Este é um espaço para as discussões da disciplina de Sociologia Geral e Jurídica do curso de Direito da UNESP/Franca. É um espaço dedicado à iniciação à "ciência da sociedade". Os textos e visões de mundo aqui presentes não representam a opinião do professor da disciplina e coordenador do blog. Refletem, com efeito, a diversidade de opiniões que devem caracterizar o "fazer científico" e a Universidade. (Coordenação: Prof. Dr. Agnaldo de Sousa Barbosa)
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sexta-feira, 25 de março de 2011
O triunfo da razão
O método cartesiano propõe que busquemos o conhecimento em primeiro lugar, que este seja neutro,livre de preconceitos e julgamentos embasados por costumes e hábitos,e que possa ser condizente com a atualidade. Adiante devemos elaborar uma análise, que identifique do mais simples ao mais complexo para que nada seja omitido. A dúvida deve ser constante e incessante assim como os questionamentos e as desconfianças.
A racionalidade proposta na modernidade surge na atualidade com uma nova face: a financeira. Contabilizamos sonhos, projetos, ideais...logo, somos inseridos nesse novo tempo econômico aptos a abandonar os sentimentalismos e incentivados a ter uma abordagem racionalista e científica de nós e de nossa vida.
A marca de Descartes na atualidade
O Método da Racionalidade Proativa
A análise da sociedade como um todo
A análise do homem em um período de transição tanto política quanto econômica ( além de ideológica ) se deve em princípio pela decepção com as concepções tradicionais , isto é , com a Escolástica; além disso à soberania e dogmatização da Igreja perante ao conhecimento alienou em grande proporção o "ser social " ( o que perdura até hoje , porém de forma camuflada ).
Um outro tópico a ser destacado é a fragmentação do conhecimento para a formação de uma ciência sólida e cumulativa , sendo esta hierárquica. Um edifício sem pilares fortes e uma boa base não pode ser construído. Da mesma forma a ciência. Usando a mesma analogia , quem seria , então , O arquiteto da Ciência ? Para ele é Deus . Retrocedendo ... Aristóteles usa uma teoria semelhante : A do primeiro motor Imóvel chamado de Deus.
Além disso , seria necessário criar um domínio sobre todas as coisas : usando a natureza a nosso favor; criticando o conhecimento " sobrenatural";desconfiando do conhecimento transmitido pelo hábito; e usufruindo da dúvida como princípio fundamental do método científico.
Em síntese o método divide-se em :verificar ; analisar; sintetizar ; enumerar.
Renatus cartesius também o " pai da matemática moderna " ,em seu plano cartesiano , diz que podemos " sintetizar " a sociedade no aspecto " vertical " e "horizontal".
Portanto , atualmente, pensar significa existir ou é necessário algo mais ? Basta ser ou é necessário TER? Quem detém do conhecimento está no poder ? Ou é excluído dele ( como outros filósofos: Galileu Galilei e Giordanno Bruno )? O aspecto vertical e horizontal bastam para analisar a sociedade ? Apesar de contribuir com a sociedade , os porquês permanecerem e pelo visto permanecerão.
Honremos,pois,nossa existência!
Aos poucos,somos atados e não usufruímos de nosso bem mais precioso: a capacidade de pensar, questionar, duvidar que trouxe a humanidade até aqui. Acomodados, aceitamos prontamente as injustiças,incoerências,desigualdades como se fossem nossas companheiras de quarto.Nada falamos nem protestamos.Descartes certamente colocaria em discussão a verdadeira existência nos dias de hoje, já que nossa atitude e postura contrariam concretamente o princípio tão célebre de sua filosofia:"penso,logo existo". Então realmente existimos?
Confiamos cegamente em nossos sentidos,não enxergamos o que está implícito. Achamo-nos superiores, altamente capazes e não somos humildes em reconhecer que só poderíamos dispor de tão grande dádiva (raciocinar,pensar) porque temos como essência a perfeição das coisas: Deus.
Afinal, muitos se escondem em tais concepções:"Pensar e questionar com que finalidade?Temos máquinas capazes de calcular, pesquisar e corrigir erros;programas de televisão que constroem opiniões,conceitos e 'informam' ". Libertemo-nos dessa mentalidade restrita e medíocre que as propagandas e meios ao nosso redor nos fazem comprar. Honremos,pois,nossa existência!!!
Engajamento Social e Racionalismo
O outro ponto que pretendo destacar é a possível contradição que há entre a procura de explicações racionais por meio de questionamentos e a defesa da existência de Deus (um ser perfeito, criador supremo). Essas duas propostas podem ser consideradas conflitantes, uma vez que, para muitos, a figura divina é subjetiva e, portanto, não pode ser explicada racional e objetivamente. No entanto, se analisado com cuidado, percebe-se que Descartes consegue comprovar racionalmente a existência de Deus por meio das leis da natureza (suas criações perfeitas), ou seja, ele justifica a existência do criador através da criatura. Logo, reafirma-se, nesse momento do texto, o racionalismo de Descartes.
terça-feira, 22 de março de 2011
Aplicabilidade do Método de Descartes nas áreas do conhecimento humano
René Descartes estabeleceu um método universal, inspirado no rigor matemático, dialogando com o homem de seu tempo e, em larga escala, com o de todos os tempos. Seu método é o método da dúvida: a dúvida metódica ou dúvida cartesiana. Inicialmente, é preciso, num primeiro momento, duvidar de tudo, principalmente o que já se tem estabelecido como verdade absoluta. A partir de então, devem-se buscar verdades elementares, verdades que se bastem a si, e não precisem de outras verdades precedentes. Logo, o que se quer com esse método é a garantia de idéias claras e distintas.
Descartes resume a Lógica e enumera a partir de regras os passos a serem dados no caminho de seu método, quais sejam: evidência, análise e síntese.
Percebe-se, pois, em todo o discurso a valorização da racionalidade no pensamento, sendo este imprescindível na busca da verdade.
Esse método é aplicado em inúmeras áreas tanto das ciências quanto no mundo dos negócios. Ao se estabelecer padrões, regras, manuais, guias, para as mais diversas áreas do conhecimento humano, estabelece-se diretrizes a serem usadas que estejam alinhadas com as melhores práticas relacionadas àquele tema. Consequentemente, elaboram-se, racionalmente, procedimentos os quais orientarão os profissionais na execução de seus trabalhos, resultando, assim, numa maior eficiência.
Nota-se, pois, que o método de Descartes mantém atual, podendo ser utilizado em inúmeras áreas do conhecimento humano, haja vista a sua metodologia racional.
segunda-feira, 21 de março de 2011
O Senso Comum e o Bom Senso
A verdade absoluta em xeque
Um pouco de Descartes não faz mal a ninguém
Em “O Discurso do Método”, Descartes demonstra seus ideais racionalistas e descreve um método de análise e ampliação do conhecimento que será utilizado por seus sucessores até os dias atuais como base metodológica para a pesquisa científica. Transmite, citando experiências próprias, um método no qual prega uma crítica acentuada sobre o que é ensinado pelo exemplo e pelo hábito e afirma que nem sempre os sentidos estão corretos, sendo necessárias a razão e a exclusão das ideias errôneas. É possível interpretar tal método como um convite ao abandono do senso comum ou das ideias prontas. Uma crítica comum à obra é a afirmação de René sobre as existências da alma e de Deus. Ele tenta comprovar por meio de relações lógicas, embasado em seu método, a existência de ambos, o que pode ser considerado errado ao se considerar o contexto. Esses exemplos metafísicos não podem ser exatamente comprovados pela razão, mas Descartes também não tinha a intenção de chamar suas verdades ou seu método de absolutos, ele somente procurava a verdade e o conhecimento. Os ideais cartesianos são extremamente úteis nos dias atuais, não só pelo fato de serem utilizados pela pesquisa, mas também porque por meio destes é possível atestar vários erros em ideias impostas pelo senso comum e em inverdades ditas por outros, fazendo com que cada um que se utiliza do racionalismo cartesiano se torne mais crítico das próprias produções e das informações que estão sendo adquiridas ininterruptamente com a intensa evolução da ciência e dos meios de comunicação. Não é necessário que cada homem se torne um método, mas que o método seja uma parte de cada homem, que todos tenham um pouco de Descartes para que o conhecimento seja plenamente desenvolvido e assimilado.
domingo, 20 de março de 2011
A busca continua
Deste ato, que pode ser interpretado tanto como desespero quanto à utilidade e veracidade do que tinha aprendido ou como um desprendimento e coragem na busca de um conhecimento que aceitasse, René pretendia dar início a um conhecimento imaculado, que poderia ser passado às próximas gerações para que elas desenvolvessem-no, partindo de um ponto a frente da geração anterior, e assim em diante. Tal método, que prega o uso da racionalidade como modo de definir verdades, veio a ser peça fundamental no método científico até os dias de hoje. Por outro lado, verdades obtidas por sua doutrina, como a existência de deus e a separação entre corpo e alma, estão longe de ser unanimidade, o que indica a subjetividade da razão de cada um, e que a busca de Descartes por uma linha de pesquisa sem falhas ainda continua.
Gradação para compreensão
Ao tomarmos tudo que se afirma diante de nós como falso, não nos limitando a aceitar tudo que se aprensenta como verdadeiro para os outros e isso nos exige ke nós adotemos uma visão mais crítica e mais analítica com relações as questões.
Desse modo, se decompormos os problema até que estes se apresentem em sua forma mais simples e elementar, nos ajuda na compreensão dele. A medida que avançamos gradativamente na análise, obteremos enunciados cada vez mais pertinentes, até que se atinja o máximo da gradação, onde alcançamos o que chamamos de uma verdade absoluta, sendo esta clara e evidente.
É dessa forma que se aprensenta a análise cientifica, onde se desenvolve uma teoria, e esta sendo cofrontada tende a cada vez ser mais completa e perfeita.
O método desenvolvido por Descartes nos auxilia na analise dos assuntos mais cotidianos, fazendo com que saiamos do censo comum e possuamos uma visão mais crítica, facilitando a compreensão do mundo e das "verdades" que se apresentam.
Abaixo o senso comum!
Preocupa-se em distanciar-se de todas as crenças que sua razão não possa provar.
Um fato interessante em sua obra, é a postura que assume com relação à existência de Deus. Talvez pelo desejo de crer em Deus, Descartes segue sua razão de forma que prove e afirme veementemente que é inadmissível que não haja alguém mais perfeito que o homem que o tenha criado, já que as demais coisas que nos rodeiam são somente complementos à nossa existência, mas nada mais perfeito que o homem. Ironicamente, suas obras foram mandadas para o Índex após sua morte.
Inspirado no rigor matemático e no uso indubitável da razão, assim como em seus livros de ciências exatas, Descartes descreve seu método filosófico de conhecimento da verdade que julga absolutas. Demonstra também um grande caráter quanto ser humano, pois enquanto viajava conhecendo novos povos, sabiamente analisava seus costumes e cultura afim de julgar os seus próprios, livrando-se das amarras da preconceituosa cultura europeia. Considera as demais culturas nem superiores, nem inferiores, apenas diferentes.
Método para o raciocínio
Gradação e método através do tempo
Descartes, a partir de seu discurso, nos leva a questionar o que nos é imposto não só pela mídia, mas também por fatores culturais consolidados, como um meio de fugirmos do senso comum disseminado mundo afora e da alienação.Tal questionamento nos conduz à dúvida, que é o primeiro passo para a formação de um conhecimemto amplo e o porquê de se formular um método científico.
A gradação a seguir está contida no livro de Renê Descartes e está presente ao longo da história humana como uma maneira de resolver problemas dos mais variados tipos: a razão -característica inerente ao homem e que, em conjunto com o pensamento, faz com que ele exista- nos remete ao questionamento, e esse nos leva à dúvida, e essa à elaboração de maneiras de solucioná-la, muitas vezes sendo imperioso ter ou criar uma tática, uma método científico.
sábado, 19 de março de 2011
Descartes: realizador de procedimentos úteis à vida
O caminho reto
Ao munir-se do experimentalismo, do trabalho coletivo e das relações de causa e efeito dos fenômenos a serem estudados, Descartes perpetuou seu sistema metódico de estudos, empregável atemporalmente em qualquer área do conhecimento - contribuindo, assim, para a junção de variadas concepções sobre determinado assunto das ciências, a fim de melhor explicá-lo e repassá-lo às gerações posteriores.
Além disso, em "O Discurso do Método", a recusa do filósofo em basear-se apenas em obras alheias e na observação de outros povos para a concretização de seu raciocínio, revela a hesitação e os perigos de se cair no senso-comum e na alienação à sua contemporaneidade, impedindo que o produto final desse tipo de pesquisa seja imparcial e útil às necessidades que deram origem à busca por conhecimento.
Assim, salvo pela aceitação de Deus como fonte de tudo o que é perfeito (ponto controverso quando associado à ciência), a metódica cartesiana tendencia a ser de grande valor como base de nossos estudos e contribuir para nossos avanços, desde que sigamos, senão sempre, na maioria das vezes, pelo "caminho reto".
Herança do Método
Descartes, em sua obra “Discurso sobre o Método”, procura estabelecer uma linha de raciocínio mecanicista para os estudos filosóficos. A partir de técnicas das ciências exatas, busca criar um novo modo de “fazer o saber”. Em suas palavras: “Assim, o meu desígnio não é ensinar aqui o método que cada qual deve seguir para bem conduzir sua razão, mas apenas mostrar de que maneira me esforcei por conduzir a minha” (“Discurso do Método”, René Descartes, 1637). Não se trata de uma regra engessada, mas um ótimo ponto de partida. Uma herança, a nós, deixada pelo filósofo.
O método? Essa é a parte principal de todo trabalho ou pesquisa. O estudioso mais eficiente não é aquele que lê tudo de forma voraz; e, sim, o metódico, aquele que estabelece um projeto e procura segui-lo com exatidão, à risca. Portanto, o trabalho de Descartes trata sobre o essencial de toda e qualquer pesquisa. Sua proposta é formada por: uma seleção inicial do material analisado, julgando o que realmente é verdadeiro e o que deve ser descartado; seguido de uma decomposição, com o fim de simplificar as problemáticas; posteriormente, a resolução das questões levantadas e a definição de cada elemento encontrado.
Retornando ao discurso do parágrafo segundo, certa vez, Isaac Newton disse: “Se vi mais longe, foi porque estava sobre os ombros de gigantes”. Se quisermos alcançar grandes avanços em nossas pesquisas, devemos aproveitar todo progresso já conquistado. Descartes já nos mostrou um caminho, um bom plano. Essa é a nossa herança, usemo-na da melhor forma.
segunda-feira, 14 de março de 2011
A vanguarda cartesiana na busca pelas verdades da natureza
domingo, 13 de março de 2011
Na busca da certeza.
Descartes foi o principal expoente da escola racionalista, que se baseia na idéia de que o conhecimento de mundo é obtido pelo uso da razão, e que os dados dos sentidos são essencialmente duvidosos, mais uma fonte de erro de que de conhecimento.
Desde então, poucos pensadores compartilharam sua teoria de que a existência de Deus é indubitável. Todavia, a crença de que a descoberta cientifica exige que partamos de fatos confiáveis (logo, indiscutíveis) para firmar nossas premissas, aplicando a lógica e não deixando intervir nenhum elemento sobre o qual possa recair alguma suspeita, despojando-nos de nossas idéias e suposições costumeiras, tornou-se fundamental na ciência do mundo ocidental. Hoje, o autor se faz presente na medida em que filósofos e cientistas modernos vieram a crer que a observação (portanto usando os sentidos) tem um papel imprescindível no estabelecimento daqueles fatos indubitáveis de que derivamos conseqüências lógicas, mas ainda acreditam que Descartes traçara o método fundamental.
O dualismo cartesiano (divisão da natureza em dois tipos de manifestação, como alma e corpo) tornou-se uma parte inerente do modo ocidental de considerar o mundo.
Foi graças a ele que a atividade intelectual no Ocidente foi dominada pela busca da certeza, centrada nas considerações metodológicas. Se o método correto fosse seguido, seria possível construir um conhecimento de base sólida na ciência.