''A história de todas as sociedades que já existiram é a história de luta de classes''.Este é um espaço para as discussões da disciplina de Sociologia Geral e Jurídica do curso de Direito da UNESP/Franca. É um espaço dedicado à iniciação à "ciência da sociedade". Os textos e visões de mundo aqui presentes não representam a opinião do professor da disciplina e coordenador do blog. Refletem, com efeito, a diversidade de opiniões que devem caracterizar o "fazer científico" e a Universidade. (Coordenação: Prof. Dr. Agnaldo de Sousa Barbosa)
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domingo, 19 de junho de 2011
''Manifest Der Kommunistischen Partei''
''A história de todas as sociedades que já existiram é a história de luta de classes''.O Weberianismo e as Ciências Sociais
Uni-vos, ô vítimas da fome!

Um monstro ronda o mundo : O monstro do capitalismo. Um mundo repleto de aparências e superfcialidades. Como diz a letra "lutar é preciso", do grupo de rap militante Gíria Vermelha, " é um planeta da paz armada do Tio Sam". Entretanto, não se pode desprezar o fator revolucionário da burguesia e do capitalismo. Haja vista o que o -- ilustríssimo -- Milton Santos dizia : " Agora, podemos ter humanidade". Tal fato é justificado visando às grandes inovações técnológicas do capitalismo. Pois, com estas, há a possibilidade de uma produção para todos. Até mesmo o Karl Marx, no "Manifesto Comunista", enaltece os meios de produção do sistema de produção vigente. Por conseguinte, a revolução do proletariado dar-se-ia num país com os meios de produção bastante avançados, segundo Marx. Isto é, num país desenvolvido.Tal assertiva é a teoria. Na prática, a Rússia, em 1917, mostrou o contrário. Ademais, a revolução produzir-se-ia também pelo fato de que o capitalismo carrega consigo o germe da sua destruição : Ele explora. Demais, ele estimula a criação da classe revolucionária, o proletariado. Uma classe que -- teoricamente-- carregaria valores que discernem ao modo de produção do acúmulo de bens. Porém , na realidade acontece o que o Drummond previa : "Já não distinguirei na voz do vento (Trabalhadores, uni-vos...) a mensagem que ensinava a esperar, a combater, a calar, desprezar e ter amor." O socialismo burguês aplica-se a todo instante. Assim, a burguesia quer usufruir de seus privilégios, contando que o proletariado limite-se à sua condição , ademais, espera que este último não a odeie. Ou seja, querem uma burguesia sem proletariado.
Sugestão de vídeo : http://www.youtube.com/watch?v=ynCQG_uqgCE -- Gíria Vermelha -- Lutar é preciso.
Nome : João Vítor Dantas Alves ; 1° ano-- Noturno.
"Nada é orgânico, é tudo programado"
Escrito em conjunto por Marx e Engels, o Manifesto Comunista trata principalmente dos meios de produção e suas fases, as pessoas que a compõem além da luta destas. Para eles, a história das sociedades é altamente influenciada pela luta de classes, pois seria a perspectiva de avanço das contradições que levaria ao rumo de superação do capitalismo.
Esta luta foi aprofundada pela burguesia e pelo próprio capitalismo, síntese de contradições anteriores, mas que nem por isso deixa de carregar grandes contradições em si: para os donos do meio de produção enriquecerem, precisam explorar os trabalhadores. A condição destes já melhorou muito desde as condições insalubres da época da Revolução Industrial inglesa, mas nem por isso é possível deixar de pensar que por trás dessa melhora humanista, há os interesses dos empregadores. Trabalhadores mais saudáveis para não faltarem e não terem seu ritmo de produção diminuído, salário suficiente para manter a si e à família, sem grandes acumulações. E essa questão do salário faz-nos questionar, por exemplo, o aclamado salário mínimo estabelecido com Getúlio Vargas no Brasil.
Exige-se um pagamento mínimo aos trabalhadores - mas isso mesmo, mínimo. Poder de compra limitadíssimo para conseguir moradia, alimentação, lazer, cuidados com saúde. Pensando pelo outro lado, procura evitar quantias ínfimas, pois se alguém não se sujeitasse a trabalhar por um salário X, haveria quem aceitasse, talvez até por menor valor; pois qualquer valor é bem vindo perante a insegurança de não conseguir se manter.
Para a situação diante de um salário irrisório e a situação real dessa baixa quantia fossem realmente alteradas, necessitar-se-ia a homogeneização da massa trabalhadora defendendo sua posição sem que nenhum representante cedesse à causa.
São esses trabalhadores os sustentadores do mercado com a possibilidade de aquisição. Contudo, todas essas novas tecnologias trazem à reflexão de quão essencial elas são. A praticidade é inegável, porém, a vontade de novos e melhores equipamentos seria realmente importante? Para nós, muito provavelmente não. Para os proprietários das fábricas, sim. Investimento na produção para avanços, propaganda de novidades indispensáveis. Fazem tanto a nossa cabeça que somos capazes de trocar produtos em pleno funcionamento por outro mais novo, seja pela eficiência, maior agrupamento de utilidades ou simplesmente para promoção social, por que não dizer, já que traz status ter o último modelo e mostrar os defasados podem ser até constrangedores dependendo do poder de convencimento do público alvo.
E nisso os empreendedores conseguem se superar: mesmo com o sucesso de algum lançamento, já estar pensando em outro que conquistará ainda mais clientes. Nunca estão contentes com o que existe, procuram sempre como inovar e nos cativar, impondo-nos consumismo incessante.
"Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more,gaste, viva
Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Não senhor, Sim senhor, Não senhor, Sim senhor"
Pitty - Admirável Chip Novo
Ciência da realidade
Do socialismo utópico ao científico: A análise de Engels
Sua opinião sobre os socialismos utópicos é a de que são ideias "vindas de cima", devido a uma incapacidade do proletariado de realmente criarem algo por si próprios. Daí entraria o materialismo dialético, sobre o qual Engels também irá tratar nessa obra, como um "despertar" para a classe trabalhadora. Ele conclui sua análise dos "utópicos", dizendo que para estes, o socialismo seria uma verdade a ser revelada por homens especiais, restando ao acaso determinar quando essa verdade absoluta viria a tona. O socialismo deve ser situado na realidade, e os objetos não devem ser fragmentados: A análise correta é a que enxerga o processo como um todo.
Legado do Manifesto e seu estímulo aos proletários
Determinismo?
Assim sendo, estabelecer uma única regra, geral e absoluta, para expor a razão por trás das ações individuais é inviável. O determinismo, por exemplo, seria insuficiente para uma análise ampla e acurada da realidade social. Por mais que aparente haver uma relação causal entre meio e ação humana - aquele sendo o principal responsável por esta -, considerá-la como fator exclusivo deixaria brechas para a compreensão total do objeto social a ser estudado.
Com isso, a classificação em quatro tipos de ação social realizada por Weber constitui um bom exemplo para explanar as exceções em relação à maioria, a fuga ao que poderia ser tido como padrão - embora já tenhamos refutado a possibilidade de sua plenitude.Para ele, é necessário que compreendamos o interior individual e as suscetibilidades emocionais e culturais vividas por nossa espécie.O discernimento e a interpretação da experiência cotidiana de cada indivíduo, portanto,é que refletirão em seu modo de agir e não apenas as condições sociais a que foram expostas.
Valores que nos movem
Max Weber faz sua compreensão da ação social a partir de sua “sociologia compreensivista”, que leva e conta a decisão individual movida por valores. Enquanto Marx e Engels seguiam a linha do materialismo histórico, que buscava explicar os fenômenos a partir de suas causas econômicas; Weber criticava-a, pois seria uma explicação muito genéricaque daxia pouco crível a análise sociológica, já que as forças econômicas não são as únicas que os regem.
Quando se tem uma visão limitada de uma situação, como reduzi-la a somente fatores econômicos, passa-se a se agir como se seguisse a um religião, imposta por dogmas. Essa, aliás, é uma crítica que pode ser feita aos que se dizem marxistas mas desfrutam dos prazeres proporcionados pelo capitalismo apesar de suas desigualdades sociais; mas não são só eles que se mostram hipócritas. Puro egoísmo: a realização pessoal superou o bem-estar geral.

Para Weber, toda ação cometida é consequência de uma escolha tomada; é feito um juízo de valor e então o indivíduo se move de acordo com sua consciência. O autor foge à regra determinista de que o ambiente influenciaria um homem pobre, por exemplo, a se tornar um bandido. Cada um é responsável por seus atos e o ambiente tem influência, porém não total – os valores orientam os atores.
São quatro as classificações possíveis para a ação social, segundo Weber: alguém pode usar os meios possíveis para alcançar seu objetivo, alguém pode seguir aceitando os riscos de sua ação por fé em suas ideias, alguém pode agir passionalmente, ou alguém pode agir estimulado por suas crenças e costumes. Portanto, o que envolve um indivíduo o influencia mas sua decisão tem papel fundamental na ação.

Contudo, apesar de ser influenciado pelo ambiente ao seu redor, a sociologia deve ter um caráter universal, para Weber, pois, não deve haver distinção do método científico. Assim sendo, um alemão e um indiano estariam submetidos às mesmas regras, em busca de um real entendimento em todos os lugares do mundo.
Nome: Jackeline Ferreira da Costa – 1º ano Direito Matutino
De mãos dadas com o inimigo
Em “O Manifesto Comunista”, de Friedrich Engels e Karl Marx, é destacado o papel da burguesia no desenvolvimento econômico e histórico da sociedade. Porém, com o fortalecimento da burguesia e do capitalismo, surge uma classe para servir ao aumento da produção: o proletariado.
Segundo Marx e Engels, o sistema capitalista é o seu maior inimigo pela necessidade constante de renovar, entre outras coisas, seus meios de produção por causa do mercado sempre em expansão; essa instabilidade eclodiria em uma epidemia de superprodução. Exemplos não faltam para provar tal ponto, desde a crise de 1929 até a recente crise no setor imobiliário dos EUA. Será que o fim desse sistema encontra-se nele mesmo, assim como o previsto?

Para os autores, uma das causas que levará à destruição do capitalismo é a classe que ele próprio criou. O proletariado encontraria suas forças à medida que o mercado se fortalecesse por ser a força produtiva do sistema. Seus interesses também, por serem semelhantes, o uniria em busca de um mesmo ideal, até chegar ao poder.

No entanto, atualmente, principalmente nas sociedades ocidentais, o capitalismo resiste a todas as crises que tenha enfrentado e firmou-se como ditador de tendências. “Seguir a moda” ampliou-se para além do vestuário, inserindo-se no dia-a-dia das pessoas, ao passo que a tecnologia se desenvolvia. Porém, eis a questão, o capitalismo impõe que se siga às tendências ou é o homem que exige essa modernidade?

É fato que, por exemplo, a moda se renova para estimular o consumismo e manter a economia em movimento; no entanto não se pode negar o “fator artístico” que ela tem. Existe, sim, uma necessidade humana de se manter em movimento, de produzir e de aperfeiçoar; e que busca o conforto e a facilidade. Portanto, chega-se à conclusão que há uma necessidade imposta pela burguesia que passa a ser necessidade real para os homens, o que não anula a necessidade humana já citada. A burguesia foi esperta, e soube usar o seu alvo a ponto de ele achar que tem o controle de suas próprias decisões.
Nome: Jackeline Ferreira da Costa – 1º ano Direito Matutino

