Porém, ao analisarmos movimentos como o Black Lives Matter, questiona-se o que seria a ordem. Isso ocorre porque a "ordem" defendida ao longo da história frequentemente não foi imparcial: ela se ergueu sobre desigualdades raciais, sociais e econômicas. Para muitas pessoas negras, a ordem representou silêncio, falta de visibilidade e, em situações extremas, violência justificada pelas estruturas sociais.
Nesse cenário, a suposta "quebra da ordem", que seria pessoas negras quebrando padrões históricos e sociais, pode ser encarado como desordem, algo a ser dominado para preservar a estabilidade.
O Black Lives Matter demonstra que a sociedade não pode ser vista apenas como um mecanismo que precisa operar de modo harmonioso. Ela é composta por pessoas com vivências, sofrimentos e batalhas distintas. Quando essas vozes são negligenciadas, a "ordem" deixa de ser equilíbrio e se torna imposição.
Dessa forma, a relação entre positivismo e a quebra da ordem adquire um novo sentido: romper com a ordem pode ser, na verdade, o ponto de partida para construir uma sociedade mais justa.
Stephany Oliveira, 1° ano de Direito - Noturno.
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