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domingo, 19 de junho de 2011

''Manifest Der Kommunistischen Partei''

''A história de todas as sociedades que já existiram é a história de luta de classes''.

Publicado em 1848 e de autoria de Karl Heinrich Marx e de Friedrich Engels, o ''Manifest Der Kommunistischen Partei'' ( Manifesto do Partido Comunista ), elaborado a pedido da Liga Comunista, sintetiza a teoria marxista.Na obra, Marx e Engels começam ressaltando uma das idéias centrais de sua teoria : a luta de classes que, presente na história de todas as sociedades, é também marca do modo de produção capitalista.Para eles '' Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor e servo, chefe de corporação e assalariado; resumindo, opressor e oprimido estiveram em constante oposição um ao outro, mantiveram sem interrupção uma luta por vezes, por vezes aberta - uma luta que tadas as vezes terminou com uma transformação revolucionária ou com a ruína das classes em disputa''.Descrevem, então, a ascenção da burguesia enquanto classe dominante, a partir do modo de produção feudal através das revoluções burguesas.O estabelecimento da sociedade burguesa e a demolição da sociedade feudal são assim descritos por eles : ''A burguesia, em todas as vezes que chegou ao poder, pôs termo a todas as relações feudais, patriarcais e idílicas.Desapiedadamente, rompeu os laços feudais heterogêneos que ligavam o homem aos seus 'superiores naturais' e não deixou restar vínculo algum entre um homem e outro além do interesse pessoal estéril, além do 'pagamento em dinheiro' desprovido de qualquer sentimento.Converteu mérito pessoal em valor de troca.E no lugar das incontáveis liberdades reconhecidas e adquiridas, implantou a liberdade única e sem caráter do mercado.''Em toda a obra, ecoa a idéia de materialismo histórico-dialético, a partir da qual empreende-se a análise da História.Depois, seguem-se comentários enfocados na indústria e no capitalismo.A burguesia, classe revolucionária, e que , prara continuar existindo, deve ser inovadoramente mais empreededora e revolucionária,criou, a partir da expanção capitalista pelo globo, um mercado global.Sobre isso dissertam : ''A burguesia, pelo aperfeiçoamento rápido de todos os instrumentos de produção, pelos meios de comunicação imensamente facilitados, arrasta todas as nações, até a mais bárbara, para a civilização.Compele todas as nações, sob pena de extinção, a adotar o modo de produção burguês.Compele-as a introduzirem o que chama de civilização no seu meio, ou seja, a se tornarem burguesas.Resumindo, cria um mundo à sua imagem.Diferenças e antagonismos nacionais entre povos estão desaparecendo dia após dia, devido ao desenvolvimento da burguesia, à liberdade de comércio, ao mercado mundial, à unanimidade do modo de produção e nas condições de vida correspondentes.A necessidade de um mercado em expanção constante para seus produtos persegue a burguesia por toda a superfície do globo.Precisa instalar-se em todos os lugares, estabelecer conexões em todos os lugares''.Sobre a indústria, a mais-valia e a exploração burguesa do proletarioado, não faltam postulados no marxismo : ''Devido ao uso extensivo de maquinarias e à divisão do trabalho, o trabalho dos proletários perdeu todo o seu caráter individual e, em consequência, todo o estímulo para o trabalhador.Ele se torna um apêndice da máquina e dele só é exigida a habilidade mais simples, mais monótona e mais facilmente adquirida.Por isso, o custo de produção de um trabalhador é restrito, quase completamente, aos meios de subsistência que ele requer para a sua manutenção e para a propagação de sua raça.Mas o preço de uma mercadoria ,e, portanto, também do trabalho, é igual ao seu custo de produção'' .Os autores criticam asperamente a família burguesa, denunciando aquela que, para eles é a base na qual ela está assentada : o capital.Os burgueses nada poderiam ensinar acerca da família, uma vez que seriam responsáveis pela destruição da família proletária.Assim discorrem os autores : ''A bazófia sobre a família e a educação, sobre a abençoada correção de pais e filhos torna-se ainda mais desagradável à medida que todos os laços familiares entre os proletários são cortados, pela ação da indústria moderna e seus filhos transformados em simples artigos de comércio e instrumentos de trabalho''.Na sociedade capitalista, o aparelho de Estado, bem como o Direito são, para Marx e Engels, simples instrumentos operacionais da vontade burguesa e meios através dos quais ela mantém o seu domínio sobre o proletariado, servindo apenas aos interesses dela.Pela primeira vez na História, surgem as crises da superabundância, tão frequentes nos escritos marxistas.A burguesia teria criado um sistema insustentável e autodestrutivo : ''Nestas crises, surge uma epidemia que, em todas as épocas antigas, teria parecido absurda : a epidemia da superprodução.A sociedade se vê, subitamente, de volta a um estado de barbarismo momentâneo.Seria como se uma escassez, uma guerra universal devastadora houvesse cortado o fornecimento de todos os meios de subsistência.As condições da sociedade burguesa são estreitas demais para abranger toda riqueza que criou.E como faz a burguesia para vencer estas crises?Por um lado, reforça a destruição da massa de forças produtivas; por outro lado, tenta conquistar novos mercados e busca uma exploração mais completa dos antigos''.A buguesia não é uma classe de futuro; o futuro está nas mãos do proletariado : ''Mas a burguesia não só forjou as armas que trazem a morte para si própria, como também criou os homens que irão empunhar estas armas : a classe trabalhadora moderna, o proletariado.Em seguida, trata-se da propriedade privada dos meios de produção e da não-nacionalidade do proletário : ''A característica distintiva do comunismo não é a abolição da propriedade em geral, mas a abolição da propriedade burguesa.Mas a propriedade privada da burguesia moderna é a expressão final e mais completa do sistema de produção e de apropriação de produtos; que é baseado no antagonismo de classes, na exploração de um homem por outro.Os comunistas são condenados ulteriormente pelo desejo de abolir países e nacionalidades.Os homens trabalhadores não têm país.Não podemos tirar deles o que eles não têm''.Marx e Engels encerram assim a obra : ''Em resumo, os comunistas de toda a parte apóiam todos os movimentos revolucionários contra a ordem das coisas social e política existentes.Em todos estes movimentos se destacam a questão do capital, a questão da propriedade, não importando qual grau de desenvolvimento da época.Finalmente, trabalham por toda parte para a união e concórdia dos partidos democratas de todos os países.Os comunistas desdenham ocultar suas opiniões e metas.Abertamente, declaram que seus fins só podem ser atingidos pela derrubada violenta de todas as condições sociais existentes.Que a classe governante trema frente à revolução comunista.Os proletários nada têm a perder fora suas correntes.Têm o mundo a ganhar.PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNÍ-VOS!''.

O Weberianismo e as Ciências Sociais


Max Weber publicou em 1904 um texto intitulado “A objetividade do conhecimento na ciência política e social” apresentando seu posicionamento acerca dos meios das ciências sociais.
Para Weber, a liberdade do homem seria essencial não sendo válido que este esteja subordinado a um julgamento prévio. Nisso se encontra uma das funções da sociologia para Max Weber que seria a compreensão do sentido da ação social, sendo ela determinada por um sentido e movida por valores.
Ainda parte desta obra a crítica à ideia determinista de que a ciência nunca poderia ser tarefa de uma ciência baseada no empirismo proporcionar normas e ideais obrigatórios, que se possam derivar modelos prontos para a prática. Tornaria impossível encontrar-se empiricamente na sua pureza conceitual, pois seria uma utopia.
Weber concordava com a realidade das ciências humanas lidando com o fenômeno do valor. Assim, propunha que as ciências humanas se unissem fagocitando a explicação e a compreensão em uma ótica una de ciência.

Uni-vos, ô vítimas da fome!


Um monstro ronda o mundo : O monstro do capitalismo. Um mundo repleto de aparências e superfcialidades. Como diz a letra "lutar é preciso", do grupo de rap militante Gíria Vermelha, " é um planeta da paz armada do Tio Sam". Entretanto, não se pode desprezar o fator revolucionário da burguesia e do capitalismo. Haja vista o que o -- ilustríssimo -- Milton Santos dizia : " Agora, podemos ter humanidade". Tal fato é justificado visando às grandes inovações técnológicas do capitalismo. Pois, com estas, há a possibilidade de uma produção para todos. Até mesmo o Karl Marx, no "Manifesto Comunista", enaltece os meios de produção do sistema de produção vigente. Por conseguinte, a revolução do proletariado dar-se-ia num país com os meios de produção bastante avançados, segundo Marx. Isto é, num país desenvolvido.Tal assertiva é a teoria. Na prática, a Rússia, em 1917, mostrou o contrário. Ademais, a revolução produzir-se-ia também pelo fato de que o capitalismo carrega consigo o germe da sua destruição : Ele explora. Demais, ele estimula a criação da classe revolucionária, o proletariado. Uma classe que -- teoricamente-- carregaria valores que discernem ao modo de produção do acúmulo de bens. Porém , na realidade acontece o que o Drummond previa : "Já não distinguirei na voz do vento (Trabalhadores, uni-vos...) a mensagem que ensinava a esperar, a combater, a calar, desprezar e ter amor." O socialismo burguês aplica-se a todo instante. Assim, a burguesia quer usufruir de seus privilégios, contando que o proletariado limite-se à sua condição , ademais, espera que este último não a odeie. Ou seja, querem uma burguesia sem proletariado.

Sugestão de vídeo : http://www.youtube.com/watch?v=ynCQG_uqgCE -- Gíria Vermelha -- Lutar é preciso.


Nome : João Vítor Dantas Alves ; 1° ano-- Noturno.

"Nada é orgânico, é tudo programado"

Escrito em conjunto por Marx e Engels, o Manifesto Comunista trata principalmente dos meios de produção e suas fases, as pessoas que a compõem além da luta destas. Para eles, a história das sociedades é altamente influenciada pela luta de classes, pois seria a perspectiva de avanço das contradições que levaria ao rumo de superação do capitalismo.
Esta luta foi aprofundada pela burguesia e pelo próprio capitalismo, síntese de contradições anteriores, mas que nem por isso deixa de carregar grandes contradições em si: para os donos do meio de produção enriquecerem, precisam explorar os trabalhadores. A condição destes já melhorou muito desde as condições insalubres da época da Revolução Industrial inglesa, mas nem por isso é possível deixar de pensar que por trás dessa melhora humanista, há os interesses dos empregadores. Trabalhadores mais saudáveis para não faltarem e não terem seu ritmo de produção diminuído, salário suficiente para manter a si e à família, sem grandes acumulações. E essa questão do salário faz-nos questionar, por exemplo, o aclamado salário mínimo estabelecido com Getúlio Vargas no Brasil.
Exige-se um pagamento mínimo aos trabalhadores - mas isso mesmo, mínimo. Poder de compra limitadíssimo para conseguir moradia, alimentação, lazer, cuidados com saúde. Pensando pelo outro lado, procura evitar quantias ínfimas, pois se alguém não se sujeitasse a trabalhar por um salário X, haveria quem aceitasse, talvez até por menor valor; pois qualquer valor é bem vindo perante a insegurança de não conseguir se manter.
Para a situação diante de um salário irrisório e a situação real dessa baixa quantia fossem realmente alteradas, necessitar-se-ia a homogeneização da massa trabalhadora defendendo sua posição sem que nenhum representante cedesse à causa.
São esses trabalhadores os sustentadores do mercado com a possibilidade de aquisição. Contudo, todas essas novas tecnologias trazem à reflexão de quão essencial elas são. A praticidade é inegável, porém, a vontade de novos e melhores equipamentos seria realmente importante? Para nós, muito provavelmente não. Para os proprietários das fábricas, sim. Investimento na produção para avanços, propaganda de novidades indispensáveis. Fazem tanto a nossa cabeça que somos capazes de trocar produtos em pleno funcionamento por outro mais novo, seja pela eficiência, maior agrupamento de utilidades ou simplesmente para promoção social, por que não dizer, já que traz status ter o último modelo e mostrar os defasados podem ser até constrangedores dependendo do poder de convencimento do público alvo.
E nisso os empreendedores conseguem se superar: mesmo com o sucesso de algum lançamento, já estar pensando em outro que conquistará ainda mais clientes. Nunca estão contentes com o que existe, procuram sempre como inovar e nos cativar, impondo-nos consumismo incessante.


"Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more,gaste, viva

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga

Não senhor, Sim senhor, Não senhor, Sim senhor"
Pitty - Admirável Chip Novo

Ciência da realidade

“A ciência social que pretendemos realizar é uma ciência da realidade”, diz Weber. Para ele, o cientista precisa ter plena consciência dos juízos de valor que podem permear a análise social e, se possível, evitá-los. Mesmo assim, o sociólogo não sugere que o pesquisador deva procurar estabelecer dogmas. Sua ciência adotará um caráter de confronto aos determinismos, e por isso vem a ser conhecida como uma “sociologia compreensivista.”.
A compreensão da ação social na sociologia weberiana está intimamente atrelada aos valores que compõe o perfil individual do sujeito que realiza essa ação social. Com efeito, cada pessoa é caracterizada por um conjunto de valores mais ou menos discrepantes a depender do meio cultural em que vive e da formação que teve.
Apresenta quatro padrões de conduta comuns a todos os indivíduos: racionais visando a um objetivo, racionais visando a um valor, afetivas ou emocionais e, por fim, a conduta com base nas tradições. É interessante notar que, apesar de os quatro tipos de ação expressarem mais racionalidade ou mais irracionalidade, todos eles tem origem no conjunto pessoal de valores. Assim, parece que, além de que a racionalidade da conduta variar naturalmente entre essas quatro categorias, ela varia também de acordo com a configuração valorativa do indivíduo mesmo, sendo que alguns tendem a ser sempre mais ou menos racionais do que outros.
Outro ponto interessante acerca da sociologia weberiana diz respeito à sua análise dos fatores “sócios-econômicos”. A partir dessa análise ele faz críticas ao uso do materialismo histórico como método mais eficaz para determinar as causas de a sociedade ser como ela é. Diz ele que ser o adotarmos como meio para fazer essa verificação, incorreremos, por vezes, numa espécie de análise forçada, porque seremos forçados a desconsiderar fatores também importantes, além da própria economia. Por exemplo, o que teria levado os gregos a ter uma configuração política tal como ela era? O materialismo histórico consideraria apenas aspectos econômicos, como a forma com que se dava o comércio. Por outro lado, deve-se levar em conta a conformação geográfica da Península Balcânica, que possivelmente teve muita influência do desenvolvimento da política grega.
O que Weber deseja, no fim das contas, é uma metodologia científica de caráter universal, “que até um chinês entenderia”. É por isso que preocupa-se tanto com a influência dos juízos de valor na conduta pessoal, assim como faz oposição ao caráter dogmático do materialismo histórico, que tende a levar em conta só “o que quer”, e não o que deveria.

Do socialismo utópico ao científico: A análise de Engels

Engels escreve o livro "Do socialismo utópico ao científico" analisando os chamados "socialismos utópicos" de Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen, para depois discorrer sobre o que ele chamaria então de "socialismo científico", fazendo também uma análise do modo de produção capitalista, ou seja, trata-se de uma análise da própria situação econômica e social européia de sua época, visando mostrar o quão falha e problemática era essa situação.

Sua opinião sobre os socialismos utópicos é a de que são ideias "vindas de cima", devido a uma incapacidade do proletariado de realmente criarem algo por si próprios. Daí entraria o materialismo dialético, sobre o qual Engels também irá tratar nessa obra, como um "despertar" para a classe trabalhadora. Ele conclui sua análise dos "utópicos", dizendo que para estes, o socialismo seria uma verdade a ser revelada por homens especiais, restando ao acaso determinar quando essa verdade absoluta viria a tona. O socialismo deve ser situado na realidade, e os objetos não devem ser fragmentados: A análise correta é a que enxerga o processo como um todo.

Há um grande enfoque para a dialética na história humana. Engels se identifica com Hegel nesse aspecto, dizendo que Hegel teria conseguido tornar a concepção da história em dialética, porém essa mesma interpretação seria por demais idealista. Ele diz então que qualquer mal, de qualquer época, teria como resposta não ideias, mas sim uma análise da própria história. É aí que entram as chamadas "leis históricas", determinantes para todo o curso histórico da humanidade, cujo significado é buscado pelo materialismo.

O socialismo então, para Engels, não é uma obra do intelecto atual do homem, mas sim um evento incontornável, um momento obrigatório da história humana. É um produto de uma das mais importantes leis históricas: a luta de classes. No contexto de Engels, a burguesia e o proletariado. Ele afirma, porém, que a solução das contradições está na própria estrutura material e produtiva da sociedade. As antíteses inerentes ao capitalismo seriam solucionadas pela própria força produtiva que originou-se do capitalismo.

Legado do Manifesto e seu estímulo aos proletários

Em 1848, Karl Marx e Friedrich Engels, teóricos fundadores do Socialismo Científico publicaram a obra “O Manifesto Comunista”, que teve papel crucial na sociedade contemporânea, indo além do mundo socialista e atingindo a porção capitalista do globo por expor uma ideia que impressionasse a muitos.
O Manifesto do Partido Comunista nada mais é do que um panfleto comunista que retrata sua perspectiva do capitalismo como sistema econômico que cria uma rede mundial de comércio. Dessa forma, Marx e Engels usam de diversos contextos históricos para diferenciar as formas de opressão que já estiveram em vigor e clássica a burguesia como a fonte de opressão contemporânea a eles.
Criticando o modo de produção capitalista, o Manifesto explicita vários pensamentos comunistas e ao mesmo tempo esclarece os ideais do socialismo científico. Assim, os autores criam um painel onde o comunismo sobrepõe-se ao capitalismo de uma maneira muitas vezes superficial, já que as críticas ao capitalismo partiam de fatos, enquanto o favorecimento ao comunismo baseava-se em ideologias ou exemplos de pequenas magnitudes.
Pode-se considerar que a obra teve um papel fundamental para o desenvolvimento dos direitos dos operários. Ao dizer que a condição de miséria vivida pelo proletariado resultaria em uma revolução dessa classe os autores clamam a união dos desfavorecidos: “Proletários de todo o mundo, uni-vos!”. O ânimo exclamado dos autores é inspiração àqueles que buscam melhores circunstâncias de trabalho até os dias de hoje.

Determinismo?

Não resta dúvidas de que as relações sociais encontram-se constantemente em processo evolutivo e que, mesmo em nossa contemporaneidade, não podemos estabelecer um padrão para tudo o que diz respeito ao âmbito social.Dessa forma, parece-me imprudente discordar da crítica weberiana ao dogmatismo do materialismo histórico. É impossível considerar a universalidade dos núcleos sociais como homogênea e estabelecer dogmas que efetiva e corretamente atendam à necessidade de explicação e análise dos fenômenos sociais.
Assim sendo, estabelecer uma única regra, geral e absoluta, para expor a razão por trás das ações individuais é inviável. O determinismo, por exemplo, seria insuficiente para uma análise ampla e acurada da realidade social. Por mais que aparente haver uma relação causal entre meio e ação humana - aquele sendo o principal responsável por esta -, considerá-la como fator exclusivo deixaria brechas para a compreensão total do objeto social a ser estudado.
Com isso, a classificação em quatro tipos de ação social realizada por Weber constitui um bom exemplo para explanar as exceções em relação à maioria, a fuga ao que poderia ser tido como padrão - embora já tenhamos refutado a possibilidade de sua plenitude.Para ele, é necessário que compreendamos o interior individual e as suscetibilidades emocionais e culturais vividas por nossa espécie.O discernimento e a interpretação da experiência cotidiana de cada indivíduo, portanto,é que refletirão em seu modo de agir e não apenas as condições sociais a que foram expostas.

Valores que nos movem

Max Weber faz sua compreensão da ação social a partir de sua “sociologia compreensivista”, que leva e conta a decisão individual movida por valores. Enquanto Marx e Engels seguiam a linha do materialismo histórico, que buscava explicar os fenômenos a partir de suas causas econômicas; Weber criticava-a, pois seria uma explicação muito genéricaque daxia pouco crível a análise sociológica, já que as forças econômicas não são as únicas que os regem.

Quando se tem uma visão limitada de uma situação, como reduzi-la a somente fatores econômicos, passa-se a se agir como se seguisse a um religião, imposta por dogmas. Essa, aliás, é uma crítica que pode ser feita aos que se dizem marxistas mas desfrutam dos prazeres proporcionados pelo capitalismo apesar de suas desigualdades sociais; mas não são só eles que se mostram hipócritas. Puro egoísmo: a realização pessoal superou o bem-estar geral.

Para Weber, toda ação cometida é consequência de uma escolha tomada; é feito um juízo de valor e então o indivíduo se move de acordo com sua consciência. O autor foge à regra determinista de que o ambiente influenciaria um homem pobre, por exemplo, a se tornar um bandido. Cada um é responsável por seus atos e o ambiente tem influência, porém não total – os valores orientam os atores.

São quatro as classificações possíveis para a ação social, segundo Weber: alguém pode usar os meios possíveis para alcançar seu objetivo, alguém pode seguir aceitando os riscos de sua ação por fé em suas ideias, alguém pode agir passionalmente, ou alguém pode agir estimulado por suas crenças e costumes. Portanto, o que envolve um indivíduo o influencia mas sua decisão tem papel fundamental na ação.

Contudo, apesar de ser influenciado pelo ambiente ao seu redor, a sociologia deve ter um caráter universal, para Weber, pois, não deve haver distinção do método científico. Assim sendo, um alemão e um indiano estariam submetidos às mesmas regras, em busca de um real entendimento em todos os lugares do mundo.

Nome: Jackeline Ferreira da Costa – 1º ano Direito Matutino


De mãos dadas com o inimigo

Em “O Manifesto Comunista”, de Friedrich Engels e Karl Marx, é destacado o papel da burguesia no desenvolvimento econômico e histórico da sociedade. Porém, com o fortalecimento da burguesia e do capitalismo, surge uma classe para servir ao aumento da produção: o proletariado.

Segundo Marx e Engels, o sistema capitalista é o seu maior inimigo pela necessidade constante de renovar, entre outras coisas, seus meios de produção por causa do mercado sempre em expansão; essa instabilidade eclodiria em uma epidemia de superprodução. Exemplos não faltam para provar tal ponto, desde a crise de 1929 até a recente crise no setor imobiliário dos EUA. Será que o fim desse sistema encontra-se nele mesmo, assim como o previsto?

Para os autores, uma das causas que levará à destruição do capitalismo é a classe que ele próprio criou. O proletariado encontraria suas forças à medida que o mercado se fortalecesse por ser a força produtiva do sistema. Seus interesses também, por serem semelhantes, o uniria em busca de um mesmo ideal, até chegar ao poder.

No entanto, atualmente, principalmente nas sociedades ocidentais, o capitalismo resiste a todas as crises que tenha enfrentado e firmou-se como ditador de tendências. “Seguir a moda” ampliou-se para além do vestuário, inserindo-se no dia-a-dia das pessoas, ao passo que a tecnologia se desenvolvia. Porém, eis a questão, o capitalismo impõe que se siga às tendências ou é o homem que exige essa modernidade?

É fato que, por exemplo, a moda se renova para estimular o consumismo e manter a economia em movimento; no entanto não se pode negar o “fator artístico” que ela tem. Existe, sim, uma necessidade humana de se manter em movimento, de produzir e de aperfeiçoar; e que busca o conforto e a facilidade. Portanto, chega-se à conclusão que há uma necessidade imposta pela burguesia que passa a ser necessidade real para os homens, o que não anula a necessidade humana já citada. A burguesia foi esperta, e soube usar o seu alvo a ponto de ele achar que tem o controle de suas próprias decisões.

Nome: Jackeline Ferreira da Costa – 1º ano Direito Matutino