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segunda-feira, 10 de abril de 2023

A coletividade no Brasil

 

O fato social, segundo o sociólogo Durkheim, é aquilo que molda o comportamento dos indivíduos dentro de uma sociedade, já que esse é o conjunto de fatores externos agindo coercitivamente para guiar tais costumes. Ou seja, a coletividade é construída, a partir das instituições sociais que regem determinado corpo social, então a religião, a família, a escola etc. são os pilares dessa composição. Nesse sentido, a reprodução de valores preconceituosos se torna recorrente e parte do processo de um ciclo vicioso, pois são passados de maneira geracional sem alguma tentativa de correção.

No Momento atual, inegavelmente há estruturado na sociedade brasileira, um racismo latente, isso se deve ao seu vínculo histórico, já que o país vivenciou durante séculos a escravidão de maneira acrítica. Ou seja, a ruptura imediata de algo tão bárbaro, sem qualquer tipo de inclusão, certamente deixou diversas cicatrizes que devem estar sempre em um processo de desconstrução. Mesmo assim, é apenas um pequeno passo para tentar alcançar uma utópica justiça social.

É revoltante, ao ler o livro “Memórias de Plantação: episódios de racismo cotidiano”, saber como a discriminação ainda se encontra fortemente enquadrada no âmbito social humano. Grada kilomba, autora da obra, relata sua vivência em um mundo ocidental e racista e como o preconceito é habituado ao seu cotidiano. A escritora ainda aborda que a história do oprimido é escrita pelo opressor, ou seja, além de te destruir culturalmente de todas as formas tentam também contar a história que você viveu.

Portanto, é inegável a existência da coletividade nas sociedades e não necessariamente ela é benéfica para a população. Então, é dever dos que estão no topo da cadeia social dar voz aos marginalizados, pois somente assim para mudar algo já enraizado no pensamento popular. 


Aluno: Gabriel Yojim Oshiro
RA: 231222581 
Turma: 1º ano - Direito - Noturno

 

A importância de Grada Kilomba e Émile Durkheim na sociedade moderna.

Grada Kilomba e Émile Durkheim são importantes pensadores sociais cujas contribuições têm sido relevantes para a compreensão da sociedade moderna.

Grada Kilomba é uma escritora e artista portuguesa que aborda questões de raça, gênero e identidade em sua obra. Seus textos, performances e peças teatrais têm ajudado a ampliar o debate sobre o racismo estrutural e suas implicações na sociedade. Kilomba também é reconhecida por sua defesa da descolonização da mente, que busca desconstruir os estereótipos e preconceitos que foram internalizados por gerações.

Já Émile Durkheim foi um sociólogo francês que viveu no final do século XIX e início do XX, considerado um dos fundadores da sociologia moderna. Durkheim desenvolveu o conceito de solidariedade social, argumentando que a coesão entre os indivíduos em uma sociedade é fundamental para a manutenção da ordem social. Ele também é conhecido por sua teoria da divisão do trabalho, que explora as implicações da especialização das funções sociais na vida coletiva.

A importância de Grada Kilomba e Émile Durkheim na sociedade moderna é evidenciada pelo fato de que ambos contribuíram para a compreensão das dinâmicas sociais e suas consequências. Kilomba questiona os padrões de poder e privilégio que têm sido naturalizados em nossa sociedade, enquanto Durkheim oferece uma base teórica sólida para a análise da coesão social. Ambos os pensadores são relevantes para a compreensão das relações entre os indivíduos e a sociedade como um todo, e suas obras continuam a inspirar debates e reflexões críticas nos dias de hoje.


Victor Gabriel Candido Jeronimo / 1° Ano Direito / RA: 231222106

                           A consciência coletiva de cada dia

 

   Émile Durkheim (1858 - 1917) foi um sociólogo francês considerado um dos pais da Sociologia e criador do conceito "Fato social", termo utilizado para definir o conjunto de hábitos, formas de agir e pensar dos indivíduos dentro da coletividade. Para Durkheim, os fatos sociais permitem identificar a presença da consciência coletiva, que possui o poder de coagir o corpo social, conforme as regras vigentes na sociedade.

   A relevância da educação é estimada pelo pensador, já que a mesma possibilita que as gerações anteriores transmitam valores, crenças e preceitos para seus descendentes, aumentando a coesão social e formando a consciência coletiva. Quando ocorre determinada anomia social que abala as estruturas e causam comoção nos indivíduos, é um dos momentos em que podemos observar a existência dessa consciência. No início do século XX, o voto feminino encarava grande resistência no Brasil e foi somente conquistado após anos de reivindicações em 1932, impactando as relações sociais da época. Em 2020, quando George Floyd (Homem negro) foi assassinado por um policial branco na frente das câmeras, foi explícito o ferimento e a sensação de incômodo da consciência coletiva, por via de manifestações contra o racismo e violência sofrida pela população negra americana, que passa por discriminação desde o início da formação do país.

   Em síntese, a ideia de consciência coletiva permite o convívio social e simultaneamente contribui para o entendimento do comportamento da sociedade. Também proporciona o questionamento sobre temas marginalizados em discussões, os quais podem abalar os pilares estabelecidos no decorrer da história, caso sejam abordados.

Murilo Henrique de Souza Lima

1º ano de Direito - Noturno

RA: 231221941

 

A consciência coletiva e a voz universalizada

     Émile Durkheim, sociólogo francês, conferiu enorme influência no estudo do homem e seus comportamentos ao estabelecer regras para a sociologia enquanto ciência. A partir disso, o francês desenvolve o conceito de “fato social”, que consiste no conjunto de ações, crenças e sentimentos comuns a indivíduos de uma mesma sociedade, de forma que tais condutas são impostas sob pena coercitiva, o que determina certa obrigação do homem agir de acordo com tais normas sociais. Desse modo, surge a noção da consciência coletiva, que explica a predeterminação dos comportamentos dos indivíduos de uma forma geral e conjunta, já que a vida em comum determinaria a sincronia das ações sociais. Baseando-se em tal cenário traçado por Durkheim, nota-se a extrema  importância do senso crítico para evitar que comportamentos e normas problemáticas e maléficas sejam perpetuados perante uma sociedade.

No livro “Memórias de Plantação: episódios de racismo cotidiano”, a autora portuguesa Grada Kilomba retrata o racismo enquanto estrutural e explicita as sequelas deste perante uma sociedade que invalida e silencia a voz e as manifestações de pessoas pretas, enquanto legitima e tem como “voz universal” os relatos vindos de indivíduos brancos. Ademais, a autora evidencia a diferença das realidades vividas por pretos e brancos, mazelas do citado racismo como enraizado no corpo social. Logo, por apresentarem tal realidade distinta, as pessoas pretas apresentam concepções e perspectivas distintas da sociedade branca mas, por terem suas vozes ofuscadas e silenciadas, tal visão de mundo permanece oculta, e seus idealizadores são marginalizados da sociedade e de sua consciência coletiva, construída e embasada pelas noções de mundo de pessoas brancas.


Desse modo, percebe-se que o estudo das teorias de Durkheim e de Kilomba são essenciais para compreender a sociedade e seu contexto contemporâneo de forma mais profunda, já que analisar de forma ampla e não individualista, mas sim coletiva, nos permite questionar as crenças, valores e hábitos vigentes na atualidade.


Larissa Libardi, 1 ano Direito (noturno)

RA: 231220189


A perigosa generalização do coletivo

         Durkheim, sociólogo que estudou a sociedade europeia entre o final do século XIX ao início do século XX, utilizou como objeto de estudo de suas teorias sociológicas o fato social. O fato social, por sua vez, é a forma de pensar, agir e sentir moldado pela sociedade que, para o sociólogo, vai além da simples soma dos indivíduos que a compõem. Por conta disso, a sociedade deve ser analisada a partir das instituições sociais, que garantem a generalidade, exterioridade e a coercitividade presentes no fato social.

O funcionalismo de Durkheim, pressupõe que, uma sociedade funciona bem quando cada indivíduo cumpre sua função estipulada pela consciência coletiva, esta consciência é tecida pelos valores que chegam aos indivíduos pelas instituições longevas responsáveis por unir gerações. Assim, um fato social normal e aquele estático, que passou de geração a geração e qualquer dinâmica nesta ordem seria considerada uma patologia social.

As tese de Durkheim são válidas e problemáticas ao mesmo tempo, pois diferente do estipulado pelo sociólogo, há falhas significativas em generalizações. Por exemplo, quando o fato social é utilizado para analisar o comportamento dos jovens perante as redes sociais este se prova válido. Sua eficiência se mostra através da análise da mídia como instituição social, pois essa propaga em larga escala valores de maneira coercitiva e impositiva, criando uma consciência coletiva em escala global. Além disso, esse fato social explica os altos índices de depressão e ansiedade entre jovens pressionados a se moldarem de acordo com o que é amplamente curtido.  

Em contrapartida, as teorias se mostram extremamente problemáticas quando analisam o racismo. De acordo com Durkheim, o racismo seria um fato social normal, visto que é uma herança de valores, do qual além de se estender pela sociedade de maneira estrutural, é exterior aos indivíduos que são pressionados a se tornarem racistas. Logo, a análise sob tal ótica se torna completamente absurda por diversos motivos, dentre eles, considerar uma patologia social a criminalização do racismo e desresponsabilizar os atos racistas dos indivíduos.

 Logo, os estudos de Durkheim devem ser aplicados com cautela e criticidade, caso contrário, pode sustentar discursos retrógrados e preconceituosos. Pois, a consciência coletiva no mundo contemporâneo está diante de uma dinâmica que luta pelo protagonismo das pluralidades em meio a era midiática e aos conservadores fascistas.


                            

Black live Matters e opressão social.

                                         

Emile Durkheim e Grada Kilomba são dois pensadores que têm muito a contribuir para a compreensão da sociedade contemporânea. Durkheim, em suas obras, destacou a importância da solidariedade social na construção de uma sociedade saudável e coesa, enquanto Kilomba apontou para a persistência do racismo e do sexismo como formas de opressão que afetam a vida de muitas pessoas em todo o mundo.Um exemplo contemporâneo que ilustra as ideias desses dois pensadores é o movimento Black Lives Matter (BLM), que surgiu nos Estados Unidos após o assassinato de George Floyd, um homem negro, por um policial branco em maio de 2020. Esse movimento destacou a necessidade de combater o racismo estrutural que afeta a vida dos negros não apenas nos Estados Unidos, mas em todo o mundo.

Durkheim argumentou que a solidariedade social é essencial para a coesão da sociedade e que ela pode ser alcançada através da integração e da regulação social. No entanto, o racismo sistêmico e o sexismo presentes em muitas sociedades dificultam a integração de certos grupos, especialmente os negros e as mulheres. A violência policial contra negros, por exemplo, é um problema que tem sido negligenciado por muito tempo e que reflete uma falta de solidariedade social.Kilomba, por sua vez, destacou a persistência do racismo e do sexismo como formas de opressão que afetam a vida de muitas pessoas em todo o mundo. Ela argumenta que essas formas de opressão são baseadas em estruturas sociais profundamente arraigadas e que elas só podem ser combatidas através de uma conscientização crítica sobre elas. O movimento Black Lives Matter é um exemplo dessa conscientização crítica, uma vez que ele trouxe o racismo sistêmico para o centro do debate público e exigiu mudanças significativas.

Além disso, tanto Durkheim quanto Kilomba enfatizaram a importância da educação na transformação da sociedade. A educação pode ajudar a promover a solidariedade social e a conscientização crítica necessária para combater o racismo e o sexismo. O BLM também tem enfatizado a importância da educação e da conscientização, organizando protestos pacíficos e fornecendo informações sobre o racismo sistêmico e suas consequências para a sociedade.

Em resumo, as ideias de Emile Durkheim e Grada Kilomba têm muito a contribuir para a compreensão do movimento Black Lives Matter e de outros movimentos sociais que lutam pela justiça social. A solidariedade social, a conscientização crítica e a educação são fundamentais para combater o racismo sistêmico e o sexismo que afetam a vida de muitas pessoas em todo o mundo.

Nome:Francisco Félix do Nascimento Filho

1 ano de Direito(Matutino)

R.A:231222785

O Coletivo em Detrimento do Particular

 

    É muito fácil nos deixarmos levar pelo coletivo. Todos os dias, uma força, que parece maior que nós, nos comprime moralmente de forma a “neutralizar” os comportamentos sociais. Tudo que é diferente, e de alguma forma se destaca, deve ser condenado, de modo inconsciente, pelo coletivo a fim de manter vivos os costumes.

    Como teorizou Durkheim, para que haja uma grande mudança na consciência coletiva, é preciso que a grande maioria dos indivíduos tenham mudado antes. Assim, atualmente, se faz pela mídia. O conteúdo consumido, via smartphone, por cada indivíduo pode ser controlado, não só pelas empresas donas das redes sociais, mas também por anunciantes. O dinheiro alimenta o algoritmo. Desse modo, é possível criar uma “realidade” paralela, ou outra consciência coletiva.

    A tecnologia, que por um lado, foi muito útil no desenvolvimento das forças de produção e permitiu a comunicação global, por outro lado, a interesse do capital, é utilizada para mobilizar massas contra seus próprios interesses. O que não faz sentido ao se pensar no particular, mas o indivíduo dentro desse coletivo, é coagido a pensar da mesma maneira. Quase como rádios, todos sintonizam a mesma estação. E só uma estação.

 

Nathan Batista de Araujo - 231220103

A Coletivização do Comportamento

    David Émile Durkheim foi um filósofo francês que viveu entre o final do século 19 o começo do século 20 e é considerado por muitos como pai da sociologia moderna, já que foi um dos principais responsáveis por transformá-la em uma disciplina acadêmica, tendo a própria sociedade como principal objeto de estudo. Além disso, suas obras trouxeram contribuições que são relevantes até os dias de hoje, como o desenvolvimento do conceito de consciência coletiva, que defende a existência de um sistema formado pelo conjunto de características comuns aos integrantes de uma sociedade ou grupo social que confere uma sensação de pertencimento e identidade fundamental para o estudo da sociologia.

    Dentre as ideias de Durkheim, a sua contribuição mais famosa para a sociologia moderna foi a criação do fato social. Para Durkheim, é fato social todo fenômeno que acontece dentro de uma sociedade, podendo aparecer em qualquer instituição social, de forma independente de vontades individuais, como padrões de comportamento que surgem a partir de uma força coletiva que possui poder coercitivo sobre aqueles que não os seguem, sendo essa coerção não necessariamente prescrita no Direito, mas que muitas vezes aparece na forma de constrangimento, que é suficiente para obrigar que a maioria dos indivíduos adotem uma determinada conduta. Ademais, a escritora Grada Kilomba descreve em seu livro “Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano” um ambiente acadêmico onde obras feitas por estudantes negros eram consideradas emotivas e racionais, o que exemplifica o uso de coração social, no caso o desmerecimento movido pelo preconceito, usado pelas pessoas inseridas naquele contexto para punir alguém que tenta se comportar de forma diferente da padronizada, como uma pessoa negra que tenta se inserir numa faculdade tipicamente frequentada por brancos.

    Portanto, assim como no romance naturalista "O Cortiço", em que o protagonista do livro é o próprio ambiente em que os personagens vivem, a consciência coletiva se comporta como um organismo de vida própria e independente das individualidades daqueles que o compõe, enquanto que os fatos sociais são fenômenos resultantes dessa consciência, garantidos por um poder de coerção.


Pedro Paulo Sachetti - 1º ano de Direito (matutino)

    Fato Social: O Silêncio dos Professores

    No dia 27 de março ocorreu o ataque que matou a professora Elisabete Tenreiro numa escola pública de São Paulo, pouco mais de uma semana depois houve um outro ataque em uma creche em Blumenau. Esses acontecimentos marcam a consolidação de um fato social, pois embora esse tipo de ataque não seja novo para a sociedade brasileira a frequência com que têm ocorrido tem crescido nos últimos anos, o que impede qualquer tentativa de considerá-los apenas como fatos isolados, mas sim uma nova parte da realidade tal qual é nos Estados Unidos.  

    Desta forma, o fato social emergente nada mais é do que o medo de alunos e professores de que eles possam ser as próximas vítimas e uma paranoia de quem será o próximo perpetuador. Consequentemente, a solidariedade mecânica de Durkheim faz com que a sociedade exija uma reação, seja para impedir que se repita seja para punir mais firmemente os violadores. Assim surgem ideias de reduzir a maioridade penal, policiar as escolas, instalar de detectores de metal,  etc, mas sem considerar as causas, o porquê de isso estar ocorrendo, tenta-se tratar somente os sintomas, o que historicamente já foi provado como inútil ou como agravador da situação. 

    Observando essa situação, a teoria de Grada Kilomba faz ainda mais sentido, pois da mesma forma que pessoas marginalizadas foram deixadas de lado na construção do saber científico e da “consciência coletiva”, as vítimas desses ataques não são ouvidas na hora da criação de políticas efetivas que impeçam repetições desses ocorridos. Os professores, os que mais conhecem as necessidades de seus alunos, a maioria dos atacantes, e que tem o devido preparo para entendê-los, não são ouvidos na tomada de decisões. Portanto, silencia-se uma voz que poderia fazer total diferença na prevenção desses atentados, como outros saberes, que não o branco-europeu, poderiam agregar enormemente à Ciência. 

    Nesse sentido, a sociedade deveria se preocupar com o que motiva esses agressores a cometerem esses atos tão repugnantes, não se contentado apenas com um punitivismo penal ou com a escalada do clima de perigo nas escolas. Esses locais de ensino devem sim ser mudados, mas de uma forma que se aproxima do desejado para o bom desenvolvimento dos jovens e não uma simples resposta a violência. Deve-se ouvir as vozes das vítimas, e embora a professora Elisabete não esteja mais aqui, muitos de seus pares estão e prontos para tornar o ambiente escolar melhor a fim de evitar que esse fato social se consolide de vez em nosso país. 


Daniel Anuatti Reis - 1º ano de Direito (matutino)

A consciência coletiva e o fantasma da colonização.

Durkheim após propor o funcionalismo, demonstrou o chamado “fato social” como qualquer forma de comportamento, que pode exercer uma força coercitiva sobre o homem, obrigando-o a agir de acordo com normas estabelecidas pela sociedade. Os indivíduos têm seus comportamentos moldados, assim criando uma consciência coletiva, qual não pode ser dita como justa, apenas por ser coletiva.

Nesse sentido, é necessário compreender o quão imoral, uma comunidade qual foi modelada por dominadores, pode se tornar. No livro “Memórias de Plantação: episódios de racismo cotidiano”, de Grada Kilomba, demonstra-se muito bem como tal conceito do filósofo francês, é aplicado na prática. Retratos de como a voz de pessoas brancas se tornou universal e vista como legitima; trazendo a teoria de que o aspecto coletivo existente, é apenas o da perspectiva branca. Infelizmente, dessa maneira, pessoas pretas são levadas a se questionarem se o lugar social pertencente a elas, é o silêncio.

Ademais, tal forma de silenciamento e opressão, “empurra” as pessoas para a margem da sociedade, posição social em que são colocadas. Ou seja, esses indivíduos, não estão juntamente com o “centro” da população. Assim, são cada vez mais calados e apresentam menos poder de fala.

Portanto, a consciência coletiva que persiste, é a da parte da sociedade que ainda é “escutada”. Mesmo que existam algumas exceções, como a Grada Kilomba, que consigam repassar suas histórias que inspiram outras pessoas, precisamos estar cientes da realidade que nos pertence.  Não podemos adotar os mesmos valores daqueles que historicamente, nos colonizaram.

Julia Bueno Pinheiro - 1° Ano Direito (Noturno)

RA: 231223137 

A renovação da consciência coletiva.

 

            Émile Durkheim por meio do seu funcionalismo teceu com objetividade o conceito de Fato Social, que consiste em toda maneira de agir, fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior. Ou seja, é fato social tudo aquilo que obriga os indivíduos a se adaptarem às regras da sociedade onde vivem. Por meio da metodologia sociológica, Durkheim propõe também o conceito de Consciência Coletiva, que é definido como uma reunião das características e conhecimentos comuns à uma sociedade, por meio dos quais as pessoas pensam e agem de forma similar e que são transmitidos de geração em geração através da socialização.

          Nesse sentido, para Durkheim a consciência coletiva é influenciada por diversos segmentos presente em uma sociedade, como a religião, a moral, a tradição, a educação, etc. Essa consciência se mostra mais forte em sociedades mais conservadoras e tradicionais, nas quais a divergência de pensamentos é menor e, mais fraca em sociedade modernas, porque nessas a diversidade de valores, crenças e questionamentos é muito mais ampla. Além disso, em sociedades onde a mídia possui mais liberdade, também se observa um certo enfraquecimento dessa consciência coletiva, pois ela pode transmitir ideais que são compartilhados por membros de outras sociedades, o que acaba por influenciar os indivíduos de diversos locais.

            Em contexto semelhante de análise social, a escritora Grada Kilomba em seu livro “Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano” discorre sobre o racismo e a dificuldade do negro em ser ouvido e validado, principalmente no âmbito da ciência, já que as estruturas de validação do conhecimento são controladas por acadêmicos brancos. Grada também demonstra que pessoas negras experenciam uma realidade completamente diferente das brancas e, portanto, a questionam e a interpretam de maneira diferente. Assim, seria possível dizer que os indivíduos negros desenvolvem sua própria consciência coletiva, pois é impossível se dissociar das experiências que o racismo traz para suas vidas.

            Portanto, mesmo que Émile Durkheim e Grada Kilomba estejam inseridos em contextos e épocas completamente diferentes, ambos contribuem para uma compreensão mais complexa acerca da sociedade e da cultura que estão presentes na subjetividade humana. Ambos analisam, de certo modo, consciência coletiva presente nas sociedades, cada um respeitando seu foco de análise.


TEMA 3: A CONSCIÊNCIA COLETIVA DE CADA DIA.

Sarah Kulchar Tvardovskas 

1° Ano - Direito (Noturno)

RA: 231224257

A consciência coletiva de cada dia

 Segundo Durkheim, a consciência coletiva é o conjunto de crenças e sentimentos que são comuns aos indivíduos de uma mesma sociedade. Nesse sentido, se a consciência individual nos marca como singulares, a coletividade nos une enquanto plurais na civilização. O respeito às leis só é dado enquanto nos entendemos como seres que vivem em um coletivo. 

É nesse contexto onde o fato social entrelaça-se à consciência coletiva. O fato social é um conceito sociológico que refere-se a maneira de agir de um determinado grupo. Sendo assim, são o conjunto dessas ações que permitem a identificação entre indivíduos e resultam na consciência coletiva, a qual age por trás de cada membro pertencente à aquela sociedade, influenciando seus atos futuros.

Cabe, nesse momento, entender os impactos de como o coletivo interfere na construção da sociedade dia após dia. Em concordância a Grada Kilomba, a noção de fala, enquanto compositora de conhecimentos e saberes, é intrinsicamente ligada ao poder e a autoridade racial. É nesse contexto em que é possível debruçar-se sobre a história e analisar em que pilares históricos estão construídas nossa noção de consciência coletiva. Se, como já analisado previamente, a consciência é construída pelo conjunto de crenças, quem foram aqueles que ditaram no que acreditaríamos? 

Conclui-se, desta forma, que em uma análise crítica da sociedade, é necessário conhecer novamente e entender profundamente os pilares que instituem nossa civilização. Uma vez que, enquanto conscientes do nosso coletivo, não podemos partilhar das mesmas crenças e valores que aqueles que, por muito tempo, foram os responsáveis pela nossa dominação. 


Nicolas dos S. Mattos - 1 Ano Direito - RA: 231223731


Por uma consciência verdadeiramente coletiva

 

 A consciência coletiva, no seu cerne, é a tomada de decisões levando em consideração o bem estar social, sobrepondo este em relação ao individual, algo que geralmente está atrelado ao sentimento de empatia. Em sua obra sobre o funcionalismo, Èmile Durkheim divide as instituições existentes na sociedade de acordo com o seu papel para manter a ordem preestabelecida e fundamenta o entendimento social a partir dessas, seguindo os passos “científicos” para a formação de uma consciência coletiva que entenda a sociedade e a faça progredir. Nesse caso, porém, a consciência coletiva está longe de atrelar-se ao sentimento de empatia, uma vez que as antigas instituições mantenedoras da ordem social vigente não abarcam os pensamentos marginalizados e tendem a suprimi-los para que elas mesmas se perpetuem.

 Sobre a matéria do suprimir, tem-se o exemplo da autora Grada Kilomba, a qual passou por diversos processos de discriminação em sua trajetória acadêmica, marcando uma clara necessidade institucional de manter o pensamento do negro e do colonizado marginalizado, seja por sua “interpretação exagerada” ou pelo seu “sentimentalismo em excesso”. Sendo assim, pode-se questionar o entendimento social que se faz a partir das mesmas instituições que tentaram silenciar Kilomba, com o intuito de deixar de excluir o marginalizado do que se entende como sociedade e inseri-lo na consciência coletiva.

 Portanto, a consciência coletiva de Durkheim não diz respeito a consciência coletiva de cada dia, pois a de Durkheim se propõe a perpetuar, somente, o pensamento de uma parcela da sociedade que se institucionalizou para manter a sua sobreposição para com os demais, enquanto, a de cada dia se propõe a questionar a ordem preestabelecida da sociedade de maneira a inserir nela os elementos que saem da margem para inspirar uma consciência verdadeiramente coletiva, abrangendo os pensamentos pelos seus méritos e lógicas, não pela sua cor e nacionalidade.

 Guilherme Nunes de Melo Santini Trevisan, 1° ano de Direito

Tema: A consciência coletiva de cada dia

A Relação da Coerção Social e o Racismo nas escolas.

Ao falar sobre o primeiro contato com a sociedade e outros costumes, a escola tem o papel fundamental de mostrar essa primeira impressão para a criança, que no primeiro momento não percebe, mas com o passar dos anos nota-se uma estrutura e uma prática social muito presente e forte dentro do âmbito escolar, desde o ensino primário até o ensino médio.

 A escola será um espaço onde a criança ficará até a sua adolescência frequentando e por isso, o sociólogo Émile Durkheim traz um conceito importantíssimo sobre a escola e como ela cria um pensamento coercivo e velado para esses jovens. Durkheim denomina o ambiente escolar como um local propício para a propagação de ideias e influências de uma determinada sociedade para as pessoas ali presentes, ou seja, toda a educação e ensinamentos ali são frutos de um fato social advindo de uma influência externa que irá definir as atitudes e o comportamento dos alunos sem que eles percebam.

A popular frase “Estudar para ser alguém na vida” é o maior exemplo de coerção social, pois foi imposto para nós desde a escola sem que notássemos, que o estudo, o acúmulo de conhecimento e o trabalho qualificado, seria uma forma de sucesso e prestígio dentro de uma sociedade completamente capitalista e neoliberal.

Além disso é importante destacar uma problemática no Brasil que vem principalmente de um preceito que foi sendo incorporada para um coletivo com o passar dos anos, o racismo. A escritora Grada Kilomba em “Memórias da plantação: Episódios de racismo cotidiano”, destaca o racismo como algo estrutural e muitas vezes explícito dentro de ambientes científicos historicamente dominados por brancos, e por mais que seja em um ambiente diferente do escolar há muitas semelhanças nas desigualdades estabelecidas. Percebe-se que o baixo número de pretos em ambientes elitizados como escolas particulares, a predominância de pensadores e cientistas brancos e a associação do culto ou inteligente sempre ser branca não é uma coincidência, é algo intrínseco a nossa sociedade, que passou por um processo de marginalização e apagamento do preto e de sua cultura em nosso país, e como consequência você tem um racismo enraizado que vai além da nossa individualidade.

Diante de tudo que foi exposto a escola é um lugar de influências e de mudanças, portanto, deve ser um ambiente plural e multicultural, para que abra espaço e oportunidade para diferentes vozes e visões de mundo para de alguma forma resistir a essa coerção social que está inconscientemente em nós.


Hugo Rodrigues da Silva, Direito 1º ano (Matutino)

RA: 231222637

a consciência coletiva de cada dia

 

    A consciência coletiva, segundo Emilé Durkheim, consiste no conjunto de crenças, valores, normas e costumes que faz com que os indivíduos hajam de forma semelhante. Segundo o sociólogo, esse conceito é uma força social que contribui para a manutenção da ordem e da estabilidade dentro de uma sociedade, sendo formada através do compartilhamento de ideias semelhantes entre os indivíduos que, na maioria das vezes, são influenciados pelo contexto em que estão inseridos. Dessa forma, o pensamento coletivo influencia diretamente nas decisões individuais dos seres humanos e é o responsável por evitar anomias dentro de uma população, ou seja, a deterioração das regras que mantém a coesão social e regulam as ações pessoais.

            Dentro dessa perspectiva, na contemporaneidade, com o avanço das mídias digitais e da globalização do mundo, vem se popularizando na internet o chamado “efeito manada”. Tal fenômeno consiste na ação das pessoas ignorarem suas próprias opiniões e valores para seguir o pensamento da maioria coletiva, independente do que isso signifique para suas crenças pessoais. Sendo assim, indivíduos que possuem grandes quantidades de seguidores e detém certa influência dentro desse meio, têm a capacidade de mobilizar milhares de pessoas para agir de acordo com seus próprios interesses, sejam eles para o bem ou para o mal.

            Nesse contexto, a consciência coletiva passa a ser controlada por indivíduos que colecionam certo poder dentro das mídias digitais, e se torna uma arma perigosa para atual sociedade. Similarmente à ideia proposta pela filósofa portuguesa Grada Kilomba, em contraposição ao defendido por Durkheim, ela pontua que a ideia do pensamento coletivo não é universal, mas sim, uma tentativa daqueles que detém certa força na sociedade de silenciar ou manipular os grupos minoritários a seu favor. Cria-se, assim, uma falsa ideia de mente coletiva que orienta a população e influencia as suas decisões cotidianas: como comprar um produto que uma celebridade divulgou utilizando e até mesmo atacar um perfil online por ele possuir alguma desavença com uma personalidade famosa.

            Portanto, dentro da realidade contemporânea, é necessário refletir: nós realmente tomamos decisões baseadas nas nossas próprias crenças e valores, ou involuntariamente somos estimulados pelas grandes mídias digitais e indivíduos influentes dentro delas a realizar ações que os beneficiam?


Carolina Carneiro Chaves - 231223498

1° direito matutino