Total de visualizações de página (desde out/2009)

terça-feira, 22 de março de 2011

Aplicabilidade do Método de Descartes nas áreas do conhecimento humano

René Descartes estabeleceu um método universal, inspirado no rigor matemático, dialogando com o homem de seu tempo e, em larga escala, com o de todos os tempos. Seu método é o método da dúvida: a dúvida metódica ou dúvida cartesiana. Inicialmente, é preciso, num primeiro momento, duvidar de tudo, principalmente o que já se tem estabelecido como verdade absoluta. A partir de então, devem-se buscar verdades elementares, verdades que se bastem a si, e não precisem de outras verdades precedentes. Logo, o que se quer com esse método é a garantia de idéias claras e distintas.
Descartes resume a Lógica e enumera a partir de regras os passos a serem dados no caminho de seu método, quais sejam: evidência, análise e síntese.
Percebe-se, pois, em todo o discurso a valorização da racionalidade no pensamento, sendo este imprescindível na busca da verdade.

Esse método é aplicado em inúmeras áreas tanto das ciências quanto no mundo dos negócios. Ao se estabelecer padrões, regras, manuais, guias, para as mais diversas áreas do conhecimento humano, estabelece-se diretrizes a serem usadas que estejam alinhadas com as melhores práticas relacionadas àquele tema. Consequentemente, elaboram-se, racionalmente, procedimentos os quais orientarão os profissionais na execução de seus trabalhos, resultando, assim, numa maior eficiência.

Nota-se, pois, que o método de Descartes mantém atual, podendo ser utilizado em inúmeras áreas do conhecimento humano, haja vista a sua metodologia racional.

segunda-feira, 21 de março de 2011

O Senso Comum e o Bom Senso

Em seu livro, '' O Discurso do Método '', René Descartes busca fervorosamente a verdade.Para encontrá-la, ele propõe o abandono do senso comum, alicerçado em ''verdades'' pré-estebelecidas e em costumes, e a adoção do pensamento estritamente racional, chamado por ele de '' bom senso''.O pensador passa a expressar o seu racionalismo utilizando como principal instrumento a dúvida, chegando inicialmente a duvidar da própria existência.Essa mesma racionalidade o leva formular a máxima : '' Penso, logo existo'', através da qual traduz uma relação de interdependência entre ser humano e ser racional.René também passa a defender que é fruto do genuíno do bom senso a crença em Deus como Ser existente e perfeito do qual todos dependem.Além disso, o filósofo pensa ser a experiência com base racional de fundamental importância na revelação da verdade e do conhecimento.Na obra , portanto, há clara a proposta de rompimento com senso comum e a sua substituição pela verdade descoberta pelo racionalismo.O autor convida seus leitores a um debate, no qual os últimos podem e devem questionar os ideais cartesianos.A esses questionamentos ele responderia brevemente refutando-os com uso da razão ou teria a humildade de admitir que estão errados se convencido racionalmente(o acredita que não ocorrerá).Um bom exemplo da ruptura que se verifica na obra é a sua escrita em francês e não em latim, que como ditava o senso comum da época seria a língua ideal, ao contrário das línguas vulgares.

A verdade absoluta em xeque

Toda ciência nasce sob a escuridão da duvida e busca permeio dela alcançar a luz da verdade, no entanto nada é a ciência se a mesma não seguir um método para tal busca e é visando aprimorar o método e assim chegar a um patamar de conhecimento mais próximo da verdade que René Descartes passa gradualmente a duvidar de tudo que lhe foi ensinado, ficando somente com uma unica máxima " penso, logo, existo" ... a profunda reflexão de Descartes nos permite notar que tudo é passível de contestação, até mesmo a própria existência, mas nos permite notar também o fato de que não há conhecimento real mas sim um conhecimento consensual, ou seja, um conhecimento que é tomado pela maioria como verdade e esta estará sempre em constante mutação para melhor se adequar as condições culturais de cada sociedade.

Um pouco de Descartes não faz mal a ninguém

Em “O Discurso do Método”, Descartes demonstra seus ideais racionalistas e descreve um método de análise e ampliação do conhecimento que será utilizado por seus sucessores até os dias atuais como base metodológica para a pesquisa científica. Transmite, citando experiências próprias, um método no qual prega uma crítica acentuada sobre o que é ensinado pelo exemplo e pelo hábito e afirma que nem sempre os sentidos estão corretos, sendo necessárias a razão e a exclusão das ideias errôneas. É possível interpretar tal método como um convite ao abandono do senso comum ou das ideias prontas. Uma crítica comum à obra é a afirmação de René sobre as existências da alma e de Deus. Ele tenta comprovar por meio de relações lógicas, embasado em seu método, a existência de ambos, o que pode ser considerado errado ao se considerar o contexto. Esses exemplos metafísicos não podem ser exatamente comprovados pela razão, mas Descartes também não tinha a intenção de chamar suas verdades ou seu método de absolutos, ele somente procurava a verdade e o conhecimento. Os ideais cartesianos são extremamente úteis nos dias atuais, não só pelo fato de serem utilizados pela pesquisa, mas também porque por meio destes é possível atestar vários erros em ideias impostas pelo senso comum e em inverdades ditas por outros, fazendo com que cada um que se utiliza do racionalismo cartesiano se torne mais crítico das próprias produções e das informações que estão sendo adquiridas ininterruptamente com a intensa evolução da ciência e dos meios de comunicação. Não é necessário que cada homem se torne um método, mas que o método seja uma parte de cada homem, que todos tenham um pouco de Descartes para que o conhecimento seja plenamente desenvolvido e assimilado.

domingo, 20 de março de 2011

A busca continua

Muitas das grande obras da humanidade são o resultado de um processo de tentativa e erro, no qual um conhecimento prévio, após não servir a seu propósito como o desejado, é substituido por um novo e mais adequado. Tal recomeço, abandono de verdades anteriores, foi o que impulsionou René Descartes a desenvolver seu método, no qual ele tentou desenvolver um conhecimento sem utilizar nenhuma fonte anterior, nenhum dos seus sentidos, apenas a sua razão.
Deste ato, que pode ser interpretado tanto como desespero quanto à utilidade e veracidade do que tinha aprendido ou como um desprendimento e coragem na busca de um conhecimento que aceitasse, René pretendia dar início a um conhecimento imaculado, que poderia ser passado às próximas gerações para que elas desenvolvessem-no, partindo de um ponto a frente da geração anterior, e assim em diante. Tal método, que prega o uso da racionalidade como modo de definir verdades, veio a ser peça fundamental no método científico até os dias de hoje. Por outro lado, verdades obtidas por sua doutrina, como a existência de deus e a separação entre corpo e alma, estão longe de ser unanimidade, o que indica a subjetividade da razão de cada um, e que a busca de Descartes por uma linha de pesquisa sem falhas ainda continua.

Gradação para compreensão

Todos somos dotados de bom senso, sendo essa a característica que nos diferencia dos outros seres. Entretanto o que nos leva a divergir em nossas opiniões são os rumos que tomam os pensamentos de cada um.
Ao tomarmos tudo que se afirma diante de nós como falso, não nos limitando a aceitar tudo que se aprensenta como verdadeiro para os outros e isso nos exige ke nós adotemos uma visão mais crítica e mais analítica com relações as questões.
Desse modo, se decompormos os problema até que estes se apresentem em sua forma mais simples e elementar, nos ajuda na compreensão dele. A medida que avançamos gradativamente na análise, obteremos enunciados cada vez mais pertinentes, até que se atinja o máximo da gradação, onde alcançamos o que chamamos de uma verdade absoluta, sendo esta clara e evidente.
É dessa forma que se aprensenta a análise cientifica, onde se desenvolve uma teoria, e esta sendo cofrontada tende a cada vez ser mais completa e perfeita.
O método desenvolvido por Descartes nos auxilia na analise dos assuntos mais cotidianos, fazendo com que saiamos do censo comum e possuamos uma visão mais crítica, facilitando a compreensão do mundo e das "verdades" que se apresentam.

Abaixo o senso comum!

Em sua obra, Descartes revela a forma na qual seguiu para alcançar o conhecimento e discernir quais eram as verdades e quais eram os meros mitos da humanidade. Não indica esse como um método a ser seguido pela humanidade afim de provar suas certezas, somente indicando a forma que ele, como ser humano inquieto e conhecedor de tudo que as escolas europeias podiam-lhe oferecer, conduziu seu próprio bom senso.
Preocupa-se em distanciar-se de todas as crenças que sua razão não possa provar.
Um fato interessante em sua obra, é a postura que assume com relação à existência de Deus. Talvez pelo desejo de crer em Deus, Descartes segue sua razão de forma que prove e afirme veementemente que é inadmissível que não haja alguém mais perfeito que o homem que o tenha criado, já que as demais coisas que nos rodeiam são somente complementos à nossa existência, mas nada mais perfeito que o homem. Ironicamente, suas obras foram mandadas para o Índex após sua morte.
Inspirado no rigor matemático e no uso indubitável da razão, assim como em seus livros de ciências exatas, Descartes descreve seu método filosófico de conhecimento da verdade que julga absolutas. Demonstra também um grande caráter quanto ser humano, pois enquanto viajava conhecendo novos povos, sabiamente analisava seus costumes e cultura afim de julgar os seus próprios, livrando-se das amarras da preconceituosa cultura europeia. Considera as demais culturas nem superiores, nem inferiores, apenas diferentes.

Método para o raciocínio

O 'Discurso do Método' , escrito por Descartes nos mostra toda a metodologia que René utilizou para descobrir o que era verdadeiro no mundo. Saber diferenciar o certo do errado, é uma habilidade de extrema importância, ainda mais nos dias de hoje, em que a toda hora, somos bombardeados por informações.
Para René todos têm a mesma capacidade de distinguir o verdadeiro do falso, ou seja, a razão é igual em todos os homens, entretanto nem todos sabem como utilizar essa razão de forma adequada.
Descartes em um primeiro momento procurou uma verdade inquestionável, a que ele encontrou foi: penso, logo existo. Com isso René deduziu que tudo que concebemos de forma clara e distinta, é verdade. Depois ele tentou encontrar algo cuja natureza fosse perfeita, e o que Descartes encontrou foi Deus.
Somente após achar uma verdade absoluta e um ser perfeito, Descartes dedicou-se a achar outras verdades, com isso ele conseguiu adquirir um conhecimento sólido, vasto e confiável.

Gradação e método através do tempo

Em seu livro ''Discurso do Método'', Descartes evidencia seu engajamento com a razão em máximas como ''penso, logo existo'', contudo existe claramente a crença em Deus em sua obra,por exemplo ao afirmar que Ele criou tudo quanto existe ou que pode existir no mundo.É interessante notar que muitas questões propostas pelo filósofo continuam atuais -como o pré-julgamento de povos desconhecidos- e que outras áreas da ciência ,como a medicina ou a física, ainda são de extrema importância à sociedade humana.

Descartes, a partir de seu discurso, nos leva a questionar o que nos é imposto não só pela mídia, mas também por fatores culturais consolidados, como um meio de fugirmos do senso comum disseminado mundo afora e da alienação.Tal questionamento nos conduz à dúvida, que é o primeiro passo para a formação de um conhecimemto amplo e o porquê de se formular um método científico.

A gradação a seguir está contida no livro de Renê Descartes e está presente ao longo da história humana como uma maneira de resolver problemas dos mais variados tipos: a razão -característica inerente ao homem e que, em conjunto com o pensamento, faz com que ele exista- nos remete ao questionamento, e esse nos leva à dúvida, e essa à elaboração de maneiras de solucioná-la, muitas vezes sendo imperioso ter ou criar uma tática, uma método científico.

sábado, 19 de março de 2011

Descartes: realizador de procedimentos úteis à vida

Em sua obra " O Discurso do método", Renê Descartes revela que se dedicou, num primeiro momento de sua vida, ao estudo de diversas áreas do conhecimento, tais como as ciências exatas, a jurisprudência, a medicina, História, fábulas, poesia e línguas de diversas nacionalidades. Essa prática pode ser muito útil às pessoas, na medida em que permite entrar em contato com conhecimentos que podem ser favoráveis e necessários ao homem, cuja vida é marcada por diversos tipos de situação, entre as quais aquelas que exigem um conhecimento específico.
Além disso, esse procedimento também permite o contato com diversas linhas de raciocínio, o que propicia um aprimoramento da capacidade de compreensão e de raciocínio de uma pessoa.
Posteriormente, Descartes passa a viajar por diversas regiões, que apresentavam diferentes culturas. Com isso, ele aprendeu a lidar melhor com a diversidade cultural, passando a julgar sua própria cultura e as demais de maneira mais justa. Essa prática pode ser muito útil às pessoas, que vivem em um mundo onde as diferenças culturais são bastante visíveis.
Em seu método, Descartes rejeita toda informação a respeito da qual é possível supor dúvida, com o intuito de ver se, depois restaria algo que , no ponto de vista do pensador, fosse completamente indubitável. Tal procedimento permite chegar a um conhecimento seguro, livre de informações duvidosas que podem induzir ao erro.

O caminho reto

Posta entre o Racionalismo e a crença em uma entidade superior e perfeita, a posição cartesiana sobre o método de acumulação de conhecimento encontra correspondência no meio acadêmico atual.
Ao munir-se do experimentalismo, do trabalho coletivo e das relações de causa e efeito dos fenômenos a serem estudados, Descartes perpetuou seu sistema metódico de estudos, empregável atemporalmente em qualquer área do conhecimento - contribuindo, assim, para a junção de variadas concepções sobre determinado assunto das ciências, a fim de melhor explicá-lo e repassá-lo às gerações posteriores.
Além disso, em "O Discurso do Método", a recusa do filósofo em basear-se apenas em obras alheias e na observação de outros povos para a concretização de seu raciocínio, revela a hesitação e os perigos de se cair no senso-comum e na alienação à sua contemporaneidade, impedindo que o produto final desse tipo de pesquisa seja imparcial e útil às necessidades que deram origem à busca por conhecimento.
Assim, salvo pela aceitação de Deus como fonte de tudo o que é perfeito (ponto controverso quando associado à ciência), a metódica cartesiana tendencia a ser de grande valor como base de nossos estudos e contribuir para nossos avanços, desde que sigamos, senão sempre, na maioria das vezes, pelo "caminho reto".

Herança do Método

Estudar é uma arte. Sim, disso não há dúvida. Necessita de paciência e insistência. São conceitos em desuso em nossa sociedade imediatista. Mas ainda existe uma problemática mais específica nos estudos das ciências humanas, que não está presente nas demais. Essa problemática consiste no fato do observador estar inserido no objeto analisado, de forma que dele não se pode desligar. É impossível um intelectual analisar uma sociedade, por exemplo, sem fazer uso de seus valores.
Descartes, em sua obra “Discurso sobre o Método”, procura estabelecer uma linha de raciocínio mecanicista para os estudos filosóficos. A partir de técnicas das ciências exatas, busca criar um novo modo de “fazer o saber”. Em suas palavras: “Assim, o meu desígnio não é ensinar aqui o método que cada qual deve seguir para bem conduzir sua razão, mas apenas mostrar de que maneira me esforcei por conduzir a minha” (“Discurso do Método”, René Descartes, 1637). Não se trata de uma regra engessada, mas um ótimo ponto de partida. Uma herança, a nós, deixada pelo filósofo.
O método? Essa é a parte principal de todo trabalho ou pesquisa. O estudioso mais eficiente não é aquele que lê tudo de forma voraz; e, sim, o metódico, aquele que estabelece um projeto e procura segui-lo com exatidão, à risca. Portanto, o trabalho de Descartes trata sobre o essencial de toda e qualquer pesquisa. Sua proposta é formada por: uma seleção inicial do material analisado, julgando o que realmente é verdadeiro e o que deve ser descartado; seguido de uma decomposição, com o fim de simplificar as problemáticas; posteriormente, a resolução das questões levantadas e a definição de cada elemento encontrado.
Retornando ao discurso do parágrafo segundo, certa vez, Isaac Newton disse: “Se vi mais longe, foi porque estava sobre os ombros de gigantes”. Se quisermos alcançar grandes avanços em nossas pesquisas, devemos aproveitar todo progresso já conquistado. Descartes já nos mostrou um caminho, um bom plano. Essa é a nossa herança, usemo-na da melhor forma.

segunda-feira, 14 de março de 2011

A vanguarda cartesiana na busca pelas verdades da natureza

O Discurso do método evidencia a postura receptiva e maleável de René Descartes em relação às mais diversas fontes de conhecimento e às diferentes culturas com as quais o autor teve contato. O desligamento dos aprendizados anteriores e a valorização de outros povos por parte do pensador provam isso
Durante todo o discurso, nota-se um grande apreço pela racionalidade no pensamento.Fica claro que tal característica é imprescindivel ao filósofo para que o mesmo não apoie suas teses e máximas em ideias vagas e , consequentemente, fuja da verdade, que é o objetivo final de grande parte das correntes de pensamento. Essa é a aplicação do chamado método em qualquer área das ciências.
Pode-se constatar, também, que trata-se de uma obra vanguardista, a qual não necessariamente precisaria ser publicada no tempo de seu autor para que fosse compreendida e usada beneficiando a sociedade.Além disso, apesar de ressaltar certas particularidades em relação ao processo de descoberta e experimentação, Descartes considera o esforço conjunto ou ao menos incentivado muito mais eficiente do que o pensamento individual.

domingo, 13 de março de 2011

Na busca da certeza.

Descartes foi o principal expoente da escola racionalista, que se baseia na idéia de que o conhecimento de mundo é obtido pelo uso da razão, e que os dados dos sentidos são essencialmente duvidosos, mais uma fonte de erro de que de conhecimento.

Desde então, poucos pensadores compartilharam sua teoria de que a existência de Deus é indubitável. Todavia, a crença de que a descoberta cientifica exige que partamos de fatos confiáveis (logo, indiscutíveis) para firmar nossas premissas, aplicando a lógica e não deixando intervir nenhum elemento sobre o qual possa recair alguma suspeita, despojando-nos de nossas idéias e suposições costumeiras, tornou-se fundamental na ciência do mundo ocidental. Hoje, o autor se faz presente na medida em que filósofos e cientistas modernos vieram a crer que a observação (portanto usando os sentidos) tem um papel imprescindível no estabelecimento daqueles fatos indubitáveis de que derivamos conseqüências lógicas, mas ainda acreditam que Descartes traçara o método fundamental.

O dualismo cartesiano (divisão da natureza em dois tipos de manifestação, como alma e corpo) tornou-se uma parte inerente do modo ocidental de considerar o mundo.

Foi graças a ele que a atividade intelectual no Ocidente foi dominada pela busca da certeza, centrada nas considerações metodológicas. Se o método correto fosse seguido, seria possível construir um conhecimento de base sólida na ciência.