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domingo, 24 de março de 2013

As falsas percepções


Bacon, autor de NOVO ORGANUM, é considerado o precursor do método científico moderno.
Ele afirma que a mente humana está repleta de percepções enganosas, que nos fazem ver um mundo distorcido.  Seriam o que ele chama de ídolos, que cercam essas percepções. Os ídolos da tribo são distorções originárias da própria natureza humana, como os sentidos, por exemplo.  Os ídolos da caverna são inspirados na alegoria de Platão, em que Bacon afirma que cada um terá sua visão das sombras por um ângulo diferente. Os do foro são erros encontrados nos discursos das pessoas, nas palavras distorcidas. Os do teatro são os que se configuram nas representações fictícias..
Para superar esses erros é preciso ter uma percepção e conhecimento dos mesmos. Para isso ele propõe o método da indução, pelo qual se pode construir uma ciência capaz de interpretar corretamente a natureza e conseguir os anseios do espírito moderno.

Texto baseado nas teorias de Francis Bacon
Graziela da Silva Rosa (Direito Noturno - matriculada posteriormente)

Para onde vamos?

                      Um poeta , um político e uma cientista .Três personagens que atuam em áreas distintas discutindo acerca dos mesmos temas: ciência , política, filosofia , temas que permeiam a vida cotidiana . Assim transcorre o filme " Ponto de Mutação", baseado no livro de Fritjof Capra , que traz reflexões sobre a ordem do mundo e a forma com que as coisas estão ocorrendo . 
                     Dentro das reflexões e considerações feitas no filme , há forte crítica ao cartesianismo. A cientista argumenta o tempo todo sobre a ineficácia de um método que tem como base de estudo a fragmentação dos temas e o olhar de forma isolada sobre cada assunto . Ela acredita que essa segmentação dificulta a resolução dos problemas, já que tudo está interligado e para entendermos as partes precisamos discutir o todo de maneira integrada . Em meio a essa discussão ela expõe problemas como : meio ambiente, superpopulação , medicina, entre outros .
                    Surge também  a análise de como está sendo a atuação do homem e das instituições , que rumam no sentido não de prevenir o que nos aflige, mas sim no de solucionar e encontrar meios confortáveis para  a desordem causada pela falta de prevenção. O modo como estamos lidando com a realidade e nos portando diante dela é o que no filme é colocado como a "crise de percepção" . Assim , ele termina deixando a proposta de uma nova visão de mundo e nos instigando a pensar sobre nossas ações . Para onde vamos ?

O relógio da vida


“Nenhum homem é ilha. É, sim, parte do continente.”
A cada passo dado em direção ao pleno desenvolvimento  nós nos imaginamos como um todo? Somos um relógio, como bem metaforizou Capra, uma máquina que só funciona se todos os componentes estiverem em bom estado.
É, portanto, necessário haver uma preocupação com as “peças” do relógio. Porém o que se vê são preocupações apenas voltadas ao tratamento das partes defeituosas. E nesse tratamento, é comum tratar as “peças”, que comumente podem ser chamadas de vidas, de maneira descartável. Desse modo  estaremos criando relógios frágeis e alcançaremos apenas o retrocesso da espécie.  
 Deve-se trabalhar a visão de mundo das pessoas, abrir horizontes, para que sejam criticas a ponto de conseguir enxergar o mundo de outra maneira, mais integrada, enxergando-o não apenas sendo uma coisa ou outra. É necessário  ver o todo, e antes de fracioná-lo entender sua conexão, interatividade, integração.  A partir daí haverá uma harmonia entre os componentes, que trabalharão num mesmo ritmo.

Texto Referente ao filme “Ponto de mutação”
Graziela da Silva Rosa ** (Unesp – Direito Noturno)

sábado, 23 de março de 2013

Nada é por acaso


O filme "Ponto de Mutação" expõe ideias de pessoas com opiniões e vidas diferentes: um poeta, um político e uma cientista especializada em Física. Abordando temas atuais com uma reflexão profunda de cada um dos personagens, transcorre um diálogo interessante e complexo, buscando inspirações, muitas vezes, em filósofos e poetas.

Um dos temas discutidos é a falha no método cartesiano nos tempos atuais, o qual ensina que para compreender certo objeto é necessário dividi-lo em várias partes. A física toma como exemplo o problema da superpopulação, começando a partir disso uma discussão a cerca desse tema. Ela acredita que não há como observar esse problema isoladamente, ou seja, não há como isolar esse tema para estudá-lo, já que ele está interligado a vários outros problemas.

Além de Descartes, é citado também Francis Bacon, o qual é julgado a partir de uma interpretação da cientista em cima dos relatos feitos pelo filósofo em suas obras. Ela diz que há uma metáfora a cerca do modo como Bacon fala sobre a Natureza, dando a entender que ele se refere indiretamente às mulheres que, no seu tempo, estavam sendo assassinadas pela Igreja.

Também há no filme uma discussão sobre a ciência. De quem é a culpa do uso de invenções científicas para fins destrutivos?  Seria do cientista ou dos militares? De acordo com a própria física, a responsabilidade sempre é passada da população para o cientista e do cientista para aquele o qual o está financiando. Entretanto, isso não deveria acontecer, já que a culpa cabe a todos e não a uma só parte.

A seguir, há uma série de explicações a cerca de assuntos específicos da ciência, encerrando com reflexões feitas por todos, mudando um pouco a vida de cada um dos três participantes desse diálogo. O filme é dirigido por Bernt Capra e é baseado no livro “The Turning Point” de Fritjof Capra.

Filme “Ponto de Mutação”, Paola Yumi Shibakura (direito diurno).

Salvador Dalí - A Persistência da Memória (1931)


O filme Ponto de Mutação de Bernt Capra é uma adaptação cinematográfica do livro O Ponto de Mutação de Fritjof Capra. Ambas as obras apresentam uma crítica ao método cartesiano de interpretação da natureza, bem como as consequências desse pensamento na formação histórica, cultural e científica do mundo e da sociedade.
No prefácio de seu livro, Fritjof Capra comenta que a descoberta do mundo subatômico e a exploração das leis que regem esse mundo revelaram uma realidade completamente inesperada, na qual todo o pensamento vigente até então não era mais capaz de pensar e descrever tais fenômenos. Essa revolução na física provocou não só uma crise intelectual, mas também uma intensa crise existencial.
Para o autor, nossa sociedade encontra-se em uma crise análoga, que é essencialmente uma crise da percepção. A ideia de crise da percepção é apresentada por uma das personagens e é amplamente discutida durante todo o filme, bem como suas implicações na sociedade em que vivemos e o reflexo dessa crise no que diz respeito à própria interpretação da Natureza. Essa crise deriva do fato de se tentar aplicar os conceitos obsoletos e ultrapassados da visão de mundo mecanicista de Descartes e Newton a uma realidade que não pode mais ser interpretada à luz de tais conceitos.
A grande discussão do filme é a necessidade de uma profunda mudança da visão mecanicista de interpretação do mundo e da natureza para uma visão holística e ecológica, que condicione uma nova interpretação da realidade e que provoque uma mudança sem precedentes em nossos valores. Essa proposta é a base do diálogo e da discussão produzidos pelas personagens do filme.

"Acredito que a visão de mundo sugerida pela física moderna seja incompatível com a nossa sociedade atual, a qual não reflete o harmonioso estado de inter-relacionamento que observamos na natureza. Para se alcançar tal estado de equilíbrio dinâmico, será necessária uma estrutura social e econômica radicalmente diferente: uma revolução cultural na verdadeira acepção da palavra. A sobrevivência de toda a nossa civilização pode depender de sermos ou não capazes de realizar tal mudança”.
                                                                                                            (Capra, Fritjof – O Tao da Física, 1975 )

Ana Beatriz Cruz Nunes - 1º ano Direito noturno


Segundo Decartes, todo objeto de estudo deveria ser fragmentado para seu melhor entendimento,  o que explica sua visão mecanicista do mundo.  No filme “Ponto de Mutação” baseado no livro de Fritjof Capra,  onde três personagens dialogam a respeito de suas visões de mundo, há uma forte critica à esse método cartesiano, que contaminou todas as áreas da vida humana contemporânea. A personagem que desfere a critica é uma física, que passa por uma crise existencial ao ver seus conhecimentos serem usados para desenvolvimento armamentista.  Ela afirma que essa ideia de desagregação é essencialmente prejudicial e ultrapassada, uma vez que dificulta a percepção do mundo como um todo, interligado, conectado.

Os outros dois personagens são um político, candidato à presidência norte-americana,  e um poeta em crise de meia idade. Durante todo o dialogo,  a física faz uma reflexão a respeito dos fundamentos da existência humana e da importância das relações entre nossos pensamento e ações. Toda a natureza, segundo ela, deve ser entendida de maneira organicista, e portanto o entendimento das alterações ambientais, bem como a solução dessas, compreende uma visão do todo, e não de partes dele.

A presença do politico é contundente , pois ele simboliza a possibilidade de mudanças nessa forma de ver e tratar o mundo, afinal, o que o cidadão espera de um politico ao votar nele, senão que ele faça o melhor por nós. Entretanto, ele afirma que por trás de boas ações há sempre instituições poderosas e falcatruas partidárias que impedem tais ações, a não ser que elas lhes sejam úteis.

Por fim, vejo como finalidade da obra o despertar da reflexão em cada um,  de que somos parte de um todo e nossas ações interferem e modificam-no. Somente com a passagem do pensamento cartesiano, multifacetado para o pensamento de unidade  será possível resolver os problemas de ordem ambiental e interpessoal e viver de forma harmoniosa.

Amplitude do conhecimento


  Hodiernamente o sistema mecanicista , que prioriza a intervenção na ciência buscando a máxima eficiência sem a devida avaliação do seu funcionamento vêm degradando as relações entre os homens ,e entre eles e a natureza.
  A ideia de dissecar ao máximo um conhecimento , proposta por Descartes , leva a limitação da percepção humana , os problemas globais olhados de maneira isolada e não como um ciclo de acontecimentos interligados , por exemplo , acarreta na dificuldade de se combater  tais males.
  Entender a amplitude e a conexão dos conhecimentos , ideia proposta no filme ''O Ponto de Mutação'' de Bernt Capra , baseado na obra de Fritjof Capra, seriam as estruturas básicas necessárias para começar a entender os problemas sociais e ambientais, e a partir da percepção de tais, começar a combatê-los.
  No filme , a discussão entre um poeta , um político e uma cientista comprova a diversidade das opiniões e das áreas de conhecimento , que a partir de um debate se conectam e criam um pensamento novo , amplo e concreto , essencial na resolução dos problemas sociais e ambientais atuais.

A necessária renovação de nosso paradigma de percepção


Baseado no livro de Fritjof Capra, o filme "O Ponto de Mutação nos apresenta um largo leque de assuntos discutidos, como a evolução do pensamento humano - passando por Descartes e chegando aos nossos dias – da ciência – que nos exemplifica realidades invisíveis para nossos olhos e, no entanto, existentes – e da interconexão de tudo em nossa vida.
A partir de três pontos de vista, o de um político, de um poeta e de uma cientista, temos, no desenrolar da história, uma enorme discussão sobre como a humanidade se desenvolveu, como interpretamos a vida e os caminhos utilizados para tal.
No que tange os atuais métodos utilizados por muitos pesquisadores, cientistas, políticos, etc., podemos interpretar da história que estes estão presos a mecanismos sistematizados e, portanto, inaptos de inovações. Sonia Hoffman, a cientista, exemplifica essa sistematização dizendo que a natureza é enxergada como um relógio, isto é, que pode ser entendida através da análise de suas partes - como dizia Descartes - e não de seu todo.
A necessidade de novos paradigmas sobre o entendimento da vida se deu segundo Hoffman, pela exagerada utilização do pensamento cartesiano, de que, a fim de se entender o todo, deve-se analisar suas partes. Tal método, no entanto, não nos permite enxergar a enorme rede de conexões que existe na vida. Um excelente exemplo utilizado pela cientista foi o da superpopulação. Não se deve analisar esse fato através de um único fator, deve-se estudar diversos âmbitos, como os econômicos, sociais, ambientais, etc. e, assim, conectar seus dados adquiridos para poder entender o fato pesquisado.
No decorrer do filmes, temos uma bela discussão da formação da matéria. A magnificência da ciência moderna provou que um átomo, diferentemente do que dizia Dalton, é composto por partículas ainda menores, tão menores que os cientistas acreditaram ser o átomo composto de um grande “espaço vazio”. Para termos uma noção métrica, o filme metaforiza as medidas através de uma laranja. Aumentando uma laranja para o tamanho da Terra, seus átomos seriam cerejas, que, aumentadas até o tamanho de uma ilha, seu núcleo seria uma pequena pedra de alguns centímetros, seus elétrons, grãos de areia.
Ao utilizar como exemplo a descoberta das partículas formadoras de um átomo, Sonia Hoffman provou que foi preciso um novo paradigma na física atômica. As leis newtonianas provavam o que se visualizava, apenas. Quando esses novos conceitos, não mais visíveis, foram descobertos, os físicos foram obrigados a criarem uma nova percepção, e é exatamente essa o tema básico da história. Precisamos de uma nova percepção para a vida. A que usamos já está ultrapassada e, portanto, é responsável pela não obtenção de novos conhecimentos.

          Conexões movem o mundo


   Para Descartes o sentido da vida estava na racionalidade das coisas. Para Bacon era necessário a experiência para encontrar um objetivo na existência. No entanto, o que se pode perceber no filme "PONTO DE MUTAÇÃO", baseado no livro de Fritjof Capra, é que para o autor o sentido da vida está no entendimento multifuncional do mundo.
   Segundo o filme, não é necessário haver uma fragmentação de tudo para se compreender o sentido da vida. é preciso, porém, que cada indivíduo encontre uma relação e uma conexão entre os fatos mundanos e consiga sentir o universo a partir de seu interior.
   O ser humano se preocupa muito em fica preso aos conceitos clássicos de entendimento do mundo. Entretanto, deveríamos tomar consciência de que a interpretação de nossa existência pode ser comparada ao fenômeno da memória associativa. Quando desde pequenos passamos a associar cada acontecimento a algo bom ou ruim conseguimos criar dentro de nós nossa opinião a respeito de tudo. E é assim que deve acontecer para conseguirmos entender o mundo. Devemos tentar encontrar conexões em todos os eventos de nosso cotidiano para então chegarmos ao ponto de mutação que seria a passagem do duvidoso para o concreto.
   Com isso a sobrevivência da vida humana só será possível se formos capazes de ultrapassar nossa cultura fragmentadora e passarmos a realizar atitudes conectadas umas as outras, sabendo sempre interagir com a natureza harmoniosamente.

         Ana Carolina Alberganti Zanquetta, 1º ano Direito Noturno

Quando a insistência é problemática

Ao afirmar que se tornou impossível se concentrar no que não seja específico, a física Sonia Hoffman, personagem do filme Ponto de Mutação, introduz a crítica que fará à forma cartesiana e baconiana ainda utilizada na abordagem dos atuais problemas do mundo. Segundo ela, tudo o que existe está tão intimamente conectado, haja vista a natureza dos átomos, que se deve repensar a maneira pela qual se tem agido.
O contraponto apresentado por Jack Edwards, ex-candidato à presidência dos Estados Unidos no filme, frente à posição argumentativa da outra é o de que, em razão de se ter desmontado a natureza como se faz com um relógio, a modernidade foi capaz de avanços antes inimagináveis; por que, então, mudar a forma de agir? De fato, é incontestável que a mecanização dos objetos da ciência possíbilitou o progesso do ponto de vista tecnocientífico. Não obstante, fato é também que ele não tem consequências unicamente positivas.
Isso posto, tem-se claro que os avanços foram tão magnânimos que ofuscaram o surgimento dos problemas que eles mesmos causaram. Dessa forma, isiste-se erroneamente em utilizar a mecanização e a superespecialização como  forma de solucionar os próprios defeitos, que elas acarretam, no sistema, sem se perceber que, ao agir de tal maneira, tende-se somente a produzir mais problemas.
Para Sonia, faz-se necessária uma abordagem aos dilemas mundiais entendendo-os como parte de uma conjuntura global. Ou seja, conceber que um relógio defeituoso não pode ser consertado sem se observar cada peça como constituinte de um sistema maior, pois de outra maneira, uma ação estritamente específica, teria, com sorte, caráter apenas paliativo.

Pedro Caíque L. do Nacimento -  Direito diurno

Individualismo narcisista


No filme “Ponto de mutação”, de Fritjof Capra, o enredo se dá em uma discussão entre um poeta, um político e uma cientista. A primeira crítica feita no filme é feita pelo poeta, o qual se declarou afastado da realidade, indagando quem precisa dela, e diz ser a política uma galeria de espelhos narcisos. Não deixando de ser a política a forma com a qual o ser humano se organiza em suas relações, é possível afirmar que a causa principal para os problemas da sociedade apontados ao longo do filme é o individualismo.

Em uma cena rápida, aparecem a cientista e sua filha conversando. Esta reclama que a mãe não tem tempo para sua família e vida pessoal, apenas fica lendo livros, sem nenhuma finalidade aplicável. A partir desse fato, é possível apontar uma falha apresentada por Descartes: alguns cientistas acabam tão curiosos pelos fatos passados, e se tornam “estrangeiros em nossa própria terra”. Também, mesmo sabendo de tantas falhas em sua sociedade, a cientista, ao se recusar em participar da democracia, acaba restrita em sua ação para aplicar seu conhecimento, o que foi criticado por Descartes e Bacon.

Enquanto olham um relógio mecânico, a cientista e o político discutem se é possível fazer uma comparação entre a visão mecanicista de Descartes e a dos políticos atuais. Estes estariam sempre procurando uma solução pragmática para os problemas sociais, de forma individual em relação ao todo, da mesma forma que aconteceu com a teoria Malthusiana e Antimalthusiana. Além disso, a cientista diz que os políticos gostam de dificultar o entendimento dos processos sociais, até um ponto que os próprios políticos não se entendem mais. Esse fato seria o “ídolo do foro”, apresentado por Bacon, pois fala do conflito gerado pelo “pacto de palavras e de nomes”, com seus significados múltiplos.

Como solução para os problemas citados acima, no final do filme é apresentada a “Teoria dos Sistemas”, com o intuito de olhar os princípios de toda organização, pois quando se olha qualquer parte de um sistema de modo isolado, não é possível entender suas consequências e inter-relações. É dito também que a melhor forma de se acabar com o individualismo é fazer toda a população se sentir responsável pelo meio em que vive, planejando suas ações, da mesma forma que faziam os indígenas, os quais tomavam decisões pensando na sétima geração da tribo.
 
Aula sobre o filme "Ponto de mutação/ Juliane Siscari de Andrade- Direito Diurno

TEIA DA VIDA


O que é o homem a nao ser mais um fio na teia da vida?
Será possível vivermos sozinhos? Nao, o homem é um ser gregário, ou seja, vive em sociedade. Nenhum homem é ilha, é parte de um continente, parte das interelações no maravilhoso circulo da vida, Uma natureza que nos parece tao abstrata mas que ,em sua análise  profunda ,mostra procedimentos fisicos e matematicos perfeitos, como se a razão fosse a verdadeira força matriz e as arvores soubessem exatamente quando despirem-se para a chegada do outono.
Mundo perfeito que ve mais e mais, em sua historia, a agressiva curiosidade humana que vem agora ,nao mais ‘’entender’’ o mundo, mas prová-lo, po-lo em pratica, desenhá-lo em uma representação lógica,exata!
Nao podemos condenar atitudes como as de Bacon e Descartes, afinal, vinham pós ‘’periodo das trevas’’, no qual Bem e mal eram o sentido da vida. Vinham em busca da perfeição, da comprovação, por que o mundo é assim? Será possivel nomeá-lo, ditá-lo? Bom , em certa parte conseguiram, chamaram o mundo de relógio, máquina, disseram como vive-lo , ‘’manuseá-lo’’. Mas o senhor do mundo é o tempo, e geraçoes apos geraçoes, hoje, a natureza  pede ar, mostrou-nos perfeitamente que ela não é mais um escravo do Senhor Humano, ela é Rainha, dita as regras e mesmo que nao possamos talvez nunca enterdermos seus mecanismo e exatidoes, devemos defende-la ,e enterdermos que ,apesar de perfeita, é dinamica, movimenta-se na estrada da Evolução, tecendo-se sempre seu comprido fio na Teia Da Vida.

sexta-feira, 22 de março de 2013

A César o que é de César e ao tempo o que é do tempo


             A cada passo uma conquista, a cada queda um aprendizado e em todas as mentes a mesma pergunta: onde está a verdade? Assim somos nós, ilustres caçadores do saber. Os sábios da Antiguidade com suas filosofias; os povos medievais e suas bases teológicas; os Modernos e seu mecanicismo; o advento do racionalismo e do empirismo, enfim, a cada tempo uma visão e a intenção é sempre a de explicar.
            Claro que cada área de conhecimento/pesquisa possui  um determinado ápice explicativo que melhor elucida seu método de saber, porém, não é correto – aliás, me parece insano – afirmar que uma ciência, por exemplo, exista a priori, de modo que não seja inter-relacionada com o mundo a que se conecta. Necessário se faz entender e respeitar as diversas formas de conhecimento, sabendo que em cada tempo e em cada contexto histórico o saber se manifestou de acordo com os entremeios nos quais se viviam.
            Na contemporaneidade, a pesquisa científica é altamente evoluída. O homem rompeu o obstáculo do invisível e hoje dispomos de recursos extraordinários para estudar as minúsculas partículas formadoras da matéria. Com isso, não são raras as críticas feitas aos pensadores de outras épocas. Os homens leem os filósofos, irrigam seus cérebros, experimentam suas ideias e, na colheita do aprendizado, julgam como insanos àqueles que outrora lhes retiraram a venda que lhes tapavam os olhos.
            Enxerguemos com olhos de alunos o passado, busquemos como mestres o saber do presente e pensemos, em cada atitude, no bem que legaremos ao futuro. Como nos convidou Renato Russo: “Vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez de todas as Nações... Vamos celebrar Eros e Thanatos, Perséfone e Hades... Nosso futuro recomeça, venha, que o que vem é perfeição”.

Texto referente ao filme "Ponto de Mutação"
Antônio Rogério Lourencini - 1º ano de Direito - noturno

Evolução do pensamento


       No filme Ponto de Mutação de Bernt Capra, os personagens discutem os paradigmas que se encontram em crise atualmente e a posição da sociedade em relação à ciência. Assistindo ao filme, podemos perceber que ao longo dos séculos a forma do ser humano de produzir conhecimento evoluiu muito, porém mesmo com as mudanças na visão humana em relação à natureza nos encontramos estagnados na forma de produzir ciência de alguns séculos atrás.
       O mecanicismo, olha para a natureza como se esta fosse uma máquina e assim, devemos estudar cada peça dessa máquina antes de juntá-las para entender o todo.  Essa forma de pensar o mundo. utilizada para produzir conhecimento, começou com Bacon e Descartes. Para os filósofos do século XVII, a natureza era vista como algo negativo ou mesmo prejudicial (assim como eram vistas as mulheres acusadas de bruxaria) e por isso deveria ser dominada e transformada para favorecer o ser humano.
       Chegamos a um momento no qual é preciso pensar além de Descartes e Bacon. Mudar nossa  percepção do mundo passando a vê-lo como um todo, percebendo que todos serem que o habitam são dependentes uns dos outros, assim como as questões sociais mais analisadas na atualidade devem ser vistas como um sistema – que relaciona o homem com a natureza - e não como vários fenômenos isolados.  

Mentes Mecânicas


A partir do filme Ponto de Mutação pude perceber que muitas pessoas pararam no tempo de Descartes e não conseguem ver o mundo com uma nova percepção.  Mesmo sendo um filme antigo, os exemplos de pensamentos encaixam-se perfeitamente na sociedade contemporânea, principalmente a forma de pensar do personagem que é candidato à Presidência dos Estados Unidos.
O modo de vida imediatista fez com que a fragmentação se acentue, como diz no filme  “não consigo me concentrar em nada que não seja específico”; assim cada um consegue consertar uma “engrenagem” mas não sabe de que se trata o todo. A vida dessa forma torna-se mecânica e a natureza é a grande máquina escravizada, como já dizia Bacon.
Essa forma de agir e pensar forma um descaso com as gerações futuras, já que o todo não é levado em conta na resolução de problemas, como por exemplo, em questões de lixo, saúde e educação. Os políticos preferem votos a melhorias efetivas e o senso comum vence o pensamento ecológico.
A cura dessa forma de pensar da massa não é tão simples. Primeiramente, é preciso negar a premissa de que “Saber é Poder”, e depois começar a pensar, sem fins lucrativos, na melhora das condições de vida como um todo. A personagem propõe a busca por um pensamento ecológico, uma nova percepção de mundo, mas mesmo assim, em nenhum momento, ela dá uma fórmula a ser seguida.
É preciso entender que engrenagens não existem mais e o conhecimento do mundo cabe na palma da mão. O mundo evoluiu muito mas a mente ainda está mecanizada.
Giovanna Gomes de Paula- direito noturno

quinta-feira, 21 de março de 2013

Pensamento sistêmico: início de uma nova Era


O filme O ponto de mutação de Bernt Capra, baseado em romance homônimo, apresenta ao espectador uma nova perspectiva para encarar a medicina, a biologia, a vida, o mundo e o universo. Trata-se da perspectiva do pensamento sistêmico que trabalha em oposição ao cartesianismo e ao mecanicismo fundados por Descartes, Bacon e Newton.
Enquanto o pensamento reducionista-mecanicista indica que para conhecer um corpo é necessário fragmenta-lo em várias partes, o pensamento sistêmico valoriza o conjunto, as conexões dentro do próprio organismo – como o corpo humano – e também as interconexões entre o corpo e o meio – por exemplo, terra, árvore e ar.
O grande mérito do filme, porém, não é a mera exposição de um modo mais moderno de compreensão do mundo, mas a exposição de que tal modo tem aplicações tanto no campo da ciência quanto no campo da sociologia.
Se na tentativa de reduzir os males que trazem sofrimento ao ser humano - como a fome, a pobreza, a desigualdade – a atual visão mecanicista empregada fosse substituída pela visão sistêmica, maiores e mais duradouros resultados talvez fossem alcançados. É muito claro que os problemas da comunidade humana resultam de uma cadeia de eventos e não de acontecimentos isolados, evidenciando a possibilidade de ser o pensamento sistêmico o definitivo veículo de cura da humanidade. A questão de como operar tal mudança é, no entanto, o grande desafio - também apresentado no filme - que, uma vez solucionado, certamente daria início a uma nova Era.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Francis Bacon e o novo Método Científico


Em seu livro “Novum Organum ou Verdadeiras Indicações Acerca da Interpretação da Natureza “, o autor busca difundir novas formas de criar o conhecimento científico, diferenciando-se dos métodos até então utilizados. Além disso, critica os conceitos construídos pelo senso comum e estabelece um ponto de vista equilibrado entre o conhecimento obtido pela Antiguidade e as novas descobertas do futuro.
               Através de um discurso altamente dotado de um conceito racional, Francis Bacon destaca o alto  grau de influência que a mente humana exerce na construção do conhecimento científico. A subjetividade causada por ela direciona a experimentação e, por consequência, as novas descobertas. Ou seja, quando o homem possui certa convicção do que procura, ele não se atenta à força das instâncias contrárias.
               Além de criticar arduamente a subjetividade, ele critica, também, a construção de novos estudos sem uma análise do que foi feito no passado. Ao mesmo tempo, não acredita que haja um limite extremo e último do mundo. Nesse contexto, é possível fazer uma analogia com a sociedade romana, que não acreditava no fim do seu império (que não tardou a ocorrer), da mesma forma que as sociedades atuais não acreditam no fim do sistema capitalista: o intelecto humano se agita sempre, procurando sempre ir à diante.
               É possível interpretar a dialética de Francis Bacon como uma quebra de rupturas com os dogmas que predominavam até o século XV. Assim como outros pensadores, a busca pelo conhecimento científico era priorizada em relação a todos os outros aspectos da vida.

terça-feira, 19 de março de 2013

Bacon a passos lentos.

Na audaciosa missão de redirecionar a filosofia, Bacon contribuiu fortemente para a aproximação da filosofia e o bem- estar do homem na tese de usá-la para melhoria dos instrumentos e, por consequência, ao bem-estar do homem. Assim, a filosofia se afastou dos moldes retóricos, repleto de argumentos isentos de experimentação que, muitas vezes, levam ao erro. Além do mais, esses moldes não permitem o estreitamento entre a verdade e o objeto a ser conhecido.

Seu pensamento esclareceu-se com louvor no século XVIII, com o “boom” da revolução industrial. Agilidades nunca dantes vistas, comunicação, transporte, descobertas fenomenais... muito além da peculiar alquimia até então conhecida.

Quando o intelecto aliou-se ao poder, venceu-se a natureza vulnerável do homem: os instrumentos aperfeiçoaram-se e construíram toda a base da atual sociedade (econômica, tecnológica, médica, jurídica, científica, etc.). Sem interrupção, as invenções aparecem, caem em desuso e o homem ganha novos confortos e seguranças e hoje vão desde censores para estacionar, até aplicativos para portáteis.

Entretanto, o modelo econômico burguês nos dá fatos antagônicos ao belo processo citado acima. Conforme se viu a melhoria dos instrumentos como bem estar, determinaram-se seus preços e QUEM poderia pagá-los. E todo o pensamento benéfico e progressista de Bacon foi corrompido pela pesquisa de mercado, pela relação custo-benefício nas quais excelentes mercadorias à filosofia são sobrepujadas pelo valor do filósofo.