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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Espelhos

Em meio a esse monólogo de ideias, surgiu a pergunta..
É pela sociedade que o indivíduo se oriunda ?
Talvez sim ou não
Os mais sábios puseram em questão

O ser é único, feitor de ação
Do sentimento, hábito à paixão
No seu mais profundo olhar axiológico
O individualismo se faz sociológico

E nesse mundo de causalidade plural
Não há espaço para lei social
Na inconstância sem fim desse mundo; mudar
Muda, mudou e mudará de tantas maneiras... impossível numerar

Pois ainda bem é que se muda
De onde mais viria a luta ?
Luta por mim, por ele, por todos
Avante contra os demagogos

E nos antigos espelhos valorados
Haverá rachaduras
Afago no martelo

Os tempos são outros.. dias virão
Esses de luta, esses de glória


Renovado juízo se mostra então  

Caio Henrique Turco
Matutino

Um Weber de jornais e botequins

O pensamento Weberiano fundamenta uma boa parte do pensamento social generalizado da sociedade atualVê-se comumente a presença de um pensamento que evidencia uma perspectiva individualizada dos problemas sociais, em detrimento de uma visão que contemple os aspectos externos. Por essa razão, é recorrente observar episódios de glamourização da violência contra aqueles que são considerados "desviados do plano social". 
Weber reconhece a força que a sociedade exerce sob os indivíduos, mas considera que a cada um destes, cabe a decisão final. Esse elemento ideológico permeia sobre o senso comum, e muitas vezes torna-se problemático quando aplicado a uma sociedade capitalista que impõe abismos sociais e desigualdade exacerbada aos que nesta coexistem. 
 A crítica aqui apresentada não incide diretamente sobre o pensamento de Weber, o que consistiria em um anacronismo exagerado e uma acentuada retirada de contexto. Critica-se, entretanto a influência ideológica deste pensamento na ideologia generalizada da sociedade brasileira. Isto é, deve-se considerar tanto a particularidade quanto a totalidade, porém a proporcionalidade entre estes fatores não pode ser engessada, uma vez que podemos nos deparar com situações sociais de alta complexidade, que exigem flexibilização para absorver e compreender suas peculiaridades.

Mauricio Vidal Gonzalez Polino - Direito noturno

A compreensão do mundo social segundo Max Weber

Assim como Karl Marx e Émile Durkheim, Max Weber explorou diversos campos do conhecimento, sendo influenciado por estes dois sociólogos, elaborando inclusive críticas sobre suas obras. Diverge de Marx quanto ao papel da sociologia, pois segundo ele esta não deve dizer aos indivíduos o rumo certo a tomar, por ser uma ciência da realidade, devendo elaborar críticas e não buscar leis, diferentemente do que dizia o determinismo, sendo contra todos os tipos deste – dialético, funcionalista e positivista.
É representante da sociologia compreensiva, que busca entender o mundo social baseado nas ações individuais, enquadradas em determinado contexto. Assim, contrariando os demais clássicos, defende que para entender o funcionamento da sociedade é preciso fracioná-la, ou seja, observar as ações individuais. Em cada ação há influências de diversas instituições – estado, família, escola- correlacionando-se as várias ações sociais decifra-se a sociedade. Assim um ato pode comportar milhares de possibilidades que o influenciaram, sendo muito importante analisá-lo de acordo com a perspectiva de quem o praticou, e não de quem o está analisando, para compreender o valor do outro, sem necessariamente ratificá-lo.
Para facilitar a identificação de quais valores motivaram a ação, Weber cria os tipos ideais. São utopias, modelos para serem encaixados na realidade, usados para a análise. São de quatro tipos: racional relativo a fins; racional relativo a valores; afetiva e tradicional. Há no mundo uma enorme tendência de racionalização das ações, com o desenvolvimento do capitalismo e expansão dos meios urbanos, impactando na cultura, estado e diversas instituições. Entretanto está ocorrendo há algum tempo o crescimento da motivação relativa a valores, que pode ser observada pela grande expressividade da bancada evangélica na política brasileira e pela dimensão de movimentos como o do grupo terrorista Estado Islâmico.

A população imersa nessa sociedade finalista, em momentos de crise sente a falta de valores norteadores a serem seguidos, neste momento que são propagados valores como os religiosos, muitas vezes conservadores. Assim a atitude de terroristas ao massacrarem toda uma população de diversidade ética-religiosa é justificados pelos seus valores pré-estabelecidos que determinam que assim o devem fazer, havendo a crença de que este é o certo que agrada seu deus. O mesmo pode se dizer da bancada evangélica brasileira, que influencia grande parte da população, promovendo uma verdadeira conquista política para seus valores, que implica na condenação de valores de outros setores sociais. Ao condenar um homossexual, o fiel está sendo motivado pelos ensinamentos religiosos recebidos, ferindo, porém, as determinações de outrem.

Machismo e tradição

Max Weber, intelectual alemão considerado um dos fundadores da Sociologia, conceitua: “A ação social (incluindo omissão ou tolerância) orienta-se pelo comportamento de outros, seja este passado, presente ou esperado como futuro. Os ‘outros’ podem ser indivíduos conhecidos ou uma multiplicidade indeterminada de pessoas completamente desconhecidas.”. Assim, ação social é toda aquela que guia-se através de ações de terceiros. Weber diferencia, ainda, quatro tipos ideais de ações sociais para a observação e compreensão das relações humanas.
O primeiro destes tipos é denominado modo tradicional, em que a ação social é determinada por costumes reiterados no cotidiano e que “(...) frequentemente não [passam] de uma reação surda a estímulos habituais”. Exemplo de ação social tradicional seria o machismo, que surge de um modelo de sociedade patriarcal e misógina e sustenta-se inteiramente devido a ações costumeiras que mantêm este padrão. Assim, os demais tipos de ação podem representar uma subversão a este paradigma conservador.
A ação social racional referente a fins, em que “[pondera-se] racionalmente tanto os meios em relação às consequências secundárias, assim como os diferentes fins possíveis entre si”, traduz-se na organização de um movimento feminista em si, que busca, de acordo com a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, a igualdade social, política e econômica entre os sexos.
Já a ação social emocional, caracterizada pela influência das paixões pessoais e do estado emocional momentâneo, toma forma em atitudes que refletem a sororidade, ou seja, a empatia e apoio mútuo entre mulheres. Exemplo disso são as histórias relatadas pelo movimento “Vamos Juntas?”, que relata situações em que desconhecidas ofereceram suporte e proteção a mulheres em situação de vulnerabilidade.
A ação racional referente a valores, por sua vez, diz respeito às ações por convicção na moral e nos ideais pessoais, em que o ator resigna-se quanto às consequências de suas atitudes. A paquistanesa Malala Yousafzai, por exemplo, ao insistir na continuidade de sua formação acadêmica num local em que a educação para as mulheres era proibida, acabou baleada. 



Análise weberiana da realidade social

         Como a maioria dos outros sociólogos, Max Weber procura instituir e definir a sociologia como ciência perante todas as outras, criando um terreno de credibilidade na análise e compreensão sociológicas, bem como seu papel, a interpretação do sentido da ação social. Havia a necessidade de tal definição, pois, para ele, as análises estavam tomando teor político e não empírico, o que afastava a sociologia da ideia de ciência. Weber acreditava que as ciências sociais não devem apontar quais os caminhos os seres deveriam seguir, mas sim explicar, a partir do seu entendimento, o que pretendem fazer. Podendo ser interpretado como uma crítica ao “determinismo” do materialismo dialético, uma vez que a sociologia deve ser uma crítica e uma análise da realidade e não enunciar leis.
         Define a ação social como um ato do indivíduo que carrega sua visão da sociedade (expressão de seus valores), correlacionadas formam uma relação social, ou seja, a realidade social. Weber propunha que o conhecimento do todo, do cenário social, não é suficiente para supor a ação dos indivíduos, esta, na verdade, é o ponto de partida, não de chegada. Quando compreende-se a ação dos indivíduos, pode-se entender os valores de cada um. Assim, a sociologia irá compreender a relação social dos indivíduos e seus valores, à luz de várias perspectivas, não somente a econômica (modo de produção - marxismo), pois as ações possuem infinitas probabilidades. Dir-se-á o que é a compreensão social, quando entendido o que moveu os indivíduos, o seu porquê; desta forma, ele propõe analisar as coisas a partir do valor que os indivíduos possuem, estes investigados segundo sua realidade. Então, o sociólogo deve empenhar-se nas divergências entre os significados das ações sociais, impregnadas de aspectos históricos e acumuladas de experiências próprias, chama isso de objetividade mínima.
         Destarte, Weber estabelece tais preceitos para que a sociologia pudesse livrar-se de juízos de valores que muito acometem as ciências humanas em geral, devido à dificuldade do afastamento entre observador e objeto, deste modo a a realidade social poderá ser entendida em qualquer lugar do mundo, desde o Ocidente até o Oriente. Não busca uma neutralidade, simplesmente uma objetividade ao explicar o valor alheio.  
           Com isso, a base metodológica e científica de Weber pode ser comparada e aplicada a questões atuais, como as diversas vezes em que ações sociais são mal interpretadas e pré-julgadas, vistas através do véu da desinformação, sem entender de fato o que acontece em cada cultura e seus valores. Por exemplo, o terrorismo que não representa a realidade de todos os muçulmanos e árabes, mas são todos alvo de xenofobia, intolerância e preconceito; já que suas realidades são desconhecidas, os fatos não são completamente levantados em questões políticas e históricas com intervenções ocidentais, governos ditatoriais, distorção da religião, heterogeneidade demográfica, etc. É desta forma que nasce o ódio, culminando numa guerra.
           Ademais, não é necessário ir tão longe da sociedade brasileira, pois esta contém diversos casos tal como este, em que as realidades são julgadas superficialmente sem entender profundamente os valores e motivos de cada um, o racismo, o machismo, a xenofobia, a homofobia são problemas que possuem exemplos claros de pré-julgamento infundado da realidade dessas classes. Portanto, a análise de cada ação social deve proceder o entendimento específico de cada uma através de diversas perspectivas, para que chegue-se a uma constatação científica das causas de cada questão e então agir sobre, evitando más interpretações e consequências irreversíveis.

Henrique Mazzon - Direito Noturno

Conceitos para a introdução do pensamento Weberiano

Max Weber oferece um novo aparato metodológico cientifico que difere dos demais sociólogos que o precede como Conte, Durkheim e Marx. Para tal há conceitos fundamentais para compreensão de seu pensamento a exemplo o de neutralidade valorativa. Para Weber a neutralidade total de um cientista social, como aquela apresentada por cientistas da natureza, se torna um tipo ideal, pois estamos inseridos em sociedade e submetidos á interesses imparciais como a politica, a religião e a economia. Com isso a ciência se descola da politica e evolui através de uma neutralidade real que deve ser buscada, a chamada neutralidade valorativa.
Outro conceito que traduz o método apresentado por weber é o de ação social, ou seja, o objeto de seu estudo. Diferente de Marx, Weber não acreditava que apenas a estrutura das instituições e a classe social em que o individuo se encontra motivaria suas ações. Para o sociólogo a ação social do individuo era influenciada por valores, crenças e ideias. Ou seja, um emaranhado de ações sociais que se relacionam, precedem e são a causa de novas ações sociais recebendo o nome de pluricausalismo.

Alison Oliveira Martins 
Noturno

A sociedade weberiana

Em relação a analise crítica dos conceitos estabelecidos por Max Weber,  podemos, primeiramente, pontuar a relação estabelecida com o materialismo histórico, sendo este conceito estabelecido por Marx. Ou seja, a partir da associação e consequentemente em um momento a dissociação desses autores, conseguiremos, através da síntese – nesse ponto podemos até falar em dialética – entender fundamentalmente o que a linha weberiana pensa. Dessa forma, entenderemos de forma sutil e simplificada o materialismo histórico como a história da humanidade através da econômica e como essa –digamos estrutura- determina de certa forma todo o contexto social. Sendo assim, partimos da ideia de algo grande – coletivo – sendo estruturas econômicas baseadas em regras do mercado, este as vezes livre as vezes mais ponderado em relação ao estado, mas da mesma maneira, partimos de um pressuposto de algo grande que determina ao singular – individual- e que esse singular, os indivíduos que regem a sociedade sendo assemelhados , na verdade, sendo exatamente produtos sociais em relação as estruturas econômicas, são os que determinam as ações individuais.

Podemos, nesse ponto, estabelecer a relação de como Weber leu, entendeu e de certa forma criticou a teoria marxista para estabelecer o que ele viria a ser um dos conceitos fundamentais da teoria weberiana: a ação social. Enquanto para Marx a dominação é da classe burguesa e incondicional, para Weber, a dominação por uma classe e a dominação total pela burguesia são um tipo ideal, ou seja, sempre estarão permeadas pelas relações sociais, que são instabilíssimas (os grupos sociais estão sempre lutando pela afirmação de suas necessidades materiais). As ações da dominação não são movidas somente pelas relações de produção. Weber não desconsidera Marx, apenas o complementa. Para ele, as coisas vão além do econômico, além da luta de classes: é uma realidade multifacetada e mais complexa. Há de existir a autonomia das coisas em relação ao modo de produção (exemplo: carisma, que vem do psicológico, no caso preponderante e que nada tem a ver com o econômico), com a intenção de não utilizar um denominador comum, para evitar os dogmas (no caso, econômicos). Assim, o econômico, sendo um tipo ideal, caracteriza-se como meio, e não fim: pode desaparecer por completo na conclusão final sobre o fenômeno).

Desse modo, o movimento da sociedade está nas ações e relações, que tem um sentido de para sempre desmentir a dominação total por uma classe. Tendo em vista que a sociedade está sempre em instabilidade, no momento em que valores sociais vão sendo assimilados, um outro sentido será dado às ações sociais, fazendo com que outros valores possam emergir no processo.





O destaque para a realidade.

As ideias de Max Weber foram muito importantes para a sociologia, pois foi um autor que buscou colocar essa ciência voltada para a realidade. Weber se diferenciou de outros autores da sociologia, como Comte, Émile Durkhein e Karl Marx por seus escritos não pregarem um determinismo que pode ser notado nas ideias dos outros sociólogos.
Para Max Weber a analise da ação social dos indivíduos é muito importante. Através da correlação de várias ações sociais atingisse uma determinada realidade social. Weber enumera quatro tipos de ação social, mas fazendo um recorte, optarei por falar da ação social afetiva. A escolha desse tipo de ação social se dá pelo fato dela ser bastante evidente nas mais diversas sociedades e muito desenvolvida como tema das mais diversas literaturas. A ação social afetiva está relacionada por condutas ou ações movidas pelo sentimento.
Quantas vezes, desse modo, nos deparamos com reportagens, filmes, histórias, entre outros, que retratam sentimentos como ódio, amor, medo e traição ? Diariamente, seja através dos noticiários, seja através da dramaturgia vemos pessoas tirarem a vida de outras, por se sentirem traídas, ou movidas pela cobiça, pelo ódio, etc.
Outro aspecto importante da obra de Weber é o tema da objetividade. Para o sociólogo, diferentemente de outros grandes autores da sociologia que o antecederam (Conte e Durkhein), é impossível ser completamente neutro na analise de um determinado tema. Dessa maneira, apesar de Weber incentivar a busca pela objetividade, ele demonstra uma boa noção de analise da realidade, ao tratar a total impessoalidade como algo praticamente sem chance de se alcançar. 

Renan Batista de Carvalho
Direito 1º ano - Noturno 

A Inovação Metodológica de Max Weber e sua relação com o Direito

 Durante o século XIX, em meio a tentativas de cientificar o estudo da sociedade com Comte, de estuda-la a partir de fatos sociais tratados como coisas, com Durkheim e de enxerga-la através das relações materiais e as sínteses de suas determinações, com Marx, surge o pensamento de Max Weber. Ele segue uma linha de pensamento que difere das anteriores principalmente pelo fato de tratar-se de um individualismo metodológico.
  Aqui, o sentido de individualismo não deve ser empregado como negativo, pois trata-se de um método que, ao contrário dos outros já desenvolvidos, privilegiam o indivíduo e suas ações sociais. Para Weber, mesmo ao analisarmos formações coletivas, como o Estado, é a ação de indivíduos que importa, devido ao fato de que, por exemplo, podem haver diversas concepções de Estado. Essas ações sociais seriam, então, responsáveis pelo processo de mudança social. Desse modo, para ele, a sociologia teria como objetivo a compreensão do sentido da ação social e seria uma ciência da realidade.
  Essa ação social, por sua vez, pode ser classificada em quatro tipos: a) ação racional com relação a um objetivo; b) ação racional com relação a um valor; c) ação afetiva ou emocional; d) ação tradicional.
  No que diz respeito ao Direito, especialmente no âmbito do Direito Penal, essas ações individuais podem ser observadas em sua interpretação frente às ilicitudes de atos que incorrem ao que está previsto em Lei. Segundo Weber, as ações individuais influenciam as condutas nos grupos sociais. Por sua vez, no Direito, as normas já se encontram estabelecidas a partir das relações pautadas pelos grupos sociais, regulam as ações individuais e são legitimadas ao exercício do dever-cumprir exercido pelo Estado.
  Então, na visão da sociologia compreensiva de Weber, deve-se abstrair o sujeito do seu cunho social e realizar uma profunda interpretação do que o levou à prática de atos ilícitos, ou seja, compreender as ações do indivíduo e não seu aspecto exterior.

Lívia Francisquetti Casarini- Direito Diurno

Weber no contexto atual

Weber, ao contrário de Marx, não faz uma universalidade ao analisar a sociedade. Ele analisa o indivíduo com suas particularidades, suas ações sociais e o contexto em que está inserido, e, a partir da correlação dessas ações, dá-se a relação social resultando por fim na realidade social.
Weber nos fala que devemos analisar as ações dos indivíduos baseado no contexto em que ele está inserido, levando-se em conta o contexto histórico, ambientes onde vive suas relações, e tudo que o leva a formar um posicionamento. Podendo-se concluir então que o ser humano, por sua vida em sociedade, é dono de uma autonomia relativa, pois é influenciado por diversos fatores em sua construção.
Visto que não podemos tirar conclusões a partir da nossa própria consciência, mas daquele cujas ações são observadas, é muito viável, a partir do método de Weber, analisar o cenário atual do Brasil após o processo de impeachment.
Todos estão claramente muito confusos já que são bombardeados a todo momento por informações de diversas fontes e com diversas intenções. Mas, todos possuem um posicionamento, desde os que reservam somente em seu imo, até aqueles que causam discórdia e são agressivos ao conversar sobre o assunto.

Acredito, que, se seguíssemos a análise werberiana haveria menos intolerância, menos brigas e seria menos caótico,e,  se todos estivessem abertos a um diálogo, para entender os motivos e os meios de cada opinião formada. Não acredito que a maioria das pessoas defendem uma idéia somente por interesse de derrubar um grupo ou outro, mas sim por que algo, em algum lugar ou momento construiu esse pensamento e essas ações. E tudo bem, pois essa é a democracia: opiniões divergentes que devem ser ouvidas, e a partir delas, buscar atingir um bem estar geral.

Isabella Martins Montoia - 1ºano Direito - Noturno

A Máquina do Mundo Weberiana

           Situar o homem no mundo, possivelmente, seja das tarefas mais árduas para o intelecto humano. Atribuir significado à existência humana, no entanto, em um mundo marcado por contínuas vicissitudes é fenômeno indelével à ciência sociológica. Nesse sentido, cabe estabelecer um paralelo entre o pensamento de Max Weber, que preconiza, sobretudo, o estudo das ações individuais e o poema “A Máquina do Mundo” de Carlos Drummond de Andrade, considerando o poema mais significativo da história da literatura nacional, e que possui como condão principal a visão do homem moderno, em sua intimidade, para com o mundo. Dessa forma, o presente texto, ainda em que pese a ausência de rigor cientifico, propõe-se a analisar, de forma exígua, o poema em questão à luz do pensamento de Weber, em suas oposições e similaridades.
            O homem que “exausta de mentar” em “A Máquina do Mundo” é o mesmo que endossa por meio de sua individualidade os caminhos que instituições irão percorrer no tecido social, e que de ali em diante irá ponderar os valores de acordo com sua equidade.  Os versos “O que procuraste em ti ou fora de / teu ser que nunca se mostrou / [...] que se consumia numa pesquisa ardente” revelam o momento em que o eu-lírico renega ao que lhe é oferecido pela máquina do tempo, justamente, por constatar as ilusões e instabilidades daquilo que lhe é ofertado. Uma nova ação racional fora lhe apresentado, porém, ao reconhecer que não atingiria seu objetivo.
            O eu-lírico drummondiano ao deparar-se com a máquina do mundo executa, essencialmente, aquilo que fora delineado por Max Weber, ao analisar o objeto e refuta a oferta “gratuita” que se abria, por não se considerar apto a abarcar àquilo que fora oferecido, analisando os fatores expostos, dando relevo a acontecimentos e conexões mentais anteriores em sua epifania e vislumbrando a “constelação de possiblidades” para o futuro, que a recusa iria lhe causar.
            Dessa forma, ainda que em linhas gerais, percebe-se a relação existente entre Weber e Drummond, na medida em que dialogam sobremodo no tocante ao que há de mais íntimo na ação humana, com vistas a evitar “sem roteiro triste périplos”

Paulo Henrique Lacerda – 1º Ano de Direito - Diurno 

Profissão repórter

O primeiro dia de Weber na redação
"Essa é sua mesa, rapaz. E vá buscar um café"
Demorou a começar a escrever
Só observava
O ambiente, a produção
Os colegas e suas ações
Mas quando começou
"O que é isto?! Esse jornal é sério, filho, não podemos publicar algo assim"
Fora um erro crucial
Explicou a motivação religiosa das ações do ISIS
"Terroristas! Não podemos publicar isso. Isso fere nossos princípios"
Achei que fosse imparcial, pensou
E pintou-os de terroristas
(Como lhe foi exigido)
Mas, na próxima semana,
Mais uma chamada
"O que é isso?"
E foi assim com
Política
Religião
Protestos
Manifestação
Tráfico de drogas
Prostituição
Casamento gay
("Aberração!")
Massacres na favela
Em defesa da nação
E com qualquer coisa
Que se eximia de opinião
O pobre Weber era obrigado
A modificar sua visão
Entendia o jornalismo
Como meio de informação
E tentava, imparcialmente,
Explicar a cada ação
Como um cientista com experimento
Sem qualquer doutrinação
Mas a cada texto seu
Era escândalo na redação
Analisavam como unidade
O que era vários (em união)
E, um dia, depois de mais um sermão
Resolveu que passara a hora de esboçar uma reação
Deu um basta na cadeia de ideias preconcebidas e dedicou-se, de fato, aos fatos do estudo da vida
E foi assim que Weber
Estudando cada ação
Caiu na realidade
E se livrou da nomologia
Definindo a sociologia
Como a falta de opinião
{Mesmo que algum coxinha
Escrevesse sobre manifestação
Deveria sempre fazê-lo
Ocultando (no possível) a sua visão
Porque nada é tão pessoal
Que não seja explicado com razão}

Importância do indivíduo no pensamento weberiano

 Max Weber, importante pensador alemão do fim do século XIX e início do século XX, é considerado como um dos fundadores da sociologia. Weber concebeu a sociologia como a ciência da realidade, possuindo a função de fazer uma análise crítica da sociedade. Nesse ponto, o autor distancia a sociologia das chamadas ciências nomológicas, que se baseiam no estudo das leis que regem os fenômenos. Weber também determinou as ações sociais como objetos de estudo primordiais da sociologia.
Para entender a definição de ação social cunhada por Weber, é necessário apreender a importância que o autor concebeu aos indivíduos frente à sociedade. O pensador acreditava que o estudo sociológico deveria colocar em foco a ação dos indivíduos, mesmo durante a análise de entes coletivos, como o Estado, por exemplo. Através dessa análise, pode-se perceber uma divergência clara entre as ideias de Durkheim e de Weber. Enquanto o primeiro admitia a primazia da sociedade sobre os indivíduos, o segundo defendia o oposto. Para Durkheim, as ideias e ações nasceriam no âmbito coletivo e se generalizariam para os indivíduos de maneira coercitiva. Já para Weber, as ideias e ações seriam concebidas individualmente, e posteriormente poderiam se estender para a esfera da coletividade. No entanto, existem também convergências entre os pensamentos dos dois autores. Ao classificar a ação social em quatro tipos possíveis, sendo um deles a ação tradicional, Weber aproximou-se das ideias de Durkheim, uma vez que, ao admitir que determinadas ações tomadas pelos indivíduos são estimuladas por hábitos, crenças e costumes, Weber determinou que o coletivo exerce influência nas decisões individuais.
Outro ponto fundamental do pensamento weberiano é sua crítica ao materialismo histórico. Weber confrontou as ideias de Marx ao escrever que o materialismo histórico defendia que as forças econômicas seriam as únicas autênticas e determinantes na tomada de ações sociais, descartando qualquer outra causa que não fosse puramente econômica. Weber, embora também considerasse o fator econômico como fundamental para a sociedade e para os indivíduos, não se restringia apenas a ele. Para Weber, o materialismo de Marx distorcia o conceito de econômico, atribuindo à economia o protagonismo em todos os interesses e realizações humanas, enquanto a teoria weberiana ponderava a existência de outros fatores além da economia, atribuindo valor à autenticidade e ao individualismo de cada um.


Rafael Carpi Baggio - 1° ano de Direito - Diurno




Um olhar mais profundo

    Ao contrário de pensadores anteriores, como Comte e Durkheim, Max Weber defende a importância da ação individual em relação a todo corpo social. Para ele, ao analisar sistemas coletivos, como o Estado, é imprescindível que esteja em foco a ação social proveniente dos indivíduos e, a partir disso, que sejam estudadas todas as possibilidades de sentido que tal ação pode ter.

    Weber lista quatro tipos de ação social que podem ditar os rumos de uma sociedade. A primeira é a racional com relação a um objetivo: o ator possui um propósito e diante disso, age até que os meios culminem para esse fim. O segundo tipo é aquela com relação a um valor. Nessa ação, o ator prioriza suas crenças e valores mesmo diante das prováveis consequências negativas que podem resultar de seus atos.  A terceira ação é a emocional, motivada pelas paixões do indivíduo. Por fim, temos a ação tradicional, a qual corresponde a um agir guiado por hábitos, costumes e crenças.

   Com base no Compreensivismo, o pensador contraria o materialismo histórico de Karl Marx por acreditar que uma ciência empírica não é capaz de esclarecer todas as normas estabelecidas em sociedade e suas variações. Enquanto Marx expõe que todas as ações são moldadas apenas pelo modo de produção, Weber rejeita a ideia de que toda a realidade histórica possa ser explicada por uma mesma causa. Seus estudos indicam que os sentidos das ações são complexos e acabam desmentindo a dominação total de uma classe.                
   
   Ademais, é possível interpretar o pensamento de Weber como um aprofundamento das ideias de Marx no que se refere às influências da cultura, valores e crenças na economia e não só no protagonismo do sistema econômico ao interferir nos outros órgãos sociais. Concebe-se esse pensamento pertinente quando se observa diversas lutas como a das mulheres e dos homossexuais, as quais, apesar de serem muitas vezes invadidas pelo capitalismo, ultrapassam o campo de luta de classes e representam valores muito mais abrangentes que o econômico.

Felipe Pereira Polesel
Direito Matutino

O Terceiro Clássico: Suas Inovações e Suas Proximidades aos Outros Dois Clássicos
Weber é considerado o pai da sociologia compreensiva porque ele acreditava que a sociedade como um todo é muito complexa para ser estudada, portanto ele não acreditava em leis gerais como os sociólogos Durkheim e Marx.
Seu objeto de estudo é a ação social, que é a ação de um indivíduo social que é orientada por uma ação de outros indivíduos.
Para Weber é impossível o sociólogo ser neutro, porque ele tem valores, mas ele não pode deixar esses valores intervirem em sua pesquisa, por isso ele propõe que o sociólogo aplique uma metodologia para deixar seus valores e princípios de lado para continuar a pesquisa, diferente de Durkheim que afirmava que o sociólogo devia tratar o objetivo de estudo como coisa para deixá-lo, ou seja, ele acreditava na possibilidade da neutralidade completa e também Weber pensa diferente de Marx, pois segundo Marx, o sociólogo devia estar no meio social, lutando e atuando junto a sociedade par melhor entendê-la e analisá-la.
Weber cria um método, que serve com exemplo para identificar a ação do indivíduo, chamado tipo puro ou tipo ideal, ele funciona como um parâmetro, sendo que também pode ser definido por uma construção do pensamento que permite identificar na realidade observada as manifestações do fenômeno e compará-las.
O tipo puro ou tipo ideal é uma construção teórica abstrata a partir de casos particulares analisados. Eles são classificados em 4: afetiva ou emocional (positiva ou negativa), que é classificada com irracional; tradicional; Racional relativa a valores; racional relativa a fins.
No mundo moderno ocidental há uma tendência da racionalização do homem relativa a fins, perdendo afetividade e aumentando o individualismo, tanto é que, segundo o sociólogo o capitalismo não é nada mais que a forma disseminada de agir perante fins, ou seja, expressão da racionalização do homem ocidental.

Durante o século XVI começam a se difundir as ideias calvinistas (durante a reforma religiosa), em que seus representantes acreditavam na pré-destinação, e que um desses sinais era o trabalho que promovia uma acumulação primitiva de capitais (riqueza devido ao trabalho), e através desses ideais difundidos pelo calvinismo que Weber acredita que o capitalismo começou a se desenvolver de maneira desenfreada, pois tanto ele quanto Marx, afirmavam que o acúmulo de capital é capaz de gerar mais capital, sendo que a acumulação deriva do fato de muitos trabalharem para alguns poucos enriqueceram, mas eles acabam divergindo seus pensamentos quando se tratava da base das mudanças era a economia, Weber acreditava que as ideias mudavam as coisas, mas ele não descarta a base econômica, só fala que ele não é a principal, assim como dizia Marx em sua teoria da infraestrutura e da superestrutura.
Hélio José dos Santos Júnior - 1º Ano - Direito Noturno

A análise sociológica weberiana

Importante contribuinte para áreas como o Direito, a Economia e a História, Max Weber é, também, um dos grandes nomes da Sociologia. Na primeira parte de sua obra Metodologia das Ciências Sociais, tratando da “objetividade” do conhecimento nas ciências social e política, Weber apresenta a Sociologia como ciência da realidade, voltada para a crítica do mundo, diferentemente de uma ciência nomológica, cujos objetos são as leis que regem os fenômenos, e que visa ao domínio da realidade. Assim, o autor inviabiliza a elaboração de leis para as ciências sociais e desenvolve, portanto, estudos sobre a sociologia compreensiva.
Max Weber atribui à Sociologia as funções de compreender o sentido que determina a ação social, isto é, toda ação humana, e de explicar, de acordo com esse sentido, os rumos de tal ação. Dessa forma, uma das inovações do autor, através da sociologia compreensiva, foi priorizar a análise da ação social dos indivíduos em detrimento do coletivo, ainda que neste os indivíduos estejam inseridos. Para o autor, ao se referir ao Estado ou à nação, por exemplo, alude-se a certos cursos da ação social dos indivíduos.
Ao realizar determinada ação, o indivíduo se orienta, primeiramente, segundo seus próprios juízos de valor, visto que, de acordo com Weber, o papel da Sociologia não é dizer ao indivíduo o que deve fazer, mas buscar entender o seu agir. Para isso, o sociólogo classifica a ação social em quatro tipos ideais. O primeiro deles é a ação estritamente racional em relação a um fim, que ocorre quando o indivíduo concebe um objetivo, analisa diversas alternativas para atingi-lo e escolhe aquela que julga melhor. Em contrapartida, há um tipo de ação racional que não se orienta pela sua finalidade, mas por um valor, seja ele religioso, ético ou moral. Um terceiro tipo é a ação afetiva ou emocional, que é conduzida pelos sentimentos e emoções do indivíduo. Por fim, há a ação social tradicional, que se pauta em costumes e hábitos pessoais.
Weber, por outro lado, se opõe às ideias de alguns pensadores, como Marx, ao criticar o determinismo na ciência e o materialismo histórico, pois Weber não atribui à ciência empírica a função de estabelecer normas e ideais para o agir social, nem se contenta com a dogmática materialista, que elenca as forças econômicas como a principal causa da ação.
Desse modo, para Weber, a análise sociológica e a busca pela verdade científica num plano geral devem ser realizadas com base em um método científico universal, sendo as leis são apenas meios e não fins para tal compreensão. Outro meio para a referida análise sociológica é o tipo ideal, o qual não se associa a um “dever ser”, mas àquilo que é objetivamente possível, haja vista as inúmeras possibilidades desencadeadas por uma ação real e a concepção do tipo ideal como fator ordenador do caos e da complexidade da realidade. 

Bianca Carolina Soares de Melo – 1º ano Direito – Noturno

Weber e a Ação Social

O foco da análise de Max Weber era a ação social do indivíduo, também chamada de Teoria Geral da Ação, que consistia no estudo da ação individual praticada em sociedade. Ações essas que podem ser motivadas por causas racionais, afetivas ou tradicionais. Por exemplo, ir a um restaurante. O indivíduo pode ir a um determinado restaurante por ser perto de sua casa, ou por apresentar um preço vantajoso pela comida oferecida (causa racional); pode ir a esse restaurante por gostar de alguém que trabalha lá (causa afetiva); e, por último, pode ir a esse restaurante porque sua família sempre foi lá e ele está acostumado a ir lá (causa tradicional). Essas ações, ao se relacionarem e se conduzirem umas pelas outras, resultam na relação social.
Outro conceito abordado por Weber é o da Neutralidade Valorativa, ou seja, a neutralidade total é impossível na abordagem da ciência social, porém isso não significa que a ciência possa ser submetida a interesses pessoais. O papel do cientista social é analisar a sociedade e mostrar as possibilidades, mas não se posicionar quanto a elas.
O instrumento metodológico fundamental para explicar a sociedade Weber era o Tipo Ideal, que consistiam em tipos não existentes na realidade. Em outras palavras eram construções utópicas com as variáveis com maior destaque em situações sociais. Por exemplo quando o autor fala sobre o a forma de poder político carismático, ou seja, um político cuja legitimidade é obtida através do carisma. Quando se diz isso, não se pensa em um político em particular, mas sim em todos os políticos existentes em várias formas de sociedade, não existindo uma forma clara desse político, mas sim uma que se destaca.


Isadora Morini Paggioro - 1º ano (diurno)

Nova sociologia

Max Weber em sua obra "A objetividade do conhecimento social na ciência social e ciência política" faz diversas criticas ao pensamento de Marx. Em suas definições, Weber declara-se contra o determinismo da ciência, e assim cria "categorias" - a ciência da realidade, uma critica ao mundo, e as ciências nomológicas, o domínio do mundo. 

Um dos objetos de estudo de Max Weber, a ação social, faz parte do conceito de sociologia definido por ele: A sociologia tem como função compreender o sentido da ação social; esta por sua vez é dividida em ação racional com relação a um objetivo, ação racional em relação a um valor, ação efetiva ou emocional, e ação tradicional.

Por meio da Ação Social de Weber, entendemos o porquê da critica ao pensamento marxista, para Weber o individuo deve ser o foco da ação, tirando a influência do Estado e da sociedade de consideração. O pensamento de Marx tira o indivíduo de pauta, analisando este apenas em classes e nas instituições sociais. 

O estudo social de Weber traz a sociologia um nova visão sobre a sociedade, antes, apenas estudada como um todo, sendo negado a liberdade individual, parte a ser estudada em ações de cada ser humano, as ações sociais levam a construção das normas e regras gerais.

Thalita Marques Monteiro - 1º ano direito noturno. 

Aplicação da análise sociológica de Weber em outras áreas do saber

 A partir da leitura de Weber, e também da análise estabelecida através do acompanhamento da aula ministrada pelo professor a respeito do autor e sua obra, pude organizar as informações apreendidas e relacioná-las com outras anteriormente adquiridas no curso de direito, e assim, constituir um balanço entre as ideias de Weber e a aplicação destas em outras áreas do conhecimento.
 Explico: o primeiro caráter que estabeleci um paralelo foi a visão distinta de ciência que Weber atribui às áreas do saber, sobretudo a sociologia, ao preocupar-se demasiadamente em investigá-las de maneira racional, crítica e despida de um "juízo de valor" (p.109); numa tentativa de exame de mundo tão completo que considera também as intenções daqueles que estipularam uma lei ou norma obrigatória para tal fenômeno - além disso, o autor considera que, na realidade, "leis" deveriam ser "meios" para a análise sociológica e não "fins". Pois bem, quanto a essa qualidade relacionada a Weber, correlacionei-a ao princípio apresentado no programa da matéria "criminologia": o "estudo do crime" não atribui valor a realidade que observa e analisa (anotação significativa que efetuei durante aula).
 Outro caráter que avaliei correspondência, a fiz de maneira distinta da anterior, pois primeiramente vi a referência a Weber no texto de Roberto Damatta, depois lembrei-me dela no momento da aula, que é o de tipologia de "ação social", ou seja, o cientista ao considerar a existência de diferentes éticas e valores regendo as diversas esferas espaciais, explica que o indivíduo interpreta esses norteamentos de conduta e a partir disso decide qual maneira deve agir: e é exatamente sobre isso que trata o texto de Damatta - requerido na matéria de "antropologia jurídica" - "A casa e a rua", nesses espaços distintos explicitados no título, o comportamento do indivíduo participante da sociedade brasileira (este que foi objeto de estudo do autor) diverge de diferentes formas - as quais, de maneira geral, resumem-se a que em casa o brasileiro age de maneira a obedecer os valores mais conservadores e religiosos, e na rua, os valores éticos observados são os mais progressistas e "avançados". E é nessa lógica, e também citando algumas considerações de Weber a cerca do sistema capitalista e como ele influencia no modo de agir dos indivíduos, que Damatta atribui referência ao cientista alemão.
 Enfim, estas foram as atribuições de Weber que estabeleci com outras áreas do conhecimento até o momento. Em vista a grande contribuição ao aprendizado que esta prática promete (e cumpre), é provável que eu ainda conclua outras relações no decorrer dos anos letivos.

Aluna: Luana A. Marachini                                                2º Semestre           Período: Noturno

Pensamento weberiano: exposição e comparação

Max Webber foi um importante sociólogo e economista alemão, que viveu entre os séculos XIX e XX, e que é tido por muitos como um dos maiores pensadores alemães de forma geral.
Segundo ele, para que a objetividade nas ciências sociais fosse alcançada, seria necessário que se conseguisse identificar juízos de valor e conhecimento empírico, e distingui-los. Assim, os valores deveriam ser adicionados de maneira proposital às pesquisas, e um controle seria feito através de um método de análise para que eles não a influenciassem.
Em sua obra “A objetividade do conhecimento na ciência social e na ciência política”, podemos ver tal pensamento sendo posto em prática, quando o autor analisa revista " Arquivo para Ciência Social e Política Social" que dizia ser totalmente científica, o que tornaria necessário que se fosse feito uma série de perguntas e a questão de a revista não deixar claro quais tendências poderiam ter influenciado os estudos publicados.
Além disso, Weber acreditava que o objeto de estudo sociológico era uma realidade infinita, e então, para que esse estudo se tornasse possível, ele criou quatro tipos ideais , denominados ações sociais, que seriam ações voltadas ao outro, sendo elas a ação social racional relacionada aos fins, que seria a ação totalmente racional, onde os fins são buscados por meio da razão do indivíduo; a ação social racional relacionada a valores, onde a ação não é  voltada para o seu fim, mas sim, pautada em um valor, como a religião, política, etc.; a ação social afetiva, onde a ação é movida por sentimentos, seja ele qual for; e a ação social tradicional, que é motivada pelos costumes, tradições e ações enraizados no indivíduo. Em tal parte do estudo podemos ver uma relação entre os trabalhos de Durkheim e Weber, uma vez que a ação social tradicional de Weber se aproxima do fato social proposto pelo primeiro, quando trata das ações arraigadas nas pessoas. Entretanto Weber não cita a coerção, vista hoje em nossa sociedade, como fator determinante da ação social tradicional, e
continua diferenciando-se de Durkheim, quando desacredita da possibilidade de uma neutralidade e na separação do objeto e do sujeito que o estuda, no estudo do sociólogo.
José Eugênio da Silva Mendes, 1• ano - diurno

O Estado Islâmico e a ação social

Max Weber é considerado um dos últimos grandes autores clássicos da sociologia, e também uma das matrizes do pensamento sociológico com métodos estruturados. O teórico acreditava que a principal função da sociologia era compreender os diversos aspectos da ação social, conceito que pode ser entendido como qualquer ação realizada por um sujeito em um meio social que possua um sentido determinado por seu autor.

Com isso em mente, Weber classifica quatro tipos ideais de ações sociais: a ação racional com relação a fins, a ação racional com relação a valores, a ação afetiva e a ação tradicional. Tais tipos ideais moldam parâmetros de observação, como um “modelo” com características fixas, que convém somente como ponto de comparação entre o que é observado e sua obra teórica, e não a fim de construir tipologias fixas.

Porém, para o sociólogo Marx Weber, a compreensão dos indivíduos vai muito além dos referenciais particulares e deveria ser feita a partir da consideração dos referenciais de cada um, ou seja, a partir de suas ações sociais devem-se buscar as conexões de sentido do valor do próximo. O teórico também defende que o juízo de valor é o ponto de partida para ação social de cada indivíduo, visto que "ele pondera e escolhe, entre os possíveis valores em questão, aqueles que estão de acordo com sua própria consciência e sua cosmovisão pessoal”. 

Dessa forma, podemos analisar uma ação social relacionada a valores como quando o autor da ação orienta seu sentido de acordo com seus valores e convicções pessoais. Ele norteia o sentido de sua ação de acordo com o que acredita ser correto, o que pode ser observado nas ações baseadas em crenças religiosas ou políticas. Assim sendo, ao trazer tal aspecto da teoria weberiana para a atualidade, é possível dizer que o engajamento de um indivíduo ao Estado Islâmico representa, segundo Weber, uma ação social com relação a um valor, já que está amplamente relacionada aos ideais político-religiosos que defendem os indivíduos que compartilham desses mesmos valores. 

Lígia Lopes Andrade
1° ano direito noturno

Objetividade como metodologia



Max Weber é um dos mais importantes autores para as ciências sociais e também um dos mais atuais. Weber revolucionou a sociologia definindo-a como a "ciência da ação social”, é considerado um dos fundadores do estudo sociológico moderno. Seus estudos mais importantes estão nas áreas da sociologia da religião, sociologia política, administração pública (governo) e economia.
No texto “A objetividade do conhecimento na ciência social e na ciência política”. Max Weber queria analisar a redação da revista “Arquivo para Ciência Social e Política Social”, que segundo Weber deveria ser uma revista exclusivamente sobre ciência, mas isso levaria a diversos questionamentos, essa analise traz diversas contribuições para a prática científica.
Para Max Weber a objetividade é uma metodologia que tenta explicar alguns fatos estudados, visando encontrar as respostas sem deixar que a subjetividade que faz parte do ser humano influencie no julgamento de tais fatos. A parte subjetiva do ser humano é que faz ele ter interesse em fazer tal investigação, porém deve ficar de fora, pois, o caráter científico deve ser puramente racional.
É interessante ressaltar a busca da verdade objetiva por parte das ciências sociais. Max Weber evidencia sua posição favorável à análise da “objetividade” e suas funcionalidades. A sociologia, diferentemente de outras ciências, que normatizam leis básicas para fenômenos, ela deve ser uma ciência crítica do mundo, com base na observação e analise da sociedade.

Carlos Roberto Simões Nogueira - Direito Noturno