Em primeira observação, nota-se a necessidade de legitimação dessas notícias através de uma aparência científica. A exemplo disso, há a ampla divulgação, em redes sociais, de dicas de saúde e de alimentação que baseiam-se em dados inventados ou até existentes, mas que não possuem ligação alguma com a sugestão dada ao usuário. Assim, os influenciadores recorrem a uma linguagem técnica e convincente e artigos, os quais muitas vezes nem possuem respaldo no meio científico, para manipular o visualizador a crer na sua dica . Dessa forma, vê-se a existência de uma forma de notícia se tornar científica em sua essência, mas sem necessariamente ser.
Em segunda análise, pode-se citar a busca pela ordem, característica dessa corrente, através da disseminação de tais informações. Nesse viés, quando há uma situação que foge daquilo que é considerado comum ou normal a uma sociedade, certos indivíduos utilizam desse instrumento para coordenar o que consideram errôneo e convencer o público daquilo que lhe convém, com o intuito de trazer a ordem social novamente. Assim, as fakes news são pontos cruciais para a manutenção de uma forma específica de poder.
Em conclusão, torna-se visível como essa ferramenta é altamente relacionada a uma visão positivista para perpetuação e convencimento de determinados ideais. Desse modo, a busca por validação científica funciona como uma forma de legitimação de um ideal, enquanto o compartilhamento desse tipo de noticiamento, num contexto “anormal” transforma-se na preservação da estabilidade.
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