"Uma vez ordem, por fim progresso. Certo que isso não muda. Buscar os objetos imutáveis da sociedade a organiza na medida em que se conserva os valores fundamentais para a mesma. Estão nos princípios os direitos e deveres, a submissão, a coerção, a estabilidade, as instituições coercitivas. Estes encaminham o cidadão para o progresso afinal. Um valor, uma ideologia dominante são as bases a serem seguidas, mas não a serem questionadas ou transformadas. Mas então como encaixar as revoluções, manifestações, reformas, movimentos populares, insatisfação pública dentro de uma política linear? Política sem retrocessos, sem sair dos eixos, da mesma forma que os astros se organizam em um único sentido. Justamente porque a humanidade se transforma. As necessidades de cada época se modificam, as prioridades mudam. Encaixar a sociedade na modernidade é uma tarefa complexa para um positivista. Logo, como a inseri-la nas modificações atuais? Como lidar com isto? Se não com a ruptura de paradigmas arcaicos, que acorrentam o corpo social a preceitos que muitas vezes ferem a dignidade humana e que hoje são repensados sobre suas formas? A ausência de consenso científico, a anarquia intelectual e a falta de uma moral positivista é o que causam a desordem no positivismo, sem estes, o progresso está as portas, e nada pode o deter, a não ser a ruptura com a ciência, a moral e o positivo. E então, o que será feito para satisfazer as necessidades da massa na contemporaniedade sem ferir a ordem? ".

Nenhum comentário:
Postar um comentário