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segunda-feira, 20 de julho de 2020

Crítica a solidariedade positiva

Crítica a solidariedade positiva

 No século 19, após observar os vários levantes revolucionários da chamada Primavera dos Povos e presenciar o constante conflito entre conservação e progresso, o sociólogo Auguste Comte publicou seu livro Discurso sobre o espírito positivo que, em linhas gerais, propunha uma organização social que possuísse como base a ordem, o progresso e a solidariedade.
 Para Comte, para se alcançar a sociedade ideal, primeiramente, precisa-se estabelecer a ordem, visando determinados padrões de conduta, o equilíbrio e a conservação. Uma vez mantida a ordem, o objetivo seria o progresso, o desenvolvimento. Já a solidariedade, possui papel imprescindível na sociedade positiva, uma vez que promove a ligação de um com todos, a harmonia social.

 Existem diversas críticas direcionadas ao positivismo. A meu ver, o elemento de maior problemática seria a solidariedade, que funcionaria como uma maquiagem para o real condicionamento humano.
Falando sobre condicionamento sob a ótica do positivismo, pode-se facilmente lembrar do texto “Mentiras gays”, no livro O imbecil coletivo de Olavo de Carvalho. Neste, o escritor discorre sobre como os egoístas homossexuais são um desserviço para a sociedade, pelo caráter não reprodutivo de suas relações amorosas. Carvalho chega até a clamar por um direito de expressar a repugnância, como um efeito contrário ao direito de livre expressão da sexualidade.
 Totalmente absurda e inviável para uma sociedade de parâmetros democráticos, essa ideia de direito à repugnância é muito bem exemplificada no livro 1984, de George Orwell. No romance, os cidadãos são incentivados à prática dos “dois minutos de ódio”. Durante esse tempo, todos xingam e gritam coisa horríveis para todos aqueles que vão de encontro ou ameaçam diretamente a ordem social estabelecida. Ou seja, é como se o Olavo enxergasse na expressão da repugnância uma válvula de escape para todo o ódio sentido pelos gays, principais culpados pela desintegração da ordem e da moral.
 Ainda no campo da solidariedade, o trabalho possuí lugar de destaque. Na física social de Comte: todo trabalho é importante para o perfeito funcionamento da máquina social, todos são dignos e cada classe possui seu devido papel.
 No entanto, a visão sociológica de Comte se mostra deturpada, uma vez que é contra princípios de liberdade, reprime a participação política da classe operária e não se importa se existem pessoas vivendo na miséria, na marginalização, em regimes análogos a escravidão ou mesmo com sacrifícios sociais, se estas coisas não interferirem na felicidade e perfeito funcionamento de sua sociedade positiva.
 Em um primeiro momento, a filosofia de Comte pode até seduzir, oferecendo uma conciliação entre conservação e desenvolvimento e ainda a harmonia na civilização humana. Mas, ao se aprofundar, ao ver os reais custos e benefícios desta organização, é que vemos que, assim como no livro 1984 liberdade é sinônimo de escravidão, a solidariedade positiva é sinônimo de condicionamento e imposição. E, uma sociedade positiva não é compatível com os preceitos de liberdade fundamentais para a nossa democracia.


Angela Severo dos Santos – matutino

O Positivismo como ferramenta da homofobia presente em "Mentiras Gays" e na sociedade como um todo.

O positivismo consiste em uma corrente filosófica idealizada primeiramente por Auguste Comte (1798 - 1857) e tem como uma de suas características a supervalorização da ciência e da experimentação. Dentre as ciências, há a biologia que, além muitíssimos outros assuntos, disserta sobre a reprodução humana. Nesse contexto, destaca-se o debate acerca da sexualidade e a questão dos indivíduos homoafetivos, bem como críticas ao texto "Mentiras Gays", presente na obra "O Imbecil Coletivo", de autoria de Olavo de Carvalho.

Após a leitura do texto supracitado e de conhecimentos adquiridos acerca do Positivismo, não há como concluir outra coisa senão que o excerto "Mentiras Gays" tenta disfarçar seu caráter homofóbico embasando-se em opiniões positivistas e, assim, obter o respaldo da sociedade que, tal como o escritor, possui personalidades veladamente homofóbicas. Isto é, o autor tenta trazer uma justificação científica para aquilo que não passa de uma opinião retrógrada e infundada.

No Brasil atual, se tornou comum tentar disfarçar preconceitos tentando fundamentá-los na ciência. Ainda que os mesmos que assim fazem, utilizam da religião e da tradição (e não da ciência) para justificar outras reivindicações, caracterizando uma incoerência que por si só já anula a validade desses argumentos. No entanto, é possível notar no texto do guru bolsonarista provas de que as suas opiniões apenas tentam ser mascaradas com embasamentos científicos, mas na verdade não passa de homofobia: o autor faz uso do termo "homossexualismo", criado para designar a (então considerada) doença de ser homossexual. Felizmente, a Organização Mundial da Saúde retirou essa classificação em 1990 e o termo "homossexualidade" passou a entrar em vigor, evento tido como um marco da luta pelos direitos dos homossexuais. Porém, o autor (que publicou o livro anos após a mudança) não adotou a terminologia correta, deixando claro sua posição inválida e sem funamentos científicos, ou seja, homofobia.

Em uma tentativa (sem sucesso) de provar a superioridade dos indivíduos heterossexuais em detrimento dos homossexuais, Olavo de Carvalho adota um posicionamento positivista e, de novo, busca na ciência motivos para justificar suas opiniões. Apenas essa prática já é motivo para considerar a obra como absurda, afinal, a ciência funciona buscando evidências para depois formular uma opinião e não o inverso. Porém, Olavo tenta trazer o dado que as relações heterossexuais são necessárias para a sobrevivência da espécie e as relações entre indivíduos do mesmo sexo, apenas questão de gosto, e, por isso, não se deve questionar a superioridade dos héteros. No entanto, o autor não apercebeu-se que essa visão não é motivo para justificar uma superioridade dos heterossexuais, pois nenhuma pessoa deve ser superior a outra, mesmo que uma contribua com a perpetuação da espécie e outra não. Afinal, heterossexualidade também é questão de gosto e ninguém deve ser julgado por se sentir atraído por pessoas do mesmo sexo.

Na realidade tudo o que anseia a população homossexual é a paz, o respeito, o direito de se vestir como quiser, de tentar relacionar-se com quem tiver vontade, de ser quem quiser sem sofrer nenhuma consequência negativa por isso, ou seja, uma sociedade sem preconceitos ou discriminações.

Agora, resta superar esses posicionamentos preconceituosos e mentirosos, que se mostram como ciência mas na realidade podem ser definidos como opiniões infundadas e mal-intencionadas de indivíduos que lutam todos os dias para manter sua posição de privilégio. Diante desses fatos, é possível concluir que o positivismo é uma ferramenta muito útil a esse preconceito e, portanto, é em parte negativo à sociedade, ao contrário do que alega ser a própria proposta positivista de Comte.

Mateus Restivo de Oliveira
Direito - Diurno | UNESP

O Imbecil Positivista


As correntes sociológicas surgem em diálogo com fatores da realidade propondo nela intervirem. Nesse sentido, a sociologia oitocentista de Augusto Comte está inserida em uma lógica de oposição ao progressismo francês, ou seja, é crítica à possibilidade de reforma e readequação das instituições, propondo, portanto, a manutenção da ordem social pré estabelecida. Tal qual o Positivismo de Comte, conservadores da contemporaneidade são defensores de uma moral positiva, num viés paradoxal à inclusão de grupos específicos e adjacentes no que se chama de solidariedade. Assim, o Positivismo hodierno está vinculado a um processo global de resgate ao capitalismo liberal do século XIX, em contraste ao Estado provedor e inclusivo, o que suprime as particularidades individuais e aniquila a possibilidade de um bem estar pleno a diversos grupos.

Desde a queda do muro de Berlim há um retorno dos valores sociais do século XIX   pela descrença no Estado provedor, o que promoveu o retorno de ideias positivistas, fragilizando a inclusão social. Enquanto as democracias europeias, como a Holanda, tem enfoque na proteção às diversidades e garantem o crescimento vegetativo com políticas públicas, positivistas brasileiros como Olavo de Carvalho defendem os valores familiares conservadores, a fim de que a humanidade multiplique-se de forma autônoma, garantindo a ordem independente. Segundo ele afirma no capítulo “Mentiras Gays” da obra “O Imbecil Coletivo”, os indivíduos devem estar em seu papel social adequado para a funcionalidade, ou seja, têm a função de se reproduzirem em prol do prazer coletivo, não sendo aceitos, por isso, métodos de manutenção do crescimento populacional diferentes desta ordem. Ademais, neste viés, fica clara uma hierarquização das orientações sexuais, pois os heterossexuais seriam os que contribuem para o equilíbrio social, enquanto os homossexuais nada contribuíram para a ordem e o progresso. Isso tem como consequência um regresso na inclusão dos LGBTs, observado tanto na política de negligência do governo atual, cujo presidente ganha as eleições apesar de afirmar ser “homofóbico com muito orgulho”, quanto no aumento de 30% nos homicídios constatado pelo Grupo Gay da Bahia entre 2016 e 2017. Assim, o Positivismo olaviano mostra-se nocivo às liberdades individuais hodiernamente, sobretudo à comunidade LGBT i+.

Neste contexto, o indivíduo vê suas particularidades suprimidas por um ideal coletivo de progresso humano, o que torna o bem estar superficial. Para Olavo de Carvalho em “O Imbecil Coletivo”, a diversidade homoafetiva não é de caráter social pois está centrada apenas no desejo egoísta do prazer, o que significa que não seria digna de transbordar do indivíduo para a sociedade, cabendo à segunda, em nome da moral positiva, o dever de repudiar as expansões particulares desses grupos a fim de manter o "bem estar geral" (Status quo). Esse desprezo está presente inclusive no discurso presidencial e na orientação do governo atual, como ocorreu no caso “Golden Shower” durante o carnaval de 2019, quando o próprio presidente Bolsonaro generalizou os homossexuais como promíscuos e desertores da ordem pública, potencializando o preconceito já existente. Como consequência, priva-se uma parcela da população da sensação de pertencimento e, por isso, do bem estar pleno, o que é perceptível pelo aumento de 284% do número de suicídios de LGBTs em 2018 em relação a 2016, segundo o Grupo Gay da Bahia. Assim, o homossexual vê-se excluído devido à solidariedade que prega a ideologia positivista olaviana tendo, portanto, seu bem estar individual e social suplantado em prol do pseudo progresso pregado por ela. 

Diante dos fatos expostos, é evidente que a retomada de valores positivistas por autores contemporâneos inseridos num resgate aos ideais oitocentistas, como Olavo de Carvalho, e por agentes políticos, como o presidente Bolsonaro, apresenta-se nociva às minorias no Brasil, sobretudo ao grupo LGBT i+, que são sistematicamente privados de seu bem-estar pelo excludente ideal de solidariedade defendido por estes. 


Humanidade e Progresso

          No romance “Não Me Abandone Jamais”, de Kazuo Ishiguro, somos guiados pelas memórias de Kathy H. uma cuidadora que relembra os momentos em que passou no internato Hailsham, uma escola lírica com ênfase nas artes e em uma vida idílica, entretanto todos os alunos de Hailsham são clones cujo único objetivo é chegarem a fase adulta para doarem seus órgãos como verdadeiras peças de reposição, os alunos de Hailsham não terão direito à existência, mas serviram em prol de um “bem maior” para o corpo social, tendo em vista que os alunos são clones logo não são seres possuidores de direitos. Fora da ficção, não é novidade que ao longo da história buscou-se legitimar discursos segregacionistas através do uso de termos médicos e racionais, seja no processo de eugenia no século XIX ou em um artigo de Olavo de Carvalho, para compreender esses discursos torna-se necessário realizar uma inquirição no Positivismo Filosófico de Auguste Comte.
 2 — Introdução ao Positivismo
          Em meio a uma série de transformações sociais, iniciadas quando três séculos antes Copérnico descobriu que à terra não era o centro do universo, o francês Auguste Comte, escreve o “Curso de Filosofia Positiva”, uma obra monumental dividida em seis volumes que disserta acerca dos fundamentos do “Positivismo” e a teoria dos três estados. Nessa obra, Comte descreve o verdadeiro “Bildungsroman” (romance de formação) da humanidade, Goethe revolucionou ao escrever em “Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister”, um herói em formação, narrando da infância até chegar a maturidade, assim faz Comte ao definir a Lei dos Três Estados.
          A infância da humanidade seria o estado “Teleológico”, momento no qual as sociedades recorreriam às explicações sobrenaturais para explicar aquilo que não consegue entender, a mocidade seria o estado “Metafisico”, um momento de transição onde as entidades sobrenaturais dão espaço para conceitos abstratos. Por fim, a maturidade das sociedades seria o estado “Positivo”, o momento no qual a razão deixaria de cair em divagações metafísicas e buscaria somente as leis dos fenômenos com o desejo de confirmar ou não a validade das teorias, ou seja, aceitar aquilo que está posto e buscar exclusivamente o conhecimento que permita o progresso social.
3 — A legitimação da barbárie
          Ante o exposto, identificamos que as teses de Comte encontram espaço para perigosas construções discursivas no âmbito de legitimar praticas segregacionistas em nome do “progresso” e do bem maior do corpo social, será tomado como exemplo desses perigosos discursos: o Movimento Eugenista e o artigo escrito por Olavo de Carvalho que foi debatido em aula.
          Em primeiro lugar, o Movimento eugenista origina-se na Inglaterra, mas tem grande influência no final do século XIX e início do século XX em diversos países  incluindo o Brasil —, esse movimento pregava a “melhoria” da raça humana através da seleção genica e da esterilização das populações tidas como inferiores para permitir uma melhoria da sociedade. Nesse sentido, identificamos o forte caráter positivista dessa tese ao alinhar a necessidade de um progresso social a partir da eliminação de determinados grupos, os eugenistas negavam qualquer caráter preconceituoso e gostavam de reforçar o caráter meramente cientifico de suas teses
          Já no texto “Mentiras Gays”, de Olavo de Carvalho, o discurso concentrasse na capacidade de contribuição da comunidade LGBTQIA+. Segundo Olavo, essa comunidade não pode ser detentora de direitos que as protejam da descriminação ou de direitos iguais aos dos casais heterossexuais, tendo em vista que por serem uma comunidade onde suas relações sexuais não têm por objetivo a reprodução, mas somente a “satisfação do prazer”, desta forma, são pessoas que não contribuem para a continuidade do corpo social as excluindo automaticamente do rol dos direitos, para o “filósofo” a proteção à comunidade LGBT deve se resumir a mera positivação em lei sem qualquer estatuto especial. Observamos que Olavo busca um elemento “racional” para justificar a exclusão da comunidade LGBTQIA+, e encontra esse elemento nas teses do progresso social do positivismo.
4 — Conclusão
          A obra de Kazuo Ishiguro é sensível e humana, lida com o dilema existência daqueles que foram escolhidos para serem sacrificados, a busca pelo progresso indiscriminadamente não nos torna mais humanos se ao longo do caminho negarmos a nossa própria humanidade. Auguste Comte foi pioneiro ao propor a necessidade de uma ciência voltada para o social, deste embrião surgiram as Ciências Econômicas, a Sociologia e o Direito. Por fim, que a busca pelo progresso se concilie com o sentido humano que almejamos.     

Luís Gustavo da Silva - 1º ano de Direito/Matutino. 

O acesso à informação gerando desinformação


          Em “O discurso do método”, Descartes, a procura de verdades incontestáveis, parte da premissa de julgar como completamente falsa qualquer opinião que pudesse supor dúvidas, para então, por consequência, analisar se restaria alguma convicção autêntica. No entanto, o desenvolvimento do método científico parece ter sido vão, ante o cenário atual, no qual internautas de toda parte do mundo, com realce nos brasileiros, são constantemente acometidos de notícias contendo meias verdades e, até mesmo, balelas que, por falta de responsabilidade e de busca por clareza, são entendidas como genuínas e compartilhadas sem compromisso com a veracidade de seu conteúdo.
            Embora o método científico, criado por Descartes em junção à ideias de Bacon, promova a dúvida como base para a formulação de ideias verdadeiras, vive-se um momento em que fraudes disseminadas, tendo como exemplo “compartilhe essa mensagem com 10 amigos e amanhã você achará 1000 reais na rua”, são amplamente aceitas, enquanto verdades consolidadas, como a importância da vacinação, são postas constantemente em questionamento. Assim, debilitando anos de estudos baseados em pesquisa e experimentação, realizadas em prol de um maior desenvolvimento da humanidade.
            Ademais, a crítica de Francis Bacon à dialética aristotélica se aplica perfeitamente aos tempos modernos, na qual diz “ao impor à natureza das coisas inumeráveis distinções arbitrárias, mostrando-se sempre mais solícito em formular respostas e em apresentar algo positivo nas palavras do que a verdade íntima das coisas.”. Essa aplicação se exemplifica ao observar o abafamento, por parte do estado, do número de casos e mortes por conta do COVID-19, apresentando à população dados reconfortantes ao invés dos reais e, portanto, privando-os da verdade.
            Em face do discutido, fica evidenciado o desvio do ser humano no caminho da busca por conhecimentos legítimos. Mesmo que os trabalhos de Descartes e Bacon tenham sido de suma importância para o avanço da ciência moderna, presenciamos atualmente, um descaso, tanto por parte da população, que não busca a verdade das coisas, como dos órgãos gerenciadores da mesma, que não intentam informar e garantir a veracidade do informado ao cidadão. E assim sendo, transforma gerações que buscam a transformação da natureza, em sucessores que apenas buscam a contemplação da mesma, seja ela fundamentada na verdade ou não.


Autor: Lucca Benedetti de Morais          RA:201225158                Turma: XXXVII - Direito Noturno

Ser ou não ser? Qual o limite da individualidade?


Ter empatia com uma causa social sempre foi algo digno de admiração entre nós seres humanos. Deixar nossos interesses e vontades pessoais de lado para salvaguardar o bem-estar de outrem é uma atitude considerada nada egoísta e digna de reconhecimento. Mas até onde nosso senso de pertencimento à um corpo social deve interferir em nossa individualidade? Será que para que uma sociedade se comporte de modo mais orgânico possível todas as suas engrenagens devem constituir-se de peças iguais e devem então comportar-se de maneira indistinta? E talvez a questão mais importante que deve ser posta, existem peças mais relevantes que as outras quando se fala na composição de algo?
Auguste Comte, pai da filosofia positivista, afirmou que para existir um progresso social a ordem deve ser primeiramente estabelecida. Segundo ele, para que essa ordem se torne realidade o indivíduo deve estar ciente e educado de uma moral baseada numa racionalidade que discrimine o essencial daquilo que é supérfluo. No caso concreto, qualquer coisa que fuja de uma normatização e que não tenha em vista um fim útil aos padrões gerais de uma sociedade acaba por estabelecer uma desarmonia no sistema social e por esse motivo deve ser vista como uma anomalia que deve ser corrigida e, quando possível, restaurada. A ordem é algo que regra e estabelece uma padronização de comportamento. Nesse sentido, falar-se em plena identidade individual parece ser algo que fere esse princípio.
Seguindo as analogias do campo biológico que estudiosos como Comte e Émile Durkheim insistiram em fazer em seus estudos sociológicos, ao entenderem que o todo acaba sendo maior que a soma das partes, ignoram que cada peça que compõem um corpo orgânico trabalha por um fim em si mesma, cada órgão de um sistema se solidariza no conjunto porque tem uma necessidade natural de sobreviver de uma forma que garanta seu pleno funcionamento, e que só como expressão última acaba por trazer benefícios maiores para o todo. Promover a total perda de identidade de algo em prol de uma visão que se diz superior é tão simplesmente apoiar-se numa ideia que limita aquilo que na prática não pode e nem deve ser limitado. Nenhuma peça de um sistema complexo é totalmente igual ou se sobressai a outra, e não se poderia falar em finalidade sem considerar que quando um componente deixa de agir da maneira que está naturalmente predisposto a fazer sempre acaba afetando os outros componentes que estão com ele relacionados.
Respeitar a diferença e entendê-la como algo positivo é uma lição que só muito recentemente nós seres humanos começamos a entender. Ter gostos, propensões, e maneiras de conduzir a vida diferentes só são julgáveis quando afetam de forma maléfica o outro, e por isso qualquer teorização que vá no caminho contrário somente estará buscando estabelecer uma uniformização superficial da realidade em um contexto em que as coisas naturalmente necessitam funcionar de maneira distinta para que se possa de fato haver uma coexistência harmônica e orgânica.

       O positivismo no interior das crenças populares e seu exercício desde o século XX


  Quando tentamos entender as nuances da sociedade e seus avanços tecnológicos e científicos, algo que é intrínseco a discussão é o positivismo alicerçado por Auguste Comte, que por muito tempo fez com que a humanidade progredisse cientificamente e hoje em dia tem se tornado uma névoa para que consigamos entender o papel do ser humano diante do meio em que está inserido. 
   Após meados do século XX, a necessidade de aprimoramentos tecnológicos e bélicos, motivados pelas Guerras, fizeram com que os governantes ao redor do planeta olhassem por um viés positivista, buscando sempre desenvolvimento e progressoa qualquer custo, mesmo que isso significasse avançar a ciência em detrimento do indivíduo e suas escolhas, crenças e afinidades pessoais. 
     Nos dias de hoje, podemos ver claramente que os ideais positivistas estão arraigados não apenas nas mentes de grande parte da população, mas também em seus corações, que acreditam piamente que só existirá progresso caso o ser humano pare de pensar em si próprio e em suas vontades e comece a pensar na sociedade e em seu progresso. Esse discurso é muito bem observado em “O Imbecil Coletivo”, de Olavo de Carvalho, onde ele fala sobre a essencialidade da heterossexualidade em contrapartida a inutilidade social da homossexualidade. Ele associa o sexo apenas à reprodução e desvaloriza o prazer, de forma que “cientificamente” seu discurso seja comprovado. 
   O problema de interpretar dessa forma, é que assim descartamos as necessidades do ser humano de se sentir bem, e sobrepomos o indivíduo com a sociedade. Ignorando o fato de que desconsidera- se vários outros aspectos positivos que o grupo LGBTQ+ proporciona a sociedade. 
   O pior de tudo, é que esse discurso de ódio mascarado pela "ciência" faz parte das crenças de grande parte da população e é nosso trabalho não só como juristas, mas como seres humanos providos de sentimentos, mudarmos esse cenário para que todos possam viver sua liberdade, igualdade e fraternidade.  


                                                       Falha superficialidade
  Respeitando o efeito pendular da história, o período de explosão de revoluções e ascensão de classes até então inferiores no século XIX propiciou o surgimento de uma doutrina contrária ao Iluminismo. Uma vez que sociedade europeia (especialmente francesa) se via em meio à anarquia social, processos públicos incertos e a ideia de liberdade excessiva, o positivismo se pôs como a doutrina que proporcionava rigidez, tradicionalidade e ordem.
   Comte trouxe ao mundo a simplicidade intelectual, a “anticomplexidade” frente a tantos problemas discutidos em seu tempo, mas seria isso valoroso para a humanidade? Com a simplicidade também a vem a superficialidade, é necessário compreender que a ideia de reflexão é indispensável em todo e qualquer caso de decisão de conduta social, seja individualmente ou coletivamente. Tomemos como exemplo atual o posicionamento do presidente da república quanto ao uso de medicamentos para tratar o Covid-19: Após a hidroxicloroquina ser apontada como uma droga possivelmente efetiva contra o vírus, o chefe do executivo se posicionou firmemente favorável à sua produção em massa, já que existiam casos de contágio curados com o uso  do remédio. Se ele usou e se curou, significa que funciona, não é? A simples divagação sobre essa possibilidade excluiria a certeza de efetividade: existem aqueles mais resistentes e outros mais vulneráveis aos sintomas da doença, e uso da hidroxicloroquina nos primeiros gera a percepção de causa (uso do medicamento) e efeito (recuperação rápida), quando a causa real é a boa condições de defesa do organismo. O uso desse medicamento comprovadamente ineficaz, traz mais riscos do que segurança à saúde, e o posicionamento da pessoa mais influente no cenário nacional favorável ao uso deste é de grande irresponsabilidade.
  O imediatismo do positivismo pode trazer uma série de problemas, a exemplo do caso citado acima. A negação da reflexão é o desenho da personalidade brasileira média, que age de acordo com as percepções iniciais e elege um representante desse viés.



Gabriel Nogueira, 1° ano, noturno.


A hégira do direito individual em prol do coletivo

“Para o espírito positivo, o homem propriamente dito não existe, existindo apenas a Humanidade” tal citação de Augusto Comte reforça os ideais de que o direito coletivo se sobrepõe ao direito individual em todos os aspectos que garantem a moral social, sendo esta moral uma conduta que garante ordem ao progresso, torna-se indubitável analisar os aspectos que conduzem o espírito positivo na sociedade contemporânea.

Em primeira análise, nota-se o progresso científico da nação como tema central da filosofia positivista. De acordo com Aldous Huxley em Admirável mundo novo “A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão”. Sob tal ótica, podemos prospectar que a forma mais eficaz de trazer o avanço científico para o contexto global será por um espírito coletivo de progresso, suprimindo as liberdades individuais e tornando o ser humano um espírito único para o avanço da humanidade. Dessa maneira, mostra-se que um regime escravagista que usa a força para inserir o progresso na sociedade é ineficaz, e uma vez que estes indivíduos trabalharão forçadamente, perderão a eficiência que teriam se trabalhassem por livre e espontânea vontade em prol do ideal coletivo.

Segundo Comte, os indivíduos devem sacrificar suas vontades individuais em prol do bem-estar coletivo e ao avanço da nação. Paralelamente, no capitulo “Mentiras Gays” do livro “O imbecil coletivo” de Olavo de Carvalho, o individuo que se caracteriza LGBTQ+ deverá suprimir suas vontades sexuais para reproduzir, e assim, contribuir para a física social de uma interpretação positivista. A teoria olaviana diz que o sujeito que não contribui para a manutenção reprodutiva da sociedade, é um egoísta carnal, que promove a ruptura da coalizão.

 OBS: O texto acima não representa a opinião do autor, pois a atividade proposta pelo professor possui o intuito de apresentar as diferentes perspectivas sobre uma vertente em específico.

Lucas Magalhães Franco - 1.º Noturno

domingo, 19 de julho de 2020

DO PROGRESSO AO ÓCIO: Uma crítica a “sociedade da produtividade” em tempos de pandemia


Durante a maior crise de saúde dos últimos 100 anos determinadas estruturas sociais são restabelecidas na sociedade brasileira. O conjunto de políticas públicas ineficientes, má administração pública, crise humanitária e descaso social são um dos fatores que permitem o reaparecimento de tais estruturas enraizadas no país. Após seis meses da tentativa de distanciamento social, para conter a proliferação do Corona vírus, é possível identificar o crescimento da produção cientifica. Segundo dados do portal de notícias Diplomatique Brasil, as pesquisas acadêmicas dobraram desde o início da pandemia, principalmente entre homens.
Nunca antes, o lema positivista “Ordem e Progresso” inscrito em nossa bandeira, teve tanto sentido. A pandemia gerou, em determinadas parcelas da sociedade, a necessidade do cuidado com o outro. O altruísmo coletivo em detrimento do egoísmo individual são características marcantes do início da segunda década do século XXI. A ordem impera na tentativa de conter novos casos e consequentemente novas mortes.
Porém como mencionado anteriormente o crescimento produtivo de parte da população são consequências do ‘Novo Normal’. A ideia do trabalho a distância, o aumento do uso de novas tecnologias são características que permitiram o constante progresso da sociedade contemporânea. Assim, se retornarmos ao início da formação da república brasileira, nos meados do século XIX, as visões da corrente positivista prevaleciam sobre qualquer outro pensamento. Dessa forma após aproximadamente 130 anos da construção de nosso sistema político, vivenciamos a produção cientifica e acadêmica cada vez mais desenvolvida na sociedade brasileira. A ideia do constante progresso, da utilização produtiva do tempo, ou até mesmo do ócio criativo, lema muito desenvolvido na contemporaneidade, são aspectos similares, ou até - arrisco dizer - os mesmos, que do início de nossa república.
Sendo assim, o desenvolvimento das relações humanas cada vez mais sucateadas pelo ideário de produção é intensificado com a calamidade pública, desencadeada pelo Corona Vírus. Logo, essa concepção linear e evolucionária do positivismo, de um constante progresso científico não leva a superioridade social, como previa Comte, mas sim ao descaso com o diferente e a frustração pessoal.
Aliado ao que foi anteriormente exposto, nas últimas semanas, repercutiu nos meios digitais, as falas do rapper Emicida no programa Papo de Segunda. Em suma, a visão de uma das maiores vozes do rap brasileiro, convergem para a crítica desse constante progresso positivista enraizado na sociedade brasileira. O trecho compartilhado nas redes sociais refere-se a exaustão do artista em estar sempre produzindo, isto é, a pressão imposta pela sociedade de estar sempre utilizando todo seu tempo para novos lançamentos. A frase “(...) quero estar cortando a unha do pé, assistindo um programa de culinária” auxilia a entender a crítica contida no ideário de constante progresso social.
Dessa forma, se relacionarmos a ideia do avanço do pensamento científico, nota-se paridade com as estruturas do início da contemporaneidade. Comte, considerado o pai da sociologia, influenciou diversos pensadores posteriores, com a ideia da constante superação empírica, isto é, a doutrina positiva, quando questiona as bases epistemológicas do conhecimento e propõem uma nova reflexão acerca da condução do pensamento social, busca classificar a maneira de se fazer ciência.
                Embora, o avanço científico, proposto por Comte, seja de grande importância para a humanidade, deve-se ter em mente a situação histórica em que todos se encontra. As falas do rapper, são extremamente puras e coesas com o contexto social, político e econômico que vivemos. Enquanto, pessoas perdem seus empregos, colegas de trabalhos e até mesmo familiares, para uma nova doença, todos os aspectos psicológicos e comportamentais do individuo deve ser levado em consideração. Assim, exigir da sociedade o aproveitamento extremo do tempo para a constante evolução profissional do ser, baseado em um ideal positivista da evolução humana, é ignorar totalmente as essências de cada um e corroborar para a reificação do indivíduo.


Rafael Bronzatto - Direito Matutino | UNESP

O problema inorgânico das ações afirmativas

Em tempos recentes, grupos historicamente oprimidos vieram reivindicar o direito à reparações pelas injustiças sofridas por seus antecessores, de forma a aliviar prejuízos que julgam ainda sofrerem como consequência de tais injustiças, as chamadas "ações afirmativas". Embora aparentemente inofensiva no abstrato, uma exploração das implicações de tal ideia rapidamente a revela como nociva para a moral, e a tentativa de forçar sua efetivação como um detrimento para a sociedade.

Comecemos nossa exploração pelo aspecto da moral. A principal complicação da noção de reparar injustiças cometidas pelos nossos ancestrais se dá na violação da unicidade de cada indivíduo, por que devem os filhos herdarem os pecados dos pais? Prejudicar um homem branco hoje sobre a prerrogativa de reparar o dano causado por seus antepassados não está verdadeiramente desfazendo uma injustiça, pois não está interferindo com o gozo do infrator, há muito tempo falecido, nem está amenizando o sofrimento da vítima, também morto há muito tempo. De fato, esse ato de reparar só está criando uma nova injustiça, ao responsabilizar um homem por uma ação que não foi sua.

Devemos então argumentar que um homem não deve ser apenas responsabilizado por suas ações, mas também pelas ações de seus semelhantes, que estavam fora de seu controle, só porque lhe possa ter havido algum ganho material? Deve o povo alemão e suas indústrias serem responsabilizado pelos atos do governo nazista há mais de meio século? Se sim, então não deveriam os favelados serem responsabilizados pelos crimes das gangues que comandam suas comunidades, financiando suas economias locais? Ainda que aprovássemos de tal noção, um descendente de escravocratas, por exemplo, ainda seria mais inocente, por não ser culpado nem de omissão, nem de inação perante os crimes de seus semelhantes, visto que eles não eram nem contemporâneos.

Há ainda de considerar a possibilidade de que qualquer dívida histórica que tentemos incumbir sobre um indivíduo já tenha sido paga. Ainda que adquirido de forma imoral, nem todos aqueles que lucraram a partir da opressão de alguma minoria retiveram suas riquezas puramente para um enriquecimento pessoal, alguns se tornaram pilares de suas comunidades, financiando escolas e hospitais que hoje servem a todos os cidadãos, independente de gênero, etnia, credo, e orientação sexual. Não devemos honrar tais homens, visto que suas riquezas foram adquiridas de forma injusta, mas se estamos discutindo o assunto sobre "dívidas" e "reparações", devemos também avaliar suas contribuições. Visto isso, não poderia então qualquer "dívida histórica" de seus descendentes já estar, de fato, paga?

Investigado as complicações morais das ações afirmativas, olhemos agora para seus impactos sociais. As ações afirmativas se justificam como redutoras da desigualdade, desigualdade que é vista como causa de tensões sociais. Hoje vemos várias minorias sendo acariciadas com ações afirmativas e um número de proteções especiais, mas ainda assim as tensões sociais parecem só aumentar, demonstrando uma inefetividade por parte das ações afirmativas como provedoras de um apaziguamento social.

Percebamos então, primeiro, que a eliminação de toda desigualdade é puramente fantasiosa, visto as diferenças como consequência da diversidade, todas as pessoas nunca serão plenamente iguais, e haverá diferenças de propensões, que devem serem consideradas por causarem diferenças de efetividade e capacidade.

Analisemos então a perspectiva de que não seja a desigualdade, por si só, causadora do caos social, mas sim o desejo impulsivo e impensado pela plena igualdade, um ideal impossível. As ações afirmativas incorporam essa busca pela igualdade "a qualquer custo" e cometem injustiças que geram tensões sociais, por parte do grupo hegemônico, que se vê ativamente injustiçado com as minorias, e por parte das minorias, que internalizam um complexo de vítima e externalizam todas suas insatisfações como sendo responsabilidade de outros na sociedade. As ações afirmativas se mostram então inorgânicas e contraprodutivas na criação da solidariedade e da união social, e acabam apenas intensificando o antagonismo.

Embora a igualdade plena seja um mito e sua busca seja prejudicial, a igualdade de tratamento, perante o direito e o trato social, é uma fonte de justiça e pode gerar um apaziguamento social, mas esse tratamento igualitário não pode ser coagido inorganicamente por ordens como as ações afirmativas, ele só pode ser aprendido organicamente na observação de leis que priorizam a justiça e a solidariedade plenamente imparciais, e de uma educação que reconhece as diferenças e promove o entendimento, ainda que alguns preconceitos estatísticos sejam necessários para a administração social.

Deve-se também exercer cautela na sintetização dessa educação inclusiva, sempre considerando o impacto pedagógico que essa pode ter. Peguemos por exemplo a homossexualidade, a heteronormatividade possui algum valor pedagógico na educação do adolescente: Ao se desenvolver o desejo sexual, para saciá-lo o adolescente é impulsionado a interagir com o sexo oposto, se afastando de seu semelhante e interagindo com o diferente, desenvolvendo tolerância e até mesmo apreciação pelas diferenças. Se a homossexualidade fosse normalizada no ensino pré-pubescente, é possível que mais e mais adolescentes se recusassem a interagir com o sexo oposto durante seu desenvolvimento sexual, preferindo o conforto recluso da companhia de seus semelhantes, alienando-se ainda mais do sexo oposto e da diversidade. Tais considerações devem ser feitas e estudadas pelos devidos especialistas antes de se realizar quaisquer mudanças potencialmente desestabilizadoras na educação e na sociedade.

Em suma, as ações afirmativas são inefetivas e até mesmo contraprodutivas. O conceito de realizar justiça através da reparação de dívidas históricas é comparável com se tentar lutar contra a própria sombra. A história não é completamente justa, e o mundo não é perfeito, mas o melhor que podemos fazer não é brigar uns com os outros na partilha do pouco que temos, mas sim trabalharmos juntos em sociedade para que haja mais para todos.

Thiago de Oliveira Lopes - 1º ano - Noturno

NOTA: O AUTOR NÃO COMPARTILHA DAS OPINIÕES OU CONCLUSÕES AQUI EXPRESSAS, O AUTOR TAMBÉM NÃO APROVA DO USO DE SEU TEXTO NA PROPAGAÇÃO DE QUALQUER CAUSA QUE COMPARTILHE DAS OPINIÕES OU CONCLUSÕES NELE EXPRESSAS. ESSE TEXTO FOI ELABORADO EXCLUSIVAMENTE NO CONTEXTO DE UM EXERCÍCIO PROPOSTO.

sábado, 18 de julho de 2020

O POSITIVO GERANDO EFEITOS NEGATIVOS


O POSITIVO GERANDO EFEITOS NEGATIVOS

Nos dias atuais são recorrentes, além de muito evidentes, situações em que ideias em relação à pandemia se confrontam. Ideias essas cujo maior assunto tenha sido, talvez, o modo de lidar com o problema de saúde mor, Covid–19. Muitos são os confrontantes, mas dois, em especial, chamam mais a atenção. De um lado, defensores do não isolamento, mesmo que muitas vidas sejam perdidas, a fim de manter a economia funcionando. Do outro, defensores do isolamento, do distanciamento social, já que é inconcebível admitir mortes de pessoas humanas. O primeiro tipo de defensores exposto, aliás, encontra no Brasil um grande respaldo de diversos setores do Governo Federal, inclusive do presidente. Presidente este que, desde o início do seu governo, o teve regularmente associado a Olavo de Carvalho, o “guru” – ou “ex-guru” – do governo Bolsonaro. Independentemente da continuidade de sua influência no governo, há a certeza de que as ideias que Olavo plantou no solo fértil desse governo de caráter militar positivista ainda geram frutos. Estes como a defesa e a aplicação do não isolamento: movidos pela lógica utilitarista positivista de Comte, parte da população, culturalmente formada e influenciada pela ideologia positiva, e governo tomam cidadãos brasileiros não como pessoas, plenas de dignidade humana, individualidade e personalidade, mas sim como apenas mais uma peça de engrenagem em um sistema mais complexo e, portanto, maior: a sociedade. 
    Segundo Comte, a sociedade possui primazia sobre o indivíduo. Olavo de Carvalho também compartilhou desta crença em um de seus textos, afirmando a primazia da sociedade sobre o indivíduo ao inferiorizar o valor da relação homossexual à frente da heterossexual, dizendo que a supressão da primeira apenas irritaria alguns, enquanto que a da segunda ocasionaria na extinção da espécie humana (CARVALHO, Olavo. "Mentiras gays". In: O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras.). Dessa forma, segundo o positivismo, são os cidadãos brasileiros matáveis, descartáveis, a fim de satisfazer interesses da sociedade, da ordem, do progresso.
    Enfim, os danos causados por essa ideologia são bem evidentes e não requerem adicional apresentação: dia 18/07/2020, o Brasil já passa de 76 mil mortes por coronavírus         
(https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/07/16/coronavirus-covid-19-casos-mortos-16-julho.htm). Enquanto o Brasil continuar a desvalorizar a vida em nome da Ordem e do Progresso, por meio dessa visão utilitarista e positivista, todos só têm a sofrer.

Vitor Nakao Tersigni - 1° Ano de Direito - Matutino

Ambição Incontida: Um Atentado à Coesão

   O positivismo, desenvolvido por Auguste Conte em um contexto de intensa anarquia social e intelectual, traz à ciência da sociedade métodos para que esta alcance o grau objetivo de compreensão e interpretação do qual as ciências exatas e da natureza já dispunham. Para isso, vale-se da identificação de leis invariáveis, que possibilitam à sociologia meios palpáveis para sistematizar o caminho progressivo a evolução humana. Dispondo de tal metodologia, Conte revela como lei imutável da sociedade a ordem como meio necessário para que a população exerça sua função social de forma satisfatória alcançando, assim, o progresso. As ciências humanas adquirem, a partir de então, a capacidade de transcender a identificação dos fenômenos sociais, podendo também reorganizar a sociedade de forma sistêmica. O sociólogo revela a moral como principal instrumento para a manutenção dessa dinâmica social.
   Vale destacar, no entanto, que se trata de uma moral liberta das amarras da teologia, a qual objetiva uma salvação individual, egoísta. A moral positivista, ao contrário, contempla a boa conduta do cidadão em sociedade com finalidade altruísta, de amor a estabilização social. Segundo tal perspectiva, a verdadeira felicidade provém do bem estar da totalidade humana, o qual só é possível a partir da supressão de desejos e ambições pessoais em prol do bem coletivo.
   Conduzindo a discussão desse panorama ao cenário contemporâneo, destaca-se a análise de dois autores: Antônio Gramsci - contrário a ótica positivista - e Olavo de Carvalho - alinhado à corrente sociológica em questão. Em seu discurso, Gramsci discorre sobre uma hegemonia cultural que acolhesse as diversidades, nivelando a desigualdades. Em contraponto, Olavo de Carvalho suscita, em consonância com lógica desenvolvida por Conte, que o acolhimento de classes tão individualizadas (como grupos lgbts e movimentos negros) traz tamanha complexidade e subjetividade que dificulta a formatação de uma sociedade e cultura estáveis. Ademais, a corrente considera os desníveis sociais como inerentes à humanidade, de forma que subverter a ordem dessas camadas ameaçaria seu funcionamento pleno.
   A princípio, o pensamento positivista defende que o indivíduo deve incorporar-se à existência coletiva atual e passada, de forma que haja o reconhecimento de que episódios como a escravidão foram atrocidades históricas. No entanto, tal perspectiva considera que abolição da escravatura se faz suficiente para reverter o erro passado. Assim, a discussão sobre o racismo estrutural não deve permear as preocupações do Brasil na atualidade, evidenciando a desnecessidade de medidas reparatórias como as cotas raciais, uma vez que a Constituição Cidadã de 1988 já garante a igualdade perante a lei. Infere-se, portanto, acerca das lutas sociais, que estas representam grande ameaça ao progresso, já que fomentam nesses grupos ambições não coesas às suas classes.
   Em segunda análise, consoante o mesmo panorama, Olavo de Carvalho afirma, em sua obra “O Imbecil Coletivo”, que a comunidade lgbt, por não ser discriminada perante a lei, já dispõe de todos os direitos que podem legitimamente reivindicar, sendo absurda a pretensão de direitos individualizados, referentes à sua opção sexual. Argumenta ainda ser ilógico que a opção pela homossexualidade almeje reconhecimento de valor igualitário à heterossexualidade, uma vez que a primeira consiste em um desejo individual que nada colabora para o progresso social e a segunda é necessária para a manutenção da raça humana. Assim, a supressão da heterossexualidade caracteriza-se como um comportamento disfuncional, no qual a individualidade é priorizada em detrimento da coesão da sociedade, contrariando a moral idealizada pelo positivismo. Em suma, o homossexual é tido como uma figura patológica à sociedade, visto que é privado da capacidade de reprodução e, consequentemente, não exerce a humanidade plena.

Ana Vitória Oliveira Castro – 1° ano – Noturno

Nota: O autor do texto não concorda em hipótese alguma com os argumentos acima expostos. A dissertação consiste, apenas, em um exercício de argumentação proposto pelo professor.

Uma vida sem anarquia social

   Em meados do século xix ,a filosofia positivista surgiu com Augusto Comte,num contexto europeu extremamente conturbado,já que diversas revoltas ocorreram.Para diminuir com essa anarquia,Comte criou um pensamento para ser aplicado socialmente,baseado na ordem e progresso.                                 Com o passar dos anos,a falta de organização social só cresceu,já que as ideias de Marx e Bakunin influenciaram a prática de muitas revoltas.Um exemplo disso foi a revolta operária em São Paulo no ano de 1917.Tal fato gerou a formulação de novas teorias baseadas no positivismo,na tentativa de retomar uma estática social.Para ilustrar isso pode se citar Olavo de Carvalho,com o seu livro O Imbecil Coletivo.Nele o autor analisa alguns fatores que tentam corromper com a organização coletiva.No fragmento denominado mentiras gays ,o autor mostra que a homossexualidade em nada contribui para a humanidade,porque representa a busca do inútil frente ao útil.Nesse caso prioriza se o prazer do ato homossexual ao invés da perpetuação da espécie.Esse pensamento pode ser visto nas falas da ministra Damares Alves,pois ela condena práticas sexuais que não sigam o padrão cristão.Tal ideologia é essencial para manutenção de uma família heterossexual,o que corrobora para manter o corpo social ao longo do tempo.                                                                                                               Portanto ,fica evidente que o positivismo consegue se livrar da anarquia social.Suas ideias são pautadas em uma moral coletiva que é muito mais efetiva que desejos individuais.                                                                                                                                                                                               João Vitor Sodré Dias Galvão- 1º Ano de Direito-Noturno                                                               Nota:O texto não representa o posicionamento do autor,apenas uma abordagem distinta sugerida pelo professor

Desordem e retrocesso ocasionados pela ascensão de movimentos sociais


Segundo Augusto Comte em sua obra “Discurso sobre o Espírito Positivo”, “... o homem propriamente dito não existe, existindo apenas a Humanidade, já que o nosso desenvolvimento provém da sociedade”. Em outras palavras, para garantir o progresso de uma nação, é necessário que alguns indivíduos sacrifiquem seus desejos e vontades em prol do bem-estar público. De maneira análoga, Olavo de Carvalho apresenta posicionamentos em “Mentiras Gays” relacionados ao pensamento positivista de Comte, sob a perspectiva da homossexualidade. Hodiernamente, a sociedade enfrenta impasses de cunho político-ideológico que afetam diretamente a educação e comprometem a formação do pensamento de cidadania do homem moderno, impedindo a evolução do Estado.

Em primeiro lugar, em 2004 foi criado o movimento Escola sem Partido (ESP), pelo advogado Miguel Nagib, com o objetivo de combater a doutrinação ideológica ocasionada por professores simpatizantes da ideologia e partidos de caráter esquerdista. Conforme esse panorama pode-se notar a forte tentativa por parte desses profissionais da educação em influenciar crianças e jovens na construção de condutas contrárias ao papel normativo que cada gênero deve ocupar socialmente. Ademais, a ideologia de gênero é uma falsa interpretação daqueles que a defendem como algo inovador e associado ao desenvolvimento intelectual e social, visto que é usada como mecanismo para corromper a juventude, ao representar que os papéis sociais do sujeito enquanto “homem” ou “mulher” podem ser flexíveis.

Por conseguinte, essa linha de pensamento resulta na desordem da sociedade rompendo o cumprimento da organização pública e impedindo o progresso. Desse modo, a proposta de Nagib na Escola sem Partido, é uma forma de conter a balbúrdia no setor público deixando que a família ensine os comportamentos tradicionais que devem ser seguidos por cada indivíduo de acordo com seu sexo biológico.

Em segundo lugar, outro desafio que a sociedade contemporânea enfrenta é a ascensão dos movimentos sociais e as políticas públicas conquistadas por esses. Sob tal perspectiva, é possível destacar a Lei n° 12.711 (Lei de Cotas), que determina a aprovação de 50% das vagas de universidades reservadas para alunos de escola públicas, baixa renda e PPI (pretos, pardos e indígenas), com o intuito de democratizar o acesso ao ensino superior. Entretanto, tais políticas são desnecessárias, pois beneficiam somente determinados grupos, contrariando o princípio meritocrático que deveria prevalecer para a prosperidade do país. Dessa forma, a luta de negros, feministas e LGBTQIA+ é uma revolta para exigir benefícios próprios que desconsideram o bem coletivo, uma vez que a Constituição garante direitos iguais a todos.

Portanto, para o alcance de um desenvolvimento social- econômico no país é necessário total repúdio a essas falsas idéias progressistas que reivindicam direitos a grupos minoritários propagando desordem e retrocesso. Logo, é substancial resgatar os valores da família tradicional brasileira na construção de indivíduos conscientes do seu papel social para o bom funcionamento da sociedade, somente com essa formação de moral, será possível de fato o emblema da bandeira brasileira: “Ordem e Progresso”.


OBS: O texto acima não compactua com a opinião do autor, visto que foi uma atividade proposta pelo professor com objetivo de apresentar diferentes perspectivas de uma mesma corrente.

Sacrifício de Poucos, Benefício de Muitos


August Comte (1798-1857) foi um importante pensador francês, precursor e idealizador da teoria positivista. Suas ideias tiveram grande impacto, principalmente na área das ciências, e possuem influência em filosofias até os dias atuais, como por exemplo nos ideais de Olavo de Carvalho (1947-). 

Entre os vários aspectos da teoria positivista, Olavo de Carvalho no capítulo “Mentiras Gays” de sua obra ‘O Imbecil Coletivo’ (1995), o conceito de solidariedade é apropriado e aplicado. Tal pensamento defende o papel de cada cidadão em sua negação identitária e particular em favor do bem comum.

O ponto de intersecção entre tal raciocínio positivista e as ideias de Carvalho, se encontram no princípio de que a homossexualidade é um fator secundário e inferior à atitude heterossexual. Tal argumento está apoiado na ideia de que a homossexualidade é um mero desejo, enquanto o seu oposto é intrínseco à natureza humana e necessário para a sobrevivência da espécie.

Portanto os homossexuais devem renunciar a luta por direitos que vão além daqueles aos quais os heterossexuais possuem em prol de um maior bem-estar social. Também pelo fato de não haver argumento racional que possa sustentar a ideia da conquista de direitos e privilégios referentes a uma opção sexual.

Outrossim, a vontade da maioria deve prevalecer sobre os anseios de uma pequena minoria, pois, nas palavras do próprio Olavo de Carvalho: “alguma relação heterossexual, ainda que em dose menor, continuará sempre necessária e, neste sentido, mais valorosa para a humanidade do que a homossexual”.

Mediante ao exposto, é possível concluir que as ideias de Olavo de Carvalho apresentam, nos aspectos considerados, semelhança com o positivismo de Comte, pois acima de tudo consideram que o funcionamento da sociedade como um todo supera as necessidades individuais de poucos, logo, a preservação de certos costumes em detrimento de práticas periféricas fundamental para o progresso social.   

Pedro Américo Andrade de Almeida - Direito 1º Semestre - Noturno




sexta-feira, 17 de julho de 2020

Libertinagem em ascensão

          Libertinagem. Este seria o real conceito que define o comportamento da geração hodierna.Por conseguinte a Revolução Cultural a qual fora ascendendo no decorrer dos séculos, o ideal hedonista tornou-se algo intrínseco no modo de viver dos presentes cidadãos no Mundo Contemporâneo, fazendo assim com que a síntese positivista da "Ordem e Progresso" se transfigurasse a uma mera ferramenta de estudos no âmbito sociológico. Sendo assim, é notório que diversos são os fatores que fomentam a existência dessa imoralidade e depravação imbuída na concepção pós-moderna.
          A priori, é válido salientar a influência de filósofos marxistas, como Herbert Marcuse, na produção científica-cultural dos dias atuais. Esse pensador afirmava que o comportamento libertino deveria ser utilizado como forma de combater a repressão social política, mimetizando assim uma conduta anárquica,e divergindo ,dessa forma,
 das práticas racionais positivistas. Com isso, intelectuais como Olavo de Carvalho, ganham protagonismo no combate à "Desordem e Regresso".
          Ademais, é cabível ressaltar também o envolvimento direto das minorias sociais com esses princípios frascários. Acontecimentos como o Festival de Woodstock e a Rebelião de Stonewall , ambos ocorridos no final da década de 60,e período o qual o Movimento hippie se fortaleceu ante à perspectiva mundial, fez com que a convicção de "Vida Vadia" se tornasse ainda mais frequente na Contemporaneidade. Sob essa ótica, infere-se que eventos como esses não permitem que a estática social, proposta por Auguste Comte, progrida para o estágio dinâmico, para assim, a sociedade alcançar o seu pleno desenvolvimento.
          Portanto, percebe-se que a ideologia positivista sempre converge com a prosperidade racional e nunca com pensamentos devassos. Iniciativas atuais como o Movimento Antifa ,Black Lives Matter e o Movimento LGBT não condizem com a realidade, em virtude de serem ações que correspondem a conceitos minoritários em detrimento da normalidade. Destarte, fica perceptível que o pensamento olavista, de que interesses de grupos restritos não representam a vontade da humanidade, retrata com esmero o cenário ideal para ser vivido.


Mateus de Oliveira Medeiro - 1°Ano - Curso: Direito - Período: Noturno

Nota: O texto planejado acima não representa a opinião do autor, pois essa atividade foi atribuída com o intuito de apresentar diferentes óticas acerca de uma mesma corrente. 

A desordem promovida pelo Black Lives Matter e seu atentado ao progresso

Instauradas após a morte isolada de uma pessoa de cor por um policial branco no estado de Minneapolis, sob o pretexto de combater o chamado “racismo estrutural”, concepção “esquerdopata”, advinda do marxismo cultural enraizado nas instituições educacionais, as manifestações organizadas pelo movimento Black Lives Matter assolou os Estados Unidos em alvoroço e  balbúrdia, no ano de 2020. Entretanto, diferente da grande imprensa que a apoia, é preciso ressaltar a atuação embusteira e falaciosa dessa organização, dado que, tanto em sua forma “estrutural”, quanto em qualquer outra que se define como tal, atitudes discriminatórias à população preta não é mais uma realidade na América, pelos fatos que se seguem.

Primeiramente, constata-se que, promulgada em 1865, a 13ª Emenda Constitucional da Constituição dos Estados Unidos, foi o grande marco que cessou o racismo no país, visto que, após a aprovação dessa providência, a escravidão em território americano foi completamente abolida. Em consequência disso, é amplamente notório a existência de diversos ídolos oriundos da comunidade preta que são amados e venerados pela população estadunidense, principalmente no âmbito musical: Michael Jackson, Whitney Houston, Mariah Carey e Beyoncé são alguns exemplos. Não obstante,  a vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais de 2008, sendo a primeira pessoa de cor a ocupar o cargo de chefia máxima do Poder Executivo americano também comprova, racionalmente, a efetividade da medida estatal anteriormente citada e que a discriminação contra indivíduos pretos não é mais uma adversidade vigente na América. Portanto, a luta travada pelo Black Lives Matter é uma farsa, na medida em que a emancipação das pessoas de cor dos Estados Unidos já foi alcançada no século XIX.

Ademais, infere-se que, tendo a desordem como principal instrumento para lograr suas reivindicações, por meio de badernas nas ruas e saques a comércios, a título exemplificativo, o Black Lives Matter vai na contramão de tudo aquilo que o célebre Auguste Comte preconizou. Para o filósofo francês, a ordem, atingida quando os papéis sociais de cada indivíduo são devidamente cumpridos em razão do bem estar coletivo, é situação sine qua non para a efetivação do progresso. Assim sendo,  para auferir o avanço que tanto almejam, o Black Lives Matter e outros movimentos de cunho esquerdista, como o LGBT, a qual foi objeto de uma acurada análise do filósofo Olavo de Carvalho em seu texto “Mentiras gays”, devem descontinuar de exigir suas demandas — entenda-se por privilégios perante aos cidadãos de bem, que respeitam o princípio meritocrático na conquista de direitos — imediatamente, pois somente com um cenário ordeiro, sob a orientação da moralidade, será possível continuar o verdadeiro progresso.

Nota: o texto não remete à opinião do ator, esse foi elaborado apenas para fins demonstrativos das incoerências da corrente positivista. Logo, o mesmo não deve ser levado à sério. :)

Luís Arquimedes Takizawa Albano - Direito Noturno