalismo. Marx e Engels na época já previam o que está acontecendo atualmente. No entanto a modernidade estará a favor do operariado para os autores, em que haverá a união dos operários de diferentes localidades colocados juntos pela indústria criando, então, uma sociedade igualitária, sem propriedade privada e sem Estado. Observa-se que o socialismo só seria vitorioso se criasse uma sociedade nova.

Emmanuelle Nasser Dias e Silva- 1º ano Direito Noturno

"Tudo o que era sólido se desmancha no ar, tudo o que era sagrado é profanado" - Karl Marx

A obra Manifesto Comunista de Karl Marx, pode ser de certa forma considerada um texto didático, pois buscava disseminar a essência do comunismo de maneira a universalizá-lo, esclarescendo-o para classes de operários, exilados, etc. Trata-se da emancipação do homem em relação à natureza, às suas próprias condições, compreendendo a essência do modo de produção capitalista, que manteria-se a mesma com a instauração do comunismo.
Marx observa a constante evolução da ciência que acaba por gerar uma compressão das dimensões(espaço, tempo, etc.) de maneira permanente. Analisa então a questão da Destruição Criativa, que representa o título dado a esta análise, trecho da obra de Marx.
Marx converte ainda a ideia de “utopia”(até então entendida como um lugar no qual as pessoas compartilhavam os bens entre si) em uma característica política, que seria o movimento comunista. Coloca ainda seu discurso sobre a história apresentando que ao longo dela tinha-se o contrário a ideias de irmandade e fraternidade, visto que a sociedade encontrava-se permanentemente dividida entre opressores e oprimidos.
Retomando a questão da destruição criativa, observa que no modo de produção analisado destrói-se o que foi criado para ampliar a dominação, confrontando-se sempre o “dever ser”, sendo esta maneira de produção inaugurada pela burguesia. Busca-se sempre uma superação de limites, conforme foi feito com o liberalismo sobre o sistema autoritário, de maneira revolucionária.
Apresenta a burguesia o capitalismo como a libertação das forças produtivas, ampliando-se capacidades, trasgredindo permanentemente dimensões como espaço e tempo de forma objetiva. Há ainda uma possível relação entre Marx e Bacon, no que tange a ideia do último de que “Saber é Poder”, pois ambos defendem, de certa forma,  o uso do saber, da ciência, como forma de dominar, seja a natureza, seja o mundo.
A destruição criativa mostra-se essencial à medida que a ciência evolui, pois determinados objetos, meios de produção, instrumentos, tornam-se obsoletos conforme o surgimento de novos meios,instrumentos, objetos.
Marx apresenta ainda as contradições da classe burguesa, que seriam: a expansão da capacidade produtiva seguida de uma limitação da capacidade de seus principais sujeitos; sua pretensão global; sua insustentabilidade, pois busca explorar o proletariado em escala global, o que torna a “margem” da sociedade cada vez maior, até que em um momento apenas uma classe se aproprie da civilização. A solução seria, segundo o autor, converter as forças produtivas a favor dos principais sujeitos destas, ou seja, a favor do operariado, de forma a fortalecer as forças de produção, continuando a operar de forma global.

Concluindo, Marx defende a utilidade do sistema burguês, porém apresenta soluções para as contradições deste, a partir da passagem das forças produtivas às mãos do operariado. Apresenta tais informações quase como um “manual de instruções” às classes que deveriam tomar liderança no manifesto comunista para obter os objetivos por Marx delimitados. 

Mayara P. Michéias- 1º ano Direito Diurno UNESP

Marx e o Manifesto Comunista

Karl Marx detinha de amplos conhecimentos acerca do pensamento político e social, de forma que, em suas obras, procurou relatar a globalização instaurada pela burguesia, criando uma rede de comércio através da navegação e dos novos meios de comunicação. Sua principal obra, O Manifesto Comunista (1948), expunha, em sua maior parte, as relações políticas e sociais entre proletários e comunistas, em uma referência crítica ao capitalismo contraposta à defesa da construção de uma sociedade sem classes e sem Estado, fazendo um apelo à revolução em que se colocasse no lugar “da velha sociedade burguesa uma associação na qual o livre desenvolvimento de cada membro fosse a condição para o desenvolvimento de todos." Na obra, Marx enfatiza o condicionamento das forças produtivas por meio das relações sociais, correlacionando as condições materiais com as relações sociais.
            De um modo geral, pode-se dizer que o Manifesto Comunista propõe a busca pela solução de problemas tais como a miséria, a desigualdade e a exploração do trabalhador. Trata-se de um conjunto afirmativo de ideias revolucionárias contendo elementos científicos e economicistas que objetivou a compreensão das transformações sociais que ocorriam no século XX. Contudo, muito mais do que exposições doutrinárias, o Manifesto era composto de intenções para um chamado global frente uma ação contra a exploração, para uma revolução proletária contra o capitalismo burguês: “Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!”

            A contemporaneidade de Marx é evidenciada no agudo desenvolvimento capitalista nos dias de hoje. O desenvolvimento de tecnologias, resultado da revolução científica e tecnológica do século XXI, propiciou o progressivo avanço do poderio burguês, que só fez acentuar a desigualdade e a miséria da classe operária explorada.  Por fim, deve-se lembrar que, por meio da exposição de princípios a serem seguidos pela comunidade, objetivava-se uma transformação que partisse da classe trabalhadora, mas que, contudo, tais mudanças servissem de instrumento à humanidade contra a mecanização e alienação humana.

Gabriela Giaqueto Gomes - 1º Ano Noturno

Uma Constante Oposição

“O Manifesto Comunista” foi realizado por Marx e Engels, no século XIX, a pedido de comunistas de toda a Europa. Nele é realizada uma profunda análise crítica do capitalismo, desde seu surgimento, passando pelo seu modo de produção e detectando suas fraquezas. No Manifesto a burguesia é afirmada como classe revolucionária, classe que surgiu das entranhas do feudalismo e que conseguiu revolucionar modo de produção. A partir disso, o proletariado é colocado como classe ‘predestinada’, classe que tem como destino incorporar revolução burguesa e ir além, produzir novo modo de viver, onde não haja limitações para o desenvolvimento.
Contudo, assim como toda ideologia existente, o Manifesto possui suas consideráveis falhas. Para conseguir se impor, o capital cria condições que atraem as mais diversas pessoas à sua sociabilidade, difunde ideias para sua autoafirmação, e toma vantagem daquela que é uma das principais características da sociedade, o fato de que “a história de toda sociedade até hoje (ser) a história de luta de classes”. Do fato de que a oposição entre dominados e dominantes ser uma espécie de tendência histórica na sociedade de difícil dissolução, de sempre haverem homens que na história usaram de seu poder, sendo ele temporário ou permanente, para subjulgar outros homens.

O socialismo pode até ser uma ideologia que em um futuro perdure, mas sua tarefa não será de fácil execução. É necessária a quebra de certas ingenuidades, a análise da realidade tal como ela é, não como deveria ser, não como era na época de Marx. Só com maturidade ideológica e união da sociedade é possível se alcançar o objetivo final do Manifesto, que "Em lugar da velha sociedade burguesa, com suas classes e suas oposições de classes, surge uma associação na qual o livre desenvolvimento de cada um é a condição para o livre desenvolvimento de todos".

Fernanda dos Santos Nogueira - 1º Ano Noturno

O Manifesto: esclarecimento e convocação dos trabalhadores

       O Manifesto Comunista, de Marx e Engels, foi escrito em um período de revoluções e agitações políticas e seu conteúdo não representa apenas uma convocação da classe operária, mas sim uma forma de esclarecimento e interpretação do novo mundo (capitalismo), do processo civilizatório. Para os autores, a forma de produção capitalista não é só um novo modo de produzir, mas, além disso, é um novo jeito de viver. Embora a obra seja de meados do século XIX, pode-se perceber que essa visão dos autores estava correta.  Isso é perceptível ainda na sociedade atual, onde vemos que até em comunidades mais primitivas e precárias os traços do capitalismo estão presentes.
       O primeiro capítulo do Manifesto apresenta uma celebração da modernidade, faz um elogio às conquistas da classe burguesa. Apesar de a ascensão da burguesia ter mantido a luta de classes, apenas alterando os protagonistas da dominação, Marx e Engels afirmam que foi a burguesia que representou a emancipação do homem de suas limitações naturais e que essa libertação seria apenas a primeira etapa do processo que deveria ser finalizado pela classe operária.

       Portanto, Marx e Engels convocam os trabalhadores a se unirem para ir em busca de melhorias para suas condições de vida. Aproveitar os mecanismos criados pela burguesia e incorporá-los à luta para a conquista de uma sociedade mais igualitária. A função do proletariado seria, assim, aproveitar as vantagens da revolução burguesa e ir além, e não simplesmente destruir o capitalismo sem aproveitar seus benefícios.

Comunismo marxista

Karl Marx juntamente com Friedrich Engels foram a base de todo pensamente comunista científico. Afirmam  que a historia se da por um sucessivo movimento dialético, onde, resumidamente, tese e antítese foram uma síntese, uma nova ideia. Pode ser citado como exemplo o sistema feudal, anterior ao sistema capitalista, alvo das críticas marxistas.
De acordo com o livro "Manifesto Comunista", o proletariado é sistematicamente explorado e oprimido pela classe patronal. O motivo é que os primeiros estão completamente desprovidos dos meios de produção, não restando opção se não a venda, a qualquer preço, de sua força de trabalho. O burguês se aproveita disso e paga um salário que praticamente não garante a subsistência do trabalho. Ao analisar isso, Marx cria o conceito de "mais-valia", que é a diferença entre o produzido pelo trabalhador e o que recebe como pagamento, esse termo é a fonte de riqueza dos industriais.
Os autores viam que a saída desse sistema opressor era a tomada do Estado, visto como no mínimo conivente e apoiador da classe dominante, pelo proletariado. Após essa etapa, a "ditadura do proletariado" iria suprimindo aos poucos os privilégios, notadamente os bens, da camada burguesa. Por fim, seria abolido o Estado criando, finalmente, uma sociedade onde todas as classes ,sem excessão, seriam abolidas. Uma sociedade em perfeita harmonia, sem o conflito de classes, principal motivação de conflitos para Marx.

Bruno Tonholi Leme - 1º ano Direito Diurno

O Manifesto

O Manifesto Comunista, escrito por Karl Marx e Friedrich Engels com uma linguagem de fácil entendimento e uma estrutura simples foi publicado em 1848 em diversas línguas e apresenta as principais ideias do comunismo. Ele é tido como uma das maiores obras da história, se mostrando ainda muito atual na sociedade.
Inicialmente o Manifesto apresenta a relação entre a burguesia e o proletariado. Depois ele aborda as relações entre o partido comunista e os proletários. Então ele critica três tipos de socialismo. E por último ele faz um apanhado das principais ideias expostas, motivando o proletariado e apelando pela união dele pela causa.
Logo no começo do Manifesto é proclamado que “A história de todas as sociedades que já existiram é a história da luta de classes.”, depois é afirmado que o capitalismo aprofundou essa luta. É ele, o capitalismo, o fator motivador de grande parte da história, foi ele que levou à criação da burguesia, do proletariado e dos fatos e condições que levaram a sociedade ao que ela era na época do Manifesto e ao que ela é atualmente.
Alvo de muitas críticas, mas também de muitos elogios, o capitalismo é o responsável por muitas transformações, transformações essas que, ao ver de Marx, Engels e dos comunistas, trouxeram mais mal do que bem, o que faz necessário a luta pelo seu fim.
Hoje, 165 anos após sua publicação, O Manifesto, como já foi dito, tem como uma das suas características a atualidade, as condições apontadas por ele se mostram ainda muito presentes, de certa forma mais fortes, e ainda não teve suas expectativas atendidas, mas quem sabe?

Letícia Roberta Santos
Texto referente ao livro "O Manifesto Comunista”.
O Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels, critica o modo de produção capitalista e a maneira como a sociedade se construiu a partir dele, destacando a burguesia como classe opressora sem desconsiderar o seu papel na modificação da ordem antes vigente, monárquica e de caráter religioso. A burguesia, pois, ao implantar a consciência de liberdade econômica fomentou a competitividade, o lucro e a ascensão social, causando desigualdades sociais e a exploração de classes menos favorecidas. Desta maneira, o operariado como uma mera classe trabalhadora se via em constante desvantagem perante o seu empregador, o qual sempre obtinha um ganho maior de capital sobre a sua força de trabalho.

Marx e Engels propuseram, diante dessa desproporção econômica, a luta de classes conduzida pelas massas operárias cuja força, à visão deles, adviria da união e da organização dos proletários na busca pelos seus direitos salvaguardando o interesse da maioria contra a opressão de uma minoria. Assim seria o caminho pelo qual se chegaria a uma sociedade sem classes e desigualdades, onde não existiria mais a propriedade privada.

Os autores do Manifesto Comunista teorizaram sobre como se conseguiria uma sociedade mais justa do ponto de vista econômico e social, a partir das relações trabalhistas sem a distinção empregado/empregador. Questionaram o sistema capitalista, e criaram princípios a serem seguidos a fim de substituí-lo pelo sistema comunista.

João Paulo Gabriel Braga de Oliveira. Direito Noturno.

"De pé, ó vitimas da fome! De pé, famélicos da terra!"

O Manifesto Comunista publicado por Karl Marx e Friedrich Engels no ano de 1848 é, sem dúvida, uma das obras que melhor consegue retratar, de maneira sintética e com uma linguagem consideravelmente acessível, as diversas contradições do modo de produção capitalista e elucidar a toda a sociedade civil interessada os ideais comunistas, além de ser inegavelmente um chamamento eufórico, mas sempre se valendo da ciência a e da racionalidade, da classe trabalhadora para a urgente transformação da realidade injusta e exploratória que se vivia na época.
            Uma das abordagens mais interessantes da obra refere-se ao momento quando Marx trata, de forma um tanto quanto irônica, a temática da propriedade, deixando claro que, ao contrário do que o limitado pensamento liberal entende, o comunismo não pretende abolir a propriedade, mas sim a propriedade burguesa que se apropria do trabalho assalariado do operário e tem por base a luta de classes, ou seja, a exploração desumana de um homem por outro. Dessa maneira Marx pretende a abolição do estado de coisas, que torna tudo o que antes era fruto do trabalho reconhecido do camponês ou artesão e até mesmo os valores advindos da sociabilidade ao longo de vários anos em produtos, em moeda de troca! O mais problemático é que os liberais consideram essa abolição como o fim da individualidade e da liberdade dos indivíduos, mas é de extrema importância refletir para quem afinal trata-se essa liberdade? Para o operário que é obrigado a trabalhar mais e mais horas por dia dentro de uma fábrica, vendendo sua força de trabalho em troca de um salário mínimo que apenas aumenta o capital do burguês e permite ao operário viver somente o quanto a classe dominante entende ser necessário e tendo até os seus valores e modo de pensar determinados pela ideologia burguesa?! Individualidade? Aquela mesma individualidade burguesa que reduz o operário a mais um instrumento de produção tal quais as demais ferramentas e maquinarias são dentro do violento processo produtivo?! O pensamento liberal é mesmo deplorável.

            Em uma sociedade que, mesmo estando dois séculos a frente na linha do tempo da história, continua a produzir e reproduzir desigualdade, miséria –apesar do desenfreado avanço tecnológico- e exploração, se torna bastante clara a atualidade do Manifesto e sua importância no processo emancipatório da classe que, segundo Marx e Engels, possui o futuro em suas mãos. O Manifesto é a obra que permite que intelectuais e proletariado unam-se em luta por uma sociedade mais igualitária em oportunidades, mais justa e na qual um dia o desenvolvimento livre de cada um será a condição essencial para o desenvolvimento livre de todos. 


"À opressão não mais sujeitos! Somos iguais todos os seres. Não mais deveres sem direitos, não mais direitos sem deveres! Bem unido façamos, nesta luta final, uma terra sem amos: a Internacional!"



Amanda D. Verrone - 1º Ano Noturno

Análise do passado com acerto no presente.

Marx e Engels ao elaborarem suas análises sobre o capitalismo, tecem diversos elogios a burguesia sendo vista como revolucionária para sua época. Ao analisarem o modo como a burguesia opera dentro do sistema, os autores fazem a observação de que a burguesia precisa constantemente reinventar suas tecnologias para renovar o ciclo de consumo que o capitalismo exige.

Neste aspecto, vemos um fenômeno hodierno chamado "Obsolescência Planejada" em que as indústrias fabricam seus produtos com data de validade, mesmo não admitindo ou constando na embalagem do produto, este torna-se obsoleto pela velocidade com que a própria indústria o modifica esteticamente ou acrescenta alguns itens supérfluos, criando no indivíduo o desejo de obter o produto mais novo e moderno. Por exemplo, temos a indústria automobilística que constantemente lança no mercado um carro que dentro de pouco tempo recebe uma modificação estética, e assim desvaloriza o anterior atraindo o consumidor a comprar aquele novo mesmo que o seu tenha total condição e utilidade, e o novo somente oferece um visual diferente.

A indústria automobilística no Brasil apresenta também outra contradição do capitalismo, o número de marcas no mercado brasileiro é enorme, portanto, poderíamos constatar uma concorrência grande e uma vantagem ao consumidor que se beneficia das diferenças de preços entre as marcas. Porém, o que vemos é uma falsa ideia de concorrência, uma vez que os carros ditos "populares" de todas as marcas iniciam seus preços de maneira uniforme na faixa de 25/30 mil reais. Isto fere os próprios conceitos de uma liberdade de mercado pregado pelo capitalismo, como podemos observar também em grandes companhias de bebidas como a Coca-Cola que detém uma parcela enorme do mercado e inibe, de certa forma, empresas menores a galgarem no setor.

Portanto, Marx e Engels obtiveram êxito ao realizarem suas análises do capitalismo, em uma época em que este começava a dar seus passos, sendo que estas permanecem atuais quando observamos fenômenos como os citados e tantos outros.

Renan Rosolem Machado - 1º Ano Direito Diurno

O ABISMO DO COMUNISMO

Esta, é a sociedade, onde os homens se encontram com defeito de se afirmar no contexto social,cultural.e político.Max nos propõem a sua visão do manifesto,onde a maioria dependia dos burgueses q de tinha tudo,da organização social, e juntamente com o capitalismo deram a realidade da injustiça na distribuição q os trabalhador sofreram ou continuam a sofrer,ainda mesmo com a globalização a coisa so pior,a desigualdade é muito grande entre as classes social.

Max e Engels, sonhava com uma realidade que a revolução não pudesse parar,isto porque eles queriam acabar com o capitalismo, que era uma escravidão,e ao mesmo tempo exploração do homem pelo homem,mas a revolução perdeu força e os proletariado não tinham como dar sequência dessa atividade.E assim todo o investimento do comunismo se a fundou absolutamente, e que hoje so se vive o comunismo utópico ou imaginário com a esperança que um dia reinará.

E engraçado viver e pensar como Max isto porque ele mesmo não vivia como comunista,mas fala mal do capitalismo,uma vez, que, é o que lhe, sustentava para manter o seu pensamento comunista na quela realidade em que ele,vivia e pretendia moda-lo,com os seus pensamentos de se ter uma sociedade igualitária , e que isso nunca vai acontecer devido o ego,do próprio homem que por natureza.

Estamos num mundo onde se vive das  aparéncias, por isso,temos que primeiro marca uma cirugia da nossa consciência intelectual, so assim teremos a noção do comunismo.

Quem seriam os revolucionários?

Chamamento ou apresentação? Abominação à nova sociedade ou tentativa de mostrar a nova realidade e dirigir as mentes a uma melhor maneira de absorver o mundo criado pelo capitalismo? Qual terá sido a real intenção do Manifesto de Marx e Engels?
Pertinentes tais questionamentos se levarmos em conta o modo como Marx, em O Capital, revela as maravilhas que a evolução tecnológica é capaz de gerar.
Em não raros debates sobre Capitalismo X Socialismo, encontram-se fervorosos amantes da divisão igualitária de bens, extinção da propriedade etc. De modo há demonstrar certa euforia pela transformação social neste sentido. Senhoras e Senhores, não nos esqueçamos de um detalhe: "somos todos burgueses".
Creio que essa última frase leva-nos a uma melhor reflexão no sentido de analisar de que lado estaríamos se hoje houvesse uma revolução  socialista. Será que hoje, todos os que gritam por um socialismo imediato, que transformasse o mundo em pouquíssimo tempo, gostariam mesmo que isso ocorresse? Acho que, realmente, em muitos dos casos, trata-se de pessoas que se acostumam com o discurso, tapam os olhos para o seu próprio jeito de viver e se esquecem das consequências que uma mudança econômica-política de tal magnitude traria.
O capitalismo tem seus males, óbvio, mas carrega benefícios que alguns críticos fervorosos insistem em não enxergar. Convido a derrubarmos esse instinto de reclamar por hábito e a procurarmos captar as benesses da tecnologia capitalista, aplicando-as em favor de nosso senso de Justiça.

¿Viramos bichos¿


O Manifesto Comunista escrito com Engels e Karl Marx e publicado no ano de 1848 inicia-se com uma análise sobre a luta de classes, proclamando que a História de todas as sociedades que já existiram é a História da luta de classes, e termina conclamando os operários de todo mundo à união. Até então o movimento comunista possuía um caráter utópico, em que se sonhava com a abolição da propriedade privada. Nesse sentido, o manifesto insistirá na necessidade de se substituir o programa contra a propriedade em geral pelo projeto de apropriação coletiva dos meios de produção, atingindo, dessa maneira, a raiz tanto do funcionamento do modo de produção capitalista quanto a fonte de alienação do homem.

Ainda no início do manifesto Marx admite  a revolução que a burguesia operou na sociedade, que até então ainda possuía características feudais. Com a burguesia,  ascende a doutrina política do liberalismo, a qual representou uma ruptura radical com a modo de produção manufaturado. Por meio dela ocorre uma internacionalização da economia, surgindo uma interdependência entre as nações como jamais vista antes. A burguesia remodela e rompe de vez com a tradição e os costumes, e a modernização passa a ser um padrão ético.

Se por um lado a burguesia trouxe com seu “super sistema” a produção em massa,  engendrou a tecnologia  e  as comunicações intermundiais, suas contradições internas, como a miséria a desigualdade social não foram o suficiente para concretizar o projeto de Karl Marx que acreditava que tais contradições apontariam para a sua superação histórica e substituição gradativa por um modo de produção comunista. Mas isso não aconteceu, as contradições aumentaram ainda mais, e os problemas sociais atingiram seu ápice. E mesmo com as super crises do capitalismo, como a de 1929 ou a de 2008, o capitalismo apoiado pela doutrina neoliberal consegue emergir das cinzas, se renovar e seguir naturalmente seu curso. Marx não percebeu e, nós mesmo muitas vezes não percebemos, que o capitalismo engendra sobre a sociedade uma “sedução invisível” e  a grande massa, sedenta por inserção social, vê na aquisição de tecnologia uma pequena brecha(uma pequena ilusão!) para acreditar que faz parte do “organismo social”.

Nesse contexto, é importante refletir sobre a degradação humana, não só material mas de princípios, pois Marx não queria mudar só a sociedade, mas acreditava que mudando a sociedade mudaria as pessoas....

Desse modo, faço do poema de Manuel Bandeira, o meu manifesto: O homem, que virou bicho e que , não examina, não cheira e engole com verocidade a ganância e o poder de destruir.
 
 

O Bicho
“Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.
 
 
 
MARIA BEATRIZ CADAMURO MIMO -  1º ANO NOTURNO